O Pecado Tem Sabor de Desejo
Autora: Nany Barros
Status: Em Andamento
Revisada por: Hata
Categoria: Hot Fics
Sub-Categoria: LongFic - Romance/PWP
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Prefácio
Eu sei que o que eu e ele estamos fazendo é errado. Logo eu filha de um empresário bilionário e o arquiteto da empresa do meu pai, e ainda o braço direito dele, e pra completar, sempre foi e sempre será o queridinho e quase filho do meu pai. E o pior que ele sempre me tratara com uma pirralha, e do nado ele começou a me tratar melhor, eu nunca imaginaria que ele teria olhos para mim. Eu uma garota de 15 anos tendo um caso com um cara de 24 anos, que só não é meu irmão, porque o sangue da minha família não corre em suas veias. Mas o que posso fazer se o desejo é mais forte que o pecado?
1º Cap. ~ Sonhos que me persenguem.
Finalmente cheguei em casa após um dia muito cansativo na escola, e por que raios está fazendo tanto calor em Londres?
- Pai, mãe cheguei. – gritei da sala, e não obtive nem uma resposta, subi a escada da mansão onde eu moro, chegando ao corredor dos quartos, caminhei até o quarto dos meus pais, parei em frente à porta e dei três batidas.
- Mãe, pai? – chamei e eles não responderam, devem ter saído, vai ver que foi por isso que eles não foram trabalhar, devem ter um compromisso importante. Well... Vou tomar banho antes que eles cheguem. Caminhei até o meu quarto, assim que passei pelo portal deste, uma pessoa chegou por trás de mim e tampou meus olhos. O perfume da pessoa invadiu minhas narinas e se alojou em meus pulmões. Não precisei nem pensar para saber que era .
- , dá pra tirar suas mãos dos meus olhos? – grunhi irritada. Ele sempre soube que eu não gosto disso.
Ele deu uma risada baixa, tirando as mãos dos meus olhos e botando-as em minha cintura.
- Cadê meus pais? – perguntei tentando me virar, mas ele me impediu. Viado.
- Saíram e mandaram-me cuidar de você – ele falou afastando meus cabelos do pescoço. O que ele pretende? – Então você é toda minha. – sussurrou por fim, em meu ouvido.
Pelinhos do meu corpo, eu não mandei vocês se eriçarem! Puta que pariu !
me virou pra si num movimento brusco, me fazendo olhar em seus olhos extremamente . Alguém me dá Ctrl + alt + delete que eu travei.
Senti o hálito quente – e ao mesmo tempo gelado – de bater em minha boca, me fazendo estremecer. Ele deu risada ao notar tal efeito sobre mim.
Seus olhos por um momento deixaram de fitar os meus, para fitar minha boca, ele mordeu o lábio inferior, sedento para me beijar. Quando seu rosto estava bastante próximo para me beijar, alguém gritou meu nome me assustando e fazendo com que eu empurrasse para longe de mim. Meu coração batia a mil e minha cara devia estar branca. Ao contrário de mim, estava tranqüilo e com um sorriso sapeca. Como ele pode estar assim? Enquanto minhas veias estão pulsando de susto.
A voz tornou a me chamar...
- , você vai se atrasar. – Minha mãe informou, saindo do meu quarto.
Fora apenas mais um sonho que eu tive com , eu preciso tirar esses sonhos da minha cabeça, meu namorado Phill é muito melhor que o . Mas o pior é que esses sonhos me perseguem. Argh.
Me levantei e fui direto pro banheiro.
2º Cap. ~ Eu não acredito!
Depois que fiz minha higiene matinal – incluindo banho – vesti meu uniforme da H.S.D, camisa social branca, paletó preto, gravata vermelho vinho, saia cinza com pregas acima dos joelhos, meias ¾ brancas e sapatos bonecas pretos. Brega? Eu sei, mas é assim que é o uniforme da minha escola.
Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo alto e passei uma maquiagem básica. Pronta para o , oops para o Phill.
Desci a escada correndo até chegar à sala de jantar.
- Bom dia mãe e pai. – cumprimentei-os me sentando à mesa.
- Bom dia minha filha. – meu pai falou e minha mãe deu um sorriso.
- E ? Já foi trabalhar? – perguntei.
- Ele nem dormiu aqui. – minha disse dando de ombros.
- Ah. – murmurei dando um gole em meu suco de laranja.
- Ah minha filha, nós vamos viajar para Nova York hoje. – meu pai comentou. – e o vai tomar conta de você até terça-feira.
Ok, agora eu vou matar meu pai a por afogamento com suco de laranja. Como assim meu meus pais vão viajar numa sexta-feira e me deixa até terça-feira com o depravado do ?
Aaaaaah ta mona!
- Por que eu não posso ir com vocês? – perguntei indignada. Coé? Eles vão para Nova York!
- Por que você tem aulas. – minha mãe explicou. Humphz!
- E minha filha nada de trazer seu namorado pra cá, porque o vai me dizer tudo. – aaah ta pai! Vai sonhando. Até parece que eu não vou trazer o Phill aqui.
- Claro pai. – falei sorrindo falsamente.
- E antes que eu me esqueça, o Joe vai ficar de folga por esses dias. – ah pronto até o meu motorista vão tirar de mim? O que eu fiz?
- Calma, o vai fazer isso. – minha falou naturalmente. Cara é O , ele pode esquecer de mim, ele me odeia. Fatão.
- Mas e se ele esquecer de mim? – perguntei de um jeito desesperado. Se não fosse eu, eu estaria rindo da pessoa.
- Minha filha o é um homem responsável. – meu pai disse de uma maneira desaprovadora. Aaah ta pai! E eu sou Xena a princesa guerreira.
- Ta, eu já vou para escola. – falei me levantando. – boa viajem. – disse dando um beijo no rosto dos dois.
- Tchau minha filha e comporte-se na nossa ausência – meu pai falou.
- É minha filha, tome juízo. – minha mãe falou. Pow ela sempre me manda tomar juízo, mas eu só acho vodka!
- Certo, Dona Melissa e Senhor George. – falei saindo da sala.
Caminhei até pra fora da minha mansão, entrei no carro e cumprimentei meu motorista.
- Bom dia Joe. – falei sorrindo.
- Bom dia . – ele falou dando partida no carro.
Vou te contar o Joe é muuuuuuuuito gostoso, pena que é gay.
Vou falar um pouco da minha vida pra vocês. Meu nome é , mas me chamem de , tenho 15 anos, sou filha de uma brasileira com um inglês, graças a Deus tenho os dotes das brasileiras. Uhul! O nome da minha mãe Melissa e o do meu pai é George. E eu tenho a melhor amiga , ou , ela também é brasileira, a família dela é amiga da minha. Tenho um namorado que se chama Phillips Roth, eu acho que só namoro com ele pra implicar com meu pai, porque meu pai não se bica muito com o pai de Phill, não me entenda mal, eu gosto muito de Phill, mas não amo ele, não tanto como eu gostaria. E sobre o , ele é quase meu irmão, os pais deles morreram quando ele tinha 14 anos – na época eu tinha seis anos – e como o meu pai era super amigo do pai de , ele acabou virando o tutor dele. Nessa época meus pais davam mais atenção a ele do que a mim, no começo eu nem liguei, porque o garoto tinha acabado de perder os pais, mas depois de um tempo, meu pai ficou todo vidrado porque era o filho homem que meu pai nunca tivera, e para piorar as coisas o desgraçado resolveu ser arquiteto e engenheiro – dá na mesma – e meu pai claro deu a louca, nessa época eu fiquei puta da vida com o , e o idiota sabia que eu tinha ódio dele e começou a me provocar. E no ano retrasado eu comecei a sonhar com ele e passei a querer ele, sentir o toque dele, o cheiro dele e que ele me fizesse mulher – sim eu sou virgem - mas isso é tudo besteira, eu odeio ele, ele me odeia e nós nos odiamos.
Cheguei à escola e desci do carro me despedindo de Joe. Entrei na escola tendo alguns olhares sobre mim, argh odeio isso. Vi no corredor e andei até ela.
- Oi . – a cumprimentei, e ela me olhou com desdém.
- Não me chama de . – ela disse seria e rolei os olhos.
- Acredita que meus pais vão viajar e o vai tomar conta de mim. – disse fazendo drama, ela me olhou com a cara formada em deboche.
- Ah claro, ele vai te dar banho, comidinha na boca e te levar pra cama e brincar de papai e mamãe. – ela riu cínica.
- Não viaja . – falei perplexa.
- , até parece que você não quer o só pra você. – falou naturalmente.
- Claro que não e...
- Amor. – senti alguém me puxando, e logo reconheci o Phill.
- Oi – falei dando um beijo leve em seus lábios e pude escutar a falando algo como “Te vejo na sala” e saiu. - Vai fazer alguma coisa amanhã? – perguntei entrelaçando meus braços em seu pescoço.
- Er... Eu... Eu vou para... Essex com meu pai. – ele respondeu gaguejando. Ele parecia nervoso. Estranho, muito estranho.
- Ahh – murmurei fazendo bico, que o fez gargalha e me dar um selinho.
- Mas eu volto domingo para passarmos o dia juntos. – ele falou sorrindo.
- Mal posso esperar. – falei dando um mais um selinho e seus lábios. O sinal tocou avisando aos alunos para irem a suas classes.
- Te vejo mais tarde. – me despendi de Phill já que ele é de outra sala.
- Até mais meu amor – ele falou e eu me direcionei até minha sala.
É mais um dia se passou nessa droga de escola, só pra começar minhas duas primeiras aulas foram horríveis, ninguém merece biologia com a chata da Sra. Brown, cara até que poderia ser um professor gostoso, mas não, essa escola bota professoras extremamente chatas, o único professor que tem nessa escola é Sr. Dempsey que dá aula de história, o cara é um horror, nem queiram saber como ele é. E a e o Phill já foram embora da escola – assim como todos – já faz mais de meia hora que eu estou esperando o aparecer para me buscar, já liguei diversas vezes pro celular dele, mas sempre cai na caixa postal, também já liguei diversas vezes pro escritório dele, mas a mal-comida da secretária dele diz que não sabe onde ele está e desliga na minha cara, e a essa hora meus pais estão dentro de uma avião para Nova York. Eu sabia que esse negocio do de me deixar/buscar na escola não ia dar certo.
E pior de tudo é que eu não tenho dinheiro nem pra pegar um metrô, porra, vou passar a andar com bastante dinheiro. Dude vou pegar um táxi e quando eu chegar em casa eu pego dinheiro e pago, cara eu sou um gênio. Melhor eu me apresar que lá vem um. Fiz sinal pra ele parar e ele parou, foi fácil, achei que teria que assobiar que nem naqueles filmes, mas não, ainda bem, eu nem sei assobiar. Falei meu endereço e em menos de 20 minutos cheguei em casa. Parei em frente ao portão da minha casa, e falei com cara que está na guarita para pagar o táxi. Sim minha casa tem espécie de guarita, meu pai é cheio das futilidades.
Andei pelo jardim até chegar em frente de casa e ver a BMW preta de estacionada bem em frente, é melhor eu ir pra cozinha fazer meu sanduíche antes que eu veja o e perca toda minha fome. Entrei pela porta da cozinha, e indo até geladeira pegando todos os ingredientes necessários para fazer meu sanduíche, ai como eu queria a Margareth pra fazer uma coisa melhor, mas como hoje é a folga dela, me contento apenas com o meu sanduíche medíocre e meu suco de laranja que acabei de pegar na geladeira. Agora vou pro meu quarto, sai da cozinha dando uma bela mordida e minha refeição, assim que pus meus pés na sala me deparei com uma cena não tão agradável. sentado no sofá. OH MY GOD.
sentado no sofá pelado com uma loira pelada em seu colo subindo e descendo, e gemidos extremamente altos saindo dos dois.
Meu queixo caiu, assim como o copo que estava em minhas espalhando todo o conteúdo, fazendo um barulho de vidro quebrado, fazendo a loira saltar do colo , e o mesmo me olhar assustado. E porra um caco voou na minha perna, ta ardendo droga. em um segundo de consciência pegou uma almofada e colou no meio de suas pernas e a loira tentava se cobrir com as mãos enquanto me olhava assustada e ofegante, só não sei se foi por causa do susto ou se foi por que o ESTAVA METENDO NELA.
Tomei um pouco de fôlego, quando palavras resolveram proferirem de minha garganta. - Eu não acredito. – foi a única coisa que eu fui capaz de dizer.
- , o que você está fazendo aqui? – ele perguntou com os olhos esbugalhados. - O que eu estou fazendo aqui? – repeti mais pra mim mesma, e uma expressão de deboche e nojo se formaram em meu rosto.
- É. – ele falou grosseiramente.
- O que eu estou fazendo aqui? – repeti outra vez exaltando minha voz – ESSA É A PORRA DA MINHA CASA, E JÁ ERA PRA EU ESTAR EM CASA HÁ MAIS DE UMA HORA, MAS EM VEZ DE VOCÊ IR ME BUSCAR NA ESCOLA COMO MEUS PAIS COMBINARAM COM VOCÊ, NÃO, VOCÊ NÃO FOI PORQUE ESTAVA OCUPADO DEMAIS FODENDO ESSA COISA LOIRA NO SOFÁ DA MINHA SALA, SE APROVEITANDO DA AUSÊNCIA DOS MEUS PAIS. – terminei meu pequeno surto com meus olhos lacrimejando de ódio enquanto a loira me olhava como se eu fosse azul com bolinhas rosas, e me olhava assustado e enfurecido.
- Se toca garota, o mundo não gira em volta do seu umbigo. – ele falou debochado.
- Claro que não, ele está muito ocupado com o seu. – rebati entre os dentes.
- Toda essa revolta é por que e não te peguei na escola, não é docinho? – ele perguntou outra vez com deboche. Odeio quando ele chama de docinho. Argh.
- Mas é claro, e quer saber continua fodendo aí, não quero perder meu tempo com você. – falei com desdém, dando as costas a eles e subindo a escada.
- Claro seu tempo é muito precioso pra ser gasto comigo. – ela falou gargalhando.
Apressei meus passos até o quarto, entrando nele batendo a porta.
Cara que ódio desse , e essa cena nojenta e repugnante não sai da minha cabeça droga. Preciso de um banho urgente.
Pronto banho tomado, e cabeça fria, vou ligar pra .
- Alô? – a voz da minha amiga soou em meus ouvidos após o segundo toque. Isso foi gay.
- Você tem tempo? – perguntei mordendo meu lábio inferior.
- Sim, não tenho nada melhor para fazer. – respondeu.
- Também não desdenha, eu estou com ódio. – falei.
- De mim? Por quê? – ela perguntou e eu revirei os olhos.
- Não de você, do . – revirei os olhos mais uma vez.
- O que ele fez? – ela quis saber.
- Primeiro: eu passei meia hora esperando ele enfrente a H.S.M, mas ele não foi, então tive que pegar um táxi. – bufei alto.
- E o Joe?
- Meu pais deram folga a ele até terça-feira.
- Aaah – ela murmurou.
- E segundo: quando eu cheguei em casa o tava fodendo com uma loira na sala. – falei com nojo.
- Eu não acredito nisso.
- Pois acredite. – afirmei, me recordando da cena. – e ele ainda teve a cara de pau de perguntar “o que você está fazendo aqui?” idiota.
- Mas que canalha. – ela disse gargalhando. – E como é? – ela perguntou, mas eu não entendi.
- O quê? – perguntei.
- Como “o quê?”, o tamanho da coisa dele, sua poia. – mas que safada.
- Ivone! – a repreendi, sentindo meu rosto esquentar.
- É grande? – ela perguntou, numa certa empolgação.
- Ai ! Ta é. – respondi e ela deu uma gargalhada junto comigo.
- Escuta amiga, minha mãe está chamando, amanhã eu vou aí, tchau. – ela falou.
- Claro, tchau. – desliguei o telefone e me joguei na cama, vou dormir, é a melhor coisa que eu posso fazer, para esquecer dessa tarde.
