Not A Fairytale
Autora: Steph Sabino
Status: Em Andamento
Revisada por: Hata
Categoria: McFLY Fics
Sub-Categoria: LongFic - Drama
Comentários:
Prólogo
- Vamos fazer uma promessa? - ela disse.
- Promessa? Isso é coisa de criança! - ele respondeu.
- Por favor vai! - ela choramingou.
- Ok,o que você quer prometer?
- Prometemos que nunca nos esqueceremos um do outro, que mesmo no fundo a gente ainda vai se lembrar.
- Isso é idiotice, você sabe que a gente vai ficar juntos pra sempre!
- Falo sério, a gente não sabe o que pode acontecer e nós só temos 14 anos como você pode ter tanta certeza assim?
- Porque eu te amo oras!
- Eu também te amo mas, eu quero que você prometa mesmo assim!
- Ok eu prometo. Prometo que cada dia da minha vida eu vou lembrar de você, não importa onde nós estejamos, juntos ou não. Você vai sempre estar junto comigo.
- Eu também prometo, nunca vou me esquecer de você.
E eles selaram a promessa “idiota” com um beijo. Acreditavam no amor eterno, no viveram felizes para sempre. Pena que contos de fadas só existem nos livros infantis.
Capítulo 1
[n/a:a fic é narrada por você mas, às vezes vai haver uns POV’s]
Não existe vida perfeita. Essa frase que meu pai fazia questão de repetir em todos os dias em que juntos convivemos, se encaixava perfeitamente com a minha história. Casei cedo demais, tão cedo como tive um filho. Não, eu não me arrependo de nada disso, meu marido e meu filho são as coisas mais importantes nesse mundo pra mim. Eu só sinto falta de algo, não sei ao certo o quê, mas sempre tive a impressão de que há uma parte em mim que está vazia, esperando pra que talvez um dia seja preenchida.
Minha vida ia muito bem, meu filho estava saudável e feliz com sua banda, trabalhava numa gravadora de Orlando, meu marido me amava. Não tinha motivos pra reclamar, tinha? É, eu tinha. Aqueles olhos azuis não saiam da minha cabeça, há mais de 16 anos. Por que meu Deus? Por que comigo?
- Mãe! Olha que ótimo a gente vai fazer uma turnê internacional! - disse Jake pulando em mim.
- Que ótimo mesmo filho! Agora sai de cima de mim que você tá me esmagando. - eu disse rindo.
- Ah desculpa eu me empolguei.
- E você já contou pro seu pai?
- Hmm... não. Onde ele tá? PAAAI! CADÊ VOCÊ? - ele saiu gritando pela casa.
- Nossa Jake precisa gritar tanto? - Lance disse descendo as escadas e fingindo estar bravo.
- Ah é que eu tenho uma coisa muito legal pra te contar. Eu vou fazer uma turnê internacional!
- Nossa que maravilha meu filho, tô muito orgulhoso de você. - ele disse abraçando Jake.
- Ai meu Deus, eu devo estar muito velha mesmo. Meu filhinho, meu bebê já vai fazer uma turnê! Uma turnê! Daqui a pouco vai querer abandonar a velha aqui e ir morar sozinho me deixando sozinha com esse outro velho babão dentro dessa casa escura. - eu fiz só um pouquinho de drama.
- Começou a sessão sou-uma-velha-e-vou-morrer-cedo. - Jake disse me abraçando.
- Mas é verdade, e nem venha com abracinhos agora porque não vai funcionar.
- Ok. - ele e Lance se olharam.
- JÁ! - Lance gritou e os dois pularam em mim e começaram a me fazer cócegas.
- VOCÊS DOIS PAREM COM ISSO AGORA! - eu disse entre risos.
- NO WAY! - eles disseram rindo ao mesmo tempo.
Depois da sessão de cócegas levamos Jake ao estúdio onde o empresário deles Andrew iria dizer a ele e aos garotos Gabriel (vocalista), Brandon (guitarrista) e Alex (baixista) quem seria a tão misteriosa banda que os acompanharia na turnê. Como estavamos a toa (mentira a gente tava era curioso pra saber quem era a banda) eu e Lance ficamos também.
- Bom garotos, como vocês sabem, a banda de vocês está ficando muito famosa mundialmente falando. - Andrew disse.
- Pára de enrolar e fala logo porque eu quero voltar pra casa pra jogar video-game. - disse Brandon e todos riram.
- Continuando, - Andrew o ignorou - vocês vão fazer uma turnê de 1 mês na Europa junto com o McFly.
Quando ele disse isso meu coração parou, minhas mãos ficaram geladas e minha respiração ficou falha. McFly. Há quanto tempo eu não ouvia falar deles? Muito tempo.
E agora? O que eu faria?
Capítulo 2
Estavamos no Aeroporto Internacional de Orlando, sentados esperando pela nossa chamada. Lance estava com a cabeça deitada em meu ombro e com a cabeça em meu colo. Os outros meninos estavam jogando algo que não prestei atenção. Andrew babava em uma cadeira mais distante de nós.
Primeira chamada para o vôo 373 da British Airlines em direção a Londres. Passageiros, dirijam-se ao portão 23. - a voz fanha da aeromoça nos dispertou do que faziamos.
- Você tem certeza disso ? Eu posso cancelar a turnê e ir com o . - Lance disse pela milésima vez.
- Deixa de ser idiota Lance! E deixar seus fãs esperando? Eu nunca me perdoaria. Eu vou e ponto. Afinal, ele nem deve se lembrar de mim. Ele não sabe onde eu moro, só o e nem ele sabe exatamente onde.
- Então tá mas qualquer coisa você me liga que eu vou correndo ou melhor voando te buscar.
- Ok amor pode ir tranquilo afinal seu vôo é daqui a pouco também né?
- Então tá eu já vou. Vai com Deus e seja forte , tudo vai dar certo. - ele disse me dando um beijo, estranho ele nunca faz isso em público, muito estranho.
- Vai com Deus também e qualquer coisa me liga.
Depois de se despedir de , Lance foi para o outro lado do aeroporto onde ele pegaria o vôo pra Argentina.
Entramos no avião e eu me sentei ao lado de .
- Mãe?
- Fala filho.
- O...o que você acha que vai acontecer?
- Como assim ?
- Quando ele...o me ver e ver você, o que você acha que vai acontecer?
Capítulo 3
Um filme do passado veio em minha mente.
Flashback 16 anos atrás - 2009
Eu vivia há 3 anos em Londres. Tinha vivido durante 2 em Laurel, Mississipi mas nasci em Belo Horizonte. Era namorada de ou simplesmente há 2 anos. Minhas melhores amigas , e eram namoradas dos melhores amigos dele , e Harry Judd, respectivamente. Os garotos tinham uma banda já famosa em nosso colégio,o McFly. era o , o , Harry baterista e . Tinha também o Dave Williams que era aspirante a guitarrista. Minha vida era razoavelmente boa, Meus pais eram separados há 6 anos e devia ter uns 3 que não via meu pai que, por sinal, não valia nada. Minha mãe não era careta e me apoiava em tudo, minhas irmãs não me enchiam o saco já que haviam ficado no Brasil. Era praticamente como se eu fosse filha única e eu gostava disso.
Harry, Dave e eram meus melhores amigos, eu contava tudo a eles e eles me contavam tudo. Nós todos estudávamos juntos na London High School estávamos no 1º ano ou Freshmen Year como eles mesmo chamavam. Estudávamos juntos desde que em Londres cheguei, a maioria das garotas da escola odiavam a nós (meninas) por namorarmos os “caras da banda” e viviam inventando fofocas sobre a gente. Invejosas.
Eu estava passando muito mal há dias, mal conseguia assistir as aulas, enjôos e tonturas já eram parte do meu dia-a-dia...
- ? Você tem que ir ao médico amiga! - falava pela milésima vez comigo enquanto entrávamos em meu quarto.
- Pra quê eu vou ao médico sendo que eu já sei o que eu tenho? - é, eu sabia mesmo.
- Ah é? E o que você tem? - disse ela duvidosa.
- Eu fiz o teste e eu... eu... tô g-grávida, .
- O QUÊ? - ela gritou.
- Fala baixo! Quer que minha mãe escute? - eu disse fechando a porta.
- O que você vai fazer agora ? - minha amiga estava realmente preocupada.
- Eu não sei, mas em último caso eu tenho um amigo, ele é amigo da família, eu posso ir morar com ele. - disse pensando.
- Você tem que contar pro , eu duvido que ele vai te deixar na mão afinal, ele também é o pai né?! - ela suspirou aliviada.
- É, você tem razão. O nunca me deixaria na mão. Quer saber? Vou ligar pra ele e contar hoje mesmo.
Naquele mesmo dia liguei pra marcando de nos encontrarmos numa praça perto da minha casa. Estava sentada refletindo sobre o meu futuro, ou melhor, o nosso futuro e o esperando quando o vi chegar. Tão lindo, simples porém lindo.
- Oi amor.- eu disse.
- Oi. - ele disse já me beijando.
- Que desespero ! - eu disse rindo quando nos separamos.
- É lógico, a gente nem se vê direito há umas 2 semanas. - ele contava nos dedos, lesado.
- É sobre isso que eu queria falar . - eu disse séria.
- ? Então é sério mesmo hein? - ele disse rindo.
- Sim, é muito sério. - eu disse me sentando.
- Pra você ficar desse jeito deve ser mesmo.
- Vou ir direto no assunto, mesmo porque não tem outro jeito de falar isso a não ser esse. Eu... eu... eu...
- Você...?
- Eu tô grávida! É isso.
Ele ficou me olhando sem expressão. Depois parece que caiu a ficha e ele arregalou os olhos. Minhas mãos estavam geladas de nervosismo e eu me assustei quando ele gritou:
- NÃO PODE SER! - várias pessoas olharam-nos e ele abaixou a voz - Não pode ser !
- Como assim ‘não pode ser’? É claro que pode eu e você transamos sem camisinha. A gente sabia que isso poderia acontecer!
- E o que você quer que eu faça?
Aquilo me enfureceu. Como assim ”O que eu queria que ele fizesse?” não estava claro o suficiente?
- Ora, é nessa hora que você fala que vai comigo em minha casa e nós dois iremos falar pra minha mãe isso! - eu disse.
- Você acha mesmo que eu vou fazer isso? - ele disse com uma cara de ‘Hello?’.
- É claro que vai afinal, você é o pai! É a sua obrigação! - eu dizia indignada.
- Minha obrigação? Você acha que isso vai funcionar mesmo?
- Isso o quê? - eu não estava entendendo nada.
- Isso de me dar um golpe!
- Do quê você está falando ? - eu não podia crer no que ele falava.
- Você acha que eu vou ficar com você porque você diz estar grávida? Acha mesmo? Eu posso ter cara de idiota mas eu não sou idiota ! Você pode muito bem estar grávida de outro cara tipo o Dave e querendo me amarrar! E além do mais eu não pedi pra você ficar grávida! Eu não quero isso. - ele já estava vermelho de raiva, agora me fala: raiva de quê? Enfim, continuando...
- Você é sim... Um idiota por pensar que eu iria esperar 2 anos pra te dar um golpe ou te trair com um dos meus melhores amigos. Quer saber? Eu vou embora. Pra sempre! Meu filho não merece um pai como você . Nunca mais me dirija a palavra, tá me ouvindo? Eu te odeio! O-D-E-I-O - eu disse com lágrimas nos olhos e saindo correndo. A última coisa que eu vi foi chorar. Imbecil. Eu quem tinha o direito de chorar e não ele.
Andava pelas ruas pensando o que eu havia feito pra merecer aquilo, não que eu não quisesse meu filho, muito pelo contrário eu iria amá-lo infinitamente porque ele simbolizava uma ótima fase da minha vida. O que eu não entendia era o porquê de pensar aquilo de mim, eu não havia feito nada para que ele pensasse que eu era uma vadia golpista. Eu nunca havia me sentido tão rejeitada como eu me sentia naquele momento, nem quando meu pai me chamava de bastarda ou dizia que eu não merecia ser filha dele eu me senti assim, daquele dia em diante eu percebi que contos de fadas não existiam.
Cheguei em casa aos prantos, totalmente desesperada. Minha mãe percebeu algo estranho então tive que contar tudo a ela. Ela não ficou brava, o mesmo havia acontecido a ela então ela me entendeu.
- Minha filha o que você vai fazer agora?
- Não sei mãe, sinceramente não sei mas, lembra aquele nosso amigo? O Lance Bass?
- Sim... o cantor não é? Quanto tempo não o vejo!
- Então mãe, eu posso pedir ele pra morar uns tempos com ele lá em Laureu... tenho certeza que ele vai deixar. Pelo menos até eu ter o meu bebê.
- Hm, não sei não filha. Olha,liga pra ele, diz a ele que eu pago suas despesas enquanto você estiver lá.
- Ok mãe mas, assim que eu tiver meu bebê eu arrumo um emprego pra te pagar tudo de volta ok?
- Não se preocupe filha, vai lá ligar pra ele!
Subi as escadas em direção ao meu quarto e comecei a discar o número de Lance. Ele era um de meus melhores amigos e amigo da minha mãe desde que eu tinha 10 anos.
- Alô? - ele disse sonolento.
- Lance? Te acordei? - [n/a:não idiota você pôs ele pra dormir ¬’ huahuhauah to zuando ;)]
- ? - ele disse mais ‘acordado’.
- S-Sim. - eu funguei.
- Você tá chorando?
- Tô! Lance eu preciso da sua ajuda.
- O que aconteceu amor?
