Push Up Bloody

Autora: Vê Inamonico
Status: Finalizada
Revisada por: Vê Inamonico
Categoria: Seriados - The Vampire Diaries
Sub-Categoria: Romance, Aventura - LongFic
Comentários:




Prólogo.

Damon's P.O.V.

Vi uma moça linda deitada em minha cama, e não aquela menina que parecia uma criança enquanto brigava com sua irmã. Uma moça que, por um minuto, quis saber como seu sangue desceria por minha garganta e que gosto me proporcionaria... Conseguia ouvir o sangue ser bombeado por seu coração e minha sede era quase inevitável, mas Stefan me pedira para que esperasse e eu não seria louco de decepcioná-lo, afinal havia prestado um favor maior transformando sua amada. A verdade era que Stefan tinha medo de voltar à vida de antes e, já que eu não tinha nada contra em ser um vampiro de verdade, ele pedira a mim.

Stefan's P.O.V.

não era o tipo de mulher que passava desapercebido; não mesmo. Mas algo me chamou atenção e, não foi sua beleza. Ela era uma mulher, mas sempre que brigava com sua irmã, se transformava em uma criança e, eu gostava disso. Sua alma era jovem e quando a vi bebendo o sangue de um veado, percebi que não só a alma era jovem. Ela era o tipo de mulher que sempre sonhara para mim, mas não tinha percebido até Damon ter transformado-a para mim.

Capítulo 1.

Era só mais uma cidade comum, em um estado comum. A pequena população de Baltimore no Condado de Fairfield indicava que não havia segredos entre a comunidade e muito menos se podia fazer algo sem que o resto ficasse sabendo. As irmãs Cardigan sabiam muito bem disso quando resolveram-se mudar para lá, só não sabiam, é claro, que mesmo com toda a hospitalidade e aconchego, aquela cidade tinha muito a esconder.
- Você devia ter virado à direita, . Eu falei que estávamos indo para a direção errada. - falou assim que sua irmã virou à esquerda.
- Mentira, você que falou para eu virar à esquerda. Posso estar dirigindo, mas ainda posso ouvir!
- Jura? Pensei que não pudesse. - A menina rolou os olhos e bufou.
- Sem essa, . Só quero saber onde estamos, ok? - falou fingindo não ouvir a irmã bufar.
- Sem essa? Estamos perdidas, é onde estamos! É tão difícil para você virar à direita e... - parou do nada e olhou uma placa que dizia o nome da rua. -... E sabia que era à esquerda! Olha aqui! - Apontou para a placa, mas a irmã não viu pois não gostava de desgrudar os olhos da rua enquanto dirigia. - Vai em frente, a casa é número 13!
- Ok, ok... - parou em frente a uma casa rosa e bem conservada. A casa era bonita, mas velha. apostou mentalmente que assim que pisasse na casa, ela rangeria.
- Wow, que...
- Velha? - A irmã chutou e olhou sorrindo para , que concordou. - Vem, vamos descarregar tudo e pedir uma pizza!
- Sim! - vibrou. - Estou faminta.
Aquela casa era, sem dúvida, tudo o que elas queriam, um sobrado com três quartos e três banheiros, um sótão, ampla sala de dois ambientes e cozinha que tinha uma porta com acesso ao jardim dos fundo que, por sinal, estava muito bem cuidado.
- Peça a pizza antes que a gente caia de fome. - reclamou descendo, depois de ter carregado suas malas para o andar de cima. - Mamãe disse que os móveis que ela e papai compraram chegam amanhã. - sentou-se em uma das cadeiras da cozinha, perto do telefone.
- Para sua sorte eu anotei o telefone de um delivery enquanto vinhamos para cá. Parece que essa cidade não tem muitas opções. - pegou o telefone e discou o número anotado rapidamente no papel.
- Claro, sempre você salvando a pátria. - a menina disse de maneira engraçada tentando imitar a irmã.
respondeu mostrando a língua e fez o pedido, uma inteirinha de quatro queijos porque, se havia uma coisa com que essas irmãs não se preocupavam, essa coisa era o peso.
- Aqui parece aconchegante o suficiente. Temos de ir ao colégio amanhã? - choramingou enrolando o fio do telefone entre os dedos.
- Não comece, o colégio não é muito grande e tenho certeza de que nos enturmaremos fácil. - olhou sonhadora para um ponto fixo da parede.
- Até parece, quando eles descobrirem que você é uma doida que faz a irmã de escrava. - soltou olhando despreocupada para as unhas.
- Corrigindo; que VOCÊ é uma doida. Faço a minha irmã de escrava porque você deixa. - piscou provocante para e antes que pudesse falar qualquer coisa, ouviu a campainha soar.
- Caramba, já é a pizza? - perguntou para com uma expressão surpresa.
- Não pode ser, pedi há uns cinco minutos... Mas de qualquer forma, vai lá maninha. - sorriu quando viu a irmã levantar e ir em direção a porta, tirando a carteira da bolsa antes.
abriu a porta e sentiu todo o sangue de sua face sumir. Ele era alto, cabelo moreno e incríveis olhos azuis. Estava com uma camiseta preta e justa com decote em "V" e as mãos no bolso mostravam um surrado jeans acompanhado de all star preto.
- Acho que você não é o cara da pizza. - disse a menina controlando-se para não gaguejar.
- É, não faço esse tipo. - O misterioso cara sorriu de lado e quase desmaiou ali mesmo.
- , por que está demorando tanto eu... - diminuiu a voz assim que deu de cara com o tal menino. - Olha, já fez amigos! - ela sorriu para o garoto. O garoto sorriu e olhou para .
- É, eu e podemos nos considerar amigos de infância. - O tom de brincadeira era visível para todos, menos para .
- Sério? Não me lembro de você... - fez uma cara pensativa e lançou um olhar mortal à irmã.
- Ai meu Deus, me desculpa, - olhou para Damon abraçando a irmã pelos ombros. - ela se auto-desliga quando está com muita fome.
- O que é? Mamãe nos ensinou a não mentir nunca. - A irmã falou como se fosse óbvio. - Então...
- ...Damon, Damon Salvatore. – sorriu o garoto e corou.
- Então, Damon, quer ficar e comer pizza?
- Seria adorável, mas só vim aqui me apresentar. Tenho que voltar, meu irmão está sozinho... - Ele olhou para e mandou um olhar como se falasse não se preocupe e sorriu para ela, logo depois.
- Ah, fala para ele vir também! - falou como se já o conhecesse há anos.
O garoto ficou pensando por uns segundos, mas acabou concordando. Tirou o celular do bolso e falou rapidamente com seu irmão.
- Ele está vindo. - Damon coçou a nuca sem tirar o sorriso do rosto.
- Legal, entre! - falou empurrando a irmã e dando passagem para ele passar.
- Já está na dele hein maninha? - deu uma cotovelada de leve na barriga da irmã.
- Ah não enche. - riu a menina fechando a porta. - Ainda não temos a maioria dos móveis, mas lá na cozinha há algumas cadeiras. - apontou mais adiante se aproximando de Damon e conseguindo sentir seu perfume. Sem dúvida, era o melhor que ela já havia sentido.
- Está tudo bem. - ele sorriu para ela novamente. - Ah, meu irmão chegou. - soltou o garoto antes mesmo que a campainha tocasse, o que impressionou às meninas. - Coisa de irmão. - ele se justificou erguendo os ombros.
- Eu não tenho essa ligação paranormal com você... - cochichou com e a irmã pôde ver sua expressão estranha. Riu e foi receber o novo convidado.
abriu a porta e deparou-se com um garoto completamente diferente de Damon. O cabelo estava cuidadosamente arrumando em um topete desajeitado, a camiseta marrom delineava bem seus músculos no peitoral e combinavam com seus doces e calmos olhos castanhos, a calça jeans escura e muito bem engomada contrastavam com o all star surrado.
- Oi...eu sou o...
- Stefan! - Damon apareceu logo atrás de a assustando, já que havia se perdido em observar o corpo do novo irmão Salvatore.
- É, esse sou eu. - Olhou para e essa sorriu, sem falar nada.
- Oi! Sou a e essa é a . - ignorou a paralisia repentina de e tomou as rédeas da situação.
- Prazer. - Stefan cumprimentou com um balançar de cabeça e pegou a mão de , balançando amigavelmente. A menina sorriu e saiu de seu transe.
- Entra! - falou um pouco mais alto e se xingou mentalmente. - Quer dizer... Entre. - Tentou consertar, falndo em um tom mais baixo e os três riram.
- Damon comentou que vocês nos convidaram, obrigado. - Falou desajeitadamente e entrou. fez um gesto com a mão como quisesse dizer “magina” e seguiu para a cozinha com os três ao seu encalço.
- Então vocês são novas aqui, vieram para fugir de algum ex-namorado psicopata? - Damon começou, apoiando-se na pia da cozinha com as mãos lhe servindo de apoio ao lado do corpo.
- Ora, não seja indelicado Damon, - Stefan o olhou repressor. - o que ele quis dizer é que não é normal duas garotas tão bonitas virem parar nessa cidade minúscula. - sorriu para que havia se sentado de frente para ele.
- Simplesmente queríamos mudar um pouco, aprender a ser independentes. - pronunciou-se sentindo o olhar de Damon sobre si.
- É, uma cidade pequena é um bom começo. - concordou.
- E de onde as mocinhas são? - Damon sorriu de canto.
- Seattle, Washington. - respondeu de prontidão, parecendo um pouco desesperada em seguida.
- Uma cidade grande. - Stefan observou.
- Mas e vocês? Também são muito bonitos para estarem presos a uma cidade pequena. - rebateu, intercalando os olhos entre os irmãos, mas preferindo, por fim, fixá-los em Stefan.
- Somos de Vancouver, Canadá. - Damon se pronunciou vendo que Stefan pusera-se a pensar. Antes que um dos irmãos pudesse dar mais detalhes a campainha tocou.
- Agora é a pizza. - desencostou-se da pia de mármore e seguia para a porta que separava a cozinha da sala quando Damon tocou sua mão levemente.
- Eu pego para você. - ele disse.
- Tudo bem. - ela sorriu embasbacada e deu-lhe o dinheiro. Stefan olhou o irmão apreensivo. Damon foi, literalmente em um pé e voltou em outro, de tão rápido que apareceu com a pizza na cozinha.
- Co-coloca aqui em cima. - gaguejou apontando para a mesa e se xingou mentalmente. Foi em direção ao armário e viu que não tinha pratos. "Ótimo!" pensou. - , não tem...
- Pratos? - A irmã falou e viu concordar com a cabeça. - Ah, comemos com a mão, ou fazemos a tampa da caixa de pizza como pratos! - Ela sorriu e a irmã assentiu mais uma vez.
- Vai cortando a pizza que eu e o Damon vamos buscar pratos lá em casa... - Stefan falou rapidamente e em seguida viu a cara confusa das irmãs. - Sem talheres também? - As duas acenaram que sim. - Ok, esperem aqui que já voltamos.
Assim que ouviu o famoso cleck da porta, não pôde deixar de abrir a boca e arregalar os olhos.
- O que é esse Stefan? Um Deus, um modelo, Lúcifer? - Falou para a irmã.
- Lúcifer, ? - riu da comparação da irmã.
- É, Lúcifer era o arcanjo mais bonito do céu e...
- Damon é lindo também. - a cortou assim que viu a irmã falar com as mãos. Sempre que a irmã fazia isso, era porque começaria uma longa história.
- AH! Sabia que estava interessada!
- Não estou interessada, estou apenas apreciando a beleza dele.
- Ah tá. E eu sou a boza. - A irmã caçoou e pôde ouvir a porta ranger, sinal de que os irmãos haviam chegado. Olhou significativamente para a irmã e apontou para o cabelo. fez uma joinha com a mão e apontou para o seu cabelo.
- ‘Tá gata. - falou e logo olhou para a porta, vendo Damon com cinco pratos na mão e Stefan com alguns talheres e copos empilhados.
- Cuidado para tirar os copos um do outro, podem quebrar. - Stefan advertiu , assim que essa foi ajudá-lo. Ela assentiu com a cabeça e colocou os copos na pia. Tirou um de dentro do outro sem muitos problemas e quando olhou para a mesa, a encontrou pronta.
- Ok, podem se servir. - apontou para a pizza que estava em cima da pia ao lado da garrafa de refrigerante. , como estava ao lado, foi a primeira a levantar a tampa da caixa de pizza e pegar o pedaço que ela e haviam cortado desastrosamente. Sentiu calor atrás de si e quando viu, Damon se debruçava sobre ela para pegar um pedaço de pizza. Antes de se afastar, sorriu para ela e então foi se sentar.
Comeram tranquilamente, os olhares de Damon em eram constantes e ficou tão empolgada que acabou se engasgando. Depois de se recuperar e ficar vermelha por Stefan aparentar preocupação e encará-la, tudo voltou ao "normal". Cada gesto das meninas era apreciado pelos meninos e vice-versa. Quando a pizza acabou não houve como adiar o momento de começar uma conversa, e tomou a iniciativa.
- Então, gostaram? - Ela sorriu para os convidados.
- Estava tudo perfeito. - Stefan falou a ajudando com a louça.
- É, perfeito. - Damon respondeu encarando .
- Hm, e eu vamos lavar a louça e já te devolvemos. - falou corando.
- Magina, fiquem com a louça enquanto não chegam as suas. - Stefan falou para e o máximo que a menina conseguiu fazer foi concordar.
- Bom, acho que já vamos... - Damon finalmente se levantou e tirou os olhos de .
- É, está tarde. - Stefan concordou.
- Ah, mas já? - fez uma careta enquanto colocava os copos na pia.
- É, temos aula amanhã. - Damon piscou para .
- É, nós também. - falou de cabeça baixa e mais uma vez corada.
- Obrigado. - Stefan falou para e deu um beijo na bochecha de .
- Obrigado . - Damon sorriu enquanto sussurrava no ouvido da garota.
- De-de na-nada. - Ela falou enquanto os levava até a porta. A menina acenou quando eles saíram e quando fechou a porta, olhou para a irmã.
- O QUE FOI ISSO!?
- Nem eu sei! - não escondia o sorriso bobo.
- Meu Deus, amanhã a escola promete!
- Pois é... - concordou se lembrando dos minutos atrás.

Capítulo 2.

A noite havia sido agitada, nenhuma das irmãs conseguira pegar no sono tão cedo. A visita dos irmãos Salvatore na noite anterior fora motivo de muitas risadas e comentários até que elas finalmente conseguissem pegar no sono em suas camas improvisadas. O sono era tanto que acordar atrasadas não foi uma grande surpresa.
- Droga de despertador idiota. - amaldiçoava enquanto vestia a calça jeans skinny.
- Também, você deixou que acabasse a bateria do celular, esperava o quê? - penteava o cabelo ao mesmo tempo em que passava rímel nos olhos.
Saíram em disparada para o carro com no volante e dirigiram até a escola que ficava no centro da pequena cidade. Chegando lá, a única vaga disponível era ao lado de uma BMW preta conversível. e se entreolharam sorrindo e então desceram rapidamente. Felizmente já tinham seus horários e faltavam cinco minutos para o sinal tocar.
seguiu para a aula de Física enquanto foi para a de Biologia. Para espanto das duas, Damon e Stefan estavam, respectivamente, nas mesmas aulas que as duas.
- Wow, biologia com Stefan Salvatore? - brincou quando Stefan a chamava com a mão.
- É, você teve sorte. - Stefan piscou e logo caiu na risada sendo acompanhado por . A menina não se impressionava fácil, era muito desligada e não levou aquela piscada a sério como Stefan queria que ela levasse.
- E eu achando que física era só para os nerds. - pronunciou-se ao se aproximar de Damon que estava ao fundo da sala, com os pés sobre a carteira e os braços cruzados.
- Hum... bom dia pra você também. - ele sorriu e analisou cada movimento da menina.
As aulas foram divertidas até eles se encontrarem no refeitório do colégio. Ali a bagunça era iminente, Stefan e Damon guiavam as garotas, protegendo-as de esbarrões e possíveis mãos bobas.
- Aqui é sempre...
- Selvagem? - completou a frase de .
- Com o tempo acostumam...
- Ou não. - Damon fez o mesmo com a frase de Stefan e riu.
- Hum, como você é cheirosa. - Damon comentou enquanto estava na fila, logo atrás de o que fez a menina corar levemente.
- Obrigada. - mas é claro que ela não sabia o real significado daquela afirmação.
- Pronto, é aqui que nos sentamos. - Stefan apontou para uma mesa mais ao canto do refeitório.
- E ninguém mais senta aqui? - parecia fascinada, revirou os olhos.
- Não, nós a temos só para nós e agora para vocês também. - Damon disse próximo ao ouvido de enquanto puxava a cadeira para a menina sentar.
- Obrigada. - ela sorriu sem graça.
No segundo tempo das aulas, e Stefan tinham todas as aulas juntos e e Damon também. Na saída os quatro saíram juntos pelos portões atraindo a atenção de todos que cruzavam seu caminho.
- Então nos vemos mais tarde? - Damon encostou-se ao lado de no carro das irmãs.
- Acho que sim, não sei o que seu irmão andou aprontando com a minha irmã. - riu a menina sentindo-se desconfortável com a proximidade do garoto.
- Sabe que... - o garoto aproximou-se ainda mais de olhando-a bem no fundo dos olhos. - pela primeira vez em muitos anos eu me diverti muito hoje. - sorriu ele galanteador e sentiu todo seu corpo tremer.
- Damon, vamos. Elas não moram muito longe. - Stefan disse em tom brincalhão dando a volta na tal BMW que estava ao lado do carro das meninas.
- A-a-a BMW é de vocês? - arregalou os olhos.
- É sim, depois dêem uma passada lá em casa e mostramos os outros. - Stefan piscou para que abaixou o olhar, envergonhada.
- Pode deixar. - disse e acenou, entrando no carro em seguida.
- Oh meu Deus, eu não aguento mais um dia disso! - colocou as mãos na frente da boca, agitada. - Se o Stefan me olhar mais uma vez daquele jeito eu juro que agarro ele!
- Se acalme, acabamos de chegar e nem falamos com outras pessoas ainda! - disse enquanto manobrava o carro para fora do estacionamento.
- Olha quem fala Srta. só-falta-babar-pelo-Damon. - caiu na risada levando uma cotovelada da irmã no braço. - Ah, pára com isso, eles são bonitos, simpáticos...
- ... resumindo, eles são... - parou antes que começasse uma longa lista de qualidades.
- TUDO! - as duas disseram juntas, rindo em seguida.
- Hum, hoje a tarde os móveis chegam e podíamos chamá-los para nos ajudar, que tal? - disse enquanto fazia a curva que daria na rua de sua casa.
- Ótima ideia! - disse sorridente e as duas riram mais uma vez.
Felizmente o caminhão chegou ao final da tarde, quando as meninas já haviam terminado as tarefas e limpado a casa completamente. Assim que abriu a porta da casa, Damon e Stefan já estavam do lado de fora, animados, ajudando o pessoal que viera junto com o caminhão.
- Uau, chegaram cedo garotos! - disse sorridente, desviando seus olhos para a mobília novinha em folha que era descarregada do caminhão. - Lá para dentro rapazes! - a menina apontou para dentro da casa e deu pulinhos até o caminhão.
- Obrigada por terem vindo. - disse rolando os olhos para a expressão infantil da irmã.
- Não foi nada. - Stefan sorriu.
O pôr-do-sol foi acompanhado de muito esforço e risadas e em pouco tempo, com cinco rapazes, Damon, Stefan, e haviam conseguido colocar toda a mobília dentro casa e em seu devido lugar.
- Nossa, que calor. - Stefan fechou a porta e sentou-se na varanda, assim como os outros haviam feito. Mas, antes de sentar-se, tirou a camiseta branca que usava, a qual também estava encharcada de suor. , na hora, apertou a mão da irmã que estava ao lado do corpo da mesma. viu o rosto da irmã corar intensamente e olhou para cima. O abdômen definido de Stefan era de deixar qualquer garota desnorteada, ele era completamente musculoso e cada vez mais surpreendia e .
- Respira. - cochichou e disfarçou a risada. - Querem ficar e jantar conosco? - ela continuou, olhando para a irmã que, lentamente, voltava à cor normal.
- Nada disso, hoje é a nossa vez. - Stefan se sentou ao lado de e olhou para Damon que sorriu.
- Certo... - falou com a respiração pesada e corou.
- Às oito lá em casa, pode ser? - Stefan falou enquanto colocava uma mecha do cabelo de atrás da orelha, depois beijando a bochecha da menina.
- Estaremos lá. - falou assim que ficou roxa de vergonha. - Vem Stefan, precisamos de um banho... - Damon se levantou e estendeu a mão para ajudar a levantar também. A menina aceitou sem pensar duas vezes e quando Damon puxou-a para cima, ela se desequilibrou e caiu em cima dele. - Opa. - Ele sorriu.
- É, precisamos arrumar a casa também. - estendeu a mão para Stefan levantar, mas o garoto a puxou para baixo fazendo a menina cair em cima dele. Stefan sorriu e beijou o canto da boca de . A menina se levantou rapidamente e foi rapidamente para dentro de casa.
- Melhor irem. - falou preocupada com a irmã e beijou a bochecha de Damon enquanto acenava para Stefan, que tinha uma expressão surpresa.
- , O QUE ACONTECEU COM VOCÊ? - entrou bufando e viu a irmã sentada com os braços ao redor dos joelhos, no sofá.
- , eu... - falou fraca e negou com a cabeça. -... Não estou pronta. Eu não quero que o Stefan e eu sejamos apenas amigos, mas ele parece que quer e eu...
- , não fica assim. - sentou-se ao lado da irmã e abraçou-a. - Fala com ele, ele vai entender. E se não entender, deve existir caras mais legais por aí, acredite.
- É... - A menina fungou e se levantou. -... Vou tomar banho porque sei que se nos atrasarmos, você me mata.
- Vai logo menina! - brincou e viu a irmã desaparecer escada a cima.
- Você toca, ou eu? - Perguntou a falando sobre a campainha .
- Eu só vou tocar porque você chorou hoje e eu fiquei com pena. - falou para a irmã e esta sorriu. Tocaram a campainha e Damon apareceu rapidamente.
- Pontuais. - Sorriu e beijou na bochecha.
- Sempre. - falou. Ela parecia à vontade com Damon, mas por dentro estava explodindo de vergonha.
- Entrem, entrem. - Damon falou sorrindo para as duas.
A casa dos irmãos Salvatore aparentava ser, no mínimo, duas vezes o tamanho da casa das irmãs o que as fascinou. Toda a decoração era rústica, em móveis escuros, paredes pintadas de vermelho, uma lareira bem no centro da grande sala e logo acima dela uma enorme televisão de plasma. A sala de jantar era iluminada por diversos lustres e a mesa parecia não ter fim. Stefan estava colocando as travessas em pontos comuns da mesa quando parou ao ver e , seguindo até elas, sorrindo.
- Bem vindas. - Stefan beijou próximo ao canto de sua boca e sorriu reconfortante. Para ele apenas acenou com a cabeça. - Por favor, vamos sentando que o jantar está pronto. - ele apontou para a mesa e seguiu na frente. Damon e foram por um lado da mesa e e Stefan pelo outro.
A ponta da mesa permaneceu vazia, assim os garotos puderam sentar ao lado das meninas. Stefan fez questão de servir a todos e então eles começaram aquele farto e delicioso banquete. Enquanto conversavam sobre o colégio e os esquemas de aulas, Damon pousou uma de suas mãos sobre a coxa de por debaixo da mesa, fazendo com que a menina tomasse um breve susto, mas o olhasse e sorrisse.
O jantar estava delicioso, mas ninguém prestava atenção realmente no jantar. Estavam absortos em pensamentos não muito puros, mas qual é, eles estavam no colegial e não no asilo.
e Damon soltavam risinhos timidos todas as vezes que seus olhares se encontravam - o que era constante. E quando Stefan tentou puxar assunto com , viu que ela estava tensa. Decidiu deixar a garota um pouco a vontade, fingindo ignorar a tensão vinda da garota.
No final do jantar, Damon e se livraram de lavar os pratos e Damon levou para a varanda, sentando naqueles bancos suspensos, que pareciam uma balança gigante.
Stefan falou para ficar sentada na sala, mas a menina decidiu ajudá-lo com a louça.
- , vi que você estava estranha no jantar... - Stefan começou a falar, e a garota parou de lavar a louça na hora.
- Olha Stefan, eu...
- Hey, calma. - Stefan falou, colocando a mão na cintura da menina.
- Não. - A menina tirou a mão de Stefan e se afastou. - Eu não gosto de só ficar com os caras eu...
- Não precisa ficar assim. - Stefan colocou o dedo nos lábios da garota. - Eu não quero ficar com você, eu quero algo mais.
- Mas a gente se conheceu ontem e...
- , eu sei esperar e também sei que estamos nos conhecendo ainda. Desculpa por ter ido tão rápido.
- Ah! - A garota se jogou nos braços do garoto e sussurrou um "obrigada" em seu ouvido.
Damon colocou seu braço ao redor de quando a garota se arrepiou por uma brisa leve.
- Hey, vem mais pra cá. - Damon puxou-a para mais perto dele e sorriu, olhando para baixo. - Adoro essa sua timidez. - Damon sussurrou ao pé do ouvido de e ela estremeceu.
- Adoro você. - continuou olhando para baixo enquanto dizia isso e Damon puxou seu rosto delicadamente para cima, fazendo-a encarar seu rosto perto demais.
- Por favor, se você não quiser, me impeça agora. - Damon sussurrou, mas pela proximidade dos dois, teve certeza de que ouvira. Ela nada fez, e ele continuou, colou os lábios no dela e ficou assim por alguns segundos. Logo Damon sentiu a língua quente de pedir passagem e cedeu-a facilmente. O beijo era calmo e suave, Damon tinha uma mão no rosto de e a outra apertava inconscientemente a cintura da garota. Enquanto tinha suas duas mãos depositadas em cada bochecha do garoto.
resolveu investir e então desceu uma das mãos para a nuca de Damon enquanto a outra deslizava pelo seu braço. Então soltou seus lábios dos dele sorrindo sem conseguir olhá-lo de tanta vergonha. Aquilo parecia um sonho. Damon sorriu de canto e beijou a bochecha da menina, descendo lentamente até seu pescoço enquanto inclinava a cabeça para trás e revirava o cabelo do menino em sinal de que estava gostando. Aquele cheiro... Damon estava ficando com a visão embaçada, os sentidos aguçados, aquele som... Não conseguiu ficar com a boca muito longe do pescoço de quando então...
- NÃO. - disse ele se afastando rapidamente para a outra ponta do banco.
- O que aconteceu? - disse conturbada.
- Me desculpe eu, - Damon passou a mão por seu cabelo, fechando os olhos e respirando fundo, a sua sorte é que estava escuro o suficiente para que não visse seu rosto. - desculpe acho que fui rápido demais.
- Não, eu, eu deixei, por que você...? - se aproximou dele, mas foi impedida.
- Desculpe. - ele disse simplesmente e se levantou, entrando na casa em seguida.
- Ok. - falou sozinha e tamanho era sua vergonha que não entrou na casa .Ficou lá fora, olhando a rua deserta e escura.
- Stefan. - Damon entrou na cozinha rapidamente e viu seu irmão todo molhado enquanto estava com um copo cheio de água da pia. Eles tiraram o sorriso do rosto e Stefan olhou apreensivo para Damon. - Preciso falar com você.
- Claro, , eu... - Stefan olhou para a menina que apenas balançou a cabeça e sorriu serenamente.
- Fala. - Stefan falou enquanto encostava a porta de seu quarto.
- Eu perdi o controle com a , eu... - Damon estava visivelmente perturbado, não sabia nem o que dizer.
- Calma Damon, isso... Isso deve ser normal, eu...
- Não, eu não quero machucá-la. Isso não é normal, Stefan! - Damon falou um pouco alto e Stefan colocou a mão no ombro do irmão.
- Calma, é só se alimentar mais, concentre-se, eu sei que você consegue. Você gosta dela...
- Mas e se...e se eu quiser que ela seja como nós? Você sabe, seria mais fácil. - Damon olhou suplicante para o irmão, embora soubesse qual seria a resposta.
- Ela não pode opinar nisso, Damon. Você sabe tanto quanto eu... - Stefan olhou triste para Damon.
- Nós daríamos verbena, ela teria que decidir por conta própria e...
- Damon, não torne as coisas mais difíceis. Você sabe que não podemos nos expor dessa maneira. - Stefan passou a mão pela testa.
Do lado de fora, observava seu all star vermelho apoiado no banco enquanto a leve brisa noturna acariava seu rosto. Ela deveria ser uma babaca mesmo. Por que Damon havia se afastado tão rápido? E onde diabos estava sua irmã, ela queria muito ir embora.
Ela não queria nem saber, por isso foi caminhando para casa, estava com as chaves de qualquer maneira. O que não saía de sua cabeça era o doce beijo que Damon havia lhe dado, seus lábios eram tão macios e quentes que ela mal conseguia acreditar que aquilo havia realmente acontecido.
- Stefan, ela vai ficar chateada comigo, o que eu faço? - Damon andava de um lado para o outro. E se ela entendesse tudo errado?

Capítulo 3.

Semanas se passaram e o clima estava pesado demais. Stefan e se comunicavam pouco, mas sempre que seus olhares se cruzavam, sorriam um para o outro.
Damon e não estavam se falando desde aquele dia em que jantaram na casa dos irmãos. pedira a que almoçassem em outra mesa, e a irmã não negou tal pedido.
Um estava com saudades do outro, mas não se falavam por razões idiotas - para as meninas - e horríveis - para os meninos.
- , tem certeza disso? - perguntava insegura, deixando a televisão de lado.
- Absoluta . Não aguento mais essa indiferença da gente. Poxa, pensei que seriamos amigos... - falou descendo a escada com um vestidinho balonê e uma rasteirinha. Seus cabelos estavam lisos e arrumados e sua franja caía perfeitamente no olho.
- Ok. - falou. - Só não demora muito, hoje é dia de Supernatural. - riu e saiu de casa. Tinha decidido há mais ou menos uma semana que iria à casa dos irmãos, tentar resolver tudo. Escolhera esse dia, pois sabia que sexta-feira os irmãos nunca saíam...
Toc toc. Stefan ouviu e gelou. Pôde sentir de longe o cheiro do sangue de e não conseguiu se mexer. Damon tinha roubado uma bolsa de sangue do hospital. Roubar não era o termo certo, já que logo depois que pegou a bolsa, fez com que a enfermeira - do mesmo tipo de sangue - doasse para poder repor.
- Vai atender, Stefan. - Damon falou e viu que seu irmão estava sujo com o sangue de uma gazela que, no momento, estava no meio do jardim dos fundos.
- Ok. - Stefan falou e foi correndo para a porta, olhou sua blusa e bateu na sua cabeça pela sua burrice. Ouviu o barulho da porta de novo e decidiu só tirar a blusa e atender a porta. Abriu a porta e não tinha ninguém. Achou estranho, mas ouviu um barulho na porta dos fundos. "Droga" pensou e correu para lá, dando de cara com uma linda e pasma, por ver uma gazela no meio do quintal.
- O-o que é isso Stefan Salvatore? - Stefan poderia ter desmoronado ali mesmo por ter ouvido seu nome inteiro da boca de se o momento não estivesse tão propício a desentendimentos.
- E-eu... espera. - Puxou-a quando ela se virou, com os olhos arregalados. - Eu posso explicar, eu...
- Você o quê? VOCÊ O QUE, STEFAN? Isso é contra a lei! E-eu... Eu não acredito nisso! - se desfez dos braços de Stefan e correu para a rua.
- Olá. - Damon apareceu na frente de . - Por favor, não nos entenda mal, gostamos de caçar para ter carne fresca. - ele sorriu inocente para a menina. - Stefan está muito mal com seu distanciamento, por favor, não o deixe pior. - ele ficou sério.
- Mas, Damon, o que vocês fizeram no jardim, eu...você está cheirando a sangue? - ela inspirou bem próximo ao garoto que olhou desesperado para o irmão.
- Estávamos dilacerando a gazela quando você chegou, nossa cozinha não comporta um animal daquele tamanho. - disse erguendo os ombros e se desculpando, mas não estava convencida.
- E para isso precisa provar o sangue dela também? - provocou e Damon engoliu seco. Se não fosse por Stefan, já teria atacado ali mesmo para ela aprender a não ser tão desconfiada. Mas segurou-se.
- , por favor, - ele disse sutil. - vá lá conversar com Stefan, tenho certeza de que ele pode explicar melhor do que eu... - "ou você quer ser o meu banquete?" completou mentalmente enquanto inclinava a cabeça para analisá-la melhor.
- , - Stefan estendeu o braço. - por favor, só quero conversar com você. - ele disse com a expressão reprimida em vergonha.
- Tudo bem. - ela olhou para os dois irmãos e andou para perto de Stefan.
- Onde está sua irmã? - ouviu Damon perguntar e suspirou.
- Em casa, mas ela não quer vê-lo. - disse sem rodeios, mas ela sabia que Damon não a escutaria.
- Você tem cinco minutos. - falou para Stefan, séria.
- Você está sem relógio. - Stefan sorriu.
- E você está perdendo seu tempo. - ainda séria, encarava Stefan.
- Ok, eu...
- Quero saber a verdade, Stefan. - o interrompeu e continuou a encará-lo.
- Nós... Nós matamos essa gazela para nos alimentar, fim. - Stefan não estava mentindo, só não se referiu ao que comeria/ou comera da gazela.
- Tá. - falou mexendo na barra de seu vestido, fazendo-o ficar ainda mais curto. - Eu vou para casa.
- ...
- Eu... Eu não vou conseguir resolver tudo hoje, Stefan. Desculpa. - E saiu andando para sua casa.
estava inquieta com a demora da irmã, mas ainda assim não desgrudava os olhos da tela. Supernatural estava passando e ela não perderia um detalhe a menos que... que barulho havia sido aquele? Olhou para trás e não viu nada.
- ? - não obteve resposta e voltou a encarar a tela. Novamente o barulho, deveria ser o vento.
- Oi. - ela olhou para o lado e Damon estava sentado no sofá. deu um pulo e se afastou imediatamente.
- Como, como você entrou aqui? - ela estava apavorada, a janela estava aberta, mas ele não conseguiria passar por ela...
- A porta estava aberta. - Damon apontou para o hall de entrada e revirou os olhos, sempre se esquecendo de trancar a porta.
- Por favor, vá embora. - ela virou-se para o hall, mas Damon entrou em sua frente. - Mas como...?
- Me escute, não é o que você está pensando. - Damon passou as mãos delicadamente nos braços de .
- Damon, por favor... - ela disse com a voz rouca.
- , eu não consigo mais olhar para você e não pensar naquele dia. Eu sinto muito, mas você precisa me entender. Eu te respeito muito e não quero que você se entregue se não estiver preparada.
- Damon, eu só... só não entendo porque fez aquilo. - Não, aquilo não poderiam ser lágrimas...era só um garoto, pelo amor de Deus! Um garoto fofo e lindo que não conseguia evitar. Fato.
- Eu não queria te machucar, ...
- Você conseguiu me machucar muito mais quando se afastou. - colocou suas mãos na nuca de Damon e olhou-o.
- Oh, por favor, me perdoe. - Damon encostou seus lábios nos lábios de e apertou sua cintura, como se nunca quisesse se separar da garota.
abriu seus lábios quando Damon pediu silenciosamente e assim ela era encostada no pilar entre o hall de entrada e a sala, o garoto abraçava sua cintura e não queria que ele a largasse, nunca. Ela bagunçava seu cabelo conforme o beijo ia se tornando mais e mais feroz, até que Damon, sem querer mordeu o lábio de fazendo-a soltar um gemido.
- Desculpe. - ele disse com a voz trêmula, o cheiro de sangue era inevitável.
- 'Tá sangrando. - ela passou a língua.
- Eu te ajudo. - grudou seus lábios nos dela e passou a língua pelo ferimento. Mesmo cheio, ele sabia que não era suficiente então sugou o lábio de , mas de lá nada saiu.
- Damon, o que está fazendo? - o empurrou.
- Eu... eu queria te ajudar a estancar... - tentou se explicar o menino.
- Sugando? Não acho que seja a melhor opção. - o silêncio pairou por longos e incontáveis minutos. Damon já podia ver se afastando dele novamente. Mas tudo o que a menina fez foi rir.
Damon parou para pensar no que tinha acabado de fazer. Imprudência era tudo o que vinha a sua cabeça. Não podia fazer isso, não podia manter isso, mas sempre que via a menina sozinha, seu coração agia e seu cérebro parava.
- Vem aqui. - Damon puxou-a novamente e selou seus lábios ferozmente, dessa vez.
Cada movimento com suas línguas, cada carícia e, pior, cada aperto que recebia na sua cintura era um motivo a mais para os dois se beijarem mais ferozmente e, quando deixou a nuca de Damon para explorar seu abdômen, o garoto não conteve um gemido. Damon desceu a mão para as coxas de e as apertou. Ficaram assim por muito tempo, até ouvirem a porta da frente bater com força e uma passar chorando e correndo para cima.
- Stefan. - Damon disse entre dentes e voltou a olhar . - Sua irmã precisa de você, vai lá. - ele sorriu de canto e deu um selinho rápido na boca da menina, sumindo em seguida. se arrumou e subiu as escadas à procura de .
- ? - bateu na porta do quarto da irmã e não escutou nada, a não ser seus soluços. - Por favor, abre essa porta e conta tudo o que aconteceu. - Silêncio. ia bater de novo quando viu que a porta estava aberta.
- Eu nem sei por que estou chorando, eu... Só vi uma gazela lá no quintal e... AH! - grita como uma forma de acabar com a raiva.
- Gazela? Cardigan, ‘tá louca? - segura o riso, mas logo vê que era verdade o que a irmã acabara de dizer.
- É caramba, uma gazela mortinha no quintal. Stefan falou que era para eles se alimentarem. Mentira. Eu... Não sei mais o que pensar, não consigo mais confiar nele. - deixou mais algumas espessas lágrimas descerem e fungou.
- Então você acha que era para quê ? - colocou as mãos na cintura.
- Sei lá. Uma seita do mal? - deixa mais lágrimas caírem, e dessa vez, não segurou sua gargalhada.
- , por favor, se você dissesse quer era para chupar o sangue dele como os Cullen fazem em Crepúsculo poderia parecer até menos patético. - revirou os olhos ainda rindo.
- Até parece, Edward Cullen? Faça-me rir. - bufa, deixando um soluço escapar junto e ri sozinha, achando graça.
- Você que começou. - deu de ombros. - , relaxa, eles não fizeram nada "dumal" com aquela gazela. - a menina voltou a rir.
- É porque você não viu a gazela no chão, sem vida... - falou olhando para sua irmã e fazendo gestos exagerados com a mão.
- ! Por favor...vou começar a achar que Stefan fez um ritual em você para estar tão alterada assim!
- E SE FEZ? - arregalou os olhos e novas lágrimas desceram para sua bochecha e depois pescoço.
- ! Pára com isso garota, está pior do que eu, cruzes!
- ! Pára com isso garota, está pior do que eu, blablablá... - imita a irmã ainda deixando lágrimas caírem e ri sozinha. - Ok, foi tudo besteira, eu... eu vou superar.
- , não era você que queria resolver tudo? Acabou voltando pior do que antes mulher! - exclamou.
- É, e você não queria ver o Damon e quase comeu o garoto no hall. - rolou os olhos e ficou séria. - Agora é sério, já é tarde. Vamos dormir. Amanhã ainda é sexta.
- Eu não estava quase comendo ele, ele que veio aqui em casa e AHHHHHHH. - gritou a menina irritada deitando-se bruscamente em sua cama.
- Sério? WOW, Damon garanhão - cutucou a barriga de e riu, ignorando o olho inchado e o nariz entupido.
- Ah, a gente meio que se acertou... - falou corada.
- CARACA, se vocês se acertassem de vez, nem queria saber o que viria. - arregalou os olhos e sorriu.
- Pára com isso, boba. Ele só... - encarou o teto, sonhadora. - tem A pegada sabe?
- Seeeei, quero só ver essa pegada daqui a alguns dias, não quero ser tia tão cedo. - protestou e recebeu uma travesseirada em resposta. - Outch. - Reclamou. E assim as duas caíram no sono, falando sobre Damon. E, é claro, pensando em Stefan.
- O que aconteceu entre vocês? - Damon chegou fechando a porta com tanta força que toda a vizinhança deveria ter ouvido. - Eu estava lá me reconciliando com a e tive que interromper porque você aborreceu a . Me diz Stefan o que eu fiz de tão errado pra merecer isso? - Damon continuou o discurso chutando o ar.
- Quero que você a transforme para mim Damon. - as palavras de Stefan foram frias e duras, exatamente como ele se sentia naquele momento.
- Como é que é? - Damon agachou-se na frente do irmão e checou sua temperatura.
- Eu e você sabemos que não entenderá o que ela presenciou hoje e eu não quero perdê-la.
- Eu sei, mas você entende o que está falando não é? - Damon sentou-se ao lado do irmão, falando lentamente.
- Sim eu tenho certeza. - Stefan disse determinado.

Capítulo 4.

- Mas e se eu não conseguir parar e... - Damon parecia nervoso demais.
- É só você se alimentar antes, Damon. - Stefan falava monotonamente.
- T-tem certe-certeza Stefan?
- Eu a quero. para mim. - Stefan sorriu de lado e Damon concordou com a cabeça.
- Vamos planejar quando...
- Primeiro a gente tem que perguntar para ela... Eu... Eu não quero fazer isso sem o consentimento dela.
- Ok, então quando você tiver resolvido, me chame.
O dia seguinte foi menos conturbado. As meninas tiveram a chance de se arrumarem melhor achar uma boa vaga no estacionamento do colégio. Coincidentemente a vaga era ao lado do carrão dos irmãos Salvatore, onde os meninos se encontravam naquele momento.
- Bom dia. - disse sorridente enquanto saía do carro, no lado do motorista e onde Damon a esperava.
- Bom dia. - ele a beijou delicadamente e os dois sorriram.
- Bom dia Stefan. - acenou freneticamente para o garoto que não estava nem a um metro de distância dela.
- Bom dia . - ele disse sorrindo, mas logo desviou a atenção para que seguia sozinha para o colégio. Alcançou-a em um passo e não deixou de comentar.
- Uau, como ele fez isso? Foi como The Flash. - ela riu e Damon não pôde deixar de rir com ela olhando torto para Stefan.
- Bom dia. - Stefan disse bem próximo ao ouvido de , fazendo-a se arrepiar e abraçar ainda mais o fichário que levava consigo, é talvez ele fosse uma ótima arma contra assassinos pensava a menina.
- Oi. - respondeu simplesmente.
- Olha, sobre ontem...
- Você não me deve satisfações, o que você faz no seu quintal não é problema meu. - a menina virou-se e sorriu de boca fechada, era o que ela fazia quando tentava ser dura, mas depois se arrependia.
- , eu...
- Stefan, pára ok? Já foi, já passou. - voltou a se virar para o garoto se sentindo uma bruxa.
- Você pode pelo menos me deixar explicar? Eu sinto que devo isso a você. - Stefan colocou as mãos no bolso como ele fazia quando estava ficando impaciente. e Damon observavam os dois, enquanto andavam abraçados logo atrás deles.
- Ok, mas você tem 2 minutos. - ela cruzou o braço virando-se de frente para Stefan sem conseguir encará-lo nos olhos. Foi quando viu que, na direção em que Damon e sua irmã seguiam, estava se aproximando uma caminhonete e o motorista estava virado para trás.
- Eu e Damon gostamos de caçar porque assim... - mas a voz de Stefan sumia cada vez que Damon e se aproximavam mais da caminhonete. Quando faltavam apenas alguns centímetros, o motorista buzinou e Damon puxou para trás de si em um movimento tão rápido que os olhos de mal conseguiram acompanhá-lo.
- Olha por onde anda! - gritou o cara irritado. voltou a prestar atenção em Stefan que continuava a falar, aparentemente sozinho.
- Você está bem? - Damon virou-se para tocando-lhe o rosto.
- Estou, mas como você fez isso? - a menina sorriu encantada.
- Mágica, babe. - piscou o garoto e eles continuaram a andar, atraindo os olhares de boa parte dos estudantes.
As aulas passaram incrivelmente devagar, parecia que o tempo conspirava contra enquanto ela estava sentada ao lado de Stefan que, de vez em sempre a encarava, talvez esperando que ela dissesse alguma coisa, mas ela nada fazia.
Damon e , por outro lado já haviam escapado de quatro expulsões das aulas por conta de bilhetinhos e risadas durante a explicação dos professores. Quando chegara o intervalo, foi literalmente puxada pela irmã para voltar a se sentar-se à mesa dos meninos, mas ficou lá, empurrando sua salada de um lado para o outro sem emoção, enquanto , Damon e até mesmo Stefan trocavam dicas para fazer com que as aulas fossem mais divertidas e riam de qualquer coisa. permanecia absorta em pensamentos quando o sinal tocou e a irmã a puxou de lado.
- Se importa de me dizer o que está acontecendo? - ela e a irmã haviam se trancado no banheiro e possuía as mãos na cintura.
- Eu te disse que não estava bem com Stefan, não sei por que você continua o empurrando para mim! - ergueu os ombros e arregalou os olhos, realmente ofendida.
- Amore você sabe que eu não estou empurrando ninguém, ele está tentando conversar com você! - dobrou os joelhos levemente e fez cara de súplica.
- Mas eu não quero saber nada de ontem.
- Então não fale de ontem! Falem de outras coisas! - sacudiu a irmã pelos ombros.
- Tá bom, tá bom. Agora vamos voltar pra aula. - seguia para a porta do banheiro quando a interrompeu com a voz.
- Bom, você vai voltar para a aula, eu e Damon vamos dar uma volta por aí. - disse a menina estridente.
- Ficou maluca? - voltou-se para irmã. - Matando aula? Nem quero ver a cara da mamãe quando eu contar isso.
- É por isso que não vai contar! - arrumou o cabelo da irmã que estava desajeitado. - Agora vá, temos que sair enquanto todos ainda estão voltando para as salas. - a menina seguiu a irmã para fora do banheiro e foi ao encontro de Damon e Stefan que as esperavam do lado de fora.
O corredor estava realmente cheio e seria fácil para e Damon saírem de fininho, sendo exatamente o que fizeram. Depois de deixar as chaves do New Beetle amarelo com a irmã, deu o braço a Damon e os dois seguiram para a BMW dos irmãos Salvatore. Aquele passeio prometia.
Damon dirigiu por longos minutos pela única estrada que ligava Baltimore a outras cidades. A cidade era cercada de belas e densas florestas e, seguindo uma trilha larga, Damon adentrou uma dessas florestas seguindo em frente até onde os olhos de conseguiam alcançar. A menina estava inquieta, queria ver logo para onde Damon a estava levando. Até que, perto de uma pequena cachoeira, jazia um enorme casarão de arquitetura mais ou menos do século dezenove, vinte. ficou boquiaberta, a casa era digna de contos de fadas se não fosse pelo tempo e pelas trepadeiras que cobriam parte da fachada da casa. O portão de ferro retorcido estava aberto e folhas faziam um enorme tapete pelo o que parecia ser o pátio principal daquela casa.
Embora a casa fosse velha, apenas a parte externa sofria os maus tratos do tempo, teve certeza disso quando Damon a puxou para dentro do enorme casarão que estava abandonado há anos.
- Nossos pais, - disse ele. - compraram esta casa para mim e Stefan. Viajamos para cá às vezes para caçar e nos divertir e eu queria que você conhecesse.
sorriu enquanto era guiada por entre os diferentes cômodos. A casa era equipada apenas com o necessário para os dois irmãos. Notava-se que eles não davam festas naquele imóvel visto à precária quantidade de mobília. A sala era enorme e, pelas estantes, parecia ter abrigado, no passado, uma densa biblioteca particular.
O hall era o sonho de qualquer moça, o piso em mármore, o enorme lustre no alto, a escada com o corrimão em detalhes que acreditava serem de ouro...tudo ali era impecável.
Agora a cozinha, bem...a cozinha estava, literalmente, coberta em um líquido vermelho que mais parecia sangue.
- Nós dilaceramos os animais aqui. - Damon pigarreou. - Não temos empregados e eu e Stefan não somos chegados em limpeza. - riu e saiu da cozinha, se tinha uma coisa da qual ela não gostava era de ver sangue. Mesmo que já estivesse seco e o seu cheiro tivesse desaparecido.
- Agora vem cá. - Damon a chamou e eles subiram as escadas. No longo corredor do andar de cima havia, no mínimo, oito portas. Damon seguiu até a penúltima e a abriu. - Esse é o meu quarto. - Decorado de forma rústica o quarto do garoto possuía cores fortes como bordô e azul, a cama era king size com lençóis de seda. O resto da mobília estava coberto, mas sabia que se constituíam em guarda-roupa, um pequeno sofá em frente à cama, uma mesinha com um aparelho de som e a cômoda que deveria guardar a televisão e outros aparelhos.
- Uau Damon, esse quarto é... - e girou os calcanhares, mas não conseguiu terminar a frase, pois os lábios de Damon foram ao encontro dos seus.
- , será que você pode me dar uma carona para casa? - Stefan andava ao lado de indo em direção a sala de geografia.
- Dou. - Ela foi curta e grossa.
- Ok, chega. - Stefan falou puxando-a pelo pulso e a encostando em um armário. - Pára de ficar assim, quero conversar com você, explicar tudo e não vou deixar você sair até ter acabado. - ficou estática em seu lugar e deixou seu fichário cair no chão. - Nós temos uma dieta diferente de vocês, . Quero explicar isso na hora certa e tenho certeza de que aqui não é um bom lugar, muito menos a hora certa.
- Ok. - A menina sussurrou e Stefan sorriu de lado.
- Eu gosto de você, mas não quero que nada impeça. Depois da aula podemos ir a algum lugar para esclarecer tudo? - Stefan começou a acariciar o rosto de com o nariz e a menina concordou com a cabeça. - Ótimo, agora vamos para a aula porque estamos atrasados. - Ele entrelaçou sua mão com a da garota e correu para a sala.
Stefan e saíram da escola juntos e deu a chave a Stefan, que alegava saber o lugar perfeito para esclarecer tudo. Depois de um tempo, tudo o que conseguia ver era verde. Não trocaram nenhuma palavra até chegarem a uma casa antiga e muito bonita.
Stefan guiou e explicou que aquela casa era dele e de Damon. Quando Stefan entrou na cozinha com a menina, ela paralisou.
- Mais sangue, Stefan? - o olhou com os olhos brilhando por causa das lágrimas. Não que ela fosse vegetariana ou ativista do Green Peace, mas ela se sentia mal por estar perto de tanto sangue e não entender o real motivo disso.
- , tenho que te explicar o porquê de todo esse sangue. - Ele olhou a menina nos olhos e sentiu um aperto no coração por vê-la quase chorando.
- F-fala. - fungou e deixou ser levada por Stefan, que subiu e entrou na última porta daquele enorme corredor.
- Eu... - Stefan começou, mas parou para observar o quarto. Era lindo, a cama antiga, os móveis de madeira... Até o aquecedor que ficava perto da janela era lindo. Sorriu com a decoração e voltou a prestar atenção em Stefan. Não entendia como conseguia rir e chorar ao mesmo tempo, mas isso fazia bem a ela. Não gostava de remoer seus sentimentos. - Deus, não sei como vou dizer isso. - Stefan bufou e a menina sorriu, para encorajá-lo. Mesmo que tivesse lágrimas escorrendo por sua bochecha, não deixava de ser adorável.
- Do começo.
- Eu sou um vampiro. - Ele soltou e ouviu a gargalhada forçada da menina.
- Com presinhas, morceguinhos e gostosos igual ao Edward? - fez menção de fazer gestos e riu ainda mais.
- , caramba! - Stefan gritou e se calou. Damon e puderam ouvir isso, mas acharam que eram os dois se entendendo. Só Damon ouvia a discussão.
- Deus, isso foi muito engraçado. - Agora a menina limpava lágrimas de tanto rir.
- Quer que eu prove? - Stefan falou, perdendo a paciência.
- Seria ótimo ver você se transformar em morceguinho, ou até brilhar no Sol. - sorriu, mas pensou melhor. - É, no Sol... Sem camisa... - sorriu pervertida e Stefan quase a agarrou ali mesmo e deixou esse assunto de lado. Eu disse quase.
Em um piscar de olhos Stefan não era mais visto, sentia cutucões em seu ombro, mas sempre que virava na direção do último cutucão, nada via e partia para o próximo.
Ela não podia acreditar, até sentir seu corpo quase no chão, sendo sustentado pelos fortes braços de Stefan e a boca do garoto em seu pescoço.
- Seu cheiro é tão cítrico que eu quase não tenho forças para resistir. - Stefan depositava pequenos beijinhos em seu pescoço e sorria. não sabia o que fazer, queria acreditar, mas isso era surreal.
Olhou para Stefan e ele estava incrível e horrivelmente estranho. Seu rosto tinha veias saltadas e avermelhadas e quando olhou para sua boca quase desmaiou. Seus caninos estavam maiores e, não ficou com medo; tudo o que pensou foi "hm, que sexy".
- O-ok, eu acredito agora. - Ela falou engolindo seco e colocando suas mãos no pescoço de Stefan. Ele concordou com a cabeça e deu uma última fungada em seu pescoço antes de levantar . A menina o encarava sem expressão, deu um passo para frente e Stefan não recuou. Encostou seu dedo em uma das veias e sorriu compreensiva para o menino. - Isso é surreal. - Ela sorriu, ficando na ponta dos pés e beijando-o próximo aos olhos.
- Agora sabe de tudo. - Ele falou fechando os olhos e aproveitando o carinho que recebia.
- É... - falou e sorriu para Stefan, enquanto as veias desapareciam e os caninos diminuiam. - ... E não tenho medo.
- ...
- É sério. Eu... Eu gostei. - Ela sorriu pela falta de adjetivos e logo foi acompanhada pelo garoto.
- Eu estava pensando nisso... - Stefan parou de falar e a menina ajeitou seu cabelo, falando para continuar. - ... Quero você comigo, mas...
- Ok, essa é a parte que você me faz vampira, ou algo parecido? - A menina riu animada e Stefan bufou. - Qual é, eu li Crepúsculo, você não é o Edward, mas é melhor. E eu aceito isso. Sério. - A garota aceitou tudo com muita tranquilidade, mas esse era apenas seu jeito.
Damon e estavam se beijando há um bom tempo até que o menino resolveu "apressar" as coisas e a guiou para a cama.
- Temos uma conversa não terminada. - ele disse sobre a menina e grudou seus lábios nos dela novamente ouvindo apenas um grunhido concordando.
- Ah, é. - falou corando.
- Eu não queria te magoar, só tenho alguns assuntos pendentes... - Damon falou.document.write(Vê) ficou pálida, mas tudo o que Damon fez foi rir.
- Não!
- Então quais são esses assuntos pendentes? - disse baixo dedilhando o peito de Damon que se mantinha sobre ela.
- Logo você poderá saber. - Damon pigarreou.
- Ah, por que não conta agora? - fez manha. Só Damon mesmo para achá-la uma gracinha parecendo uma menininha de 13 anos.
- Eu realmente queria, - o garoto apertou a bochecha de . - mas eu não posso. - torceu a boca como se pedisse desculpas.
- Ok vamos respeitar né... - falou com uma voz engraçada e Damon a beijou com muita vontade. Eles ficaram assim por um bom tempo até Damon começar a ouvir a conversa de seu irmão e .