Sério estou traumatizada, com a cena da loira subindo e descendo no colo do , numa sincronia tão perfeita, e bem que poderia... Ser eu no colo dele e putaquepariu ! Pára de pensar nessas coisas. Mas a loira parecia tão satisfeita e ewww!
3º Cap. ~ Eu sou melhor do que ele!
Acordei com algo me sacudindo, abri meus olhos vagarosamente me deparando com os olhos de a poucos centímetros de mim, dei um grito pulando para trás, quase caindo da cama. Arregalei meus olhos pondo minha mão direita sobre meu peito esquerdo, sentindo meu coração bater fortemente.
- Calma, . – a voz dele saiu como suplica.
- O que você quer? – perguntei grosseira.
- Que você venha tomar café. – ele respondeu indiferente.
- Como café? Eu nem jantei – respondei franzindo o cenho.
- Já é sábado, você dormiu a tarde e a noite toda. – ele respondeu. COMO ASSIM EU DORMI HÁ QUASE UM DIA TODO?
- Sério? – perguntei abismada.
- É, cuida logo, a Margareth já fez o café. – disse.
- Ok, agora sai do meu quarto. – falei embreando minha mão esquerda nos meus cabelos, enquanto a outra usei para esfregar meus olhos.
- Dez minutos. – ele disse se dirigindo a porta e saindo. Filho da mãe, ele ainda pensa que eu já me esqueci de ontem.
Levantei da cama e caminhei em direção ao banheiro. Escovei meus dentes, prendi meu cabelo em um coque frouxo e desci para a sala de jantar, como as mesmas roupas que eu dormi. Uma blusa branca com listas azuis de mangas compridas e um short preto quadriculado com cinza.
Sentei-me à mesa com o , e me servi do café da manhã que a Margareth fez – deve estar uma delicia – ainda bem que a Margareth não tem folga hoje, céus como eu fui egoísta agora, anyway dei um gole no meu suco, sentindo olhar de sobre mim.
- Preciso falar com você sobre ontem. – pigarreou sério, olhei para ele com indiferença.
- Fale – incentivei.
- Eu sei que foi um erro eu não ter indo te buscar na escola, e além disso, você viu uma cena nada agradável, só quero pedir para você não dizer nada ao George. – ele me olhou com um ar de suplica. Claro que eu não vou contar, sei que foi uma coisa desagradável, mas eu não vou contar, assim eu vou ter uma coisa para sempre jogar na cara dele. Sei que isso é uma atitude muito infantil, mas eu quero ao menos uma vez ficar por cima dele. Não literalmente. Ou talvez sim.
- Eu não vou, até por que seria complicado. Pode ficar despreocupado, ele não vai saber, e nem ninguém. – mentira, a já sabe. Sorri cínica para ele voltando a comer. Ele não falou mais nada. E assim eu pude terminar meu café da manhã.
Que ótimo ficar amanhã todinha jogada no sofá da sala junta com o traste do , que ironia. Dude, alguém me salva.
DING DONG!!
Gosh, eu tenho poderes!
Mas quem será? Tomara que seja a !
- . – é ela. Minha salvadora. Ta isso foi desnecessário.
- , tudo bem com você? – perguntou antes mesmo que eu abrisse minha boca.
- Bem. – ela respondeu sorrindo e olhou para mim. – Vim te buscar pra ir ao shopping!
- Só se for agora. – dei um pulo do sofá. – Vou trocar de roupa, vem. – a peguei pela mão e subi as escadas correndo.
Entrei no meu quarto junto com a e fechei a porta. Entrei no meu closet enquanto ela se sentava em minha cama.
- E então? – ouvi sua voz perguntar quando peguei uma calça skinny e minhas roupas íntimas.
- O que? – respondi com outra pergunta, por não entender o que ela quis dizer.
- É grande? – perguntou de novo quando, enquanto eu pegava uma blusa de mangas roxas e uma rasteirinha.
- Do que você está falando? – perguntei saindo do closet com minhas roupas. – Vou tomar banho rapidinho e quando eu sair você me explica, ok? – falei e ela assentiu revirando os olhos.
Entrei no banheiro, escovei meus dentes e comecei a me despir. Entrei debaixo do chuveiro, sentindo água quente chocar-se em minha pele, me relaxando.
Terminei o banho, saindo do box. Me enrolei em minha toalha branca e dei uma leve secada no meu cabelo com o secador. Voltei pro quarto vendo a deitada quase sobre minhas roupas.
- Agora explica. – pedi vestindo minhas roupas íntimas.
- O é bem dotado? – ela foi logo ao ponto fazendo minhas bochechas corarem.
- Aah ... er... sim, e você já perguntou isso. – falei sorrindo sem graça para ela, terminado de vestir minhas roupas, começando a pentear meus cabelos.
- Foi? – ela se sentou na cama rapidamente. – Mas você sentiu vontade de tocá-lo?
- AH CALA A BOCA! – gritei fazendo a rir, e eu corar mais ainda. – Arg, agora eu estou imaginado o tocando.
Sim eu estou realmente imaginando o tocando, cara não é agradável.
- Ah , vai dizer que nunca teve vontade de fazer sexo com ele? – perguntou enquanto eu calçava minha rasteirinha.
- Claro que não. – respondi. Menti claro.
- Mentirosa, eu sei bem que você quer um pouco de “Ah, ah , mais, mais... assim” – ela fez com uma cara orgástica que só me fez gargalhar.
- , não viaja, oks, eu só tenho 15 anos e o 24. E eu sou virgem. – falei terminando de passar meu gloss. Peguei minha bolsa e coloquei minha carteira, celular, óculos escuros e outras coisas.
- E daí? Ele tem mais experiência, pode te ensinar coisas. – ela sorriu maliciosa – E eu sei que você é virgem, até isso o Phill não consegue tsc, tsc. – ela balançou a cabeça negativamente me fazendo rir.
- Até parece que você também não é. E porque em vez de eu, você não faz sexo com o ? – perguntei.
- Por que o meu negócio é com o . – ela respondeu sorrindo bobamente.
- Ah , ele tem 23 anos e você nunca falou com ele. – falei rindo, e me olhou cerrando os olhos.
- É porque ele é muito orgulhoso. – respondeu fazendo careta.
- Já parou para pensar que ele não gosta de pegar garotinhas de 15 anos? – perguntei, rindo da expressão dela.
- Você me broxou, vamos logo antes que eu desista. – ela falou me puxando para fora do quarto.
Eu cheguei em casa era quase 7 da noite, me esqueci que ir pro shopping com a dá uma canseira. Tomei um banho demorado, só sai porque a Margareth veio me chamar para jantar. O domingo passou rapidinho, me encontrei com Phill contra a vontade de – dude eu não sei por que o meu pai, o e a tem uma rixa com ele –, e a segunda passou rapidamente, dando lugar a terça-feira pro meu alivio.
Nesse momento eu estou na escola, provavelmente quando eu chegar em casa, meus pais já estarão lá.
Para o bem do , nesses últimos dias ele foi me buscar e deixar na escola. E não fez mais gracinhas – como a da loira – apesar dele me olhar meio estranho às vezes, mas deve ser FDP [N.Nany: nem te conto o que é huahauhua xD]. Agora eu to no último horário e espero que o venha me buscar, por que o Joe ainda está de folga.
Logo o sinal tocou avisando o fim de mais um dia na H.S.D, pro meu alívio.
- Ainda bem que meus pais já estão em casa. – falei para enquanto saíamos da classe.
- Ah claro, mais um dia com o tomando conta de você te mataria. – ela debochou. Odeio quando ela faz isso.
- Claro que sim – ignorei o deboche dela enquanto parávamos nos nossos armários, tirei alguns livros da minha mochila e os guardei dentro do armário, trancando-o logo em seguida.
- Vai fazer o que amanhã? – ela perguntou depois que guardou seus livros.
- Vir para escola, ué. – respondi dando de ombros, e caminhado para fora da escola junto com a .
- Amanhã é feriado! – ela disse dando uma tapa na minha cabeça. Abusada.
- Então eu vou ficar em casa. – falei massageando o local atingido, descendo as escadarias da H.S.D.
- Então eu vou pra lá, a gente pode tomar banho de piscina se não estiver fazendo frio. – ela falou entrando no carro do pai dela, que já a esperava.
- Oi Adam. – o cumprimentei sorrindo.
- Oi . – ele sorriu para mim.
- Então combinado . – falei a vendo revirar os olhos. – Até amanhã.
- Até. – ele disse. E seu pai deu partida no carro.
Me sentei na escadaria do colégio, vendo alguns alunos irem embora. E logo Phill entrou no meu campo de visão.
- Phill. – falei sorrindo, e ele se sentou ao meu lado me dando um selinho.
- Ainda aqui? – ele perguntou alisando meu rosto.
- Esperando o . – bufei sorrindo de canto. – Vai fazer o que amanhã? Você podia ir lá para casa...
- Não posso... er... tem um almoço de família lá em casa! – ela falou nervosamente. Dude ele esta muito estranho...
- Oún. – resmunguei emburrando a cara.
- Ah não fica assim. – ele falou segurando meu queixo e me beijando suavemente.
Descolei minha boca da dele, quando uma buzina estouro meu ouvido. Olhei pro lado vendo em sua BMW olhando para mim impaciente.
- É melhor você ir, antes que ele venha te pegar a força. – Phill disse rindo, eu lhe dei um último beijo e desci as escadarias, e entrei na BMW do e botei o cinto de segurança, e dei um tchau para Phill.
deu partida no carro, e o caminho todinho ele não falou nada, ele parecia injuriado(?). Também não liguei em falar com ele.
Chegamos em casa e eu sai correndo para dentro de casa.
- Mãe, Pai. – gritei chegando na sala.
- Oi minha filha – disseram em coro. Os abracei fortemente.
Depois que falei com eles, subi e tomei banho. Passamos o jantar conversando sobre a viajem deles e ficamos até tarde.
Fui dormir logo. Acordei de madrugada com sede, desci e bebi a água. Quando voltei pro meu quarto, adentrou rapidamente e me puxou selando nossos lábios com voracidade, ele nem pediu permissão e invadiu minha boca com sua língua, retribui o seu beijo com desejo, pondo uma mão em sua nuca puxando seus cabelos, enquanto a outra alisava seu abdômen nu. OMG!!!
E as mãos de envolveram minhas costas puxando meu corpo contra o seu. Ele cortou o beijo e olhou no fundo de meus olhos me fazendo estremecer.
- Eu sou melhor do que seu namoradinho. – ele sussurrou, me soltando e saiu do quarto.
O que foi isso? OMG, isso não é um sonho putaqueparel!
Me deitei na cama com minhas pernas bambas. Eu ainda não acredito que ele fez isso! O que ele tava pensando “Eu sou melhor do que seu namoradinho” Melhor do que o Phill? Ai meu Deus!
Ai o gosto dos lábios dele, o olhar dele, o toque dele... agora eu nunca vou esquecer! Shit!
4º Cap. ~ Homens, tsc tsc...
Eu tive a noite, mais estranha de toda minha vida, juro que se eu não tivesse tão lúcida ontem a noite, eu diria que aquilo foi um delírio. Nunca na minha vida eu imaginei que me beijaria por, por... Ciúmes? Inacreditável, pra falar a verdade eu nunca sequer imaginei me beijando, ta eu já imaginei, só achei que ele nunca fosse fazer tal coisa. Foi tão surreal...
SPLASH!
Esse foi o som, da minha pessoa caindo dentro da piscina feito uma jaca podre. Advinha quem me empurrou?
Se você disse , errou feio. Quem me empurrou foi minha querida amiga .
Como hoje é feriado e nós tínhamos combinado de tomar banho de piscina se fizesse sol – que para nossa sorte, Londres está quente –, ela veio para minha casa. E acaba de me empurrar dentro da piscina. Bela amiga.
Hoje a casa é só nossa. Meus pais saíram não sei pra onde, eles mal acabaram de chegar de viajem e já vão me deixar de novo com o , e por falar nesse, eu ainda não o vi hoje. Melhor assim. Eu ainda não me esqueci da merda do beijo que ele me deu. Oh droga, como eu me esqueci de dizer a ?
- Hey, . – chamei sua atenção enquanto sai da piscina. – Tenho uma coisa para te falar. – cheguei ao seu lado me sentando na espreguiçadeira.
- O que? – ela perguntou ainda rindo da minha queda na água. Bem como ela não vai parar de rir é melhor, eu falar tudo no tranco.
- O me beijou. – falei, respirando fortemente. parou imediatamente de rir, e me olhou com os olhos esbugalhados.
- ELE FEZ O QUE? – ela berrou. Encolhi-me pelo grito horrível.
- Me beijou. – repeti.
- Mas por que, e como? – ela perguntou.
- Foi hoje de madrugada, eu acho que ele tava tentando me mostrar que era melhor do que o Phil.
- Wow... Er... Ai, não sei o que dizer. – ela gaguejou movendo suas mãos rapidamente.
- É, eu acho que ele tem ciúmes, a sei lá, eu acho que é doideira. – desabafei soltando o ar pesadamente.
- É, nisso eu concordo com o , ele é melhor que o seu namoradinho. – ela falou rindo. Arg!!!
- Eu o amo o Phil, será que vocês não entendem? – alterei minha voz – chega de falar nesse assunto, vamos tomar sorvete. – me levantei da espreguiçadeira. Calcei minhas havaianas e peguei um toalha e andei até a cozinha com a no meu encalço. Atravessei o portal da cozinha olhando para trás, porque a fazia comentários infantis sobre minha bunda. Tipo, oi?
- Ah eu quero apertar essa coisa fofa. – ela disse rindo.
- Então aperta ué. – estremeci ouvindo falar com suas voz grave. Olhei para frente rapidamente, vendo que não só ele, mas como , e , estavam na minha frente.
[Informações muuuuuuuuito importantes.
: Melhor amigo de , desde que eram crianças. Tem vinte e três anos, e é formado em arquitetura, assim como . E ele é o amor platônico da minha amiga , só que ele nem sabe disso. Bem, só posso dizer que ele é bem hot.
: Se tornou amigo de e de , na 6º série, tem vinte e quatro aninhos, muito hot e é um advogado bem sucedido.
: Se juntou ao bando na 8ª série, tem vinte e quatro anos. Médico cardiologista. Ele é um cara bem reservado, mas quando bebe se solta. E digamos que ele fica mais divertido. E é mais um que eu não sei muita coisa.]
Não falo com eles.
Mas uma coisa eu posso afirmar, todos são solteiros e uns tremendos pegadores, e cafajestes.
- Ta com inveja porque eu posso e você não, huh? – disse risonha. olhou desafiadoramente para ela com um arzinho de deboche.
- Claro que posso – ele falou firme. Enquanto eu pegava o sorvete na geladeira e botava no balcão, e me escorei no mesmo, ficando no lado esquerdo. E os meninos na frente do balcão e a pegava duas taças no armário, e pegava três colheres. Uma grande e duas de sobremesas.
- Não pode não – ela rebateu a resposta do vindo em direção ao balcão e colocando as coisas em cima do mesmo. não respondeu, mas veio na minha direção parando atrás de mim. Eu não to acreditando que ele vai passar a mão em mim. A foi mais rápida em interromper o trajeto da mão boba de do que eu.
- Hey ! Sai fora, ela é minha. – disse, me enconchando e fazendo questão de aperta minha bunda. E com certeza ela está dando um sorriso safado, só pela cara que o está fazendo e a cara de paisagens dos outros três, principalmente a cara do . O momento era digno de pornô lésbico. Alguém deveria dizer a que não se pode fazer isso, quando se está de biquíni num recinto onde existem quatro homens que são sedentos por um bom sexo. De preferência beeem selvagem. Da onde eu tiro isso? Ugh.
Servimos de nossos sovertes e saímos da cozinha, de volta para piscina.
- Bando de tarados. Não sabem nem disfarçar. – falou enquanto dava uma colherada em seu sorvete, e sentávamos nas espreguiçadeiras.
- Com certeza! – falei enquanto os meninos vinham para piscina também.