- O ... ele me chutou!
- Nossa! Deixa eu adivinhar... você contou pra ele certo? - Lance sabia de tudo, ele também era um de meus melhores amigos.
- Sim!
- Ai... mas ele é mesmo um idiota! Como eu vou te ajudar ?
- Bom, eu conversei com minha mãe e ei tava pensando se eu não poderia ir aí pra Laureu morar com você... o que você me diz?
- Isso não vai ser difícil, mas eu também preciso da sua ajuda.
- Eu faço qualquer coisa que você me pedir.
- Você lembra que eu me assumi gay não lembra?
- Aham.
- Então... meu pai nunca acreditou e, bom, ele disse que se eu for mesmo gay ele vai me deserdar.
- Nossa! E onde eu entro nessa história?
- Bom, se você aceitar, você se casa comigo e estando grávida, ele pára de me encher o saco.
- Nossa, mas não vai ser estranho a gente casar assim do nada?
- Que nada! Eu já tinha planejado tudo, só faltava a noiva. E além do mais, ele acha que eu gosto de você não sei por que. - ele deu uma risadinha sem graça, se bem o conheço ele estava vermelho.
- Eu aceito mas, olha, minha mãe disse que vai pagar minhas despesas aí ok?
- Ah cala sua boca anã! Diga a sua mãe que todo o dinheiro que eu ganhei fazendo dancinhas no Nsync dá pra sustentar nosso filho e quantos mais você quiser.
- Haha direi a ela e, amei a parte do ‘nosso filho’.
- É, a partir de hoje ele é nosso filho.
- Ai Lance, só você pra me fazer sentir melhor mesmo! Olha, vou desligar tá bom?
- Ok, me abandone aqui mesmo! Haha to brincando, pode desligar.
- Ok então, beijo.
- Beijo e cuida de vocês.
Agora só me restava arrumar as minhas malas já que, Lance havia conseguido comprar uma passagem pro dia seguinte.
Fui juntando as minhas coisas favoritas, o resto minha mãe mandaria por correio. Álbuns de fotos com as minhas amigas, CDs, ursos, enfim... tudo o que eu gostava. Juntei também tudo o que tinha de e pus numa caixa.
Não atendi telefonemas, não entrei no msn e não respondi nenhum recado do meu facebook. Meu vôo por sorte saía no horário em que meus amigos já estavam na escola. Agora só me restava dormir um pouco pra acordar bem disposta no dia seguinte.
Rolava de um lado para o outro e não conseguia pregar o meu olho. Sempre que eu começava a dormir sonhava com ele e meus amigos sorrindo pra mim e logo depois acordava assustada e chorando. Já eram 5 da manhã, não conseguia dormir então acendi meu abajur e comecei a escrever uma carta:
“Queridos amigos,
Sei que é difícil pra vocês aceitarem o fato de que eu não me despedi. Não me odeiem por favor, eu só fiz o que fiz pelo bem do meu bebê. Eu não quero que ele cresça com um pai que o rejeite assim como eu cresci. O motivo disso tudo vocês já devem imaginar. Não me perguntem pra onde estou indo, se preciso for um dia todos saberão. Harry, Dave e me perdoem MESMO por não ter dito nada é que, eu sei que vocês tentariam me convencer a não partir. Se quiserem saber como estamos visitem minha mãe, ela saberá lhes dizer. Eu amo muito vocês e nunca vou esquecer de nenhum de vocês. Na verdade eu queria me esquecer pra sempre de uma pessoa mas, não há como isso acontecer. Não sei mais o que falar então até breve! Nos veremos logo.
Com amor,
e...”
Terminei de escrever a carta com lágrimas nos olhos. Foi muito difícil pra mim me despedir por meio de uma carta. Meu coração implorava pra que eu ficasse, mas eu já tinha visto que seguir o coração só fazia com que eu me ferrasse mais ainda. Acordei de meus devaneios com o despertador apitando, já eram 6:00 tinha que tomar banho pra seguir para o aeroporto. Ouvi uns barulhos do lado de fora, parecia a voz de , logo em seguida ouvi Harry também. Parecia que estavam discutindo, me fiz de desentendida e fui tomar meu banho.
Quando saí do banho já eram 6:30 já deviam ter estar se arrumando pra ir pra escola. Vesti-me rápido e desci as escadas. Comi algumas frutas e subi novamente pra pegar minhas duas malas. Quando desci minha mãe estava sentada no sofá. Ela se levantou sorrindo e disse:
- Ai minha filha, como se sente agora?
- Bem mãe, Lance te ligou pra falar sobre os planos dele?
- Sim ele me disse, fico feliz por vocês se casarem. Apesar de ser um pouco mais velho Lance é uma ótima pessoa.
Lance tinha 30 anos e parecia ter muito menos.
- Já chamei o táxi pra você!
- Querendo se livrar de mim né mãe? - Eu disse rindo.
- De forma alguma !
Foi aí que me lembrei da caixa. Subi correndo ao meu quarto dando uma última olhada nele, que era todo roxo com uns poucos pôsters na parede. Parei meu olhar sobre a caixa em que estavam todas as lembranças de , como eu sentiria falta dele e dos outros. Mas fora ele quem escolheu assim.
Afastei meus pensamentos e desci com a caixa em mãos.
- Mãe, entrega isso pro meu namo... digo,pro por favor?
- Tá né?! - minha mãe disse com uma cara esquisita. Pus minhas malas no táxi e voltei pra me despedir de minha mãe. Ela, claro deu uma choradinha básica e todas aquelas coisas de mães. Quando chegava ao táxi me puxaram. Rezei mentalmente pra que não fosse .
- Onde você vai ? - graças à Deus era .
- Embora .
- Por quê?
- Pergunte ao ! Olha, leia isso - entreguei a ele a carta - quando eu for embora e todos se encontrarem ok?
- Tá! - ele disse, eu o abracei.
- Diga a todos que um dia eu volto.
- Mas... mas pra onde você vai? - ele quis saber.
- Eu confio MUITO em você então vou te dizer, eu vou pros Estados Unidos. Vou morar com um amigo. Mas não conte a ninguém ok?!
- Eu vou sentir sua falta tampinha! - ele disse quase chorando.
- Ok pára de chorar porque senão eu choro também. Até logo ! - eu disse entrando no táxi.
- Até! - o ouvi dizer.
Eu não tinha avançado nem 10 metros quando vi alguém chegar correndo a porta da minha casa. Era . Ele perguntou algo a e ao ouvir a resposta tentou correr atrás do táxi. Vendo que não conseguiria o alcançar ajoelhou-se no chão... chorando.
Uma lágrima caiu sobre minha bochecha. Eu rapidamente limpei-a. Não iria chorar por ele nunca mais! Aquela havia morrido e nada nem ninguém a desenterraria.
Flashback Off
Capítulo 4 - Mãe? Me responde! - me acordou dos meus devaneios. - Ele... ele não deve lembrar-se de mim. - eu disse.
- Eu... Eu não sei o que farei quando o vir. Se eu choro ou se eu soco a cara dele. - disse fechando os punhos, incrível como até com raiva eles se pareciam.
- Você não fará nada! Apenas finja que não o conhece. Não fale quem sou eu, ele não precisa saber, não agora. Afinal, vocês ainda tem uma semana de ensaio né?
- É... mãe?
- Fala...
- Posso deitar no seu ombro pra dormir?
- Pode filho!
Um tempo depois já dormia feito um bebê. Eu observei como ele se parecia com quando ele era dessa idade. Como seria nossa vida se estivéssemos juntos? Interrompi meus pensamentos ouvindo uma música muito familiar e também muito antiga na rádio do avião, digo, quando eu era adolescente não era tão antiga, mas, agora sim. [n:/a música] A voz de Brian ecoou em meus ouvidos.
“And when I’m looking back, how we were young and stupid”
Incrível como essa música combina exatamente comigo neste momento. Por que mesmo depois de tanto tempo eu ainda sentia algo por ele? Digo, eu tenho absoluta certeza que eu amo Lance por mais que não seja amor de marido e mulher, mas, eu o amo. Por que não sai da minha cabeça?
Senhores passageiros, bem vindos à Londres. A voz da aeromoça me despertou de um breve cochilo. Chamei e os outros meninos e nos dirigimos à saída do avião.
*****
Fui o caminho todo observando Londres pela janela da van. Lembro-me da primeira vez em que vim aqui... 20 anos atrás, fiquei maravilhada com os prédios e paisagens da cidade.
O táxi parou em frente ao Hilton, me lembro de quando éramos jovens e dizíamos que um dia estaríamos na sacada acenando para as fanáticas lá de cima. E não é que elas estavam lá? Deveriam ser umas 50 meninas com faixas e camisetas histéricas só pelo fato de que poderiam receber um aceno. Desci da van com os meninos e as garotas se jogaram pra cima deles, principalmente do . Não é querendo me gabar, mas, meu filho é lindo demais.
Passada a confusão entramos no hotel e meu coração parou. Lá estava ele, de costas, conversando com que por sorte não me viu. Dei uma desculpa qualquer aos meninos e entrei no elevador no exato momento em que os foi cumprimentar. Meu coração estava acelerado como o de uma adolescente que recebeu um sorriso de seu paquera. Apertei o botão 7 do elevador e esperei ‘pacientemente’ para que ele chegasse ao meu andar.
Entrei no meu quarto pensando como seria o nosso reencontro. Por mais que eu quisesse evitar uma hora iria acontecer afinal, eu sairia em turnê com a banda dele. Creio que ele não seria tão lesado ao ponto de não notar a minha presença.
Meus pensamentos foram interrompidos com batidas na porta.
- Mãe, sou eu. Posso entrar? - perguntou.
- Sim, entra filho.
- Hm... por que saiu tão rápido do hall do hotel? - ele perguntou sentando-se em minha cama.
- Adivinha?
- ? - ele fez uma careta.
- É, por causa dele sim. Vocês conversaram?
- Não, quando ele começou a me encarar entrei no elevador e vim correndo pra cá.
- Mas... Vocês não têm ensaio daqui a pouco? Vai ser meio que impossível não falar com ele baby.
- É... mas quanto mais puder adiar melhor vai ser. Não quero ser amiguinho dele, mas aquele Harry me pareceu bem legal.
- Ele é demais! Costumava ser um dos meus melhores amigos aqui...
- E por minha causa não é mais né?
- Não! Por causa do ! Tudo poderia ter sido diferente se ele num tivesse sido um otário.
- É eu sei. Bem vou lá pra baixo esperar o povo pro ensaio.
- Ok te cuida e não exploda.
Capítulo 5
’s POV
Lá estávamos nós, naquela van onde eu encontraria meus ‘pai’... pff pai? Ele é um covarde isso sim. Deus me ajude a não enfiar a mão na cara dele quando o vir. Mas, eu não vou fazer isso. Definitivamente esse não merece um grão da minha consideração, o tratarei igual ou pior do que se trata um verme, ele vai pagar por todos esses anos que eu vi minha mãe chorando por ele, ou eu não me chamo Bass.
Chegando ao gigante estúdio da Super Records eu tive que respirar fundo pra descer da van. Não podia perder o controle, não agora.
Entramos um atrás do outro em fila - isso me lembra o jardim de infância, mas tudo bem - enfim, entramos e quando pisei na sala em que o McFly estava senti duas mãos me puxando. Estava pronto pra socar o imbecil quando vi uma cara amigável, eu sabia quem era essa pessoa, mas não estava reconhecendo muito bem. Dois outros chegaram e ficaram me olhando espantados. Será que minha roupa estava suja?
- Cara... - disse o que aparentava mais velho.
- Eles... - o outro continuou.
- São iguais! - um que tinha uma cara de palhaço completou [n/a: adivinha quem é o palhaço? Huahuhauah].
Eu continuei lá estático com medo daqueles três lunáticos até que aquele mais velho se pronunciou:
- Gente acho que ele tá com medo! Err... eu sou o ! - disse estendendo a mão.
- Eu sou o Harry. - aquele outro disse.
- E eu sou o ! Como vai garotão? Tudo bom? Tá com fome? Quer tomar um ban...
- CHEGA ! Não tá vendo que ele não é uma criança? - o tal do falou.
- Esquece esses malucos. Você é o não é? - Harry me perguntou.
- Sou sim. Minha mãe já me falou de vocês. namora a , Harry a Fê e o namora a tia . - eu disse me lembrando das inúmeras vezes que minha mãe me falou sobre eles.
- Meu caro, se eu fosse você não chamava a de tia. Ela é capaz de te matar. - disse rindo.
- Ok - eu disse.
- Cara, você parece muito com o seu p... - começou, mas o interrompeu.
- Ele quis dizer que você parece muito com o , .
- Ah sim, já me disseram que eu pareço com aquilo, mas , se você não quer me ver zangado nem tente repetir o que você quase disse. Esse tal não é nada meu.
- Ok - disse um pouco sem graça.
- Enfim, , nós te arrastamos aqui só pra te pedir por favor pra não ligar pras piadinhas idiotas que o venha a fazer e também pedir que você finja nunca ter nos visto ou ouvido falar da gente. Mais tarde nós e suas tias iremos ao quarto da sua mãe conversar com vocês. Tá bom assim? - Harry disse amigavelmente.
- Tá ok, eu acho.
- Até nisso! - exclamou, mas quando ia falar mais algo o lançou um olhar furioso.
Entramos na sala e eu o vi, a cópia ‘perfeita’ da minha pessoa ou seria eu a cópia dele? Com um sorriso idiota no rosto. Ele se levantou de onde estava e veio em minha direção.