Capítulo 5.

Damon estava tão concentrado em que nem reparou quando Stefan já estava conversando com . Não queria ouvir a conversa, mas era impossível. Ficou olhando , e, por falta de atenção, respondeu um sim.
- Sim? – o olhou estranho.
- Hm, nada não. Fiquei confuso. - Damon sorriu e se praguejou por ter respondido a conversa de Stefan. Ficava confuso ao lado de , mas gostava da confusão que a menina causava nele.
- Confuso? - sorriu e voltou a beijá-lo. Damon não parava de ouvir e, quando ouviu falando de presinhas e morcegos, riu no meio do beijo. não entendeu o porquê daquela reação, mas riu junto.
Damon queria se livrar daquela voz, era realmente broxante enquanto ele beijava , mas parecia que seus comentários eram inevitáveis. achava cada vez mais estranho, mas apenas ignorava até que começou a ficar sem graça e o empurrou.
- O que foi? - Damon sentou-se e fez bico.
- Você está estranho... - observou.
- Eu fico estranho por estar com você. - ele a abraçou e sorriu.
- Ah é, - revirou os olhos enquanto era puxada para perto de Damon. - eu te deixo louco também? - enrolou o cabelo da nuca de Damon entre seus dedos e sorriu sedutora. "Só Deus sabe a vontade que eu tenho de te morder, minha nossa", pensou o garoto sorrindo de volta.
- NÃO! - Stefan gritou do outro quarto e ficou estático.
- Não o que Stefan? - perguntou estranhando.
- Nada não...
- Oh meu Deus você consegue ouvir os pensamentos do Damon não é? - sorriu ela dando pulinhos.
- Não se anime, não é uma coisa agradável, acredite. - riu o garoto.
- Me...deixa...lou...qui...nho. - Damon intercalava sua frase com beijos nos lábios de controlando-se para não mordê-la.
- Hm, bom saber. - falou e voltou a beijá-lo intensamente. Damon começou a apertar fortemente a cintura da garota e Stefan foi correndo para o quarto do irmão. Bateu duas vezes e tudo cessou. As veias de Damon que Stefan pensou terem saltado e ficado vermelhas, não ficaram e Damon abriu a porta com uma cara de tédio.
- Fala. - Damon falou se apoiando na porta.
- Damon, eu ouvi e depois... - Stefan estava confuso, não sabia o que pensar.
- Eu tenho controle, ok? Não é a primeira vez que... Que transo com uma humana. - Damon olhou para Stefan e seus olhos brilharam. Pensou um pouco e continuou. - Mas a é diferente, eu... Eu realmente gosto dela. - Damon bateu a porta na cara do irmão e olhou para Damon com uma expressão confusa. Ela não tinha ouvido nada, Damon falara rápido e baixo demais para qualquer humano entender.
- Stefan? - perguntou insegura.
- É, ele está aqui com a .
não conteve o riso quando viu Damon bater a porta na cara do irmão. Foi até Stefan e o abraçou por trás.
- Não fique assim, acho que você atrapalhou algo... - tentou confortar o garoto, mas seus lábios não conseguiam parar de ir para cima, indicando um sorriso.
- Mas eu o ouvi e...
- Qual é, Stefan? Quantos anos vocês tem? 300, 200? É claro que ele adquiriu autocontrole. - falou, mas riu de si mesma, estava comparando Stefan a Edward.
- Qual é a graça? - Stefan virou-se emburrado, depositando suas mãos na cintura da garota.
- Crepúsculo fez minha cabeça, desculpe. - sorriu e começou a fazer carinho em sua nuca.
- Você é mais bonita do que a Bella. - Stefan sorriu e beijou delicadamente a bochecha da garota.
- Hm, você não brilha igual ao Edward, não é? Isso seria, no mínimo, gay.
- Você já me viu no Sol. - Stefan lembrou-a e riu do comentário espontâneo da garota.
- Hm, verdade.
- Mas então, você não está com fome? - Stefan perguntou descendo seus doces beijos para o pescoço da menina.
- É, pode ser. - ainda fazia carinho na nuca do rapaz.
- Vem, vamos descer. Deve ter algo na geladeira. - Stefan deu seu último beijo na clavícula de e guiou-a escada a baixo.
Encontraram umas frutas na geladeira e, quando abriu o armário encontrou salgadinho. Pulou de alegria e pegou um pacote de Doritos. Eles ficaram comendo e conversando até a menina se dar conta de que Stefan comia.
- Como? - A garota perguntou olhando a mão do garoto pegar um punhado de salgadinhos e, em seguida, comê-los.
- Hm, não sou o Edward, esqueceu? - Stefan riu.
- É sério, Stefan. - sustentou o olhar do garoto e, esse bufou derrotado.
- Podemos comer, cafeína é ótimo para quando não podemos nos... Nos alimentar. - Ele pigarreou antes de voltar a falar. - Nós dormimos e Damon e eu podemos sair no Sol. - Falou monotonamente e esperou a reação da garota. Ela apenas riu.
- Hum... - mexeu no lençol embaixo de si. Não era a primeira vez que era interrompida.
- Hey, o que foi? - Damon avançou incrivelmente rápido para perto de que, para sua sorte, não estava olhando.
- Nada, não foi nada. - ela sorriu fraco e ele se sentiu mal por um momento. Por que ele se sentia tão sujo de ter transado com tantas garotas antes de ?
- Olha, - Damon disse calmamente não conseguindo encarar nos olhos e mexendo no lençol assim como ela. - eu gosto muito de você e não quero que o meu passado afete a nossa relação ok? - mordeu o lábio inferior erguendo a cabeça, cauteloso. o olhou sem entender. O quão sombrio poderia ser seu passado para que ele lhe dissesse isso?
- Ok. - sorriu fraco e engatinhou até ele o beijando. - Espero que ninguém nos interrompa agora. - voltou a sorrir entre o beijo e Damon riu.
- Eu só quero que, - Damon parou por alguns segundos. - seja especial quando acontecer. - Sim, ele se referia ao sexo. sorriu, ele conseguiria ser mais fofo?
- Tenho certeza de que será. - o puxou para deitar-se e eles continuaram o que, até então, não haviam terminado.
- Hm... - Stefan tossiu.
- Que? - olhou para ele desconfiada.
- Que tal irmos para algum lugar que eu não ouça o Damon? - Ele riu e, apostou mentalmente de que se pudesse, coraria.
- Claro.
- Para onde?
- Minha casa? - A garota olhou meigamente para ele. - Assistir um filme, sei lá.
- Pode ser.
Stefan podia ouvir Damon aonde iria, mas o fato de ouvi-los o fez ficar incomodado. E se ela ainda fosse virgem... E se não? Uma fúria repentina tomou conta dele e decidiu descontar parcialmente sua fúria no volante do carro das irmãs.
Chegando na casa de , Stefan viu que não tinha feito nada com o volante e sorriu orgulhoso.
- Alguma piada mental? - perguntou observando o rosto de Stefan.
- Perdi a cabeça, mas não completamente. - Falou sorrindo para a garota.
- E qual foi o motivo? - Agora eles já estavam dentro da casa, na sala.
- Er, você.
Não faça nenhuma besteira Damon, se essa menina for virgem eu não quero a culpa sobre mim. Stefan pensou sorrindo em seguida para , atormentar Damon era engraçado.
- Eu? - perguntou confusa.
Sei o que faço, maninho. Don't worry. Damon pensou e, até em pensamento estava ofegante. Stefan reprimiu uma careta e olhou para .
- Às vezes penso coisas que não devo.
- Do tipo? - queria mesmo saber, ela tinha o direito. Era dela que ele estava pensando.
- Se você ainda é...
- Ainda sou...
- Virgem. - Stefan pronunciou a palavra com certa dificuldade e logo olhou para baixo, com vergonha.
O quarto fervia àquele momento. Fora algumas caretas de Damon, seus lábios não se desgrudavam e as mãos deslizavam sem limites. Estava entardecendo e o sol atravessava a grande janela do cômodo. Novamente Damon tentou descer para o pescoço de para poder agradá-la melhor, mas viu que não iria resistir, então continuou descendo até parar no colo.
- Damon... - ofegou e isso não o impediu de se animar ainda mais. Uma pena que você não ouviu, mas ela já está sussurrando meu nome. Damon resolveu cutucar mais uma vez o irmão, só para ver no que aquilo daria.
Me poupe Damon. Stefan bufou e riu.
- Damon de novo? - disse ela para quebrar o clima estranho que havia ficado depois dela ter confirmado que era virgem.
- O que você acha? - ele riu também. Vai gostar dessa: as duas irmãs são virgens.
Damon não pôde evitar a gargalhada quando ouviu o que o irmão pensara. o olhou, chateada, soava tão patético assim a forma como ela chamava pelo seu nome? Saiu de baixo do garoto e seguiu até a porta. Ótimo, você me ferrou. Damon irritou-se instantaneamente.
- me desculpa, é só que... - Damon segurou a porta antes que a menina a abrisse.
- O que Damon? O que é? - seus olhos estavam úmidos e ele se sentiu um crápula. - Me leva pra casa, por favor, já terminamos por aqui.
- Tá bom. - o menino abaixou a cabeça, pegou suas coisas e seguiu com para o carro. O caminho de volta foi silencioso, a menina estava encolhida no banco da frente e sequer olhava para Damon o que o chateava ainda mais. Estamos indo para casa, feliz agora depois que me fez rir? Damon pensou irritado atingindo a cabeça do irmão como um raio.
Desculpe, não foi minha intenção. Devo deixar a casa? Stefan passou a olhar um ponto fixo da parede.
O que você deve fazer não é problema meu. Pensou o menino acelerando o carro para chegar mais rápido. Iria ter um acerto de contas com Stefan o mais rápido possível.
- Sua irmã está voltando pra cá, ela vai chegar bem chateada então não conte nada do que te contei ok? - Stefan pegou levemente na mão de .
- Ok, mas o que aconteceu? - perguntou preocupada.
- Foi minha culpa, pensei uma coisa engraçada e Damon acabou rindo enquanto estava beijando-a. Ela ficou bem triste e quis voltar. - Stefan abaixou a cabeça.
- Ah. - ficou ainda mais preocupada. - Vai para casa?
- Vou, é melhor eu não estar aqui quando Damon e chegarem, não quero brigar com ele na frente de vocês.
- Entendo, brigas de vampiros devem ser bem violentas. - observou.
- E são, ainda mais se tratando do Damon. - Stefan suspirou. - Desculpa , a gente se fala amanhã e, por favor, cuide da sua irmã tá?
- Tudo bem. - eles deram o último beijo e Stefan sumiu na alta velocidade de sua caminhada.
ficou sentada no sofá até ouvir o barulho da maçaneta e a porta ser esmurrada. Ao contrário do que pensava, não subiu e sim permaneceu encostada na porta. se levantou do sofá e foi até o hall. estava agachada e encostada na porta, chorando baixinho. As mãos apertando o próprio corpo e os soluços sendo engolidos apertaram o coração da irmã.
- Hey, o que aconteceu? - se abaixou e colocou as mãos no joelho da irmã.
- Ele deve me achar uma boba. - resmungou com a voz rouca.
- Quem, ? - embora ela soubesse de tudo, Stefan havia dito para cuidar dela.
- Damon, oh eu não consigo ser levada a sério por ninguém. - lamentou-se a menina.
- Calma , ele... - repensou sua fala. -... O que quer que ele tenha feito, tenho certeza que não foi por mal. Ele gosta de você. - já estava sentada ao lado de , consolando-a.
- Tenho minhas dúvidas. - fungou e apoiou sua cabeça no ombro da irmã.
- Não tenha, ele gosta de você. - falou com tanta convicção que olhou para ela com uma expressão que não dizia ao certo o que ela sentia. - Stefan e eu não ficamos nos agarrando. Não faça essa cara. - revirou os olhos. - Stefan e eu conversamos muito e muitos pontos foram esclarecidos...
- Acho que Damon e eu não conversamos muito... - Mais uma vez, ouviu sua irmã fungar.
- Vocês irão, sem pressa. - sorriu para a irmã mais uma vez.
- Espero. - sorriu, ainda tinha esperanças com Damon.
- Claro que vão. - sorriu. - Agora vamos assistir um filme?
- Comédia, de preferência. Já chorei demais.
- Feito.
Stefan estava sentado em sua sala por tempo demais. Provavelmente teria mais uma discussão com Damon, algumas ameaças, nada que fugisse do comum. Ouviu o barulho do carro e foi se preparando, quando a porta se abriu não viu mais nada a não ser seu corpo ser jogado contra uma das paredes e Damon segurá-lo pelo pescoço.
- O que diabos você estava pensando? - disse Damon irritado com os dentes cerrados.
- Damon, eu sinto muito.
- Sente? Stefan não me venha com as suas desculpas, enquanto você e estavam se entendendo e você contando todo o nosso segredo a ela eu estava tentando me dar bem com a , mas nãããão. - ele soltou o irmão e começou a andar revirando os olhos. - Você tinha que estragar tudo. - olhou para Stefan com desdém. - Não tinha? - gritou empurrando-o contra a mesinha de centro estilhaçando-a.
- Damon pára com isso. - Stefan levantou-se rapidamente. - Eu sinto muito ok? Eu sei que você gosta da e não foi minha intenção.
- Sabe Stefan eu já venho te aguentando há muito tempo e você nunca interferiu... até agora. Você pode querer contar seu segredinho à sua amada. - Damon voltou a se virar e continuou andando enquanto Stefan ainda limpava a poeira de sua roupa. - Mas eu não quero que a fique sabendo que espécie de monstro eu sou, por Deus Stefan! - Damon ergueu as mãos para o alto gritando incrivelmente chateado.
- Você também quer transformá-la, não quer? Eu sei que quer. - Stefan aproximou-se do irmão.
- Ela não precisa ficar sabendo de tudo agora. - Damon virou-se sorrindo preocupado.
- Não adianta esconder a verdade Damon, não acha que desconfiam da gente? Fala sério, estamos há anos aqui e não envelhecemos nem um pouquinho! - Stefan andava de um lado para o outro. - É nisso que você quer que o seu relacionamento seja baseado? Em mentiras?
- Cala a boca, você não sabe que tipo de relacionamento eu e temos, o que posso assegurar-lhe que é bem diferente do seu com a .
- Não precisa ser assim e você sabe disso.
- Eu sei e não é você que vai me dizer. - Damon apontou o dedo para o irmão.
- Olha, é melhor você se acalmar. Amanhã você conversa com ela, explica que tudo não passou de um mal entendido.
- Ah então você vai ocultar sua culpa? - o garoto riu sarcástico.
- Quer saber? Cansei disso tudo, eu tentei te ajudar, mas já que você não quer, então, se vira.
- Isso não vai ficar assim Stefan, lembre-se disso. - Damon gritou enquanto o irmão se afastava para o quarto.

Capítulo 6.

Embora e tenham assistido a apenas um filme de comédia e seguido para a cama, ao fechar os olhos, se aborrecia novamente, lembrando-se daquela tarde. Só foi dormir quando imaginou um destino bem cruel para Damon, ficando com um peso exorbitante na consciência depois. O dia seguinte chegou, irritando os olhos de que havia chorado a noite inteira. Colocou os óculos escuros e deixou que a irmã dirigisse. Foi quieta durante todo o caminho.
- Bom, mesma vaga de sempre. - Comentou parando o carro. Vendo que não havia se mexido, julgou que a irmã havia pegado no sono. - , chegamos. Por que não vai na frente que eu já te alcanço? - arrumou o cabelo da irmã e soltou seu cinto e o dela. saiu do carro em silêncio seguindo sem olhar para trás.
Stefan sorriu sem graça para que acenou para Damon o qual respondeu com um aceno de cabeça. Seu olhar estava ocupado acompanhando . Por sorte sua primeira aula seria com a menina.
havia se sentado no mesmo lugar de sempre, exceto pela parte em que não olhara nem um momento para Damon, que estava sentado ao seu lado.
- Srta. Cardigan, - o professor disse depois de entrar e deixar seu material sobre a mesa, logo notou. - a não ser que tenha atestado médico eu não permito o uso de óculos escuros em sala de aula.
- Desculpe senhor. - a menina pronunciou em um tom normal e tirou os óculos escuros, levando Damon a reparar em seu rosto. Seus olhos estavam inchados e vermelhos, quem não a conhecesse poderia jurar que tinha parentes orientais.
- Meu Deus. - Damon sussurrou abaixando a cabeça. prestou atenção na aula mais do que deveria, não conseguia olhar para o lado.
Toda vez que Damon olhava , seu coração apertava. Sentia-se um crápula, um imundo e, a menina confirmava isso, pelo seu estado.
Arrancou uma folha aleatória de seu caderno e escreveu um pedido de desculpas formais. Explicou que adorava tudo o que ela falava, o jeito que pronunciava e achou melhor falar que só riu porque tinha sentido cócegas.
A ideia foi absurdamente horrível, mas não poderia contar a verdade. Não agora. Colocou a folha rapidamente na frente de e esperou a reação da garota. olhou a folha e começou a ler.
Sorriu na parte das cócegas. Não conseguia ficar brava com Damon, podia ficar chateada, mas nada que umas carícias e umas boas palavras não curassem. Olhou com uma expressão indescritível ao ver Damon, e entregou-lhe a mesma folha, com uma caligrafia digna de ensino médio falando que depois conversaria com ele.
O sinal bateu e Damon levantou-se rápido para falar com . Queria esclarecer tudo logo, não aguentava ver a menina assim.
- Hey. - Damon sussurrou e o olhou.
- Eu... Eu até gostaria de ficar brava com você, mas me parece impossível. - bufou e Damon permitiu-se sorrir. - Não engoli toda essa história, Damon Salvatore. - Ela o repreendeu e ele tirou o sorriso do rosto. - Mas não quero saber, eu fiquei mal ontem.
- Mais uma vez, me desculpe. Eu não fiz por mal, eu gosto realmente de você, é especial para mim.
- É, você também. - tentou esconder um sorriso assim que Damon depositou suas mãos em sua cintura e puxou-a para ele.
- Trégua? - Damon perguntou beijando a bochecha de demoradamente.
- Sim. - Sorriu.
Stefan e estavam na aula de literatura e não paravam de troca bilhetes. sabia ser bastante curiosa quando queria. Ficaram trocando bilhetes a aula inteira e a professora não os pegou, sabiam disfarçar.
- O que temos agora? - Damon entrelaçou seus dedos com os de e pegou os materiais da menina.
- Biologia. - disse olhando a grade de aulas que sempre carregava consigo. - Eu posso te ensinar biologia, ensinar as partes do corpo humano, - ele sussurrava enquanto caminhavam pelo corredor lotado. - quais partes são mais importantes. - estava ficando cada vez mais e mais vermelha.
- Melhor o professor explicar mesmo. - disse ela roxa de vergonha.
- Ok, mas você vai ver que minha explicação é bem melhor. - Damon se fez de ofendido.
A sala estava quase cheia quando Damon e chegaram, atraindo o olhar de muitas pessoas. Damon sentou-se atrás de e ficaram conversando até a professora chegar, uma senhora muito simpática.
- Adoro ela. - comentou depois que o sinal tocara. - Tão simpática e resolve todas as dúvidas sem hesitar. - Damon sorriu.
- Você ainda não me viu como professor. - gabou-se ele.
- Hum, e como você é? - entrou na brincadeira.
- Durão e muito observador. - ele voltou a sussurrar no ouvido da menina.
- Prometo me comportar na sua aula. - a menina disse.
- É aí que está o problema: na minha aula não quero menina comportada, quero menina de atitude. - mordeu o lábio inferior de .
- Acho que você precisa me ensinar. - mordeu o próprio lábio sorrindo de canto.
- Pode ter certeza que eu vou te ensinar, - Damon a encostou nos armários, já que o corredor estava quase vazio. - bem devagar e várias vezes pra você aprender direitinho. - roçou seu nariz no da menina e deixou os livros no chão para beijá-la.
- Sr. Salvatore e Srta. Cardigan, aqui é o corredor de uma escola e não uma boate. - a inspetora se apressou ao vê-los no meio do corredor, sozinhos.
- Desculpe, isso não se repetirá. - Damon falou com certeza na voz e agarrou indo para o pátio.
Foram para a mesa na qual sempre ficavam no intervalo e encontraram Stefan e lá.
- Onde estavam? - perguntou sorrindo.
- esqueceu-se de pegar uns livros. - Damon sorriu. E eu esqueci que a inspetora passa nas horas mais inesperadas. Pensou olhando para Stefan e mandando um meio sorriso.
- Hm, entendi. - falou. Se você fosse um pouco mais cuidadoso... Stefan se dirigiu ao irmão com um sorriso sarcástico nos lábios.
Se você desse a devida atenção à . E assim começou-se uma conversa.
Eu dou atenção. Ela não... Não está pronta. Não é isso o que parece. E o que parece, Damon? Ela está caidinha por você, só você não percebeu. Ela te viu quando estava... Estava como nós ficamos. - Ern, e aí... - estava incomoda com o silêncio. Sabia que Stefan e Damon estavam conversando, via as expressões de Stefan mudarem rapidamente. Eu não tenho certeza. Stefan pensou derrotado.
Invista.
- E suas aulas, ? - falou simpática, tentando puxar assunto.
- Bem, e as suas?
Farei isso.
- Tranquilas. - sorriu para a irmã e tentou ignorar o beijo que acabara de ganhar de Damon, na bochecha. Queria conversar com sua irmã, mas Damon não ajudava muito para que isso acontecesse. Stefan ficou calado o almoço inteiro, podia considerar o conselho de Damon.
- Vejo que se entenderam. - sorriu para que ficou sem graça. O que você disse a ela? Stefan olhou preocupado.
- É, pelo menos concordamos em dar uma trégua. - sorriu de canto. Disse que tinha sentido cócegas, mas isso não é da sua conta. Damon bufou e virou-se para ele. - Tudo bem?
- Tudo sim, estou com um pouco de calor. - Damon abanou-se com a própria blusa. Você é péssimo em desculpas, sabe que isso é rota de fuga. Stefan provocou.
Vai se f**** Damon franziu a testa assim como Stefan.
- O que está acontecendo com vocês hoje? - resolveu disfarçar, tentando mostrar que a irmã não era a única que não entendia.
- Nada, só não estamos nos entendendo muito bem. - Stefan disse beijando o topo da cabeça de .
- Vamos pra aula agora. - Damon puxou depois que ela se levantara para um beijo longo. Elas são virgens, Stefan. Pensou o garoto e ouviu o irmão, que também beijava , cair na gargalhada.
- O que houve Stefan? - perguntou com uma cara engraçada.
- Nada, cosquinha no céu da boca. - olhou sarcástico para o irmão. Agora estamos quites. Damon deu de ombros.
Os quatro seguiram de volta para suas respectivas salas, Damon e de jaleco, pois tinham laboratório.
- Você fica muito sexy de jaleco. - Damon comentou.
- Olha quem fala. - o olhou de esguelha deixando o garoto orgulhoso de si.

- Bom dia classe, espero que todos já estejam acomodados, pois vou explicar a tarefa de hoje apenas uma vez. Tori está passando de bancada em bancada deixando uma ratazana para cada dupla. Vocês terão de fazer uma necropsia para aprender o funcionamento do corpo antes e depois da morte. - e Damon, por estarem na última bancada foram os últimos a receberem o animal. olhou a ratazana dura e morta e teve vontade de vomitar. - Façam um corte vertical no início do pescoço até o rabo. - a professora explicava, mas já podia sentir as mãos suarem e o nó no estômago apertar. Ela segurava fortemente na bancada enquanto Damon abria a ratazana, aquele cheiro de formol...
- Damon... - sussurrou, o menino ergueu a cabeça e se assustou.
- Minha nossa , você está bem? - ele tirou as luvas cirúrgicas e encostou as costas da mão na testa da menina.
- Eu acho que não. - ela ofegou fechando os olhos.
- Ahm, Sra. Guilbert? - Damon levantou a mão e a professora se aproximou.
- Sim Sr. Salvatore? - a professora olhou diretamente na bancada.
- Acho que minha companheira não está se sentindo muito bem. - Damon passou o braço envolta dos ombros de , que estava mais pálida do que giz.
- Ah sim, tem estômago fraco. - a professora deu um risinho reconfortante. - Não se preocupe querida, Tori irá levá-la à enfermaria.
- Na verdade, professora, - Damon olhou bem nos olhos da Sra. Guilbert. - acho melhor eu mesma levá-la, ela pode desmaiar a qualquer instante. - Sem que ninguém notasse as pupilas de Damon se expandiram e se contraíram, no seu melhor truque de persuasão.
- É claro, pode levá-la. - a professora concordou de imediato e Damon sorriu agradecido. Passou um dos braços de em volta de seu pescoço e saiu do laboratório o mais rápido possível.
- Damon, acho que vou vomitar. - mal se aguentava em pé, a visão estava turva e a respiração pesada.
- Quer se sentar um pouco? - Damon a olhou e ela concordou com a cabeça. Ele a deixou sentada no banco mais próximo e agachou-se de frente para ela. - Respira fundo, eu estou aqui ok? - passou a mão reconfortante na coxa da menina que pegou sua mão e a apertou enquanto respirava fundo várias vezes seguidas. - Acho que você não reagiria muito bem se visse a gazela no nosso quintal então. - riu o menino e sorriu fraco.
- Não sou muito boa com essas coisas. - disse com a voz fraquinha e falha.
- Consegue ficar em pé? - Damon perguntou após um tempo.
- Acho que não, estou tonta. - passou a mão pelo rosto ainda respirando fundo.
- Sem problemas. - o menino a pegou no colo sem qualquer esforço e sorriu. - Chegamos lá em um minuto. - e andou apressadamente pelos corredores.
- Laboratório de biologia? - a moça que estava sentada em uma mesa de roupa branca nem desgrudou os olhos da prancheta na qual anotava.
- Sim senhora. - Damon olhou para que mantinha os olhos fechados, ainda respirando fundo.
- Já recebi umas cinco pessoas aqui hoje, - sorriu a moça simpática e olhou . - mas parece que a sua amiga está bem pior. Coloque-a deitada na primeira maca depois dessa porta que eu já a vejo, certo?
- Ok. - Damon entrou com por uma porta que ficava ao lado da mesa da enfermeira e a deitou em uma maca que estava coberta por papel descartável. - Como se sente?
- Como se eu estivesse em um gira-gira. - suspirou a menina. - Fica aqui comigo. - murmurou ela voltando a segurar a mão do garoto.
- Tá bom, tá bom eu vou ficar. - beijou a testa da menina.
- Bem, vamos ver a srta...
- Cardigan, Cardigan. - Damon disse.
- Muito bem, , vamos ver porque está tão mal assim.
- Não é meio óbvio? - resmungou a menina e Damon precisou segurar a risada.
- Hum... - a enfermeira segurou o pulso de enquanto olhava para o relógio de pulso, depois mediu a pressão e foi até um canto da sala. - Sua pressão abaixou muito rápido, , coloque um pouquinho de sal embaixo da língua e volte a deitar que logo, logo passa. - ela sorriu e Damon ajudou a menina a se sentar.
- Obrigada. - pegou o copinho de café com sal dentro e colocou uma pitada embaixo da língua.
- E o Sr. ... - a enfermeira encarou Damon.
- Salvatore. - respondeu como se fosse óbvio.
- Muito bem, Sr. Salvatore, pode voltar para a aula. - ajustou os óculos no rosto e olhou suplicante para Damon.
- Acho que seria melhor eu ficar aqui com ela, não quero deixá-la sozinha. - mais uma vez Damon dilatou e retraiu as pupilas olhando bem para a enfermeira.
- Como quiser. - a enfermeira sorriu e se retirou.
- Como fez isso? - brincava com os dedos do garoto.
- Usando meus doces olhos azuis. - ele piscou ambos os olhos fazendo a menina rir. - Agora descanse, vou ficar aqui com você.
- Obrigada. - a menina deitou-se de lado, ficando de frente para ele que havia se sentado ao lado da maca.
- Srta. Cardigan, - foi abordada no corredor assim que o sinal tocou. - sua irmã está na enfermaria. - arregalou os olhos e puxou Stefan pela mão, esbarrando nas pessoas que trocavam de sala para a última aula.
- Cadê ela? Cadê minha irmã? - chegou destrambelhada até ver Damon fazendo carinho no cabelo de e pedir silêncio colocando o dedo na frente dos lábios.
- Ela dormiu. - sorriu ele.
- Mas o que aconteceu? - sussurrou a menina.
- Laboratório de biologia, tivemos que dissecar uma ratazana, a pressão dela abaixou e ela passou mal.
- Coitada, imagino como reagiria com a gazela no quintal. - Stefan cruzou os braços, analítico.
- É, foi o que eu disse para ela.
- Faz muito tempo que ela dormiu? - se aproximou da maca.
- Alguns minutos apenas.
- E como você conseguiu ficar aqui? - Stefan olhou acusador para Damon.
- Persuasão. - Damon sorriu.
- Damon! - Stefan repreendeu. - Podia não ter funcionado.
- Eu sei, eu sei, mas me pediu para ficar com ela. - o garoto se justificou erguendo os ombros.
- Hum, tudo bem vai, precisamos voltar para a aula, nos vemos mais tarde. - Stefan puxou e os dois saíram rapidamente. Damon continuou observando dormir enquanto acariciava seu cabelo, por ela, tudo valia a pena.

Capítulo 7.

Quando abriu os olhos não estava mais na enfermaria do colégio; não estava em uma sala de aula, simplesmente estava em seu quarto. Quieto e aconchegante, coberta e confortável.
- ? - chamou a menina sentando-se devagar na cama.
- Oooi, - disse a menina. - trouxe comida para você, eu pedi para trazerem, espero que goste. - colocou a bandeja no colo da irmã.
- Oh, obrigada, mas...onde está Damon? - esfregou o rosto.
- Em casa, junto com Stefan. - disse como se fosse óbvio.
- Mas então...eu dormi no colégio?
- Tecnicamente, sim. - a menina sorriu. - Agora come, não quero vê-la passando mal.
- Tá. - falou enquanto comia. Queria ver Damon, estava com saudades, mesmo tendo o visto há pouco tempo.
Olhou no relógio depois que acabou sua refeição e constatou que eram seis horas da tarde já. Ficou impressionada com o quanto havia dormido.
- Damon e Stefan nos convidaram para jantar lá hoje... - falou assim que viu a irmã voltar seu olhar pasmo do horário.
- Nós vamos, não é?
- Claro, temos que estar lá às oito. - Você me deu o maior susto. - disse enquanto ela e a irmã disputavam o espelho do quarto para se arrumar.
- Sem problemas, mas... você já reparou em algo estranho no Damon? - colocava o brinco e olhou para a irmã.
- Ahm... não, por quê? - assustou-se e enroscou a escova no cabelo.
- Ele conseguiu as coisas muito fácil hoje, por exemplo, me levar até a enfermaria e ficar lá até o final da aula.
- Ah , pensa bem, você estava realmente mal.
- É, mas mesmo assim... - a tentativa de havia sido bem sucedida, bom, pelo menos até agora.
- Oooooi. - disse animada quando Stefan atendeu a porta.
- Olá. - Stefan deu-lhe um selinho rápido e adentrou a casa. - Espero que esteja melhor. - ele abriu os braços, os quais não recusou.
- Estou sim, obrigada. - disse ela um pouco abafada pelos músculos do garoto.
- E como está a minha garota? - um arrepio subiu pela espinha de ao ouvir aquelas palavras.
- Muito bem, obrigada. - disse se soltando de Stefan e tentando não se misturar à parede do hall de entrada pela cor de seu rosto.
- Então vem aqui e dá um beijo no seu herói... - sorriu ele convencido e riu.
seguiu até ele e tudo foi muito rápido, em um momento ela estava parada de frente para Damon e no outro ela estava a centímetros do chão, sendo sustentada por ele em seus fortes braços.
- Assim você me assusta. - sussurrou sorrindo tímida.
- Bom mesmo. - Damon sorriu e a beijou levemente, antes de voltar a levantá-la.
Foram todos se sentar e enquanto Stefan dizia que precisava terminar o arroz, se ofereceu para ajudar e então e Damon acabaram por ficar sozinhos na sala de jantar da casa. Damon precisou de apenas alguns segundos para se virar de lado e começar a beijar de forma gradativa, começando com pequenos selinhos até grudar sua mão na nuca da menina e pedir por um beijo mais profundo, com direito a mãos bobas e respirações pesadas.
Enquanto isso, se divertia de uma forma pura com Stefan.
- A desconfiou do Damon, Stefan. E se...E se ela descobrir? - falou enquanto passava algum tempero que o garoto pedira.
- Sério? - Stefan falou enquanto tampava o arroz. - Damon tem ido longe demais, tem que tomar cuidado...
- Coisa que ele não faz. - concluiu e os dois sorriram em conjunto. - E quando você vai... Ern, me... transformar?
- Eu não posso fazer isso, . - Stefan sorriu sombriamente e olhou bem no fundo de seus olhos. - Damon faria isso por mim, não sei se sou capaz de... De resistir.
- Não me sentiria bem... - corou e olhou para baixo.
- Bem com o quê? - Stefan agarrou a cintura da menina e a colocou docemente em seus braços.
- Damon me mordendo sendo que eu nunca nem... - escondeu seu rosto no peito de Stefan e o garoto não conteve um riso.
- , não fica assim, eu... É uma coisa pessoal.
- Não tem como Stefan, eu... - Stefan podia ouvir falando com uma voz abafada e fazia carinho em seus cabelos e cintura. -... Não quero alguém mordendo meu pescoço. Principalmente seu irmão! Eu... Quero que a primeira vez que alguém morda meu pescoço seja algo especial. - A garota sorriu pela sua falta de desculpa.
- Se você quiser que eu te transforme, é só pedir. - Stefan sorriu com a desculpa esfarrapada. - Mas não posso aceitar, .
- Você pararia se lembrasse que sou eu. - A menina afirmou e pôde sentir a mão do garoto apertar sua cintura.
- Não, não pararia.
- Por que é tão negativo? - colocou uma de suas mãos em cima da mão de Stefan que se encontrava em sua cintura para amenizar o aperto, mas de nada adiantou.
- Não sou negativo, sou realista. Não quero que você...
- Morra? - A garota sussurrou e pôde ver Stefan concordar. Apertou a mão do menino e ele pareceu se tocar que estava doendo o apertão em sua cintura.
- Ou me veja como um monstro. - Ele falou.
- Nunca o verei dessa maneira. - Ela sorriu. - Já te vi uma vez e, se quiser, eu posso ver de novo.
- Por que tanta certeza?
- Porque naquele dia você ficou daquele jeito por mim. - A garota corou.
- Hum, é um bom argumento.
- Correção: É um ótimo argumento. - sorriu e apertou seus braços ao redor da cintura do garoto.
- Não discutirei com você. - Ele falou sério, mas seus olhos estavam claros e bonitos.
- Quero que você me transforme.
- Não irá acontecer.
- Posso pedir outra coisa, então? - já estava desesperada, tinha certo receio com Damon. Ele era de sua irmã, por que diabos morderia seu pescoço?
- Qualquer coisa que não me envolva morder você... - Stefan pensou um pouco. -... pra valer.
- Morder é legal. - A garota adotou um tom pervertido fazendo Stefan permanecer estático. Não conhecia esse lado da garota, mas estava adorando.
- Diga logo, minha pequena pervertida. - O garoto riu, mas continuou o olhando enquanto mordia fortemente o lábio inferior. - Não pode ser tão ruim assim, .
- De fato, não é.
- Então fale logo.
- Quero que você seja o primeiro. - Ela falava encarando o rapaz com um enorme receio, mas se estava realmente pronta, era com ele que queria.
- Primeiro?
- Você sabe que sou virgem, Stefan. Não se faça de bobo. - estava mais apreensiva a cada palavra.
- É. - Ele mordeu levemente o lábio inferior imitando a garota.
- Então... quer conhecer meu quarto? - Damon perguntou segurando o lábio inferior de entre os dentes. Seu olhar estava penetrante, mas ele não se permitiria usá-lo para manipular a garota. estava sentada no colo do garoto em plena sala de jantar, não se podia dizer que estavam arrumados, mas nus também não estavam. A menina parou um momento para pensar e corou.
- Quem sabe... uma outra hora? - ela disse quando ouviu agitação vinda da cozinha. Sorriu sem graça.
- Sem problemas, quando quiser é só provocar. - ele mordeu seu queixo e sorriu.
- Não ficou chateado? - olhou para baixo e ficou mexendo na camisa de Damon, sem jeito.
- E por que ficaria? Quero que seja quando você quiser e como você quiser, vou ficar feliz do mesmo jeito. - ele sorriu fazendo carinho no rosto da menina que estava levemente corado.
- Obrigada. - sussurrou baixinho e grudou sua testa na dele.
- Não, eu que agradeço. - Damon deu um último selinho antes de voltar à sua cadeira e os dois começarem uma conversa animada.
- Espero que gostem. - Stefan colocou duas travessas fumegantes na mesa e os olhos de e Damon brilharam como de crianças.
- Com certeza, maninho. - Damon pegou o prato de e a serviu.
- Obrigada. - sorriu meio envergonhada atraindo a atenção da irmã que sorriu sacana para que ficou ainda mais envergonhada.
O jantar foi silencioso embora e Damon trocassem alguns olhares cúmplices e Stefan e também. A verdade era que um casal desejava que o outro não estivesse lá e vice-versa.
Então, quando você e a pretendem decolar pras louças? Damon se pegou pensando e olhando inquisidor para o irmão.
Quando você e se voluntariarem para fazer isso. Stefan sorriu debochado e Damon bufou.
- Por que não vamos lavar a louça? - para a sorte se prontificou e Stefan sorriu vitorioso.
- Claro, eu te ajudo. - Damon sorriu e mostrou a língua para o irmão.
- Espero que goste de ver suas mãos enrugadas pela água. - Damon disse fechando a porta da cozinha lentamente. - Por que eu não tenho nenhuma objeção em ver sua camiseta transparente e molhada. - sorriu malicioso ao encarar a simples regata branca que estava vestindo.
- E quem te disse que eu vou me molhar? - sorriu colocando as mãos na cintura.
- Eu disse. - ele pegou um punhado de água da torneira que havia sido aberta para tirar o "grosso" das louças e tacou em que deu um gritinho histérico.
- Seu... - ela enxugou a água do rosto e viu que havia um traço em diagonal de água em sua blusa que ainda não estava transparente, graças.
- Meu o que? - Damon a olhou com uma cara engraçada. - Ah, quer fazer guerrinha de água? - ele dizia jogando água em aos punhados enquanto intercalava com palavras. - Poxa , assim fica muito fácil. - ele apoiou o cotovelo na pia ao lado, fez cara de entediado enquanto continuava molhando a menina que gritava e ria ao mesmo tempo.
- Pára, - um grito. - com, - outro. - isso! - e chegou até a torneira, enchendo as duas mãos, unidas em conchinha e jogou sem dó no garoto que riu.
- É assim que você quer então? - ele fechou a torneira e fez cara de bravo, tapando os olhos de com o guardanapo de pano, rapidamente.
- Mas o que... - ela não teve tempo de terminar a frase, foi erguida do chão e colocada sobre o ombro largo de Damon que a carregou para fora da casa. - DAMON! - gritou rindo. - Me põe no chão! - ela se debatia e Damon só conseguia continuar rindo. Deu a volta pelo lado de fora da casa e entrou pela janela de seu quarto, a colocando delicadamente sobre sua cama e tirando a venda em seguida.
- Não era para lavarmos a louça? - cruzou os braços e fez bico.
- Sabia que você fica linda bravinha? - Damon respondeu com outra pergunta, subindo na cama, ficando sobre e a beijando.
- Ai Damon, você 'tá molhado. - empurrou o abdômen do garoto quando o mesmo encostou-se nela devido ao tempo que estavam se beijando.
- Isso não é problema. - ele sentou-se na cama e tirou a camisa, então não pôde evitar de arranhar a pele clara do menino em todo o contorno alcançável próximo à barra de sua calça, fazendo-o morder o lábio inferior.
- Então, quando vamos fazer isso? - Stefan queria continuar a conversa da cozinha. sentou-se no sofá com o olhar baixo.
- Eu...eu não sei. - ela suspirou. - Stefan, - o garoto a olhou. - você vai ficar comigo quando, ah você sabe, quando acontecer? - ela perguntou insegura.
- Todo o tempo. - ele acariciou a bochecha de . - Agora, , - ele suspirou olhando sério para a menina. - você entende que, você morrerá? - ele engoliu em seco. - Digo, depois que Damon te morder, você terá de beber sangue vampiresco e então... - ele respirou fundo, aquela palavra doía e era muito difícil de ser dita, ainda mais para a menina que ele amava. - vou ter que quebrar seu pescoço. - ele soltou de uma só vez, a voz dura como pedra e a expressão tensa.
- Stefan, a morte não me assusta, o que me importa é poder estar ao seu lado, para sempre. - tocou o rosto de Stefan levemente e sorriu.
- Mesmo assim, não me sinto confortável. - Stefan balançou a cabeça.
- Hey, relaxa, depois disso eu serei sua para sempre, não é isso o que importa? - mexia no cabelo do garoto falando com uma voz reconfortante e calma.
- É, mas...
- Então chega de se preocupar com isso e não vamos perder a noite. - sorriu. - Tem certeza de que e Damon estão lavando a louça? A cozinha está tão quieta. - esticou o pescoço para tentar ver algo da cozinha, mas estava com a porta fechada.
- Se eu conheço bem o Damon, ele está no quarto agora.
- Como assim? - franziu o cenho.
- É que, erm, a não é a primeira do Damon. - Stefan sorriu sem graça. - Mas ele gosta mesmo dela, dá pra perceber, é uma coisa que eu nunca presenciei em meus mais de 100 anos. - Stefan disse orgulhoso e riu.
No quarto do outro irmão Salvatore as coisas estavam andando lentamente. e Damon haviam concordado em se livrar das roupas molhadas, o que os deixou seminus, mas ainda assim precisava guiar Damon com cuidado, afinal não sabia ainda se era a sua hora.
havia pegado emprestado uma samba canção de Damon e uma camisa de botões que ficaram enormes nela por ele ser mais alto. Ela se deitou ao lado do garoto que a puxou para perto de si e ficou fazendo carinho nos longos cabelos da menina.
- Preciso chamar minha irmã, já está tarde. - seguia pelo corredor com Stefan em seu encalço, a guiando para o quarto do irmão. Ela bateu de leve na porta antes de abri-la e deparou-se com estirada na cama, vestida com roupas masculinas e largas, com a cabeça apoiada no peito de Damon, com o mesmo fazendo carinho em sua cabeça e ela dormindo tranquilamente.
- Não quer passar a noite aqui? - Stefan sorriu apoiando-se na porta.
- Acho que não tenho outra escolha. - sorriu e fechou a porta do quarto de Damon.

Capítulo 8.