- Agora vamos entrar na piscina – ela falou animada me puxando enquanto largávamos nossas taças de sorvete na mesinha ao lado da espreguiçadeira. Ela mergulhou se mostrando pro meninos, tenho certeza, é melhor eu não fazer qualquer coisa do gênero, vai que eu escorregue e bata a cabeça na borda da piscina. Entrei pela escadinha, oi?
voltou à superfície jogando os cabelos, que nem naqueles comerciais de shampoo.
- Nem gosta de se mostrar. – fingi desdém.
- Ah cala a boca. – ela disse rindo chamando a atenção dos meninos. E percebi que o a olhava, mais do que devia.
- não tira os olhos de você. – murmurei.
- Mentira! – ela acusou rindo. – Ai, quero fazer xixi. – ela fez uma careta engraçada. Ela á louca.
- Não faz aqui não. – falei rindo. Ela deu uma tapa no meu braço, e foi até a borda dando um impulso e saindo na direção de casa. Porque ela não usou a escada – que estava bem do seu lado – para sair da piscina. Anyway, assim que a entrou em casa, se levantou e falou algo pro meninos, que riram, mas eu não consegui ouvir e foi para dentro de casa.
Saí da piscina me deitando na espreguiçadeira, para tomar um pouco de sol. Alguns minutos se passaram, e a voltou já vestida e com uma cara pálida.
- O que foi? – perguntei me sentando.
- A minha mãe me ligou, eu tenho que ir para casa. – ela estava nervosa. Ela tava me deixando nervosa.
- , você ta passando mal? Você ta pálida...
- Eu preciso ir. – ela disse e saiu correndo. Alguém entendeu, olhei para os meninos, que olhavam na direção que ela correu com o olhar aturdido. Agora lascou, eu não entendi nada, mas é melhor deixar ela sozinha quando ela está nervosa. voltou, ele estava esquisito, humm...
Já que eu era a única garota, entre quatro homens, achei melhor ir pro meu quarto. Cheguei lá e entrei no banheiro tirando meu biquíni, liguei o chuveiro deixando o vapor tomar conta do box, entrei debaixo do chuveiro, sentindo meu corpo relaxar. Alguns minutos depois, eu sai do box, me secando, deixei meu cabelo molhado, eu não estava com saco para enxugar. Vesti um short folgado, e uma blusinha.
Deitei na minha cama, sentindo meu corpo relaxar. Eu estava com sono, tomar banho de piscina sempre me dá sono. Minhas pálpebras pesaram e eu cai no mais perfeito sono.
5º Cap. ~ Caliente.
Senti uma respiração em meu ouvido, involuntariamente os pêlos do meu corpo se arrepiaram e aos poucos eu fui despertando, me dei conta que eu estava deitada em minha cama, abri olhos rapidamente e vi em cima de mim, ele estava tão próximo de mim, sua respiração batendo em meu ouvido estava me deixando louca. Mesmo assim eu sentia uma necessidade de mandá-lo para longe, mas ao mesmo tempo meu corpo gritava por mais contato com seu corpo. Tentei ignorar essa segunda parte, e me levantar, mas meu corpo não atendia aos meus comandos, eu me sentia mole, como se eu estivesse doente, como se eu tivesse morrendo. Eu podia sentir perfeitamente meu corpo esquentar, só com a respiração dele.
- Não tente resistir – ele sussurrou provocante, o que me fez estremecer sob seu corpo, isso pareceu diverti-lo, porque ele soltou uma risada uma tanto maliciosa.
Ofeguei quando senti a língua quente e ávida de eu meu pescoço. Isso era demais para minha sanidade. Embreei meus dedos em seus cabelos macios e os puxei sem dó alguma.
As mãos deles percorriam meu corpo sem nenhum pudor parando na barra de meu short, que no segundo seguinte foi parar no chão do meu quarto. Mordi meu lábio inferior para abafar um gemido quando sua mão esquerda passou a me estimular com dois dedos ainda por cima da minha calcinha, e sua boca passou a dar chupões em meu pescoço.
- Awn... . – gemi alto quando a mão dele deslizou para dentro da minha calcinha entrando em contato com minha intimidade, e sem me avisar, dois de seus dedos me penetraram rapidamente, me fazendo morder o lábio com mais força. Era muito prazeroso e isso estava me deixando louca...
- Awnn – gemi alto. E logo me dei conta de que eu me acordara, e estava agarrada ao meu travesseiro. Abri os olhos e dei de cara com o que me olhava com uma expressão indecifrável.
Droga eu tinha tido outro sonho caliente com ele. E ele tinha me pego gemendo seu sobrenome. Senti meu corpo esquentar, e meu sangue se concentrar em minhas bochechas, conseqüentemente me fazendo corar.
- Sabe você deveria fazer isso comigo, não com seu travesseiro. – ele comentou com certo deboche, eu finalmente pude decifrar sua expressão, que era claramente maliciosa e seus olhos estavam escuros de desejo. Isso fez com que meu corpo se arrepiasse, coisa que não passou despercebido por ele, que alargou seu sorriso, me fazendo corar absurdamente.
- O.. q-que vo-cê... está fazendo... aqui? – gaguejei o que pareceu divertir , já que ele soltou uma risada nasala.
- Seus pais chegaram, e me pediram para te chamar. – ela falou observando todo o meu corpo. Aquilo era muito constrangedor.
- Ótimo recado dado, você já pode ir. – falei me sentando na cama. Ele me olhou incrédulo e se sentou na cama, praticamente colado em mim. Tentei me afastar, mas não consegui e de certo modo eu não queria.
- Eu posso fazer seu sonho se tornar realidade. – ele sussurrou no meu ouvido me fazendo quase ter uma síncope. Respirei fundo e fechei meus olhos, ele soltou um risinho e passou mão pelo meu rosto. Eu o queria, mas ao mesmo tempo não, isso era muito confuso. Senti sua respiração bater na minha boca, me atiçando mais ainda. Seus lábios tocaram o meu com delicadeza, se unindo em um selinho, até sentir sua língua pedindo passagem, e de repente deu estalo na minha cabeça, eu me lembrei do dia em que ele estava transando com a garota na sala da minha casa, e de todas as coisas que ele me fez passar quando eu era criança. Empurrei pelo peito e me levantei da cama num pulo.
- Sai daqui agora. – falei tentando controlar minha raiva. Ele me olhou perplexo por um segundo, mas no outro ele se levantou da cama bruscamente me mandando um olhar de raiva mortal antes de sair batendo a porta com força.
Que se dane! Eu não podia me deixar ser manipulada por ele, mesmo meu corpo implorando pelo toque dele. Nunca que eu o deixaria se aproveitar de mim.
Agora eu preciso de um banho – bem gelado – para tirar o calor que o simples contato dele com o meu corpo, me proporcionou.
Desci as escadas indo na direção na sala de jantar. Encontrei meu pai, minha mãe e , já sentados à mesa. Andei até a mesa me sentando ao lado da minha mãe.
- Oi meu anjo. – minha mãe me cumprimentou sorrindo.
- Querida. – meu pai falou sorrindo.
- Oi papai, oi mãe! – falei sorrindo.
- Por que você demorou tanto? – minha mãe perguntou enquanto Margareth nos servia.
- Eu estava tomando banho. – falei enquanto pegava um pouco de risoto com o garfo. Eu estava faminta. Também pudera eu não tinha almoçado.
- Hmm... – ela murmurou. – E o que você fez hoje? – ela perguntou meio animada.
- Nada demais, só fiquei na piscina com a . – falei dando de ombros. Ela não falou mais nada. Olhei pro meu pai ele estava calado, normal, ele sempre gosta de ficar calado nas horas das refeições, ele só fala durante elas quando é algo importante. Olhei pro Jones ele também estava calado, sua expressão era normal, como se nada tivesse acontecido entre a gente. Até que era bem melhor assim, isso entre a gente nunca poderia acontecer, isso seria pedofilia. Balancei a cabeça tentando tirar esses pensamentos da minha cabeça. Lancei um olhar para de que agora me fitava, ele abriu um sorriso de canto, como se dissesse: “Você não me escapa”. Terminamos de jantar e eu fui logo pro meu quarto, botei meu pijama, escovei meus dentes. E me deitei, ache que demoraria a pegar no sono, mas não, logo eu adormeci.
No outro dia eu fui para escola, falei com a , e perguntei o que acontecera com ela no dia anterior, mas ela apenas negara nervosa. Achei melhor não insistir, cedo ou tarde ela me contaria. Mas algo me dizia que tinha haver com o .
E a semana se passou rapidinho, e agora eu estava na minha casa – mas precisamente no meu quarto – com Phil. Nós estávamos sozinhos, sem meus pais, e sem algum.
E digamos que nos estávamos deitados na minha cama – ele por cima de mim – nos beijando loucamente. Senti as mão de Phil deslizando por debaixo de minha blusa, e logo eu senti ele a atirando longe, cruzei minha pernas em torno de sua cintura, e embrenhei mais minhas mãos em seus cabelos macios, enquanto ele começava a distribuir beijos pelo meu pescoço.
- Você realmente quer isso? – ele sussurrou no meu ouvido me fazendo arrepiar. Não respondi apenas puxei seu rosto pro meu procurando seus lábios com os meus. E tinha muita certeza de que eu o amava e de que ele me amava. E tudo seria perfeito.
Tirei sua camiseta, arranhado seu peito. Senti as mãos de Phil abrindo o zíper de meu short e no momento seguinte eu não sentia mais em meu corpo. Ele parou de me beijar e analisou meu corpo e seus olhos brilharam com deslumbre. Gargalhei alto e levantei minha mão até a altura do meu queixo e o chamei com o indicador, ele gargalhou e voltou a me beijar, corri minhas mãos até o cinto dele e do tirei rapidamente para logo depois abrir o seu zíper e lhe tirar a calça. Ele não ficou para trás e desabotoou o fecho frontal do meu sutiã, e passou a massageá-los, soltei um suspiro sôfrego e o puxei os cabelos dele com mais força. Apresei-me em tirar sua boxer, enquanto ele passava a beijar e dar leves chupões em meu pescoço e colo, suas mãos foram parar no elástico da minha calcinha, me fazendo ofegar, e ele a puxou para baixo.
- Camisinha. – sussurrei e ele saiu de cima de mim procurando por sua calça, eu quando a achou tirou do bolso traseiro a carteira, pegou a camisinha e voltou correndo para cama, e se deitou por cima de mim. Abriu a embalagem e colocou a camisinha em seu membro, e se encaixou entre minhas pernas e me olhou nos olhos enquanto me penetrava vagarosamente. Mordi meu lábio inferior quando o senti me preenchendo, e afundei as minhas unhas em suas costas sabendo que poderia machucá-lo sem me importar muito com isso. Phil começou a se movimentar lentamente sobre mim, fazendo um movimento de vai e vem. Ficamos assim até que ele gemeu alto e me apertou forte contra seu corpo, e caiu pro outro lado da cama me fazendo deitar minha cabeça em seu peito. Eu não tive um orgasmo? Mas pelo menos foi bom. Sorri fechando os olhos, com esse pensamento, enquanto Phil me fazia um cafuné.
- Eu te amo – ele falou. Levantei minha cabeça o olhando e abri um mega sorriso.
- Eu também te amo. – falei encostando minha boca na sua, iniciando um beijo doce e delicado.
De repente a porta do meu quarto foi aperta com tudo nos assustando.
6º Cap. ~ Bad Night.
’s POV
O meu sábado à noite não podia estar sendo pior. Por que meus pensamentos sempre se voltavam para a ? Eu realmente estava obcecado pela garota, que eu roubei a atenção de seus pais, em sua infância e na minha adolescência? Eu não podia estar tendo pensamentos pervertidos com minha... Minha irmãzinha. Certo, ela não é minha irmã, mas é como se fosse, eu não podia estar pensando dessa maneira sobre a , ela só tem 15 anos.
Mas mesmo assim, eu não consegui deixar de imaginar como era os sonhos que ela andava tendo comigo, minutos há trás enquanto eu estava no pub bebendo com os caras, e com umas duas garotas penduradas no meu pescoço, mas eu não consegui ir além com elas, porque a atormentava meus pensamentos.
Por que aquela coisinha está fazendo isso comigo? Deixando-me insano, sem rumo.
E agora eu estou dirigindo minha BMW, pelas ruas londrinas. Tentando chegar rápido em casa, digo a casa do George, e não meu apartamento. Eu realmente precisava ver a ainda hoje à noite. Cheguei à mansão dos ’s rapidamente, e estacionei na frente mesmo, saí do carro em dois segundos. Destranquei a porta e a fechei de volta, assim que entrei. Subi a escada de dois em dois degraus, sentindo a euforia dominar meu corpo.
Eu iria provocar ela, e isso me deixava muito alegre, sabendo que nem George e nem Mel estariam em casa, pois os dois viajaram para Dublin a negócios.
Rapidamente cheguei a frente ao quarto e abri a porta com força. Pouco me importando se isso a assustaria.
Mas a imagem que eu vi, não foi o que eu imaginava ver quando chegasse em casa. Ver e seu namorado deitados na cama, nus após... Após transar?
Foi chocante até pra minha pessoa. Fitei os dois por longos segundos (que pareceram horas) sentindo minha respiração falhar e automaticamente minhas mãos se fecharem em punhos.
E antes que eu fizesse alguma besteira, sai do quarto parando encostado na parede ao lado da porta do quarto.
Respirei profundamente tentando controlar a raiva que começara a se manifestar em meu corpo.
Logo Phillips saiu do quarto já vestido.
- , eu... Eu...
- Vai embora antes que faça uma besteira. – rosnei trincando os meus dentes, tentando controlar a minha vontade de socar o seu rosto.
- ...
- AGORA! – gritei olhando para o rosto de Phil, e este me olhou hesitante por alguns segundos antes de andar apressadamente pelo corredor até chegar a escada. O que esse miserável fez com a minha menina?
Depois de alguns segundos saiu de seu quarto, já vestida também. Sem pensar duas vezes, caminhei até ela puxando seu braço com força, a fazendo parar bruscamente.
- Aonde você pensa que vai? – rosnei olhando em seus olhos, que estavam cheios de lágrimas.
- Vou atrás do meu namorado. – ela falou com a voz embargada.
- Claro que não...
- CLARO QUE EU VOU. ME SOLTA SEU IDIOTA! – ela berrou, fazendo-me sobressaltar.
- CALA A BOCA! – gritei sem pensar, a empurrando contra a parede, e prensando-a entre meu corpo. – Você não vai atrás dele, não era para ele ter feito nada com você. – falei tentando não elevar minha voz. Não sei como ela conseguiu se livrar de mim, mas fez.
- VOCÊ NÃO MANDA EM MIM! EU FAÇO O QUE EU QUISER DA MINHA VIDA! E VOCÊ NÃO FAZ NEM PARTE DA MINHA FAMÍLIA DE VERDADE! – ela berrou. E de uma maneira estranha, suas palavras me afetaram muito. De fato eu não tinha o mesmo sangue da família dela. Mas eles se tornaram minha família depois da morte de meus pais. – E você é um puta de um pedófilo. – ela balbuciou.
Sua última frase me atingiu como um forte baque. Era realmente isso que eu estava me tornando.
Um pedófilo.
Porque fazia isso com ela? Porque eu fazia isso comigo mesmo?
Eu realmente não sei.
Será porque eu abusei das outras mulheres?
Digo: As outras mulheres não tinham mais graça para mim?
Isso não podia estar acontecendo.
Subitamente senti a raiva tomar conta do meu corpo.
Raiva de mim mesmo.
Raiva do que aconteceu entre os dois.
Raiva das palavras que ela disse.
Olhei nos olhos dela, e por um momento vi arrependimento em seu olhar.
Mas não me permiti a me abalar com seu olhar doce e irritante. Virei as costas para ela, e andei com passos largos para fora daquela casa.
Entrei na minha BMW e dei partida. Saí de vez daquela propriedade, esmagando o volante do meu carro, para ir para o meu apartamento.
7º Cap. ~ Confiável.
’s POV
Três meses.