- Olá! Você deve ser o certo? Não tivemos a oportunidade de nos conhecermos no hall do hotel. Eu sou o . - ele disse estendendo a mão pra mim.
- Oi, é sou o . - troquei um breve aperto de mãos com ele.
- Ouvi falar de você, seu pai é cantor né?
- É, é sim há uns 20 e poucos anos. - disse seco.
- Nossa bastante tempo hein? É sua primeira vez aqui em Londres? - ele disse simpático.
- É sim. - disse tentando cortar o assunto afinal, num queria muito papo com esse mané.
- Vamos começar o ensaio? - disse parecendo ler meus pensamentos.
Durante todo o ensaio percebi que me encarava, provavelmente percebendo que eu era um pouco (lê-se: muito) parecido com ele. Os meninos (da minha banda) fizeram alguns comentários sobre como a gente era parecido fisicamente e só ria meio triste, perdido em seus pensamentos.
/’s POV
’s POV
Não sei por que, mas, esse me fez me sentir tão estranho, parecia que havia uma espécie de conexão entre a gente. Ele se parecia tanto comigo, suas ações e seu jeito de se expressar me lembravam muito meu eu adolescente. Será que meu filho também era assim? Será que nossos gestos eram tão similares quanto os meus e de ? Como eu queria ter a oportunidade de encontrá-lo. Não só a ele como também a . Será que nosso filho se parecia com o ? Óbvio que não né, ! é filho do Lance Bass e não seu. Só queria poder pedir desculpas ao meu filho, por ter sido um covarde e também pedir que ele não me odiasse muito. Como eu faria para encontrá-lo? Já tentei várias vezes falar com a mãe de , mas ela não parece muito disposta a me ajudar. Agora só podia pedir a Deus que por um milagre nossos destinos se cruzassem.
/’s POV
Após o ensaio eles voltaram ao hotel onde encontraram , , e Jéssica, uma loira insuportável que namorava . Dirigiram-se ao elevador deixando os meninos do Nasty (banda de ), e Jéssica pra trás e seguindo em direção ao quarto de .
Dentro do elevador ninguém falava nada, as meninas apenas observavam (com cara de espanto) que estava encostado num cantinho dali morrendo de vergonha. Quando o elevador chegou ao sétimo andar, foi o primeiro a sair e os outros o seguiram calados.
- Mãe, sou eu. Temos visitas, abre aí. - ele disse batendo na porta do quarto 712.
- Ok, um minuto. - gritou lá de dentro.
Alguns segundos depois ela abriu a porta. Os amigos não acreditavam no que viam, ela estava mesmo ali. Seus cabelos estavam mais longos e claros, o rosto continuava o mesmo, porém agora não havia mais um piercing em seu nariz.
- Oi gente. - ela disse esboçando um sorriso tímido. De repente, seis pessoas pularam (literalmente) em cima dela que riu com o gesto dos amigos.
- Que saudade amiga! - disse .
- Tampinha, você não cresceu mesmo hein! - foi a vez de .
- Da próxima vez vou até o quinto dos infernos te buscar viu senhorita ?! - Harry exclamou fingindo estar bravo.
- Nós vamos, Harry! - concordou.
- continua gata hein?! - disse.
- Cala a boca ! - o beliscou.
- Gente, vocês estão me esmagando! - disse embaixo do projeto de montinho que eles haviam feito.
Eles saíram de cima dela e se sentaram na cama.
- Ok então, eu também tava quase me matando de saudade de vocês seus idiotas! E Harry agora eu sou senhora, senhora Bass meu bem! - ela disse fazendo eles rirem, percebeu que estava faltando mais alguém. - Cadê o Dave?
- Ele se mudou , há uns 12 anos pra Holanda e a gente quase não se fala mais. - respondeu.
- Nossa, mas assim de repente? - perguntou curiosa.
- Bem, ele não aguentava mais brigar com o então achou melhor ir embora daqui. - Harry disse meio cabisbaixo.
- Aah sim. - ela disse meio triste.
- Ha ham - pigarreou fazendo todos o encararem.
- Ah meu Deus, nem lembrei que você estava aí meu filho! - disse indo na direção do garoto.
- Percebi. - ele fez uma falsa cara triste.
- Oh meu bebê! - ela disse apertando as bochechas dele.
- Menos mãe, muito menos! - disse ele emburrado.
- Vocês já conheceram o , gente? - ela disse o puxando em direção dos amigos.
- Conhecemos sim , ele é muito bonito, mas não conversou direito com a gente. - disse fazendo o menino ficar vermelho.
- Aah que lindo ele ficou vermelhinho! - exclamou.
- , pare de deixar meu filho sem graça! - disse fingindo estar brava.
- É Judd! - Harry disse.
- O que? - perguntou confusa.
- É Judd. - ele disse.
- Aah é, esqueci que vocês se casaram. - ela disse.
- Mas então, vamos botar o papo em dia? - disse .
Eles conversaram até altas horas sobre como suas vidas haviam mudado, sobre seus filhos ( e tinham dois meninos Dylan e Jack, e os trigêmeos Jeremy, Josh e Alicia e por fim Harry e tinham uma menina chamada Audrey) e também sobre a vida dos outros, rapidinho se enturmou e logo já falava das groupies que se jogavam pra cima dele. Quando voltavam para seus quartos encontraram no corredor.
- Dudes onde vocês estavam? - ele disse e logo passou feito um furacão entrando rapidamente em seu quarto - o que aconteceu com ele?
- Nada, estávamos por aí, boa noite . - Harry disse seco. Depois da partida de nem Harry e nem conversavam direito com .
- Eu hein. - disse indo pro seu quarto.
Capítulo 6
- Quer ir lá no meu quarto conhecer as crianças ? - perguntou .
- Mas é claro que sim, trouxe presentes pra todos eles, vou ao meu quarto pegar e já vou ao seu. - ela disse se dirigindo ao seu quarto onde pegou uma mala cheia de coisas pros menores e levou pro quarto de .
- Entra , senta aí que os meninos foram buscar eles lá no playground mas já devem estar voltando. - mal tinha terminado a frase quando abriu a porta com Jack no colo e Dylan em seu encalço. , Harry e vinham trazendo os outros seguidos por e .
- Gente, coitado do Dylan! - exclamou e todos a olharam em dúvida - ele é IGUALZINHO ao . - ela completou fazendo todos rirem menos que a fuzilou com os olhos.
- Só não vou falar nada sobre seu filho porque ele é grande o suficiente pra me bater viu ? - ele disse e todos riram de novo.
, entregou um brinquedo pra cada um deles de acordo com a faixa etária, os trigêmeos eram os mais velhos com 11 anos, Dylan tinha nove, Jack sete e Audrey era a caçula com cinco.
Conversaram bastante (como sempre) e depois as meninas resolveram ir às compras deixando as crianças com os meninos e com seus companheiros de banda.
- Quem quer ir pra piscina? - disse e todos gritaram "EU!" e nesse todos estava incluído , que na opinião dos amigos nunca crescia.
Já na piscina encontraram que (por milagre divino) estava sem Jéssica. Os meninos foram brincar com seus filhos na água mas Audrey parecia mais interessada em brincar com a boneca que havia lhe dado.
- Tio ! - disse ela pulando no colo de .
- Hey princesa! Se divertindo muito? - ele disse animado, de fato amava seus sobrinhos e os tratava como se fossem seus próprios filhos.
- Estou sim! Olha minha boneca, é linda não é? - ela disse encantada com a boneca.
- É sim, mas você é mais bonita que ela. - ele apertou o nariz dela.
- A tia , também falou isso! - ela disse sorrindo e o coração dele gelou. Só poderia ter escutado errado, não poderia estar ali.
- Q-quem te falou isso Audrey? - ele perguntou aflito.
- A tia , oras! Não a conhece? Ela é tão bonita! - Audrey disse deixando ainda mais aflito.
- Princesa, vai lá brincar com seu pai vai? O tio ta se sentindo mal. - ele disse.
- Ok tio mas sara logo viu? - ela disse dando um beijinho na bochecha dele e saindo correndo de encontro ao pai. Harry percebeu que estava estranho mas resolveu deixar pra lá.
foi correndo para seu quarto, abriu sua carteira onde viu uma foto dele e dela, quando haviam começado a namorar. Seria possível que o amor da vida dele estivesse tão próximo e ele nem havia percebido? Era o que ele iria investigar. Ainda faltava uma semana pro início da turnê, ou seja, era tempo suficiente pra ele descobrir tudo.
**
No dia seguinte...
- Olá senhora ! - ele disse lançando um sorriso tímido à ex sogra.
- Hey , entre meu filho. - ela disse abrindo espaço pra que ele entrasse.
- Com licença. - ele disse.
- Sente-se, quer beber algo? - ela disse simpática.
- Não, obrigado. Na verdade queria conversar com a senhora.
- Olha , se for pra perguntar onde a está, eu já disse que não posso te falar, você sabe. - ela fez uma cara triste.
- É eu sei, eu só queria saber se a senhora me deixaria ir ao quarto dela, queria me lembrar um pouquinho mais dela já que faz tanto tempo que não a vejo. - ele fez uma cara de cachorro abandonado.
- Hm, ok. Pode ir lá em cima, enquanto isso preparo um bolo pra nós esta bem? - ela sorriu e ele assentiu.
Subiu as escadas nervoso, ao chegar no corredor avistou a tão conhecida porta do quarto dela. Girou a maçaneta e ao abrir a porta foi como se houvessem aberto um túnel do tempo.
's POV
Tudo estava exatamente como da última vez que havia estado aqui. Os pôsteres na parede, a colcha roxa, os porta retratos. Tudo parecia intocado.
"- , eu... eu tenho medo.
- Não tenha, confia em mim"
Aquele flash me atingiu com tudo e mais uma vez amaldiçoei minha covardia. Sentei-me um pouco na cama dela, ainda podia sentir seu perfume como se ela mesma estivesse ali, comigo. Decidi me levantar e seguir meu objetivo, encontrar algo que me ajudasse a saber o paradeiro de , e do meu filho.
Abri gavetas e mais gavetas mas nenhuma delas continha o que eu procurava. Decidi olhar no criado mudo, primeira gaveta: nada. Segunda gaveta: um envelope? Sei bem que é falta de educação abrir envelopes alheios mas era uma emergência. Dentro do tão misterioso envelope havia uma foto que fez meu coração e meu cérebro pararem. Era uma foto dela com um bebê e um cara que não me parecia estranho. Seria aquele, meu... filho? E quem era aquele cara? Decidi ler o que estava escrito no verso. [n/a: finge que oLance também ta na foto ok?]
"Querida vovó, mamãe e papai estão cuidando muito bem de mim viu? Eu sou ou não sou um menino lindo?! Ok parei de fingir que sou o bebê. Haha Mãe esta é uma das primeiras fotos da nossa família, espero que você goste. James e eu estamos lidando muito bem com tudo isso e ele é um ótimo pai. Mandarei notícias em breve. Com amor,
,"
Eu havia lido direito? James? Nossa família? Ótimo pai? Agora é que eu não estava entendendo nada mesmo.
- querido, o bolo já esta pronto! - ouvi a senhora gritar do primeiro andar.
- Ok senhora já estou indo. - disse a ela, saí do quarto decidido a tirar aquela história a limpo. E eu sei muito bem por onde eu iria começar: Audrey Judd.
/'s POV
CapÍtulo 7
- Audrey, vem aqui com o titio! - disse enquanto todos brincavam na piscina.
- Oi tio! - ela disse sentando no colo dele.
- Oi princesa, posso te perguntar uma coisa? - ele disse.
- Claro que pode tio - ela sorriu.
- Você lembra que falou pro tio que você conheceu a tia ?
- Sim, eu lembro.
- Entao, o tio quer saber onde que você conheceu ela.
- Aqui no hotel oras! Mamãe pediu pro papai e pros meus outros tios levarem eu e meus priminhos no quarto dela.
- Você e seus primos? - ela assentiu - e como ela é?
- Ela é do tamanho da mamãe, ela é muito bonita tio ! Você devia namorar ela e não a chata da Jéssica - ela fez beicinho.
- Hahaha você é muito fofa sabia? - ele apertou o narizinho dela - ela se parece com essa menina que esta do meu lado nessa foto? - ele mostrou a foto que sempre guardava na carteira.
- Parece um pouquinho, ela num tem isso no nariz não! - o coração dele gelou novamente, então era mesmo ela!
- Olha Audrey, não conta pra ninguém da nossa conversa ok? Vai ser nosso segredo, pode ser?
- Pode sim tio ... agora eu vou brincar, tchau! - ela disse e saiu correndo.
Então ela estava mesmo la! Como ele ainda não a havia visto? Agora era so ir na recepção e descobrir o número de seu quarto.
- Gente, vou tomar um banho lá no meu quarto ok? - ele disse seguindo em direção a saída da área da piscina.
- Ai amor, não vou subir enquanto não estiver bronzeada. - Jéssica disse em sua típica voz fanha.
- Por mim, que morresse queimada! - “sussurrou” num volume nada discreto no ouvido de Harry que concordou e todos começaram a rir menos Jéssica que os fuzilou com o olhar.
“Qual será a mais fácil?” pensou olhando pras duas recepcionistas que na opinião dele tinham cara de mulheres da vida (aka prostitutas) resolveu perguntar a ruiva que quase o comia com os olhos.
- Boa tarde. - ele disse lançando-a um sorriso de lado.
- Boa t-tarde senhor .
- Me chama de - ele piscou pra ela.
- O-ok. Em que p-posso ajudá-lo?