Embora não estivesse nos planos de , acordar ao lado de Damon foi uma das melhores experiências em toda sua vida. Levantou-se em silêncio para não acordá-lo e seguiu ao banheiro, já que o quarto era uma suíte. Prendeu o cabelo em um coque frouxo e fez sua higiene matinal, saindo rapidamente, mas não encontrando Damon na cama. Pensou que talvez ele tivesse seguido para um outro banheiro da casa e resolveu trocar de roupa. Sentiu um arrepio próximo à nuca e lábios quentes a tocaram, assustando-a.
- Bom dia. - a voz rouca de Damon sussurrou próximo ao seu ouvido esquerdo e ele desceu uma trilha de beijos até o pescoço da menina que amoleceu imediatamente. O garoto a virou de frente e eles se beijaram intensamente. Assim que entrelaçou as pernas na cintura dele, Damon a guiou para voltar a se deitar na cama, ele havia tirado a camisa, então seria bem melhor se tocarem daquele jeito.
Stefan acordou com em cima dele. Sorriu e começou a brincar com o cabelo da garota.
Ficou assim por incontáveis minutos até a menina se mexer e abrir os olhos preguiçosamente.
- Bom dia. - A voz de saiu rouca e Stefan arrepiou.
- Bom dia. - Ele tentou sorrir, mas parecia tenso.
Os dois ficaram se encarando até a garota quebrar o silêncio para falar que estava com fome. Sorriram e Stefan foi pegar uma escova de dentes nova para .
- Hm, pasta de dente é cheirosa. - comentou enquanto colocava o conteúdo nas cerdas de sua escova.
Stefan sorriu e fez uma cara de pouco caso.
- Doida. - ficou olhando-o com uma expressão pasma e apertou o conteúdo do tubinho na bochecha de Stefan. O garoto não sabia o que fazer e não parava de rir.
Ficaram rindo por um bom tempo até Stefan pegar a pasta de sua bochecha e passar no nariz da garota.
- Hey! - A menina tentou repreender Stefan, mas ela não conseguiu.
- Agora estamos quites. - Ele piscou para a garota e voltou a escovar seus dentes.
- Que fome. - falava pela décima vez só para irritar Stefan, coisa que nunca conseguiria. O garoto era apaixonado pela voz dela.
- Espera um pouco, já to acabando os waffles.
- Que demora, Salvatore. - fez uma cara de nojo e ficou séria. O garoto olhou para ela e sorriu, o que gerou uma risada e um pedido de desculpas seguido de um foi só uma brincadeira, você sabe, né?
Quando os waffles finalmente ficaram prontos, foi até a geladeira e pegou um suco qualquer. Viu que tinha uma calda de chocolate pronta na porta de geladeira e perguntou para Stefan se podiam comer, com a maior carinha de criança pidona.
- Claro que pode, meu amor.
- Você é um anjo. - foi até o garoto e o beijou na bochecha.
- Só porque deixo você comer a calda de chocolate. - O garoto sorriu maroto para a menina.
- Não, porque te acho um anjo mesmo. - O garoto recebeu um sorriso meigo em troca e ficaram assim até comerem os waffles.
- Vamos comer alguma coisa. - Damon falou mordendo o lábio de e dando alguns selinhos rápidos.
- Claro. - sorriu a menina reparando nos lábios vermelhos e inchados do menino, não imaginando uma situação muito diferente para os seus.
- Então vem cá minha princesinha. - ele a puxou para fora da cama, virando-a de frente para ele e a beijando enquanto guiavam-se para a cozinha. A cada passo o beijo ficava mais quente e eles nem se deram conta quando pisaram na cozinha, muito menos na presença de Stefan e .
Stefan fez um barulho estranho com a boca enquanto olhava para baixo envergonhada.
- Estamos aqui. - Stefan falou casualmente e Damon e se separaram na hora.
- Desculpe! - falou toda vermelha.
escondeu o rosto no tórax de Damon que estava sem camisa ainda.
- Ah Stefan, você adora acabar com a minha graça. - Damon inclinou a cabeça pro lado e fez cara de ofendido. - Bom dia . - sorriu para a menina que também estava sem jeito. - Vem, vamos preparar alguma coisa para comer. - ele disse baixinho para que ainda estava vermelha como um pimentão.
- Ai que vergonha. - murmurou de costas para Stefan e .
- Relaxa, - Damon respondeu no mesmo tom. - tem sempre gente que adora estragar o prazer alheio. - ele elevou o tom de voz olhando para Stefan que só abafou o riso tomando um copo de suco.
- Não liga pra ele. - Stefan sussurrou no ouvido de e sorriu.
- Espero que saiba fazer uma salada de frutas. - Damon disse ao ver esvaziar todas as frutas da geladeira e pegar uma faca e uma tábua.
- Não se preocupe, eu sei me virar. - sorriu de lado e Damon a abraçou por trás, encoxando-a na pia.
- Ótimo, vou estar aqui pra te dar apoio moral. - ele disse abafado pelos lábios estarem dando pequenos beijos no pescoço de .
- Assim eu não consigo me concentrar e ai. - disse a menina de súbito quando sentiu a lâmina afiada da faca cortar-lhe o dedo médio. - Droga. - como seu reflexo não era dos melhores, ela ficou encarando o dedo até a primeira gota de sangue pingar sobre a tábua. Damon afastou-se rapidamente, tapando o nariz e a boca com a mão, ele ficou de costas, onde Stefan podia vê-lo... estava acontecendo. As veias ao redor dos olhos escureciam e saltavam a uma velocidade alarmante, os olhos ficando vermelhos e os caninos apontando para fora. não tinha palavras, ela sequer conseguia se mexer para ir ajudar a irmã que continuava a encarar o dedo pingando sangue.
- , coloque debaixo da água. - virou-se para Damon que estava de costas para ela e a voz estava grossa. Ela finalmente se mexeu para a pia onde abriu a torneira até o fim e deixou o sangue correr ralo abaixo. Depois de algum tempo aproveitou para lavar a faca que também estava suja e a pia.
- Aqui tem curativos. - Stefan entregou uma caixinha rapidamente para a menina que agradeceu com um aceno de cabeça. Damon retirou-se em silêncio e Stefan o seguiu.
- Vem, eu te ajudo. - pegou na mão machucada da irmã e sorriu.
- Assim não dá. - Damon chutou a porta, irritado. - Stefan eu não consigo me controlar, eu não... - ele passou a mão pelos cabelos, bagunçando-os. - eu não consigo me imaginar atacando a como eu fazia com as outras e depois apagando sua memória, não é justo!
- A culpa não é dela... - Stefan sussurrou. - você se acalme e vá se alimentar um pouco, eu vou voltar para lá. - e saiu fechando a porta.
e estavam na cozinha quando Stefan entrou lá. O sangue de não o atacava brutalmente como o de , mas seria bom ele ficar a uma razoável distância, para prevenir.
- Está melhor? - Stefan perguntou de longe.
- A já fez um curativo. - falou sem emoção alguma em sua voz.
- Damon não suporta ver sangue, pediu desculpas. - Stefan falou a primeira coisa que veio a sua cabeça. - Ele foi comprar algo para o almoço e já volta. - Ouviu maninho? É bom voltar com algo para almoçarmos. Stefan começou uma conversa mental com Damon.
Tudo que Damon fez foi concordar, pois estava ocupado demais.
- Ok. - concordou e pediu para a irmã terminar a salada de frutas. fez sem reclamar.
O café da manhã passou rapidamente e quando os três olharam no relógio, já era quase uma da tarde. Stefan ouviu o barulho da porta e tinha certeza que era Damon e, ele não tinha se esquecido do almoço.
saltou da cadeira, ansiosa por ver Damon novamente e seguiu para a porta que dava para o lado de fora da casa na cozinha. Ao abri-la, entretanto, afastou-se, gritando assustada.
- Oh meu Deus. - apareceu logo atrás colocando a mão na boca. Damon estava com parte do rosto com sangue e carregava uma sacola.
- O que houve? - se aproximou dele.
- Uns caras do colégio, foi só uma briga. - ele suspirou e olhou para Stefan.
- Quem? - Stefan perguntou apenas para parecer convincente.
- O time de rúgbi. - Damon suspirou.
- Eu espero que você tenha revidado. - disse colocando as mãos na cintura.
- Claro que eu fiz isso! Não deixaria que eles acabassem comigo... - Stefan estava se segurando para não rir, sabia exatamente como Damon revidava a uma briga e, certamente, não era do jeito convencional.
- Bom, agora já passou, vamos comer. - Stefan pronunciou-se perante o silêncio.
- Ah sim, aqui tem comida, eu vou tomar um banho. - Damon colocou sobre a bancada da cozinha e se retirou.
- Vai lá com ele. - piscou para a irmã que sorriu. Pediu licença e se retirou seguindo para o quarto que já conhecia tão bem. A porta estava fechada, mas o chuveiro estava ligado, então ela entrou e sentou-se na cama cruzando as pernas e esperando de frente para a porta.
Não demorou para que o vapor tomasse conta do quarto assim que Damon abriu a porta. mordeu o lábio quando pôde visualizar melhor o rapaz com a toalha presa na altura do quadril.
- Hey . - Damon pareceu tirar a menina do transe.
- Hm, oi. V-vou sair pr-pra você se tro-trocar. - A menina gaguejou enquanto falava e Damon só conseguiu ficar ainda mais encantado.
- Pode ficar, se quiser. - O garoto piscou e viu a menina ficar vermelha.
- Nã-não. - saiu rapidamente do quarto e encostou-se à porta assim que a fechou. Fechou fortemente os olhos e não ouviu quando Damon a abriu. A menina caiu para trás e foi segura por Damon, que tinha belos braços, na opinião da garota.
- Fica. - Damon pediu sutilmente e a garota só teve forças para concordar com a cabeça. - Então.... - Damon já tinha colocado a garota sentada na cama e procurava uma blusa qualquer em seu armário.
- Então? - sussurrou enquanto babava naquele corpo definido e convidativo até demais.
- Nada, é que você fica linda quando está com vergonha. - Damon sorriu enquanto colocava sua camiseta. A garota ficou pasma, mas ainda ficava observando Damon se vestir. - Já volto. - Damon falou enquanto pegava uma boxer e uma bermuda.
Assim que ele fechou o guarda-roupa e se virou para seguir de volta ao banheiro, sua boca foi de encontro com a de , que havia se levantado. Largou as roupas no chão para poder segurar em sua cintura e em sua nuca, entrelaçando os dedos nos cabelos da menina que deslizava a ponta dos dedos delicados por sobre o tórax definido de Damon.
- Não...quero...você...de roupa. - disse ela entre beijos estalados e Damon sorriu sacana. A toalha já estava frouxa e pronta para cair a qualquer momento, mas ele pouco se importava; na verdade não havia nada com o que se importar enquanto os lábios famintos de pressionavam os seus.
- Você nunca se cansa? - Damon disse ofegante enquanto sorria deslizando os dedos na barra da toalha ainda envolta no corpo do garoto.
- Se eu cansasse não teria graça. - respondeu ela sorrindo ainda mais.
- Assim que eu gosto. - respirou fundo e tirou a camiseta, ficando novamente só de toalha.
Mordeu o lábio inferior da menina e inclinou seu corpo, sustentando-o em seus fortes braços. inclinou a cabeça para trás, deixando o pescoço à mostra, demonstrando o que realmente queria e Damon não hesitou em dar. A fome estava praticamente nula, então seria mais fácil beijar aquela região e, melhor ainda, chupá-la.
soltava murmúrios incompreensíveis enquanto Damon espalhava beijos e chupões por toda a extensão do pescoço e nuca, levando-a a loucura.
Já estavam deitados na cama, Damon havia colocado uma boxer contra a vontade de , e olhavam um para o outro, com ele acariciando seus pequenos "troféus" (a.k.a. marcas de chupões) no pescoço de .
- Olha, não quero que sua irmã pense mal de mim, - Damon começou depois de um longo tempo em silêncio. - será que você pode usar um lenço para cobrir? - ele fez a famosa cara de cachorrinho sem dono e riu.
- Ok, ok, mas você pode pegar para mim? - foi a vez de ela fazer cara de pidona.
- Pego, no seu guarda-roupa? - disse ele já se levantando.
- Uhum, primeira gaveta. - apoiou-se nos cotovelos e piscou para ele.
- Já volto. - ele deu um selinho na menina e correu até a casa das meninas. Entrou pela janela da sala e voou, literalmente até o segundo andar, trazendo consigo um lenço lilás com uma flor de pingente.
- Uau, que rápido. - ela estava distraída que não viu Damon entrar segurando o lenço.
- Eu sou The Flash, gata. - beijou-a, lhe entregando o lenço. - Lembre-se, não o tire, por favor. - fez beicinho e a menina riu.
- Ok. - foi para frente do espelho, tentando descobrir o melhor jeito para que as marcas, que por sinal eram muitas, não aparecessem.
- Vamos, já devem ter terminado de comer. - ele a puxou para fora do quarto, e eles foram conversando até a sala, onde e Stefan assistiam TV.
- Onde conseguiu isso? - estranhou a nova peça no vestuário da irmã.
- Ah, eu a trouxe na bolsa. - disse dando de ombros.
- Que bolsa? Você não veio de bolsa. - insistiu e a olhou, incrédula, Stefan ficou estático.
- Eu disse bolsa? - riu ela, nervosa. - Foi no meu bolsO. - ela coçou a orelha nervosa.
- Ah... - ainda não parecia convencida.
- Bom, vou preparar uma sobremesa, Stefan, - o menino deu um salto. - me ajuda? - sorriu. Se ele era o crush de sua irmã, estava mais do que na hora de ajudá-la com isso.
- Claro. - ele seguiu a menina até a cozinha, mas não sem antes olhar acusadoramente para o irmão que o olhou sem entender.
- Então, - ela se virou de frente para o menino que fechara a porta da cozinha. - no que você é bom?
- É só seguir a receita. - disse ele com as mãos no bolso. Sua língua coçava para que perguntasse o porquê do lenço, mas se segurou, tinha que esperar uma situação mais oportuna.
- Ok, então que tal...uma torta de maçã? - disse animada, aquela receita era difícil, mas tomaria tempo suficiente para que ela pudesse conversar muitas coisas com Stefan.
- Perfeito. - ele sorriu e começou a pegar os ingredientes que dizia em voz alta.
- Então vamos lá. - ela bateu palmas, cada vez mais animada.
- Não quer tirar seu lenço? Vai ficar meio quente aqui por causa do forno. - Stefan abriu a primeira brecha. sentiu o sangue sumir de sua face.
- Ahm...é-é melhor não, posso acabar sujando-o. - disse sorrindo amarelo.
- Você guarda no seu bolso, - Stefan insistiu. - acredite, não será gostoso comer torta com suor. - ele riu, sendo acompanhado de , nervosa.
- Eu insisto, não posso tirá-lo. - ela o olhou de esguelha e o viu cerrar o punho. Talvez Damon estivesse certo.

Capítulo 9.

- Sua irmã é meio imprevisível, não? - Damon sorriu para . - Eu gosto disso. - sussurrou para si mesmo. - Então... - sentou-se ao lado dela. - Stefan e você não têm segredinhos.
- É, ele, ele achou melhor me contar tudo. - brincava com os próprios dedos.
- Hum, entendo. - Damon ficou um tempo pensando. - Você não tem medo de mim?
- E-eu, Stefan falou que não preciso. - falou rapidamente.
- Mas...
- Mas eu tenho. - Sussurrou as palavras. Odiava admitir suas fraquezas.
- Interessante. - Damon falou enquanto observava a garota brincar com seus dedos. - Medo de que?
- Machucar minha irmã? Machucar Stefan? - Ela fez perguntas retóricas. Era óbvio que esses eram seus medos.
- E quanto a você?
- Importo-me mais com os dois. - sussurrou de novo.
Na cozinha, e Stefan estavam fazendo uma torta e tendo uma conversa casual.
- Stefan, o quanto você gosta da ? - perguntou sem rodeios.
- Muito.
- Ah...
- Mas, sabe, tenho muito respeito por ela e tudo o mais. - Stefan completou.
- Interessante.
- Por quê?
- Não, é que, acho que é a primeira pessoa que escuto dizer uma coisa tão romântica assim. - ela mexia a massa.
- Sabe , - Stefan preparava a calda. - tenho certeza de que você também é muito especial para o Damon, - a menina sorriu involuntariamente. - é tipo um lema da nossa família, ter respeito pelas damas.
- Raro. - apontou a colher de pau para o garoto sorrindo.
- Nem tanto assim. - Stefan sorriu enviesado.
- Como não? A maioria dos garotos só quer saber de sexo. Quero dizer, vocês não têm mais aquela pegada que faz com que as meninas fiquem derretidas, entende? É mais uma coisa carnal... - filosofava enquanto fazia desenhos na massa ainda mole.
- , alguns de nós nos tornamos assim depois do sexo. - Stefan começou a rir. - Mas ainda assim acho que respeito é tudo quando se vai conquistar uma dama. - soltou um pequeno "awn".
- Stefan, você e Damon são, definitivamente a salvação da humanidade! - olhou sonhadora para a massa e sorriu, Stefan continuava rindo.
- Que nada , fazemos apenas o que achamos que é certo.
- Deixa de ser modesto garoto. - deu um soquinho no antebraço do menino.
Damon e ficaram em um momento tenso, mas Damon não queria isso.
- Ern, não precisa ficar com medo.
- É, Stefan já falou isso, mas é algo involuntário, entende? - parou de brincar com seus dedos e olhou para Damon.
- Tenho que mudar seu ponto de vista. - O garoto sorriu amigável.
- Stefan disse que não vai me morder. - disse um tanto decepcionada.
- É, ele tem aquela velha política de "Podemos escolher o caminho" - ele imitou a voz do irmão fazendo a menina rir.
- Não o julgo, mas queria que ele fizesse por mim.
- Mas há outras coisas que ele pode fazer por você. - Damon inclinou a cabeça, sorrindo sacana para a menina que corou violentamente.
- é a primeira garota por quem me interesso em muitos anos. - Stefan disse enquanto ele e esperavam pela torta no forno.
- Tenho certeza de que não sou a primeira de Damon. - disse descontraída, mas por dentro estava chateada.
- Não é a primeira, mas é a mais especial de todas, acredite. - Stefan fez carinho no braço da menina, que sorriu para ele agradecida. - Você está suando, não quer tirar o lenço?
- Ah não, não, estou bem! - ela disse, mas Stefan não desistiu fácil, aproximou suas mãos do pescoço da menina.
- Só falta você pingar, eu tiro pra você. - ele tocou em seu pescoço e se assustou.
- Não posso tirá-lo. - ela levantou-se da bancada onde eles estavam sentados, segurando em volta do pescoço.
- Ok, calma, não vou tirá-lo. - Stefan levantou as mãos, falando calmamente. Algo não estava certo.
- Eu acho que, - coçou a cabeça. - acho que já está na hora de tirarmos do forno.
- Tudo bem, pode ir lá para a sala que eu já vou. - Stefan sorriu amarelo e se retirou sem olhar para trás. Na sala, Damon e estavam conversando sobre algo constrangedor, pelo o que podia notar na expressão da irmã.
- Então, já está aterrorizando minha irmã é? - ela pronunciou-se sentando no colo de Damon que riu divertido.
- Na verdade, estávamos falando de você. – Ele disse próximo ao ouvido de , deixando-a envergonhada. Stefan apareceu na sala recebendo um sorriso de .
- A torta está esfriando, acho que ficou boa! – sorriu para que pulou animada.
- Sabe, lá em casa tem esse sorvete que eu e compramos outro dia no supermercado, acho que combina perfeitamente! – disse olhando para os irmãos, animada.
- Vamos lá pegar! – levantou-se em um pulo e elas saíram rapidamente murmurando um “já voltamos”.
- O que você fez com a ? – Stefan foi frio e direto, assustando Damon que estava perdido, olhando o nada.
- Nada, por quê? – Damon deu de ombros.
- Como nada? – Stefan estava em um piscar de olhos, ao lado do irmão, o olhando seriamente. – Você a mordeu e apagou a memória dela? – sua voz tremia de tão irritada.
- Stefan! – Damon o repreendeu. – Você sabe que eu nunca faria isso!
- Então por que ela se recusou a tirar o lenço? Ela agia como uma típica vítima sua e...
- STEFAN! – o irmão explodiu. – Eu e a extrapolamos ok?
- Vocês transaram? – ali não se sabia quem estava mais nervoso e assustado. Damon fez a típica cara de tédio e olhou para o irmão.
- Não, seu idiota. – ele bufou e Stefan respirou, aliviado. – Sabe como é, eu saí do banho e lá estava ela, - Damon perdeu seu olhar por um momento. – quando ia voltar para o banheiro para terminar de me trocar ela me provocou, se parecia conosco quando famintos, mas a fome dele era de outra coisa. Aí eu fiquei excitado, - ele olhou para baixo.
- Mas como...?
- Cala a boca, deixa eu terminar! – Damon disse bravo, mas logo em seguida riu. – E então a gente se deitou na cama, ela estava tão linda daquele jeito e deixou o pescoço só pra mim, então eu aproveitei e me animei um pouco demais.
- Então por que...?
- Ah, mas você não aprende mesmo, - Damon inclinou a cabeça na direção do irmão bufando. – continuando... ela não queria tirar o lenço porque o pescoço dela estava cheio de chupões. Ela tinha vergonha de que você e a pensassem mal da gente e por isso pediu para que eu buscasse um lenço. A idéia foi dela e não minha.
- Ah...
- É tudo o que tem a dizer? – Damon riu dando um tapinha no braço do irmão.
- Você quer que eu fale o que?
- Peça desculpas à , no mínimo. – ele disse como se fosse óbvio.
- Ok. Ahm, o que você e a ficaram conversando? – quis saber Stefan interessado. - Explicou a ela que eu não posso fazer isso?
- Expliquei! Mas ela ficou tristinha e disse que você poderia fazer isso pelo menos em consideração a ela e... – nesse minuto a campainha tocou, fazendo com que Stefan xingasse até a quinta geração. – Fica aí, irritadinho, que eu vou abrir a porta para as meninas. – Damon se levantou e seguiu para a porta ouvindo a conversa que fazia com que as meninas soltassem risinhos ansiosos e sorriu também.
- Hey amor, voltamos! - disse um pouco animada demais.
- Trouxemos o sorvete! - sorriu amarelo olhando a irmã e entrou.
- Você bebeu? - Damon encostou-se no batente da porta sentindo um perfume diferente vindo da boca de .
- Não. - ela negou alegremente.
- Não precisava fazer isso. - Damon inclinou a cabeça acariciando seu rosto levemente.
- Eu me sinto uma idiota, eu só... - suspirou. - só não queria me sentir desse jeito na sua frente.
- Está tudo bem, vamos, conheço um ótimo remédio contra vodca. - ele sorriu arqueando as sobrancelhas e a puxou para dentro. Stefan e já estavam na sala de jantar, cortando pedaços de torta e decorando com bolas de sorvete.
- Sorvete tropical, espero que goste. - sorriu para Damon.
- O que você tiver, pode mandar. - sorriu ele puxando uma cadeira para se sentar.
Damon pegou dois pratos e duas colheres e, antes de fazer qualquer movimento, estava dando a primeira colherada a ela sorrindo.
- Obrigada. - disse depois de aceitá-la. - Mas acho que consigo fazer sozinha. - entortou a boca sem jeito.
- Ah não estrague meu romantismo. - Damon protestou fingindo-se de chateado e deu-lhe um leve selinho.
- Ok. - a menina fez bico ganhando outro beijo estalado e em seguida outra colherada.
- Sabe, Stefan, essa torta está realmente deliciosa. - Damon começou em seu tom engraçado, porém petulante. - Já pode casar. - arqueou as sobrancelhas sorrindo de canto.
e trocaram olhares e seguraram para não rir.
- E você sabe, Damon, - Stefan devolveu no mesmo tom. - também fez essa torta, então tecnicamente ela também está apta a casar. - encheu-se de vergonha, mas teve sua mão segura por Damon que a olhou de esguelha.
- E eu não pretendo desperdiçar essa oportunidade. - Damon concluiu.
- O-kay. - interrompeu em consideração à irmã que, além de vermelha também estava bêbada. - Então, gostaram do sorvete? - sorriu.
- Muito bom. - Stefan sorriu para a garota.
- É, mas a torta está excelente também! - Damon sorriu. - Então , você já teve um namorado? - Damon queria irritar o irmão para fazer alguma coisa em relação à . Sorriu maroto e a menina ficou sem saber o que falar por alguns minutos. Como poderiam trocar o assunto tão rapidamente?
- N-não. - Ela gaguejou e enfiou um pedaço de torta na boca.
- Interessante... - Damon sorriu ligeiro. - Então você não tinha conhecido nenhum outro menino antes do meu irmão?
- Ela era "BV", Damon. - sorriu, ela estava um pouco alterada pela vodka e, o sorvete não fizera o efeito desejado.
- Nossa, sério?
- Hm, é. - já não conseguia mais enfiar torta na boca, só conseguia olhar para baixo e concordar com a cabeça. Por que diabos sua irmã e Damon haviam decidido irritá-la?
- Então você perdeu o "bv" com o Stefan? - Damon estava achando aquilo muito engraçado. De um lado da mesa, mais roxa do que abobrinha de vergonha e, do outro, Stefan encarando atentamente.
- Tecnicamente, não. - sorriu de lado e pegou mais uma bola de sorvete.
- Explique. - Damon falou enquanto apertava a mão de .
- A gente só... ern, só... - suspirou derrotada. -... Só rolou um selinho.
- Sério? - Olhou para Stefan sugestivamente. - Por quê?
- E-eu não sei. - olhou para baixo e começou a brincar com seus dedos como fizera mais cedo.
- Stefan? - O irmão não falou nada, só ficou olhando para Damon, de uma maneira pouquíssima amigável.
- Nada a declarar. - Stefan disse. O que pensa que está fazendo?
Nada. Um pouco de diversão não mata ninguém. Damon cruzou os braços atrás da cabeça.
- Bom, acho que já vamos. - disse ainda envergonhada pelo silêncio. - precisa descansar um pouco. - disse e a irmã sorriu desajeitada.
- Obrigada por tudo. - ela disse um pouco alto demais.
- Nos vemos amanhã. - Stefan e Damon disseram juntos e se despediram.
- Você me paga. - disse assim que a porta da casa se fechou.
- Outch. - reclamou do apertão que a irmã dava em seu antebraço.
- O que você estava pensando? - continuou. - Bebendo pra me provocar? - a irmã começou a rir.
- Eu estou cansada de parecer uma caipira perto do Damon, só isso. Desculpa. - bufou.
- Vamos. - ela continuava caminhando arrastando a irmã. - Preciso de um banho.
- Tá bom, tá bom. - tropeçava, sendo puxada por .
sentou-se na cama enquanto a irmã entrava no chuveiro, estava inquieta, cheia de energia. Queria sair, aproveitar o dia ensolarado e quente, já havia bancado a espertinha por tempo suficiente. Provavelmente não dariam conta de sua falta. Não por enquanto.
Desceu as escadas correndo e pegou a chave no porta-chaves no hall. Destrancou a porta da frente e entrou no carro saindo em direção à estrada. Colocou uma música qualquer e, sem reparar, aumentava a velocidade enquanto batia o pé no ritmo da batida.
- ? - , enrolada na toalha, olhava em todos os cômodos da casa. Então aproximou-se da janela que dava para o lado de fora - merda. - Murmurou e seguiu para o telefone.
- Stefan, pelo amor de Deus, saiu com o carro. - dizia rapidamente, nervosa.
- Você sabe para onde ela foi? - ele olhou para Damon que estava escutando tudo, ele sabia disso.
- Não, não sei, acho que foi para a estrada. Oh Stefan, eu não sei se o efeito da bebida passou!
- Estou indo para aí ok? Se acalme. - Stefan desligou depois de ouvir um "ok".
- O que houve? - Damon aproximou-se do irmão.
- , saiu dirigindo bêbada. - Stefan disse e saiu correndo, assim como Damon.
Em menos de dois segundos estavam parados à porta da casa das irmãs e Damon olhava para todos os lados, procurando por alguma pista.
- Ainda bem que chegaram, eu vou ligar para a polícia. – disse quando abriu a porta e deu espaço para os meninos entrarem.
- Não. – Damon disse de súbito. – Se ela estiver com álcool no sangue será presa.
- Mas ela pode sofrer um acidente! – disse e Damon engoliu seco.
- Acho que consigo sentir o cheiro do sangue dela...
- Ótimo, siga-o. – Stefan disse. – Eu e vamos segui-lo de carro.
Damon concordou e saiu em disparada, seguindo para a estrada. O cheiro não estava tão forte, mas era o suficiente para ele perseguir. dirigia, pegando atalhos e percebia que, cada vez mais, a estrada ficava mais calma. Então, abriu o vidro e deixou que o vento batesse em seu rosto conforme ela fazia as curvas que contornavam a bela paisagem. Enquanto as pessoas dirigiam para chegar logo ao seu destino, ela dirigia para esvaziar a cabeça, limpar os pensamentos.
Na segunda vez em que encostava-se ao encosto do banco, aproveitando a paisagem e respirando ar puro, não reparou na pick-up SUV que tentava ultrapassar um caminhão e que vinha na direção contrária. O caminhão até tentou avisar ambos os veículos, mas ao tentar desviar, a pick-up bateu na ponta do New Beetle, tirando-o da estrada e levando-o para o acostamento e depois para o barranco que terminava alguns metros abaixo da pista. sentiu o carro capotar uma, duas, três, quatro vezes até parar novamente e ela poder olhar, mesmo que com dificuldade para o lado de fora.
No exato momento, Damon sentiu seu cheiro mais forte e acelerou o passo. Stefan e o seguiam de uma distância razoável, mas que os outros não reparassem. não conseguia pensar em nada direito, a testa ardia e algo escorria por seu rosto. A pick-up e o caminhão haviam seguido seu caminho, o que a fez suspirar. Havia esquecido o celular e, naquele momento, o efeito do álcool já começava a passar, deixando-a tonta.
- ? – ela ouviu ao longe e achou ser apenas fruto de sua imaginação, mantinha os olhos fechados, pois acreditava que assim a dor diminuiria.
Damon estava ao seu lado, embora houvesse pouco sangue, ele não sabia quanto tempo agüentaria. Ela está em um barranco próximo à estrada, está ferida. Ele pensou enquanto ponderava qual seria o melhor jeito de tirá-la de lá.
- Ele achou sua irmã. – Stefan disse entrando na mesma estrada que havia entrado há pouco tempo.
- E como ela está? – olhava para todos os lados.
- Capotou o carro. – Stefan suspirou olhando para que arregalou os olhos.

Capítulo 10.

- Ande Stefan, rápido! – foi tudo o que ela conseguiu dizer com a voz trêmula.
- Eu vou te tirar daí. – Damon disse tentando abrir a porta que estava um pouco amassada.
- Damon? – cerrou os olhos tentando enxergá-lo.
- Estou aqui, estou aqui. – ele disse destravando a porta por dentro e em seguida, com um tranco, abrindo-a. – O que aconteceu? – ele disse enquanto se debruçava sobre a menina para soltar o cinto de segurança.
- Foi tudo tão rápido, uma pick-up estava ultrapassando, aí ela bateu em mim e eu perdi o controle do carro. – ela dizia entre murmúrios de dor. – Eu capotei e parecia não ter fim. – disse enquanto Damon a pegava delicadamente nos braços. – E foram embora me deixando aqui.
- Desgraçados. – murmurou o garoto deitando no chão. Ela o olhava atentamente, analisando cada movimento enquanto ele checava por outros ferimentos. – Você vai ficar bem. – ele acariciou a nuca da menina, tomando cuidado para não pegar muito forte.
- Desculpa. – ela sussurrou começando a chorar. Stefan onde você está?
- Damon está com ela, já estamos chegando, se acalme. – Stefan segurou a mão de que mantinha a cabeça apoiada na mão e os dedos enroscados no cabelo, inquieta.
- Calma. – Damon disse rasgando um pedaço da camiseta para colocar na testa de que sangrava.
Stefan parou no acostamento, deixando o pisca alerta ligado. saiu imediatamente do veículo, descendo correndo o barranco até onde a irmã estava. Ela estava tremendo, nervosa, mas Stefan a acompanhava de mãos dadas. Quanto mais perto chegavam, mais era nítido os soluços que a irmã soltava enquanto Damon estancava o corte da testa dela.
- ! – se ajoelhou ao lado de , no meio da grama que crescia ali.
- Eu sinto muito. – ela soluçou olhando os três rostos em volta de si.
- Agora acha que é uma boa idéia ligar para a polícia? – disse irritada para Damon.
- Para a polícia, não, mas para o hospital. – Stefan sacou o celular e levantou-se seguindo para um pouco longe.
- Shhh, vai ficar tudo bem. – entrelaçou os dedos nos da irmã que estava inquieta e não parava de chorar.
- A ambulância está vindo. - Stefan voltou a se agachar ao lado de .
- Eles vão me prender? - choramingou.
- Não , não vão. - Damon aproximou-se do rosto de . O cheiro de seu sangue estava inebriante.
- Eu só queria dar uma volta. - lamentou-se a menina. - Eu juro que não estava bêbada.
- Shhh, está tudo bem. - Damon tirou um pouco o pano que cobria o ferimento de para trocá-lo de lado.
- A ambulância chegou. - Stefan anunciou olhando para cima.
- Vem, vamos cuidar dessa testa. - Damon disse pegando-a no colo e a levando barranco acima.
- Eu não quero ir para o hospital. - resmungou assim que os médicos a colocaram sentada na maca, dentro do veículo.
- Se for necessário você terá que ir mocinha. - um dos homens que estavam lá disse analisando o ferimento. - O que aconteceu exatamente?
- Segundo o que ela me disse, uma SUV estava ultrapassando na direção contrária e bateu nela, fazendo o carro capotar morro abaixo. - Damon havia prendido a respiração, pois limpavam o corte na testa de .
- Sente dor em algum lugar? - ele apertava em todos os lugares possíveis e permanecia quieta.
- Não, eu só estou tonta. - disse a menina em um murmúrio.
- Isso foi por causa do carro, você deve ter isso nos próximos dias, mas por sorte você está inteirinha. - o enfermeiro anotou algo em um papel e entregou a Damon. - Deve tomar isso a cada 24 horas por quatro dias, é para a concussão.
- Ok, muito obrigado. - Damon sorriu.
- Já está acabando querida. - a moça que acompanhava na ambulância disse.
- O que está fazendo? - fechou os olhos um pouco.
- Costurando, tivemos que dar alguns pontos na sua testa, três apenas. Daqui uns quinze dias você pode ir ao hospital retirá-lo, ok? Vou colocar uma gaze e está tudo bem. - ela finalizou e sorriu.
- Obrigada. - se levantou da maca, mas Damon insistiu em carregá-la.
Stefan dirigia de volta para a casa das meninas com ao seu lado no banco do carona e Damon e no banco de trás.
- Desculpa. - murmurou novamente baixinho, Damon a abraçava de lado, deixando que sua cabeça descansasse em seu ombro.
- Você não teve culpa , só precisamos achar um jeito de conseguir outro carro. - pôs-se a pensar.
- Podemos levá-las todos os dias no colégio, se quiserem. - Stefan sorriu olhando rapidamente pelo retrovisor.
- Não queremos incomodar. - rebateu a menina.
- Não são incômodo nenhum. - Damon sorriu.
- Mesmo assim...
- É só por um tempo, até vocês conseguirem outro, por favor? - o menino tirou uma das mãos do volante para colocar na coxa de .
- O-ok. - gaguejou e sorriu fraco.
- Quer que eu passe a noite com você? - Damon se ofereceu assim que e desciam do carro em direção à sua casa.
- Acho melhor eu descansar. - sorriu de canto e o menino concordou.
- Me ligue se precisar, não importa o horário. - Beijou-lhe os lábios e acariciou-lhe a bochecha.
- Muito obrigada por hoje. - se aproximou de Stefan que estava encostado no carro com as mãos no bolso.
- Não foi nada. - ele tocou seu cabelo, deslizando até seus lábios. - Vai lá, se cuida. - beijou-lhe a testa e depois os lábios, demorando mais nestes.
- É. - A menina gaguejou e entrou na casa pronta para dar um sermão em .

- Ok , desde ontem você não cala a boca. - agora esperava pelos irmãos Salvatore para ir para a escola.
- Você que errou, vou ficar te enchendo o saco por muito tempo! - falava brava, mas a irmã nem ligava.
- Bom dia, como está hoje? - Damon abriu a porta da parte de trás do carro e ajudou a entrar.
- Tonta. - disse ela arrumando o cabelo que estava caindo sobre o curativo recentemente trocado pela irmã. - não parou de falar na minha orelha até a hora de dormir. Depois, hoje de manhã, eu acordei com tudo girando e precisei dela pra levantar, aí lá veio ela com mais faladeira. - fez cara de coitada e Damon olhou feio para .
- não teve culpa do acidente. - Stefan disse.
- Mas ela pegou o carro embriagada! - argumentou.
- O álcool já estava passando o efeito, a SUV que estava errada. - Stefan continuou. - E bom dia para você também. - debruçou sobre o freio de mão para beijá-la.
- Hey ho, let's go! - Damon disse tentando quebrar o clima de puro romance que se instalara no carro. Stefan ligou o motor e saiu em direção ao colégio.
- Olha, hoje tenho todas as aulas com você! - Damon apontou para seu armário que, coincidentemente, ficava ao lado de que apenas sorriu. - Podemos fugir no intervalo se você quiser... - piscou para ela.
- Melhor não, seu irmão e a vão ficar sem carro. - ela riu.
- Eles podem voltar a pé, faz bem para as pernas. - o garoto deu de ombros, recebendo um tapinha da menina no braço.
- Não seja egoísta, você pode passar a tarde em casa se quiser. - foi a vez de piscar.
- Ok, você me convenceu. - ele abraçou sua cintura e foram para a aula.
- Sua irmã é incansável. - Stefan falou para enquanto conversava mentalmente com Damon sobre o "plano de fuga" de .
- E eu não sei? - A menina bufou.
- Hey, calma. Coisas assim acontecem... - O garoto se xingou mentalmente por ter falado isso.
- Acontecem? - ficou confusa. - Acontecem nada, ela foi irresponsável e pelo jeito que você falou, quer ser novamente. - previu a fuga da irmã e bufou mais uma vez.
- Ela não vai fugir, convenceu Damon a ficar com ela esta tarde na casa de vocês. - Stefan sorriu para a menina que suspirou aliviada.
- Às vezes adoro essa intercomunicação de vocês! - beijou a bochecha do garoto, mas antes que pudesse se afastar foi guiada para os lábios de Stefan.
- Eu dirijo. - Damon arrancou as chaves da mão do irmão e foi abrir a porta para entrar.
- Como quiser. - Stefan deu de ombros e abraçou pela cintura.
Damon dirigia feito um louco, provocando risadas em e gritos de pânico em , além das broncas de Stefan. Por outro lado, os quatro chegaram quinze minutos mais cedo e poderiam aproveitar melhor a tarde.
- E é assim que se dirige. - sorriu ele convencido, mas tudo o que recebeu foram olhares assustados, antes de todos caírem na risada.
- Vem, vamos assistir televisão. - puxou o garoto para a sala assim que entraram em casa.
- Não façam nada que eu não faria. - soltou antes de seguir para a cozinha com Stefan.
- Se acalmou agora? - Stefan disse assim que fechou a porta da cozinha, seguiu para o bebedouro.
- Acho que sim. - ela suspirou tomando um copo d'água.
- Ótimo. - disse ele antes de encoxá-la na pia e beijá-la com vontade.
- Deixa em qualquer canal, estou sentindo que vou pegar no sono. - disse olhando para cima, já que estava deitada sobre o colo do menino no sofá.
- Não quer dormir na cama? - ele tirou uma mecha de cabelo que insistia em ficar sobre o curativo.
- Não se preocupe, dependendo do programa eu aguento. - disse ela confiante.
Mas, quem dera fosse verdade. Passados dez minutos, havia caído no sono, mas não um sono comum, e sim um bem pesado. Tão pesado que, quando Damon levantou-se para pegar água, algumas horas depois, ela não se mexeu quando ele apoiou sua cabeça em uma almofada.
Mas, o garoto acabou se distraindo com outras coisas na cozinha, como a coleção de bebidas alcoólicas que as irmãs tinham em uma das despensas. Portanto, ele não se deu conta de quando acordou.
- Damon? - ela disse piscando diversas vezes, a fim de que a tontura que estava sentindo, passasse. Entretanto, era tão forte que ela se sentia como se estivesse no carro, capotando. - DAMON! - gritou ela, segurando fortemente no sofá com os olhos fechados e a respiração pesada.
- O que aconteceu? - o menino apareceu rapidamente largando o copo d'água na mesa.
- 'Tá tudo rodando, eu 'to dentro do carro. - gemeu ela, ofegante.
- Está tudo bem, calma, respire fundo. - ele correu para sentar-se ao seu lado e ficou passando a mão em seu cabelo.
- Eu não consigo fazer isso parar. - ela segurou a mão do menino fortemente.
- Você precisa ir ao hospital, e é agora. - Damon desligou a televisão, jogando o controle no outro sofá e pegando no colo.
- Eu vou cair Damon, pára! - ela agarrou a camisa do menino escondendo o rosto no peito do garoto.
- Vai ficar tudo bem. - ele disse. - Depois aviso os outros, você não pode esperar. - disse ele enquanto colocava no seu carro. - Vamos. - deu ré e seguiu às pressas para o hospital. - Alguém me ajuda? - Damon disse quando deu o primeiro passo no hospital, não estava muito cheio, mas isso também o atrapalhava.
- Oi, no que posso ajudar? - a enfermeira pendurou o estetoscópio no pescoço.
- Ahm, e-ela sofreu um acidente de carro ontem, só que o pessoal da ambulância não a trouxe para cá e receitou um remédio para concussão, só que ela mal consegue se levantar sem sentir tontura.
- Muito bem, siga-me, por favor. - a moça pegou uma prancheta do lado de fora de uma das salas e abriu a porta. - Coloque-a ali que eu já vou chamar o médico, sim?
- Claro, muito obrigado. - Damon deitou na maca que estava levemente inclinada para frente. - Você deveria ter vindo ao hospital. - sussurrou ele.
- E correr o risco de ser presa? Não, obrigada. - resmungou baixinho.
- Boa tarde, em que posso ajudar? - o médico, um senhor de uns cinquenta anos com bigode e careca bem aparada, apareceu na sala.
- Boa tarde, - Damon colocou as mãos no bolso. - minha namorada, - o corpo de se arrepiou. - sofreu um acidente de carro ontem e pediu para que não a trouxessem para o hospital porque ela não gosta muito, então eles a examinaram na ambulância, fizeram um curativo na testa e deram um remédio para concussão. - ele retirou a receita médica de um dos bolsos e entregou-a ao médico.
- Muito bem, e o que os traz até aqui? - ele ajeitou os óculos e olhou para .
- Ah doutor, toda vez que acordo, sinto como se estivesse no carro, capotando. - ela falava com as mãos enquanto um dos braços ficava sobre os olhos.
- Então a senhorita capotou o carro? - ele anotou na prancheta.
- Sim senhor. - ela suspirou.
- Chegou a ficar inconsciente?
- Não senhor, o tempo todo consciente. - lamentou-se.
- Muito bem, vou pedir uma tomografia de todo o corpo e, se nada estiver anormal, terá de passar apenas a noite em observação, ok?
- Ok. - Damon e disseram juntos.
- Com licença. - saiu, mas não sem antes chamar pelo telefone uma equipe para fazer o exame.
- Então agora sou sua namorada? - disse sorrindo boba.
- Só se você quiser. - Damon a olhou, mesmo que ela não conseguisse enxergá-lo. No mesmo momento, três enfermeiros entraram prontos para transportar para a sala de exames.
- O senhor deve ficar na sala de espera, quando for transferida para um quarto, avisaremos. - a enfermeira segurou Damon que queria acompanhar pelo corredor.
- Ok, obrigado. - disse antes de se sentar em uma das muitas cadeiras vagas. - Stefan? Sou eu.
- O que foi agora? - o irmão parecia aborrecido.
- Te interrompi em alguma coisa, garanhão? - brincou Damon. - Seguinte, acho que você não reparou, mas eu peguei o carro.
- Você o quê? - disse Stefan, irritado.
- Acalme-se, foi pra trazer a ao hospital.
- O que aconteceu? Ela está bem? - barulhos no fundo da linha fizeram Damon acreditar que Stefan e estavam se vestindo. Ui.
- As tonturas pioraram, vão fazer alguns exames e terá de passar a noite em observação aqui. - Damon disse tranquilamente.
- Damon, saia daí, você sabe que não é seguro. - Stefan disse em tom de alerta.
- Tá bom, tá bom, então porque você e a não vem pra cá? - perguntou como se fosse óbvio.
- Porque estamos sem carro, idiota! - Stefan gritou.
- Ai, fala mais baixo que eu não sou surdo. Andar faz bem para as pernas, - riu ele. - e eu não posso sair daqui porque a precisa de mim. - seu tom ficou sério.
- Ok, daqui a pouco estamos aí. - e desligaram. Damon sabia o quão arriscado era ficar no hospital, mas por ele seria capaz de qualquer sacrifício.

Capítulo 11.

- Então, Damon... - o médio sentou-se ao seu lado, despertando-o de seus pensamentos.
- Como o senhor sabe meu nome? - ele arqueou a sobrancelha.
- Lembro-me de você há quinze anos atrás, você não envelheceu nem um bocado. - Damon o olhou sorrindo de canto. - Mas, bem, você movimentou do carro não foi?
- Foi. - ele abaixou a cabeça, sabia que não podia fazer isso.
- Você teve sorte, ela poderia ter fraturado a coluna e nunca mais andar. - disse o médico em tom de bronca. - Além do mais, foi por conta dessa movimentação que as tonturas estão tão fortes.
- Mas como? Eu a retirei calmamente do carro.
- Sim, ela me disse, mas para que não houvesse esse risco, ela deveria estar com um colar cervical.
- É mesmo. - o garoto suspirou.
- Sei que você quis ajudá-la e que estava preocupado, mas ela deveria ter ficado onde estava. - onde o médico queria chegar? Afinal, estava bem ou não? - Mas águas passadas não movem moinhos, ela vai ficar em observação essa noite e tomando um medicamento além de vestir um colar cervical. Tente não deixá-la agitada, certo?
- Sim senhor. - Damon concordou.
- Quarto sete no final do corredor. - ele apontou com a prancheta e Damon agradeceu, seguindo seu caminho.
- Como vocês... - Damon abriu a porta dando de cara com Stefan e já no quarto, estava sentada na cama ao lado da irmã que tinha um colar cervical cor da pele que limitava um pouco seus movimentos. - ah, deixa pra lá. - fechou a porta.
- O que o médico disse? - quis saber e encarou o garoto.
- A concussão está sendo tão forte assim porque eu mexi na quando eu deveria tê-la deixado pro pessoal da ambulância. - ele olhou para os pés. - Desculpa. - sussurrou.
- Você estava agitado, todos nós estávamos. - disse passando as mãos nos braços de Damon que os mantinha cruzados na altura do peito.
- E eu vou ficar bem agora. - disse sorrindo.
- Só tem que passar a noite em observação, mas estará bem depois de amanhã. - Damon transmitiu as palavras do médico, levando alívio ao quarto.
A noite se passara sem demora, logo recebeu alta e foi embora daquele prédio irritantemente branco.
Stefan e Damon travavam uma batalha mental, mas era tão sem forças, que nem tinha reparado na expressão dos Salvatore. Tudo o que a garota queria era descanso e sua irmã salva.
Quando chegaram à casa das garotas, Damon foi levar para o quarto enquanto se despedia de Stefan.
- Obrigada. - segurou a cintura do garoto, enquanto ele fazia um carinho gostoso demais em suas costas.
- Sem essa. O importante é ficar bem. Só fizemos o necessário. - Stefan sorriu e beijou carinhosamente. A menina já sentia os famosos arrepios por todo seu corpo e se entregou ao beijo até Damon pigarrear forçadamente, fazendo os dois se afastarem bruscamente.
- Quando você vai parar de ser tão envergonhada? - Damon falou para . Adorava deixar a menina constrangida. Ela nada falou. Despediu-se com um aceno para ambos e entrou em casa.
A garota já estava em casa e Stefan falava bravo com Damon.
- Qual o prazer em deixá-la envergonhada?
- Me faz bem. - Damon mediu as palavras e logo fez uma careta pelo modo de como falou isso. Stefan revirou os olhos e foi para dentro do carro.
- Bem?
- De um bom modo, gosto da . Você sabe disso. - Damon gesticulava com as mãos.
- Deixe em paz, ok? - Stefan pediu suplicante e ouviu a gostosa gargalhada de Damon.
- Não me obrigue a concordar com isso. Adoro ver corar.
- Chega. - Stefan o repreendeu mentalmente e verbalmente. Sabia que Damon gostava de , mas sentiu ciúme quando viu o irmão falar de sua garota.
- Chega nada, maninho. - Damon disse de um jeito petulante. - Eu é quem vou mordê-la, pode ir acalmando seus nervos.
Stefan estava tão concentrado na última frase de Damon, que se não se concentrasse um pouco mais, tiraria o volante e quebraria na cabeça de Damon, mesmo sabendo que não teria algum efeito realmente "bom" aos seus olhos.
- Chega Damon. - Stefan falou com uma voz autoritária, mas ainda podia ouvir a irritante voz de Damon ecoando em sua cabeça com as palavras: " Eu é quem vou mordê-la. "
Stefan ficara pensando em e Damon por uma longa parte de sua noite. Falaria com ela na manhã seguinte. Não poderia deixar isso acontecer, mas e se... E se não tivesse, ou melhor, não quisesse parar?
Espantou esses estúpidos pensamentos de sua mente e se deixou ser levado para um mundo onde tudo era perfeito, seus sonhos.

Desde então, uma semana se passara.
estava em ótima condição, nem parecia que sofrera um acidente e Damon ainda enchia o saco de . Stefan não parava de pensar na possibilidade dele mordê-la ao invés de Damon. Mas sempre que se lembrava da outra possibilidade de não deixá-la como ela desejava no momento, estremecia.
Stefan e Damon passavam na casa de e para ir para a escola. A rotina voltou e as meninas já estavam de saco cheio.
- Bom dia. - Stefan cumprimentou as duas e deu um beijo meigo em . Damon fez o mesmo com , mas ele foi um pouco mais além do "beijo meigo".
- Acho que estamos atrasados. - sorriu e puxou Stefan para andarem logo. Sabia que se os dois começassem a andar, logo sua irmã e seu "cunhado" os seguiriam.
Indo contra todas as expectativas de e Stefan, Damon e voltaram a entrar no carro, aos beijos, fechando-se sem se importar com o que todos à sua volta pensariam.
- Deixamos ou interceptamos? - se virou para Stefan com a boca torta, pensativa.
- Sinceramente? - Stefan suspirou. - Deixamos. - riu nervoso.
- Ok. - deu de ombros. Talvez fosse isso o que a irmã e Damon havia tanto tempo procuravam.
As aulas se passaram rapidamente e, quando Stefan parou para prestar atenção no tempo, já era horário do tão esperado - por alguns ali presentes - intervalo.
- Vamos? - apareceu ao lado de sua mesa e ele só conseguiu sorrir para a menina.
- Com certeza. - Levantou-se rapidamente e beijou-a.
No carro, o clima entre Damon e estava, sem dúvida, ensandecido. Enquanto Damon estava sentado no meio do banco traseiro, ele mantinha em seu colo enquanto a beijava enlouquecidamente. Pouco importava que aquilo fosse um estacionamento e que pudessem haver alguns voyeurs, tudo o que ele queria era ela.
ajeitou-se sobre o colo de Damon enquanto ele beijava o seu pescoço, não seria nada mal tentar algo a mais com o garoto, algo que ela só havia lido em revistas...
Pegou uma das mãos quentes dele que seguravam sua coxa e a deslizou tronco acima até chegar aos seus seios e, depois, ao seu rosto. Beijou cada dedo, demorando-se mais no indicador. Foi então que Damon levou um susto, um susto bom diga-se de passagem.
Com o dedo indicador do garoto ocupando sua boca, fez disso sua pequena diversão. É claro que era inexperiente, mas com calma, ela ia conquistando a malícia do garoto que sorria satisfeito ao vê-la chupar seu dedo como se estivesse chupando algo bem mais embaixo, algo que, naquele momento, pulsava.
De olhos fechados, alternava os movimentos com a língua, segurando na mão do rapaz enquanto subia e descia, lambendo toda a extensão de seu dedo e deixando escapar alguns gemidos que arrepiavam Damon.
Definitivamente aquilo não era prazeroso só para quem recebia, mas para quem lambia... ela podia sentir todo aquele calor e era um sentimento bom demais para ficar guardado apenas para ela, então, largou do dedo do garoto e seguiu para sua boca, a qual estava seca e sedenta por um beijo apaixonante que, mesmo cansado e alucinado, ele insistiu em dá-lo à .