Três meses que a não falava comigo direito.
Três meses que meu namorando estava estranho.
Três meses que não lançava nem um olhar a mim.
Três belos meses angustiantes.
Finalmente minhas férias tinham chegado. E eu só ficava em casa. Quando eu chamava o Phil pra sair, ele sempre achava um desculpa para não ir. Quando eu chamava , ela também sempre achava uma desculpa para não sair comigo.
Eu estava me sentindo sufocada em casa, sem nada pra fazer. E eu não queria passar mais uma tarde fria em casa, deitada na minha cama tomando chocolate quente. Eu precisava falar com alguém, e esse alguém se chama . Ela não queria vim na minha casa, então eu iria à sua casa.
Levantei da cama num salto. Vesti meus Jeans, vesti meu moletom preferido e calcei meu Vans Slip On quadriculado preto e cinza. Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo alto. Pro inferno se eu estava horrível. Peguei minha bolsa e desci as escadas correndo. Entrei na cozinha a procura de Joe, e por sorte ele estava na mesma conversando com Margareth.
- Oi Margareth. – abracei minha empregada.
- Oi . – ela falou sorrindo.
- Joe, preciso que você me leve à casa da . – falei parando em frente a ele.
- Oi para você também. Estou ótimo. – ironizou.
- Desculpa. – falei, o puxando pelo braço. – mas vamos logo eu tenho que falar com a .
- Tudo bem. – ele falou se deixando ser levado por mim.
Quinze minutos depois, nós estávamos em frente ao prédio onde mora, não ficava muito longe da minha casa. Despedi-me de Joe e caminhei até a porta, o porteiro abriu para mim e me deixou passar, já que eu estava na lista das pessoas que poderiam subir, entrei no elevador dando graças a Deus por não ter ninguém além de mim, elevadores são constrangedores.
Finalmente cheguei ao vigésimo quinto andar, toquei a companhia esperando ser atendida pela empregada Mary Ann, mas foi a que abriu, ela parecia surpresa em me ver. - Posso entrar? – perguntei-lhe sorridente. Ela pareceu hesitante, porém abriu passagem e eu entrei. – Você está com raiva de mim?
- Hã... o quê... claro que não . – gaguejou incrédula. – O que te faz pensar assim?
Nós estávamos paradas no meio da sala, e eu precisava me sentar. Sentei-me no sofá mais próximo, sem me importar se ela acharia ruim. Sou folgada e daí?
- Bem, você anda me evitando, toda estranha e eu achei que você estava com raiva. – desabafei. sentou a meu lado, pegando minha mão, sorrindo com seriedade.
- Não estou com raiva de você. Eu só estava com umas coisas na cabeça. Não se preocupe. – sorriu sincera.
Percebi que eu estava sendo uma tola por achar que ela estaria com raiva de mim. Ela nunca se zangara comigo, mesmo quando eu era grossa e estúpida com ela. era uma ótima amiga e não me magoaria. Olhei para ela sorrindo, olhei para roupas dela, achando estranho ela estar usando uma camisa masculina, de repente ouvi uma pessoa chamando-a, uma voz masculina, peraí eu conheço essa voz...
- ? – a pessoa apareceu na sala. . WTF? – ? – ele coçou a nuca sem graça. sem graça? Ah vá!
olhou de mim para espantada. Olhei para mais atentamente, começando pelos pés descalço, subindo o olhar por suas pernas cobertas por uma calça Jeans, tudo normal até meu olhar chegar à região do seu quadril, encontrando o zíper de sua calça aberto mostrando um pouco se sua boxers azul-marinho. Arregalei meus olhos, deixando meu queixo cair alguns centímetros. Inevitavelmente meu olhar subiu pela sua barriga, que cotinha alguns vergões de unhas, subindo por seu tórax, que continha marcas vermelhas, rapidamente meu olhar pairou sobre seu pescoço que tinha umas manchas arroxeadas. Finalmente meu olhar parou em seus cabelos que estavam extremamente desgrenhados.
Minha ficha caiu. e estavam juntos?
- Ai. Meu. Deus. – falei pausadamente com meus olhos ainda regalados em descrença. Os dois permaneceram em silêncio por um longo minuto sem saberem o que me falar, completamente em pânico, submissos a qualquer reação minha. Por fim resolveu quebrar o silêncio constrangedor.
- , eu posso explicar. – ela balbuciou. Suas bochechas adquirindo um tom rosado.
- Você não tem que explicar nada, não sou sua namorada. – retorqui rapidamente.
- Com licença , posso falar a sós com você, ? – perguntou.
- , eu volto logo. – disse se levantando e seguindo pelos corredores dos quartos.
Eu mal podia acreditar que esses dois estavam tendo algum relacionamento, quero dizer, da parte de eu até esperava, mas de ? Okay, era de se esperar dele também, afinal é uma mulher. Ah cara, eu vou matar essa garota por não ter me contado nada antes. Eu não sou confiável? Ela não confia mais em mim? Que injustiça véio!
Os dois voltaram pra sala devidamente vestidos. Os dois passaram por mim e foram até a porta.
- Te ligo mais tarde. – ele falou, e a puxou para um beijo. – Tchau anjinha. Tchau . – ele falou e saiu pela porta.
- Tchau. – falei alto para ele ouvir. fechou a porta, se escorando na mesma, me olhando com apreensão, sua boca fechada em uma linha reta, com se ela estivesse mordendo as bochechas por dentro. Bom já que ele já foi, vou cair matando em cima dela. - Por que você não me contou antes? – exigi com a voz mais alta do que o aconselhável – Você não confia mais em mim?
- Você não disse que não queria explicações, porque não era minha namorada e blá, blá, blá? – ela reclamou voltando a se sentar no meu lado novamente.
- Não tente mudar de assunto. – falei. Ela soltou um risinho.
- Okay, eu vou contar. – ela cruzou as mãos e respirou fundo antes de continuar – Você se lembra daquele dia quando nós estávamos na sua casa, na piscina? – balancei a cabeça – E eu fui ao banheiro e quando voltei eu estava estranha e fui embora logo? – balancei a cabeça novamente – O foi atrás de mim e me beijou. Na hora eu fiquei muito confusa por isso eu fui embora, mas depois de uns dias ele me procurou, conversou comigo, disse que não queria ter me assustado e que estava louco por mim. E desde dia nós gente estamos juntos. – terminou com sorriso besta no rosto, os olhos brilhando. Ela está feliz, o que também me deixa feliz.
Eu estava em mais uma festa chata na casa de um amigo de meus pais. Sentada sozinha em uma mesa, enquanto meus passavam por não sei a onde.
De repente , sentou ao meu lado sem falar nada, com duas taças de champanhe, depositando uma na minha frente. Certamente ele não tinha conhecimento de que eu estava bêbada de tanto tomar champanhe. Mas uma a mais, não faria diferença, ou faria?
Dei de ombros, pegando a taça e dando um longo gole.
- Me desculpe por aquela noite. – falou, sua voz soou firme e sincera.
- Não é como se você fosse obrigado a me pedir desculpa. – respirei fundo – Já que fui eu que te disse coisas horríveis.
- Não seja cínica – ele falou num tom ofendido, me fazendo arregalar os olhos indignada – Você sabe que tudo o que você falou é verdade, então não me venha com hipocrisia. – ele rosnou, me fuzilando com os olhos. Fiquei tão ultrajada, que a única coisa que eu fui capaz de fazer foi abrir e fechar a boca várias vezes sem saber o que fazer ou falar. Por fim me levantei, decidida a me afastar dele, mas cambaleie devido ao nível alto de álcool no meu sangue, rapidamente segurou meu cotovelo.
- Me solta! – rosnei tentando me soltar de suas mãos, o que não consegui.
- Você está bem? – ele perguntou preocupado. Uma hora ele me ofende, na outra ele se preocupa comigo. Bipolar idiota.
- Estou! – falei firme, puxando meu braço com força, mas não consegui me livrar de seu aperto em meu cotovelo.
- Você está bêbada. – ele me acusou furioso e sem me largar. Ele já estava me irritando.
- E se eu estiver? – rosnei pouco me importando se tinha pessoas olhando para nós dois. – É da sua conta?
Ele me olhou firmemente por alguns segundos, e depois disso eu estava dentro de um cômodo que parecia um banheiro, eu não sei como eu vim parar aqui, mas eu estava em frente a pia, olhando meu reflexo no espelho.
- Lave seu rosto. – ele ordenou se sentando numa poltrona... Por que uma poltrona no banheiro? Ah, esquece!
Olhei mas atentamente meu reflexo, eu estava horrível. Meus olhos estavam vermelhos devido ao champanhe. Abri a torneira, deixando a água descer, juntei minhas duas mãos em conchas enchendo-as e lavando meu rosto. Quando terminei, enxuguei, e me escorei de costas na pia. Olhei para , que me olhava de volta.
Ele parecia um cafetão sentado na poltrona todo desleixado com as mãos cruzadas em cima de seu colo. E incrivelmente aquilo estava me atraindo, me atiçando, fui me aproximando lentamente dele, minhas pernas se moviam por vontade própria, parei em sua frente, minhas pernas roçando em seus joelhos. me olhou sem entender o que eu estava fazendo, sorri de forma maliciosa e me sentei em seu colo, uma perna de cada lado. Eu certamente estava louca por fazer isso.
8º Cap. ~ Não Me Provoque!
’s POV:
. Suspirei enquanto a beijava suavemente. Céus, como eu pude ficar por três meses privado dessa sensação? Sua boca quente moldada a minha, sua língua ávida brincando com a minha.
Escorreguei minhas mãos por sua cintura, apertando levemente contra minha pélvis. Ela ofegou, desprendendo seus lábios dos meus, escorregando para meu pescoço, distribuindo beijos e mordidas, me arrepiando. Deslizei minhas mãos por baixo de seu vestido, apertando suas coxas fortemente, fazendo-a morder o meu pescoço com um pouco mais de força, consequentemente fazendo meu membro latejar de tão rígido. Embreei minha mão nos cabelos de , no desespero, e os puxei para trás, forçando-a a me encarar.
Olhei dentro de seus olhos, e a única coisa que eu conseguia ver era: Desejo.
Desejo por mim. Ela me desejava tanto quanto eu a desejava.
Fitei seus lábios avermelhados repuxados em um sorriso travesso, e não resisti o impulso de beijá-la novamente com fúria. Ela não perdeu tempo e logo e deslizou as mãos para os meus ombros por dentro do paletó, cravando suas unhas no local. Soltei um grunhido, e ela sorriu, durante o beijo, satisfeita. Não deixei barato, acariciei seu seio esquerdo por cima do vestido e ela ofegou. Sorri satisfeito e mordiquei seu lábio inferior para provocar, e para me tirar um pouco da sanidade, ela puxou meus cabelos da nuca, forçando minha cabeça para trás e, porra, isso é muito excitante. Enfiei minhas mãos de novo por debaixo do vestido, mas quando fiz menção de adentrar sua calcinha com meus dedos, a merda do meu celular começou a tocar. Enfiei minha mão dentro do bolso da minha calça e com certo esforço consegui tirá-lo, resmungando alguns palavrões nada lindos.
- Alô? – atendi sem olhar quem era, enquanto dava beijos lânguidos por meu pescoço e pequenos chupões.
- ? – droga!
- O-oi – gaguejei – George? – se sobressaltou tirando sua cabeça do meu pescoço para me olhar com os olhos arregalados.
- Claro que sou eu , – ele meio que esbravejou – Você sabe onde está a ? – quis saber, mas eu não sabia o que responder. Provavelmente era melhor eu dizer que ela está comigo, ou não, ele pode desconfiar já que nós – eu e – nunca nos demos bem. Mas antes que eu desse uma resposta, George continuou – Eu e a Mel já estamos indo embora, só estamos esperando a . – é melhor eu contar a verdade mesmo.
- Ela está comigo sim, - falei e me olhou indignada, dei de ombros – Ela já está indo.
- Estamos esperando. – disse e desligou.
- Como assim eu estou indo? – ela perguntou. Tirei-a do meu colo e fiquei em pé.
- Seus pais já estão indo, - disse tentando arrumar minha roupa – É melhor você se arrumar. – segui para frente do espelho, e mirei meu reflexo. Soltei um riso nasalo ao ver meu estado. Cabelos desgrenhados, lábios vermelhos e meu pescoço com algumas marcas roxas e meu terno amarrotado. se juntou ao meu lado no espelho se analisando, ela não estava muito diferente do que eu, seu vestido amassado, cabelo desgrenhado e seus lábios vermelhos, que só de olhar, me dava vontade de lhe beijar de novo.
Arrumei-me o melhor que pude, enquanto ela continuava se arrumando.
- Olha o que você fez comigo. – ela reclamou, sua voz soou tão irritada que me sobressaltei. Olhei em seus olhos por alguns segundos, não entendo o porquê da sua mudança de humor tão repentina.
- O que? – questionei arqueando minha sobrancelha esquerda.
- Nós não podíamos ter feito isso, - ela falou entre dentes respirando fundo – A culpa é sua! – Ela acusou. Eu não estava acreditando que ela estava fazendo isso. Uma hora ela me agarra do nada, na outra ela me acusava de ter lhe dado um amasso, que por sinal ela tinha gostado muito.
- Culpa minha? – perguntei apontando para meu próprio peito, indignado com sua acusação.
- Sim. – respondeu sem hesitar. Soltei uma risada sarcástica sentindo meu corpo de tremer de raiva.
- Pelo que eu me lembre, você sentou no meu colo por livre e espontânea vontade, sem eu fazer porra nenhuma. – esbravejei, sentindo a cólera dominar completamente meu corpo – Então não seja cínica, porque você estava gostando, gostando tanto que me provocava – cuspi as palavras, enquanto ela me olhava pasma, sua boca aberta em indignação e os olhos arregalados, seu eu não estivesse furioso até riria.
- Eu gostando? – perguntou apontando pra si mesma – Vê se te enxerga . – terminou dando uma risada mais do que sarcástica, o que só meu irritou mais.
- Quer saber, fui. – falei saindo daquela porra de banheiro, deixando-a sozinha, antes que eu fizesse alguma besteira, como batê-la, e isso não seria nada bom.
Eu dirigi tão rápido até meu apartamento, que não sei como eu não meti minha Ranger Rover em um poste, mas consegui estacionar meu bebê sem algum arranhão.
Entrei no elevador apertando o botão da cobertura, chegando logo em casa, então finalmente eu estava sozinho. Sozinho, mas não em paz, porque a única coisa que estava em minha cabeça era .
Um sorriso de desgosto se formou em meus lábios, enquanto eu tirava meu paletó e gravata. Eu só quero entender o porquê dela ter feito aquilo comigo. Me provoca, depois me acusa. Eu sinceramente tento entender o que se passa na porra da cabeça daquela garota, mas juro quanto mais eu tento, mais eu me perco.
Caminhei até o quarto, chutando meus sapatos e meias para me livrar da minha calça, ficando de boxers. Me joguei em cima da minha king size, me embolando no edredom.
Respirei e senti o cheiro dela impregnado no meu corpo. Que merda!
- Quando você vai sumir da minha cabeça ? – rosnei, mesmo sabendo que ela não estaria ali para me ouvir.
É, eu realmente estou comendo e lambendo na mão de uma garota de quinze anos.
Mas ela vai me pagar por me fazer de idiota, ah se ia, começando por amanhã. Pensei antes de me aconchegar em meu sono. Okay, essa última parte foi gay.
27/09/10
N/a: Oi gente, tudo beleza na represa? :D
Sinto que vocês vão me matar, por ter demorado, e por não ter feito os dois se comerem logo. Mas esperem isso vai acontecer logo (ou não), e a espera vai ser boa ^^
Bom, to sem o que falar, então já vou indo, tenho que bolar uma plano para matar cinco roqueiros da minha escola e... Okay, eu não vou fazer isso, mas que aqueles idiotas, lezados e sem infância, estão enchendo o saco da minha amiga e o meu, estão.