- Eu queria descobrir o número do quarto de uma pessoa, será que você me diria? - ele passou o dedo no queixo dela.
- C-claro, mas meu gerente não pode ficar sabendo senão ele me mata, sim?
- Pode deixar que vai ser um segredo nosso - ele piscou pra ela novamente.
- Qual o nome da pessoa?
- , é uma amiga minha de escola mas perdemos contato há alguns anos.
- Olha,não tem nenhuma aqui, com o nome de só consta uma senhora de 40 anos, Lambus e uma outra de 32 Bass. Parece que sua amiga não esta neste hotel não.
- Aah que peninha, mas muito obrigado... - ele olhou no crachá dela - Jackie.
- Às ordens.
Ele entrou no elevador repetindo consigo mesmo “Bass,Bass,Bass”,entrou no quarto e abriu o laptop assim entrando no google e pesquisando “Bass”. Alem dos vários baixos e contra-baixos a venda ele também encontrou um link na wikipedia que dizia “Lance Bass” resolveu clicar.
“James Lance Bass (Laurel, 4 de maio de 1979) é um cantor, ator, produtor de filmes e autor estadunidense. Ele cresceu em Mississippi e fez parte da boyband americana N’Sync....”
James Lance Bass, de onde aquele nome era familiar?
“James e eu estamos lidando muito bem com tudo isso e ele é um ótimo pai.”
Será que eles eram a mesma pessoa? Se fossem, a Bass seria a esposa dele? Será que esse James era casado com a sua ?
Ele se dirigiu ao elevador novamente.
- Jackie!
- Sim senhor... digo .
- Qual o número do quarto da Bass?
- Hum... deixe me ver. 712.
- Muito obrigado, MESMO. - ele deu um beijo na bochecha dela que quase desmaiou.
Entrou mais uma vez no elevador, pensando se deveria ou não ir ao quarto dela. Decidiu ir, no último caso diria que se enganou de quarto ou algo parecido. Quando a porta do elevador abriu deu de cara com que de algo que os amigos haviam dito, mas que ficou sério no momento assim que viu . Se cumprimentaram com um aceno e logo desceu em direção ao corredor do hotel.
“709, 710, 711... 712. É aqui!” - ele disse pra si mesmo, quando foi abrir a porta viu que ela estava somente encostada e resolveu entrar.[n/a:intrometido! Hahahah]
- Filho seu cabeçudo você esque... - ela parou a frase ao ver que quem estava em sua frente nao era seu filho e sim .
’s POV
Eu não podia crer no que meus olhos viam, era ela mesmo. estava bem ali na minha frente!
/’s POV
Capítulo 8
- Filho seu cabeçudo você esque... - antes que pudesse terminar minha frase lá estava ele , o homem que eu jurei nunca mais olhar em toda minha vida. O mesmo cabelo loiro, o mesmo rosto de menino, os mesmos olhos profundamente (que agora me encaravam surpresos) nada nele havia mudado.
- E-então é você mesma... eu... você... você disse... Fi-filho? - disse ele gaguejando e se aproximando perigosamente de mim. Eu fui ficando asfixiada, não tinha pra onde ir, a parede se aproximava ainda mais de mim e por um instante eu não tinha pra onde ir.
- SAI DAQUI ! SAI! JÁ DAQUI! - eu me exaltei e tentei sair em direção à porta.
- Eu só saio daqui quando você me disser onde meu filho está! Você tem noção do que você fez comigo? - disse me segurando pelo braço.
- Me solta ! - eu me debatia em seus braços quando a porta novamente se abriu, não podia ser! Por que diabos o tinha que voltar agora?
- Mãe, agora que eu vi que eu esqueci minha car... - nos olhou e logo percebeu que algo errado acontecia. - Que merda é essa que tá acontecendo aqui?
- ... ele... ele é meu filho? - disse apontando pra que ainda estava nos encarando da porta. Antes que pudesse responder ou ao menos pensar em algo o fez.
- NÃO! EU NÃO SOU SEU FILHO! Nunca reparou meu sobrenome? Eu já tenho um pai, não preciso de você. - ele estava ficando cada vez mais vermelho, ai meu Deus o que eu faria? Daqui a pouco era perigoso o pular no pescoço do .
- Calma filho, vamos sair daqui sim? - eu disse já o puxando pra fora do quarto quando ouvimos aquela maldita voz se dirigindo a nós.
- NÃO VÃO NÃO! EU EXIJO UMA EXPLICAÇÃO! EU MEREÇO UMA, VOCÊS NÃO ACHAM? - disse indignado e também estava vermelho ótimo, além de serem a cópia perfeita um do outro os dois estão nervosos agora.
- FODA-SE! - gritou e ouvimos uma movimentação no corredor.
- ! - eu disse espantada afinal, eu não havia o educado para ser assim.
- Me desculpa mãe, mas eu não tenho saco pra falar com esse... sujeito. - olhava com nojo, eu nunca havia visto meu filho daquele jeito, e ? Bom, estava chocado e com lágrimas nos olhos, cínico.
- Gente o que é que tá acontecendo aqui? - Harry disse chegando ofegante à porta do meu quarto, analisou um pouco a situação e logo deduziu o que havia acontecido.
- OH MY GOSH! - disse espantada ao chegar até nós.
- meu amor, vai ligar pro seu pai vai, fala com ele que ele vai saber o que te dizer. - apenas assentiu sorrindo fracamente pra mim e me abraçando.
- Mas eu é que sou o... - antes de completar a frase havia deixado o quarto onde ficara com cara de tacho.
- , você quer que a gente deixe vocês... a sós? - perguntou gentilmente e eu apenas assenti fracamente.Todos deixaram meu quarto restando apenas eu e aquele verme lá dentro.
- Então, , é hora do nosso acerto de contas. - eu disse sorrindo friamente e o olhando com o mais forte ódio que eu já havia transmitido a qualquer pessoa. Ele realmente iria ver com quantos paus se faz uma canoa... ou não?
****
- eu... você tem que me ouvir!
- Ah é ? Então vamos lá! Diga tudo o que tem a dizer, eu sou paciente, eu irei ouvir, pode falar. - eu iria o deixar falar, eu pelo menos tentaria.
- Bom, em primeiro lugar eu quero te pedir perdão. Eu sei que não vai adiantar nada, mas eu queria sinceramente que você me perdoasse. Eu passei esses 16 anos, 192 meses, 835 semanas, 5844 dias, 140256 horas... enfim, esse tempo todo imaginando uma forma de me redimir do meu erro. Poxa eu só tinha 15 anos cara, tava começando uma banda e... - eu o interrompi.
- Você era jovem demais pra assumir tudo aquilo? Desculpa mas esse seu discursinho não tá ajudando muito não.
- Me ouve - eu o interrompi novamente.
- .
- Que seja, me ouve e depois fala o que quiser falar. Eu fiquei anos e anos te procurando, ninguém me falava nada, nem mesmo a sua mãe. Ela sempre dava noticia aos outros e nunca a mim. Imaginei diversas vezes se você e o meu filho estavam bem, se tinham o que comer e onde dormir, eu quase acabei com a banda por não ter mais forças pra lutar. Eu literalmente cheguei ao fim do poço, cheguei a tentar me matar por remorso de ter afastado de mim o meu filho e a mulher que eu mais amei na vida e... que eu ainda amo. Então , eu só peço que você me perdoe, só isso e, que não me proíba de ficar perto de vocês porque... eu não sei se aguentaria. - disse a última frase deixando uma lágrima cair dos seus olhos.
Eu só conseguia pensar uma coisa ‘não se engana de novo , ele triturou seu coração uma vez e só quer fazer de novo’. Com esse pensamento eu proferi aquelas palavras que provavelmente o machucariam, mas eu pouco me importava, ele que sofresse, que comesse o pão que o diabo amassou.
- ... olha, foi muito bonito o seu ‘relato’, mas olha você teve muito menos do que merecia. Fui eu quem teve que se afastar dos meus melhores amigos, fui eu quem teve que cuidar pra que meu filho tivesse uma infância alegre enquanto eu estava desmoronando por dentro, fui eu quem foi chamada de vagabunda por quem eu pensava ser o amor da minha vida, fui eu quem teve que aguentar críticas por me casar muito jovem e ainda por cima grávida e... fui eu quem teve que aguentar o se culpando da minha desgraça.
- Co-como assim? - a interrompeu.
- Quando tinha nove anos eu e o pai dele, o Lance, contamos a ele que o Lance não era o seu pai biológico porque todos na escola reparavam a diferença e ficavam enchendo o saco dele. Um ano depois, o chegou chorando da escola, eu achei que ele tinha brigado, mas ele estava chorando porque os amiguinhos dele o disseram que o pai biológico dele, ou seja, você, me abandonou por causa dele. Eu me lembro até hoje do perguntando ’mamãe é verdade que meu outro pai foi embora por causa de mim? É verdade que ele não queria nem me ver?’. - secou algumas lágrimas ao lembrar daquilo, mas logo prosseguiu - Sabe eu realmente te odeio mais que tudo nesse mundo, pra mim tanto faz se você está feliz, triste, morto ou vivo, mas todos esses anos eu nunca quis falar nada de muito ruim de você pro , sempre achei que ele descobriria mais cedo ou mais tarde, eu acho que posso até deixar de te odiar um pouco porém, eu creio que você está pedindo perdão à pessoa errada porque toda aquela burrada que você fez há 16 anos atrás afetou unicamente a uma pessoa que, neste momento, deve estar chorando grudado a um telefone morrendo de vontade de te matar. Se você acha que consegue o perdão do meu filho vá em frente e te desejo sorte porque felizmente ou não ele é tão teimoso quanto você. - proferi aquelas palavras que nada tinham a ver com meus reais sentimentos afinal, querendo ou não eu ainda o amava, mas minha sede de vingança superava meu amor por ele.
- Eu... eu vou conseguir o perdão do nosso filho e, eu sei que eu vou conseguir seu amor de volta também, tudo é questão de tempo e isso eu terei de sobra durante a turnê. Eu acho que vou tentar falar com o agora e...
- Não se atreva , se você falar com ele agora só vai piorar a situação. É melhor resolver isso depois. Agora suma da minha frente. - eu disse abrindo a porta do meu quarto.
- Sairei, mas como você mesmo disse eu sou teimoso , não vou descansar enquanto não conseguir o que quero. E eu quero você... a propósito vejo que o tempo lhe foi bem generoso, você esta ainda mais linda. - ele me lançou aquele sorriso de lado que ele mesmo sabia que me desmoronava e eu bati a porta em sua cara.
Quem ele pensava que era pra brincar assim comigo? Que direito tinha ele de reclamar a paternidade de um filho que ele mesmo disse que não queria? havia crescido e ficado ainda mais misterioso a meu ver, porém eu não deixaria isso me impedir de seguir com meus planos. Tomei um banho para tentar relaxar, faria uma importante ligação e depois veria como meu filho estava. Se bem o conheço provavelmente ficaria horas a fio no telefone com Lance. Oh Lance, não sei nem como agradecer a Deus por ter te posto em minha vida. Sentei em minha cama pegando meu celular e discando os números que me trariam sorte.
- Alô? - a voz grave disse do outro lado da linha.
- Sentiu minha falta gatão? - eu disse e ele riu do outro lado da linha.
Será que eu estava fazendo a coisa certa?
Capítulo 9
- Filho, posso entrar? - bati na porta do quarto dele.
- Claro mãe, a porta está aberta.
- E então, se sente melhor? Falou com seu pai?
- É falei sim, ele me disse pra ficar calmo porque uma hora ou outra isso iria acontecer.
- Hm... e o que você quer fazer agora?
- Não sei exatamente mãe, acho que quero só ficar quieto no meu canto mesmo.
- Penso que assim será melhor, você tem certeza que quer continuar a turnê? Porque a gente pode cancelar se você não estiver à vontade com tudo isso.
- Nem pensar! Não vou dar esse gostinho pro merda do , mãe.
- Falando no , ele disse que... que quer conversar com você depois.
- Nem a pau mãe! Eu não vou mesmo, nem adianta ele tentar. Meu assunto com o é estritamente profissional.
- Mas filho, uma hora isso vai ter que acontecer você não acha? Afinal ele é seu...
- Nem se atreva a terminar a frase mãe, você mesma sempre disse que ele nunca foi nada meu.
- Ok, desculpa. Eu não sei o que fazer, nunca imaginei que quando tudo viesse à tona eu iria ficar tão confusa.
- Não é culpa sua mãe. Agora o que a gente tem que fazer é agir normalmente, como se nada tivesse acontecido.
- Você tem razão. Bem, vou conversar com as meninas, se precisar é só me chamar ok?
- Oky doky. - ele disse fazendo uma voz de neném
- Hahaha engraçadinho, vou indo.
***
’s POV
Meu filho, ele é mesmo meu filho. E eu que pensei que era apenas uma mera coincidência, como sou burro! E agora? O que eu faria? Eu não posso simplesmente chegar pro exigindo que ele me trate como pai, mesmo porque ele já tem um pai. Como diabos aquele cara conheceu a ? A ... também tenho que falar com ela direito, se ela pensa que me convenceu com aquele discurso ridículo ela tá enganada, eu vou lutar por ela, e eu não descanso enquanto não a tiver pra mim afinal, eu a amo como eu sei que nunca amei ninguém na minha vida. Se o merda do Judd tivesse ao menos me deixado explicar o que aconteceu naquela maldita tarde hoje tudo poderia ser diferente, ela, eu e meu filho poderíamos ser uma família.