Stefan estava na cozinha, lavando a louça enquanto Damon estava na sala assistindo a um filme qualquer. O moreno estava tão entediado que começou a imaginar como seria morder a futura namorada de seu irmão...
Enquanto desenhava aleatoriamente sobre o tecido do sofá, Damon mergulhou em sua imaginação com apenas um propósito: irritar Stefan com seus pensamentos:
estava deitada em sua cama, com lençóis vermelhos, enquanto Stefan e Damon a encaravam, esperando pela hora certa. Ao sinal do irmão, Damon deitou-se sobre encarando-a nos olhos, que tinham uma expressão assustada, porém determinada. Com o cheiro de sangue o atraindo, ele cravou suas presas na pele branca de que, ao contrário do que Stefan pensava, não gritou. Muito pelo contrário, ela envolveu os braços ao redor dos ombros largos de Damon, fechando os olhos e esboçando um sorriso satisfatório enquanto sua vida lhe era sugada. Seus murmúrios não lhe soavam como música, mas sim como uma resposta ao que seria prazeroso, o que realmente não poderia ser.
Stefan balançou a cabeça, atônito, havia parado para beber água e então divagava por seus pensamentos... ou seria os de Damon? Cerrou os punhos e suspirou. Damon, na sala, sorriu satisfeito por ter atormentado o irmão um pouco (mais). É claro que Stefan não deixaria por menos, mas isso ele faria uma outra hora. Por enquanto, ele deveria pensar se realmente assumiria a tarefa de transformar por completo ou se ainda deixaria a missão para o irmão. Estremeceu lembrando-se do pensamento manipulado e voltou a lavar a louça.
Anoitecera e os irmãos não haviam trocado uma palavra sobre o ocorrido de mais cedo, entretanto, Stefan sabia muito bem o que fazer com Damon. Andou cautelosamente até seu quarto e sentou-se em uma cadeira, próximo à cama do irmão. Apoiou os cotovelos nos apoios da cadeira e juntou as duas mãos na altura da boca para abafar um riso. Olhava fixamente para Damon adormecido na cama. Que a festa começasse.
Damon estava parado, de frente para em sua cama enquanto Stefan deitava-se sobre ela para mordê-la e transformá-la conforme havia sido combinado. Entretanto quando os caninos de Stefan penetraram a pele da menina, tudo o que ele pôde ouvir foram gritos desesperados e dolorosos enquanto ela se debatia sob o corpo de seu irmão. Foi então que Damon percebeu que estava presa em um caixão transparente, onde batia as mãos, desesperada, para poder sair e se livrar da dor que sentia. Aquilo parecia não ter fim, não cessava o choro e os gritos e Stefan não a matava, não havia sentido algum. Ele chamou pelo nome da amada, mas tudo o que viu foi fumaça.
O moreno de olhos azuis acordou ofegante agarrado ao lençol olhando para os lados. Queria olhar para e certificar-se de que ela estava bem.
- Engraçado que, - Damon virou a cabeça imediatamente para o lugar de onde a voz do irmão vinha. - você já causou sofrimento a muitas pessoas ao mordê-las, mas quando é sobre , tudo parece mudar de perspectiva, não? - sorriu o jovem Salvatore, petulante.
- Você não sabe de nada, Stefan, eu gosto dela. - Damon praguejou, ajeitando-se na cama.
- E eu gosto da . - sentou-se na beira da cama ao lado do corpo estirado do irmão. - Então façamos assim: você me deixa em paz com a e eu te deixo em paz com a , que tal? - disse apoiando os cotovelos sobre a perna dobrada na cama.
- Perfeito. - Damon disse de prontidão. - Agora se me der licença, preciso dormir para ter sonhos bons. - bufou ele e a última coisa que ouviu foi a gargalhada estridente de Stefan antes que o mesmo fechasse a porta de seu quarto.
revirou-se na cama pela vigésima vez naquela noite, havia algo que não a queria deixar dormir. Talvez fosse o êxtase em que Damon a deixava toda vez que se beijavam, ainda mais depois daquela tentativa ousada no carro naquela manhã. Ouviu um barulho que a deixou alerta. Parecia como se alguém tivesse pisado em um galho seco. Novamente o barulho, e ela se sentou na cama. estava do outro lado do corredor, dormindo há horas, concluiu ela ao ver o relógio e se dar conta de que passava da meia noite. Levantou-se e, pé ante pé, seguiu pelo corredor cautelosamente. Ao fundo, havia uma janela que dava para os fundos da casa, de onde ela acreditou que o barulho havia vindo. A respiração estava pesada, embora tentasse ao máximo segurá-la, não fazia ideia do que poderia encontrar do lado de fora.
Ao chegar próximo da janela, esgueirou-se para apoiar-se na parede ao lado dela e esticou o pescoço olhando para todo o quintal, iluminado pelos postes da rua. Como não havia nada, aparentemente, ficou de frente para a janela, vasculhando a pequena área novamente. Havia algumas casas acesas àquela hora, mas a rua em si estava deserta, quando deu as costas para voltar ao quarto, mais tranquila, ouviu o mesmo barulho, dessa vez como se estivesse acontecido ao lado dela. Virou-se rapidamente e viu Damon estirado no chão, no quintal de sua casa, inconsciente. Gritou e cobriu o rosto, apavorada.
Abriu os olhos e percebeu que havia sido apenas um sonho, levantou-se trêmula da cama e ouviu movimentação na casa. Continuou andando até a porta até encontrar andando de um lado para o outro.
- Está atrasada, tem cinco minutos antes deles passarem aqui. - disse a menina enquanto arrumava os livros na bolsa. - Está pálida, tudo bem com você? - perguntou e só conseguiu concordar.
Voltou-se ao seu quarto e se arrumou o mais rápido possível. Engoliu uma barrinha de cereais antes de acompanhar a irmã até a fachada da casa, esperando pela BMW dos irmãos. Enquanto segurava parte de seus cadernos sobre o peito, mantinha seu olhar perdido com flashes do pesadelo invadindo sua mente.
- Bom dia meninas, vamos? - despertou com a voz de Stefan que as esperava apoiando um dos braços sobre o teto da pick-up prata enquanto com o outro braço se apoiava na porta aberta.
- Onde está Damon? - disse cerrando os olhos, pois o sol os incomodava.
- Ahm, ele teve que resolver alguns problemas. - Stefan franziu as sobrancelhas e parou com um pé dentro do carro, voltando-se para a irmã.
- Ele está bem? - ela ainda não havia se mexido.
- E por que não estaria? - Stefan sorriu amarelo, o que estava acontecendo?
nada disse, dando de ombros. Entrou no carro e seguiu em silêncio até o colégio. Seja lá o que o pesadelo quisesse mostrar, ela não poderia deixá-lo se apoderar dela.

Capítulo 12.

O dia parecia se arrastar, estava isolada, perdida em pensamentos enquanto Stefan e se divertiam com as mínimas coisas. Ao que o professor de História propôs um trabalho para toda a classe, não pôde ficar mais feliz em se distanciar do casal meloso que sua irmã e Stefan formavam naquele dia, portanto seguiu às pressas para a biblioteca, assinou a lista de presença e penetrou nas densas prateleiras que liberavam um odor característico de páginas cheias de conhecimento. Aprofundou-se melhor entre as prateleiras, conforme elas decresciam nas datas até parar na década de 70.
Seu sonho sempre fora deslizar pela escada de uma biblioteca, assim como Bela em “A Bela e a Fera”, então largou sua mochila ao lado da escada e subiu, sorrindo feito criança. Leu todos os títulos, deslizou um pouco para a direita, seus olhos caminhavam vorazes pelos inúmeros títulos até que um lhe chamou a atenção, era grosso, mas não parecia muito pesado. Pelo menos, não até o momento em que ela o pegou e se desequilibrou levemente da escada soltando um grito abafado. Mas, ao pensar que se espatifaria no chão, sentiu sua queda ser amortecida e, só então, abriu os olhos para ver o que havia acontecido. Ele era alto, musculoso, de cabelos castanhos escuros e repicados, seus olhos penetrantes e o sorriso de lado a deixaram em transe por um momento.
- Tudo bem aí? - ouviu-se a doce voz do rapaz soar por entre os silenciosos corredores da biblioteca. - Cardigan, certo?
- Si-sim, - disse ela se ajeitando para se levantar, o que o fez com a ajuda do garoto. - como sabe meu nome? - colocou uma mecha do cabelo atrás de sua orelha.
- Estava atrás de você quando assinou a lista de presença. - apontou o garoto com o polegar atrás de si, onde, bem distante, ficava o balcão.
- Ah sim. - a menina sorriu sem jeito.
- Você está bem?
- Claro, ele só é mais pesado do que eu pensava. - levantou o livro sorrindo amarelo e o garoto riu baixinho. - Obrigada. - olhou para os pés, sem jeito.
- Não foi nada, precisa de ajuda? - ofereceu-se com um sorriso encantador, mas enigmático ao mesmo tempo.
- Não, estou bem, obrigada. - ela pegou sua mochila do chão e a vestiu, sem mais aventuras na escada deslizante para aquele dia.
- Tudo bem então, a gente se vê por aí. Tchau. - ele acenou e se afastou, não antes que a menina fizesse o mesmo, distraída pelo seu olhar simpático.
Enquanto folheava aquele grosso livro, percebia que não havia nada ali que lhe interessasse. Na verdade, ela estava distraída o suficiente para pensar que aquele livro não serviria para ela. Balançou a cabeça negativamente e olhou o relógio que estava pendurado na parede oposta à mesa em que ela se encontrava. Estava na hora de ir, ou ficaria sem carona para casa. Será que realmente queria carona? Segurar vela não era muito o seu tipo... muito menos caminhar, portanto deixou o livro sobre a mesa e caminhou em direção à saída. Por sorte, estava a sua procura, no corredor.
- Onde esteve? - perguntou se aproximando.
- Biblioteca. - simplesmente e apontou atrás de si, sorrindo sem jeito.
- Estava preocupada, hora de irmos. - disse a irmã e concordou em silêncio, seguindo da mesma maneira para o carro, onde Stefan as aguardava. Ainda antes de entrar no veículo, olhou à sua volta e então encontrou o garoto da biblioteca, ele sorriu e acenou, deixando-a sem jeito, mas com um resquício de consciência para acenar de volta e então entrar no carro.
Naquele dia, não estava se sentindo muito bem, talvez tivesse sido o pesadelo, talvez a falta de Damon a deixasse sem rumo. De qualquer maneira, ela se trancara no quarto com o laptop no colo, pesquisando para seu trabalho enquanto a irmã passava a tarde no sofá com um balde de pipocas e algumas guloseimas. Stefan precisara resolver alguns problemas no supermercado, já que ele sabia que Damon não era de fazer compras, o que fez cair na gargalhada. Mas continuava com seu olhar vago e a expressão vazia, sua imaginação girava em torno de seu pesadelo e do garoto misterioso da biblioteca. Estava confusa, mas ela não tinha muito o que fazer sobre isso, apenas sacudir a cabeça para espantar os pensamentos e voltar sua concentração para as inúmeras páginas de busca do Google.
ouviu passos na escada, então desgrudou os olhos da televisão para mirar a irmã que fechava um leve casaco.
- Onde vai? - perguntou franzindo a testa. Já passava das nove horas da noite e não havia nada que pudesse fazer àquela hora.
- Até a padaria. - disse vagamente e se dirigiu a porta rapidamente antes que a irmã a contestasse.
deu de ombros, talvez fosse melhor que ficasse um tempo sozinha, algo estava errado com a irmã e ela queria dar esse espaço para que se sentisse à vontade para falar com ela quando fosse necessário.
virava a esquina de volta para sua casa quando se deparou com duas pessoas paradas no meio da calçada. Pensou ser apenas um casal se beijando e continuou a andar, deu mais alguns passos até ouvir barulhos estranhos, como se fosse algo rasgando. Olhou mais uma vez para o casal mais a frente e teve de piscar várias vezes para ver se aquilo era mesmo verdade. O homem sugava o pescoço da mulher, tendo um líquido reluzente em toda a região do pescoço, o qual ele mordia sem preocupação.
Quando ela pensou em gritar, seu corpo foi agilmente puxado para um beco que havia a poucos metros de onde ela estava e tudo o que viu foi Stefan.
- Shhhh, shhh, fique calma. - ele tapou sua boca enquanto olhava preocupado para o lado de fora. se remexia, os olhos lacrimejando e a pele ficando pálida. - , está tudo bem. - ele dizia em sussurros ofegantes, mas era praticamente impossível acalmar a menina que se remexia enquanto seu corpo era encuralado pelo dele contra a parede, num ato de protegê-la da ameaça que se encontrava a poucos metros dali. - Eu vou destapar sua boca, por favor, não grite. - ele disse calmamente e concordou.
- St-tefan. - ela gaguejou, suando em bicas e com o queixo trêmulo. - O q-que foi is-so? - ela olhou para a rua apavorada.
- , você está entrando em estado de choque, se acalme. - Stefan segurou nos ombros da menina, mantendo-a ereta, embora suas pernas estivessem bambas.
- Ele, ele... - ela contorceu o rosto, abafando o choro.
- Vem, vou te levar para casa. - Stefan a abraçou, apoiando a cabeça da menina contra seu peito para que, assim, ela não pudesse ver se houvesse algum corpo. mal conseguia andar, pois suas pernas tremiam, com Stefan ela estava segura, mas a imagem não saía de sua cabeça.
- ? - ouviu a voz de sua irmã vir da sala. - Oh meu Deus, Stefan, o que houve? - ela disse mudando completamente seu tom de voz para preocupado.
- Falo disso mais tarde, vou levá-la para o quarto, pegue um pouco de água, por favor? - ele disse calmamente e viu concordar. Subiu com , guiando-a pelo corredor até seu quarto, onde a sentou na cama, ficando agachado de frente para ela. - Vai ficar tudo bem, você está a salvo agora, ok? - ele esfregou suas mãos nos braços gelados de que ainda não havia parado de tremer.
- Pronto, aqui tem um pouco de água com açúcar. - entregou para a irmã que o pegou com as duas mãos e o virou com certa dificuldade, trêmula. - O que aconteceu? - sentou-se ao lado da irmã que a abraçou, aos prantos.
- Foi, foi horrível. - murmurou soluçando. olhou Stefan, confusa, mas ele nada disse. O garoto seguiu para a janela do quarto de e permaneceu lá, em silêncio, mergulhado em seus pensamentos enquanto tentava acalmar a irmã.
Horas haviam se passado até que finalmente conseguiu pegar no sono; estava com as costas apoiadas na cabeceira da cama da irmã, com a mesma abraçando-a pela cintura, recentemente acomodada ao mundo do sono. Acariciava a cabeça de , pois assim acreditava que a deixaria mais calma, embora fossem frequentes os soluços mesmo que ela estivesse dormindo.
- Você pode me contar agora o que aconteceu? - sussurrou a menina atraindo a atenção de Stefan, desviando-o de seus pensamentos.
- Há mais um de nós aqui. - ele disse virando-se para a menina, sério. - viu um vampiro atacando uma moça, mas eu não tenho certeza de que ela conseguiu relacionar ou se até mesmo acreditou no que via. - ele andou com as mãos no bolso até que se mantinha estática, pronta para mais detalhes.
- Mas você acha que... - começou ela, mas não conseguiu terminar, na verdade, sua expressão facial denunciava sua preocupação para com a irmã.
- Não, ele não a viu, eu a puxei antes que ela desse qualquer sinal de que estava ali. Mas eu não faço ideia de quem seja.
- Damon? - sugeriu incerta.
- Sabemos que ele caça humanos, mas tenho certeza de que não seria descuidado a tal ponto. Ele deve ser um novato... - ponderou Stefan, voltando a andar de um lado para o outro. - Eu estava vendo-o à distância, não teve muita discrição ao atacar a garota.
- V-você viu? - arregalou os olhos. - Por que não o impediu? - disse irritada.
- Não é tão simples quanto parece. - Stefan sentou-se na borda da cama levemente, para não acordar . - Não podemos nos expor, e se a vítima saísse viva, tenho certeza de que sairia gritando aos quatro ventos o que éramos e aí estaríamos em sério perigo.
- Mas, ele pode vir até aqui, não pode? - tremeu só com a ideia de ter um vampiro adentrando sua janela no meio da noite.
- Não, vou ficar aqui esta noite, por vocês duas. - sorriu Stefan, surtindo o mesmo efeito em que sorriu agradecida. - Pelo menos até Damon voltar, quero ter certeza de que vocês estarão seguras, mas preciso descobrir quem ele é. - disse o garoto.
- Acha que já sabe? - olhou a irmã desacordada e suspirou.
- Provavelmente não, ela deve pensar que ele estava assassinando a garota...
- E de certa forma estava. - concluiu a menina.
- É. - foi a última palavra de Stefan naquela noite. Tudo indicava que a noite seria longa, muito longa, mas ele precisava se assegurar de que e ficassem seguras e, por mais perturbado que ele estivesse naquele momento, a presença de outro vampiro o havia assustado. Estariam eles voltando a Baltimore?

pôs-se a dormir embora tenha lutado para não deixar Stefan sozinho, o garoto permaneceu a noite toda acordado até os primeiros raios de sol apontarem no céu, seria bom que ele e não desgrudassem de naquele dia. Acordou as meninas e foi preparar um delicioso café para ambas. parecia melhor, não comentara nada da noite anterior e reagira com grande felicidade ao que viu a mesa bem posta. Saíram para o colégio em poucos minutos e tudo parecia correr bem. Bom, tudo até perceberem que havia um grande tumulto no portão da escola...
- O que aconteceu aqui? - indagou para um garoto qualquer que também se esgueirava por entre as pessoas.
- Parece que o colégio está de luto oficial, alguns professores foram mortos por um tipo de animal. - sentiu o sangue sumir de seu rosto e olhou para Stefan que contraiu a expressão.
- Oh meu Deus. - colocou a mão na boca.
- Só a biblioteca estará funcionando hoje, devemos voltar para casa. - disse uma garota já arrumando a bolsa a tiracolo e seguindo de volta para o estacionamento.
- Perfeito, eu precisava mesmo terminar algumas pesquisas para o meu trabalho! - sorriu animada e voltou a olhar Stefan, procurando por alguma objeção.
Mas não havia muito a ser feito, Stefan não poderia dar bandeira, então não viu outra escolha a não ser concordar e guiar as duas irmãs por entre a multidão, em direção à biblioteca.

Capítulo 13.

- Prontinho. - disse animada depois de assinar a lista de presença da biblioteca que, ao contrário do que todos pensavam, estava praticamente vazia. Stefan olhava para todos os lados enquanto assinava a lista até que chegou sua vez. Depois, quando voltou a erguer a cabeça percebeu que havia sumido. Comprimiu a face em desgosto e olhou para que deu de ombros.
Seguiram para algumas mesas onde havia computadores e deixaram suas mochilas ali. se focou na internet, aproveitando que na escola não havia bloqueio de páginas, já Stefan, ficou a uma distância considerável para que pudesse vigiar a amada e ao mesmo tempo procurar por .
- Hey, não esperava vê-la por aqui. - o misterioso rapaz sorriu, assustando que se esticava até a ponta dos pés para alcançar um livro. - Aqui está. - o garoto o estendeu depois de pegá-lo sem esforço algum.
- Odeio ser baixinha. - resmungou a menina sorrindo em seguida por ter o livro em mãos. - Quer me ajudar? - apontou para uma mesa não muito distante da estante onde estavam. Stefan focou-se em sua audição por um momento, pensando ter ouvido , seguiu em silêncio e algumas estantes à frente de onde a menina estava com o misterioso garoto, ele pôs-se a observá-los. - Sabe, ainda não sei seu nome... - disse ela sorrindo enquanto se sentava e colocava uma mecha do cabelo para trás.
- Nolan. - ele disse depois de pigarrear, parecia não muito confortável com a abordagem.
- Então, Nolan, você vai me ajudar? Diz que sim vai! - fez carinha de cachorro quando cai do caminhão de mudança e, ao ver o sorriso afirmativo do rapaz soltou um gritinho abafado.
Stefan não estava nada confortável com a situação, mas precisava se manter escondido para ver no que daria, para ele, estava em perigo com qualquer garoto que se encontrasse a partir da noite anterior.
- Sabe, , - o suposto Nolan disse depois de um tempo a observar a garota, tocando a delicada mão da menina que repousava sobre a mesa, assustando-a. - eu acho que você está dando importância demais a esse trabalho. - ele se aproximou um pouco mais da menina que permaneceu imóvel, embora seu olhar tenha se direcionado discretamente ao menino. - Por que você não, sei lá, dá um tempo, aproveita os dias de descanso e vai se divertir?
- Eu não sei há quanto tempo está aqui, Nolan, mas os trabalhos têm um grande peso na nota, e eu não quero perder isso por nada. - o olhou ligeiramente irritada. Ele estava...se insinuando para ela?
- Bom, já que mencionou, estou há tempo suficiente, - Nolan a olhou diretamente nos olhos, segurando seu queixo para impedir que ela revidasse. - para saber que você vai me beijar... agora. - em um movimento silencioso, suas pupilas se dilataram e contraíram e ficou paralisada por alguns momentos antes de eliminar a distância que havia entre os dois. O garoto enroscou seus dedos no longo cabelo de , puxando-os levemente para que ela inclinasse um pouco a cabeça.
Stefan colocou o livro de volta à prateleira e avançou algumas estantes à frente, ainda se escondendo. Aquele era o cara que deveria ter visto na noite anterior. Enquanto a menina Cardigan e o misterioso garoto estavam aos beijos, Stefan precisava pensar rapidamente antes que evoluísse para algo mais perigoso. Afastou-se para o meio da biblioteca e procurou rapidamente por um livro bem pesado, deixando-o cair e fazendo um eco. Para a sorte de Stefan, Nolan não se irritou o suficiente para checar quem o havia interrompido.
- Boa garota. - ele acariciou o rosto de que sorriu tímida. - Agora esqueça que nos beijamos e está na hora de você ir embora. - novamente contraiu e dilatou suas pupilas sorrindo.
- Preciso ir, até mais. - se levantou e pegou suas coisas acenando para o garoto que sorriu. - Oh Stefan, não te vi por aqui. - ela virou-se depois de esbarrar no ombro do garoto, o que ele fez de propósito.
- Já terminou? - ele sorriu guardando o livro que havia derrubado na prateleira.
- Já sim, podemos ir? - ela disse sorridente e ao ver Stefan concordar, continuou andando, dessa vez atrás de .
- Vamos? - Stefan apareceu atrás de , despertando de sua busca intermitente na internet.
- Claro, já terminei aqui. - ela saiu de todas as páginas e pegou sua bolsa. estava um pouco pálida e feliz demais, o que levantou as suspeitas da irmã, mas ela nada disse.
Seguiram para a casa das meninas e, quando foi para a cozinha comer alguma coisa, Stefan se aproximou de que estava sentada no sofá, distraída com um livro.
- Eu descobri quem é o outro vampiro. - ele sussurrou e o olhou, curiosa. - Eu o vi manipulando sua irmã. - ela contorceu o rosto, preocupada.
- Quem é ele? - olhou para a porta da cozinha como se visse , embora ela estivesse fechada.
- Um tal de Nolan, recém-chegado à cidade, ele ao menos soube usar a hipnose. - Stefan apoiou os cotovelos nas coxas e pôs-se a pensar. - Devemos encontrá-lo, eu e Damon. - ele pensou alto demais.
- Está brincando? Vou com você! - se levantou bruscamente assustando o garoto.
- Não posso permitir que você se exponha a esse risco . - Stefan também se levantou e fez carinho no braço da garota.
- Não importa Stefan, eu não posso deixá-lo correr esse risco. - ela rebateu colocando as duas mãos no rosto do irmão Salvatore. Stefan nada disse, apenas concentrou-se na sua audição, o suficiente para ouvir um copo bater na pia com certa força.
- Eu já volto, preciso de um pouco d'água. - fez com que voltasse a se sentar e seguiu em silêncio para a cozinha, calmamente.
Abriu a porta devagar deparando-se com de costas, havia uma garrafa de vodca ao lado da menina que virava mais uma dose, batendo o copo na pia, assim como Stefan havia escutado.
- ? - ele chamou com cuidado. Como ela o ignorou, em segundos se pôs ao seu lado.
- Onde está Damon? - suspirou ela com a voz enrolada.
- Por que você faz isso? - Stefan virou para ficar frente a frente.
- Isso o que... - suas pernas falharam, sobrando para Stefan segurá-la antes que caísse.
- , - Stefan disse firme para a garota que já sentia sua cabeça pesando. - você tem que parar com isso. - ele disse pausadamente. - Vem. - ele a pegou no colo e saiu da cozinha com cuidado. - Não pergunte. - disse antes de pensar em abrir a boca, apenas subiu com a mais nova até seu quarto onde a deixou deitada na cama.
- O que aconteceu agora? - esperava por Stefan de braços cruzados ao pé da escada.
- Desde quando sua irmã tem problemas com bebida? - Stefan a encarou sério. suspirou e desviou seu olhar para o corrimão, onde a mão do garoto pousava.
- Desde que ela pulou uma série e passou a estudar comigo. Você sabe que é mais nova, então, ela passou a se envolver com um grupinho do meu colégio e eles não eram boa companhia, aí ela começou a seguir os passos deles. - ela havia se sentado no terceiro degrau da escada.
- Já a convenceu a procurar ajuda? - Stefan permaneceu em pé, apoiado ao corrimão.
- Eu não tenho autoridade nenhuma sobre ela Stefan, e quando eu falava aos meus pais eles não acreditavam em mim. Eu, eu não sabia o que fazer! - ela gesticulou largamente com as mãos.
- Nós vamos ajudá-la , ok? Eu prometo. - ele se agachou para ficar na mesma altura que e a menina o abraçou, agradecida. - Agora temos que ir, eu ainda não acredito que você está indo, mas vamos antes que eu me arrependa. - ele pegou as chaves do bolso e puxou a menina pela mão para que ela se levantasse.
- E Damon? - ela perguntou enquanto entravam no carro.
- Nos encontrará lá. - Stefan virou a chave na ignição e deu ré.
e Stefan seguiram em silêncio por todo o caminho que era um pouco familiar para ambos. A menina pensava como seria enfrentar um vampiro que, segundo Stefan, era novato e poderia facilmente perder o controle, embora não o tivesse feito com sua própria irmã; sua cabeça latejava com diversos pensamentos, possibilidades, situações e até mesmo um pouco de imaginação. Ela se encontraria diante de uma cena parecida com a de Crepúsculo? Era provável. Ela observava Stefan dirigir calado e concentrado sem coragem de quebrar o silêncio que havia se instalado. Na verdade, ela desejava saber o que se passava na cabeça dele.
- Chegamos. - Stefan disse, a expressão tornando-se fria. Damon estava parado a alguns metros a frente do carro e observava um ponto fixo.
- Olá irmão, . - ele disse sem se virar, ainda parado.
- Acha que ele virá até aqui? - se viu falando.
- Não, ele já está aqui. - Stefan ergueu o queixo analisando melhor a paisagem. Estavam a alguns metros da casa dos irmãos Salvatore, mas não se podia ver a mansão de onde haviam parado o carro.
- Ora, ora, quem está me visitando! - Nolan apareceu por entre as árvores, fazendo com que Damon e Stefan se posicionassem na frente de que recuou automaticamente. - Os famosos e elegantes irmãos Salvatore. - ele fez uma reverência irônica. - Bem, bem, bem... o que querem? - seus olhos rapidamente tomaram um tom carmim e as veias negras lhe saltaram ao redor dos olhos.
- Que você morra, é claro. - Damon deu de ombros, fazendo sua típica cara de descaso. O garoto riu em desprezo, deu mais alguns passos e parou de frente para os irmãos Salvatore com as mãos no bolso, balançando-se para frente e para trás.
- Não sejam ridículos, sabem que sou muito mais forte do que vocês. - disse ele convencido.
- Eu, se fosse você, não estaria tão certo... - Damon começou, mas terminou atrás do rapaz. - disso. - Nolan virou-se sem desmanchar a expressão petulante.
- Um belo truque, Sr. Salvatore, - ele passou a caminhar ao redor do garoto. - mas não o suficiente. - E então ele sumiu aos olhos de todos ali presentes. , como reflexo, se afastou até se encurralar com o carro de Stefan. De repente sentiu uma pressão em seu pescoço e outra em sua cintura.
- ! - Stefan tentou se aproximar, mas Nolan apertou o antebraço ao redor do pescoço de fazendo-a sufocar levemente. No outro braço, rasgou parte do seu pulso com os dentes e o posicionou na boca da menina, obrigando-a a beber o sangue que escorria de seu corte.
- Um passo e ela será uma de nós. - Nolan gritou ameaçador, mas continuava a beber seu sangue.
- Você não faria isso. - Damon disse, seguro de si, e Stefan teve vontade de matá-lo.
- Quer apostar? - ele segurou com mais força, fazendo-a engasgar um pouco.
- Não. - Stefan rebateu rapidamente. - O que você quer?
- Andar no sol, é claro.
- Você não pode, tente de novo. - Damon revirou os olhos.
- Eu sugiro a você tentar de novo. - Nolan urrou com os dentes cerrados.
- Nolan, você não pode, pare com isso. - Stefan ergueu uma das mãos, pedindo ao garoto que devolvesse .
- Então tudo bem, - ele jogou no chão e ergueu as mãos, mostrando que não tinha mais nada na mão. - eu volto para a , assim pelo menos ela me dá o que eu quero. - Stefan havia se abaixado para proteger , abraçando-a pelos ombros e a ajudando a se levantar, já Damon, havia se irritado imensamente, tanto que se aproximara perigosamente de Nolan.
- Repete. - disse ele irritado.
- Oh, você não estava lá não é mesmo, que doces os lábios da srta. Cardigan. - Nolan sorriu petulante e Damon foi mais rápido que os olhos de , jogando o garoto contra o galho mais grosso de árvore que ele pôde achar naquele momento.
A pontaria foi certeira, o galho atravessou o peito de Nolan, nocauteando-o imediatamente. escondeu seu rosto no peito de Stefan que fechou os olhos, silencioso.
- Isso foi verdade? - Damon virou-se para Stefan, a expressão surpresa.
- Sim, ele a manipulou. - Stefan disse com cuidado.
- Vamos embora, não temos mais nada a fazer aqui. - Damon seguiu para perto do irmão e de , pegando as chaves do mesmo. - Pode deixar, eu dirijo. - sorriu de boca fechada, mas ainda assim estava sério. Stefan concordou e levou para o banco de trás, onde seguiram abraçados.
Ao chegar à casa das irmãs, Damon seguiu diretamente para o andar de cima, enquanto e Stefan sentaram-se na sala. Damon seguiu silenciosamente pelo corredor, embora quisesse muito chegar logo ao quarto de para poder ver como ela estava, mas acima de tudo, não queria assustá-la caso estivesse acordada. Bateu levemente com as costas da mão e abriu a porta em seguida, deparando-se com dormindo tranquilamente na cama. Aproximou-se lentamente, parando ao lado da cabeceira, tocou-lhe as bochechas levemente coradas por causa do calor e não pôde deixar de sorrir. Sentou-se no espaço que havia sobrado às costas da menina e pôs-se a acariciar seus cabelos enquanto a observava, absorto em pensamentos. Não poderia deixá-la sozinha, não de novo.
- , você está bem? - Stefan se pronunciou depois de um longo silêncio encarando brincar com os próprios dedos.
- Não precisa me morder, não é, Stefan? - ela o olhou, a expressão retorcida, como ficava quando exigia a verdade de alguém.
- Não. - o garoto suspirou.
- Então...por quê? - ela disse em tom de súplica, sua cabeça não estava lá muito clara, tudo estava confuso, e ficando cada vez mais.
- , você precisa me entender, eu...
- Por que, Stefan? - ela disse pausadamente, porém, determinada.
- Você não tem noção do quanto seu sangue é como uma droga para mim! - Stefan levantou-se, a voz incerta. - , desde o momento que te vi pela primeira vez, o seu cheiro me deixou atordoado, hipnotizado. - ele a olhou, os olhos suplicantes. - Eu não sei se teria como parar caso te mordesse.
- Então por que deixar o Damon? O que isso teria a ver com provar meu sangue? - ela rebateu, acusando-o.
- Eu... - Stefan olhou para baixo e depois para . - queria que você pedisse a mim para transformá-la. - aquilo estava soando como um terrível engano, via-se traída. - Entenda, por favor, é mais forte do que eu. - ele disse a última parte lentamente.
- Tudo bem Stefan, - se levantou. - tome. - ela mordeu o pulso com força, abrindo um corte profundo e deixando o sangue lhe escorrer. - Beba, se é isso que você tanto quer.
document.write(Carol), eu não posso. - Stefan, mesmo sentindo seus caninos apontarem e seus olhos escurecerem, recuou.
- Por favor, meu amor, quero te ver feliz e satisfeito. Faça isso por mim. - estendeu seu braço e Stefan deu um passo, atraído pelo odor inebriante de seu sangue.
Sendo vencido por seu instinto, ele pegou o pulso da amada grudando seus lábios e caninos nele, começando a chupar seu sangue lentamente. precisou se sentar, pois sentia um pouco de dor e uma tontura a atingira de forma inesperada. Percebia que Stefan se controlava, mas que, mesmo assim, estava feliz e satisfeito. E isso era mais do que o suficiente para deixá-la feliz também.

Capítulo 14.

Stefan ainda chupava o pulso de , embora se controlasse, ele só precisava de mais um pouquinho... A menina mantinha os olhos fechados, já não sentia mais dor, pelo contrário, sentia seu braço dormente até. O garoto separou-se do pulso da menina, ofegante, pareceu voltar à realidade e procurou conter o sangramento, levantando-se e seguindo para o lavabo que havia logo ao lado da escada. Stefan se aconchegou no sofá de olhos fechados, sentia o sangue de correr para cada pequena parte de seu corpo, estava saciado como há anos não conseguia. Sentiu o sofá afundar ao seu lado e abriu os olhos sorrindo ao ver que tinha uma expressão serena.
- Obrigado. - ele disse, estendendo o braço em sinal para que ela se aproximasse e a abraçou pelos ombros.
- Você se controlou. - murmurou ela aconchegando-se no tórax do menino.
- Não era uma veia grande. - ele se esquivou e riu. Permaneceram em silêncio até adormecerem, a noite havia sido longa.
acordou e não se sentia nada bem, sua cabeça parecia pesar toneladas e a visão não conseguia se focar em nenhum ponto, na verdade, ela os multiplicava. Sentiu um braço pesado, porém protetor, ao redor de sua cintura assim que se mexeu na cama e paralisou, ela havia bebido a ponto de dormir com Stefan? Virou-se lentamente para não acordar quem quer que fosse e deu de cara com um Damon adormecido. Sorriu de canto e se aconchegou no peito do garoto, planejando voltar a dormir. Bem, isso até um enjôo absurdamente intenso a atingir e ela se ver obrigada a levantar. Mas quem disse que ela conseguiu ficar em pé sem tropeçar? Isso acabou acordando Damon que levantou-se rapidamente e a segurou pelos braços.
- Você está bem? - ele disse baixo. colocou uma das mãos na frente do rosto.
- Ressaca. - murmurou. - Acho que vou vomitar. - ela se esticou em direção ao banheiro e Damon a guiou, ajudando-a a se ajoelhar e segurando seu cabelo enquanto ela punha pra fora o pouco que tinha em seu estômago.
- Está bem agora? - Damon perguntava enquanto fazia um carinho ótimo na cabeça de . Os dois estavam deitados na cama, vendo os desenhos que algumas poucas sombras faziam na janela.
- Eu não sei, está tudo confuso. Por que... por que você se foi? - mantinha-se de costas para Damon, brincando com uma das pontas do lençol.
- Eu...Eu... , por favor. - Damon parou de repente todas as carícias e se mexeu inquieto.
- Por favor o que, Damon? - se virou para o garoto com uma expressão ilegível. Ela estava brava.
- Tive que resolver alguns problemas, mas...
- ... Sem mensagens, sem ligações? Eu sabia que só a bebida nunca me abandona. - ela murmurara a última frase olhando para baixo.
- Bebida? Abandono? - Damon parecia confuso. - Eu nunca te abandonei. Estou aqui de novo, eu... Eu te amo, . - Damon agora olhava para os olhos de com uma paixão imensurável.
- Você o que? - sussurrava. Estar de frente para um homem bonito é uma coisa, estar de frente para um homem bonito e que te ama, é outra coisa. Agora, estar de frente para um homem bonito, que te ama e demonstra isso no simples olhar, é uma coisa completamente diferente e, de certa maneira, mágica.
pressionou a têmpora sentindo uma dor de cabeça aguda enquanto usava seu cérebro para absorver as informações. Sentiu a mão de Damon segurar a sua outra que estava apoiada na cama.
- Te amo, . - Damon repetiu com a mesma firmeza, com o mesmo carinho, com o mesmo olhar de paixão.
- Isso não pode estar acontecendo... - ainda não conseguia entender nada. Estava com raiva de Damon. RAIVA. Precisava lembrar-se disso.
A sua cabeça palpitava ainda mais, tudo voltava a girar, estaria ela tendo um colapso? Sua mão estava gelada o que a fez colocá-la na nuca e respirar fundo. A ressaca não estava ajudando em nada, muito menos as palavras de Damon que ainda flutuavam no silêncio do quarto.
- Damon, você não pode fazer isso. - respirava fundo para dizer tudo aquilo. - Eu estou brava com você, pare de ficar falando isso.
- Isso o que, ? Eu te amo de verdade, nunca poderia te abandonar! - O garoto estava exasperado, segurou a cintura da menina fortemente e, por mais que seu tom de voz tenha mudado, não conseguia tirar a paixão encontrada em seus olhos enquanto olhava para .
Ela não poderia encarar Damon, sabia que, se o fizesse, cederia mais rápido do que um piscar de olhos, por isso segurou nos braços do garoto que seguravam sua cintura.
- Céus você está gelada. - Damon disse a puxando para um abraço apertado. - Vai ficar tudo bem, ok? - Aquele perfume... poderia ser mais chamado de droga, porque estava dopada naquele momento, embora seu corpo anunciasse que pararia de funcionar a qualquer momento.
- Damon, pare. - dizia já sem forças. Sua boca pronunciava fracamente as palavras, mas seus atos não a separavam de Damon nem por um instante. Seus corpos estavam colados e a cada minuto, Damon tinha dificuldade para respirar. Onde já se viu um vampiro ter dificuldades para respirar? ele pensava confuso, mas não tão confuso a ponto de largar sua menina para apenas respirar. Ele não se incomodava com nada, a não ser suas roupas, naquele momento.
Como roupas conseguiam ser tão incômodas? Era tudo o que Damon pensava. Não podia simplesmente arrancá-las do seu corpo e do frágil corpo de num piscar de olhos.
Ela ainda não estava pronta. Sentia isso. Esperaria, não importava o quanto. deixou a cabeça pender para trás, não sabia se o perfume de Damon que estava a deixando assim ou se era a sua pressão que estava despencando rapidamente. De qualquer maneira, gotículas de suor se acumulavam em sua testa e a cabeça parecia estar servindo de bumbo a um tocador imaginário.
- Vem. - Damon puxou-a e, num piscar de olhos, se encontrava em cima de Damon, ambos deitados na cama.
- Obrigada. - falou enquanto passava sua mão fracamente na testa.
- Não precisa agradecer. - Damon depositou um beijo demorado em sua cabeça. - Se sentir qualquer coisa, me chama. - Ele falou e poucos segundos depois, dormiu.
abriu os olhos e observou o teto da sala, estava com a cabeça no colo de Stefan e este a observava acariciando seu cabelo.
- Dormiu bem? - perguntou ele.
- Claro. - ela se espreguiçou, se levantando. - Algum sinal do seu irmão ou da minha irmã? - ela perguntou parecendo se lembrar apenas naquele momento de sua irmã.
- Nada, devem estar dormindo ou conversando, Damon tem muito a explicar de seu sumiço. - Stefan disse pensativo.
- Ele estava se alimentando, não estava? - perguntou apreensiva, o garoto apenas concordou.
Ficaram em silêncio por um momento até ouvirem passos, viraram a cabeça na direção da escada ao mesmo tempo, dando de cara com um Damon determinado, que marchou para a cozinha.
- Damon, o que está fazendo? E a minha irmã? - o seguiu de imediato, sendo imitada por Stefan.
- Está deitada, passou mal. Eu quero acabar com todas as bebidas que vocês têm aqui. - ele disse abrindo todos os armários da despensa e tirando todas as garrafas de bebida alcoólica que via pela frente. - Ela não pode continuar desse jeito. - dizia.
- Mas ela está melhor agora? - foi para o lado de Damon que ajuntava todas as bebidas para levá-las para fora.
- Eu acho que sim, a pressão caiu e ela voltou a dormir. - ele seguiu para o lado de fora e olhou confusa para Stefan. O que Damon estava planejando?
Damon voltou e sentou-se na mesa, apoiando os pés na cadeira e as duas mãos diante da boca, pensativo. O único jeito de fazer com que se esquecesse do vício era manipulando-a, mas ele havia prometido a si mesmo que não faria isso em hipótese alguma. Na verdade, o garoto travava uma batalha contra si mesmo enquanto e Stefan o observavam, ansiosos para saber qual seria a próxima decisão de Damon, embora o irmão conseguisse seguir todos os passos de seus pensamentos. O moreno se levantou de súbito, seguindo para o andar de cima, tinha que fazer alguma coisa e era agora. Entrou no quarto de já sentindo a presença do irmão e de logo atrás de si, avançou até a menina que dormia, a expressão ainda assim exausta.
- ? - chamou de leve, embora estivesse preocupado e agitado. A menina abriu os olhos lentamente, piscando diversas vezes antes de focá-lo finalmente.
- Hum. - ela fez um barulho estranho com a boca e ergueu o olhar na direção de e Stefan, voltando a olhar confusa para o garoto que se ajoelhara à sua frente. Apoiou-se nos cotovelos e passou a mão pelo rosto, recompondo-o parcialmente. Estava nojenta, concluiu. Entretanto Damon continuava quieto, ele havia travado e Stefan concluiu isso assim que viu o irmão dar as costas à e sair do quarto sem mais nem menos.
acompanhou Damon com os olhos até passar por si, na porta, e depois seguiu ao encontro da irmã sorrindo fraco. Era só mais uma parte do pesadelo... e ela sabia disso.
- Vem, eu te ajudo a tomar banho. - ela pegou no braço da irmã e a ajudou a levantar.
Stefan acenou com a cabeça para antes de sumir da porta do quarto, à procura de Damon. Seja lá o que ele quisesse fazer, no mínimo, precisaria de sua ajuda.
- O que você estava pensando? - Stefan disse parando ao pé da escada assim que encontrou Damon na sala. Ouviu um suspiro alto e deu mais alguns passos. - Damon, você ia manipulá-la, não ia?
- É para o próprio bem dela, Stefan. - o garoto disse com os dentes trincados. Não sabia o porquê, mas estava com raiva do irmão, estaria ele o subestimando?
- Mas você não conseguiu. - o garoto andou até o irmão e sentou-se ao lado dele esfregando as palmas das mãos com cuidado.
- Eu consigo. - disse ele determinado e raivoso. - Mas eu não quero.
- Sei. - Stefan olhou para a TV e o reflexo dos dois nela, foi sua vez de suspirar. - Olha Damon você pode fazer isso com a , mas desde que ela saiba o que está aceitando a se submeter.
- Ela contestaria de volta, ficaria muito mais difícil! - protestou o garoto. - Daremos verbena a ela e você a convence na cara dura, se não der certo você a hipnotiza. Fechado? - Stefan disse cuidadosamente, com Damon irritado era como se estivesse pisando em um campo minado.
- Ok, que seja. - Damon bufou, recostando-se no sofá e perdendo-se em pensamentos enquanto Stefan seguia para casa para pegar algo com verbena.
desceu com ao seu lado, Stefan e Damon conversavam parecendo animados na sala. se sentia um pouco melhor, embora ainda fosse acometida por leves tonturas. Maldita bebida e seus efeitos colaterais.
- Sente-se aqui que vou preparar alguma coisa para você, está bem? - deixou a irmã sentada em uma poltrona e sorriu para os meninos, seguindo para a cozinha em seguida.
- O que é isso? - perguntou ao que viu uma caixa no colo de Stefan cheia do que pareciam jóias antigas.
- Legado de família. - Stefan sorriu olhando para Damon em seguida.
- Queremos que você e as usem. - o moreno virou-se para a menina sorrindo gracioso com uma peça na mão.
- Oh meu Deus, isso é uma gargantilha? - sorriu largamente observando o objeto nas mãos de Damon. - Deve ser do século 19, como conseguiram?
- Tivemos parentes cuidadosos vamos assim dizer. - Stefan disse. - Mas ficaram guardados por muito tempo, talvez estivessem esperando a pessoa certa para usá-los novamente.
- É, - Damon adiantou-se em concordar. - quero que você aceite, como um presente de namorado para namorada. - sorriu galanteador. Os olhos de brilharam e ela aceitou a peça com cuidado, analisou-a e colocou em volta de seu pescoço seguindo até o espelho que havia no hall para ver.
- É realmente muito bonita, e tem um cheirinho tão bom! - voltou a se sentar, ainda sorrindo de ponta a ponta.
- Ficaram guardadas com algumas ervas, - Stefan disse levantando alguns ramos de verbena cujas flores eram roxas. - talvez tenham alguma propriedade antioxidante ou eu sei lá. - riu o menino ao ver a cara de reprovação de Damon.
- Como se chama? - pegou um ramo que estava sobre a mesinha de centro.
- Verbena. - Stefan disse apenas para provocar o irmão que fechou o punho de imediato.
- Depois vou procurar no Google. - disse a menina ainda analisando o raminho.
- Ah não precisa, essa planta é tão antiga, já deve ter desaparecido. - Damon tentou impedi-la e ao mesmo tempo soar despreocupado, o que era muito difícil.
- Então procuro na biblioteca do colégio, lá, eu tenho certeza de que deve ter. - a menina concluiu antes de colocar a verbena na mesa e receber a enorme caneca de chá que a irmã havia lhe preparado. - Não é linda? - apontou para a gargantilha sorrindo.
- É sim, de quem é? - olhou para os Salvatore.
- Coisas antigas, é de agora. - Stefan disse. - E o seu está bem aqui. - entregou-lhe uma pulseira cheia de penduricalhos que também emanavam um perfume ótimo.
- A minha cheira a verbena e a sua? - perguntou e gelou, olhou para Stefan que apontou com a cabeça para Damon. O que eles planejavam com toda aquela verbena?

Capítulo 15.

- Pode me dizer, Stefan. - falava alto. Ela o havia puxando para a cozinha.
- Dizer o que, ?
- Verbena para... - A garota deixou a pergunta no ar.
- Damon quer fazer com que se livre do vício, esqueceu? - Stefan se inclinou na direção do rosto de olhando-a nos olhos.
- Sim, mas não acha que ela pode procurar no Google ou sei lá onde para o que serve? - continuou ela, num tom mais baixo e irritado.
- Ele vai se certificar de que ela não o faça. - Stefan apoiou-se no armário que havia sobre sua cabeça. - Mas e você? Quando quer se tornar uma vampira? - disse o garoto, embora um pouco contrariado. sorriu e encostou-se à pia com os braços cruzados na altura do peito.
- Que tal amanhã? - ela sorriu de canto e olhou para o garoto que bufou levemente.
- Podemos sair para a casa da floresta, mas não posso te prometer nada, essas coisas levam tempo. - ele explicou e revirou os olhos.
- Não importa Stefan, desde que nós estejamos juntos! - colocou-se de frente para ele segurando em seus ombros.
- Ok. Vamos amanhã de manhã.
- E ? - olhou preocupada para a porta da cozinha de onde conseguia ver a irmã sorridente com as peças.
- Vai ficar bem, Damon vai se assegurar de sua segurança. - Stefan balançou a cabeça acompanhando o olhar da menina.
- O que diremos? - ela se pôs a pensar.
- Não precisa justificar a sua saída com o namorado. - ele sussurrou próximo ao seu ouvido, provocante. sorriu e fechou os olhos, pensando bem, não precisava mesmo.
- Vou arrumar as malas. - disse por fim deixando a cozinha. Estamos saindo para a floresta, sabe que não deve nos procurar.
Damon parou de sorrir ao que ouviu o pensamento de Stefan e olhou discretamente na direção da cozinha, sorrindo de canto.
Finalmente meu irmãozinho vai ter sua namoradinha eterna. Pensou sarcástico e recebeu o dedo do meio do irmão. Deixa pra lá, vou manter segura, não se preocupe.
- Eu e Stefan estamos indo passar a semana fora. - anunciou já com uma mala em mãos. se levantou de súbito, chocada.
- Mas, mas tem aula e e e... - ela estava sem palavras. olhou a irmã com pena, era a última vez que a veria como uma pessoa normal, viva.
- Ah , vamos só passar um tempo juntos, e eu sei que você sempre quis ter a casa só para você! - ela piscou e a irmã acabou por sorrir. Andou até ela e a abraçou com força.
- Vou sentir saudades. - disse abafado e teve vontade de chorar, passou a mão no cabelo longo da irmã e beijou sua cabeça.
- Eu também. Você vai ficar bem! - se separou com os olhos vermelhos.
- Por que está assim ? É só uma semana não é? - olhou a irmã assustada.
- É, é sim. É só que eu não estou acostumada a te deixar sozinha. - ela respirou fundo e piscou diversas vezes para voltar ao normal. Stefan a abraçou deixando claro que estava ali para ela.
- Eu vou ficar bem. - sorriu e segurou as mãos da irmã.
- Ok, ok. A gente se vê então. Tchau! - ela acenou saindo com Stefan. e Damon os acompanharam até a porta e acenaram quando deram ré no carro.
- Achei que fôssemos sair de manhã. - Stefan disse casualmente enquanto manobrava o carro.
- Tenho coisas a fazer antes de morrer. - disse e depois riu da própria fala. Mal conseguia acreditar que morreria para viver eternamente. Para ela, aquilo era impossível.
Stefan ficou em silêncio, apenas tirou uma das mãos do volante para segurar a da menina que observava a paisagem com certa tristeza.