Ah, obrigada pelos comentários lindos, “Tô adorando, continua amor” e “Eu quero que eles fodam logo”, sério, vocês me fazem feliz.
Tell me can you hear my voice, Loud and clear above the noise?
NanyBarros
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Eu sei que o que eu e ele estamos fazendo é errado. Logo eu filha de um empresário bilionário e o arquiteto da empresa do meu pai, e ainda o braço direito dele, e pra completar, sempre foi e sempre será o queridinho e quase filho do meu pai. E o pior que ele sempre me tratara com uma pirralha, e do nado ele começou a me tratar melhor, eu nunca imaginaria que ele teria olhos para mim. Eu uma garota de 15 anos tendo um caso com um cara de 24 anos, que só não é meu irmão, porque o sangue da minha família não corre em suas veias. Mas o que posso fazer se o desejo é mais forte que o pecado?
1º Cap. ~ Sonhos que me persenguem.
Finalmente cheguei em casa após um dia muito cansativo na escola, e por que raios está fazendo tanto calor em Londres?
- Pai, mãe cheguei. – gritei da sala, e não obtive nem uma resposta, subi a escada da mansão onde eu moro, chegando ao corredor dos quartos, caminhei até o quarto dos meus pais, parei em frente à porta e dei três batidas.
- Mãe, pai? – chamei e eles não responderam, devem ter saído, vai ver que foi por isso que eles não foram trabalhar, devem ter um compromisso importante. Well... Vou tomar banho antes que eles cheguem. Caminhei até o meu quarto, assim que passei pelo portal deste, uma pessoa chegou por trás de mim e tampou meus olhos. O perfume da pessoa invadiu minhas narinas e se alojou em meus pulmões. Não precisei nem pensar para saber que era .
- , dá pra tirar suas mãos dos meus olhos? – grunhi irritada. Ele sempre soube que eu não gosto disso.
Ele deu uma risada baixa, tirando as mãos dos meus olhos e botando-as em minha cintura.
- Cadê meus pais? – perguntei tentando me virar, mas ele me impediu. Viado.
- Saíram e mandaram-me cuidar de você – ele falou afastando meus cabelos do pescoço. O que ele pretende? – Então você é toda minha. – sussurrou por fim, em meu ouvido.
Pelinhos do meu corpo, eu não mandei vocês se eriçarem! Puta que pariu !
me virou pra si num movimento brusco, me fazendo olhar em seus olhos extremamente . Alguém me dá Ctrl + alt + delete que eu travei.
Senti o hálito quente – e ao mesmo tempo gelado – de bater em minha boca, me fazendo estremecer. Ele deu risada ao notar tal efeito sobre mim.
Seus olhos por um momento deixaram de fitar os meus, para fitar minha boca, ele mordeu o lábio inferior, sedento para me beijar. Quando seu rosto estava bastante próximo para me beijar, alguém gritou meu nome me assustando e fazendo com que eu empurrasse para longe de mim. Meu coração batia a mil e minha cara devia estar branca. Ao contrário de mim, estava tranqüilo e com um sorriso sapeca. Como ele pode estar assim? Enquanto minhas veias estão pulsando de susto.
A voz tornou a me chamar...
- , você vai se atrasar. – Minha mãe informou, saindo do meu quarto.
Fora apenas mais um sonho que eu tive com , eu preciso tirar esses sonhos da minha cabeça, meu namorado Phill é muito melhor que o . Mas o pior é que esses sonhos me perseguem. Argh.
Me levantei e fui direto pro banheiro.
2º Cap. ~ Eu não acredito!
Depois que fiz minha higiene matinal – incluindo banho – vesti meu uniforme da H.S.D, camisa social branca, paletó preto, gravata vermelho vinho, saia cinza com pregas acima dos joelhos, meias ¾ brancas e sapatos bonecas pretos. Brega? Eu sei, mas é assim que é o uniforme da minha escola.
Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo alto e passei uma maquiagem básica. Pronta para o , oops para o Phill.
Desci a escada correndo até chegar à sala de jantar.
- Bom dia mãe e pai. – cumprimentei-os me sentando à mesa.
- Bom dia minha filha. – meu pai falou e minha mãe deu um sorriso.
- E ? Já foi trabalhar? – perguntei.
- Ele nem dormiu aqui. – minha disse dando de ombros.
- Ah. – murmurei dando um gole em meu suco de laranja.
- Ah minha filha, nós vamos viajar para Nova York hoje. – meu pai comentou. – e o vai tomar conta de você até terça-feira.
Ok, agora eu vou matar meu pai a por afogamento com suco de laranja. Como assim meu meus pais vão viajar numa sexta-feira e me deixa até terça-feira com o depravado do ?
Aaaaaah ta mona!
- Por que eu não posso ir com vocês? – perguntei indignada. Coé? Eles vão para Nova York!
- Por que você tem aulas. – minha mãe explicou. Humphz!
- E minha filha nada de trazer seu namorado pra cá, porque o vai me dizer tudo. – aaah ta pai! Vai sonhando. Até parece que eu não vou trazer o Phill aqui.
- Claro pai. – falei sorrindo falsamente.
- E antes que eu me esqueça, o Joe vai ficar de folga por esses dias. – ah pronto até o meu motorista vão tirar de mim? O que eu fiz?
- Mas e se ele esquecer de mim? – perguntei de um jeito desesperado. Se não fosse eu, eu estaria rindo da pessoa.
- Minha filha o é um homem responsável. – meu pai disse de uma maneira desaprovadora. Aaah ta pai! E eu sou Xena a princesa guerreira.
- Ta, eu já vou para escola. – falei me levantando. – boa viajem. – disse dando um beijo no rosto dos dois.
- Tchau minha filha e comporte-se na nossa ausência – meu pai falou.
- É minha filha, tome juízo. – minha mãe falou. Pow ela sempre me manda tomar juízo, mas eu só acho vodka!
- Certo, Dona Melissa e Senhor George. – falei saindo da sala.
Caminhei até pra fora da minha mansão, entrei no carro e cumprimentei meu motorista.
- Bom dia Joe. – falei sorrindo.
- Bom dia . – ele falou dando partida no carro.
Vou te contar o Joe é muuuuuuuuito gostoso, pena que é gay.
Vou falar um pouco da minha vida pra vocês. Meu nome é , mas me chamem de , tenho 15 anos, sou filha de uma brasileira com um inglês, graças a Deus tenho os dotes das brasileiras. Uhul! O nome da minha mãe Melissa e o do meu pai é George. E eu tenho a melhor amiga , ou , ela também é brasileira, a família dela é amiga da minha. Tenho um namorado que se chama Phillips Roth, eu acho que só namoro com ele pra implicar com meu pai, porque meu pai não se bica muito com o pai de Phill, não me entenda mal, eu gosto muito de Phill, mas não amo ele, não tanto como eu gostaria. E sobre o , ele é quase meu irmão, os pais deles morreram quando ele tinha 14 anos – na época eu tinha seis anos – e como o meu pai era super amigo do pai de , ele acabou virando o tutor dele. Nessa época meus pais davam mais atenção a ele do que a mim, no começo eu nem liguei, porque o garoto tinha acabado de perder os pais, mas depois de um tempo, meu pai ficou todo vidrado porque era o filho homem que meu pai nunca tivera, e para piorar as coisas o desgraçado resolveu ser arquiteto e engenheiro – dá na mesma – e meu pai claro deu a louca, nessa época eu fiquei puta da vida com o , e o idiota sabia que eu tinha ódio dele e começou a me provocar. E no ano retrasado eu comecei a sonhar com ele e passei a querer ele, sentir o toque dele, o cheiro dele e que ele me fizesse mulher – sim eu sou virgem - mas isso é tudo besteira, eu odeio ele, ele me odeia e nós nos odiamos.
Cheguei à escola e desci do carro me despedindo de Joe. Entrei na escola tendo alguns olhares sobre mim, argh odeio isso. Vi no corredor e andei até ela.
- Oi . – a cumprimentei, e ela me olhou com desdém.
- Não me chama de . – ela disse seria e rolei os olhos.
- Acredita que meus pais vão viajar e o vai tomar conta de mim. – disse fazendo drama, ela me olhou com a cara formada em deboche.
- Ah claro, ele vai te dar banho, comidinha na boca e te levar pra cama e brincar de papai e mamãe. – ela riu cínica.
- Não viaja . – falei perplexa.
- , até parece que você não quer o só pra você. – falou naturalmente.
- Claro que não e...
- Amor. – senti alguém me puxando, e logo reconheci o Phill.
- Oi – falei dando um beijo leve em seus lábios e pude escutar a falando algo como “Te vejo na sala” e saiu. - Vai fazer alguma coisa amanhã? – perguntei entrelaçando meus braços em seu pescoço.
- Er... Eu... Eu vou para... Essex com meu pai. – ele respondeu gaguejando. Ele parecia nervoso. Estranho, muito estranho.
- Ahh – murmurei fazendo bico, que o fez gargalha e me dar um selinho.
- Mas eu volto domingo para passarmos o dia juntos. – ele falou sorrindo.
- Mal posso esperar. – falei dando um mais um selinho e seus lábios. O sinal tocou avisando aos alunos para irem a suas classes.
- Te vejo mais tarde. – me despendi de Phill já que ele é de outra sala.
- Até mais meu amor – ele falou e eu me direcionei até minha sala.
É mais um dia se passou nessa droga de escola, só pra começar minhas duas primeiras aulas foram horríveis, ninguém merece biologia com a chata da Sra. Brown, cara até que poderia ser um professor gostoso, mas não, essa escola bota professoras extremamente chatas, o único professor que tem nessa escola é Sr. Dempsey que dá aula de história, o cara é um horror, nem queiram saber como ele é. E a e o Phill já foram embora da escola – assim como todos – já faz mais de meia hora que eu estou esperando o aparecer para me buscar, já liguei diversas vezes pro celular dele, mas sempre cai na caixa postal, também já liguei diversas vezes pro escritório dele, mas a mal-comida da secretária dele diz que não sabe onde ele está e desliga na minha cara, e a essa hora meus pais estão dentro de uma avião para Nova York. Eu sabia que esse negocio do de me deixar/buscar na escola não ia dar certo.
E pior de tudo é que eu não tenho dinheiro nem pra pegar um metrô, porra, vou passar a andar com bastante dinheiro. Dude vou pegar um táxi e quando eu chegar em casa eu pego dinheiro e pago, cara eu sou um gênio. Melhor eu me apresar que lá vem um. Fiz sinal pra ele parar e ele parou, foi fácil, achei que teria que assobiar que nem naqueles filmes, mas não, ainda bem, eu nem sei assobiar. Falei meu endereço e em menos de 20 minutos cheguei em casa. Parei em frente ao portão da minha casa, e falei com cara que está na guarita para pagar o táxi. Sim minha casa tem espécie de guarita, meu pai é cheio das futilidades.
Andei pelo jardim até chegar em frente de casa e ver a BMW preta de estacionada bem em frente, é melhor eu ir pra cozinha fazer meu sanduíche antes que eu veja o e perca toda minha fome. Entrei pela porta da cozinha, e indo até geladeira pegando todos os ingredientes necessários para fazer meu sanduíche, ai como eu queria a Margareth pra fazer uma coisa melhor, mas como hoje é a folga dela, me contento apenas com o meu sanduíche medíocre e meu suco de laranja que acabei de pegar na geladeira. Agora vou pro meu quarto, sai da cozinha dando uma bela mordida e minha refeição, assim que pus meus pés na sala me deparei com uma cena não tão agradável. sentado no sofá. OH MY GOD.
sentado no sofá pelado com uma loira pelada em seu colo subindo e descendo, e gemidos extremamente altos saindo dos dois.
Meu queixo caiu, assim como o copo que estava em minhas espalhando todo o conteúdo, fazendo um barulho de vidro quebrado, fazendo a loira saltar do colo , e o mesmo me olhar assustado. E porra um caco voou na minha perna, ta ardendo droga. em um segundo de consciência pegou uma almofada e colou no meio de suas pernas e a loira tentava se cobrir com as mãos enquanto me olhava assustada e ofegante, só não sei se foi por causa do susto ou se foi por que o ESTAVA METENDO NELA.
Tomei um pouco de fôlego, quando palavras resolveram proferirem de minha garganta. - Eu não acredito. – foi a única coisa que eu fui capaz de dizer.
- , o que você está fazendo aqui? – ele perguntou com os olhos esbugalhados. - O que eu estou fazendo aqui? – repeti mais pra mim mesma, e uma expressão de deboche e nojo se formaram em meu rosto.
- É. – ele falou grosseiramente.
- O que eu estou fazendo aqui? – repeti outra vez exaltando minha voz – ESSA É A PORRA DA MINHA CASA, E JÁ ERA PRA EU ESTAR EM CASA HÁ MAIS DE UMA HORA, MAS EM VEZ DE VOCÊ IR ME BUSCAR NA ESCOLA COMO MEUS PAIS COMBINARAM COM VOCÊ, NÃO, VOCÊ NÃO FOI PORQUE ESTAVA OCUPADO DEMAIS FODENDO ESSA COISA LOIRA NO SOFÁ DA MINHA SALA, SE APROVEITANDO DA AUSÊNCIA DOS MEUS PAIS. – terminei meu pequeno surto com meus olhos lacrimejando de ódio enquanto a loira me olhava como se eu fosse azul com bolinhas rosas, e me olhava assustado e enfurecido.
- Se toca garota, o mundo não gira em volta do seu umbigo. – ele falou debochado.
- Claro que não, ele está muito ocupado com o seu. – rebati entre os dentes.
- Toda essa revolta é por que e não te peguei na escola, não é docinho? – ele perguntou outra vez com deboche. Odeio quando ele chama de docinho. Argh.
- Mas é claro, e quer saber continua fodendo aí, não quero perder meu tempo com você. – falei com desdém, dando as costas a eles e subindo a escada.
- Claro seu tempo é muito precioso pra ser gasto comigo. – ela falou gargalhando.
Apressei meus passos até o quarto, entrando nele batendo a porta.
Cara que ódio desse , e essa cena nojenta e repugnante não sai da minha cabeça droga. Preciso de um banho urgente.
Pronto banho tomado, e cabeça fria, vou ligar pra .
- Alô? – a voz da minha amiga soou em meus ouvidos após o segundo toque. Isso foi gay.
- Você tem tempo? – perguntei mordendo meu lábio inferior.
- Sim, não tenho nada melhor para fazer. – respondeu.
- Também não desdenha, eu estou com ódio. – falei.
- De mim? Por quê? – ela perguntou e eu revirei os olhos.
- Não de você, do . – revirei os olhos mais uma vez.
- O que ele fez? – ela quis saber.
- Primeiro: eu passei meia hora esperando ele enfrente a H.S.M, mas ele não foi, então tive que pegar um táxi. – bufei alto.
- E o Joe?
- Meu pais deram folga a ele até terça-feira.
- Aaah – ela murmurou.
- E segundo: quando eu cheguei em casa o tava fodendo com uma loira na sala. – falei com nojo.
- Eu não acredito nisso.
- Pois acredite. – afirmei, me recordando da cena. – e ele ainda teve a cara de pau de perguntar “o que você está fazendo aqui?” idiota.
- Mas que canalha. – ela disse gargalhando. – E como é? – ela perguntou, mas eu não entendi.
- O quê? – perguntei.
- Como “o quê?”, o tamanho da coisa dele, sua poia. – mas que safada.
- Ivone! – a repreendi, sentindo meu rosto esquentar.
- É grande? – ela perguntou, numa certa empolgação.
- Ai ! Ta é. – respondi e ela deu uma gargalhada junto comigo.
- Escuta amiga, minha mãe está chamando, amanhã eu vou aí, tchau. – ela falou.
- Claro, tchau. – desliguei o telefone e me joguei na cama, vou dormir, é a melhor coisa que eu posso fazer, para esquecer dessa tarde.
Sério estou traumatizada, com a cena da loira subindo e descendo no colo do , numa sincronia tão perfeita, e bem que poderia... Ser eu no colo dele e putaquepariu ! Pára de pensar nessas coisas. Mas a loira parecia tão satisfeita e ewww!