- Amor, você tá tão estranho. Nem me deu atenção desde que saiu da piscina, o que aconteceu? - a insuportável, digo, minha querida namorada perguntou.
- Nada Jéssica, só preciso ficar sozinho se importa? - eu disse, não me chamem de grosso. Só a trouxe porque ela insistiu e também porque ela abre as pernas fácil... se é que me entendem.
- Nossa seu grosso, já estou indo então. - ela disse e saiu batendo seu irritante salto alto.
- Graças a Deus. - sussurrei pra mim mesmo.
Será que eu deveria ir falar com o agora? Se bem que se ele é mesmo tão parecido comigo, ele vai é me socar se eu disser ao menos ‘oi’ pra ele. Já sei com quem falar.
- Hey dude, posso falar com você?
- Claro entra ai. - um preocupado me disse.
/’s POV
- Então foi basicamente isso o que aconteceu. - eu disse terminando de contar as meninas os fatos ocorridos.
- E agora o que você vai fazer? - me perguntou.
- Não sei exatamente, provavelmente vou falar com o Lance e ver o que ele acha que devo fazer.
- Nossa ainda tem o Lance! Como você acha que ele vai reagir? - perguntou.
- O Lance é um cara muito tranquilo, ele provavelmente vai perguntar se eu quero que ele venha pra cá e vai dizer que tudo vai se resolver.
- E... ele é gay mesmo ou... - perguntou curiosa.
- Bem... ele diz que é mas, às vezes...
- Às vezes? Desembucha logo antes que eu te estapeie. - disse.
- Às vezes a gente fica.
- Como assim fica? Fica de ficar mesmo ou o que? - perguntou.
- Não , num é de ficar não. A segura a mão dele de vez em quando é isso. - disse irônica.
- Vocês são hilárias meninas. - eu disse rindo.
- Não despista não! Pode abrir o bico e dizer se ele é ou não é bom de cama. - disse.
- Bom ele não é não...
- Ah que pena. - disse .
- Ele é ótimo! - eu disse rindo.
- Sério mesmo? - disse.
- Sim, olha que eu tenho bastante er... experiência se é que me entendem.
- Olha essa escondendo o ouro!
- Bestas! - disse e continuamos rindo.
***
- Oi amor. - atendi ao telefone enquanto os outros, inclusive , me observavam curiosos.
- Hey princesinha. - ri ao ouvir o apelido ridículo que o Lance tinha me dado quando nos casamos.
- Tudo bem aí? Como é a Argentina? - eu perguntei curiosa, ou melhor, tentando parecer curiosa e desviar minha atenção de que parecia estar com os olhos grudados em mim.
- Pare de se fazer de interessada que eu sei que você odeia a Argentina. Você ta bem aí? O retardado do está te irritando? Abra o bico já! - ele disse numa voz séria, detesto quando o Lance tenta dar uma de machão pro meu lado.
- Calma babe, eu to bem... nós estamos bem não precisa se preocupar.
- Ele tá aí ne?
- Como?
- O , . Ele tá aí né? Você nunca me responde desse jeito nem quando tá com pressa então eu suponho que ele esteja aí.
- Bem, eu concordo que aqui deva ser mesmo mais legal que aí, mas não acho que seja motivo de você ficar com inveja amor. - eu disse disfarçando e esperando que ele entendesse o que eu quis dizer.
- Entendi, ele tá te encarando né? Filho da puta! - ele disse e riu - Enfim, não quer saber por que eu liguei?
- Claro que sim, até parece que você não me conhece né? Fala logo o porquê.
- Calma senhora curiosidade! Já vou falar. O negócio é que como esta perto do dia dos pais aqui na Argentina, eles vão fazer uma entrevista com cada um de nós falando sobre como é ser pais e bla bla bla... enfim, aí eles querem que você e o dêem um depoimento sobre como eu sou um ótimo pai e etc.
- Ah, então nós vamos ter que mentir em rede argentina? - eu disse brincando.
- só não te dou um tapa porque estou ha mais de 50000 milhas de distância de você porque senão você iria ver!
- Uii selvagem! - eu disse isso meio alto e as meninas riram maliciosas acompanhadas dos meninos menos de , é claro.
- Besta. Bom, tenho que desligar, os repórteres irão ao seu hotel amanha à tarde ok? Depois a gente se fala, e cuidado com o que você faz!
- Ok, fica tranqüilo. Eu sei o que eu faço, te amo viu? Se cuida, e vê se não dá mole pra esses ridículos da Argentina!
- Ciumenta! Manda um beijo pro . - ele disse rindo e desligou.
’s POV
Eu a observava enquanto ele falava ao telefone com o ‘marido’ dela, que cara sortudo! Tinha inveja de tudo o que eles passaram juntos.
- Uii selvagem! - a ouvimos dizer ao telefone e todos menos eu riram maliciosos. Só de imaginar outro cara tocando a , a minha me dava raiva. Ela desligou o telefone e voltou pra mesa onde comíamos algumas besteiras.
- E então , o que seu marido-super-gostosão disse pra você ficar sorrindo tanto assim? - disse num tom malicioso que fez com que Harry a beliscasse.
- Não belisca ela, Judd! - deu um pedala nele - E ele não disse nada demais , só perguntou como as coisas estão, se eu to cuidando direito do e bla bla bla... aliás, filho, seu pai te mandou um beijo. - ela disse o cutucando.
- Ele disse quando vem pra cá, mãe? - ele perguntou fazendo uma cara meio triste, não sei por que mas doía vê-lo triste.
- , seu pai está trabalhando. Ele provavelmente só poderá vir aqui quando a turnê deles acabar, em dois meses. - ela disse e ele suspirou.
Eu senti um certo alivio com aquilo, definitivamente não queria o ver tão cedo. Senti algo roçando em minha canela. Não podia ser! A única pessoa sentada em minha frente era que nem ao menos me olhava. Fingi deixar o guardanapo cair no chão e feito uma criancinha de cinco anos espiei por debaixo da mesa e vi que era mesmo a perna dela que roçava propositalmente na minha. Ao levantar-me encarei-a que esboçava um pequeno sorriso de lado, que me fez sorrir também. O que poderia acontecer a partir dali?
/’s POV
Capítulo 10
Andava tranquilamente pelos corredores do hotel, tão distraída que não percebi quando alguém me jogou (literalmente) contra a parede.
- Eu sabia que você ia ceder, . Você nunca me enganou como pensou que tinha enganado.
- Do que você tá falando ? E quem é que te deu o direito de falar assim comigo?
- Do que eu estou falando? O que é que foi aquilo lá na mesa hein?
’s POV
- Ah você tá falando disso? - ela disse passando a perna sobre a minha.
- ... não me provoca. - eu disse não aguentando mais me segurar.
- Mas zinho eu não to fazendo nada de mais. - ela roçou os lábios nos meus.
- Ok, parou a brincadeira. - eu disse isso e a beijei como sempre desejei durante todo esse tempo em que nos mantivémos afastados.
/’s POV
O beijo dele trouxe de volta tudo aquilo de que senti falta durante todos aqueles anos,ninguém nunca poderia se comparar a ,ele era único e insubstituível. Pelo visto esse jogo seria mais difícil do que eu pensei mas,de uma forma ou outra eu teria que continuar jogando...não poderia desistir tão fácil. Por esse motivo desgrudei nossos lábios (com muita dificuldade) e o encarei nervosa.
- Nossa, como...como eu pude ficar esse tempo todo sem isso... sem você? - ele disse em um sussurro.
- Que exagero, ! Eu também gostei, mas não deveria ficar te beijando por aí, afinal, eu sou uma mulher casada e você é comprometido.
- Fala sério, ! Eu? Comprometido? A Jéssica é só o que eu chamo de “passatempo”, agora, quanto a você eu não sei mas me disseram que seu marido não joga no mesmo time que eu.
- Oras, cale sua boca ! - eu disse e nós dois rimos juntos. Ouvi vozes vindo no corredor, não podia pôr tudo a perder agora. - Nunca mais me toque ouviu, ? Eu tenho nojo de você! - disse me livrando de seus braços e passando correndo por Harry e ... me encarava com uma cara de interrogação mas eu não podia fazer nada mais por ele naquele dia.
’s POV
- Dude, que merda você fez com a ? - disse Harry todo nervosinho.
- Eu... eu... eu não fiz nada! Ela é maluca, me beija e sai correndo e me xingando depois. - eu disse, não havia entendido o porquê do surto repentino da , ela tava parecendo gostar e muito a meu ver.
- Te aviso uma coisa , se você ousar tocar num fio de cabelo da sem o consentimento dela, eu te mato tá me ouvindo?
- Tá, tá, Harry. Tenho mais o que fazer, tchau!
Iria procurar , conversar com ele e tentar resolver as coisas. Fui à piscina, ao bar e finalmente ao gramado onde o encontrei escutando música e observando o céu.
Sentei-me ao seu lado esperando que ele notasse a minha presença o que não demorou muito.
- O que você quer aqui? Nós temos ensaio só amanhã, não é? - ele disse me olhando pelo canto dos olhos.
- É, nós temos ensaio só amanhã mas creio que precisamos conversar você não acha? - eu disse pacificamente.
- Ah é? E sobre o que? - ele disse soando desafiador.
- , você não é mais tão criança assim, você sabe que nós temos que conversar e resolver a nossa situação.
- Que situação, ? Meu assunto com você é estritamente profissional, nunca percebeu?
- ... eu sou seu pai, você pode até não gostar disso mas é a verdade.
- Meu pai? Você só pode estar tirando uma com a minha cara. - ele disse rindo sarcasticamente.
- E por que eu estaria?
- Porque só se estivesse brincando você seria meu pai. Se toca, . Eu já te disse antes e vou repetir, eu já tenho um pai. Outro cara foi mais homem que você e assumiu esse papel, não precisa voltar ao seu ‘posto’ agora porque nem eu e nem minha mãe precisamos de você, me entendeu? - ele disse isso e saiu correndo pra dentro do hotel.
Ouvir aquilo tudo me deixou triste, é claro, meu filho não me queria como pai. Existiria algo pior que aquilo? Resolvi dar uma volta pela rua, estava me aproximando de uma praça quando a vi linda em seu vestido negro. Ela viu que eu me aproximava e deu um passo em minha direção.
- Ora, apareceu a margarida! - ela disse rindo.
- Você me deixou confuso, saiu gritando feito uma louca e eu fiquei sem saber o que fazer.
- Talvez seja porque eu sou louca, , pensei que já soubesse disso há muito tempo.
- É eu sei, mas então como nós ficamos?
- Como assim?
- Não se faça de boba, , você sabe o que eu quero dizer. Como ficam as coisas entre eu e você?
- Simplesmente elas não ficam!
- Como assim não ficam? - ela tava querendo me enlouquecer mais ainda? Me beijou daquele jeito e agora diz que não existe mais nada? - Simples, meu amor, - ela disse se aproximando e passando os braços envolta do meu pescoço - enquanto você estiver com aquele projeto de vadia, não vai existir nada entre a gente. – ela disse arranhando minha nuca e beijando meu pescoço.
- Você quer que... eu termine com a Jéssica?
- Bom, só se você quiser ficar comigo. Ou eu ou ela. - seria um pouco difícil dispensar a Jéssica, mas pela valia a pena.
- Ok... eu faço isso, mas eu vou querer minha recompensa viu?
- Tudo o que quiser, depois de dispensar ela, é claro.
- Posso pedir o pagamento adiantado? - disse a beijando no pescoço.
/’s POV
Ele me beijava o pescoço e me enlouquecia. Esse jogo seria mais difícil do que eu imaginei.
Capítulo 11
Eu consigo fazer isso, eu consigo. Afinal, eu sou e não um loser idiota qualquer. Abri a porta do quarto e Jéssica estava deitada sobre a cama lendo uma revista qualquer que eu não me importei em sabe do que se tratava.
- Ai amor você demorou hein? Fiquei com saudades. - ela disse toda dada pra mim.
- Jéssica a gente tem que conversar. - eu disse sério tirando seus braços do meu pescoço.
- Uii tão sério, o que é que aconteceu?
- Não aconteceu. Ainda.
- Fala logo zinho, ainda temos muito que fazer nesse hotel. - disse ela se aproximando novamente de mim.
- Eu não teria tanta certeza assim.
- O que você quer dizer com isso, ?
- Vou ser direto, Jéssica, a gente tem um lance muito legal e eu sinceramente acho você uma garota incrível mas... - eu menti um pouco, afinal, não precisava esculachar com a garota só porque estava dando um pé na bunda dela né?
- Mas o que? - ela disse de olhos meio arregalados, acho que já previa o que estava acontecendo.
- Eu não acho que esteja preparado pra levar nossa relação à diante, eu quero por um ponto final nisso tudo.
- Você não pode fazer isso comigo !
- Por favor não complica mais as coisas Jéssica a gente já tá meio grandinho pra isso você não acha? Só pega as suas coisas e vai pra sua casa, sim? - eu disse já meio sem paciência, se tem uma coisa que eu detesto é gente insistente.
- Uma hora você diz que não está preparado pra uma relação outra hora diz que já estamos muito grandes pra todo esse drama. Você espera mesmo que eu acredite nessas desculpas esfarrapadas que você tá tentando usar? - ela me encarava incrédula.
- Não são desculpas esfarrapadas, é só a verdade. Eu quero curtir minha vida, sair com meus amigos sem ter que me preocupar com ninguém entende? É só isso. - eu menti e feio afinal, eu nem gostava tanto de farra assim, só a parte de pegar todas que me interessava.