- Hey, vai ficar bem sozinha? - Damon acariciou o braço de que olhou para baixo, na direção da sua mão.
- Claro. - sorriu sem graça.
- Vou estar ali na frente, você sabe que pode me chamar para o que precisar.
- Ok, obrigada. - viu Damon acenar e fechou a porta em seguida. Ela tinha a casa para ela, mal conseguia acreditar. Fez uma dancinha ridícula ainda no hall de entrada antes de seguir para a cozinha cantarolando. Abriu o armário já tão conhecido e deixou que seu queixo caísse. Onde estavam? Vasculhou todos os armários da casa, geladeira, despensa, subiu e desceu as escadas desesperada. Ela estava sem bebida? Sentou-se no sofá atordoada, deveria ter acabado com as garrafas enquanto ela passava mal no quarto. Droga.
Foi então que seus olhos focaram a caixa que Damon e Stefan haviam deixado sobre a mesinha de centro, lá estavam as jóias de família dos irmãos Salvatore e vários ramos de Verbena. Sorriu ao ver as pequenas florzinhas e resolveu pegar seu laptop para procurar sobre a história daquela erva, já que não havia nada melhor para se fazer mesmo. Abriu o Google e pôs-se a procurar, clicou nas primeiras páginas, mas só o que viu foram propriedades medicinais, utilidades adstringentes além de ser usado em incensos. Foi divagando pelas páginas até que colocou o computador de lado e pegou alguns ramos de Verbena, resolvendo fazer um chá. Procurou por alguma receita e acabou por levar o laptop até a cozinha para que pudesse segui-la. Encheu uma caneca com água e pôs para ferver, enquanto improvisava um coador e desmanchava os raminhos sorrindo. Estava se sentindo independente.
Enquanto isso, Damon a observava do lado de fora, mas ela não podia vê-lo, ele exibia um sorriso satisfeito ao que ela parecia feliz mesmo depois de descobrir que ficara sem bebida. Era desse jeito que ele queria.
- Tenho certeza de que a pretende fazer aaaaltas coisas com o Stefan. - disse a menina rindo sozinha. Damon abafou o riso e continuou a observá-la. Assim que adoçou o chá, colocou-o em uma caneca e começou a assoprar, voltando à sala com o laptop em mãos, já desligado. Optou por ligar a TV e deixou em um programa qualquer. Com longe, não seria obrigada a ir à aula e era exatamente disso que ela precisava.
Ela olhava de tempos em tempos para a grande janela da sala, não gostava muito de ficar sozinha em casa e só estava percebendo naquele momento. Não havia com quem conversar, com quem rir, com quem compartilhar... soltou um pesado suspiro e aconchegou-se no sofá, rodeada de almofadas e uma pequena manta que ela e tinham o costume de deixar sempre à mão. Observou uma última vez a caixa com verbena e acabou por adormecer ali mesmo, deitada no sofá, com a televisão ligada.

Damon levantou-se ao que o despertador começou a tocar irritantemente. Embora ele não quisesse admitir, Stefan fazia falta para que ele dormisse alguns minutinhos extras toda manhã. Seguiu para o banheiro e aprontou-se rapidamente, ainda precisava passar na casa de , pois ele a levaria à escola. Seguiu até aquela casa tão bem conhecida e bateu à porta; esperou alguns segundos e nada, bateu novamente e girou a maçaneta, estava aberta! Entrou chamando sutilmente para não assustá-la, entretanto, ao virar-se para a sala, deparou-se com a TV ligada e uma bagunça atípica. Deu alguns passos e se deparou com dormindo tranquilamente no sofá em meio a muitas almofadas. Sorriu, contemplando-a por um tempo até dar a volta para se agachar e acordá-la... ou pelo menos tentar.
- ? - mexeu delicadamente em seu ombro. - ? - mexeu mais um pouco e ela resmungou. - Levanta, você precisa ir à escola. - continuou mexendo na menina. Embora achasse engraçada a cena, não pôde deixar de hesitar um pouco, afinal, não sabia se ela já estava completamente "de bem" com ele. - Vamos, senão vamos nos atrasar. - ele disse ao que ela abriu os olhos, mesmo que minimamente.
- Nossa, minhas costas. - ela disse ao se sentar passando a mão ao longo da coluna. - Cara, nunca mais durmo aqui. - levantou-se tropeçando em algumas coisas, Damon soltou um risinho. - Eu vou tomar um banho, volto já. - resmungou se arrastando escada acima. Enquanto isso, Damon ajeitava algumas coisas na sala e preparava algo para a menina comer.
desceu a escada marchando, deixando claro que estava de mau humor, de óculos escuros e uma roupa folgada ela dirigiu-se à cozinha à procura de algo que fizesse sua dor parar.
- Caramba, quem te atropelou? - Damon disse brincalhão e recebeu o dedo do meio da menina. - Oh, desculpe.
- Por que está aqui? - perguntou ríspida. - Achei que fosse do tipo que gostasse de matar aula. - aceitou relutante o copo que Damon lhe estendera.
- Não quero problemas para você enquanto sua irmã não está. - Damon disse mantendo a calma.
- Legal, você acabou de me arranjar um: dor nas costas. - disse sarcástica.
- Por que está me tratando desse jeito? - Damon atacou ofendido.
parou por um instante, ele não havia se tocado mesmo? Bufou enquanto terminava de comer o sanduíche que o garoto havia preparado para ela.
- Vamos, eu não quero me atrasar. - disse ainda terminando de mastigar. Pegou sua mochila que estava em cima da mesa de jantar e saiu pisando duro até a porta. Quando a abriu, entretanto, seu queixo caiu e seu corpo travou. O que uma Ferrari preta estava fazendo estacionada na porta de sua casa? - Por favor, me diz que você não a roubou. - perguntou fingindo descaso quando que, por dentro, pulava de alegria.
- Presente de 18 anos. - Damon sorriu satisfeito pelo efeito que causara na menina e deu a volta no carro para entrar no lado do motorista. - Ah é, caso queira uma recompensa pelo dia de colégio hoje, eu te faço uma massagem para melhorar as suas costas. - apoiou-se no teto do carro fingindo tédio enquanto olhava para .
- Tá, que seja. - bufou e entrou no carro. É claro que Damon pareceu desaparecer de seu lado ao que ela só notava a potência do carro e o ronco do motor que soava como música para seus ouvidos.
Todos os olhares se voltaram para o carro que entrava no estacionamento do colégio, Damon sorriu quando saiu do carro, ao contrário de que fingiu indiferença e começou a andar cada vez mais rápido, ocultando olhos cansados e tristes por debaixo de seus óculos escuros. Talvez não fosse tão bom assim não ter sua irmã por perto.

- Graças a Deus acabou! - disse ela levantando os braços para o alto enquanto seguia para a Ferrari, atraindo o olhar de muitas pessoas, mas ela pouco se importava.
- É, confesso que hoje passou rápido. - Damon jogou sua mochila no banco de trás e entrou no carro. - Quer ir a algum lugar para almoçar? - ofereceu sorridente.
- Não, não estou com fome. - disse abandonando momentaneamente seu tom irritado. - Pode me levar para casa, por favor?
- Claro, ainda estou te devendo a massagem. - o garoto sorriu maroto e ligou o motor, novamente chamando a atenção até virar a esquina que os deixaria fora do perímetro do colégio. O caminho foi silencioso, fora uma ou outra pergunta sobre a matéria que haviam visto naquele dia, já sentia falta de sua irmã e, mais ainda, de seu carro. Ainda estava chateada com Damon por conta de seu sumiço não explicado e, por isso, preferiria manter distância por um tempo. Mas ele não estava colaborando.
Ela escancarou a porta de casa e seguiu para o andar de cima murmurando um "vem" para Damon que a seguiu sem hesitar. pegou seu pijama e trancou-se no banheiro, saindo de lá com uma calça capri xadrez e blusa de botões da mesma estampa de manga comprida. Fez um coque frouxo no cabelo e sentou-se na cama.
- Então... - disse perante o silêncio incômodo que se instalara.
- Vai precisar tirar a blusa. - Damon tirou os sapatos para poder subir na cama.
- Perdão? - o olhou, piscando confusa.
- A maneira como eu faço a massagem, se você ficar de blusa o tecido vai queimar a sua pele. - o garoto disse calmamente. deu de ombros desabotoando a camisa e ficando apenas com um top cor da pele tomara-que-caia. Abraçou os joelhos e deixou que Damon se posicionasse atrás dela.
- Tem certeza de que sabe fazer isso? - não pôde evitar o tom de desdém, virando levemente seu rosto para o lado.
- Tenho, agora silêncio e relaxe. - Damon pousou suas mãos levemente nos ombros da menina, fazendo-os descerem. suspirou e apoiou a cabeça nos joelhos, olhando para um ponto qualquer da parede.
O moreno começou com leves movimentos circulares nos ombros, descendo vagarosamente por toda a extensão das costas. , vez ou outra, soltava um gemido de dor ao que o garoto apertava algum lugar tensionado. Calmamente ele massageava para que a musculatura daquela região voltasse ao normal e assim a dor da menina foi cessando aos poucos. Damon, notando que ela havia fechado os olhos e parecia relaxada, aproximou-se de seus ombros respirando levemente para ela não notasse sua presença. Atraído pelo perfume que emanava dela, ele levemente encostou seus lábios na pele delicada e macia do ombro esquerdo de , fazendo-a se arrepiar. Imediatamente ela segurou suas mãos que, ao invés de massagearem, acariciavam sua cintura.
- Damon, não. - levantou seu rosto olhando para frente.
- Por quê? - o rapaz se limitou a dizer.
- Por favor... - ela disse amolecendo a voz com a proximidade do garoto.
- O que 'tá acontecendo ? - seu nome soou diferente saindo da boca dele. Ela havia notado isso.
- Onde você esteve todo esse tempo? - ela respondeu com outra pergunta, finalmente o encarando nos olhos. Ele rapidamente desviou os seus para o pescoço da menina, ela estava com a gargantilha de verbena. Ufa, pensou.
- Com meus pais, - suspirou ele. Não gostava de mentir, mas se isso implicasse na sua relação com , ele tinha que arriscar. - no cemitério. - entortou a boca para o canto esquerdo.
- Oh, eu não...
- Tudo bem, eu só precisava pensar um pouco. - sorriu calmo, ela havia entendido de primeira.
- Por que não me contou? - ela virou o resto de seu corpo de frente para o garoto.
- Não queria que ficasse com pena de mim. - queixou-se. - Está tudo bem agora e eu só quero que fique tudo bem entre a gente.
- Damon, eu...
- Qual é, já esqueceu que eu sou seu namorado? - brincou ele. sorriu.
- Mas você não me pediu formalmente. - continuou a menina no mesmo tom de brincadeira.
- Não seja por isso. - ele se levantou e a puxou consigo. Ajoelhou-se e tomou uma das mãos de , pigarreando antes de começar. - Cardigan, você quer namorar comigo?

Capítulo 16.

- Chegamos. - Stefan disse desligando o carro olhando da grande mansão para . A menina desafivelou o cinto e olhou para o garoto sorrindo. - Está pronta? - ele abriu a porta um pouco, ainda estava de noite quando chegaram lá.
- Estou. - abriu mais seu sorriso e eles saíram em direção à casa. Embora alguns barulhos estranhos os rondasse, não estava com medo, na verdade, não havia nada que temesse enquanto Stefan estivesse ao seu lado.
Subiram até o quarto de Stefan deixando o silêncio da casa para trás, acenderam a luz e o garoto abriu a porta de um guarda-roupa rústico, onde dentro dele havia uma TV de plasma. sorriu maravilhada, embora odiasse silêncio, não esperava que pudesse se distrair tanto. Enquanto arrumava sua bolsa em um canto do quarto, descobrindo o resto da mobília antes coberta, Stefan sintonizava a TV em um canal qualquer. Quando ela se virou, entretanto, ele estava de costas para ela, de frente para uma poltrona, apenas com a calça. Ela engoliu seco, sentindo um tremor percorrer toda a extensão de seu corpo. Antes que pudesse pensar em qualquer coisa já caminhava em direção ao garoto, abraçando-o por trás.
Stefan virou-se de imediato olhando-a nos olhos, com as duas mãos acariciou cada bochecha da menina sorrindo. segurou em suas mãos e fechou os olhos, estava sendo guiada apenas pelo seu coração, sua mente parecia se esvair, assim como sua razão. Envolveu o garoto pelo pescoço, o beijando com vontade, enquanto ele a pegava no colo e os guiava para a cama. O filme que passava ao fundo era algum de romance, o que colaborava para que o clima prosseguisse esquentando. O garoto mantinha-se inclinado levemente sobre ela que passeava suas unhas pela pele branca que torneava músculos bem definidos. Stefan sentia seu corpo mudar conforme a distância entre os dois diminuía, ele se separava para que pudesse voltar ao normal, mas não permitia.
- Não se esconda, eu te amo pelo o que você é. - ela disse ofegante tocando-lhe o rosto, as veias vermelhas estavam completamente saltadas e os caninos apostos.
- Eu não entendo, eu já me alimentei. - Stefan fechou os olhos, deitando-se na cama. subiu em cima dele espalmando as mãos em seu peito.
- Deixa isso pra lá. - ela intercalava as palavras com beijos e ele se permitiu soltar um leve gemido pela boca entreaberta.
Foi subindo lentamente enquanto ele se mantinha inerte sob ela, apenas aproveitando. Ao chegar à boca dele novamente, Stefan já estava com suas mãos na barra da blusa de , apenas esperando para poder levantá-la e, enfim removê-la. Ele a encarou sorrindo enquanto analisava suas curvas definidas, deixando-a um pouco corada com isso. voltou a se deitar sobre o garoto Salvatore atraindo sua atenção para seus lábios carnudos que, naquele momento, imploravam por um beijo. Ele não tardou a conceder, respirando fundo seu perfume, a sua droga. Descendo para o pescoço, onde sua aorta pulsava acelerada para fornecer ao corpo todo seu sangue, Stefan distribuiu beijos por toda a sua extensão, tentando se concentrar apenas no carinho. Mas estava difícil, muito difícil. Por várias vezes ele se desviava de seu objetivo com medo de machucá-la, mas não havia nada que impedisse naquele momento. Ela queria aquilo e estava decidida a conseguir, afinal, Stefan era seu amor, aquele por quem ela havia procurado por toda a sua vida sem graça e agora ele tinha o segredo para deixá-la feliz e completa: vida eterna. É claro que ela sentia como se sua vida estivesse entrando em um mundo literário completamente paralelo, mas gostava de sensação e não queria mais perder tempo.
Stefan inverteu as posições, desabotoando a calça e a jogando longe enquanto driblava sua calça, seu corpo estava quente, contrastando com o corpo do rapaz que, bem, era o corpo de um morto afinal de contas. Quando ele se deitou sobre ela, teve certeza de que se aproximava cada vez mais, arranhou suas costas ao que ele tentava desabotoar seu sutiã e beijar seu pescoço. Assim que Stefan direcionou-se para a orelha da menina depositando um beijo no seu lóbulo, sentiu uma sensação indescritível, algo misturado com dor, mas ao mesmo tempo gostoso. O garoto de olhos castanhos acompanhou de perto a expressão da menina e beijou-lhe os lábios delicadamente antes de dar outra investida, um pouco mais forte. curvou o corpo levemente agarrando, com uma mão, o lençol da cama enquanto com a outra apertava a nuca de Stefan, completamente extasiada. O mundo parecia sumir ao seu redor, só havia ela e Stefan naquele momento, fora o turbilhão de sensações que bombardeavam cada pedacinho de seu corpo desnudo sob o garoto forte.
Seu corpo, já suado, atraía o de Stefan como um imã e eles pareciam estar em sintonia absoluta, cada vez mais eles se aproximavam do ápice de seus sentimentos; um milhão de coisas se passavam pela cabeça de , mas tudo o que ela mais queria naquele momento era sentir o que tantas vezes já ouvira as pessoas dizerem que haviam sentido, ela queria ter a sensação de que ela e Stefan haviam se tornado um só, queria se sentir humana pela última vez. Salvatore deu a última investida e então sentiu seu coração disparar, todo o seu corpo recebeu uma descarga de adrenalina tão forte que a fez suspirar ofegante. Stefan deitou-se sobre ela com o cuidado de segurar seu peso e a beijou nos lábios enquanto desgrudava alguns fios de seu cabelo que haviam grudado na testa suada da menina.
Era tão bom quanto haviam lhe dito... não, era ainda melhor! Com um sorriso nos lábios separou-se dele e deixou que o rapaz deitasse ao seu lado na cama, tentando normalizar a respiração enquanto a puxava para perto de si. Fechou os olhos ainda sentindo o formigamento de cada parte em êxtase de seu corpo e pôs-se a acariciar o peitoral de Stefan que subia e descia tranquilamente.
- Obrigada. - murmurou com a voz rouca, apoiando o queixo em sua mão que se apoiava sobre ele. Stefan sorriu e inclinou a cabeça para trás. não conseguia parar de sorrir, estava tudo perfeito e concluído, só faltava a última parte e ela sabia que era a qual Stefan mais relutava em deixar acontecer.

Adormeceram não muito tempo depois, acordando apenas no dia seguinte, com o sol já alto e batendo na grande janela do quarto. Stefan se espreguiçou e seguiu para o banheiro, tomando um rápido banho e aproveitando para escovar os dentes. Mal conseguia acreditar na noite que havia tido, nem em todos aqueles anos como vampiro havia encontrado uma garota tão...tão completa quanto . Sua pele se arrepiava só em ouvir o nome dela e isso era algo que já o surpreendia, tanto tempo vivendo, embora com o corpo morto, estava valendo a pena agora, pois assim conseguia sentir alguns resquícios do que sentiria se estivesse realmente vivo. Estava tão absorto em pensamentos que nem reparou quando entrou no banheiro dando uma bela olhada em seu corpo apenas coberto pela toalha.
- Hum, bom dia. - ela disse mais solta, definitivamente não era mais aquela que ele conhecia e ele gostava disso.
- Bom dia. - pegou-lhe na cintura beijando seus lábios.
- Acho que preciso de um banho. - murmurou olhando para o espelho que havia atrás deles e notando seu estado deplorável.
- Toalhas, tem aqui no armário, quer que eu separe alguma roupa? - Stefan a soltou para que pudesse pegar a toalha.
- Não, não, estou bem obrigada. - ela desenrolou o lençol, única peça que cobria seu corpo e entrou no chuveiro. Stefan ainda a encarou por longos minutos antes de se retirar do cômodo. Embora ele não quisesse pensar naquilo, a hora estava chegando e não desistiria ou adiaria tão fácil, portanto, o jeito era aceitar e ser feliz.
- Nossa, há muito tempo não tomava um banho tão relaxante. Aquele chuveiro é antigo não é? - perguntou a menina assim que saiu do banheiro enrolada na toalha e com outra em mãos para enxugar o cabelo.
- Sim, é. - Stefan sorriu a encarando mais uma vez. Ela seguiu até sua mochila e pegou uma muda de roupas, voltando para o banheiro e saindo de lá já vestida. Nada demais, apenas um shorts verde água e uma regata preta, além de chinelos. Ainda secava o cabelo quando se sentou na cama, o garoto zapeava pelos canais da TV sem muito interesse. se sentia desconfortável com o silêncio que se instalara, não sabia como começar ou o que dizer.
- Então... - tentou e recebeu o foco do olhar de Stefan. Seus incríveis olhos castanhos a hipnotizaram, não no sentido de manipular seus pensamentos, mas sim no sentido de deixá-la maravilhada. Como ele era lindo! - será que podemos...? - ficou meio sem jeito.
- Claro. - ele sorriu desligando a televisão, porém, o silêncio continuou. mexia nas próprias mãos, ansiosa enquanto o garoto encarava o nada, por fim, ele suspirou. - Olha, - aproximou-se dela que fixou seus olhos nele. - quero que saiba que não importa o que aconteça, eu estarei ao seu lado, para todo o sempre. - acariciou o rosto de mantendo os olhos baixos. - Eu te amo, . - disse por fim antes de beijá-la.
O beijo foi rápido e logo eles haviam se separado, Stefan rasgou o pulso com os dentes e o deu à que o aceitou meio receosa. Conforme ia chupando e o sangue lhe escorrendo a garganta, ela fechava os olhos para que não visse a ferida que Stefan havia aberto em seu próprio pulso, bebia cada vez mais, na esperança de que terminasse logo com aquela sensação esquisita. O garoto a observava calmamente, vez ou outra acariciando seu cabelo, mas não demonstrava sinal nenhum de dor, tanto que quando se soltou de seu pulso, ele logo cicatrizou, mais rápido do que os olhos da menina puderam acompanhar. Ela limpou com o braço o excesso de sangue que havia ficado no canto de sua boca e olhou Stefan esperando pelo próximo passo.
- Deite-se. - ele disse sério e a menina obedeceu. Ele ficou sobre ela, com uma perna de cada lado, colocou cada uma das mãos de um lado do pescoço de , abrangendo toda a sua circunferência. Ela engoliu seco e o olhou novamente, embora estivesse sério, Stefan passava tranquilidade para a menina que, por fim, fechou os olhos.
- Que seja eterno enquanto dure. - disse por fim antes do estalo tomar conta do quarto. O corpo de ficou inerte na cama e Stefan suspirou arrasado. Ele havia matado a pessoa que ele mais amava no mundo.
O silêncio continuou a predominar no quarto e Stefan se pôs de pé. Sabia que levaria alguns minutos para que ela acordasse, mas aquele tempo sem ouvir sua risada ou sua voz era massacrante para ele. Ele tinha certeza de que a tinha deixado feliz, mas não suportava a ideia de que ele a havia matado. Era algo surreal, embora há alguns anos atrás tivessem feito o mesmo com ele. Mas ele não pedira por isso, ele não havia se fascinado por aquilo tanto quanto ela. Ele não estava apaixonado e não sabia o que era aquilo até acompanhar a vida ao longo de um século e meio.
Entretanto, havia sido a primeira e única que havia lhe despertado seus sentimentos humanos, ela havia sido aquela que o fizera se sentir como nunca havia se sentido. Ela o fez amar. Stefan ainda caminhava pelo quarto impaciente, todas as memórias com passavam em flashes em sua cabeça, estava tortuosa aquela espera que parecia não ter fim. Ela havia bebido sangue suficiente? Ele a havia matado da maneira correta? O rapaz se desesperava a cada nova ponderação de sua mente perturbada, olhava com os olhos alarmados, como um falcão. Estava prestes a chorar quando sua respiração se interrompeu:
- Stefan?

Capítulo 17.

Sangue. Muito sangue abaixo de seus pés. A poça se formava logo abaixo do par de all star que vestia. Olhou para os pés e depois para o ser a sua frente, alto e pálido como um zumbi, os olhos vermelhos e ao mesmo tempo negros encaravam os seus assustados. Dois caninos apontavam de sua arcada dentária o que deixava aquele ser ainda mais sinistro, estavam a poucos passos de distância, mas ela não conseguia se mover para longe dele, na verdade, ele a atraía.
Sentindo cada músculo de seu corpo rígido, abriu os olhos encarando o teto. Não era a primeira vez naquela semana que tinha o mesmo pesadelo, só não entendia o porquê dele nunca avançar. Ficava apenas naquela cena dos dois se encarando, embora fosse o suficiente para arrepiá-la até o último fio de cabelo. Colocou os pés para fora da cama, apoiando os cotovelos na perna e passando suas mãos suadas em seu rosto não muito diferente.
- Tudo bem? - Damon sussurrou tocando-lhe levemente a cintura.
- Estou, eu só... foi só uma noite mal dormida. - ela se limitou a dizer, não queria lembrar-se de nenhum detalhe daquela monstruosidade, apesar dela voltar em flashes para sua memória. Já havia alguns dias que ela e Damon namoravam oficialmente, tanto é que andavam dormindo juntos enquanto e Stefan ainda não haviam dado sinal de vida.
Finalmente era sábado, depois de duas semanas intensas de provas e trabalhos, se arrastou para fora da cama e se fechou no banheiro sem dizer uma palavra. Damon permaneceu em silêncio, Stefan não havia pensado em nada ultimamente o que ele achava estranho. É claro que não queria demonstrar o quanto estava preocupado com o irmão, mas sabia o quanto estava mal pela falta de notícias e isso se refletia cada dia mais. O barulho do chuveiro sendo ligado o desviou de seus pensamentos, suspirou e resolveu preparar algo para comerem.

- Você está bem? - era o que Stefan perguntava todos os dias ao acordar com a seu lado. Já fazia algum tempo que ela mal conseguia se mexer na cama devido à transformação, mas esta estava quase completa. Só faltava o sangue humano e o autocontrole. A menina virou-se lentamente e sorriu fraco, estava se sentindo um pouco melhor embora seu estômago doesse profundamente. Stefan havia lhe explicado que todos seus sentidos estariam aguçados ao extremo e que seu humor estaria instável, mas ela havia dado adeus à sua vida humana disposta a enfrentar tudo aquilo só para que pudesse ficar ao lado dele.
- Vou ficar. - e era o que ela sempre respondia. Stefan deu-lhe um beijo de bom dia, carinhoso e calmo, e se levantou da cama, pegando a boxer que estava caída logo ao lado dela. se apoiou nos cotovelos e sorriu para o namorado que se espreguiçava e seguia até a janela. A única coisa que a assustava naquilo tudo era o fato de não poder sair no sol... ainda. Stefan havia lhe prometido que daria um jeito de fazê-la ter uma vida normal, custe o que custasse. - Stefan... - chamou a menina e num piscar de olhos ele estava sentado ao seu lado na cama. - sinto falta da . - entortou a boca.
- Logo você a verá, - garantiu, com a voz serena. - vamos garantir que tenha um estoque suficiente para se manter saciada nas próximas semanas e assim sua evolução será mais rápida.
- Mas... mas eu não sei se vou conseguir protegê-la de mim. - ela gaguejou, pensando na terrível hipótese.
- Eu vou estar ao seu lado, posso ouvir o que está pensando e chegaria a tempo de impedi-la. Não se preocupe. - Stefan acariciou-lhe o braço e sorriu agradecida, mas o nervosismo ainda tomava conta de sua mente perturbada.
- O que faremos agora? Precisa me ensinar as habilidades. - a menina sorriu sapeca e ele apenas riu.
- Claro, vamos lá para baixo.

se sentia um pouco mal ao ter Damon por tanto tempo ao seu lado e não ter tentado nenhuma vez ir além. Isso era o que ela ponderava enquanto o garoto se distraía com um jogo de futebol americano. Típico dos homens. Levantou-se, preparada para tirar um cochilo já que seu corpo começara a gritar por descanso quando ele a segurou pela mão.
- Aonde vai? - perguntou ele mantendo a cabeça erguida para olhá-la nos olhos, de repente, só havia os dois naquela sala, nada mais importava.
- Me deitar, estou um pouco cansada. - disse com a voz falha, os olhos azuis do garoto a encarando intensamente.
- Fique. - uma palavra. E seu impacto era maior do que ela poderia imaginar. Sorriu fraco e inclinou-se para tocar-lhe os lábios, Damon rapidamente pegou-a pela cintura, fazendo com que se sentasse em seu colo, onde eles deram início ao um beijo lento. Ele subiu uma de suas mãos lentamente pela perna da menina enquanto com a outra subia e descia suas costas, sentia seu corpo entorpecer pelo toque do garoto que era ininterrupto. Parecia que Damon sabia o que ela queria e estava a conduzindo do jeito certo, no tempo certo.
O garoto ousou levantar-se e, assim que as pernas de o envolviam pela cintura, ambos seguiram para o andar de cima, mais especificamente para o quarto dela. Assim que ela sentiu o delicioso colchão sob si fechou os olhos, Damon aproveitou para descer os beijos dos lábios, agora vermelhos, de para seu pescoço enquanto ele terminava de subir na cama, ficando com seu corpo inteiro sobre o dela.
queria que ele fosse seu primeiro, que ele mostrasse a ela o caminho do prazer, que ele fosse o responsável pela primeira onda de satisfação que ela tivesse, enfim, que ele fosse o primeiro e único de tudo aquilo que ela estava prestes a sentir. Damon traçava caminhos aleatórios pelo corpo amolecido de e se sentia cada vez mais encorajado a continuar ao que ela enrolava seus dedos finos em seu cabelo negro, dando-o a sensação de que estava gostando do que ele a proporcionava.
Damon desceu o short que ela havia vestido logo após o banho naquela mesma manhã traçando todo o caminho de volta com seus lábios, da perna um pouco pálida de até suas coxas, onde ele abocanhou o elástico de sua calcinha, brincando com ele por alguns segundos enquanto ela ainda permanecia de olhos fechados com a respiração descompassada. Era como se estivessem tentando sufocá-la, no bom sentido é claro, pois o ar saía em grandes quantidades e em solavancos. Damon ergueu-se, aproximando-se do rosto corado da menina e a beijou nos lábios, passando sua calma, mas com sabor de desejo, deixando-a definitivamente submissa, mas certa do que queria.

- Agora, , lembre-se: a sua velocidade te leva aonde quer que você queira, mas não te deixa invisível aos olhos das pessoas. - Stefan explicava enquanto treinava com a velocidade, o que estava sendo um pouco desastroso.
- Eu sei Stefan, mas não consigo controlá-la, você sabe que da última vez eu fui parar do outro lado da floresta. - disse com a expressão ainda surpresa do susto que havia tomado ainda há pouco. Stefan riu lembrando-se da cena, mas tentou acalmá-la.
- O controle você ganha com o tempo, meu amor, não se preocupe. - ele sorriu polido.
- Mas não há como Stefan, eu ainda não posso sair ao sol, o que me limita muito o tempo de aprendizado. - choramingou a menina, nada feliz. - E eu quero voltar logo para casa. - Stefan a olhou com pena, ela já estava se arrependendo?
- ... - ele começou, aproximando-se dela que havia cruzado os braços.
- Desculpe Stefan, eu não... não quero que pense que eu me arrependo, porque eu não me arrependo de nada...eu só, só não tinha pensado em várias coisas antes e quero que elas se resolvam logo. - sorriu fraco a menina o encarando, que mantinha a expressão séria, ainda cética.
- Certo. - disse calmamente.
- Stefan, eu...
- Vamos lá, mocinha, você não vai querer chegar à China na próxima vez que tentar não é mesmo? - o garoto abriu um sorriso sacana no rosto e o olhou, incrédula. Ele a estava desafiando?
- Me aguarde. - ela arqueou a sobrancelha aceitando o desafio. Por um momento nem parecia que eles haviam discutido sobre a decisão de , parecia tudo normal, como antes. Bom, isso até o dia começar a amanhecer.

Assim que sentiu que suas mãos haviam parado de tremer, ela as apoiou sobre os ombros largos de Damon, onde passou a descê-las cada vez mais, puxando a camisa que o garoto vestia para cima, com intuito de tirá-la tão rapidamente quanto ele havia feito com a dela. Estar de roupas íntimas sob o corpo musculoso de Damon não a incomodava nem um pouco, pelo contrário, a fazia sentir-se protegida e muito mais influenciada a devolver tudo o que ele lhe fazia. Seu pescoço poderia abrigar manchas vermelhas que, no dia seguinte estariam arroxeadas pela força com que ele chupava, observava, mas o que ela não sabia era que a cada chupão, o garoto de olhos azuis se segurava sobrenaturalmente, impedindo que seu instinto vampiresco aflorasse bem ali, assustando sua menina.
O momento estava chegando e ela não poderia se sentir mais feliz com ele, Damon parecia tocar os lugares certos nas horas certas, deixando tudo perfeito. Lembrando-se que vampiros eram estéreis, Damon pouco se preocupou em métodos contraceptivos e , por sua vez, estava tão atordoada com as novas sensações das quais gozava, que mal pensava naquilo, só queria uma coisa e Damon sabia muito bem o que era. Observando cada movimento do namorado com um sorriso malicioso, esperava pelo próximo momento, o que mudaria sua vida, talvez até de certa maneira que ela nunca mais esquecesse. Quando Damon a beijou nos lábios ao mesmo tempo em que ele e davam um grande passo, ela se desconectou do mundo, concentrando-se apenas naquela sensação única. Era o céu, melhor do que ela esperava e ainda melhor do que poderia imaginar.
Ele tomou o cuidado de ir bem devagar ao que a menina assim o instruía, queria que ela sentisse tudo o que ele não soubera aproveitar enquanto ainda estava vivo. Conduzindo-a como se fosse quebrar, Damon deixou um pequeno espaço entre seus corpos, para que os movimentos de fossem mais amplos, mas o que ele não admitia era que suas bocas se desgrudassem. Embora às vezes sentisse que estava prestes a explodir, mordendo-a, precisava evitar ao máximo que ela o visse pelo menos um pouco transformado. Isso seria horrível, muito difícil de explicar e acabaria totalmente com o clima, com o momento... e ele era tão especial para ela, o garoto simplesmente não podia arriscar.
- Damon... - dizia com os lábios semi-abertos. Embora ainda estivesse por baixo, era ela quem dava as coordenadas, quem estava no comando e ela gostava disso. Ele a obedecia e, além disso, proporcionava-lhe as melhores sensações que ela já havia experimentado. Não importava se estava lento ou rápido demais, a fusão de seus corpos era iminente a cada movimento.
Quando uma corrente elétrica percorreu seu corpo, ela tinha certeza de que era ele. O clímax. Havia chegado de forma silenciosa, mas seu efeito era devastador, tanto que sua cabeça caiu com violência sobre seu travesseiro e não havia uma parte de seu corpo que não formigasse com a deliciosa sensação. Damon, ainda sobre ela, estava sorrindo olhando em seus olhos, embora estivessem fechados. Sem perder muito tempo, beijou-a nos lábios e passou a traçar um caminho, passando por seu corpo suado e finalmente chegando à sua intimidade, de onde um pouco de sangue saía pela ruptura do hímen de .
Finalizou com um oral lento e caprichado, aproveitando-se do sangue, o que para alguns poderia soar nojento, mas para ele era apenas mais um dos aspectos de sua vida eterna. Poder provar da sua menina.

Capítulo 18.

- Tome, isso vai te manter saciada por um tempo. - Stefan estendeu a uma caneca que continha sangue humano. Ah, aquele cheiro a deixava em êxtase. Ela a aceitou sem relutar e virou em vários goles pequenos, pois sabia que o estoque não era muito grande.
- Stefan, por que não voltamos? Assim você pode conseguir mais sangue e eu posso ver a minha irmã. - todo aquele recesso estava entediando . Stefan a olhou com pena, tinha mais uma coisa a fazer.
- Venha comigo. - ele pegou delicadamente em sua mão e a levou para a sala. Antes que ela protestasse, pois nada havia ali a não ser móveis vazios, Stefan empurrou uma parte da estante de onde saiu um livro grosso e de capa marrom bem envelhecida. Quando o abriu, um pouco de poeira se levantou de suas páginas amareladas e um pouco rasgadas.
- O que está fazendo? - perguntou a menina, mas sua questão ficou no ar, já que Stefan se concentrara ao máximo procurando por algo naquele livro. Enquanto o fazia, andava de um lado para o outro, deixando ainda mais nervosa, o que ele estaria procurando?

Damon a observou de perfil, seu peito subindo e descendo levemente enquanto eles ainda normalizavam as respirações. Apoiou sua cabeça em uma das mãos e ficou a observá-la por longos minutos, com medo de estragar aquele momento com palavras. A menina dava longas piscadas tentando reaver sua respiração, mas estava difícil, havia sido uma experiência e tanto e agora seu corpo jazia exausto, mais do que antes.
- Você foi incrível. - ele ouviu seus lábios pronunciarem. As bochechas de coraram violentamente, quando ela se mexeu, pronta para se cobrir ele a abraçou pela cintura, virando-a de frente para si.
- Damon, eu... - ela pronunciou, passando a mão por seu rosto, tirando alguns fios que estavam grudados em sua testa pelo suor. Damon a apertou mais contra si, não importava o que ela estivesse sentindo, ele estava ali para ela. - isso foi... - novamente as palavras lhe fugiram. Estava envergonhada, cansada, mas acima de tudo feliz. Suas pálpebras pesavam enquanto aninhava seu rosto no peito do garoto, inspirando seu perfume. - ...obrigada. - suspirou antes de cair no sono. Damon puxou o lençol para cobri-los sorrindo ternamente ao que mantinha em seus braços. Tudo estava perfeito agora, exceto por uma coisa.

- Stefan, será que dá para parar de me ignorar? - pôs-se de frente para o garoto, impedindo-o de continuar sua caminhada sem rumo, de um lado ao outro.
- , isso é muito importante, eu preciso estar concentrado. - Stefan a olhou suplicante.
- Apenas me diga do que se trata e eu o deixarei em paz.
- Estou com o livro de uma das bruxas mais poderosas da época, para entender como posso deixá-la andar no sol. - Stefan deu uma breve explicação e ao que concordou em silêncio, ele voltou a caminhar folheando com cuidado o livro.

Enxergou o quarto todo embaçado diante de seus olhos arregalados e um grito arranhava sua garganta em meio a soluços. O mesmo pesadelo de sempre, só que agora havia uma diferença. Ela sabia de onde vinha todo aquele sangue. Havia um corpo entre ela e o monstro naquela vez, e o corpo pertencia à sua irmã. Isso a tinha enlouquecido, fazendo com que voltasse para o mundo real aos prantos. Talvez estivesse na hora de voltar para casa.
- Hey, o que aconteceu? - Damon abraçou fortemente.
- A-A , mor-morta. - choramingou soluçando com o rosto escondido no tórax de Damon.
- Shh shhh, já passou, foi só um pesadelo. - ele afagava os cabelos emaranhados de que soluçava sem parar.
- Damon eu quero minha irmã de volta.
- Mas , ela...
- ... por favor. - implorou ela realmente assustada. Damon emudeceu, embora fosse uma recém-criada, acreditava que pela irmã seria capaz de qualquer coisa e, assim, garantiria sua volta o mais rápido possível para casa. Entretanto, teria de ficar sob a vista grossa de Stefan.
- Eu vou ligar para eles ok? - disse com os lábios colados à cabeça de , a qual concordou levemente. - Fique calma, eu já volto. - tirou delicadamente os braços da menina de seu tronco e levantou-se da cama, vestindo-se brevemente. abraçou os joelhos tentando se acalmar, mas a cada piscada ela se lembrava do sonho, fazendo com que um calafrio percorresse seu corpo.
Damon correu até o andar de baixo onde tinha certeza de que não escutaria sua conversa, a qual prometia ser conturbada e, no mínimo, fora de cogitação. Digitou os números do irmão, respirando fundo ao ouvir o toque de espera do outro lado da linha.
- Damon? Aconteceu alguma coisa? - ouviu do outro lado e finalmente soltou o ar.
- É melhor vocês voltarem para casa. - suspirou. - A ... - olhou para a escada. - ela não está muito bem, está tendo pesadelos com a , acho que ela pode enlouquecer se vocês demorarem ainda mais. - disse mordendo os lábios ao cogitar aquela opção.
- Você sabe que não é seguro. - Stefan o repreendeu e Damon soltou um urro de raiva.
- Eu sei Stefan, mas, por favor, faça isso pela . A é capaz de se conter pela irmã não é?
- Não consigo ter uma ideia Damon, ainda falta fazer o feitiço para que ela ande no sol. - o garoto escutava atentamente, tanto que não ouviu quando se sentou do seu lado.
- Entendo. - mordiscou o canto de um dos dedos e o cutucou, dando-lhe um susto.
- Posso falar com ela? - pediu a menina, baixinho.
- Stefan, a quer falar com a , pode colocá-la na linha, por favor? - ele sorriu para a menina.
- Claro, um minuto. - e o telefone foi passado para . - Alô?
- ? - a menina disse animada, mas no segundo seguinte estava chorando.
- , o que foi? - a menina se sobressaltou ao lado de Stefan que pediu calma apenas com o movimento dos lábios.
- foi horrível, você estava... você estava morta! - dizia a mais nova totalmente confusa enquanto Damon tentava acalmá-la. - Volta pra casa, por favor. - implorou-lhe.
- Oh minha querida, eu e Stefan já estamos voltando tá bom? Amanhã de manhã estaremos aí, não se preocupe tá? - disse e Stefan sentiu-se inquieto. Menos tempo para concluir um dos feitiços mais difíceis.
- Tá bom. - a menina disse e finalmente sentiu seu coração aquietar-se.
- Até amanhã, . - disse mais calma também.
- Até . - e desligaram. - Eles vão voltar amanhã. - devolveu o celular para Damon que sorriu.
- Mais calma agora? - olhou-a nos olhos e a viu concordar com um sorriso tímido. - Que bom. - a abraçou beijando-lhe os lábios.

- O que faremos agora? - seguiu Stefan para outra parte da casa, mais escura.
- Preciso da sua pulseira. - ele estendeu a mão para a peça que usava e a menina não hesitou em entregar-lhe. - Agora se afaste e fique em silêncio.
A menina assim o fez e posicionou-se próxima a uma das janelas que havia sido lacrada com tábuas de madeira. Seus olhos estavam fixos nas ações de Stefan que, agora, havia apoiado o livro em uma espécie de pedestal e o lia com bastante cuidado. Ele sabia que não poderia errar uma palavra, senão tudo estaria perdido e, devido às circunstâncias, eles não tinham muito tempo. precisava andar no sol, além de muitas outras coisas é claro, mas essa era a condição primária para que pudesse voltar para casa.
Murmurando palavras incompreensíveis e apertando a pulseira de entre os dedos frios, Stefan dava início ao ritual que, há muitos anos atrás, havia permitido a ele que vivesse como qualquer outra pessoa normal. De olhos fechados e dando ênfase nas palavras corretas, sentia a sala ficar cada vez mais fria e o bracelete adquirir uma cor esverdeada. O feitiço ia chegando ao fim e Stefan praticamente gritava as palavras, tremendo as mãos ao que a pulseira se encantava aos poucos. Terminou olhando para cima e sentiu a peça entre seus dedos voltar à cor original, fazendo-o suspirar.
- Vamos tentar. - sorriu seguindo em direção à que estava trêmula em um canto. - Não se preocupe, você só vai colocar um pedaço do corpo de cada vez ok? Eu vou te ajudar. - e assim voltou a abotoar a pulseira no braço da menina que concordou emudecida.
Seguiram de volta à sala principal, aproximando-se da maior janela que havia ali. sentiu medo, mas a mão firme de Stefan lhe passava segurança e ela confiava nele.
- Primeiro o braço da pulseira. - disse e o esticou lentamente em direção à janela, por onde a luz do sol atravessava impiedosamente. Primeiro os dedos, depois a mão e por fim o pulso, nada havia acontecido até lá. Stefan sorriu satisfeito, mas o terror ainda não havia deixado o rosto de . - Vamos com calma, agora o outro braço. - Novamente, dedos, mão, pulso até o cotovelo. Nada havia queimado ou se desintegrado. - Pronta para tentar o resto do corpo? - Stefan se animava cada vez mais e pegou nos cotovelos da menina que concordou de leve com a cabeça. - Vamos lá. - e a acompanhando, ambos entraram debaixo do sol. Nada aconteceu. finalmente respirou aliviada e Stefan estava mais do que feliz.
- Arrumar as malas. - disse a menina e o garoto concordou, mas não sem antes dar-lhe um beijo na boca.
- Vou ficar em cima de você o tempo todo. - avisou e sorriu maliciosa, não era tão ruim assim.

- Vem, eu te faço alguma coisa para comer. - Damon puxou pela mão. Eles haviam ficado em silêncio no sofá enquanto a menina ainda se acalmava, mas o estômago da própria denunciava que precisava de cuidados.
- Não, não, eu quero ajudar. - protestou ao ver que seria a espectadora daquele "show de culinária".
- É claro, món chéri. - o garoto fez uma reverência e estendeu a mão para que se levantasse, a qual ela aceitou sem hesitar. Enquanto percorriam a cozinha em busca dos ingredientes, Damon fazia questão de abraçar a namorada, confortando-a mesmo que já estivesse mais calma. Ele via em seus olhos que o pesadelo ainda a assombrava e queria ter certeza de que ela não se sentiria mal outra vez.
Aproveitando os anos que havia vivido, Damon resolveu ousar na cozinha, ensinando a cozinhar comida espanhola, onde ele havia morado por certo tempo enquanto ele e Stefan ainda aproveitavam a novidade de viverem eternamente. Definiam os sabores enquanto preparavam a base para a paella. se divertia enquanto Damon a reprimia dizendo que parecia uma criança fazendo bolo de chocolate e bagunçando a cozinha inteira. Por fim, ele não conseguia ficar bravo por muito tempo, entrando também na brincadeira.
Com dois pratos fumegantes, e Damon se sentaram à mesa redonda da sala de jantar, acompanhados de dois copos de suco e muitas risadas. Fazia tempo que não comia tão bem daquele jeito, Damon a mimava de várias maneiras diferentes e ela se sentia em casa com isso. Se estivesse ali com ela, provavelmente seria muita pizza regada à refrigerante, mas com Damon a situação parecia tomar uma aparência mais formal, embora não deixasse de ser divertido.
Às vezes ela se sentia em outra época com ele, pois ele se comportava de tal maneira. Não sabia se ele já havia percebido, mas ela sim. O jeito com que falava com Stefan às vezes ou como tratava a ela e sua irmã, talvez fosse só a maneira como haviam sido educados, pensava, mas que isso era raro, oh, isso era! Absorta em pensamentos continuou a comer, mas é claro que sua imaginação não lhe daria sossego, pelo menos não tão rápido quanto ela gostaria.

- Tudo pronto, vamos. - Stefan fechou a porta do carro e sorriu para ele. - Antes de chegarmos até lá, precisamos passar em mais um lugar. - disse misterioso e deu partida no carro. sentiu uma estranha excitação percorrer seu corpo, o que a aguardava naquela volta como outra pessoa?

Capítulo 19.

Stefan dirigiu por alguns minutos em uma trilha um pouco mais fechada do que a que eles haviam passado para chegar à casa. procurava por qualquer coisa, mas os pensamentos do namorado estavam vazios, ou pelo menos ele sabia disfarçar muito bem. Quanto mais adentravam a mata, mais ficava inquieta querendo saber, de uma vez por todas, para onde estavam seguindo. Mesmo tendo se tornado uma vampira, os segredos provenientes de Stefan pareciam não ter se esgotado.
- Eu ouvi isso. - Stefan brincou dando um peteleco na perna da menina que cruzou os braços.
- Como você faz isso? - perguntou mesmo sem completar a pergunta, sabia que Stefan entenderia sobre o que estava falando.
- Não se esqueça, anos de experiência. - exclamou o garoto revirando os olhos. - Com o tempo você consegue. - disse-lhe em tom de consolo.
- O que custa me dizer para onde estamos indo? - perguntou, já emburrada.
- Custa não ver essa carinha linda que você faz quando fica curiosa. - ele sorriu enviesado e um sorriso brotou no canto de seus lábios.
- Golpe baixo. - murmurou a menina antes de finalmente desistir de descobrir para onde estavam seguindo.
Stefan estacionou ao lado de uma pequena casa que parecia estar prestes a cair. O que parecia ter sido a entrada, estava coberta de folhas amarelas e secas, as janelas estavam fechadas com tábuas, assim como as da mansão Salvatore.
- Fique aqui. - Stefan soltou o cinto e concordou, embora contrariada. O garoto sumiu na escuridão da entrada da casa deixando-a ainda mais inquieta. Por que aquele suspense todo? - Oi, Jason, é o Stefan. Tudo bem cara, então, preciso de um favor seu... - Stefan desceu até onde costumava ser o porão enquanto ainda falava ao celular, sabia que poderia escutá-lo e queria garantir que a surpresa fosse total. Abriu o enorme freezer que havia lá e pegou algumas bolsas de sangue, aquela fachada de casa abandonada ainda funcionava.

Damon e deixaram os pratos na pia e a menina se encostou na bancada de mármore soltando um suspiro. O garoto sorriu e tocou-lhe o braço antes de se colocar de frente para ela. Sem dizer nada ele encostou os lábios sobre os dela, fazendo com que ambos fechassem os olhos e se entregassem àquele momento. Damon desceu sua mão que estava no braço direito dela para sua cintura e então para a coxa onde puxou a perna de para cima, alinhando-a à sua cintura. Poucos segundos depois, com o beijo se intensificando, deu um impulso e envolveu suas pernas ao redor do namorado, ficando suspensa. Damon deu alguns passos para frente e encontrou a pequena mesa da cozinha, passou o braço por ela se certificando de que estava vazia e deitou . Debruçou-se sobre ela, descendo os beijos para o pescoço e arrancando suspiros descompassados da garota.
- Damon, eles vão chegar a qualquer momento. - disse ofegante ao que os dois já haviam despido a maior parte de suas roupas.
- Então ainda temos tempo. - ofegou o garoto antes de voltar a beijá-la.