3º Cap. ~ Eu sou melhor do que ele!
Acordei com algo me sacudindo, abri meus olhos vagarosamente me deparando com os olhos de a poucos centímetros de mim, dei um grito pulando para trás, quase caindo da cama. Arregalei meus olhos pondo minha mão direita sobre meu peito esquerdo, sentindo meu coração bater fortemente.
- Calma, . – a voz dele saiu como suplica.
- O que você quer? – perguntei grosseira.
- Que você venha tomar café. – ele respondeu indiferente.
- Como café? Eu nem jantei – respondei franzindo o cenho.
- Já é sábado, você dormiu a tarde e a noite toda. – ele respondeu. COMO ASSIM EU DORMI HÁ QUASE UM DIA TODO?
- Sério? – perguntei abismada.
- É, cuida logo, a Margareth já fez o café. – disse.
- Ok, agora sai do meu quarto. – falei embreando minha mão esquerda nos meus cabelos, enquanto a outra usei para esfregar meus olhos.
- Dez minutos. – ele disse se dirigindo a porta e saindo. Filho da mãe, ele ainda pensa que eu já me esqueci de ontem.
Levantei da cama e caminhei em direção ao banheiro. Escovei meus dentes, prendi meu cabelo em um coque frouxo e desci para a sala de jantar, como as mesmas roupas que eu dormi. Uma blusa branca com listas azuis de mangas compridas e um short preto quadriculado com cinza.
Sentei-me à mesa com o , e me servi do café da manhã que a Margareth fez – deve estar uma delicia – ainda bem que a Margareth não tem folga hoje, céus como eu fui egoísta agora, anyway dei um gole no meu suco, sentindo olhar de sobre mim.
- Preciso falar com você sobre ontem. – pigarreou sério, olhei para ele com indiferença.
- Fale – incentivei.
- Eu sei que foi um erro eu não ter indo te buscar na escola, e além disso, você viu uma cena nada agradável, só quero pedir para você não dizer nada ao George. – ele me olhou com um ar de suplica. Claro que eu não vou contar, sei que foi uma coisa desagradável, mas eu não vou contar, assim eu vou ter uma coisa para sempre jogar na cara dele. Sei que isso é uma atitude muito infantil, mas eu quero ao menos uma vez ficar por cima dele. Não literalmente. Ou talvez sim.
- Eu não vou, até por que seria complicado. Pode ficar despreocupado, ele não vai saber, e nem ninguém. – mentira, a já sabe. Sorri cínica para ele voltando a comer. Ele não falou mais nada. E assim eu pude terminar meu café da manhã.
Que ótimo ficar amanhã todinha jogada no sofá da sala junta com o traste do , que ironia. Dude, alguém me salva.
DING DONG!!
Gosh, eu tenho poderes!
Mas quem será? Tomara que seja a !
- . – é ela. Minha salvadora. Ta isso foi desnecessário.
- , tudo bem com você? – perguntou antes mesmo que eu abrisse minha boca.
- Bem. – ela respondeu sorrindo e olhou para mim. – Vim te buscar pra ir ao shopping!
- Só se for agora. – dei um pulo do sofá. – Vou trocar de roupa, vem. – a peguei pela mão e subi as escadas correndo.
Entrei no meu quarto junto com a e fechei a porta. Entrei no meu closet enquanto ela se sentava em minha cama.
- E então? – ouvi sua voz perguntar quando peguei uma calça skinny e minhas roupas íntimas.
- O que? – respondi com outra pergunta, por não entender o que ela quis dizer.
- É grande? – perguntou de novo quando, enquanto eu pegava uma blusa de mangas roxas e uma rasteirinha.
- Do que você está falando? – perguntei saindo do closet com minhas roupas. – Vou tomar banho rapidinho e quando eu sair você me explica, ok? – falei e ela assentiu revirando os olhos.
Entrei no banheiro, escovei meus dentes e comecei a me despir. Entrei debaixo do chuveiro, sentindo água quente chocar-se em minha pele, me relaxando.
Terminei o banho, saindo do box. Me enrolei em minha toalha branca e dei uma leve secada no meu cabelo com o secador. Voltei pro quarto vendo a deitada quase sobre minhas roupas.
- Agora explica. – pedi vestindo minhas roupas íntimas.
- O é bem dotado? – ela foi logo ao ponto fazendo minhas bochechas corarem.
- Aah ... er... sim, e você já perguntou isso. – falei sorrindo sem graça para ela, terminado de vestir minhas roupas, começando a pentear meus cabelos.
- Foi? – ela se sentou na cama rapidamente. – Mas você sentiu vontade de tocá-lo?
- AH CALA A BOCA! – gritei fazendo a rir, e eu corar mais ainda. – Arg, agora eu estou imaginado o tocando.
Sim eu estou realmente imaginando o tocando, cara não é agradável.
- Ah , vai dizer que nunca teve vontade de fazer sexo com ele? – perguntou enquanto eu calçava minha rasteirinha.
- Claro que não. – respondi. Menti claro.
- Mentirosa, eu sei bem que você quer um pouco de “Ah, ah , mais, mais... assim” – ela fez com uma cara orgástica que só me fez gargalhar.
- , não viaja, oks, eu só tenho 15 anos e o 24. E eu sou virgem. – falei terminando de passar meu gloss. Peguei minha bolsa e coloquei minha carteira, celular, óculos escuros e outras coisas.
- E daí? Ele tem mais experiência, pode te ensinar coisas. – ela sorriu maliciosa – E eu sei que você é virgem, até isso o Phill não consegue tsc, tsc. – ela balançou a cabeça negativamente me fazendo rir.
- Até parece que você também não é. E porque em vez de eu, você não faz sexo com o ? – perguntei.
- Por que o meu negócio é com o . – ela respondeu sorrindo bobamente.
- Ah , ele tem 23 anos e você nunca falou com ele. – falei rindo, e me olhou cerrando os olhos.
- É porque ele é muito orgulhoso. – respondeu fazendo careta.
- Já parou para pensar que ele não gosta de pegar garotinhas de 15 anos? – perguntei, rindo da expressão dela.
- Você me broxou, vamos logo antes que eu desista. – ela falou me puxando para fora do quarto.
Eu cheguei em casa era quase 7 da noite, me esqueci que ir pro shopping com a dá uma canseira. Tomei um banho demorado, só sai porque a Margareth veio me chamar para jantar. O domingo passou rapidinho, me encontrei com Phill contra a vontade de – dude eu não sei por que o meu pai, o e a tem uma rixa com ele –, e a segunda passou rapidamente, dando lugar a terça-feira pro meu alivio.
Nesse momento eu estou na escola, provavelmente quando eu chegar em casa, meus pais já estarão lá.
Para o bem do , nesses últimos dias ele foi me buscar e deixar na escola. E não fez mais gracinhas – como a da loira – apesar dele me olhar meio estranho às vezes, mas deve ser FDP [N.Nany: nem te conto o que é huahauhua xD]. Agora eu to no último horário e espero que o venha me buscar, por que o Joe ainda está de folga.
Logo o sinal tocou avisando o fim de mais um dia na H.S.D, pro meu alívio.
- Ainda bem que meus pais já estão em casa. – falei para enquanto saíamos da classe.
- Ah claro, mais um dia com o tomando conta de você te mataria. – ela debochou. Odeio quando ela faz isso.
- Claro que sim – ignorei o deboche dela enquanto parávamos nos nossos armários, tirei alguns livros da minha mochila e os guardei dentro do armário, trancando-o logo em seguida.
- Vai fazer o que amanhã? – ela perguntou depois que guardou seus livros.
- Vir para escola, ué. – respondi dando de ombros, e caminhado para fora da escola junto com a .
- Amanhã é feriado! – ela disse dando uma tapa na minha cabeça. Abusada.
- Então eu vou ficar em casa. – falei massageando o local atingido, descendo as escadarias da H.S.D.
- Então eu vou pra lá, a gente pode tomar banho de piscina se não estiver fazendo frio. – ela falou entrando no carro do pai dela, que já a esperava.
- Oi Adam. – o cumprimentei sorrindo.
- Oi . – ele sorriu para mim.
- Então combinado . – falei a vendo revirar os olhos. – Até amanhã.
- Até. – ele disse. E seu pai deu partida no carro.
Me sentei na escadaria do colégio, vendo alguns alunos irem embora. E logo Phill entrou no meu campo de visão.
- Phill. – falei sorrindo, e ele se sentou ao meu lado me dando um selinho.
- Ainda aqui? – ele perguntou alisando meu rosto.
- Esperando o . – bufei sorrindo de canto. – Vai fazer o que amanhã? Você podia ir lá para casa...
- Não posso... er... tem um almoço de família lá em casa! – ela falou nervosamente. Dude ele esta muito estranho...
- Oún. – resmunguei emburrando a cara.
- Ah não fica assim. – ele falou segurando meu queixo e me beijando suavemente.
Descolei minha boca da dele, quando uma buzina estouro meu ouvido. Olhei pro lado vendo em sua BMW olhando para mim impaciente.
- É melhor você ir, antes que ele venha te pegar a força. – Phill disse rindo, eu lhe dei um último beijo e desci as escadarias, e entrei na BMW do e botei o cinto de segurança, e dei um tchau para Phill.
deu partida no carro, e o caminho todinho ele não falou nada, ele parecia injuriado(?). Também não liguei em falar com ele.
Chegamos em casa e eu sai correndo para dentro de casa.
- Mãe, Pai. – gritei chegando na sala.
- Oi minha filha – disseram em coro. Os abracei fortemente.
Depois que falei com eles, subi e tomei banho. Passamos o jantar conversando sobre a viajem deles e ficamos até tarde.
Fui dormir logo. Acordei de madrugada com sede, desci e bebi a água. Quando voltei pro meu quarto, adentrou rapidamente e me puxou selando nossos lábios com voracidade, ele nem pediu permissão e invadiu minha boca com sua língua, retribui o seu beijo com desejo, pondo uma mão em sua nuca puxando seus cabelos, enquanto a outra alisava seu abdômen nu. OMG!!!
E as mãos de envolveram minhas costas puxando meu corpo contra o seu. Ele cortou o beijo e olhou no fundo de meus olhos me fazendo estremecer.
- Eu sou melhor do que seu namoradinho. – ele sussurrou, me soltando e saiu do quarto.
O que foi isso? OMG, isso não é um sonho putaqueparel!
Me deitei na cama com minhas pernas bambas. Eu ainda não acredito que ele fez isso! O que ele tava pensando “Eu sou melhor do que seu namoradinho” Melhor do que o Phill? Ai meu Deus!
Ai o gosto dos lábios dele, o olhar dele, o toque dele... agora eu nunca vou esquecer! Shit!
4º Cap. ~ Homens, tsc tsc...
Eu tive a noite, mais estranha de toda minha vida, juro que se eu não tivesse tão lúcida ontem a noite, eu diria que aquilo foi um delírio. Nunca na minha vida eu imaginei que me beijaria por, por... Ciúmes? Inacreditável, pra falar a verdade eu nunca sequer imaginei me beijando, ta eu já imaginei, só achei que ele nunca fosse fazer tal coisa. Foi tão surreal...
SPLASH!
Esse foi o som, da minha pessoa caindo dentro da piscina feito uma jaca podre. Advinha quem me empurrou?
Se você disse , errou feio. Quem me empurrou foi minha querida amiga .
Como hoje é feriado e nós tínhamos combinado de tomar banho de piscina se fizesse sol – que para nossa sorte, Londres está quente –, ela veio para minha casa. E acaba de me empurrar dentro da piscina. Bela amiga.
Hoje a casa é só nossa. Meus pais saíram não sei pra onde, eles mal acabaram de chegar de viajem e já vão me deixar de novo com o , e por falar nesse, eu ainda não o vi hoje. Melhor assim. Eu ainda não me esqueci da merda do beijo que ele me deu. Oh droga, como eu me esqueci de dizer a ?
- Hey, . – chamei sua atenção enquanto sai da piscina. – Tenho uma coisa para te falar. – cheguei ao seu lado me sentando na espreguiçadeira.
- O que? – ela perguntou ainda rindo da minha queda na água. Bem como ela não vai parar de rir é melhor, eu falar tudo no tranco.
- O me beijou. – falei, respirando fortemente. parou imediatamente de rir, e me olhou com os olhos esbugalhados.
- ELE FEZ O QUE? – ela berrou. Encolhi-me pelo grito horrível.
- Me beijou. – repeti.
- Mas por que, e como? – ela perguntou.
- Foi hoje de madrugada, eu acho que ele tava tentando me mostrar que era melhor do que o Phil.
- Wow... Er... Ai, não sei o que dizer. – ela gaguejou movendo suas mãos rapidamente.
- É, eu acho que ele tem ciúmes, a sei lá, eu acho que é doideira. – desabafei soltando o ar pesadamente.
- É, nisso eu concordo com o , ele é melhor que o seu namoradinho. – ela falou rindo. Arg!!!
- Eu o amo o Phil, será que vocês não entendem? – alterei minha voz – chega de falar nesse assunto, vamos tomar sorvete. – me levantei da espreguiçadeira. Calcei minhas havaianas e peguei um toalha e andei até a cozinha com a no meu encalço. Atravessei o portal da cozinha olhando para trás, porque a fazia comentários infantis sobre minha bunda. Tipo, oi?
- Ah eu quero apertar essa coisa fofa. – ela disse rindo.
- Então aperta ué. – estremeci ouvindo falar com suas voz grave. Olhei para frente rapidamente, vendo que não só ele, mas como , e , estavam na minha frente.
[Informações muuuuuuuuito importantes.
: Melhor amigo de , desde que eram crianças. Tem vinte e três anos, e é formado em arquitetura, assim como . E ele é o amor platônico da minha amiga , só que ele nem sabe disso. Bem, só posso dizer que ele é bem hot.
: Se tornou amigo de e de , na 6º série, tem vinte e quatro aninhos, muito hot e é um advogado bem sucedido.
: Se juntou ao bando na 8ª série, tem vinte e quatro anos. Médico cardiologista. Ele é um cara bem reservado, mas quando bebe se solta. E digamos que ele fica mais divertido. E é mais um que eu não sei muita coisa.]
Não falo com eles.
Mas uma coisa eu posso afirmar, todos são solteiros e uns tremendos pegadores, e cafajestes.
- Ta com inveja porque eu posso e você não, huh? – disse risonha. olhou desafiadoramente para ela com um arzinho de deboche.
- Claro que posso – ele falou firme. Enquanto eu pegava o sorvete na geladeira e botava no balcão, e me escorei no mesmo, ficando no lado esquerdo. E os meninos na frente do balcão e a pegava duas taças no armário, e pegava três colheres. Uma grande e duas de sobremesas.
- Não pode não – ela rebateu a resposta do vindo em direção ao balcão e colocando as coisas em cima do mesmo. não respondeu, mas veio na minha direção parando atrás de mim. Eu não to acreditando que ele vai passar a mão em mim. A foi mais rápida em interromper o trajeto da mão boba de do que eu.
- Hey ! Sai fora, ela é minha. – disse, me enconchando e fazendo questão de aperta minha bunda. E com certeza ela está dando um sorriso safado, só pela cara que o está fazendo e a cara de paisagens dos outros três, principalmente a cara do . O momento era digno de pornô lésbico. Alguém deveria dizer a que não se pode fazer isso, quando se está de biquíni num recinto onde existem quatro homens que são sedentos por um bom sexo. De preferência beeem selvagem. Da onde eu tiro isso? Ugh.
Servimos de nossos sovertes e saímos da cozinha, de volta para piscina.
- Bando de tarados. Não sabem nem disfarçar. – falou enquanto dava uma colherada em seu sorvete, e sentávamos nas espreguiçadeiras.
- Com certeza! – falei enquanto os meninos vinham para piscina também.