- , acorda! Seus amigos são casados, têm filhos e você continua na mesma, não acha que está na hora de você crescer e ter sua família? -quem é que ela pensava que era pra me passar sermão assim? Fala sério, meu, será que não dava pra ela pegar as coisas dela e se mandar logo?
- O que eu acho não importa, o que importa é que eu não quero mais ficar com você. Se você puder se retirar até amanhã eu agradeço. - ao dizer isso deixei o quarto junto com ela que tinha uma cara de tacho.
Enquanto andava pelo corredor ouvi uma risada muito familiar...
- É claro que vai dar tudo certo Lance, não se preocupe eu sei o que faço. - falava ao telefone empolgada.
- Que nada, ele nem desconfia. Quando ele menos esperar voilá...
- O que faz escutando atrás da porta do quarto da minha mãe? - disse de repente fazendo com que eu desse um pulo.
- Fi... você me assustou - eu soltei um riso sem graça com a mão no peito.
- Não respondeu minha pergunta. - ele disse com a testa franzida.
- Eu não estava escutando nada, só estava passando pelo corredor pra ir ao quarto do .
- Sei... - ele disse desconfiado.
- Bem vou tomar meu rumo, te vejo mais tarde, sim? Ainda temos que conversar. - eu sorri amigavelmente.
- Sim nos vemos, quanto a parte do conversar eu não teria tanta certeza.
- Por que é que você me evita tanto? - eu perguntei sincero e magoado.
- Eu não gosto de você, , nunca vou gostar. Pra mim você é como um verme, além de ser um covarde portanto não espere um tratamento melhor do que eu já estou te dando, sim? - ele disse entrando sem bater no quarto da mãe.
Aquelas palavras me machucaram mais ainda do que as outras que ele já havia me dito. Justo agora que tudo estava dando certo entre mim e , será que nós nunca iríamos ser uma família de verdade? E o que será que tanto falava com seu “marido”? Era demais pra um dia só, me dirigi pro bar do hotel e pedi logo uma vodka dupla. Pelo visto a bebida seria minha única companheira naquele fim de tarde. /’s POV
- vê se toma cuidado, não só por você, mas também pelo , se você magoar meu bebê eu te estapeio sua ta ouvindo? - Lance forjou um tom sério.
- Tá bom, tá bom e falando em bebê ele acabou de entrar aqui. - eu disse apertando as bochechas de que me lançou um olhar diabólico.
- Menos mãe, será que você e o papai nunca vão perceber que eu cresci? - ele disse emburrado.
- Aww mas o que eu posso fazer se você é meu bebê? - eu disse o abraçando apertado.
- Tá me sufocando mãe! - ele exclamou e de repente ouvimos risadas que vinham do telefone.
- Do que é que você tá rindo, bicha louca? - perguntei ao Lance que parou de rir na hora.
- Vai se foder , mande um beijo pro que tem um segurança muito bem apessoado me observando e eu vou lá falar com ele. Beijo vadia.
- Só não te respondo direito porque meu bebê tá aqui viu? - mal terminei a frase e ele havia desligado, filho da mãe.
- Vocês são hilários. - disse rindo.
- Ha ha ha o que você veio fazer aqui, hein mocinho?
- Nada exatamente, só vim encher o seu saco. Aliás, o imbecil do estava atrás da porta ouvindo sua conversa. - meu coração gelou, o que será que havia escutado?
- Ah e-ele estava? - disse tentando não gaguejar e não obtendo muito sucesso.
- Sim. Que otário, mas eu o cortei assim que ele chegou aqui. - disse me causando certo alivio.
- Ah sim.
- Mãe, me explica uma coisa?
- Claro filho, o que você quiser. - eu disse sorrindo.
- Por que você namorou o ?
- Como assim ?
- É que eu não consigo entender. Ele não me parece o tipo de cara com quem a senhora sairia, ele é arrogante e prepotente. Fora o fato de que ele se acha. Tudo bem que ele é ‘bonito’, mas mesmo assim não me parece motivo suficiente.
- O problema é que você só vê o lado ruim do , . O que eu conheci era divertido, generoso, carinhoso e companheiro. Quando eu o via sentia minhas pernas tremerem e meu coração acelerar. Ele era do tipo que fazia tudo pra te ver sorrir e não magoar ninguém. Ta certo que ele cometeu erros, mas todos nós cometemos não é mesmo? Ele não me parece ter mudado tanto ao longo dos anos.
- Ouvindo você falando assim até parece que você ainda gosta dele. - ele disse me analisando.
- Bem... - eu tentei desviar o assunto, mas me conhecia bem demais pra notar quando eu fazia aquilo.
- Você ainda gosta dele. - ele afirmou com certeza.
- Sim filho, eu gosto - não menti, eu amava e tinha plena consciência disso.
- Eu só espero que a senhora continue usando a razão, porque eu acho que esta bem claro que eu nunca vou aceitar vocês dois não é? - ele disse seco e saiu do quarto.
Resolvi que era melhor espairecer, esquecer um pouco os problemas e tentar pensar numa solução para a bola de neve que eu mesma havia criado. Desci até o bar e encarei a única pessoa que lá estava sentada, aquelas costas me eram familiares. Muito familiares diga se de passagem.
- Resolveu afogar as magoas na bebida, ? - disse brincando e sentando-me a seu lado.
- É, mais ou menos. Sei lá. - ele disse meio embaralhado, bêbado.
- Pelo visto já bebeu bastante hein?
- Que nada, foram só uns três ou quatro copos de vodka... ou foram sete? - ele disse confuso.
- Eu até iria te fazer uma proposta, mas bêbado desse jeito eu duvido que você se lembre onde é seu quarto. - eu disse me lembrando de como ele ficava lerdo quando bêbado.
- Proposta? Me interessei. - ele disse me abraçando subitamente pela cintura.
- Ei calminha aí garotão, alguém pode nos ver. - eu dei uma risada.
- Não seja por isso. - dizendo isso ele me puxou pra um canto mais ‘reservado’.
- Nossa, como você evoluiu. Antes quando bebia mal conseguia se sustentar nas próprias pernas.
- Pois é meu amor as pessoas evoluem. Vamos parar com esse papo chato? - ele disse me dando beijinhos atrás da orelha.
- Por que não disse antes? - ao dizer isso puxei seus cabelos da nuca e comecei um profundo beijo. Ele apertava minha cintura com uma mão e puxava meus quadris com a outra enquanto eu arranhava sua nuca com minhas não-tão-compridas unhas vermelhas. Era impressão minha ou estava extremamente quente? agora tinha uma mão dentro de minha blusa na região da cintura enquanto a outra apertava fortemente minha coxa esquerda.
- Então é por isso que você quer terminar comigo, não é ? - ouvi uma voz irritante gritar e rapidamente me separei de o encarando sem saber o que fazer.
Capítulo 12
’s POV
Eu a beijava profundamente e tocava cada parte de seu corpo que minhas mãos alcançavam, arranhava minha nuca me causando diversos arrepios e pensar que eu achei que minha única companheira naquele fim de tarde seria a vodka.
- Então é por isso que você quer terminar comigo, não é ? - a voz de Jéssica interrompeu o (super) amasso que eu e estávamos tendo e a mesma se desgrudou rapidamente de mim me encarando e logo em seguida correndo em direção ao elevador. Obrigada por me deixar com o abacaxi, .
- Jéssica? O que aconteceu? - me fingi de bobo e fiz uma voz de bêbado, mais tarde culparia a pobre da vodka que havia tomado.
- O que aconteceu? Eu quem pergunto! Por que é que você estava quase engolindo aquela piranha hein? Mal terminou comigo e já pegou a primeira vagabunda que viu na frente é? – Jéssica falava rápido e nervosa.
- Olha Jéssica... - eu comecei e depois prestei atenção no que ela havia acabado de dizer, como assim piranha? Quem é que ela pensa ser pra falar assim da minha ? - a única piranha aqui é você, e você sabe disso. Se toca minha filha, eu sei que você é mais rodada que bolsa de prostituta então não me venha com seus discursos moralistas porque eu não to nem um pouco a fim de ouvir suas futilidades. Já disse antes e repetirei, pegue suas trouxas e vá embora. - agora todas as mulheres que estão lendo isso vão me chamar de cachorro e sem coração né? Bem não há nada que eu possa fazer, só disse a verdade.
- ... co-como você tem coragem de... de falar assim comigo? Quer saber? Eu vou embora mesmo! Mas se você pensa que isso vai ficar assim você tá muito enganado, você e essa zinha aí não me conhecem, isso vai ter volta. Guarde minhas palavras! - ela finalizou saindo rebolando em direção ao elevador, otária. Até que enfim me livrei dessa chata, aleluia! Finalizei minha vodka num gole só e também me dirigi ao elevador sabendo muito bem aonde iria.
/’s POV
Sentei-me em minha cama por uns instantes pensando no próximo passo que tomaria. Jéssica havia visto me beijando e poderia facilmente espalhar a notícia por aí, eu não poderia esconder aquilo de meus amigos e principalmente do meu filho por muito tempo. Céus, como me odiaria. Deus sabe como eu tentei fazer gostar da idéia de ter um outro pai mas nunca foi fácil. Ele sempre pensou o pior de , sempre me via a chorar pelos cantos por causa dele e no fundo se culpava pela minha infelicidade. Eu não valho nada mesmo, sempre fazendo meu filho sofrer pelos meus erros e por causa da minha covardia. Engoli as lágrimas que se formavam em meus olhos, eu não podia fraquejar agora. Dirigi-me ao banheiro decidida a tomar um banho relaxante e esquecer meus problemas.
Não sei ao certo quanto tempo fiquei deitada naquela banheira, só sei que ao levantar-me tinha as pontas dos dedos enrugadas e os pés meio dormentes. Eu havia definitivamente demorado no banho. Enrolei-me em uma toalha agradecendo aos céus por não ter molhado meus cabelos, abri a porta sentindo um leve choque térmico ao entrar no quarto. Segui em direção ao closet grande e meio exagerado em minha opinião, não sabia ao certo o que vestir então permaneci a encarar minhas roupas perfeitamente organizadas até ouvir alguém pigarrear atrás de mim.
- Que susto ! Que diabos você faz em meu quarto? - disse pondo uma mão sobre meu peito.
- Senti saudades de você, amor. - ele disse sorrindo malicioso encarando minhas pernas descobertas, maldita toalha curta.
- Ah é? Eu não senti saudades suas então sai fora daqui.
- Assim você fere meus sentimentos ... - ele disse se aproximando rápido e perigosamente de mim, colocando uma de suas mãos em minha cintura e me fazendo arrepiar - Tem certeza que quer que eu saia daqui? - ele beijou atrás de minha orelha me fazendo estremecer e deu uma risadinha safada.
- S-sim, é melhor você s-sair daqui ... - eu disse trêmula.
- Não vou não, você quer que eu fique aqui... você sabe disso.
- E-eu na... - não tive tempo de terminar a frase, fui ferozmente atacada pelos lábios de e quando dei por mim estava sendo prensada entre a parede e o corpo musculoso de . Senti suas mãos subirem de meus joelhos ate a metade de minhas coxas e pressionarem a região fortemente, uma de minhas mãos bagunçava seus macios cabelos enquanto a outra segurava fortemente seu ombro. A mão esquerda de deslizou pra cima alcançando meus quadris subindo mais ainda tocando o nó da toalha em que eu estava enrolada.
- ... - eu disse ainda com os lábios grudados aos dele.
- Shh... quietinha. - ele disse grudando novamente os lábios aos meus.
Beijamo-nos novamente, mal percebi quando ele puxou minha toalha pra baixo. puxou minhas pernas para cima fazendo-me entrelaçar minhas pernas em sua cintura, minutos depois o senti deitar-me sobre a cama caindo levemente sobre mim em seguida. Agarrávamos-nos violentamente, a única peça de roupa entre nós era a boxer preta de . Foi então que me toquei do que estava prestes a acontecer.
- , alguém pode nos ouvir ou até mesmo o pode entrar aqui e...
- saiu com os amigos e eu tranquei a porta , agora vamos continuar onde a gente parou sim? - ele disse beijando meu pescoço.
Não pude resistir, quando dei por mim estava puxando a boxer preta dele pra baixo. se movimentava rápida e fortemente sobre mim. Um tempo depois nos encontrávamos suados e ofegantes embaixo dos cobertores macios do hotel. - isso foi... demais. Tenho que confessar que eu te...
- Por favor, não diga isso , não agora, sim? - ele me encarou sem entender mas assentiu fracamente. Não podia deixá-lo proferir aquelas palavras que eu não merecia, e ele nem podia sonhar com o porquê de eu não as merecer.
Capítulo 15
- Ora ora se não é o mauricinho da Flórida!
- Sem enrolação Bradford, trouxe o que eu pedi?
- Claro que sim, meu garoto, pensa que o tio Scott ia esquecer de você? – ele disse rindo ridiculamente.
- Ótimo quanto que eu to te devendo?
- Olha, só porque você é meu amigo de escola vou cobrar barato, pode me dar 100 dólares que eu já fico de boa. - passei o dinheiro pra ele e ouvi meu celular tocar.
- Alô?
- POR QUE É QUE VOCÊ NÃO ME LIGOU QUANDO CHEGOU AÍ???? - fui surpreendido por um grito escandaloso.
- Heather? Como você vai, amor?
- Não me vem com essa de ‘amor’ não! Você nem fez questão de me ligar quando chegou né?
- Me desculpa é que... tá tudo uma confusão danada aqui! - eu disse suspirando.
- Ai é sério? Me desculpe eu... eu não sabia! Você quer me contar o que aconteceu?