- Pronto, já estamos na rua de casa. - Stefan disse virando a última curva e entrando na rua já tão conhecida. O que ele havia combinado com seu amigo já estava pronto e um sorriso brotava de seus lábios. Ao parar o carro, arqueou a sobrancelha, confusa.
- Quem está aí? - disse enquanto saía do carro. - De quem é esse carro Stefan? - cruzou os braços diante do sorriso malicioso no rosto do garoto. De frente para o carro de Stefan estava um mini cooper vermelho conversível com faixas pretas no capô e nas laterais. (Veja o carro.)
- Ele é seu e da sua irmã a partir de agora. - com as mãos para trás, Stefan se aproximou da namorada, esperando pela sua reação.
- Stefan, eu não... nós não... como você...? - ela não conseguia formar uma frase completa sem se vislumbrar com aquele veículo. E era dela!
- Eu tenho meus contatos. - o garoto sorriu enviesado. - Mas quero que aceite, como um presente meu e de Damon, por favor. - acariciou o braço da namorada a olhando com carinha de cachorro abandonado.
- Certo, certo. Tenho certeza de que vai surtar, ela sempre foi muito mimada. - bufou a menina.
- Pronta para revê-la? - Stefan disse sério. respirou fundo e concordou com a cabeça. Caminharam até a porta e passaram a chave pela fechadura. - Chegamos! - disse o garoto em alto e bom tom. Na cozinha, Damon e se estupefaram, ainda estavam sobre a mesa da cozinha sob condições nada hospitaleiras, portanto se apressaram em se vestir. Stefan olhou para que ainda se mantinha na soleira da porta, sem poder entrar, e bateu na própria testa, como havia se esquecido daquilo?
- Olá irmão, . - Damon foi o primeiro a aparecer, um pouco descabelado, mas sabia muito bem disfarçar o susto de pouco tempo atrás. veio logo em seguida, havia dado uma espada para o banheiro e ajeitou-se o suficiente para que eles não suspeitassem de nada. Sorriu largamente ao ver a irmã que retribuiu o gesto.
- Que saudades! - beijou a bochecha de Stefan e depois caminhou até a irmã. - O que está fazendo aí ainda? Por favor, entre! - imediatamente sentiu a facilidade de deslizar porta adentro e a irmã a abraçou com força. Seu rosto dirigiu-se aos cabelos da mais nova que cobriam levemente seu pescoço. Um perfume tão gostoso emanava dele, perfume de sangue. Sentiu sua gengiva coçar, um ronco saía de sua garganta e os olhos estavam ficando vermelhos.
- Ok, deixe sua irmã respirar. - Damon puxou sutilmente a abraçando pelos ombros. Stefan pôs-se de frente, entre e , para que a menina pudesse se recompôr sem levantar suspeitas.
coçou os olhos, disfarçando. Aquilo seria mais difícil do que imaginara. Stefan a olhou nos olhos, transmitindo conforto e ela sorriu agradecida. Damon soltou e a beijou na testa.
- Por que não vai preparar alguma coisa para eles comerem, eu já te acompanho. - Damon disse sorrindo e concordou animada se retirando em seguida.
- Vocês transaram na cozinha? - Stefan perguntou horrorizado ao que se deu conta dos pensamentos do irmão. fez uma cara nada amigável. Damon sorriu de canto, mas deu de ombros com uma falsa cara angelical.
- Vou ajudá-la, com licença. - Damon saiu, ainda sustentando a expressão sapeca. Stefan balançou a cabeça incrédulo.
- Não vou entrar na cozinha tão cedo. - declarou arrancando uma gargalhada do namorado que a guiou até o sofá para se sentarem.
- Agora, , preste atenção. - Stefan virou-se de frente para a menina, segurando suas mãos. - Eu peguei algumas bolsas de sangue para você, mas não são muitas. Tome apenas quando for extremamente necessário ok?
- Ok. - a menina disse apreensiva. - Stefan, estou com medo. - abraçou o namorado.
- Vai ficar tudo bem, vocês vão ficar bem. - sorriu o garoto.
- Prontinho! - chegou à sala com as paellas que ela e Damon haviam acabado de preparar e uma garrafa de refrigerante.
- Oh, parecem ótimas! O que são? - sorriu agradecida à irmã.
- Paellas! - Stefan, Damon e responderam juntos e depois começaram a gargalhar.
- Ok, senti que isso foi mais um incentivo para comer. - pegou o garfo e a faca e começou a comer, assim como Stefan. Enquanto isso, Damon e sorriam satisfeitos, sentados em outro sofá, abraçados. - Hum, , - disse enquanto terminava de mastigar. - tem um presente pra você lá fora. - sorriu para Stefan que sorriu para Damon e este concordou, sabendo o que se passava.
- Sério? - a menina disse radiante olhando para o namorado que concordou. - Vem, eu quero ver. - puxou Damon pela mão e seguiram para o lado de fora. - ESTÁ DE BRINCADEIRA? OH MEU DEUS! - e Stefan começaram a rir enquanto escutavam os gritos histéricos de .
- É um presente, meu e de Stefan para vocês duas. - Damon disse com as duas mãos no bolso da calça enquanto olhava rodar o carro animada. A menina sorria como nunca e pulou em seu colo o beijando no mesmo grau de animação.
- Obrigada. - disse olhando-o nos olhos, mantendo os rostos ainda bem próximos.
- Use com sabedoria. - sussurrou o garoto e a desceu de seu colo para que pudessem entrar na casa.
- É lindo Stefan, obrigada! - esmagou o garoto pelo pescoço que engasgou levemente com o pedaço de paella que ainda não havia sido engolido, fazendo com que todos rissem.
- De nada. - sorriu o garoto simpático e terminaram de comer.
- Agora, - colocou o prato na mesa de centro. - você está proibida de encostar nesse carro, entendeu?
arqueou a sobrancelha para a irmã e fez bico. Stefan e Damon se entreolharam, sem saber se riam ou se protestavam.
- Não se preocupe, o carro é blindado. - Stefan disse sutil, fazendo com que um sorriso brotasse nos lábios da mais nova e o olhasse repressora.
- Oba! Então é perfeito para mim! - sorriu e abraçou Damon.
Passaram o dia conversando sobre o lugar, o qual e Stefan cuidadosamente pensavam e compartilhavam mentalmente, mas se sentia mal pela irmã. Ela era a única daquela sala que não sabia de nada o que estava acontecendo. Às vezes se pegava sorrindo com pena, mas logo depois se recompunha, continuando a contar sobre o lugar imaginário. Quando já passava das nove horas da noite, Stefan e Damon se levantaram em sincronia absurda.
- Já está tarde, acho melhor irmos. - Stefan se pronunciou arrancando um olhar apavorado da namorada e um triste da cunhada.
- Voltaremos pela manhã, não se preocupe. - Damon beijou a testa da mais nova que acompanhou os dois até a porta.
- Não se preocupe, vai ficar tudo bem, se acalme. - Stefa abraçou que estava impaciente, passando a mão pelo cabelo freneticamente. - Eu volto se algo der errado. - beijou-lhe os lábios e seguiu para a porta, não sendo seguido por ela.
- Até logo e obrigada! - acenou uma última vez e fechou a porta, voltou à sala e encontrou no canto oposto. - Eu vou arrumar a cozinha, me ajuda? - sorriu pegando os pratos da mesinha de centro.
- Claro. - disse receosa e seguiu a irmã até lá. - Onde eu posso me sentar? - perguntou cruzando os braços. sentiu as bochechas queimarem.
- N-nessa cadeira, pode sentar. - disse sem se virar para a irmã e começou a lavar a louça.
- Então, me diga, como foi? - apoiou os cotovelos nas coxas e o queixo em uma das mãos.
- Como foi o que? - se fez de desentendida e uma gargalhada tomou conta da cozinha.
- Você sabe, - rapidamente estava ao lado de na pia. Por sorte, a menina não havia notado. - o sexo. - sussurrou e por pouco não deixou quebrar um dos copos.
- A-a-a-ah, isso? - ela enxugou o suor da testa com o antebraço, mas continuou a enxaguar as peças que ensaboava. - Foi, foi, foi bom. É. Foi bom. - completamente atrapalhada, despertou risos na irmã.
- Relaxa, não quero saber dos detalhes. Mas fico feliz em saber que você está feliz. - disse simplesmente e começou a enxugar as peças recém-lavadas.
- Obrigada. - disse simplesmente e continuaram a tarefa em silêncio, em seguida, subindo para os quartos. - Boa noite . - seguiu em direção à irmã para abraçá-la, mas ela a barrou antes que chegasse muito perto.
- Boa noite. - respondeu e depois se virou para o seu quarto. ficou parada no corredor sem entender nada e depois seguiu para o seu quarto, cansada demais para ficar chateada com a atitude antipática da irmã. Amanhã seria um novo dia, e depois voltariam para o colégio. Estavam com um carro novo e isso significava independência de novo. se deitou na cama depois de um longo banho relaxante e dormiu com um sorriso no rosto. A vida finalmente parecia estar começando a dar certo.

Capítulo 20.

A semana que se passou foi cercada de contratempos, e viviam brigando pelas menores coisas e Stefan e Damon eram quem arcavam com as consequências. acreditava que mantendo sua irmã irritada, ela se manteria longe dela, para o seu próprio bem. Já , exausta e chateada, sempre corria aos prantos para a casa dos Salvatore, onde Damon tentava lidar com as suas dúvidas sem dar nenhuma bandeira sobre o que vinha acontecendo.
- Você é uma IDIOTA! Como não me avisou da porcaria do trabalho? - Mais um dia. Mais uma discussão.
- Porque VOCÊ estava muito ocupada GRITANDO COMIGO, como está fazendo agora! - andou corredor adentro pisando duro enquanto ouvia os passos de atrás de si.
- E eu fiquei com um ZERO bem GRANDE em álgebra, sendo que eu NÃO sou boa nessa merda! - gritou e soltou uma risada sarcástica.
- Me diga uma coisa em que você é boa. - disse a mais nova antes de sair correndo. urrou de raiva.
- Volta JÁ aqui, você vai ver no que eu sou boa! - ela não queria, mas sua corrida não-humana foi involuntária. Antes que pensasse já estava de cara com a porta que a irmã havia acabado de fechar. - abre isso AGORA! - esmurrava a porta, mas sua força não era controlada, portanto dois socos foram suficientes para atravessar a madeira maciça que envolvia a porta. se afastou assustada.
- Caramba , desde quando você é forte assim? - mas sua pergunta foi ignorada, a mais velha já estava com os olhos faiscando e os punhos cerrados. Ela não notava, mas seu rosto ganhava ramificações vermelhas enquanto um ronco se desprendia de sua garganta. - , isso não tem graça. - subiu na cama ao que a irmã continuava a avançar. - , PÁRA COM ISSO! - se encolheu no canto da cama ao que um urro saiu da boca da irmã antes dela ficar a centímetros de seu rosto com os caninos apontando para fora.
- Opa, opa, já chega. - ouviu uma voz conhecida, mas estava assustada e intimidada demais para olhar, na verdade, pensava ser fruto de sua imaginação apavorada.
- Basta . - então ela viu se afastar tão rápido quanto havia se aproximado. Agora, Stefan a segurava pelo pescoço contra uma das paredes do quarto de , enquanto ela se debatia irritada.
- Você está bem? - os olhos arregalados de focaram um Damon preocupado sentado ao seu lado.
- O-o que ela...? - não havia notado, mas seus olhos derrubavam lágrimas pesadas.
- Hey, - Damon acariciou seu cabelo. - vai ficar tudo bem ok? - olhou-a fixamente nos olhos, buscando a atenção dos mesmos. - Você vai esquecer que isso aconteceu e vai dormir tranquilamente. - segundos depois do final de sua frase, caía inconsciente, de lado, na cama.
- O que você fez com ela? - Stefan olhou para a cama, confuso.
- Só a fiz dormir, deixa que eu tomo conta dela. - Damon deu de ombros e se aproximou de . - Venha, vamos caçar. - puxou a vampira pelo braço e eles saíram rapidamente pela janela.
Stefan suspirou e passou a mão pelo cabelo um pouco desarrumado, ele sabia que não conseguiria se conter por muito tempo. Ainda mais com o alto nível de stress que vinha suportando nos últimos dias, ele tentara avisá-la de que era arriscado, mas não havia meios de convencê-la do contrário. Ela achava que estava protegendo a irmã, e agora quase a havia matado.
Suspirou mais uma vez antes de se virar para a cama, ainda estava deitada de qualquer jeito o que lhe renderia uma bela dor nas costas, concluiu o garoto. Saberia que Damon não se demoraria com , portanto, pegou a mais nova no colo e rapidamente seguiu para sua casa, deixando-a no quarto do irmão mais velho, deitada confortável e corretamente.
Depois de fechar a porta do quarto de Damon com cuidado, Stefan seguiu para o porão da casa com a gargantilha de , que havia pegado na cômoda ao lado da cama da menina, em mãos a fim de colocar mais verbena na peça. Assim, caso eventualmente se descuidasse, ela não conseguiria ingerir muito sangue sem paralisar. Aquilo o incomodava profundamente, pensar na sua amada toda paralisada como há muito não via acontecer, mas se era para um bem maior e para evitar que Damon, mais tarde, se revoltasse, era melhor prevenir.
Deixou a peça de volta em cima da cama do irmão e saiu em direção à floresta. Não queria deixar muito tempo sozinha com Damon, afinal, tinha receio sobre o que o irmão lhe diria ou perguntaria. No meio do caminho encontrou com o dito cujo que já voltava, só que sozinho.
- Não quis interrompê-la no meio do banquete. - justificou-se o moreno dando uma leve batida no ombro do mais novo antes de deixá-lo sozinho tão rápido quanto havia cruzado seu caminho.

Damon chegou à casa rapidamente e seguiu para a cozinha, queria preparar algo para , assim poderia dar continuidade à sua história. Com uma bandeja repleta de panquecas com calda e alguns crossaints, o único detalhe a ser completado era o suco. Bateu algumas frutas ao liquidificador e, antes de servir se viu pegando um frasco que ficava guardado em um dos armários de temperos. Não era bem um tempero, mas ele sabia o que estava fazendo. Virou todo o conteúdo dentro do suco, que continha uma solução concentrada de verbena. Isso daria ao suco um gosto meio estranho, mas ele precisava começar a colocar a erva no organismo da amada se quisesse evitar que ela morresse.
Com a bandeja em uma das mãos, subiu as escadas e, antes de entrar no quarto, tirou os sapatos para fazer o mínimo de barulho. Abriu a porta rapidamente para evitar que ela rangesse e, tão rápido, a fechou. ainda dormia sobre a cama e ele sorriu com isso, não havia nada que ela pudesse lembrar, o que significava que ele teria de criar uma nova história. Deixou a bandeja ao pé da cama e sentou-se ao lado da menina, observando seu peito subir e descer tranquilamente. Os lábios angelicais se curvavam levemente em um sorriso quase imperceptível e as mãos esparramavam-se na cama. Damon pegou uma delas cuidadosamente para não acordá-la e se pôs a observar a garota. O cheiro de seu sangue sendo bombeado por todo o corpo inundava o quarto e deixava o vampiro inebriado. Com seus pensamentos vagos, ele ousou imaginar como seria o sangue de descendo por sua garganta... seu cheiro já era adocicado e viciante desde o início, então, o gosto deveria ser ainda melhor.
É claro que ele não planejava mordê-la logo ali, naquele momento instável de sua vida, com sua irmã recém-transformada e a situação meio balançada. Não só porque ele a respeitava, como também respeitava seu irmão, embora isso fosse demonstrado pouquíssimas vezes. Já que Stefan havia criado coragem e transformado ao invés de pedir à ele, como eles haviam planejado no começo, talvez Damon tivesse credibilidade para aceitar o desejo de quando fosse a hora certa, mas até lá...
- Damon? - mexeu-se a garota na cama cerrando os olhos recém-despertos. Estavam um pouco inchados, mas ela ainda estava deslumbrante, concluiu o moreno.
- Estou aqui. - ele deitou-se de frente para , apoiando sua cabeça sobre um de seus braços dobrados.
- O que aconteceu? - aquela era a hora. Damon olhou bem em seus olhos confusos e suspirou mentalmente, estava na hora de mentir mais um pouco.
- Você e sua irmã brigaram de novo. - ele disse enquanto fazia carinho no braço de que o acompanhava com o olhar imóvel. - Você veio aqui, desabafar comigo, chorou um pouco e acabou dormindo. - sorriu fraco.
- Faz muito tempo? - a confusão ainda não havia deixado seus olhos.
- Não, mas o que faz tempo é que você comeu, então, - o rapaz se levantou e puxou a bandeja para perto da menina. - quero que coma tudinho que eu fiz para você.
- Parece delicioso. - disse a menina sorridente e beijou o garoto na bochecha. - Obrigada. - e escolheu as panquecas para começar seu banquete.

Stefan resolveu seguir em velocidade normal, enquanto rastreava o cheiro da namorada. Notava que cada vez mais a mata se fechava e ele temia ficar perdido. Entretanto, sua preocupação sumiu quando a avistou ao longe. Ela estava agachada entre as folhas, inclinada sobre algo que parecia um animal recém abatido. Assim que ele se aproximou pôde notar que se alimentava de um veado e não só sua boca estava suja de sangue como sua camiseta e parte de seu short. Ele não ligava, ela estava vislumbrante bebendo sangue daquela maneira selvagem. Tudo o que presenciava apenas lhe dava mais certeza de que ela era a garota com a qual ele sempre sonhara, de alma jovem e alegre, embora teimosa. Ficou ali parado a observando enquanto deixava que terminasse de comer, ele não queria interromper aquele momento embora soubesse que ela já havia notado sua presença.
- Pode vir, eu já acabei. - disse a menina levantando-se e limpando a boca com as costas das mãos. Stefan sorriu e seguiu até ela, pegando-a pela cintura e a beijando sem aviso.
- Já está pronta para voltar? - perguntou assim que se separaram.
- Sim! - respondeu a garota, levemente envergonhada pela sujeira nas roupas.
- Ótimo, quero que faça um favor para mim. - disse ele sério dessa vez o que chamou a atenção da garota.
- O que? - franziu a testa curiosa.
- Peça desculpas à sua irmã.

- Nossa, esse suco tem um gostinho a mais, o que é? - agitava levemente o fundo do copo fazendo com que o suco formasse um redemoinho.
- Receita secreta da minha avó. - disse Damon despreocupado.
- É muita coisa para uma pessoa só, por que não toma um pouco? - o garoto gelou. Não poderia sequer encostar seus lábios naquele suco, estava altamente envenenado para vampiros.
- Ah não, eu fiz para você. - disse manhoso, precisava fazer com que a menina desistisse a todo custo daquela ideia absurda.
- Por favor, só um golinho! - a menina sorriu dengosa e o garoto sorriu também, mas um pouco nervoso.
- Sério, tome tudo, foi feito especialmente para você. - insistiu o garoto levando o copo à boca da namorada que começou a rir e por pouco não engasgou com o suco.
- Ok, ok, você me convenceu. - disse antes de virar todo o conteúdo em um só gole. - Ta-dã! - colocou o copo na bandeja e sorriu para o moreno.
- Acho que tem mais alguém em casa. - disse o garoto e, ao fundo, puderam ouvir a porta bater. - Deve ser a sua irmã. - olhou sugestivamente para a menina que bufou.
- ? - ouviram do outro lado da porta. Damon a incentivou a atender e a menina o fez, um pouco contrariada.
- O que? - a menina cruzou os braços logo após abrir a porta. havia trocado de roupa e agora vestia um vestido largo e colorido combinando com seus chinelos brancos.
- Me desculpe. - disse a menina em um impulso abraçando a irmã. Damon fez um joinha para que o retribuiu sorrindo.
- Ok. - disse, surpresa.
- Não quero mais brigar com você, é imaturo e desgastante. - justificou-se a menina e a mais nova a olhou incrédula.
- Está bem, está bem. - disse rapidamente.
- Ótimo, - sorriu animada. - podemos ir para casa, já está escurecendo! - olhou para a janela, sendo seguida pela irmã.
- Oh, já é tarde assim? - olhou da irmã para Damon como se o acusasse. O garoto deu de ombros, recuado. - Desculpe ter lhe tomado a tarde toda. - voltou a se aproximar para pegar seus sapatos que estavam ao lado da cama.
- É sempre um prazer te apoiar, meu amor, não se desculpe. - Damon pegou-lhe a mão e olhou fixamente em seus olhos. - Não se esqueça da gargantilha. - estendeu-lhe a peça e bateu na própria testa, se culpando por ser tão esquecida.
- Claro, obrigada. - sorriu, beijando-lhe os lábios e se despedindo. - Até amanhã. - disse e depois repetiu para Stefan que as aguardava na sala.
- Ufa, que dia cansativo. - suspirou assim que entraram em casa. Stefan havia cuidado da porta estraçalhada do quarto de , então a menina nem se preocupou quando viu a irmã seguir escada acima. Estava saciada e informada de que Damon havia lhe dado verbena para tomar além de que sua gargantilha estava com ainda mais da erva.
chegou ao corredor superior querendo nada mais que um banho relaxante. Terminou de subir as escadas e parou na janela que cortava o corredor, havia algo de diferente lá. Quem era aquele homem olhando para ela, ou quem sabe, olhando diretamente para a casa no meio da escuridão de seu quintal?

Capítulo 21.

dormiu com a imagem do misterioso homem nítida na mente, tanto que acabou por sonhar com ele. Quando finalmente acordou, para outro dia de colégio, resolveu comentar com a irmã.
- , você viu que tinha alguém observando a casa ontem? - comentou, fingindo despreocupação, enquanto enfiava uma colherada de cereais na boca.
- Não, por quê? - a olhou, virando-se da pia com uma caneca fumegante.
- À toa. - a caçula deu de ombros. Depois de se arrumarem, seguiram para o carro que estava estacionado em frente à casa e dirigiram em direção ao colégio. Lá, os irmãos Salvatore já estavam à sua espera. Seguiram para suas classes, mas estava encontrando dificuldades de se concentrar. Por isso, resolveu compartilhar com Damon a sua inquietação.
"Ontem havia um homem olhando a nossa casa, acha que pode ser algum ladrão?"

Perguntou no bilhete que deixou na mesa do garoto disfarçadamente.
"Como ele era?"

Foi a simples resposta que conseguiu em uma caligrafia impecável. Tinha vezes que se sentia envergonhada pela sua letra ser horrível perto da do namorado.
"Não sei, estava escuro, mas parecia meio velho."

Respondeu e suspirou.
"Não deve ser nada, fique tranquila :)"

Sorriu com a resposta e olhou de esguelha para Damon que mantinha um sorriso simpático no rosto.
O dia seguiu tranquilamente e depois do sinal avisando mais um término de aula, os quatro enfrentaram a multidão de alunos para chegarem logo ao estacionamento. Como de costume, os carros estavam lado a lado. Despediram-se, concordando em se encontrarem antes do jantar e seguiram cada um para sua casa.
- comentou com você algo sobre ? - Damon perguntou enquanto mantinha os olhos na rua para dirigir.
- Só que ela disse sobre alguém as estar espionando. - Stefan disse e depois se virou para o irmão. - Por quê? Acha que...
- Não sei, é melhor ficar de olho, não deve ser coincidência. - Damon disse sério e eles finalmente estacionaram em frente à grande casa.
Já eram quase quatro horas quando e saíram na varanda da casa aproveitando que estava abafado e o sol começava a se esconder entre nuvens um pouco escuras. A mais nova havia novamente visto o mesmo homem da noite anterior, mas relevou ao perceber que ele apenas limpava o jardim de sua casa, talvez na noite anterior estivesse avaliando o que teria de fazer naquele dia. Sentou-se na escada em frente à casa e logo pôde ver Stefan e Damon sorrindo para as duas enquanto se aproximavam.
- Vocês demoraram. - Stefan disse brincando.
- Não temos culpa se tudo é tão fácil para você. - choramingou o abraçando.
- Na verdade ainda tive que ajudar Damon. - Stefan arqueou a sobrancelha, desafiador.
- Dá um tempo. - Damon mostrou-lhe a língua e riu baixinho. - É mentira dele. - justificou-se fazendo pose de garanhão. riu.
- Acho que vai chover. - observou o céu enquanto algumas rajadas de vento eventualmente os atingia.
- É, por isso passamos aqui rapidamente. - Damon a abraçou pela cintura e, juntos, olhavam o céu já cinzento.
- Não querem curtir a tempestade junto conosco? - fez manha e Stefan deu um risinho.
- Desculpe amor, já temos planos para essa noite, sabe, coisa de irmão! - piscou para a garota que na hora entendeu. , por outro lado, sorriu sem emoção ao não perceber o que estava acontecendo.
- Bem, acho que já está na hora de irmos. - Damon se pronunciou levantando e puxando consigo. - Se você ficar com muito medo, é só me ligar ok? - sussurrou no ouvido da amada que corou levemente enquanto concordava.
- Até mais garotas. - acenaram depois de devidamente se despedirem das meninas e seguiram de volta à casa.
- Algum sinal daquele homem? - Stefan perguntou quando já estavam dentro da casa.
- Fiquei observando a tarde toda, mas o velho só estava mexendo no jardim. - o mais velho rolou os olhos.
- Fora da lista então? - o garoto sentou-se no sofá, à vontade.
- Eu não diria isso, mas é, por enquanto sim. - Damon o acompanhou abrindo a maleta que estava na mesinha de centro. Bolsas e bolsas de sangue estavam lá dentro e os dois sorriram animados antes de darem início ao banquete.
e resolveram seguir para o quintal dos fundos recolher algumas roupas que secavam no varal antes que a chuva fizesse o favor de molhá-las. Riam e conversavam sobre o dia no colégio enquanto ao longe ainda podia-se ver, em uma parte do céu sem nuvens, o sol se pondo, deixando o céu parcialmente alaranjado. Aquilo era lindo de se ver, tanto que as irmãs deixaram os cestos lotados de roupas dobradas logo na saída dos fundos para voltar e poder olhar o jogo de cores que o céu oferecia naquela tarde. O mesmo homem estava lá quando desceu seu olhar o que a fez se assustar um pouco.
- Algum problema? - tocou-lhe o braço levemente quando percebeu a estranheza estampada no rosto da irmã. Ela apenas negou e continuou em silêncio. - Nossa, essas nuvens têm formas muito engraçadas. - a mais velha apontou e começou a rir.
- É mesmo, parece até... - mas a menina não conseguiu terminar, começou a rir também ao que deixava sua imaginação aflorar. Diversas formas davam às nuvens aspectos engraçados, fofos, estranhos e até mesmo assustadores. Mas a alegria emanava das irmãs e isso as fazia com que continuassem a rir sem parar, se contorcendo e enxugando as lágrimas que seus olhos expeliam de tanta diversão.
Um disparo cortou a tranquilidade do céu, ao ouvi-lo, perceberam que havia vindo de alguma parte perto da casa. olhou para o céu novamente, na esperança de ver algum pássaro caindo morto ou, pelo menos, ferido. Mas o silêncio da irmã que, há pouco ria, lhe chamou a atenção. Sem poder imaginar, estava estirada na grama com o ombro sangrando. Ela mal conseguia se mexer, mas chamava pela irmã com a voz fraca.
- , tire isso, pelo amor de Deus, ai! - gemeu a garota e a irmã não se demorou a realizar o pedido. Ajoelhou-se ao seu lado e com receio puxou o projétil que se alojara em seu ombro. Não era uma bala qualquer, a ponta reluzia por entre o sangue, prateada. Jogando a bala para longe, estendeu a mão para que a irmã a pegasse e, assim, pudesse se levantar, mas outro disparo a deixou estupefata. Na verdade, não havia palavras que descrevessem o que ela sentia, uma dor imensa se alojara próxima ao seu quadril, fazendo-a cair pesadamente de encontro ao chão. ergueu-se rapidamente e antes que qualquer coisa pudesse ser dita ela já estava do outro lado do quintal, tentando evitar ao máximo o cheiro de sangue que brotava da irmã mais nova, ferida.
- Eu vou buscar ajuda. - sussurrou o suficiente para que a irmã ouvisse e então deixou a casa. Partia-lhe o coração deixá-la naquele estado, mas não havia outra opção.
Quando chegou à casa dos Salvatore, lágrimas inundavam seus olhos assustados e um nó na garganta a impedia de gritar desesperada. Stefan abriu a porta quando um raio rasgou o céu, iluminando a rua já escura.
- O que aconteceu? - abriu seus braços para receber aos prantos.
- Atiraram nela Stefan, na ! - disse abafado, mas o garoto não havia desviado os olhos de sua camiseta ensanguentada.
- Quem, ? - Stefan perguntou firme, tentando manter a calma enquanto segurava o rosto de entre as mãos.
- Eu não sei, foi tudo tão rápido, em um momento era eu e depois foi ela. Stefan, eu não pude, eu não... - soluçou forte chamando a atenção de Damon que não estava muito longe.
- O que aconteceu? - foi a vez do outro irmão perguntar.
- Atiraram nas duas, eu acho que eles já sabem de...DAMON, NÃO! - mas já era tarde demais, o garoto corria em direção à rua, nervoso. Mal conseguia perceber, mas enquanto atravessava o asfalto, não era uma corrida sobre-humana, era uma corrida simplesmente... humana. Podia sentir os pingos de chuva lentamente tocarem-lhe o rosto enquanto a paisagem ao seu redor parecia em câmera lenta.
Pulou o pequeno cercado que delimitava o quintal dos fundos e prendeu a respiração. Não que esta fosse necessária, mas precisava prevenir. Encontrou deitada de lado, com a mão vermelha enquanto pressionava o que parecia ser onde o tiro havia acertado. Pelo barulho que seu corpo fazia, havia perfurado algum órgão e ela estava sofrendo hemorragia interna. Seus lábios pronunciavam gemidos baixos, mas que demonstravam sua dor e o desespero por estar sentindo tudo aquilo. Damon jogou-se ao seu lado e colocou sua mão sobre a dela, ajudando a fazer pressão sobre o ferimento. mal conseguiu olhá-lo já que estava escuro, mas o garoto levantou-lhe a cabeça e tentou sorrir, em vão.
- Vai ficar tudo bem. - sussurrou ele e sorriu fraco, engolindo um gemido de dor. Um momento de silêncio os circundou.
- Está com medo, Damon? - pronunciou ela com a voz rouca e um soluço desprendeu-se de sua garganta.
- Não, minha linda. - disse. Por um momento passou por sua cabeça que poderia salvá-la, bastava lhe dar do seu sangue e tudo ficaria bem em questão de segundos. Mas aí tudo iria por água abaixo e ela poderia questionar depois. Ele estava sem muitas opções.
- Eu estou. - segredou a mais nova em tom de desabafo. Parecia frustrada acima de tudo. Damon riu fraco e a puxou para mais perto de si, os pingos de chuva tornavam-se cada vez mais grossos.
- Não fique, eu estou aqui. - disse baixinho e a dor pareceu voltar a tomar conta da menina, pois ela não conseguia parar de suspirar e deixar que seu corpo definhasse lentamente com a dor.

- O que vai fazer? - perguntou logo depois que Damon sumiu da vista dos dois. Stefan havia caminhado rapidamente até o telefone.
- Ligar para a emergência, com Damon lá, pode não ter muito tempo. - a declaração do namorado a fez tremer dos pés a cabeça, mas ficou calada enquanto o ouvia pedir socorro. - Você está bem mesmo? - perguntou o mais velho logo depois de ter desligado o telefone.
- Estou, pedi para a , - voltou a chorar quando pronunciou o nome da irmã. - ela tirou a bala de mim. - Stefan a abraçou apoiando seu queixo sobre a cabeça de .
- Ela vai ficar bem. - disse baixinho enquanto a garota voltava a chorar copiosamente. Ficaram em silêncio até ouvirem a ambulância chegar, então, correram para a janela para tentar ver alguma coisa.

- Eles chegaram, fique calma. - Damon disse enquanto a ambulância estacionava em frente à casa. - AQUI! - gritou e logo pôde ver duas pessoas carregando uma maca.
- O que aconteceu? - o mais novo dos paramédicos perguntou enquanto preparavam a maca para transportar .
- Um tiro, ainda não sabemos quem foi, mas a bala se alojou no rim esquerdo e está causando hemorragia. - Damon explicou tirando a mão de cima da namorada ao que o outro paramédico disse que já estava sob controle. O mais novo o olhou cético.
- Como sabe disso?
- Meu pai foi médico. - normalmente Damon responderia com desdém, mas ali, naquele momento, nada mais importava do que .
- Certo, vamos removê-la e preciso que liguem para o hospital pedindo uma sala de cirurgia pronta. - o mais velho disse ao mais novo que saiu correndo em direção à ambulância. - Obrigado meu jovem.
- Sem problemas. Eu só vou até minha casa chamar meu irmão e a irmã dela, estaremos lá em pouco tempo. - Damon disse, mas o segurou pelo braço. - Calma , nós estaremos lá quando acordar ok? Eu prometo. - beijou-lhe a testa e delicadamente tirou a mão da menina envolta em seu braço.
Colocaram na ambulância e saíram em disparada, chegando ao hospital o alvoroço se instalou ao redor da menina. Os dois que a haviam socorrido transmitiam seu paradeiro às enfermeiras que cuidavam do soro e de outros exames básicos. A sala de cirurgia foi a última coisa que viu enquanto a transportavam para a mesa, um pouco gelada. Uma máscara alcançou sua visão periférica e as palavras da enfermeira ecoaram em sua cabeça.
- Respire fundo, querida. - Então tudo ficou escuro e vazio.

Capítulo 22.

Damon fechou a porta de casa e já deu de cara com Stefan e , a última com os olhos encharcados. Não havia muito o que fazer, todos os três precisariam ficar distantes de , pelo menos naquela noite, enquanto sabiam que ela estaria recebendo sangue.
- Eles a levaram. - declarou o mais velho como se fosse necessário. Sentaram-se ao sofá e voltaram para as bolsas de sangue, bebendo-as automaticamente, sem realmente prestar atenção.
O silêncio pairava desconfortável, Stefan fazia carinho na namorada na esperança de que ela se acalmasse, mas ela não o faria tão cedo.
- Eu quero vê-la. - colocou a terceira bolsa de sangue finalizada na mesa e os irmãos a olharam.
- Fora de cogitação. - Stefan disse horrorizado, como se aquilo fosse a pior coisa do mundo.
- Pense bem Stefan, já estamos saciados. - Damon disse cauteloso. - Eu prometi a que estaríamos lá quando acordasse.
- Você o que? - Stefan o fuzilou.
- Não me olhe assim, você teria feito a mesma coisa se fosse a no lugar dela. - acusou o moreno e o olhou esperançosa. Stefan suspirou.
- Pela manhã, pela manhã eu prometo que estaremos lá. - passou a mão no rosto enquanto ainda se acostumava com a loucura que acabara de dizer.

A cirurgia ocorreu sem maiores problemas, dormiu a noite inteira sob efeito de morfina e estava recuperando o sangue perdido aos poucos. No dia seguinte, entretanto, ao abrir os olhos na manhã que nascia do lado de fora, seus olhos não encontraram os do namorado, muito menos os da irmã e os do cunhado. Na verdade não havia ninguém naquele quarto, exceto por um homem, vestindo uma camisa listrada de botões que a barriga fazia questão de salientá-los, uma calça social já um pouco surrada e nas mãos um chapéu o qual ele balançava inquieto.
- Você é o cara do jardim. - nem precisou perguntar quem era, quando o homem levantou o rosto em sua direção ela imediatamente o reconhecera. - O que faz aqui? - franziu a testa, confusa. Se sua família não estava ali para acolhê-la, então por que ele estaria?
- Eu sinto muito por ter atirado em você. - o senhor de pele negra, mas barba grisalha disse.
- Mas... por quê? - quis saber. E se aquilo fosse uma ilusão?
- Precisava ter certeza de que você não era uma deles. - disse o homem se aproximando da cama.
- Um deles quem? - perguntou confusa.
- Senhorita, desde que sua irmã saiu com um dos Salvatore você não notou nada de estranho nela? - ele puxou uma cadeira para se sentar ao lado da menina. Definitivamente não era uma ilusão.
- Sim, mas ela só tem se descontrolado um pouco, sempre foi assim, imprevisível. - mantinha a testa enrugada.
- Ela tentou te machucar alguma vez? - Ele parecia um policial, talvez fosse, mas um aposentado, pensou ela.
- Não... - disse convicta, mas na sua cabeça não estava 100% certa sobre isso.
- , sua irmã não é mais a mesma. - aquilo não fora uma pergunta. - Damon e Stefan Salvatore habitaram Baltimore há muitos anos atrás. - disse o homem cauteloso.
- Sim, eles cresceram aqui. - concordou com o fato, mas ele negou com a cabeça.
- Estou falando de um outro século, senhorita. - os olhos da menina se arregalaram, estava voltando a se parecer com uma ilusão.
- Não, isso é, isso é impossível, eles não têm mais de cem anos. - lembrou-se de Damon e da juventude de seu rosto.
- Porque eles atravessaram o tempo, o confundiram. - o senhor disse. - , eles são imortais. - a menina segurou o riso, se não fosse pela morfina que a estava deixando um pouco grogue, tinha certeza de que teria rido.
- Como disse? - piscou várias vezes para que a imagem sumisse de seu pensamento.
- Nunca os viu com um animal no quintal, cheiro de sangue na casa, nunca viu nada assim?
- Teve uma vez...não, disse que eles estavam com uma gazela no quintal. Mas, ah, foi para se alimentarem.
- Sim, sim, foi para se alimentarem, mas não comendo a carne do animal...
- Como se alimentaram então? - fez uma cara cética, nenhum ser humano se alimentaria de um animal se não fosse pela carne.
- Sangue. - engoliu seco. Ela estava realmente ouvindo aquilo?
- Não, o senhor deve estar imaginando coisas, não se pode beber o sangue de um animal, isso é, isso é nojento. - colocou a língua para fora em sinal de nojo.
- , por favor, você tem que acreditar. Você corre grande perigo. - aquilo parecia um típico trailer de cinema, incrivelmente patético e previsível, pensava a menina novamente.
- Olha, eu não posso acreditar em tal absurdo. Vampiros não existem. - balançava sua cabeça enquanto franzia a testa.
- Você não está mais em Seattle, . - ele soara como seu pai, estava a assustando de certa forma.
- Eu sei que não e nem por isso vou acreditar que vampiros existem.
- Por que você acha que não vieram te visitar até agora? - o senhor pareceu se alterar com sua teimosia. - Hein? Por que ninguém foi te socorrer quando eu atirei em você? Tudo o que sua irmã fez foi se afastar, não foi? E você realmente quer saber o motivo por ainda estar sozinha? - sentia que poderia chorar naquele momento, o que o homem estava falando era verdade. Por quais motivos ela ainda estaria sozinha ali? - É esse o motivo. - ele deu um peteleco na bolsa de sangue que ainda estava pendurada ao lado do soro. - Eles não conseguem se controlar, ainda mais sua irmã que é a mais nova deles. , eu vim aqui te avisar porque sei que era o mínimo depois de ter atirado em você. - ele a olhou com o olhar suplicante.
- Ok, ok, - ela disse rapidamente. - o que o senhor quer que eu faça agora? Não vai me deixar sozinha com três vampiros, vai? - se apavorou, talvez morfina não tivesse sido uma ideia tão boa assim afinal de contas. Pensava que poderia estar surtando sozinha naquele quarto.
- Infelizmente vou ter que deixá-la. Embora você seja humana, você também é muito querida por eles.
- Então por que o senhor disse que eu corro perigo? - a menina estava completamente confusa.
- Por causa da bolsa de sangue! - ele disse como se fosse óbvio. - Vampiros são muito imprevisíveis, . Quando eles vierem até aqui eu já terei partido, mas só preciso que faça uma coisa...
- Claro, qualquer coisa ao meu alcance.
- Se cuide. - ele disse e ela arregalou os olhos.
- Só isso?
- Vai perceber que é mais do que parece. - ele se levantou e foi-se embora. estremeceu, agora seria apenas ela e os três vampiros.

- Vamos Stefan, já demoramos demais! - choramingava puxando o namorado do sofá.
- , espere, Damon ainda não está pronto. - Stefan disse como uma maneira de adiar ainda mais sua visita ao hospital. Damon apareceu rapidamente na sala para sua infelicidade e para o entusiasmo de .
- Ele já está aqui, agora vamos! - disse a garota pela milésima vez e Stefan bufou, parecia que não tinha mais escapatória.
Todos entraram no carro e seguiram em direção ao hospital. Chegando lá, a frieza com que foram tratados na recepção por uma das enfermeiras deixou furiosa, mal sabia ela que o "show de sutilezas" estava apenas começando.
- Quanto 13-B, é este aqui. - apontou a pequena plaquinha no meio da porta e bateu de leve enquanto girava a maçaneta. estava serena deitada sobre a cama, olhando um ponto fixo na parede. - Hey , chegamos. - abriu o restante da porta, entrando no quarto sendo seguida por Stefan e Damon.
- Nossa , você parece muito bem. - a acidez nas palavras de pegou a todos de surpresa. - Quando foi que se curou? - a garota agora encarava a irmã que lentamente desfazia seu sorriso aliviado, transformando a expressão em confusa. - Porque, até onde eu sei e sinto, o estrago foi ontem à noite. - uma de suas sobrancelhas se arqueou. – RESPONDA , MAS QUE DROGA! - gritou a menina, assustando aos três que se mantinham em silêncio.
- Stefan fez um curativo em mim. - justificou a primeira coisa que veio em mente.
- Ah é? Pois então me mostre. - sua cabeça se levantou apontando para o ombro onde a menina havia sido atingida. tremeu e Stefan a abraçou por trás, colocando cada uma das suas mãos sobre os braços da menina. - Me mostre . - disse fria e dura, cada palavra entrecortada. Sem saída, abaixou a manga da blusa onde o ombro apareceu, completamente liso. A garota abaixou a cabeça, envergonhada, Stefan e Damon ainda observavam , confusos. - Bala de prata não é? - começou a rir o que causou ainda maior estranhamento nos três.
- Você está bem? - Damon se aproximou cauteloso, sentando-se na beira da cama. o acompanhou com o olhar, estava olhando bem no fundo de seus olhos.
- Se eu mentir, tudo bem? - sorriu a menina e Damon franziu as sobrancelhas. - Porque é o que vocês têm feito comigo esse tempo todo, certo? - olhou para Stefan e , como se esperasse um coro afirmativo. Pelo silêncio que se instalou, bufou.
- , olha... - Stefan se pronunciou, mas foi cortado pela mais nova.
- Não, quem vai "olhar" aqui são vocês. - disse determinada e raivosa. - Eu descobri tudo e estou muito decepcionada. - olhava cada um dos presentes nos olhos, fazendo com que eles se sentissem realmente mal.
- E o que você descobriu? - pelo desdém na voz de Damon, Stefan ficou alerta. Coisa boa não poderia vir em seguida.
- Vampiros, é o que vocês são. - contrapôs no mesmo tom, a expressão de Damon rapidamente tornou-se incrédula, então ela já sabia?! - Acharam realmente que poderiam me enganar? - seus olhos se cerraram, o silêncio que partia de e Stefan era praticamente mórbido.
- Nós íamos te contar. - respondeu a irmã mais velha com a voz chorosa. - Só não queria que você se assustasse e me repelisse pelo o que eu me tornei. - murmurou a garota, mas a risada sarcástica de tomou o quarto. - Sinto muito. - sussurrou e a mais nova parou de súbito.
- Sente? - sua voz saiu num tom incrédulo, mas ao mesmo tempo irônico. - Vocês estão mortos, não sentem é nada. Nem sei como podem se amar, são seres mortos, sem alma e sem coração. - acusou a menina em um jorro de palavras. Damon cerrou o punho e Stefan ficou ainda mais alerta. Era melhor que parasse de falar. - O que é o amor para vocês? Eu digo o que é, não passa de sede, dessa superficialidade toda que vocês s... - mas seu discurso acusatório foi interrompido pelos dedos largos de Damon que se fechavam ao redor de sua garganta.
- DAMON! - gritou ao que via a irmã começar a sufocar lentamente. - Solte-a! - suas mãos fecharam-se ao redor dos ombros largos do menino, tentando puxá-lo, em vão.
- Damon pare com isso, ela não é como nós. - Stefan pôs-se do outro lado de na cama, onde podia ver o irmão. Seus olhos enchiam-se d'água enquanto ele apertava cada vez mais o fraco e frágil pescoço humano de .
- Tudo o que eu disse para você, - começou o moreno, a voz trêmula e desesperada. - tudo o que passamos juntos, - seus olhos lacrimejavam e atraíam a atenção de que naquele momento perdia a cor. saiu em disparada do quarto em busca de ajuda. - eu nunca menti sobre isso , eu te amo. - apertou os olhos deixando que mais lágrimas caíssem. Sentiu as fortes mãos do irmão ao redor do seu pescoço e então suas mãos se afrouxaram ao redor do de .
- Você a está matando, Damon, isso não é amor. - disse com a voz esforçada, visto que fazia grande força para imobilizar o irmão.
- Aqui, ela está sufocando. - ouviram dizer desesperadamente e rapidamente se recompuseram. No quarto entraram duas enfermeiras aturdidas, mas tudo o que viram foi sufocando...sozinha.

Capítulo 23.

Depois de estabilizarem , deram-lhe um pouco mais de morfina para que se acalmasse e deixaram o quarto. ficou em silêncio, ainda se acalmando, enquanto observava a irmã.
- ... - sua boca pronunciou, vacilante.
- Eu não quero ouvir. - protestou a garota franzindo a testa. - Vai embora. - completou virando o rosto para o lado oposto ao que a irmã estava.
- Está bem, me ligue se precisar de algo. - e sem mais nada a dizer, deu as costas e foi embora. Ao pisar do lado de fora, Stefan e Damon se juntaram a ela, seguindo para a vaga onde haviam estacionado. - Qual é o seu problema? - de repente a garota jogou Damon contra o asfalto. Stefan olhou em volta para ver se havia alguém para testemunhar aquilo.
- Tudo bem, Stefan já deu o sermão dele, não preciso do seu também. - Damon disse sarcástico, levantando-se e arrumando a camisa.
- Se alguma coisa acontecer com ela, - ela apontou para a porta do hospital. - eu vou me certificar de que se arrependa disso pela eternidade porque nem morrer eu vou deixar que você morra. - e ela virou-se para entrar no carro, mas não sem antes bater a porta no nariz do moreno, que gemeu em protesto. Dirigiram de volta para casa em silêncio enquanto passava a tarde aos prantos, sozinha, no hospital.

Dois dias depois e ela recebia alta do hospital, pediu que lhe chamassem um táxi e seguiu para casa, tentando pensar o mínimo possível no que encontraria ao chegar lá. Procurava se distrair com a paisagem, mas a proximidade com a casa já estava deixando tudo mais difícil. Desceu do carro quando o motorista disse que o hospital havia pagado a corrida até lá e agradeceu antes de entrar em casa. Subiu as escadas direto e foi para debaixo do chuveiro, não queria ouvir, não queria falar, não queria ver ninguém que poderia estar ali naquele momento.
Enrolou a tolha nos cabelos e saiu para escolher uma roupa qualquer, pegou um jeans um pouco velho, uma camiseta branca básica e um casaquinho cinza por cima. Ia aproveitar que os pontos não a incomodavam tanto como imaginava que seria e iria andar por aí. Abriu a porta do quarto e começou a descer as escadas, quando tocou a maçaneta, entretanto, sua paz foi interrompida por um fio de voz.
- Aonde vai? - virou-se e deu de cara com a irmã. - Tem uma tempestade a caminho e você acabou de deixar o hospital, você não vai a lugar algum. - cruzou os braços ao que pôde ver Stefan sentado no sofá da sala.
- Uh, que medo. - ela virou-se novamente, mas não pôde abrir a porta, a mão da irmã a impedia. - Me deixa sair. - virou-se e empurrou a irmã pelos ombros. Stefan se levantou do sofá. - Não venha usar seus poderes paranormais pra cima de mim agora. - a olhou de cima a baixo com desdém e deu-lhe as costas. Do lado de fora, o vento soprava forte trazendo as nuvens de tempestade, mas ela não se importou. Começou a andar em direção à floresta.
- Calma , um dia ela vai te perdoar. - Stefan esfregou os braços da namorada, reconfortante ao que ela começou a chorar.
- Não Stefan, ela não vai. Eu perdi tudo da , confiança, respeito, amor. Tudo. - abraçou o garoto, que apenas suspirou.
- Acho que devemos ir atrás dela. - disse baixo e calou-se. Stefan saberia o que e quando fazer, ela só tinha que ouvi-lo.
A chuva começou a cair e já estava próxima à floresta, nem havia percebido, mas havia andado um bocado, colocou o capuz de seu casaco e continuou a andar. Ouvir a chuva no meio da floresta era, de certa forma, engraçado, em cada lugar que a água caía produzia um som diferente. Fosse o chão forrado de folhas, ou os galhos mais próximos ao chão, tudo deixava a menina relaxada e ao mesmo tempo preocupada.
Um barulho de galho se partindo a fez parar no meio da mata, a chuva continuava a cair ao seu redor, atrapalhando um pouco sua visão, já que parte do seu cabelo escorria próximo de seus olhos. Girou 360 graus em busca de algo que considerasse suspeito, mas nada viu então seguiu seu caminho sem rumo. Novamente o mesmo barulho, seus olhos percorreram mais uma vez por entre as árvores e nada viram. Quando seu corpo girou, entretanto não houve tempo para observar o resto da floresta ao seu redor, um golpe forte na cabeça, vindo de trás, a nocauteou de imediato e tudo escureceu à sua volta.