- Agora vamos entrar na piscina – ela falou animada me puxando enquanto largávamos nossas taças de sorvete na mesinha ao lado da espreguiçadeira. Ela mergulhou se mostrando pro meninos, tenho certeza, é melhor eu não fazer qualquer coisa do gênero, vai que eu escorregue e bata a cabeça na borda da piscina. Entrei pela escadinha, oi?
voltou à superfície jogando os cabelos, que nem naqueles comerciais de shampoo.
- Nem gosta de se mostrar. – fingi desdém.
- Ah cala a boca. – ela disse rindo chamando a atenção dos meninos. E percebi que o a olhava, mais do que devia.
- não tira os olhos de você. – murmurei.
- Mentira! – ela acusou rindo. – Ai, quero fazer xixi. – ela fez uma careta engraçada. Ela á louca.
- Não faz aqui não. – falei rindo. Ela deu uma tapa no meu braço, e foi até a borda dando um impulso e saindo na direção de casa. Porque ela não usou a escada – que estava bem do seu lado – para sair da piscina. Anyway, assim que a entrou em casa, se levantou e falou algo pro meninos, que riram, mas eu não consegui ouvir e foi para dentro de casa.
Saí da piscina me deitando na espreguiçadeira, para tomar um pouco de sol. Alguns minutos se passaram, e a voltou já vestida e com uma cara pálida.
- O que foi? – perguntei me sentando.
- A minha mãe me ligou, eu tenho que ir para casa. – ela estava nervosa. Ela tava me deixando nervosa.
- , você ta passando mal? Você ta pálida...
- Eu preciso ir. – ela disse e saiu correndo. Alguém entendeu, olhei para os meninos, que olhavam na direção que ela correu com o olhar aturdido. Agora lascou, eu não entendi nada, mas é melhor deixar ela sozinha quando ela está nervosa. voltou, ele estava esquisito, humm...
Já que eu era a única garota, entre quatro homens, achei melhor ir pro meu quarto. Cheguei lá e entrei no banheiro tirando meu biquíni, liguei o chuveiro deixando o vapor tomar conta do box, entrei debaixo do chuveiro, sentindo meu corpo relaxar. Alguns minutos depois, eu sai do box, me secando, deixei meu cabelo molhado, eu não estava com saco para enxugar. Vesti um short folgado, e uma blusinha.
Deitei na minha cama, sentindo meu corpo relaxar. Eu estava com sono, tomar banho de piscina sempre me dá sono. Minhas pálpebras pesaram e eu cai no mais perfeito sono.
5º Cap. ~ Caliente.
Senti uma respiração em meu ouvido, involuntariamente os pêlos do meu corpo se arrepiaram e aos poucos eu fui despertando, me dei conta que eu estava deitada em minha cama, abri olhos rapidamente e vi em cima de mim, ele estava tão próximo de mim, sua respiração batendo em meu ouvido estava me deixando louca. Mesmo assim eu sentia uma necessidade de mandá-lo para longe, mas ao mesmo tempo meu corpo gritava por mais contato com seu corpo. Tentei ignorar essa segunda parte, e me levantar, mas meu corpo não atendia aos meus comandos, eu me sentia mole, como se eu estivesse doente, como se eu tivesse morrendo. Eu podia sentir perfeitamente meu corpo esquentar, só com a respiração dele.
- Não tente resistir – ele sussurrou provocante, o que me fez estremecer sob seu corpo, isso pareceu diverti-lo, porque ele soltou uma risada uma tanto maliciosa.
Ofeguei quando senti a língua quente e ávida de eu meu pescoço. Isso era demais para minha sanidade. Embreei meus dedos em seus cabelos macios e os puxei sem dó alguma.
As mãos deles percorriam meu corpo sem nenhum pudor parando na barra de meu short, que no segundo seguinte foi parar no chão do meu quarto. Mordi meu lábio inferior para abafar um gemido quando sua mão esquerda passou a me estimular com dois dedos ainda por cima da minha calcinha, e sua boca passou a dar chupões em meu pescoço.
- Awn... . – gemi alto quando a mão dele deslizou para dentro da minha calcinha entrando em contato com minha intimidade, e sem me avisar, dois de seus dedos me penetraram rapidamente, me fazendo morder o lábio com mais força. Era muito prazeroso e isso estava me deixando louca...
- Awnn – gemi alto. E logo me dei conta de que eu me acordara, e estava agarrada ao meu travesseiro. Abri os olhos e dei de cara com o que me olhava com uma expressão indecifrável.
Droga eu tinha tido outro sonho caliente com ele. E ele tinha me pego gemendo seu sobrenome. Senti meu corpo esquentar, e meu sangue se concentrar em minhas bochechas, conseqüentemente me fazendo corar.
- Sabe você deveria fazer isso comigo, não com seu travesseiro. – ele comentou com certo deboche, eu finalmente pude decifrar sua expressão, que era claramente maliciosa e seus olhos estavam escuros de desejo. Isso fez com que meu corpo se arrepiasse, coisa que não passou despercebido por ele, que alargou seu sorriso, me fazendo corar absurdamente.
- O.. q-que vo-cê... está fazendo... aqui? – gaguejei o que pareceu divertir , já que ele soltou uma risada nasala.
- Seus pais chegaram, e me pediram para te chamar. – ela falou observando todo o meu corpo. Aquilo era muito constrangedor.
- Ótimo recado dado, você já pode ir. – falei me sentando na cama. Ele me olhou incrédulo e se sentou na cama, praticamente colado em mim. Tentei me afastar, mas não consegui e de certo modo eu não queria.
- Eu posso fazer seu sonho se tornar realidade. – ele sussurrou no meu ouvido me fazendo quase ter uma síncope. Respirei fundo e fechei meus olhos, ele soltou um risinho e passou mão pelo meu rosto. Eu o queria, mas ao mesmo tempo não, isso era muito confuso. Senti sua respiração bater na minha boca, me atiçando mais ainda. Seus lábios tocaram o meu com delicadeza, se unindo em um selinho, até sentir sua língua pedindo passagem, e de repente deu estalo na minha cabeça, eu me lembrei do dia em que ele estava transando com a garota na sala da minha casa, e de todas as coisas que ele me fez passar quando eu era criança. Empurrei pelo peito e me levantei da cama num pulo.
- Sai daqui agora. – falei tentando controlar minha raiva. Ele me olhou perplexo por um segundo, mas no outro ele se levantou da cama bruscamente me mandando um olhar de raiva mortal antes de sair batendo a porta com força.
Que se dane! Eu não podia me deixar ser manipulada por ele, mesmo meu corpo implorando pelo toque dele. Nunca que eu o deixaria se aproveitar de mim.
Agora eu preciso de um banho – bem gelado – para tirar o calor que o simples contato dele com o meu corpo, me proporcionou.
Desci as escadas indo na direção na sala de jantar. Encontrei meu pai, minha mãe e , já sentados à mesa. Andei até a mesa me sentando ao lado da minha mãe.
- Oi meu anjo. – minha mãe me cumprimentou sorrindo.
- Querida. – meu pai falou sorrindo.
- Oi papai, oi mãe! – falei sorrindo.
- Por que você demorou tanto? – minha mãe perguntou enquanto Margareth nos servia.
- Eu estava tomando banho. – falei enquanto pegava um pouco de risoto com o garfo. Eu estava faminta. Também pudera eu não tinha almoçado.
- Hmm... – ela murmurou. – E o que você fez hoje? – ela perguntou meio animada.
- Nada demais, só fiquei na piscina com a . – falei dando de ombros. Ela não falou mais nada. Olhei pro meu pai ele estava calado, normal, ele sempre gosta de ficar calado nas horas das refeições, ele só fala durante elas quando é algo importante. Olhei pro Jones ele também estava calado, sua expressão era normal, como se nada tivesse acontecido entre a gente. Até que era bem melhor assim, isso entre a gente nunca poderia acontecer, isso seria pedofilia. Balancei a cabeça tentando tirar esses pensamentos da minha cabeça. Lancei um olhar para de que agora me fitava, ele abriu um sorriso de canto, como se dissesse: “Você não me escapa”. Terminamos de jantar e eu fui logo pro meu quarto, botei meu pijama, escovei meus dentes. E me deitei, ache que demoraria a pegar no sono, mas não, logo eu adormeci.
No outro dia eu fui para escola, falei com a , e perguntei o que acontecera com ela no dia anterior, mas ela apenas negara nervosa. Achei melhor não insistir, cedo ou tarde ela me contaria. Mas algo me dizia que tinha haver com o .
E a semana se passou rapidinho, e agora eu estava na minha casa – mas precisamente no meu quarto – com Phil. Nós estávamos sozinhos, sem meus pais, e sem algum.
E digamos que nos estávamos deitados na minha cama – ele por cima de mim – nos beijando loucamente. Senti as mão de Phil deslizando por debaixo de minha blusa, e logo eu senti ele a atirando longe, cruzei minha pernas em torno de sua cintura, e embrenhei mais minhas mãos em seus cabelos macios, enquanto ele começava a distribuir beijos pelo meu pescoço.
- Você realmente quer isso? – ele sussurrou no meu ouvido me fazendo arrepiar. Não respondi apenas puxei seu rosto pro meu procurando seus lábios com os meus. E tinha muita certeza de que eu o amava e de que ele me amava. E tudo seria perfeito.
Tirei sua camiseta, arranhado seu peito. Senti as mãos de Phil abrindo o zíper de meu short e no momento seguinte eu não sentia mais em meu corpo. Ele parou de me beijar e analisou meu corpo e seus olhos brilharam com deslumbre. Gargalhei alto e levantei minha mão até a altura do meu queixo e o chamei com o indicador, ele gargalhou e voltou a me beijar, corri minhas mãos até o cinto dele e do tirei rapidamente para logo depois abrir o seu zíper e lhe tirar a calça. Ele não ficou para trás e desabotoou o fecho frontal do meu sutiã, e passou a massageá-los, soltei um suspiro sôfrego e o puxei os cabelos dele com mais força. Apresei-me em tirar sua boxer, enquanto ele passava a beijar e dar leves chupões em meu pescoço e colo, suas mãos foram parar no elástico da minha calcinha, me fazendo ofegar, e ele a puxou para baixo.
- Camisinha. – sussurrei e ele saiu de cima de mim procurando por sua calça, eu quando a achou tirou do bolso traseiro a carteira, pegou a camisinha e voltou correndo para cama, e se deitou por cima de mim. Abriu a embalagem e colocou a camisinha em seu membro, e se encaixou entre minhas pernas e me olhou nos olhos enquanto me penetrava vagarosamente. Mordi meu lábio inferior quando o senti me preenchendo, e afundei as minhas unhas em suas costas sabendo que poderia machucá-lo sem me importar muito com isso. Phil começou a se movimentar lentamente sobre mim, fazendo um movimento de vai e vem. Ficamos assim até que ele gemeu alto e me apertou forte contra seu corpo, e caiu pro outro lado da cama me fazendo deitar minha cabeça em seu peito. Eu não tive um orgasmo? Mas pelo menos foi bom. Sorri fechando os olhos, com esse pensamento, enquanto Phil me fazia um cafuné.
- Eu te amo – ele falou. Levantei minha cabeça o olhando e abri um mega sorriso.
- Eu também te amo. – falei encostando minha boca na sua, iniciando um beijo doce e delicado.
De repente a porta do meu quarto foi aperta com tudo nos assustando.
6º Cap. ~ Bad Night.
’s POV
O meu sábado à noite não podia estar sendo pior. Por que meus pensamentos sempre se voltavam para a ? Eu realmente estava obcecado pela garota, que eu roubei a atenção de seus pais, em sua infância e na minha adolescência? Eu não podia estar tendo pensamentos pervertidos com minha... Minha irmãzinha. Certo, ela não é minha irmã, mas é como se fosse, eu não podia estar pensando dessa maneira sobre a , ela só tem 15 anos.
Mas mesmo assim, eu não consegui deixar de imaginar como era os sonhos que ela andava tendo comigo, minutos há trás enquanto eu estava no pub bebendo com os caras, e com umas duas garotas penduradas no meu pescoço, mas eu não consegui ir além com elas, porque a atormentava meus pensamentos.
Por que aquela coisinha está fazendo isso comigo? Deixando-me insano, sem rumo.
E agora eu estou dirigindo minha BMW, pelas ruas londrinas. Tentando chegar rápido em casa, digo a casa do George, e não meu apartamento. Eu realmente precisava ver a ainda hoje à noite. Cheguei à mansão dos ’s rapidamente, e estacionei na frente mesmo, saí do carro em dois segundos. Destranquei a porta e a fechei de volta, assim que entrei. Subi a escada de dois em dois degraus, sentindo a euforia dominar meu corpo.
Eu iria provocar ela, e isso me deixava muito alegre, sabendo que nem George e nem Mel estariam em casa, pois os dois viajaram para Dublin a negócios.
Rapidamente cheguei a frente ao quarto e abri a porta com força. Pouco me importando se isso a assustaria.
Mas a imagem que eu vi, não foi o que eu imaginava ver quando chegasse em casa. Ver e seu namorado deitados na cama, nus após... Após transar?
Foi chocante até pra minha pessoa. Fitei os dois por longos segundos (que pareceram horas) sentindo minha respiração falhar e automaticamente minhas mãos se fecharem em punhos.
E antes que eu fizesse alguma besteira, sai do quarto parando encostado na parede ao lado da porta do quarto.
Respirei profundamente tentando controlar a raiva que começara a se manifestar em meu corpo.
Logo Phillips saiu do quarto já vestido.
- , eu... Eu...
- Vai embora antes que faça uma besteira. – rosnei trincando os meus dentes, tentando controlar a minha vontade de socar o seu rosto.
- ...
- AGORA! – gritei olhando para o rosto de Phil, e este me olhou hesitante por alguns segundos antes de andar apressadamente pelo corredor até chegar a escada. O que esse miserável fez com a minha menina?
Depois de alguns segundos saiu de seu quarto, já vestida também. Sem pensar duas vezes, caminhei até ela puxando seu braço com força, a fazendo parar bruscamente.
- Aonde você pensa que vai? – rosnei olhando em seus olhos, que estavam cheios de lágrimas.
- Vou atrás do meu namorado. – ela falou com a voz embargada.
- Claro que não...
- CLARO QUE EU VOU. ME SOLTA SEU IDIOTA! – ela berrou, fazendo-me sobressaltar.
- CALA A BOCA! – gritei sem pensar, a empurrando contra a parede, e prensando-a entre meu corpo. – Você não vai atrás dele, não era para ele ter feito nada com você. – falei tentando não elevar minha voz. Não sei como ela conseguiu se livrar de mim, mas fez.
- VOCÊ NÃO MANDA EM MIM! EU FAÇO O QUE EU QUISER DA MINHA VIDA! E VOCÊ NÃO FAZ NEM PARTE DA MINHA FAMÍLIA DE VERDADE! – ela berrou. E de uma maneira estranha, suas palavras me afetaram muito. De fato eu não tinha o mesmo sangue da família dela. Mas eles se tornaram minha família depois da morte de meus pais. – E você é um puta de um pedófilo. – ela balbuciou.
Sua última frase me atingiu como um forte baque. Era realmente isso que eu estava me tornando.
Um pedófilo.
Porque fazia isso com ela? Porque eu fazia isso comigo mesmo?
Eu realmente não sei.
Será porque eu abusei das outras mulheres?
Digo: As outras mulheres não tinham mais graça para mim?
Isso não podia estar acontecendo.
Subitamente senti a raiva tomar conta do meu corpo.
Raiva de mim mesmo.
Raiva do que aconteceu entre os dois.
Raiva das palavras que ela disse.
Olhei nos olhos dela, e por um momento vi arrependimento em seu olhar.
Mas não me permiti a me abalar com seu olhar doce e irritante. Virei as costas para ela, e andei com passos largos para fora daquela casa.
Entrei na minha BMW e dei partida. Saí de vez daquela propriedade, esmagando o volante do meu carro, para ir para o meu apartamento.
7º Cap. ~ Confiável.
’s POV
Três meses.
Três meses que a não falava comigo direito.
Três meses que meu namorando estava estranho.
Três meses que não lançava nem um olhar a mim.
Três belos meses angustiantes.