Pensei um pouco e resolvi contar o que se passava afinal, ela alem de minha namorada era minha amiga não é?
Alguns dias depois
- A primeira parada será em Manchester, o show começa as 21 h. Já prepararam o setlist? - Andrew perguntava andando de um lado para o outro.
- Sim! - Gabe respondeu.
- Tocaremos Hot Mess, 7 Minutes In Heaven, Seize The Day e The River. - completou .
- Ok então! Vamos logo pra van porque já são 4 da tarde e vocês nem passaram o som. - dizendo isso todos nós nos dirigimos as duas vans que nos esperavam no estacionamento alternativo do Hilton. iria com os meninos da banda dele e o pessoal da produção e eu iria com os McGuys.
Pouco tempo se passou e lá estávamos nós em Manchester. Havia uma fila enooooorme de garotas e alguns (poucos) garotos a espera da abertura dos portões do estádio. Foi só eles verem a nossa van passando e todos começaram a gritar enlouquecidamente. Havia garotas com blusas escritas “I <3 ” o que me fez bufar impaciente.
- Não precisa ficar com ciúmes, você sabe que eu só quero você! - comentou convencido ao meu lado.
- E quem disse que estou com ciúmes? - eu disse emburrada.
- Imagina se estivesse. - disse rindo.
A passagem de som foi tranquila, me admirava o quanto e eram talentosos. Não que eu já não soubesse que eles eram, mas era lindo demais vê-los tocando (mesmo que involuntariamente) juntos. Como pai e filho. Após a passagem de som todos fomos comer alguma coisa e logo depois os meninos foram se vestir.
- Audrey deixa o Dylan brincar com as baquetas também! - disse Harry tentando apartar a ‘briga’ entre os dois.
- Mas pai, eu é que sou sua baterista substituta e não ele! - a menina fez bico.
- Princesa, você vai sempre ser a baterista número um do seu pai mas você tem que aprender a dividir as coisas com seus primos! Por que você e o Dylan não fazem uma troca? Você deixa ele brincar com as baquetas do papai e ele te empresta aquelas palhetas coloridas do tio ? - disse e a menininha concordou. Logo estavam os dois brincando de banda.
- Crianças... - disse ajeitando os cabelos.
estava há alguns passos de mim indeciso sobre o que vestir.
- Você fica melhor com a azul. - eu disse apontando para uma das camisas que ali estavam penduradas. Ele nada disse, somente a pegou e vestiu. - até quando você vai me ignorar hein filho?
- Por que você não fica lá com o hein ? - ele me encarou com os olhos vermelhos.
- O que há de errado com os seus olhos? Estão irritados ou algo parecido? - eu disse me aproximando e tocando o seu rosto e ele logo se esquivou.
- Não tem nada de errado, meus olhos estão perfeitamente bem! Vê se me deixa em paz mãe! - ele disse agressivamente.
- É lógico que há algo de errado, você nunca falou assim comigo . Me diz, o que está acontecendo?
- Você quer mesmo saber o que tá acontecendo? O problema é que minha mãe, a mulher que eu sempre admirei, do nada resolve ‘namorar’ o otário que quase acabou com a vida dela. É isso que tá acontecendo! Agora se a senhora me dá licença, eu preciso ir ao banheiro. - ele disse pegando uma bolsinha jeans e levando consigo.
Quando me virei pra trás percebi que todos me olhavam com caras espantadas, dei um sorriso amarelo e continuei ajudando os rapazes a se arrumar. O show do Nasty corria bem até que parou subitamente de tocar a última musica deles, ele parecia estar tonto, os meninos continuaram tocando e Gabe às vezes o encarava como quem diz “que merda é essa?” e como num toque de mágica ‘acordou’ e continuou tocando. Estranho. Muito estranho. Durante o show do McFly não vi , seus amigos disseram que ele estava no banheiro vomitando, fiquei preocupada mas continuei assistindo o show.
cantou ‘Star Girl’ olhando pra mim e causando risinhos entre minhas amigas. Depois de várias canções eles se despediram sendo ovacionados pelo público. Procurei pelos bastidores e camarins, mas Andrew o havia levado para o hotel.
- Gostou da homenagem, senhorita ? - ouvi uma voz sussurrar no meu ouvido e senti mãos envolverem minha cintura.
- É, não foi lá grandes coisas mas deu pro gasto né? - eu disse me virando a tempo de ver a expressão incrédula na face de , ri e o beijei.
Enquanto isso no hotel
- Você está agindo feito um moleque! - Andrew gritava.
- Porra deixa de ser chato cara! Quem você pensa que é? Meu pai?
- Deixe eu dizer isso a ele e você verá! Não percebe o desgosto que está trazendo pra sua família?
- Desgosto... - ele riu sarcasticamente - minha mãe sendo amante daquele verme que é um desgosto!
- Não sei o que você tem contra ele mas eu conheço a sua mãe tempo suficiente pra não duvidar do caráter dela, ela sabe o que faz! E você, se não parar com essa palhaçada, eu vou ser obrigado a contar aos seus pais.
- Isso não me importa! - ele disse tentando se manter firme.
- Ah não? Quero ver quando eles te tirarem da banda! Aí nós veremos o que importa e o que não importa!
- Eles não vão fazer isso... eles não podem!
- Mas eu posso! Esse é seu último aviso, ou pára com isso, ou você está fora! - Andrew disse batendo a porta do quarto.
- Era só o que me faltava! - disse o garoto revoltado e se dirigindo ao banheiro mais uma vez.
Capítulo 16
- Promete que dessa vez vai ser pra sempre? - ele me perguntou.
- O que vai ser pra sempre? - eu disse confusa.
- Eu e você. Promete que nunca vai acabar?
- , não existe nada que dure pra sempre. - eu afirmei convicta.
- Por que diz isso?
- Porque é a verdade oras!
Estávamos sentados nas poltronas traseiras do jatinho que nos levaria para a Escócia onde o próximo show do Nasty e do McFly estava marcado. mal me dirigia a palavra e estava cada dia mais estranho, se bem o conhecia nem tão cedo ele iria falar comigo. Teimoso feito uma mula, digo feito o . Fora isso, tudo estava bem. Bem até demais.
Chegamos ao hotel cercados de repórteres e para evitar a fofoca negativa me manti próxima a e sua banda. Alguns repórteres o questionavam sobre sua ligeira semelhança com e tudo o que ele fazia era bufar e permanecer calado. Subimos juntos o elevador (não me pergunte como é que todos nós coubemos lá dentro) e ao chegar ao quarto andar nos separamos. Alguns minutos depois um empregado do hotel veio me entregar minhas malas, agradeci-o deixando-as em um canto qualquer e liguei meu MacBook na esperança que certo alguém estivesse online.
- Princesinhaaa! - ouvi uma voz grave e escandalosa gritar.
- James, eu juro que na próxima vez que nos vermos eu vou te bater por ficar me chamando desse apelido ridículo! - eu disse tentando parecer séria e rindo ao ver a cara de bunda que ele havia feito.
- Eu aqui tentando ser carinhoso e ela me xingado. Mulheres, quem as entende? - ele falou mais pra si mesmo do que pra mim - E então dona , a que devo a honra de ter sido intimado a vir aqui no iChat pra falar com você?
- Nossa! Não posso mais sentir saudades do meu marido não?
- Saudades, sei. Aposto que o tal está me substituindo direitinho.
- Ai como você é idiota Lance! - eu disse e ele riu.
- O tá por aí? - ele perguntou após terminarmos de fofocar sobre a vida alheia.
- Olha, ele deve estar no quarto dele. Quer que eu chame?
- Se você puder.
- Ok. - eu disse e me dirigi ao quarto no fim do corredor - ? Tá acordado? - eu disse batendo na porta. Como ele não respondeu girei a maçaneta abrindo a porta que pra minha sorte não estava trancada.
- ? - o chamei novamente
- Já vou! - ele gritou impaciente do banheiro e alguns minutos depois abriu a porta do mesmo fazendo com que um cheiro forte se espalhasse pelo quarto - Pronto estou aqui. O que quer?
- É que seu pai está online no iChat comigo e...
- O papai está online? Eu vou pro seu quarto agora! - ele disse me interrompendo e correndo pro corredor.
Depois de conversarem por horas Lance teve que desligar o computador alegando estar muito cansado e que tinha um show em algumas horas. ficou triste, é claro, mas se animou ao ouvir do pai que o mesmo o visitaria em breve.
Lá estávamos nós novamente em um novo hotel, dessa vez o mesmo era em Amsterdã e era bem mais luxuoso do que os outros nos quais tivemos (se é que isso é possível). Haviam se passado por volta de 20 dias desde a última vez em que falei com James através do computador, mas o mesmo me ligava sempre que possível. Os estranhos sintomas que eu havia sentido no mês passado pareciam ter cessado mas voltaram a me perseguir novamente porém em uma intensidade menor. Eu e estávamos cada vez mais ‘apaixonados’ e quem gostava disso era Audrey que alegava detestar todas as companheiras antecessores de .
- Quer dormir no meu quarto hoje? A gente pode assistir Piratas do Caribe se você quiser. - disse me surpreendendo pelo fato dele lembrar-se de meu filme favorito.
- Hm tá querendo um ménage com o Johnny Depp é? - eu disse sorrindo maliciosa e depois caindo na gargalhada.
- Credo ! Que nojo, o cara é todo cheio de rugas e tem a maior cara de mendigo. Outch! - ele disse e eu dei um tapa em seu braço.
- Não fale mal do meu amante ok?
- Seu amante? Pensei que eu fosse seu amante! - ele disse me olhando incrédulo e rindo em seguida.
- Pensou errado honey, meu único amante é o Depp.
- Se ele é o amante então o que é que eu sou?
- Hmmm meu amante numero dois!
- Ok assim esta melhor então. - ele disse e eu ri.
Passamos o resto da tarde assistindo filmes e namorando feito dois adolescentes. Acabei dormindo em seu quarto o deixando contente.
- Ai eu não acho que você esteja gorda de maneira nenhuma. - me disse sorrindo, estávamos todas em meu quarto batendo um papo de mulher enquanto as crianças e suas babás brincavam na piscina. Os meninos estavam ensaiando.
- Não sei , me sinto meio que inflada. - eu disse observando meu reflexo no espelho.
- É impressão sua boba! Todo mundo tem um dia em que se sente assim mesmo,é normal! - se pronunciou.
- É, talvez vocês estejam mesmo certas.
- O que acham de irmos fazer compras? - , que até então estava calada, disse de repente e todas nós concordamos, afinal, umas comprinhas não nos fariam mal né?
- Esteja no restaurante do hotel às oito e meia viu, dona ? Nada de ficar se agarrando com o e se esquecer e jantar! - disse
- Ok general as oito e vinte e nove estarei lá! - eu disse fechando a porta de meu quarto.
Tomei um banho demorado, afinal, ainda tinha pelo menos uma hora e meia pra me arrumar. Vesti uma calça jeans skinny escura e uma blusinha roxa que caia nos ombros, estava terminando de fechar minhas sandálias quando ouvi alguém bater na porta.
- Já vai! - eu disse em um tom um pouco alto mas a pessoa continuou batendo insistente mente na porcaria da porta. - Olha aqui você é surdo ou... - me surpreendi ao ver quem era - Não acredito!
Capítulo 17
- Quem devia dizer isso sou eu! você tá linda! Não vai me dar um abraço? - ele disse e eu pulei, literalmente, abracando-o.
- Dave! Eu senti tanto a sua falta, você tá tão diferente. - eu disse observando-o bem, o cabelo castanho claro e jogado na cara dele agora estava curto, não havia mais um piercing em seu lábio inferior e suas calças já não eram mais caídas.
- Eu também, eu também! Como você tá? Onde está o seu filho? Ele tá bem? - ele perguntou afobado.
- Hei hei calma aí! Uma coisa de cada vez. Sim eu to bem e meu filho também está. O nome dele é , você tem que conhecê-lo!
- Mal posso esperar por esse momento. E você hein dona , casada com um membro de uma boyband. Me surpreendeu, sinceramente pensei que se um dia se casasse seria com um daqueles motoqueiros doidões de Las Vegas.
- Muito engraçado senhor Williams, e qual é a do preconceito contra boybands hein?
- Você sabe que eu estou brincando gatinha! E onde é que esta o seu filho neste exato momento?
- Hm ele... bem, ele deve estar lá embaixo com os outros aliás, estou atrasada pro jantar! O vai me matar. - eu disse pegando meu celular e o cartão que era a chave do quarto abrindo a porta logo em seguida - Você não vem?
- Eu? Como assim? - Dave perguntou confuso.
- Oras, não vem jantar conosco?
- Eu posso?
- Que pergunta idiota! Vamos logo seu cabeça de pudim. - ele riu e me seguiu, descemos o elevador conversando sobre como nossas vidas haviam se passado durante aqueles 16 anos, seguimos por um corredor não muito longo que nos levava para o hall e andamos um pouco mais até chegarmos ao restaurante do hotel.
- OH MEU DEUS! - ouvi uma voz gritar assim que nos aproximamos da bagunça que meus amigos chamavam de mesas.
- ! - Dave disse e eu a vi pular em seu pescoço o abraçando fortemente.
- Que saudade que eu senti de você seu filho da puta!
- Não querendo acabar com a sua graça mas creio que seus filhos acabaram de ouvir o que você disse e estão te olhando com uma cara estranha. - eu sussurrei para ela que logo se repreendeu.