- Você a deixou sair sozinha? - Damon gritava com enquanto eles se preparavam para enfrentar a forte chuva que caía do lado de fora.
- Não venha me culpar agora, Damon. - o empurrava com o dedo para se afastar dela. - Todos nós nos importamos com ela e falhamos. - disse por fim antes de entrarem mais uma vez no carro, onde o clima ficou tenso.
- Alguma ideia de onde ela foi? - Stefan disse enquanto dirigia atentamente pelas ruas até chegar à estrada.
- Provavelmente a floresta, ela está bem irritada. - Damon sugeriu dando de ombros e não pensou duas vezes antes de concordar com o garoto, ela sabia que quando a irmã estava irritada, gostava de deixar todos à sua volta, irritados e preocupados.
Infelizmente, Stefan não podia correr muito pela estrada para evitar o risco do carro aquaplanar, embora eles não morressem, poderiam matar outras pessoas, então não havia saída. estava impaciente no banco do passageiro, mas Stefan procurava acalmá-la colocando sua mão sobre a coxa da menina e fazendo carinho de tempos em tempos. Onde, diabos, estaria sua irmã?
Com a pick-up dos Salvatore, o mais novo manobrava o quanto podia para poder adentrar a floresta sem atolar, já havia perdido as contas de quanto tempo fazia que estavam naquela busca sem chegar a lugar algum e a chuva também parecia não querer facilitar. Mais alguns quilômetros adentro e nada parecia mudar, chegaram até a concordar que andavam em círculos e o melhor seria voltar para casa e esperar por .
Fazendo a última curva para voltar por onde haviam vindo, Stefan deparou-se com algo um pouco mais à frente na estrada, acelerou o limpador de pára-brisas para que pudesse ter uma visão melhor, mas de nada adiantou.
- Fiquem aqui, eu vou ver o que é. - ele soltou o cinto e abriu a porta colocando o capuz do casaco sobre a cabeça. Aproximou-se lentamente e finalmente pôde perceber que era um corpo, estava inteirinho vestido de preto e parecia desacordado há algum tempo.
- Acha que é o que? - perguntou, tensa, Damon revirou os olhos.
- Tomara que seja o corpo da sua irmã. - o moreno respondeu e levou um soco na maçã do rosto.
- Cala a boca. - gritou a menina com lágrimas nos olhos, voltou a olhar para frente e a respiração parou quando viu Stefan cair no chão, desacordado. - Oh meu Deus! - ela soltou o cinto, mas Damon a impediu de abrir a porta.
- Fique quieta, eu vou lá ver o que aconteceu. - disse determinado e abriu a porta do carro. Quando ele já estava quase próximo ao capô, também saiu do carro, mas ficou atrás da porta, esperando tensa. Queria correr até Stefan e abraçá-lo, perguntar o que estava errado. Damon parou na metade do caminho, também caindo desacordado e abafou um grito, entrando desesperada de volta no carro. Lá dentro, permaneceu em silêncio, a respiração descompassada e o silêncio agourento. Stefan e Damon permaneciam imóveis no chão, mas o corpo que eles haviam visto primeiramente não estava mais lá. Isso a deixou ainda mais nervosa e sem saber o que fazer, não conseguia comunicar-se com nenhum dos dois por pensamento e tinha medo de sair lá fora. A janela se estilhaçando do seu lado foi a última coisa da qual ela se lembraria, pois no segundo seguinte caía desacordada, tombando para o lado, no carro.

Ferro. Ferrugem. Era o cheiro que sentia quando recobrou a consciência no primeiro momento, ainda não havia aberto os olhos, estava com medo de ter sido pega e drogada, como naqueles filmes estilo Jogos Mortais, onde você estava consciente, mas não sentia seu corpo. Mas quando conseguiu mexer as mãos, então sorriu um pouco aliviada, um pouco, porque as sentia presas a alguma coisa. Então finalmente abriu os olhos lentamente, sua visão estava um pouco embaçada, mas nada que algumas piscadas não resolvessem.
Estava em um porão, onde pequenas janelas no alto das paredes enviavam o pouco de iluminação que o dia de chuva oferecia, havia poucas coisas ali, como se o local tivesse sido preparado para alguma coisa. Movimentou levemente a cabeça para a direita e a mesma latejou, o modo como havia desmaiado não tinha sido dos melhores, entretanto essa não era a maior de suas preocupações. Em um canto, próximo à iluminação de uma das janelas, havia mais três outros corpos que ela, forçando um pouco a vista, identificou como sendo , Damon e Stefan. Seus lábios se abriram, prontos para chamar por eles em socorro, mas uma voz a interrompeu.
- Se eu fosse você, não faria isso. - sua cabeça virou rapidamente para o lado oposto e a visão deu uma leve vacilada, maldita paulada na cabeça.
- Quem é você? O que estamos fazendo aqui? - ela disse, os lábios tremendo trouxeram o líquido que escorria por seu rosto até a boca. Ela passou a língua de leve para poder analisar e arregalou os olhos, direcionando-os para baixo. Sangue. Estava ensopada de sangue, toda a sua roupa estava vermelha e havia uma poça ao redor dela. Uma cadeira a mantinha sentada e presa ao mesmo tempo, sua expressão contorceu-se em nojo e a voz novamente interrompeu seus pensamentos.
- Está vendo? Se os chamar você morre. Embora eu não ache que tenha muito tempo, daqui a pouco eles vão acordar.
- O que fez com eles? - ela intercalava seus olhos entre os entes queridos e a escuridão, completamente confusa.
- Dardos de verbena, nada demais.
- E o que eu tenho a ver com isso? – protestou; no momento a raiva tomava conta de seu corpo, se era por causa dos três que estava ali, eles pagariam caro por isso.
- Você só estava no lugar certo, na hora certa, imagina o que a cidade dirá quando tivermos uma vítima de mais um ataque de vampiros? - a voz pareceu entusiasmada por um momento. Houve agitação no fundo do porão, se desesperou.
- O que? Não, eles não farão isso, eles...eles gostam de mim. - gaguejou olhando para os três que se mexiam aos poucos.
- Mas o instinto fala mais forte. - sussurrou e então ela ouviu a porta bater, o que acabou por despertar Damon, e Stefan quase que imediatamente. prendeu a respiração.
- ? - Stefan balbuciou, a voz fraca e arrastada. - O que...? - rapidamente ele ficou alerta, o cheiro era incrível, e só ele sabia o quanto o efeito da verbena os deixava ainda mais famintos.
- Fiquem longe de mim! - disse nervosa, tentando se soltar da cadeira, mas estava completamente atada à ela. Damon e se levantaram ao que Stefan já estava a alguns passos à frente. Os rostos sendo tomados por veias vermelhas e os olhos escurecendo, caninos crescendo causavam pânico na mais nova que tentava inutilmente mexer na cadeira. Não bastasse aquele cheiro horrível que fazia seu estômago revirar, a cabeça latejante e o medo devastador. Definitivamente tudo aquilo chacoalhava com naquele momento.
- Parem. - Stefan virou-se de frente para a namorada e o irmão, parecendo ter um breve momento de consciência. - Não percebem? É uma armadilha e não podemos machucar a . - segurou com mais força ao que ela insistia em avançar. - pare, é sua irmã! - olhou nos olhos da amada que ainda parecia possuída.
- Eu vou soltá-la, vocês dois procurem uma saída. - Damon disse, tentando manter o controle, mas estava muito difícil. Com ali, toda ensanguentada, parecia o banquete perfeito para qualquer vampiro, inclusive para ele.

Capítulo 24.

- Sai de perto de mim. - avisou enquanto Damon se aproximava pé ante pé.
- Não se mexa, você pode abrir os pontos. - o moreno avisou vendo que a menina se movimentava inquieta por detrás das cordas. - Está machucada? - Damon mantinha as duas mãos à frente de seu corpo, levantadas na altura da cintura, como se estivesse mostrando que estava controlado e que não atacaria.
- Não, é sangue de alguém. – franziu o rosto, enojada. Um sorrisinho brotou no canto dos lábios do mais velho, mas ele rapidamente se recompôs.
- Ok, eu vou te desamarrar. Fique calma e relaxe. - ele deu a volta na cadeira e agachou-se para começar a soltar a corda. Enquanto o fazia, ouvia seus grunhidos de resistência e tentava não sucumbir ao medo; Damon estava ali, lutando contra seu instinto, para salvá-la. É claro que ela não havia se esquecido de sua tentativa de matá-la, mas isso já era muito... bem, muito legal da parte dele.
- Vá embora, faça um favor a nós dois, me deixe viver. - murmurou ao começar a ouvir os palavrões que Damon soltava.
- Não é isso, a corda está cheia de verbena, não consigo tocar sem que me queime. - Damon estendeu as mãos em carne viva para que fechou os olhos, virando o rosto para o outro lado. - Mas eu não posso te deixar aqui. - suspirou voltando sua atenção às cordas.
- Isso não vai funcionar. - murmurou a garota fechando os olhos. Damon enrolou as mãos em sua própria camisa e, depois de longos minutos, conseguiu soltar os apertados nós que mantinham a garota sentada.
- Venha. - Damon abriu a porta olhando para todos os lados e depois voltou seu olhar para que se livrava das cordas. Levantou-se da cadeira, mas a dor latejante na cabeça fez com que seu corpo ficasse frágil por um momento, fazendo-a com que perdesse o equilíbrio. - Opa, te peguei, está tudo bem?
- Minha cabeça, a paulada... - gemeu enquanto tinha seu braço esquerdo passado por cima dos ombros de Damon.
- Consegue andar? - o moreno se preparava para pegá-la no colo, quando ela o impediu.
- Consigo, eu só, só preciso me estabilizar. - manteve os olhos fechados e respirou fundo.
- Ok, venha, eu te ajudo. - saíram pela porta que dava direto para a parte de fora, a chuva ainda caía levemente e eles resolveram pegar o caminho mais aberto na floresta que os rodeava.
mancava, apoiada a Damon, que a levava espreitando tudo à sua volta, para ter certeza de que não corriam mais perigo, mas com a sua falta momentânea de atenção por onde andavam, acabou por tropeçar em um galho e a sua força não foi suficiente para mantê-la, fazendo-a com que caísse no chão.
- Apenas me deixe. - suplicou a garota. - Vocês não vão suportar. - soltou um gemido de dor pela cabeça que parecia inchar cada vez mais.
- A chuva que pegamos praticamente já lavou a maior parte, não desista agora. - foi a vez de Damon pedir, abaixando-se ao lado de que estava com os olhos vermelhos. - Eu te carrego. - passou um de seus braços pelas costas da garota e com o outro por debaixo de seus joelhos dobrados e a levantou do chão.
- Por que isso tudo está acontecendo comigo? - foi a última coisa que pronunciou antes de desmaiar.
- Porque você está comigo. - o garoto sussurrou, trazendo-a para mais perto de si. Continuou andando rapidamente pela floresta e logo pôde avistar a pick-up de seu irmão.
- Eu fui horrível, Stefan! - surtava dentro do carro, sem conseguir se acalmar.
- É normal, , foi só o seu instinto. - Stefan esfregava as mãos, tentando parecer reconfortante, nos braços da namorada que não conseguia parar de gesticular.
- Quase a matei, não é justo! - escondeu seu rosto entre as mãos e então ouviram alguém se aproximar.
- Pronto, agora podemos ir. - Damon disse enquanto abria a porta do banco traseiro e entrava com ainda desacordada.
- Está maluco? Tire-a daqui! - gritou, aturdida, Damon arregalou os olhos antes de franzi-los novamente.
- Tirá-la daqui? Sua irmã foi banhada em sangue, acertada na cabeça e eu não tenho mais dúvidas de que seus pontos se abriram, ela TEM que ir para algum lugar seguro. - prendeu o cinto na menina e entrou logo em seguida, fechando a porta atrás de si. - Será que podemos? - perguntou impaciente para Stefan que concordou em silêncio, virando a chave na ignição.
- Quão mal ela está? - se arriscou a virar para o banco de trás, a irmã mais nova tinha a cabeça pendendo para o lado da janela, enquanto Damon verificava sua posição a todo momento.
- Eu não sei, ela desmaiou há algum tempo. - suspirou o garoto tirando uma mecha de cabelo que caía sobre o rosto da mais nova. - Mal consigo acreditar que tudo isso esteja acontecendo com ela.
- Vocês precisam conversar, esclarecer tudo isso. - Stefan olhou pelo retrovisor para o irmão. - Que tal um jantar, só você e a ? - sorriu e o olhou também.
- E quanto a nós? - fez bico e o Salvatore mais novo riu.
- Já tenho algo planejado para nós. - piscou para a garota. Damon apenas respirou fundo e continuou concentrado em , talvez aquilo desse certo.

só foi acordar quando, do lado de fora, já estava praticamente escuro, estava com outra roupa e deitada confortavelmente em sua cama. Vestia um short jeans e uma bata verde de alcinha. O cabelo estava levemente úmido, quem havia lhe dado banho? Provavelmente teria sido sua irmã, mas ela não conseguiria sozinha... Balançou levemente a cabeça com medo de que a dor lacerante voltasse com força total. Ela não voltou. , então, levantou-se da cama, arrumou o cabelo e abriu a porta para seguir para o andar de baixo. Desceu a escada com cuidado, segurando no corrimão e olhando degrau por degrau, com medo de cair. Não havia ninguém por perto, pelo menos, sua irmã ainda não havia dado as caras.
Quando já estava prestes a tocar o chão do hall, seu olhar focalizou a sala de jantar à sua direita e então pôde ver Damon, ajeitando uma mesa que ela não pôde deixar de notar que estava posta apenas para duas pessoas. O moreno vestia calça jeans, sapato preto combinando com o suéter da mesma cor que acabavam por destacar seus profundos olhos azuis. O cabelo estava levemente desajeitado, embora parecesse ter sido meticulosamente arrumado daquele jeito. O que estava acontecendo?
- Olá , como está se sentindo? - ele disse despertando a garota de seus pensamentos. Estava de costas ajeitando uma travessa fumegante, mas isso não a intimidou, ela já sabia o que ele era e, portanto, sabia de seus “poderes”.
- Bem melhor. - disse sutil, não poderia dar o braço a torcer, mesmo depois de tudo o que Damon havia feito por ela. Nada apagaria o seu erro.
- Sente-se, só faltam algumas coisinhas. - ele sorriu de boca fechada, procurando evitar contato com seus olhos.
- Onde estão os outros? - perguntou tentando parecer despreocupada, mas o nervosismo estava mais do que aparente em sua voz. Não queria ficar sozinha com ele.
- Stefan e ficaram lá em casa, eles tinham um programinha.
- Como beber sangue? - disse parecendo decepcionada.
- É, como isso. - novamente ele sorriu de boca fechada e adentrou a cozinha. A garota ficou parada em pé atrás de uma cadeira, mexendo no encosto da mesma.
- Oh, permita-me. - Damon largou a última travessa na mesa e puxou a cadeira para que se sentasse.
- Obrigada. - ela se sentou e puxou a cadeira para perto da mesa. Damon não demorou e sentou-se na cadeira ao seu lado, que ficava na ponta da mesa. - Por que está fazendo isso? - ao colocar o guardanapo no colo e tomar um gole de água, deixou escapar a pergunta entalada desde que vira o garoto preparando a mesa. O moreno a estava servindo, mas parou ao ouvir a pergunta.
- Pensei que, talvez, pudéssemos começar de novo, sabe, do começo. - ele entregou-lhe o prato com fettuccines ao molho branco. agradeceu.
- Muito bem. - limitou-se a dizer antes de começar a comer.

- Enfim sós. - Stefan segurou o rosto da namorada com as duas mãos e deu-lhe um selinho.
- Estou com medo do que seu irmão pode fazer Stefan. - desabafou enquanto o vampiro escolhia um DVD entre os muitos de sua coleção. Estavam no quarto dele, onde ficava claro a mistura de épocas pelas quais ele havia passado, em sua decoração.
- E por que isso? - o garoto riu e voltou a deitar-se na cama depois de fechar o aparelho de DVD. - Sabe que a iniciativa de Damon é pacifista. - beijou a testa da amada que o abraçou no tronco.
- É disso que eu tenho medo, de irritá-lo. - murmurou.
- Nós não deixaremos isso acontecer, eu prometo tá? Agora vamos assistir ao filme. - apagou as luzes deixando que apenas dois abajures ao lado da cama iluminassem o cômodo dando uma sensação confortável.

- Quer mais um pouco? - Damon ofereceu à a jarra de suco de uva. Havia ficado feliz em tirar um sorriso da menina quando fingira que aquilo era vinho.
- Não, estou bem. - dobrou uma das pernas, virando-se de lado no sofá onde estavam sentados. Damon tomou um gole e colocou o copo sobre a mesinha de centro. Respirou fundo e finalmente encontrou os olhos dela, da sua menina. - Por onde quer começar? - o clima estava tenso e isso, de certa forma, a incomodava. Parecia que eles haviam acabado de se conhecer, ao mesmo tempo em que parecia que ele sabia tudo dela e ela, nada dele.
- Pelo começo, sou Damon Salvatore. - o garoto estendeu-lhe a mão e a apertou, sorrindo tímida. - Sou do século dezenove e me tornei vampiro quando tinha 18 anos. - ele suspirou.
- E há quanto tempo você tem 18 anos? - ouvia tudo em silêncio, queria mesmo conhecê-lo, finalmente sentir que sabia tudo sobre ele.
- 170 anos. - ele a encarou, esperando por qualquer reação, mas a menina se manteve em silêncio. - Havia essa garota, Katherine, eu achava que ela gostava de mim, mas ela também fazia a mesma coisa com o meu irmão. Houve um tempo aqui em Baltimore, tempos muito obscuros, acabaram por queimar mais de quarenta vampiros em uma velha igreja, ficava perto da nossa casa na floresta. E ela foi junto. Naquela época, eu e meu irmão já havíamos sido transformados por ela e então passamos a viver por nossa conta. Eu, por ser o mais velho, tive de lidar com Stefan e ensinar a ele o que Katherine não havia tido tempo de ensinar. Só queria que ela não tivesse tido tempo de transformá-lo também. - praguejou Damon, mas procurou manter a voz controlada.
- Você não ficaria triste em ver seu irmão morrer e você continuar na mesma? - perguntou confusa.
- Qualquer coisa seria melhor do que essa condenação a que estamos submetidos. Não é fácil ser vampiro, . - gesticulou com as mãos. - Nem todas as vezes temos controle sobre nossas ações, mesmo depois de muitos anos de convivência com isso.
- Por isso você quase me matou. - ela resolveu se manifestar.
- É. - Damon concordou lentamente. - Quando somos provocados, nem sempre temos tempo de nos controlar. Porque quando se torna um vampiro, todos os seus sentidos, suas emoções, eles são intensificados em escalas inimagináveis.
- E isso não é bom? Digo, poder amar intensamente. - ela estava jogando na defensiva e Damon percebeu isso.
- Claro, mas quando se é rejeitado, as consequências também podem ser devastadoras. - ele sorriu sem graça lembrando-se rapidamente de Katherine. Ela havia sido uma das principais causas de sua vida desequilibrada. Mas agora ele precisava seguir em frente, o motivo para sua nova vida estava sentada bem a sua frente e ele estava tendo uma outra oportunidade para fazer com que as coisas dessem certo. Sem perceber, um sorriso habitou seus lábios e os de se abriram para soltar as palavras que balançariam com a calma do ambiente:
- Você...já matou alguém?

Capítulo 25.

Damon comprimiu os lábios e esfregou as mãos inquieto. Seria essa a resposta que acabaria de uma vez por todas com a oportunidade de se restabelecer com ?
- Já. - ele queria um buraco no chão para se esconder, mas precisava mostrar arrependimento e, não, indiferença quanto às mortes que havia provocado. Isso apenas pioraria a situação.
- Certo, eu não o culpo, foi para a sua sobrevivência. - respirou fundo e voltou a encarar o garoto, coisa que ela tinha parado de fazer quando soltara a última pergunta.
- Sinto muito. - Damon tocou-lhe a mão. - Eu não sou mais essa pessoa, eu só mato quando é necessário. - no momento em que terminou a frase se amaldiçoou por tê-la dito. Comprimiu o rosto e abriu um dos olhos esperando a explosão de . - Desculpe, eu não quis dizer isso.
- Você só mata outros vampiros, não é? - ela sorriu levemente e o garoto soltou todo o ar que havia prendido.
- Isso. - a garota soltou um risinho. - Apenas uma estaca no peito, nada demais. - deu de ombros.
- Deve ter sido difícil para você, todos esses anos matando vampiros, pessoas. - ela tocou o ombro de Damon que a olhou.
- Nem sempre é fácil, mas com o tempo você se acostuma, muda de rotina.
- Como beber sangue do hospital?
- Exatamente. Olha , - o moreno se aproximou da garota, sentando-se mais perto. - eu realmente queria ter te contado isso, fiquei com medo que você não acreditasse e me taxasse de louco. Só tem uma coisa pela qual eu sou louco. - tocou-lhe a bochecha direita e aproximou-se um pouco mais.
- Sangue? - ela sorriu, mas preferiu manter a distância entre eles.
- Certo, errei, duas coisas pelas quais sou louco. Sangue e você. - acompanhou o movimento dos olhos da menina que o analisava de ponta a ponta no rosto. Desde o queixo até a testa, não os mantendo muito em apenas uma parte, nem sequer nos lábios.
Os olhos de se cerraram e Damon aproveitou a deixa para juntar seus lábios aos dela. O beijo começou com um simples selinho demorado que, depois de pedida a passagem, abriu espaço para as línguas dos dois que se movimentavam em harmonia e lentamente.

- Aguenta mais um filme? - Stefan apoiou os pés na borda da cama e se espreguiçou.
- Ah, acho que não, que tal cozinharmos um pouco? - disse a garota animada.
- Você é uma vampira, não precisa nada mais do que sangue para se nutrir. - brincou o garoto beijando-a nos lábios.
- Deixa de ser estraga-prazeres, - fez bico e Stefan riu. - vamos fazer um bolo de chocolate vai. - levantou-se rapidamente da cama, puxando o garoto consigo.
- Sabe, eu nunca parei para pensar o porquê de termos ido parar naquele porão. - Stefan parou para pensar por um momento, enquanto pegava as vasilhas e lia a receita em silêncio.
- Pois é, nem eu. Também, nem tivemos a chance de conversar com a minha irmã sobre isso... - suspirou a mais velha. - Acha que ela ainda vai olhar na nossa cara?
- Tenho certeza que sim, Damon vai explicar tudo a ela e não há como não voltar atrás. - ele a segurou pela cintura, apoiando o queixo sobre seu ombro.
- Será que eles estão se entendendo? - perguntou a menina, esperançosa.
- Eu acho que sim, pelo menos até agora não ouvi nenhum barulho de vidro se quebrando.
- Que bom! - disse rindo. - Eu não seria a melhor pessoa a impedi-lo e muito menos você.
- É verdade, agora esse bolo sai ou não sai? - virou a jovem de frente para si e beijou-a nos lábios, descendo para seu pescoço.
- Pensando bem, isso pode esperar. - murmurou enquanto envolvia os ombros do namorado, procurando seus lábios com urgência.

estava por baixo de Damon no sofá, o garoto já havia tirado seu suéter e agora só havia uma camisa fina, branca, de gola em "V". Por outro lado, não havia nada de apressado na maneira como eles se beijavam, pelo contrário, ambos queriam que aquilo fosse o mais lento e detalhado possível, como se fosse a primeira vez. Damon desceu os lábios para o pescoço de e ela aproveitou para puxar levemente o cabelo do rapaz que já estava um pouco mais desarrumado, fechou os olhos e procurou respirar fundo. Precisava confiar no autocontrole dele.
- Damon...eu acho que não 'to pronta ainda. - ela disse ao que ele começara a descer ainda mais em direção ao seu ombro.
- Pronta para quê? - o garoto ofegou deitando sua cabeça na curva do pescoço de .
- Pronta para te perdoar. - suspirou com medo de sua reação. - Eu posso até te desculpar, mas ainda não é como um perdão.
- Tudo bem. - murmurou ele e levantou-se.
- Seu rosto... - franziu a testa ao deparar-se com as veias vermelhas saltando da área ao redor dos olhos do rapaz e os olhos negros, profundos. Damon virou-se rapidamente de costas, piscando os olhos com força para que voltassem ao normal, mas não estava fácil. - Não se esconda de mim, não quero mais nenhum segredo entre nós. - virou-o pelos ombros delicadamente e segurou no queixo de Damon, sua boca estava levemente aberta, dando para ver os caninos afiados. esfregou delicadamente seu nariz contra o dele, fechando os olhos e tocando-lhe os lábios, um selinho demorado. O moreno não pôde evitar o mal-estar em não poder se controlar e segurou nos dois lados da cabeça de , sobre seu cabelo, intensificando o beijo, nada da sua natureza o impediria de ser feliz.
- Preciso te contar uma coisa. - ele disse acariciando-a no cabelo, os rostos ainda próximos e as respirações chocando-se. - Quando você acordou na minha cama, um dia antes de ser baleada, eu havia manipulado a sua memória. - Damon fechou os olhos, rezando para que não se irritasse.
- Por quê? - a voz da menina tremeu e ele a sentiu se afastar, pegou-lhe na mão rapidamente, evitando que ela se distanciasse muito.
- Você irritou sua irmã, ela se descontrolou e eu e Stefan chegamos a tempo de afastá-la. Você estava tão assustada que eu fiz com que você dormisse. - abaixou a cabeça até poder observar sua própria perna, dobrada e apoiada no sofá.
- Só uma vez? - o olhou atentamente.
- Sim, eu não posso te manipular, é injusto e desonesto. - Damon começou a fazer círculos com o dedo indicador sobre o tecido do sofá, sem jeito. - Eu prometo que não vou mais machucar ninguém. - pegou uma das mãos de e olhou fundo em seus olhos. - A partir de agora, não vou mais beber sangue humano.
- O que está dizendo? - franziu a testa, confusa por sua mudança repentina. - Damon, você não pode fazer isso. - tocou-lhe instintivamente o rosto. - Faz parte do que você é, não pode negar agora.
- Se isso for preciso para que você confie em mim, eu o farei, eu sei me controlar . - seus olhos estavam assustados, mas determinados ao mesmo tempo. O azul os inundando deixava a menina na dúvida. Ele realmente faria aquilo por ela? Se arriscar de tal maneira?
- Damon...
- Por favor, me deixe mostrar o quanto eu te amo, eu não quero representar uma ameaça para você. Eu prometo que nada mais vai lhe acontecer a partir de agora. - tocou-lhe as bochechas rosadas e aproximou seus rostos. Damon grudou seus lábios nos de rapidamente para depois voltar a olhá-la.
- É melhor eu me deitar, hoje o dia foi agitado. - disse ela um pouco envergonhada.
- Ok, eu te acompanho até lá em cima.
Subiram até o quarto de em silêncio, enquanto Damon arrumava sua cama, ela escovava os dentes e colocava um pijama confortável. Despediram-se com um selinho e sorrisos tímidos e o garoto a deixou descansar. Não demorou muito para que pegasse no sono e divagasse pelo mundo dos sonhos.
O rapaz desceu e arrumou a sala de jantar, lavando a louça e deixando tudo como havia encontrado, em seguida, saiu em direção à sua casa.
Abriu a porta e pôde enxergar uma trilha de roupas saindo da cozinha e seguindo para a região dos quartos. Revirou os olhos e seguiu para a cozinha, ignorando a bagunça que ali havia. Chegou à geladeira e a abriu, entre bolsas de sangue e uma solitária garrafa de plástico no fundo do refrigerador, optou por pegar a garrafa, rindo levemente. Sabia que, normalmente, seria a última coisa a pegar naquele lugar. Fechou a porta girando a garrafa na mão e foi até o armário de copos. Pegou um de uísque e abriu a garrafa derramando um pouco de sangue, bebendo em seguida. Sabia que não seria a mesma coisa, mas se era por , então valeria à pena. Foi se deitar já imaginando que no dia seguinte se sentiria levemente fraco e com fome.

acordou com movimentação dentro de casa, em menos de cinco segundos ouviu bater à sua porta e em seguida atravessá-la, sua irmã.
- Vamos, hoje você volta à escola. - ela sorriu sem graça e a mais nova concordou em silêncio. Embora estivesse radiante pela noite que tivera com Stefan, não poderia se esquecer de que a sua relação com a irmã ainda não estava nos conformes.
Rapidamente as duas já se encontravam prontas e alimentadas, cada uma a sua maneira, e prontas para seguir ao colégio. Chegando lá, apenas Stefan estava parado ao lado do carro.
- Cadê o Damon? - perguntou percebendo a expressão confusa da irmã ao seu lado.
- Ele não estava se sentindo muito bem hoje, preferiu ficar em casa. - Stefan sorriu de boca fechada e abraçou pelos ombros. se sentiu mal, sabia que ele não conseguiria enfrentar o colégio sem beber o sangue apropriado. Seguiram para a aula sem mais delongas.
Os dias se passaram e Damon não aparecia no colégio mais, Stefan dizia que estava tudo bem, mas percebia que nada estava bem. Desde o começo ela havia achado aquela ideia absurda, mas como o moreno não a havia escutado, não sobravam muitas coisas que ela podia fazer. Pensando nisso, na troca de salas entre o terceiro e quarto horário ela seguiu diretamente para o estacionamento e pegou o mini cooper, já que estava em poder das chaves do veículo. Concluiu que precisava dizer a ele para que aquela loucura acabasse, estava mais do que claro que aquilo não estava funcionando para ambas as partes. Estacionou o carro rapidamente e apressou-se em entrar na casa, mesmo que sem bater.
- Damon? - olhou para o hall e, à esquerda, para a sala. Nenhum sinal do garoto. - Damon? - andou até a cozinha, depois voltou pelo corredor e resolveu analisar a sala novamente. Seus olhos preocupados circundaram a sala até pararem sobre um dos vitrais que havia ao lado da lareira, estava quebrado. Deu alguns passos, descendo os dois degraus que davam para a sala, havia cacos para todos os lados, mas parecia que ninguém havia entrado.
- ... - ouviu uma voz rouca e esforçada a chamar por detrás de um dos sofás. Andou apressadamente e tapou a boca, assustada ao ver Damon estirado no chão com uma estaca enorme cravada sobre o lado direito do peito.
- Damon. - ela choramingou agachando-se ao seu lado e tocou-lhe o rosto levemente ressecado. - Quem fez isso com você? - é claro que ela desconsiderava a tentativa do garoto de se mutilar, ainda mais com a janela quebrada. Alguém havia tentado matá-lo e provavelmente não estava de brincadeiras. Apertou a mão trêmula ao redor do pedaço de madeira e, tentando ignorar os gemidos dolorosos e roucos de Damon, puxou-a para fora. - Você precisa de sangue. - ela estava pronta para se levantar quando ele a pegou com uma das mãos.
- Não. - disse simplesmente a olhando. - Eu vou ficar bem. - sentou-se com dificuldade e tossiu.
- O que aconteceu aqui? - olhou ao seu redor e só então pôde perceber que havia móveis quebrados e estilhaços para todos os lados. Boa coisa é que não deveria ter sido.

Capítulo 26.

- Eu não sei, estava aqui na sala lendo qualquer coisa quando de repente a janela quebrou e um cara maluco empunhou uma arma. Não esperou nada e atirou, saindo dela uma estaca. Só que eu não consegui ser rápido o suficiente, mas pelo menos não me acertou no peito. - Damon abriu o buraco que havia feito em sua blusa preta para checar o ferimento que cicatrizava lentamente. Olhou para e sorriu fraco. - Não chore, eu estou bem. - tocou o rosto ainda pálido e assustado da menina que pegou em sua mão.
- Você precisa de sangue, pare com essa dieta louca. - suplicou ela, mas Damon apenas negou com a cabeça mantendo o rosto calmo.
- Eu estou bem, você precisa confiar em mim.
- Então por que você não está indo à escola? - desafiou .
- Me acostumar a uma nova dieta leva tempo, não se preocupe, logo eu estarei de volta.
- Damon, você ainda está sangrando. - esticou a mão em direção ao peito do garoto e ele riu.
- É normal, só demora mais um pouco para cicatrizar. , eu estou bem. - segurou no rosto da menina, enfático.
- Desculpe eu só, só fiquei preocupada. - enxugou as lágrimas que ainda escorriam.
- Mas obrigado, se você não tivesse chegado, sabe-se lá que horas Stefan iria me encontrar. - confessou.
- Não foi nada.
- Vem cá. - ele gesticulou com a mão, estendendo um dos braços para acolher . A menina não recusou e apoiou-se sobre seu ombro esquerdo. - Aqui não é mais seguro para nenhum de nós. - murmurou com o queixo apoiado no topo da cabeça da menina.
Ouviram um carro estacionar do lado de fora e as vozes de e Stefan se misturaram no momento em que entraram na casa.
- ? - disse procurando antes de encontrá-la na sala.
- O que aconteceu aqui Damon? - Stefan rapidamente se aproximou do irmão que estava encostado em uma das estantes de livro junto à .
- , - levantou a irmã do chão com cuidado. - não está ferida, está? - olhou-a de cima a baixo.
- Não, ele é quem está. - disse a menina olhando para Stefan.
- Eu já estou bem. - Damon pediu a ajuda de Stefan para se levantar e o fez, se apoiando à estante depois. - Um maluco entrou aqui em casa e atirou uma estaca em mim. Felizmente eu fui rápido para que acertasse do lado errado. Stefan, não estamos mais seguros aqui. - ele disse um pouco ofegante já que o furo não havia cicatrizado totalmente.
- Sim, eu sei. - Stefan disse sério e o olhou.
- O que vamos fazer? - perguntou a garota e se pôs ao lado de Damon.
- Eu não faço ideia.
- Bem, você arruma isso, preciso me recompor. - Damon disse ao irmão e sussurrou ajuda para , saindo os dois em direção ao quarto do mais velho.
Enquanto separava outra roupa para Damon, o garoto foi tomar um banho para se limpar. e Stefan puseram-se a limpar a sujeira na sala em silêncio. Eles não precisavam de palavras, não enquanto os pensamentos de Stefan davam à uma ideia do que eles teriam que fazer. Provavelmente, Damon e Stefan teriam de se mudar para a floresta e iria depois, o problema era com . Ela iria querer se mudar junto com eles?
Não podiam dizer que não seria perigoso, estariam mentindo. Com ela sendo a única humana dos quatro, os perigos não se esgotavam, mas também não faziam ideia do que ela pensava sobre isso. Desde que havia descoberto a verdade, não havia tocado uma vez no assunto de se transformar em um deles e isso deixava atordoada. Tudo bem que ela e a irmã nunca foram parecidas nos gostos, mas ela pensava que viver eternamente seria uma opção extremamente atraente para , ainda mais porque a mais nova não gostava da ideia de envelhecer.
- Nada como um bom banho. - Damon sacudiu levemente os cabelos molhados deixando o banheiro e o vapor para trás e apontando no quarto apenas com uma toalha branca enrolada na cintura. o olhou de cima a baixo, não podendo evitar observar o pequeno furo que ainda se cicatrizava, parecia mágica. Em um impulso levantou-se da cama e em largas passadas alcançou Damon que ainda não havia se mexido. Agarrou a nuca do rapaz e grudou seus lábios fortemente. A princípio ele ficou surpreso, mas depois a abraçou pela cintura e retribuiu sorrindo por dentro.
- Quando descobri a verdade eu me irritei porque achei que você não confiava em mim o tanto que eu confiava em você. - ofegou a menina mantendo sua testa grudada à dele e os olhos direcionados para os lábios do mesmo. - Mas agora eu vejo que você só queria me proteger. - um nó se formava em sua garganta e ela sentiu Damon abraçá-la mais forte. - Nunca pensei que, mesmo sendo imortal, fosse tão fácil de te perder. - uma lágrima solitária escorreu por sua bochecha direita e o garoto rapidamente a secou. - Eu te perdoo Damon, não tem como ficar longe de você, eu te amo demais. - respirou fundo fechando os olhos e o garoto permaneceu em silêncio, tentando absorver as palavras ao mesmo tempo em que um sorriso brotava de seus lábios, estava maravilhado.
- Eu também te amo, , mais do que eu já amei qualquer um e vou continuar amando por toda a eternidade. - Damon disse, mas o silêncio prevaleceu. Ele achou estranho, esperava que ela dissesse algo como "E eu quero fazer parte dessa eternidade" ou "Eu quero ser eterna como você". Mas não disse nada. Apenas o abraçou com força e os dois permaneceram em silêncio, cada um divagando em seus próprios pensamentos.
- Ah , que bom que apareceu, nós precisamos conversar! - estupefou-se ao ver a irmã descer abraçada a Damon e com expressão muito mais tranquila. A mais nova olhou para Damon em dúvida e ele apenas assentiu, guiando-a para se sentar no sofá, de frente para o outro Salvatore e a irmã.
- Você precisa nos contar tudo o que sabe daquele incidente na floresta. Eu sei que faz algum tempo, mas precisamos ter uma ideia. - Stefan disse cuidadosamente. O mais velho jogou-se no sofá mantendo um de seus braços ao redor de que ainda mantinha-se com as costas eretas e longe do sofá.
- Eu... - começou apertando as mãos, nervosa. - eu estava andando na floresta e aí me atacaram por trás. - ela fechou os olhos, tentando se lembrar de todos os detalhes que pudesse. - E quando eu acordei, percebi que estava embebida em sangue e que vocês estavam no canto oposto. - uma lágrima escorreu por seu rosto. - Eu ia chamá-los, para pedir socorro, mas uma voz veio de algum lugar atrás de mim me aconselhando a não fazer isso. Não tenho ideia de quem possa ter sido. - ela adiantou-se quando viu que Stefan provavelmente perguntaria se ela conhecia o dono da voz.
- Você se lembra de mais alguma coisa antes de acordar? - Stefan entrelaçava as mãos, inquieto, tentava acalmá-lo.
- Não. Não tem mais nada. - engoliu seco e voltou a olhar o casal a sua frente.
- Satisfeitos agora? - Damon perguntou espreguiçando-se. - Está claro que alguém quer nos matar. - encarou cuidadosamente cada um dos três naquela sala com seus profundos olhos azuis.
- Nós precisamos nos mudar, e rápido. - Stefan levantou-se. - Qualquer tempo a mais que perdermos será perigoso, já até entraram em nossa casa.
- O que vamos fazer então? - levantou-se.
- Vamos para a casa da floresta, ainda hoje.
- O que? - se manifestou e tremeu. Ela não queria acompanhá-los? - Não vai dar certo, se todos nós quatro sumirmos de uma só vez vão suspeitar e nos acharão mais rápido ainda. - de certa forma, fazia sentido.
- Então o que você sugere? - Damon foi o último a levantar e cruzou os braços.
- Você já não está mais tão presente, ótimo, será o primeiro a ir. - ela o olhou determinada. - Stefan pode ir depois, daqui um ou dois dias. Depois a . - ela deu de ombros, finalizando o discurso.
- E você?
- Eu tenho que ficar aqui, não podem me matar porque sou humana. - arqueou uma sobrancelha.
- Não vou deixá-la aqui, sozinha. - disse um pouco irritada. - O que mamãe pensaria sobre isso?
- Mamãe não está aqui, portanto não a coloque no meio disso. - contrapôs também se irritando.
- Ok, já chega. Vamos fazer do jeito que a falou, podemos visitá-la de noite. - Stefan abraçou a namorada tentando acalmá-la.
- Fique certa de que o faremos. - fuzilou a irmã que apenas concordou com a cabeça.

No dia seguinte, Damon não foi à escola, como havia sido combinado. Ele começaria a mudança silenciosamente para a mansão na floresta e quando Stefan chegasse do colégio, o ajudaria. estava preocupada com a irmã, a perturbava o fato da mais nova sequer comentar sobre transformar-se em uma vampira. Stefan tentava acalmá-la, dizendo que precisava deixar assimilar os fatos ainda recentes. Apesar dos ataques aos quatro, o dia seguinte foi relativamente tranquilo, ninguém pareceu dar sinais de que estava envolvido com aquilo o que era bom. Significava que Stefan não teria que lidar com a pessoa enquanto estivesse na escola. Não que isso o incomodasse, na verdade, ele temia pelas irmãs Cardigan, já que elas continuariam a frequentá-la depois que ele se fosse para ajudar o irmão na mudança.
O sinal tocara e mais uma vez a escola estava feita por aquele dia. e Stefan seguiram para a casa do garoto enquanto levava o mini cooper para a própria casa. Entretanto, não estava planejando ficar por lá, não mesmo. Tocou a campainha da casa dos Salvatore, esperando que ou Stefan a abrisse, mas quem avistou foi Damon, parecia um pouco mais cansado e abatido do que o normal, estava meio corcunda e os olhos estava escuros. Ele tentou disfarçar sorrindo enquanto abria espaço para a mais nova entrar, mas ele não a enganara.
- Achei que estaria na floresta. - disse ainda de costas para o garoto, Damon pôs-se a sua frente.
- Voltei mais cedo, queria te ver. - o moreno disse e a menina sorriu. - Como foi o colégio? - beijou-lhe os lábios.
- O mesmo de sempre. - deu de ombros.
- Quer ir para o meu quarto? - ele arqueou uma sobrancelha sorrindo de canto.
- Claro! - ela estendeu-lhe a mão, mas ele a pegou diretamente pela cintura. Enquanto seguiam para o quarto de Damon, o próprio começou a beijar no pescoço, era de se esperar que a menina o afastasse, mas ela não o fez. Estava bom demais.
Perto da porta, Damon pegou no colo, fazendo-a entrelaçar suas pernas em sua cintura. Ele abriu a porta às cegas e a fechou com o pé, começando a beijá-la. Guiaram-se para a cama, aumentando a intensidade do beijo a cada passo que Damon dava. Já fazia um bom tempo que eles não ficavam daquele jeito e a sensação estava muito boa, ainda mais para ele. O moreno a jogou em sua cama e a menina o olhou com desejo, sorrindo safada. Rapidamente Salvatore tirou a camisa que vestia e deitou-se sobre que não perdeu tempo em começar a arranhar seu tronco, dos ombros até as costas.
Depois de um longo tempo beijando-se, Damon percebeu que estava ficando sem ar e resolveu dar-lhe um "descanso", descendo os beijos para o seu pescoço. Nossa, que perfume maravilhoso emanava da mais nova! Ele pensou em perguntar se era uma nova fragrância que ela estava usando, mas rapidamente se deu conta de que o perfume que estava sentindo era o de sangue. Olhou para baixo, para se concentrar e, ao mesmo tempo, se esconder de , e percebeu que os caninos afiados apontavam famintos para fora. Os olhos ardiam assim como sua garganta, sedenta. pegou-lhe pelos cabelos e o direcionou novamente para o seu pescoço, fechando os olhos. Não entendia porque ele havia parado.
Sem tempo para revidar ele se viu irrevogavelmente atiçado pelo doce aroma e antes que pudesse pensar em qualquer coisa, seguiu seu instinto que, naquele momento, gritava em seu subconsciente. Um grito doloroso escapou da garganta de no momento que ela sentiu seu pescoço ser perfurado do lado esquerdo. Era uma dor lacerante, como se alguém quisesse arrancar não só a pele que o envolvia, como a de seu corpo todo. Sua visão ficou turva, os pensamentos bagunçados pelo baque e a voz ficando cada vez mais fraca. Damon estava faminto, não tinha consciência de que a vida que estava sugando era a da garota que ele amava.
Uma lágrima escorreu pelo rosto de enquanto ela encarava o teto branco, aquela tortura parecia não ter fim. Se ainda houvesse um resquício de voz, Damon haveria de ouvir.
- Eu queria... - sussurrou ela, tão baixo e fraco, que ela tinha certeza de que apenas ele a escutaria. - ...poder ser mais forte. - a dor cessou minimamente de seu pescoço e ela pôde ver o moreno erguer-se, a boca lambuzada de sangue, os caninos reluzentes. Ele a olhava confuso, um culpa tomava-lhe conta lentamente. - Desculpe... - ela tentou puxar o ar para o soluço que estava preso à sua garganta, mas não conseguiu. Seus olhos piscaram rapidamente, fazendo com que mais três lágrimas os deixassem e então tudo se escureceu.

Capítulo 27.

e Stefan estavam na sala, empacotando os vários livros que ele tinha em uma das grandiosas estantes. Conversavam sobre suas vidas dali para frente, completamente à parte do que acontecia ao seu redor. Um grito vindo de outra parte da casa fez com que derrubasse uma grossa enciclopédia do século XIX.
- O que foi isso? - ela perguntou assustada para Stefan.
- Pareceu a sua irmã. - Stefan disse e não foi preciso mais nada para que eles seguissem em direção aos quartos, de onde eles acreditavam que o grito havia vindo. já pensava no pior, parecia até que sua corrida sobre-humana não era suficiente para que tudo andasse mais rápido.
Ao chegarem à porta do quarto de Damon, Stefan pediu passagem para , protegendo-a com um de seus braços enquanto com o outro escancarava a porta.
- Damon! - antes que pudesse pensar em algo ela viu o namorado voar para cima do irmão e jogá-lo para o canto oposto com uma força que fez metade da mobília naquele canto, se espatifar.
- STEFAN! - gritou começando a chorar descontrolada ao ver a irmã pálida jazida na cama com uma mancha enorme de sangue sob um dos travesseiros que apoiavam sua cabeça.
- Dê seu sangue a ela, vai ficar tudo bem amor. - Stefan a instruiu, mesmo que longe, impedindo que o irmão se levantasse.
rasgou seu pulso com os dentes rapidamente e abriu a boca da irmã mais nova com as mãos trêmulas. O sangue parecia escorrer em câmera lenta, a mais velha estava a um passo de cortar sua própria carótida para que a irmã pudesse beber mais.
- Vamos , beba. - ela praticamente suplicava. Um gemido tomou conta do quarto, mas ela não desviou os olhos da pequena e frágil garota à sua frente. A cor não voltava ao rosto de e isso a estava preocupando. Será que Damon já a havia matado? Não, não poderia ser.
- Qual é o seu problema? - Stefan perguntou irritado, pegando o primeiro pedaço de madeira que viu pelo chão cheio de escombros. Era o pé de uma mesa, grosso o suficiente. Enfiou-o na perna esquerda de Damon, fazendo-a, inclusive, atravessar o chão, que era de taco. - Está sentindo tanta dor quanto ela agora? - puxou os cabelos do irmão mais velho enquanto o garoto arfava de dor.
Mal havia notado, mas seus caninos também estavam apontando, uma maneira de demonstrar o quanto estava com raiva. Para Stefan, Damon havia ultrapassado todos os limites, aquela havia sido a gota d'água. Ao fundo ele ouvia a namorada chorando baixinho enquanto murmurava palavras de conforto, como se estivesse amparando à irmã ao invés de a si mesma.
- Vem. - Stefan puxou o irmão com tanta força que a perna do mais velho atravessou toda a extensão da tora de madeira, até ficar totalmente livre dela. Ele, literalmente, o arrastou até o porão da casa. Jogou-o em uma sala onde havia mudas e mais mudas de verbena, além de uma pequena janela e a porta, feita de madeira e com uma minúscula janelinha. - Eu sinceramente espero que ela não te perdoe. - murmurou controlando sua raiva e virou as costas, seguindo até a porta e a trancando. Damon olhou o irmão sumir de seu campo de visão e suspirou, ele também esperava isso. Stefan subiu novamente até o quarto do irmão esperando que não fosse tarde demais para que voltasse a viver.
estava desolada, parecia que minutos haviam se passado e ela poderia pensar que todo o sangue de seu corpo já havia sido bebido pela sua irmã, mas ela sequer se mexia. Abaixou a cabeça permitindo-se chorar ainda mais, parecia que ela não havia conseguido salvá-la. Então, ela ouviu um grunhido, baixo o suficiente para que o seu ouvido vampiresco pudesse captar e ficou alerta. Ergueu seus olhos novamente e quase não pôde enxergar o buraco que antes havia no pescoço da mais nova. Piscou algumas vezes os olhos ainda lacrimejando e colocou sua mão esquerda embaixo do pescoço da irmã, sustentando-o levemente.
- ? - tentou receosa. E se ela não obtivesse uma resposta? - Está cicatrizando. - observou para si mesma e então ouviu o mesmo grunhido só que, desta vez, pôde ver a boca de mexer-se levemente. - ? - tentou de novo e um sorriso brotou de seus lábios quando a mais nova piscou lentamente, cerrando os olhos.
- . - seus olhos se fecharam por alguns segundos antes de se abrirem completamente. franziu a testa, manteve-se em silêncio permitindo que a irmã se recuperasse. A mais nova respirou fundo diversas vezes, uma dor de cabeça a estava matando.
- Você está viva! - a mais velha finalmente quebrou o silêncio, não conseguindo conter as lágrimas mais uma vez, agora de felicidade. - Ah, meu amor! - abraçou a mais nova sem mais delongas, ficando ainda mais radiante ao ver que ela também estava retribuindo o gesto.
- ... - o tom de sua voz lhe soara alarmante e ela se separou, confusa.
- O que houve? Não está se sentindo bem? Está doendo alguma coisa? - ela analisou a irmã com os olhos procurando por qualquer outro machucado, mas não havia mais nada, a não ser o travesseiro avermelhado abaixo de . Quando voltou a olhá-la nos olhos, percebeu que a menina chorava.
- Eu quero ir embora. - murmurou entre soluços desesperados.
- Tudo bem, meu amor, eu te levo para casa ok? - sorria aliviada ao ver que a irmã estava viva.
- Não , - a menina se separou da mais velha, a olhando nos olhos através dos seus, embaçados. - quero voltar para a mamãe e o papai. - chorava a menina e tapou a boca. As coisas realmente haviam saído de controle.
Stefan ouvia tudo do lado de fora e suspirou, aquilo não era surpresa para ele.
- Eu te levo ao aeroporto. - ele entrou no quarto assustando . o olhou, os olhos marejados e vermelhos o fizeram prender a respiração.
- Mas... - pensou em protestar, mas a olhou.
- São só alguns dias. - disse a mais nova limpando as lágrimas. Stefan se aproximou e passou a mão delicadamente em sua cabeça. - Vamos? - perguntou ela olhando para os dois que concordaram.
Seguiram direto para o aeroporto, pois, segundo , ainda lhe restava algumas roupas na casa dos pais então ela não precisaria fazer as malas. A passagem foi comprada em cima da hora, mas garantiu que a menina despachasse nos próximos quinze minutos, o que a fez agradecer mentalmente. Seus olhos enchiam-se d'água de tempos em tempos, mas ela se forçava a engolir o choro, não valia à pena assustar as pessoas daquele portão de embarque, mesmo que ela não se importasse.
Stefan e estavam sentados um de cada lado de , tentando mantê-la distraída enquanto a última chamada para o seu vôo não era anunciada no alto-falante. Eles sabiam que era difícil, pois não havia muita coisa com a qual discutir, afinal, todos ainda estavam assustados com os acontecimentos.
"Última chamada para o vôo US588 para Seattle, Washington, favor embarcar no portão 7"
- Chegou a hora. - disse se levantando.
- Me liga quando chegar lá ok? - ajeitou o cabelo da irmã e sorriu fraco.
- , é só uma hora de vôo, enquanto isso, penso em uma desculpa para dar à mamãe sobre a sua não-volta. - a menina disse e permitiu-se rir. - Stefan, - virou-se para o menino que se endireitou, parecendo uma sentinela. - vou sentir sua falta. - ela o abraçou com força e o garoto fechou os olhos.
- Eu também pequena Cardigan. - soltaram-se e a menina acenou dando alguns passos de costas antes de se virar e seguir com a passagem para a moça do portão de embarque.
- Acha que ela vai ficar bem? - cruzou os braços e Stefan a abraçou de lado.
- Tenho certeza de que sim, vamos garantir isso. - olhou-a intensamente nos olhos e trocaram um selinho rápido antes de saírem pelo portão principal, seguindo para o carro de Stefan.