Finalmente minhas férias tinham chegado. E eu só ficava em casa. Quando eu chamava o Phil pra sair, ele sempre achava um desculpa para não ir. Quando eu chamava , ela também sempre achava uma desculpa para não sair comigo.
Eu estava me sentindo sufocada em casa, sem nada pra fazer. E eu não queria passar mais uma tarde fria em casa, deitada na minha cama tomando chocolate quente. Eu precisava falar com alguém, e esse alguém se chama . Ela não queria vim na minha casa, então eu iria à sua casa.
Levantei da cama num salto. Vesti meus Jeans, vesti meu moletom preferido e calcei meu Vans Slip On quadriculado preto e cinza. Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo alto. Pro inferno se eu estava horrível. Peguei minha bolsa e desci as escadas correndo. Entrei na cozinha a procura de Joe, e por sorte ele estava na mesma conversando com Margareth.
- Oi Margareth. – abracei minha empregada.
- Oi . – ela falou sorrindo.
- Joe, preciso que você me leve à casa da . – falei parando em frente a ele.
- Oi para você também. Estou ótimo. – ironizou.
- Desculpa. – falei, o puxando pelo braço. – mas vamos logo eu tenho que falar com a .
- Tudo bem. – ele falou se deixando ser levado por mim.
Quinze minutos depois, nós estávamos em frente ao prédio onde mora, não ficava muito longe da minha casa. Despedi-me de Joe e caminhei até a porta, o porteiro abriu para mim e me deixou passar, já que eu estava na lista das pessoas que poderiam subir, entrei no elevador dando graças a Deus por não ter ninguém além de mim, elevadores são constrangedores.
Finalmente cheguei ao vigésimo quinto andar, toquei a companhia esperando ser atendida pela empregada Mary Ann, mas foi a que abriu, ela parecia surpresa em me ver. - Posso entrar? – perguntei-lhe sorridente. Ela pareceu hesitante, porém abriu passagem e eu entrei. – Você está com raiva de mim?
- Hã... o quê... claro que não . – gaguejou incrédula. – O que te faz pensar assim?
Nós estávamos paradas no meio da sala, e eu precisava me sentar. Sentei-me no sofá mais próximo, sem me importar se ela acharia ruim. Sou folgada e daí?
- Bem, você anda me evitando, toda estranha e eu achei que você estava com raiva. – desabafei. sentou a meu lado, pegando minha mão, sorrindo com seriedade.
- Não estou com raiva de você. Eu só estava com umas coisas na cabeça. Não se preocupe. – sorriu sincera.
Percebi que eu estava sendo uma tola por achar que ela estaria com raiva de mim. Ela nunca se zangara comigo, mesmo quando eu era grossa e estúpida com ela. era uma ótima amiga e não me magoaria. Olhei para ela sorrindo, olhei para roupas dela, achando estranho ela estar usando uma camisa masculina, de repente ouvi uma pessoa chamando-a, uma voz masculina, peraí eu conheço essa voz...
- ? – a pessoa apareceu na sala. . WTF? – ? – ele coçou a nuca sem graça. sem graça? Ah vá!
olhou de mim para espantada. Olhei para mais atentamente, começando pelos pés descalço, subindo o olhar por suas pernas cobertas por uma calça Jeans, tudo normal até meu olhar chegar à região do seu quadril, encontrando o zíper de sua calça aberto mostrando um pouco se sua boxers azul-marinho. Arregalei meus olhos, deixando meu queixo cair alguns centímetros. Inevitavelmente meu olhar subiu pela sua barriga, que cotinha alguns vergões de unhas, subindo por seu tórax, que continha marcas vermelhas, rapidamente meu olhar pairou sobre seu pescoço que tinha umas manchas arroxeadas. Finalmente meu olhar parou em seus cabelos que estavam extremamente desgrenhados.
Minha ficha caiu. e estavam juntos?
- Ai. Meu. Deus. – falei pausadamente com meus olhos ainda regalados em descrença. Os dois permaneceram em silêncio por um longo minuto sem saberem o que me falar, completamente em pânico, submissos a qualquer reação minha. Por fim resolveu quebrar o silêncio constrangedor.
- , eu posso explicar. – ela balbuciou. Suas bochechas adquirindo um tom rosado.
- Você não tem que explicar nada, não sou sua namorada. – retorqui rapidamente.
- Com licença , posso falar a sós com você, ? – perguntou.
- , eu volto logo. – disse se levantando e seguindo pelos corredores dos quartos.
Eu mal podia acreditar que esses dois estavam tendo algum relacionamento, quero dizer, da parte de eu até esperava, mas de ? Okay, era de se esperar dele também, afinal é uma mulher. Ah cara, eu vou matar essa garota por não ter me contado nada antes. Eu não sou confiável? Ela não confia mais em mim? Que injustiça véio!
Os dois voltaram pra sala devidamente vestidos. Os dois passaram por mim e foram até a porta.
- Te ligo mais tarde. – ele falou, e a puxou para um beijo. – Tchau anjinha. Tchau . – ele falou e saiu pela porta.
- Tchau. – falei alto para ele ouvir. fechou a porta, se escorando na mesma, me olhando com apreensão, sua boca fechada em uma linha reta, com se ela estivesse mordendo as bochechas por dentro. Bom já que ele já foi, vou cair matando em cima dela. - Por que você não me contou antes? – exigi com a voz mais alta do que o aconselhável – Você não confia mais em mim?
- Você não disse que não queria explicações, porque não era minha namorada e blá, blá, blá? – ela reclamou voltando a se sentar no meu lado novamente.
- Não tente mudar de assunto. – falei. Ela soltou um risinho.
- Okay, eu vou contar. – ela cruzou as mãos e respirou fundo antes de continuar – Você se lembra daquele dia quando nós estávamos na sua casa, na piscina? – balancei a cabeça – E eu fui ao banheiro e quando voltei eu estava estranha e fui embora logo? – balancei a cabeça novamente – O foi atrás de mim e me beijou. Na hora eu fiquei muito confusa por isso eu fui embora, mas depois de uns dias ele me procurou, conversou comigo, disse que não queria ter me assustado e que estava louco por mim. E desde dia nós gente estamos juntos. – terminou com sorriso besta no rosto, os olhos brilhando. Ela está feliz, o que também me deixa feliz.
Eu estava em mais uma festa chata na casa de um amigo de meus pais. Sentada sozinha em uma mesa, enquanto meus passavam por não sei a onde.
De repente , sentou ao meu lado sem falar nada, com duas taças de champanhe, depositando uma na minha frente. Certamente ele não tinha conhecimento de que eu estava bêbada de tanto tomar champanhe. Mas uma a mais, não faria diferença, ou faria?
Dei de ombros, pegando a taça e dando um longo gole.
- Me desculpe por aquela noite. – falou, sua voz soou firme e sincera.
- Não é como se você fosse obrigado a me pedir desculpa. – respirei fundo – Já que fui eu que te disse coisas horríveis.
- Não seja cínica – ele falou num tom ofendido, me fazendo arregalar os olhos indignada – Você sabe que tudo o que você falou é verdade, então não me venha com hipocrisia. – ele rosnou, me fuzilando com os olhos. Fiquei tão ultrajada, que a única coisa que eu fui capaz de fazer foi abrir e fechar a boca várias vezes sem saber o que fazer ou falar. Por fim me levantei, decidida a me afastar dele, mas cambaleie devido ao nível alto de álcool no meu sangue, rapidamente segurou meu cotovelo.
- Me solta! – rosnei tentando me soltar de suas mãos, o que não consegui.
- Você está bem? – ele perguntou preocupado. Uma hora ele me ofende, na outra ele se preocupa comigo. Bipolar idiota.
- Estou! – falei firme, puxando meu braço com força, mas não consegui me livrar de seu aperto em meu cotovelo.
- Você está bêbada. – ele me acusou furioso e sem me largar. Ele já estava me irritando.
- E se eu estiver? – rosnei pouco me importando se tinha pessoas olhando para nós dois. – É da sua conta?
Ele me olhou firmemente por alguns segundos, e depois disso eu estava dentro de um cômodo que parecia um banheiro, eu não sei como eu vim parar aqui, mas eu estava em frente a pia, olhando meu reflexo no espelho.
- Lave seu rosto. – ele ordenou se sentando numa poltrona... Por que uma poltrona no banheiro? Ah, esquece!
Olhei mas atentamente meu reflexo, eu estava horrível. Meus olhos estavam vermelhos devido ao champanhe. Abri a torneira, deixando a água descer, juntei minhas duas mãos em conchas enchendo-as e lavando meu rosto. Quando terminei, enxuguei, e me escorei de costas na pia. Olhei para , que me olhava de volta.
Ele parecia um cafetão sentado na poltrona todo desleixado com as mãos cruzadas em cima de seu colo. E incrivelmente aquilo estava me atraindo, me atiçando, fui me aproximando lentamente dele, minhas pernas se moviam por vontade própria, parei em sua frente, minhas pernas roçando em seus joelhos. me olhou sem entender o que eu estava fazendo, sorri de forma maliciosa e me sentei em seu colo, uma perna de cada lado. Eu certamente estava louca por fazer isso.
8º Cap. ~ Não Me Provoque!
’s POV:
. Suspirei enquanto a beijava suavemente. Céus, como eu pude ficar por três meses privado dessa sensação? Sua boca quente moldada a minha, sua língua ávida brincando com a minha.
Escorreguei minhas mãos por sua cintura, apertando levemente contra minha pélvis. Ela ofegou, desprendendo seus lábios dos meus, escorregando para meu pescoço, distribuindo beijos e mordidas, me arrepiando. Deslizei minhas mãos por baixo de seu vestido, apertando suas coxas fortemente, fazendo-a morder o meu pescoço com um pouco mais de força, consequentemente fazendo meu membro latejar de tão rígido. Embreei minha mão nos cabelos de , no desespero, e os puxei para trás, forçando-a a me encarar.
Olhei dentro de seus olhos, e a única coisa que eu conseguia ver era: Desejo.
Desejo por mim. Ela me desejava tanto quanto eu a desejava.
Fitei seus lábios avermelhados repuxados em um sorriso travesso, e não resisti o impulso de beijá-la novamente com fúria. Ela não perdeu tempo e logo e deslizou as mãos para os meus ombros por dentro do paletó, cravando suas unhas no local. Soltei um grunhido, e ela sorriu, durante o beijo, satisfeita. Não deixei barato, acariciei seu seio esquerdo por cima do vestido e ela ofegou. Sorri satisfeito e mordiquei seu lábio inferior para provocar, e para me tirar um pouco da sanidade, ela puxou meus cabelos da nuca, forçando minha cabeça para trás e, porra, isso é muito excitante. Enfiei minhas mãos de novo por debaixo do vestido, mas quando fiz menção de adentrar sua calcinha com meus dedos, a merda do meu celular começou a tocar. Enfiei minha mão dentro do bolso da minha calça e com certo esforço consegui tirá-lo, resmungando alguns palavrões nada lindos.
- Alô? – atendi sem olhar quem era, enquanto dava beijos lânguidos por meu pescoço e pequenos chupões.
- ? – droga!
- O-oi – gaguejei – George? – se sobressaltou tirando sua cabeça do meu pescoço para me olhar com os olhos arregalados.
- Claro que sou eu , – ele meio que esbravejou – Você sabe onde está a ? – quis saber, mas eu não sabia o que responder. Provavelmente era melhor eu dizer que ela está comigo, ou não, ele pode desconfiar já que nós – eu e – nunca nos demos bem. Mas antes que eu desse uma resposta, George continuou – Eu e a Mel já estamos indo embora, só estamos esperando a . – é melhor eu contar a verdade mesmo.
- Ela está comigo sim, - falei e me olhou indignada, dei de ombros – Ela já está indo.
- Estamos esperando. – disse e desligou.
- Como assim eu estou indo? – ela perguntou. Tirei-a do meu colo e fiquei em pé.
- Seus pais já estão indo, - disse tentando arrumar minha roupa – É melhor você se arrumar. – segui para frente do espelho, e mirei meu reflexo. Soltei um riso nasalo ao ver meu estado. Cabelos desgrenhados, lábios vermelhos e meu pescoço com algumas marcas roxas e meu terno amarrotado. se juntou ao meu lado no espelho se analisando, ela não estava muito diferente do que eu, seu vestido amassado, cabelo desgrenhado e seus lábios vermelhos, que só de olhar, me dava vontade de lhe beijar de novo.
Arrumei-me o melhor que pude, enquanto ela continuava se arrumando.
- Olha o que você fez comigo. – ela reclamou, sua voz soou tão irritada que me sobressaltei. Olhei em seus olhos por alguns segundos, não entendo o porquê da sua mudança de humor tão repentina.
- O que? – questionei arqueando minha sobrancelha esquerda.
- Nós não podíamos ter feito isso, - ela falou entre dentes respirando fundo – A culpa é sua! – Ela acusou. Eu não estava acreditando que ela estava fazendo isso. Uma hora ela me agarra do nada, na outra ela me acusava de ter lhe dado um amasso, que por sinal ela tinha gostado muito.
- Culpa minha? – perguntei apontando para meu próprio peito, indignado com sua acusação.
- Sim. – respondeu sem hesitar. Soltei uma risada sarcástica sentindo meu corpo de tremer de raiva.
- Pelo que eu me lembre, você sentou no meu colo por livre e espontânea vontade, sem eu fazer porra nenhuma. – esbravejei, sentindo a cólera dominar completamente meu corpo – Então não seja cínica, porque você estava gostando, gostando tanto que me provocava – cuspi as palavras, enquanto ela me olhava pasma, sua boca aberta em indignação e os olhos arregalados, seu eu não estivesse furioso até riria.
- Eu gostando? – perguntou apontando pra si mesma – Vê se te enxerga . – terminou dando uma risada mais do que sarcástica, o que só meu irritou mais.
- Quer saber, fui. – falei saindo daquela porra de banheiro, deixando-a sozinha, antes que eu fizesse alguma besteira, como batê-la, e isso não seria nada bom.
Eu dirigi tão rápido até meu apartamento, que não sei como eu não meti minha Ranger Rover em um poste, mas consegui estacionar meu bebê sem algum arranhão.
Entrei no elevador apertando o botão da cobertura, chegando logo em casa, então finalmente eu estava sozinho. Sozinho, mas não em paz, porque a única coisa que estava em minha cabeça era .
Um sorriso de desgosto se formou em meus lábios, enquanto eu tirava meu paletó e gravata. Eu só quero entender o porquê dela ter feito aquilo comigo. Me provoca, depois me acusa. Eu sinceramente tento entender o que se passa na porra da cabeça daquela garota, mas juro quanto mais eu tento, mais eu me perco.
Caminhei até o quarto, chutando meus sapatos e meias para me livrar da minha calça, ficando de boxers. Me joguei em cima da minha king size, me embolando no edredom.
Respirei e senti o cheiro dela impregnado no meu corpo. Que merda!
- Quando você vai sumir da minha cabeça ? – rosnei, mesmo sabendo que ela não estaria ali para me ouvir.
É, eu realmente estou comendo e lambendo na mão de uma garota de quinze anos.
Mas ela vai me pagar por me fazer de idiota, ah se ia, começando por amanhã. Pensei antes de me aconchegar em meu sono. Okay, essa última parte foi gay.
CONTINUA
27/09/10
N/a: Oi gente, tudo beleza na represa? :D
Sinto que vocês vão me matar, por ter demorado, e por não ter feito os dois se comerem logo. Mas esperem isso vai acontecer logo (ou não), e a espera vai ser boa ^^
Bom, to sem o que falar, então já vou indo, tenho que bolar uma plano para matar cinco roqueiros da minha escola e... Okay, eu não vou fazer isso, mas que aqueles idiotas, lezados e sem infância, estão enchendo o saco da minha amiga e o meu, estão.
Ah, obrigada pelos comentários lindos, “Tô adorando, continua amor” e “Eu quero que eles fodam logo”, sério, vocês me fazem feliz.
Tell me can you hear my voice, Loud and clear above the noise?
NanyBarros