Uma hora depois...

olhava o conjunto de casas daquela rua já tão conhecida, batucava os pés no chão do táxi que a levava até o endereço que não havia esquecido de forma alguma. Avistou a grande casa rosa bem clarinho e seus olhos voltaram a ficar marejados. Pagou ao taxista dizendo-lhe para ficar com o troco e saltou do carro. Atravessou a calçada, seguindo através do pequeno jardim e subiu as escadas até alcançar a porta. Pela primeira vez, tocou a campainha. Esperou alguns segundos balançando-se para frente e para trás até que ouviu o barulho da fechadura e em seguida a grande porta envernizada se abria.
- Filha! - sua mãe exclamou abrindo os braços os quais ela não recusou.
- Oi mãe. - disse com um nó na garganta se formando. Tinha vontade de contar-lhe tudo, desabafar de uma vez, mas não podia.
- Onde está ? - disse a mulher espreitando ao redor da filha ainda do lado de fora.
- Ela não pôde vir, estou aqui só de passagem porque... - fungou, finalmente rendendo-se ao choro. - senti muita falta daqui. - ela abraçou fortemente a mãe.
- Oh meu amor. - a mãe disse calmamente. - Vamos, entre, entre! - disse a abraçando pelos ombros e fechando a porta em seguida. - Seu pai já, já chega do trabalho, então é melhor me contar tudo antes que ele a tome de mim. - choramingou a mulher o que fez a menina rir ao soluçar.
- Bom mãe, a cidade é incrível! A escola eu estou adorando e tudo parece nos ajudar. - disse contando detalhes de sua vizinhança, mas sem mencionar em momento algum os irmãos Salvatore. A mãe a ouvia atentamente, mesmo quando as duas haviam migrado para a cozinha onde a mulher preparava o jantar. Era muito bom ter sua caçula de volta.
Embora contasse tudo nos mínimos detalhes e animada, sabia que não enganava sua mãe e que a pergunta pela qual temia estava coçando para sair da boca dela. Preferiu ignorar e continuou contando. O relógio marcava sete horas quando seu pai atravessou a porta e sorriu largamente ao vê-la.
- Pai! - correu até ele o abraçando com força.
- Hey pequena. - beijou-lhe o topo da cabeça, desvencilhando-se de suas roupas de trabalho rapidamente para ficar mais à vontade. Na mesa, repetiu toda a história para o pai, com o mesmo entusiasmo enquanto comiam. Mais tarde eles ficaram vendo um pouco de TV até a menina alegar que estava cansada da viagem e se despedir para poder seguir ao seu quarto.
Entrando lá tudo estava exatamente como ela havia deixado, abriu o guarda-roupa já sabendo onde procurar por um pijama e trancou-se no banheiro. Olhou no espelho e assustou-se com sua imagem cansada e conturbada refletida, não sabia que estava tão mal assim. Entrou no box deixando a água quente do chuveiro lavar toda aquela tensão, mas também evidenciar o cansaço que estava presente em cada músculo de seu corpo. Arrastou-se para a cama onde observou o porta-retrato que havia ao lado da cabeceira, uma foto sua e de quando mais novas e sorriu, fechando os olhos logo em seguida e entrando no mundo dos sonhos... ou dos pesadelos.

havia descido ao porão enquanto Stefan tomava banho. Não era tão sinistro quanto havia pensado, mas o cheiro de verbena já a fazia se sentir um pouco tonta.
- Damon? - chamou baixinho e o garoto não se mexeu. Estava encolhido em um canto da sala por onde entrava a luz da lua e evidenciava sua expressão triste.
- Por que não me mataram? - foi a primeira coisa que ele disse. Embora quisesse, sabia que era arriscado abrir a porta da cela, como Stefan havia lhe explicado. - Era só enfiar aquele pedaço de madeira no peito e então tudo estaria terminado.
- Damon... - o chamou mais uma vez e ele a olhou. - o pior não é matar a pessoa que você ama, - pronunciou-se a menina sentindo os olhos se encherem de lágrimas. - mas é deixá-la com o coração dolorido e solitário para o resto da vida. Por isso Stefan não te matou. - fungou baixinho e Damon rapidamente estava diante de si, atrás da pequena janela da porta. - Ele sabia que se o fizesse, pediria para morrer depois. - encostou-se na parede que estava oposta à porta, sentindo as pernas fraquejarem.
- Como você sabe que ela não o fará? - Damon disse, a voz rouca e triste.
- Porque ela te ama, Damon, o amor perdoa. - fungou sentindo um aperto imenso no peito.
- Eu não me perdoo.

Capítulo 28.

[Colocar para carregar.]

- Vou ter que conviver com isso pela minha eternidade. - ralhou deixando as costas escorregarem pela porta.
- Dê tempo ao tempo. - voltou a grudar seu rosto nas barras que cortavam a janela daquela porta. - se ausentou um pouco para poder pensar. Quando ela voltar, vocês conversarão e tudo se resolverá.
- Espero que esteja certa. - e dito isso Damon se calou, fazendo com que voltasse para a casa, pensativa.
- Damon queria que você o tivesse matado. - a menina soltou enquanto ela e Stefan estavam na sala, em silêncio.
- Eu estava perto de fazer isso mesmo. - Stefan resmungou parecendo ressentido.
- E por que não fez? - se aproximou do garoto, tocando-lhe o braço.
- Porque eu sabia que sua irmã viveria e, se estivesse no lugar de Damon, não gostaria que você vivesse com um buraco no peito. Eu sei o quanto isso é desesperador. - o abraçou ao que Stefan parecia comovido, não se sabia muito sobre seu passado amoroso, mas, pelo jeito, havia sido decepcionante.

Com a respiração ofegante, gritou para o nada, os olhos lacrimejando intensamente. Ouviu a porta de seu quarto ser escancarada e a luz do corredor irritou seus sensíveis olhos.
- O que foi minha filha? - a mãe sentou-se na borda da cama e a abraçou. não conseguia falar, mas ela se lembrava. Nitidamente. Cada passo, cada palavra, cada detalhe. Mesmo aninhada no colo da mãe e com os carinhos da mesma e de seu pai que a olhavam preocupados, ela não conseguia se acalmar. Sentia que precisava colocar para fora tudo aquilo, mas não em palavras e, sim, em lágrimas. E foi o que ela fez noite adentro, soluçando inconsolável até que voltou a cair no sono, mas só depois de tomar um calmante. Ainda assim eles se espremeram na cama para velar a filha mais nova que se encontrava arrasada.
Ao raiar do sol, o homem se levantou da cama para se arrumar e seguir ao trabalho, e a mãe ainda continuavam adormecidas, agora mais calmas. Não demorou muito para que a mulher também se levantasse deixando, por fim, a filha aninhada em meio a travesseiros e almofadas para que se sentisse confortável. A noite havia sido longa, mas nenhum deles sabia explicar o por que do estado aterrorizado da filha. É claro que pensavam ter sido apenas um pesadelo, isso todo o mundo tinha. Mas a forma como ela havia se comportado é que havia sido estranha, havia algo a mais naquela história e não queria ou não conseguia contar. De qualquer forma eles não poderiam pressioná-la, deixariam que ela se abrisse.
abriu os olhos e piscou lentamente, sua cabeça doía horrores, mas mesmo assim estava mais calma. A noite anterior havia sido uma das piores de sua vida e tudo o que ela queria era esquecer. Levantou-se e seguiu para o banheiro, tomou uma ducha gelada, deixando seu corpo se encolher em um dos cantos do box, onde permitiu que algumas lágrimas saltassem de seus olhos. Se não fosse por seus pais, provavelmente teria sucumbido à loucura. Flashes inundavam a sua mente e ela se esforçava para ignorá-los, precisava seguir em frente. Desceu para o café e sua mãe sorriu ternamente, mas evitou perguntar sobre o incidente da noite passada, o que a menina agradeceu mentalmente.
Ficou o dia todo jogada no sofá, assistindo aos mais diversos programas de TV relembrando um pouco de sua infância. Por um momento lembrou-se que tinha que ligar para a irmã, mas esqueceu-se no momento seguinte, sentindo um calafrio percorrer seu corpo. Ligar para sua irmã significava pensar em Stefan e consequentemente em Damon, o que ela não queria fazer tão cedo. Então apenas aproveitou o dia com a mãe lhe fazendo carinho na cabeça enquanto discutiam sobre um programa de culinária qualquer. A verdade era que o tempo estava passando e ela sequer se dava conta. Tudo corria quando não estava naquela pacata cidade de Baltimore, naquela pacata escola, com seus nem tão pacatos vampiros. Novamente o calafrio lhe percorreu o corpo, só que este ela não conseguiu esconder de sua mãe.
- , o que está acontecendo? - a mãe perguntou séria, mas ainda assim calma. sentou-se no sofá e olhou a mulher sem jeito, não sabendo por onde começar.
- Bom mãe, tem esse rapaz... - e ela contou tudo desde o começo. Basicamente era toda a parte que havia omitido à sua mãe enquanto contava de Baltimore e, dessa vez, seu coração pedia para que liberasse toda a angústia que prendia há tempos, contando os fatos entre soluços que eram calmamente ouvidos pela mãe.

O clima continuava pesado na casa dos irmãos Salvatore, embora Stefan não quisesse demonstrar, sentia muito por ter que manter o irmão trancado naquele lugar. Sabia que era só uma questão de tempo até que sua pele começasse a secar e ele virasse uma múmia viva. Ainda mais com as injeções de verbena que injetava de tempos em tempos. pensava constantemente na irmã, ainda não havia tido notícias dela o que a preocupava ainda mais. E se ela tivesse sofrido um acidente? E se o avião tivesse sido sequestrado? Ela andava de um lado para o outro, compartilhando seus pensamentos conturbados com Stefan que procurava acalmá-la e também se acalmar.
- Não estou gostando disso. - pronunciou-se.
- Eu também não, mas, entenda , é preciso. - ele balançou a cabeça, já não acreditava mais em suas próprias palavras.
- Como, Stefan? Minha irmã quase morreu e o namorado dela está trancafiado na própria casa! - explodiu. - Isso NÃO é necessário.
Stefan a olhou. Talvez não fosse, mas com Damon descontrolado daquele jeito ele precisava se precaver. Não podia deixar que ele simplesmente seguisse até Seattle, provocando ainda mais confusão para a menina. Ele havia passado dos limites, sim, mas sabia que só fazia parte de sua natureza; entretanto, não podia negar que havia sido uma negligência absurda.
Talvez o jeito fosse transformar logo, antes que, em uma próxima vez, não tivesse volta. Mas desde que a menina fora baleada e descobrira tudo, nunca havia tocado no assunto de transformação, pelo menos não como . Stefan a abraçou e eles continuaram em silêncio. Para aquilo que eles ouviam dos pensamentos um do outro, a falta de palavras era suficiente para suprir a confusão que habitava suas mentes.
Damon, no porão, observava os ramos de verbena vívidos devido à luz do sol que os banhava toda manhã. Seus músculos estavam travados e ele se sentia muito cansado. Sabia que aquilo só viria a piorar, mas ele não se importava, merecia todo aquele sofrimento de qualquer forma.

- Fique o tempo que quiser, você sabe disso, - a mãe se pronunciou depois do longo discurso de sobre Damon. - mas não deixe o garoto a ver navios, , ele te ama! - é claro que ela não havia lhe contado sobre a sua quase morte. Isso, pensava ela, faria com que sua mãe quisesse ir pessoalmente até Damon para tentar matá-lo por ela mesma. Mas ela sabia que daria errado, visto que era sua mãe quem morreria. Apenas concordou com o que a mãe disse e o assunto não foi mais levantado.
Seu pai chegou e eles se reuniram mais uma vez para o jantar que, dessa vez, foi mais calmo e leve, ao menos era o que sentia. Foi se deitar cedo novamente, mas virava na cama sem o menor resquício de sono. Lembrou-se que, quando ainda morava ali, havia festas em uma boate próxima à sua casa todas as sextas-feiras e, para sua sorte, era sexta-feira. Desistindo de lutar contra a insônia levantou-se e abriu o guarda-roupa, lá ainda haviam algumas peças de antigamente o que ela agradeceu por sua mãe não tê-las doado. Precisaria delas naquela noite.
Sentindo-se um pouco mais animada, seguiu para o banheiro, penteou os cabelos que, naquele dia, estavam levemente ondulados e tratou de esconder as olheiras com corretivo além de traçar grossas linhas pretas com delineador em seus olhos. Um gloss tomou conta de sua boca e então ela foi se arrumar. Calça preta skinny, sapatos de tiras pretos e uma blusa com detalhes em preto, não marcando sua cintura. Deu uma última olhada no espelho e escreveu um breve recado para os pais, grudando-o na porta de seu quarto, caso eles viessem checá-la durante a noite.
Era melhor que ninguém a seguisse. Precisava arejar a cabeça. Saiu silenciosamente da casa levando uma cópia das chaves consigo, havia deixado o celular em casa para não ser incomodada e só levava uma pequena bolsa a tiracolo para o dinheiro da entrada da boate. Andou uma, duas, três quadras até se aproximar de uma avenida movimentada, vários jovens se encontravam para fora de suas casas naquela típica sexta-feira, onde o principal objetivo era se divertir, fosse na casa dos amigos ou em bares e casas noturnas. A brisa tocava-lhe as bochechas levemente rosadas e ela sorria quando alguns velhos colegas a cumprimentavam não deixando-se guiar na direção deles.

[Coloque a música para tocar]

Mais alguns passos à frente e já escutava a batida que saía da casa noturna Black Beat. Foi até a bilheteria comprar sua entrada e percebeu que a fila não estava tão grande para entrar na casa; na verdade, muitos já saíam de lá completamente bêbados, o que não a fez desistir por nenhum momento de entrar ali.

Hahaaaa!

Aproximando-se do segurança que tomava conta da entrada, a letra ficava mais nítida e o friozinho do ar condicionado fazia sua pele arrepiar. Passou pelo segurança sem maiores problemas e parou no alto da escada observando a multidão que se aglomerava lá embaixo, na pista de dança.

Silicone,
[Silicone,]
Saline,
[Salina,]
Poison, inject me baby
[Veneno, injete-me baby]
I'm a free bit(ch)
[Eu sou uma vadia livre]
I'm a free bit(ch)
[Eu sou uma vadia livre]

Desceu lentamente chamando a atenção de alguns rapazes que estavam sentados no bar, mas ela sequer os notou. Só queria se infiltrar no meio daquela loucura e esvaziar sua mente de todos os problemas. O bar chamava-lhe a atenção, parecia uma boa opção encher a cara e se divertir, formava o combo perfeito. Mas ela parou, não havia quem cuidasse dela mais tarde e isso deixaria seus pais preocupados.

Some girls won't dance to the beat of the track
[Algumas garotas não dançam no ritmo da música]
She won't walk away but she won't look back
[Ela não irá longe, mas ela não olhará para trás]

Terminou de descer a escada e parou a um passo da pista de dança, todos dançavam animadamente "Dance In The Dark" de Lady Gaga, que não era nem uma música agitada nem muito lenta.

She looks good but her boyfriend says she's a mess
[Ela parece boa, mas o namorado dela diz que ela é uma confusão]
She's a mess, she's a mess
[Ela é uma confusão, ela é uma confusão]
Now the girl is stressed
[Agora a garota está estressada]
She's a mess, She's a mess, She's a mess, She's a mess
[Ela é uma confusão, ela é uma confusão, ela é uma confusão]

foi se infiltrando cada vez mais, os olhos ainda se acostumando à escuridão e às luzes que piscavam freneticamente. Fechou os olhos seguindo o movimento da multidão. De tempos em tempos os chuveirinhos automáticos de extinção de incêndio, que ficavam no teto, eram abertos, fazendo com que as pessoas gritassem animadas, mas ela só estava interessada em erguer as mãos e dançar conforme a música que a envolvia cada vez mais.

Baby loves to dance in the dark
[Baby, amo dançar no escuro]
Cuz' when he's looking she falls apart
[Pois enquanto ele olha, ela desmorona]
Baby loves to dance in the dark
[Baby, amo dançar no escuro]
Baby loves to dance in the dark
[Baby, amo dançar no escuro]
Cuz when he's looking she falls apart
[Pois enquanto ele olha, ela desmorona]
Baby loves to dance, loves dance in the dark
[Baby, amo dançar, amo dançar no escuro]
(Saline)
[(Salina)]

Não importava olhar o ambiente ao seu redor, não importava quem estava ao seu redor. Só havia ela ali, e ninguém a estava vendo. Era uma sensação de liberdade que ela nunca havia experimentado antes e tudo o que a faria se sentir bem naquele momento. Quando deu por si, estava mais ao canto da pista, próxima ao bar, já que a multidão assim a havia direcionado. Abriu os olhos e havia um garoto a observando. Todo largado sobre o banco do bar com um copo de bebida ao seu lado, o sorriso malicioso brincava em seus lábios. cativou-se pelo seu olhar, mas ainda assim continuou dançando, talvez a distância o deixasse ainda mais curioso.

Run, run her kiss is a vampire grin
[Corra, corra o beijo dela é um sorriso de vampiro]
The moonlight's away while she's howlin' at him
[Os raios da lua distante, enquanto ela grita por ele]
She looks good but her boyfriend says shes a tramp
[Ela parece boa, mas o namorado dela diz que é uma vagabunda]
She's a tramp, she's a vamp
[Ela é uma vagabunda, uma vampira]
But she still does her dance
[Mas ela ainda faz a sua dança]
She's a tramp, she's a vamp
[Ela é uma vagabunda, uma vampira]
But she still kills the dance
[Mas ela ainda faz a sua dança]
(Kill em')
[(Mate-os)]

Alguma coisa o havia atiçado e ela sabia disso. Só pelo fato de tudo parecer se mover em câmera lenta ao redor do rapaz. Ele tinha certa magia, ele lhe chamara a atenção. Tudo o que tinha de fazer era conversar com ele. Que mal poderia lhe fazer? Afinal, ela estava se divertindo e, no escuro, era o lugar onde ninguém poderia julgá-la.

Baby loves to dance in the dark
[Baby, amo dançar no escuro]
Cuz' when he's looking she falls apart
[Pois enquanto ele olha, ela desmorona]
Baby loves to dance in the dark
[Baby, amo dançar no escuro]
Baby loves to dance in the dark
[Baby, amo dançar no escuro]
Cuz' when he's looking she falls apart
[Pois enquanto ele olha, ela desmorona]
Baby loves to dance, loves to dance in the dark
[Baby, amo dançar, amo dançar no escuro]

Ele envolveu sua cintura com ambos os braços e a trouxe para mais perto. inclinou a cabeça para trás ainda aproveitando a música. Não lhe interessava saber seu nome ou o que queria. Nada interessava agora.

She loves to dance in the dark
[Ela ama dançar no escuro]
In the dark
[no escuro]
She love, she loves to dance in the dark
[Ela ama, ela ama dançar no escuro]

Marilyn, Judy, Sylvia, tell them how you feel girls
[Marilyn, Judy, Sylvia, digam-me como se sentem garotas]
Work your blonde A. Ramsey will haunt like Liberace
[Trabalhe sua loira A. Ramsey vai assombrar como Liberace]
Find your freedom in the music
[Encontre sua liberdade na música]
Find your Jesus, find your Cupid
[Encontre seu Jesus, encontre seu cupido]
You will never fall apart
[Nós nunca iremos nos separar]
Diana you're still in our hearts
[Diana, você ainda está em nossos corações]
Never let you fall apart
[Nunca a deixaremos]
Together we'll dance in the dark
[Juntas iremos dançar no escuro]

O rapaz mordeu-lhe o lóbulo de sua orelha e sussurrou ao pé do ouvido seu nome. Rick. Belo nome, ou pelo menos, um belo apelido. sorriu dengosa e sussurrou seu nome de volta. Ele sorriu, deu-lhe um beijo no canto da boca e aproximou seus rostos.
- Vamos sair daqui, tenho um lugar bem melhor para nos conhecermos. - e assim eles deram-se as mãos e saíram caminhando da boate, seguindo pela escuridão daquela terna noite, em Seattle.

Baby loves to dance in the dark
[Baby, amo dançar no escuro]
Cuz' when he's looking she falls apart
[Pois enquanto ele olha, ela desmorona]
Baby loves to dance in the dark
[Baby, amo dançar no escuro]
Baby loves to dance in the dark
[Baby, amo dançar no escuro]
Cuz' when he's looking she falls apart

Capítulo 29.

Stefan desceu as escadas que seguiam para o porão e parou de frente para a porta da cela. Suspirou. Não acreditava que estava fazendo aquilo, mas se estivesse no lugar de Damon, gostaria de saber também. Destrancou a porta e entrou na sala. Damon estava na mesma posição havia dias. Sua pele estava levemente mais velha, parecendo-se com a página de um livro meio velho. As diversas injeções de verbena haviam contribuído para o estado tão deteriorado de seu corpo. Ele não movimentou os olhos quando ouviu o irmão entrar, nem sequer parecia estar vivo.
- Damon... - Stefan ajoelhou-se ao lado do rapaz o olhando sério. - como você está? - inclinou a cabeça um pouco para o lado procurando pelos olhos azuis opacos do irmão.
- Precisa perguntar? - sussurrou ele, a voz rouca. - O que está fazendo aqui?
- Vim conversar com você. - ele disse e o moreno riu sarcástico.
- Há dias estou aqui e você vem conversar agora? Poupe-me de sua misericórdia Stefan. - bufou levemente.
- Eu fui ver a . - Stefan cutucou, sabia que sobre a menina ele não se recusaria a ouvir.
- Como ela está? - Damon não pôde disfarçar o desespero na voz.
- Triste Damon, muito triste. - Stefan disse frio, pois nada mais era do que a verdade. Ele havia visitado , mas não como Damon pensava. Stefan apenas a observara do lado de fora da janela de seu quarto, não queria incomodar-lhe.
- Você falou com ela? - Damon finalmente olhou nos olhos do irmão.
- Não, eu apenas a observei de fora, - ao ouvir uma lufada de ar do irmão em desprezo apressou-se em se explicar. - não quero perturbá-la, Damon, por favor, entenda. - tocou-lhe o ombro. - Ela tem chorado.
- Por que está fazendo isso comigo? - ele se virou, ficando completamente de frente para o irmão, só que ainda deitado. - Por que não me mata de uma vez? - seus olhos se cerraram e um nó na garganta se formou.
- Não estou te torturando, entenda irmão, - Stefan enfatizou ainda mais as palavras, como se Damon não as estivesse ouvindo direito. - ela te ama. E você a ama.
- Grande descoberta! - Damon gritou sarcástico, mas sua voz saiu fraca e falha. - Agora me mate, por favor.
- Damon! Pare com isso! - Stefan levantou-se e o reprimiu. - Sabe por que eu o tranquei aqui?
- Para prolongar meu sofrimento e o peso na minha consciência, Stefan. Isso é tão você. - Damon voltou a virar-se de lado.
- Não Damon, eu o tranquei aqui para não seguir , para não destruir a vida dela de uma só vez. Você está aqui para usar esse tempo para pensar em algo.
- No que? - o garoto perguntou como se fosse óbvio.
- Pense em um jeito de se redimir com ela, te ama e tudo o que ela mais precisa agora é de você de uma maneira especial e não se desculpando por tê-la matado.
- Você a transformou? - Damon arregalou os olhos e sentiu sua pele estalar.
- Isso não cabia a mim decidir, ela ainda é humana. - Stefan rolou os olhos.
- O que quer de mim? - disse, por fim, Damon.
- Quero que você pense, pense sobre você e . - Stefan disse e se retirou da sala. Damon urrou de desespero e esmurrou o chão, novamente ouviu sua pele estalar.

e Rick haviam seguido por algumas quadras a pé até chegarem próximos a uma terreno onde havia uma casa abandonada. Eles ultrapassaram pelo pequeno portão, ignorando o aviso que havia entre a grama já muito alta. Não era uma propriedade privada, mas a casa estava condenada. O garoto a prensou contra a parede e eles começaram a se beijar, tímidos, sempre sorrindo e se tocando. É claro que não estava nem aí para o pouco de noção que ainda lhe restava, estava sendo fácil para ela beijar Rick sem sentir remorso algum, ela estava no calor do momento.
Uma pequena pedra caiu sobre a grama a poucos centímetros deles e eles ouviram barulhos estranhos virem de dentro da casa. Antes mesmo que pudessem se mexer, um enorme tijolo caiu um pouco mais distante e, então, a poeira começou a tomar conta do terreno conforme a casa ia desmoronando, como se fosse feito de cartas e a pilha tivesse sido assoprada.
Rick saiu correndo, mas não conseguiu ser rápida o suficiente, parte do telhado caiu sobre a menina, prendendo suas pernas e a impedindo de continuar correndo. Logo, a parede onde antes estava apoiada, caía sobre ela, com pesados blocos de concreto lhe pressionando os pulmões a impedindo de gritar por ajuda. Havia destroços para todos os lados onde a menina tentava se mexer, o pânico e a dor lentamente lhe tomavam conta, não conseguia respirar direito, sentia que parte de seu corpo parecia em pedaços por conta do peso sobre ela.
A dor era insana, ardente como se seu corpo estivesse se incendiando. Sequer conseguia chorar. Com o ar ficando escasso e a dor inebriante ela perdia as forças para se movimentar e suas pálpebras insistiam em fechar. Mas ela sabia que precisava continuar lutando, sabia que uma hora a ajuda haveria de vir. Entretanto, estava demorando tanto... ela estava sozinha e morrendo. Em dado momento ela cedeu, totalmente enfraquecida e seus olhos finalmente se fecharam, perdendo-se na inconsciência de seu corpo soterrado.

- Stefan... - Damon tentou gritar, mas sua voz praticamente sumia. Ele havia sentido, sabia que estava em perigo, mas não tinha ideia de como aquilo havia acontecido. Ele só sabia que precisava sair de lá.
Stefan. Gritou com urgência através do pensamento e em segundos o irmão abria a porta da cela com em seu encalço.
- O que aconteceu Damon? Você está bem? - Stefan se ajoelhou ao lado de seu corpo semi-mumificado e acendeu a luz.
- ... - sua voz saiu num muxoxo, mas suficiente para alertar ao irmão e .
- O que tem ela? - Stefan apontou uma pequena geladeira que havia no fundo do porão, de frente para a cela e correu até ela.
- Eu preciso sair daqui, ela está morrendo. - Damon movimentou seu corpo de um lado para o outro, como se quisesse levantar.
- Era isso? - estendeu uma bolsa de sangue para Stefan que concordou e a abriu rapidamente dando ao irmão.
Damon bebeu a uma velocidade impressionante, recuperando a pele e também sua força. se abaixou para ficar na mesma altura que ele, mas quase não ficou na posição.
- Vamos, não temos tempo. - ele disse já se levantando e seguindo para o lado de fora. Seus olhos estavam lacrimejando, pois sentia que não havia muito tempo e ele precisava atravessar uma distância enorme para poder salvá-la.
Stefan e o seguiram em silêncio, em pensamentos, Damon os colocava a par do que havia sentido e visto. Era uma situação difícil para todos eles, mas precisavam continuar correndo. Sim, correndo porque Damon assim acreditava que chegariam mais rápido. Por sorte, Seattle não ficava muito longe, seguindo por um atalho, eles praticamente se teletransportaram para lá. viu a rua de seus pais, mas não era ali que parariam. O ponto de chegada ficava a algumas ruas para cima e então eles finalmente pararam. Estavam exaustos e ficaram frustrados ao verem que era um terreno baldio.
- Damon, não tem nada aqui. - Stefan disse irritado, pensando que havia sido uma brincadeira de mal gosto do irmão para sair da cela.
- Não, ela está aqui, eu vi. - Damon adentrou o terreno desesperado. - ? - gritou a plenos pulmões andando rapidamente por entre os escombros. - ? - parou ao ver o que parecia ser uma mão. - Ah meu Deus, ! - ele caiu de joelhos ao lado de uma pilha de blocos e os empurrou para longe o mais rápido que pôde. e Stefan se puseram ao seu lado, chocados.
- ... - sussurrou a mais velha arrasada. Damon a virou de barriga para cima e viu que uma pequena quantidade de sangue saía de uma de suas narinas. Abriu sua blusa desabotoando a gola e também deparou-se com uma enorme mancha roxa que se alastrava pelo peito da garota.
- Está com hemorragia interna... - Stefan murmurou, mas tanto seu irmão quanto o ouviram. A mais velha ajoelhou-se ao lado da irmã, sentindo as lágrimas grossas descendo por seu rosto. - Pelo som, alguns ossos também estão quebrados, o pulmão está perfurado... - analisava o garoto concentrando-se em sua audição.
- , você não pode me abandonar agora... - Damon ergueu-lhe a cabeça e olhou para Stefan. - Precisamos ir ao hospital.
- Damon, ela não vai resistir, sua vida está por um fio! - Stefan disse sério, mas com uma pitada de nervosismo. - O peito dela foi esmagado, você sabe o que tem que fazer. Deve transformá-la.
- Mas eu não sei se é isso o que ela quer. - o garoto murmurou, os olhos marejados.
- Agora nada disso importa, ela vai morrer, Damon! - o mais novo elevou o tom de sua voz e o irmão abaixou a cabeça.
- Não diga isso! - gritou com o namorado. - Damon... - suplicou olhando da irmã para o outro Salvatore.
- Eu já causei sofrimento demais a ela, - o garoto balançou a cabeça negativamente. - eu tenho a chance de consertar, e eu vou. - disse enquanto arregaçava a manga de sua blusa, rasgando seu pulso direito em seguida, dando o sangue à boca de .
- Damon, ela não vai sobreviver...
- CALA A BOCA! - urrou o garoto.
- Olhem, está regredindo. - chamou a atenção de ambos para , na qual o enorme hematoma diminuía.
- Vai ficar tudo bem. - Damon inclinou-se sobre a menina, protegendo-a com o próprio corpo e com a mão lhe segurando pela nuca.
- Acho que já está bom, deixe-me ver. - Stefan agachou-se e encostou a orelha sobre o peito de . - O coração dela está batendo, - analisou por mais alguns segundos. - as costelas não estão mais quebradas, ou qualquer outro osso. - mais um momento de silêncio. - Ela vai ficar bem, só precisamos levá-la para casa.
Damon sorriu acariciando o rosto ainda pálido de . O mundo havia parado para ele, sentia um alívio enorme por tê-la respirando em seus braços.
- Eu te amo, . - sussurrou sem se importar se pareceria brega demais, ou se e Stefan tirariam sarro dele.
- Vem, vamos levá-la para casa. - sorriu tocando o ombro de Damon delicadamente.
- Claro, ela precisa descansar. - o garoto concordou ajeitando em seu colo para que pudesse levantar.
- Só precisamos de uma desculpa. - ponderou enquanto caminhavam lentamente de volta para a casa dos pais das irmãs Cardigan.
- E tirar todo esse pó. - Stefan observou e eles rapidamente pararam. e Stefan viraram-se para Damon e , o que fez com que o mais velho os olhasse assustado. É claro que ele estava totalmente alheio à conversa dos dois.
- Não se preocupe, seremos delicados. - Stefan sorriu sereno e começou a dar leves tapinhas na roupa da irmã a fim de tirar o pó que lá havia. Ajeitaram seu cabelo e limparam o sangue que saía do nariz de e só então se certificaram de que a mais nova estava apresentável.
Chegando à tão conhecida casa, respirou fundo antes de bater à porta. Estava tudo escuro lá dentro, mas não podiam entrar. Embora estivessem com a chave de , apenas a garota poderia entrar, afinal, eles não haviam sido convidados. Ouviram passos dentro da casa e a menina prendeu a respiração, sua mãe cairia na história?
- ! - a Sra. Cardigan abriu a porta animada. e Stefan estavam na frente enquanto Damon, com nos braços, estava a alguns passos atrás. - Que saudades! - a mulher a abraçou e sentiu uma força a impedindo de ultrapassar a porta de casa. Aquilo era realmente desconfortável.
- Eu sei mamãe, - ela a soltou. - este é Stefan, meu namorado. - ela enganchou seu braço no do garoto que sorriu terno para a mais velha.
- É um prazer conhecê-la Sra. Cardigan. - Stefan beijou a mão da mãe de que sorriu encantada.
- Igualmente Stefan. Por favor, entrem. - abriu passagem na porta e finalmente sentiu o campo de força ao redor da porta sumir. Sorriu para Stefan que a acompanhou, abraçando-a pela cintura. - Oh, o que aconteceu com sua irmã? - disse a mulher assim que viu inconsciente.
- Erm... - intercalou o olhar entre a mãe, Stefan e Damon com . - até que é uma história engraçada, eu e os meninos estávamos na mesma casa noturna que a .
- E, deixe-me adivinhar, ela desmaiou de tanto beber? - a mãe perguntou séria.
- Não! Mamãe, imagina! Ela se divertiu muito lá, só se cansou de dançar e dormiu no meio do caminho. - a garota sorriu amarelo, mas do jeito mais convincente que conseguiu. - Oh, esse é Damon, o namorado da .
- Deveria ter adivinhado, - sorriu a mulher acenando com a cabeça para o garoto que sorriu solene. - o famoso Damon. me falou muito de você. - o garoto aumentou ainda mais seu sorriso e agradeceu com a cabeça. - A porta ao fundo do corredor é o quarto de , sinta-se a vontade. - ela apontou escada acima.
- Obrigado. - disse e subiu lentamente com para não acordá-la. Abriu a porta sem maiores dificuldades e a deitou na cama. Tirou seus sapatos e a cobriu, procurando deixá-la o mais a vontade possível e pôs-se a observá-la. Nada o deixava mais feliz naquele momento do que o fato dela estar viva.

Capítulo 30.

Damon sentou-se na borda da cama e tocou a mão levemente fria de enquanto a observava em silêncio. Seu peito subia e descia levemente, o semblante estava calmo. Ele queria ouvir sua voz, queria saber se ela estava realmente bem. Seria crueldade acordá-la de seu sono, pensou, então levantou-se e andou até a janela do quarto, perdendo seu olhar na vasta visão que tinha. Sentia-se vivo, pois sabia que a razão da sua vida eterna também estava viva. Podia parecer patético, mas ele sabia agora, mais do que nunca, que era sua razão de viver eternamente. Ela era a garota pela qual ele havia procurado por todos aqueles anos.
Agora, Damon só precisava que ela pedisse pela eternidade e então não haveria nada que os impedisse de se amar incondicionalmente. Virou a cabeça levemente para o lado, podendo olhá-la por cima do ombro. Seus olhos captaram um mínimo movimento e então ele se virou. Estaria acordando? Seu primeiro passo foi incentivado por um murmúrio da menina que, dessa vez, se mexia na cama. Logo, estava abrindo seus olhos, ainda que apenas um pouco.
- Eu morri? - perguntou ela, a voz levemente rouca. Damon riu baixinho.
- Não, está viva. - sem gracinhas, ele havia decidido por ora. Precisava conversar com a amada, se redimir por tudo o que lhe havia feito.
- Como? - puxou seus braços para descansarem sobre o peito, acompanhando o movimento de subida e descida. Antes que Damon lhe dissesse qualquer coisa, seus olhos se encheram d'água. - Ninguém ouviu meu pedido de socorro. - havia um nó em sua garganta e era muito bem notado. Damon engoliu seco. - Ninguém veio me ajudar. - lamentou-se amargurada. Talvez estivesse sonhando, estar com Damon em seu quarto era algo pelo qual ela não esperava. Para a pequena Cardigan, o fim já havia chegado.
- Eu te ouvi. - o mais velho Salvatore tocou-lhe a mão, voltando a se sentar ao seu lado na cama. Seus olhos intensos procuravam pelos marejados da menina. - Pode não querer acreditar, mas eu te ouvi . Eu te senti. - abaixou a cabeça estremecendo ao se lembrar da horrível sensação. o olhou confusa. Se aquilo fosse um sonho, estava para lá de estranho, tinha de admitir.
- O que você sentiu? - perguntou ela para se certificar. O toque de Damon sobre sua pele parecia real demais para ser um sonho.
- Dor, desespero, tristeza; - listou o garoto enquanto lutava para se lembrar. Não era fácil. - Eu pedi a Stefan que me tirasse do porão, eu estava trancado lá desde que te machucara. - permaneceu em silêncio; não era um sonho, concluiu. - Corremos, eu, Stefan e , até aqui, eu tinha certeza de onde te procurar. Era estranho, foi como uma visão, sabe? Passava e repassava como um filme em minha cabeça. - Damon contornou a cabeça com o dedo, como se fizesse o desenho de uma auréola no ar. - Mas quando eu cheguei, era só um terreno cheio de entulho. - seu riso foi vazio e doloroso. - Meu irmão achou que eu estava aprontando, para me livrar do castigo, mas eu sabia o que sentia e o que tinha de fazer.
- Ele não me viu? - interrompeu a menina. Lágrimas silenciosas escapavam de seus olhos enquanto acompanhava a descrição de Damon. Ela mal se lembrava de alguma coisa o que, de certo modo, era bom.
- Não. Te procurei em todos os cantos até que vi sua mão entre os escombros... - ele fez uma pequena pausa, pressionando os olhos que temiam em embaçar. - Você estava quase morta. - um soluço escapou dos lábios de e Damon se recompôs voltando a olhá-la. - Todo o seu tórax estava esmagado, não havia muito que se fazer. Eu queria te levar para o hospital, sabe, - ele riu irônico. Aquela ideia, agora, soava absurda. - mas Stefan me disse o que eu estava tentando evitar. Ele queria que eu te transformasse, senão você não sobreviveria.
- Então eu sou uma... - remexeu-se na cama tocando seu corpo, mas o mais velho a parou, sorrindo.
- Eu não fiz isso. - seu sorriso se desmanchou. - Depois de tanto errar com você eu tinha de fazer a coisa certa. Como não sabia qual era o seu desejo, apenas dei-lhe o meu sangue. - seus dedos voltaram a tocar as mãos de , novamente pousadas sobre seu peito.
- Nós nunca conversamos sobre isso. - observou . - Obrigada. - sorriu para o garoto, procurando seus olhos incrivelmente azuis. Logo que os encontrou, um choque tomou-lhe o corpo. Era como uma descarga de boas vibrações, a fazia se sentir bem.
- , você me perdoa? - as palavras de Damon saíram entrecortadas. Ele nunca havia pedido perdão antes, e tudo soava diferente, novo. o olhou, parecendo um pouco surpresa também. Seu sorriso lentamente se formou enquanto algumas lágrimas escorriam por suas bochechas.
- O que seria de mim se eu não o fizesse? - ela sentou-se e abraçou o rapaz fortemente, deixando que alguns soluços escapassem enquanto seu coração batia mais forte. Damon direcionou seu rosto para a curva entre o pescoço e o ombro de , ainda nus pela roupa que vestia, e descansou ali sua bochecha enquanto sentia o seu perfume. Fechou os olhos. Lá no fundo ele também sentia algo bater, mais forte e vívido do que nunca. Quem diria que um dia seu coração ficaria daquele jeito? Ele não poderia imaginar.
- Eu te amo. - sussurrou contra a pele quente da menina e ela se desencostou de seu ombro. Suas mãos trêmulas seguraram seu queixo e ambos se olharam nos olhos.
- Eu também te amo. - disse antes de selar seus lábios. Ela sentia que estava pronta, aquele era o rapaz certo. E, embora ainda fosse difícil de acreditar, havia decidido que gostaria de passar a eternidade ao seu lado. Não haveria pessoa no mundo que a faria feliz como Damon a fazia. Ao mesmo tempo em que parecia ter certeza há anos, tudo parecia muito novo, ainda a ser absorvido. Mas nada, nada a faria mudar de ideia.
Acabaram por dormir abraçados, estavam completos. Tudo estava certo e, mais do que nunca, a vida parecia tomar o rumo que havia sido lhe designado desde o início. Era o amor mais puro e sólido que unia duas pessoas de mundos tão diferentes, mas que tão logo fariam parte de apenas um: o do para sempre.

e Stefan estavam na cozinha, fazendo companhia para a Sra. Cardigan enquanto a mesma preparava um chá. É claro que, dadas as circunstâncias, sentia-se no dever de se explicar para a mãe.
- Desculpe não ter aparecido antes. - Ao contrário do que pensava Stefan e a própria menina, não estava sendo nenhum desconforto para a nova vampira enfrentar a presença da mãe.
- Não tem problema, disse que você estava ocupada. - a mulher sorriu, mas felizmente não notou o desconforto da filha ao ouvir o nome da irmã. Ainda era incerto se acordaria ou se eles ainda teriam algum problema pela frente. Sentindo a tensão da namorada, Stefan se aproximou e sussurrou em um tom tão baixo, que apenas ela poderia ouvir.
- Não se preocupe, ela está bem, acabou de acordar. - o rapaz esfregou carinhosamente os ombros da namorada, a qual suspirou aliviada. Mais uma barreira havia sido vencida.
- O que está achando de Baltimore? Sua irmã disse que é um pouco pacata, - riu a mais velha, parecendo se divertir com o tédio demonstrado pela filha caçula. - mas ela só deve estar sentindo falta das festas que acontecem todos os finais de semana por aqui.
- É, tenho certeza que sim. - sorriu, Stefan riu ao pé de seu ouvido e ela lhe deu um soquinho em protesto.
- E você, Stefan, mora há quanto tempo lá? - a Sra. Cardigan virou-se com duas xícaras de chá, entregando-as com cuidado para a filha e o então genro.
- Na verdade, eu e meu irmão nascemos lá. - tomou um gole, ignorando os avisos da mais velha de que estava quente. Ele não havia sentido nada. - Moramos fora por algum tempo e então resolvemos voltar. Toda nossa família nasceu em Baltimore, somos muito apegados àquele lugar. - sorriu simpático para a mulher que concordava, encantada.
- Lembro-me de minha avó comentando sobre a sua família, Salvatore não é?
- Correto.
- O que a bisa te dizia, mamãe? - perguntou surpresa. Não se lembrava de nada dos Salvatore enquanto passava as longas tardes com a avó de sua mãe. Deveria ser muito pequena para se lembrar.
- A família de Stefan é famosa! No século dezenove a família dele foi a que mais se destacou na caça aos vampiros! - a mais velha disse entusiasmada. olhou para Stefan com um olhar meio arregalado.
- É mesmo? - perguntou num tom de surpresa e acusação ao mesmo tempo. Stefan riu.
- É verdade, meu pai sempre foi um homem muito curioso e inteligente; ele e mais alguns amigos promoveram uma busca em uma época que se acreditava que Baltimore estava com um surto de vampiros.
- Mas eles estavam errados. - a Sra. Cardigan disse, levemente desapontada.
- De fato. - concordou Stefan. Para , aquilo tudo estava uma perfeita bagunça.
Te explico melhor depois. A voz de Stefan invadiu sua mente e ela olhou para o lado, recebendo uma piscadela.
- Sempre achei a história de cidades pequenas algo fascinante! Pena que nem você ou sua irmã se interessaram.
- Pode acreditar, mamãe, a senhora tem muito que contar! - exigiu em um tom brincalhão. - E, se a senhora não se importar, talvez Stefan possa te ajudar. Ele ama história e conhece melhor do que ninguém tudo sobre Baltimore!
- É mesmo? - os olhos da Sra. Cardigan brilharam. e Stefan riram, quem sabe um dia ela não poderia saber de tudo? Que Stefan realmente vivera aquela época e todas as seguintes, garantindo-lhe, assim, total conhecimento? Era melhor esperar...
- Bem, acho que vamos deixá-la descansar. - disse após um tempo em silêncio. Todos já haviam terminado de beber o chá.
- Não se incomodem, daqui a pouco tenho que acordar mesmo. - a mulher deu de ombros.
- Imagina, deixa que eu lavo a louça para você. - pegou as xícaras.
- Ahm, eu vou ver como o Damon está. - Stefan levantou-se e deixou a cozinha. A Sra. Cardigan se aproximou da filha.
- E o Stefan, , você acha que gosta mesmo dele? - a Sra. Cardigan começou a conversar baixinho com a filha enquanto Stefan havia parado do lado de fora e ouvia tudo. não deixou de sorrir, felicíssima.
- Sim mamãe, esse amor é para sempre. - as duas riram, assim como Stefan. Ela sabia que Stefan havia ouvido tudo, mas não se importava. Não havia mentiras em suas palavras, eles realmente eram para todo o sempre.

Epílogo.

abriu os olhos e apertou o lençol contra seu corpo nu. Era uma linda manhã e ela podia enxergar isso pela grande janela do cômodo. Um braço protetor a envolvia pela cintura e ela conseguia sentir o corpo másculo tocá-la por trás. Sorriu. Em uma das mãos com a qual segurava o lençol algo brilhou e não pôde mais conter o sorriso que se alargava. A aliança dourada brilhava solitária em seu dedo anelar e, na mão que a envolvia, também reluzia outra igualzinha à dela, só que um pouco mais grossa. Virou-se de frente para ele e esfregou os narizes em um beijo de esquimó, o garoto abriu os olhos lentamente sorrindo e a puxou para mais perto.
Apenas dois anos haviam se passado, mas eles se sentiam como se tivessem passado a vida inteira daquele jeito.
- Bom dia. - murmurou Stefan beijando a testa da menina que se aninhou em seu peito descoberto.
- Bom dia. - respondeu depois de um longo suspiro satisfeito.
Gritos foram ouvidos do lado de fora da mansão e eles não evitaram os risos. Ligaram a televisão e se distraíram com um noticiário qualquer que passava. Do lado de fora, entretanto, a situação era mais agitada.
- Eu disse que era mais rápida. - a mais nova abraçou um dos troncos de uma árvore próxima e girou seu corpo sorrindo como criança.
- Não vale, você trapaceou. - ele a parou no meio do caminho, impondo-se de maneira autoritária o que a fez se chocar levemente contra seu peito.
- Até quando vai ignorar suas derrotas Damon? - começou a rir da cara falsamente triste do garoto.
- Quando você me deixar correr ao seu lado. - disse como se fosse óbvio. É claro que ele adorava a maneira como corria, não achava nem um pouco ruim ficar para trás apenas para vê-la sorrir e seus cabelos se movimentarem, mesmo que rapidamente.
- Vem. - ela estendeu a pequena mão branca para o namorado que rapidamente a aceitou e tão quanto começaram a correr.
- Pensando bem, prefiro ficar atrás. - Damon disse puxando a mão da namorada para que parassem. o olhou, confusa. - Prefiro olhar seu bumbum, - sorriu malicioso e a menina sorriu sem graça. - ah não faça essa cara, ele estava lindo com um rabinho de coelho ontem. - ergueu a mão pronta para bater no garoto, mas este foi mais rápido.
- E você destruiu minha roupa. - protestou, imobilizada.
- Não era esse o objetivo? - Damon a empurrou contra a árvore mais próxima. encarou seus olhos azuis e, por eles, conseguia ver flashes da noite passada. Sorriu de canto e voltou seu olhar para baixo.
- Talvez. - respondeu, a voz um pouco vacilante. Damon achou aquilo uma graça.
Eles tinham tempo para aproveitar, eles tinham um ao outro. A vida daqueles quatro estava, finalmente, completa. E, o melhor, duraria toda a eternidade.

FIM



n/V: À todas as leitoras que acompanharam Push Up Bloody desde o início, ou começaram a acompanhar ao longo da fic, um imenso obrigada! Obrigada pelos comentários maravilhosos, obrigada por terem feito dela a fic destaque do mês. Minha primeira fic com tal mérito.
Devo dizer que fiquei muito satisfeita com o resultado e com o capítulo final, espero que vocês também sintam o mesmo. Novamente, obrigada pelo apoio, pelos comentários desesperados e pelas risadas e lágrimas derramadas ao longo da fic. É o fim? Sim. Uma segunda parte? Talvez. Provavelmente seja melhor deixar que a imaginação de vocês se desenrole e pondere sobre o que pode ter acontecido.
Só espero que eu tenha as colocado no caminho certo. ;D Não é um adeus, vocês ainda podem me acompanhar em outras fics como Exchange Program (que também está na reta final) e McHate.com. Ficaria muito feliz em tê-las por lá. Mais uma vez, muito obrigada! Sem o apoio de vocês, a fic não existiria. Obrigada à Carol que começou essa fic comigo, mas infelizmente não pôde terminar. Espero que você tenha ficado satisfeita! *-* É isso aí meninas, até a próxima! xx

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