- Gente, vocês estão vendo? Ele tá aqui mesmo! O Dave tá de volta. - ela disse afobada e todos começaram a rir e conversar com Dave exceto por e que o encaravam sérios.
- Então cara, você que é o ? - Dave perguntou sorridente.
- É sou eu sim. - respondeu timidamente.
- Sua mãe falou muito bem de você sabia? É uma honra conhecê-lo. - Dave disse e riu pra ele ficando sério ao me encarar.
- Eu... tenho... que... sair daqui, com licença. - disse e saiu correndo.
Conversamos durante horas com Dave e ‘matamos’ um pouco da saudade dele, agiu estranhamente durante a noite toda e eu resolvi apenas ignorá-lo para não brigarmos.
- eu posso falar com você? - disse segurando meu pulso.
- Pode, depois que me soltar. - eu disse olhando do meu pulso pra ele que o soltou imediatamente - Fala.
- Eu não gosto do jeito que você e o Dave conversam. - ele disse entre os dentes.
- Como assim? - perguntei confusa.
- Eu não gosto do jeito que vocês conversam, parece que a qualquer momento ele vai te deixar pelada só com o olhar.
- Não acredito que você vai começar tudo isso de novo.
- Mas não é minha culpa se esse filho da mãe não sabe se por no lugar dele! - ele esbravejou com raiva.
- Olha , eu não tenho tempo e nem saco pra essa conversa que nós já tivemos mais de 17 anos atrás, eu vou pro meu quarto.
- Não vai não, espera aí . Toda vez é assim, a coisa fica feia e você foge. Não sabe fazer nada além de fugir?
- Você sinceramente não quer que eu comece a falar quem fugiu ou... - e tudo ficou turvo e rodando.
- ? Você tá bem? Fala comigo! ? - ouvia vozes mas elas apenas ficavam cada vez mais baixas.
Acordei ouvindo sussurros, podia ver claramente o teto bege do meu quarto. Olhei para o lado e vi Harry, e Dave conversarem baixo.
- Dudes vocês não são muito discretos sabiam? Atrapalharam minha soneca! - eu disse forçando um olhar maligno.
- Você quer me matar de susto, sua vaca? - começou.
- Nos matar você quer dizer né? – Harry completou.
- Mas que drama, tudo isso por causa de um desmaiozinho. - eu disse tranqüila.
- Desmaiozinho? Fazem menos de 24 horas que eu te encontrei depois de 16 anos sem te ver, você não pode me assustar, nos assustar assim, !
- Cadê o hein? - perguntei impaciente.
- Estou aqui meu amor. - disse entrando em meu quarto e me dando um selinho.
- Achei que iria me deixar sozinha com os interrogadores do FBI! - eu disse me referindo ao três patetas.
- A gente se preocupa com ela e olha o que ganhamos em troca. Vamos embora daqui gente. - disse Harry sendo seguido pelos outros dois.
- Como você está se sentindo, babe? - ele disse passando a mão pelos meus cabelos.
- Que drama! Vocês não vão parar de me encher o saco não?
- Tá bom, tá bom! Não tá mais aqui quem falou.
***
Alguns dias depois... - Então você vai me ajudar?
- Sem querer ofender, , mas essa idéia é meio maluca. - ele me respondeu.
- Ah c'mon Dave! Não vai doer nada, são só alguns dias.
- Ok, ok. Eu te ajudo. Uma semana, é tudo o que eu vou fazer.
- Muito obrigada.
- Toma cuidado, . Você tá pondo muito em risco, se alguém descobrir isso tudo você tá fodida.
- Ninguém vai descobrir. Não se eu não quiser.
Capítulo 18
- Você acha que ela vai gostar, ? - Perguntei apreensivo.
- Claro que vai cara! Mulheres adoram essas coisinhas bobas - ele respondeu rindo.
- Mas a é diferente, você sabe. Ela nunca foi como as outras garotas.
- A se mostra toda durona e insensível, mas no fundo ela é uma manteiga derretida assim como todas as outras mulheres. - ele disse confiante.
- Então tá. - eu afirmei e me dirigi a atendente - Vou levar esse aqui mesmo.
Não podia conter a ansiedade e o nervosismo que assolavam meu peito. Eu já havia arquitetado em minha mente tantas vezes aquele momento. Tinha medo que na hora H eu travasse, gaguejasse enfim, fizesse qualquer coisa típica de e arruinasse tudo. E se não quisesse o mesmo que eu? Não. Não queria nem pensar nessa possibilidade. O meu problema é que quando fico nervoso começo a pensar em coisas inexplicavelmente estúpidas.
- ! - Ouvi exclamar.
- O que foi? - Disse um pouco assustado.
- É que já estamos parados na porta do hotel há pelo menos vinte minutos e nada de você descer. Só ficou aí viajando na maionese feito um idiota.
- Vai à merda . Eu disse descendo do carro e me dirigindo ao hall de entrada. Apertei o botão do elevador e esperei pacientemente que o mesmo viesse. Ele estava no 12o andar e parecia descer em câmera lenta, me deixando ainda mais ansioso. Quando finalmente chegou entrei apressadamente apertando o botão do meu andar sem nem ao menos checar se mais alguém adentraria o mesmo. Atravessei o longo corredor parando em frente à porta do quarto de ponderando se aquela seria a melhor hora de adentrar o mesmo. As palmas de minhas mãos suavam incessavelmente e meu peito doía, provavelmente por conta do nervosismo.
Toquei a maçaneta gélida tirando de meu bolso a caixinha preta que guardava meu futuro. Ao abrir a porta e adentrar o quarto me deparei com a cena mais dolorosa que já havia presenciado.
- ?... M-mas que merda é essa? - eu disse ferido.
- Olha Dave quem chegou. - Ela disse com um sorriso frio.
- É isso o que tem a dizer? Não vai nem ao menos se explicar? - Perguntei incrédulo.
- , meu querido - ela disse sádica - Não foi você mesmo quem disse que eu te traia com o Dave? Agora percebeu que não estava de todo errado não é?
- Então tudo desde o começo da turnê foi o que pra você? - Perguntei magoado.
- Hm pode chamar de passatempo né Dave? - Ela se dirigiu pra ele rindo e o mesmo a encarava com um olhar surpreso - Alguém tinha que te ensinar que não se deve quebrar o coração de quem te ama, .
Como ela havia tido coragem de fazer aquilo comigo? Deus me diz como? Se agarrar com aquele imbecil na mesma cama em que ela dormiu comigo? Onde fizemos juras de amor? Ou eu deveria dizer onde eu fiz juras de amor?
Aquela vadia! Desgraçada! Maldita! Eu não acreditava no que ouvia. Como ela podia ser tão cínica e tão baixa? Como podia falar de amor se nem sequer havia uma possibilidade de que ela tivesse sentido o mesmo? Humilhado, nervoso e totalmente despedaçado por dentro deixei aquele maldito quarto. Uma coisa era certa: eu iria transformar a vida de em seu pior pesadelo.
n/a: Ola pessoas lindas! Tudo bem com vocês? Estive ausente durante esses meses por vários motivos. Aconteceram coisas horríveis na minha família que me desmotivaram totalmente a enviar esse capítulo. Espero que alguém goste dele, as peças do quebra-cabeça estão se encaixando e dá pra entender tudo direito agora né? Hahaha obrigada por lerem isso aqui <3Volte ao topo para comentar!
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- Vamos fazer uma promessa? - ela disse.
- Promessa? Isso é coisa de criança! - ele respondeu.
- Por favor vai! - ela choramingou.
- Ok,o que você quer prometer?
- Prometemos que nunca nos esqueceremos um do outro, que mesmo no fundo a gente ainda vai se lembrar.
- Isso é idiotice, você sabe que a gente vai ficar juntos pra sempre!
- Falo sério, a gente não sabe o que pode acontecer e nós só temos 14 anos como você pode ter tanta certeza assim?
- Porque eu te amo oras!
- Eu também te amo mas, eu quero que você prometa mesmo assim!
- Ok eu prometo. Prometo que cada dia da minha vida eu vou lembrar de você, não importa onde nós estejamos, juntos ou não. Você vai sempre estar junto comigo.
- Eu também prometo, nunca vou me esquecer de você.
E eles selaram a promessa “idiota” com um beijo. Acreditavam no amor eterno, no viveram felizes para sempre. Pena que contos de fadas só existem nos livros infantis.
Capítulo 1
[n/a:a fic é narrada por você mas, às vezes vai haver uns POV’s]
Não existe vida perfeita. Essa frase que meu pai fazia questão de repetir em todos os dias em que juntos convivemos, se encaixava perfeitamente com a minha história. Casei cedo demais, tão cedo como tive um filho. Não, eu não me arrependo de nada disso, meu marido e meu filho são as coisas mais importantes nesse mundo pra mim. Eu só sinto falta de algo, não sei ao certo o quê, mas sempre tive a impressão de que há uma parte em mim que está vazia, esperando pra que talvez um dia seja preenchida.
Minha vida ia muito bem, meu filho estava saudável e feliz com sua banda, trabalhava numa gravadora de Orlando, meu marido me amava. Não tinha motivos pra reclamar, tinha? É, eu tinha. Aqueles olhos azuis não saiam da minha cabeça, há mais de 16 anos. Por que meu Deus? Por que comigo?
- Mãe! Olha que ótimo a gente vai fazer uma turnê internacional! - disse Jake pulando em mim.
- Que ótimo mesmo filho! Agora sai de cima de mim que você tá me esmagando. - eu disse rindo.
- Ah desculpa eu me empolguei.
- E você já contou pro seu pai?
- Hmm... não. Onde ele tá? PAAAI! CADÊ VOCÊ? - ele saiu gritando pela casa.
- Nossa Jake precisa gritar tanto? - Lance disse descendo as escadas e fingindo estar bravo.
- Ah é que eu tenho uma coisa muito legal pra te contar. Eu vou fazer uma turnê internacional!
- Nossa que maravilha meu filho, tô muito orgulhoso de você. - ele disse abraçando Jake.
- Ai meu Deus, eu devo estar muito velha mesmo. Meu filhinho, meu bebê já vai fazer uma turnê! Uma turnê! Daqui a pouco vai querer abandonar a velha aqui e ir morar sozinho me deixando sozinha com esse outro velho babão dentro dessa casa escura. - eu fiz só um pouquinho de drama.
- Começou a sessão sou-uma-velha-e-vou-morrer-cedo. - Jake disse me abraçando.
- Mas é verdade, e nem venha com abracinhos agora porque não vai funcionar.
- Ok. - ele e Lance se olharam.
- JÁ! - Lance gritou e os dois pularam em mim e começaram a me fazer cócegas.
- VOCÊS DOIS PAREM COM ISSO AGORA! - eu disse entre risos.
- NO WAY! - eles disseram rindo ao mesmo tempo.
Depois da sessão de cócegas levamos Jake ao estúdio onde o empresário deles Andrew iria dizer a ele e aos garotos Gabriel (vocalista), Brandon (guitarrista) e Alex (baixista) quem seria a tão misteriosa banda que os acompanharia na turnê. Como estavamos a toa (mentira a gente tava era curioso pra saber quem era a banda) eu e Lance ficamos também.
- Bom garotos, como vocês sabem, a banda de vocês está ficando muito famosa mundialmente falando. - Andrew disse.
- Pára de enrolar e fala logo porque eu quero voltar pra casa pra jogar video-game. - disse Brandon e todos riram.
- Continuando, - Andrew o ignorou - vocês vão fazer uma turnê de 1 mês na Europa junto com o McFly.
Quando ele disse isso meu coração parou, minhas mãos ficaram geladas e minha respiração ficou falha. McFly. Há quanto tempo eu não ouvia falar deles? Muito tempo.
E agora? O que eu faria?
Capítulo 2
Estavamos no Aeroporto Internacional de Orlando, sentados esperando pela nossa chamada. Lance estava com a cabeça deitada em meu ombro e com a cabeça em meu colo. Os outros meninos estavam jogando algo que não prestei atenção. Andrew babava em uma cadeira mais distante de nós.
Primeira chamada para o vôo 373 da British Airlines em direção a Londres. Passageiros, dirijam-se ao portão 23. - a voz fanha da aeromoça nos dispertou do que faziamos.
- Você tem certeza disso ? Eu posso cancelar a turnê e ir com o . - Lance disse pela milésima vez.
- Deixa de ser idiota Lance! E deixar seus fãs esperando? Eu nunca me perdoaria. Eu vou e ponto. Afinal, ele nem deve se lembrar de mim. Ele não sabe onde eu moro, só o e nem ele sabe exatamente onde.
- Então tá mas qualquer coisa você me liga que eu vou correndo ou melhor voando te buscar.
- Ok amor pode ir tranquilo afinal seu vôo é daqui a pouco também né?
- Então tá eu já vou. Vai com Deus e seja forte , tudo vai dar certo. - ele disse me dando um beijo, estranho ele nunca faz isso em público, muito estranho.
- Vai com Deus também e qualquer coisa me liga.
Depois de se despedir de , Lance foi para o outro lado do aeroporto onde ele pegaria o vôo pra Argentina.
Entramos no avião e eu me sentei ao lado de .
- Mãe?
- Fala filho.
- O...o que você acha que vai acontecer?
- Como assim ?
- Quando ele...o me ver e ver você, o que você acha que vai acontecer?
Capítulo 3
Um filme do passado veio em minha mente.
Flashback 16 anos atrás - 2009
Eu vivia há 3 anos em Londres. Tinha vivido durante 2 em Laurel, Mississipi mas nasci em Belo Horizonte. Era namorada de ou simplesmente há 2 anos. Minhas melhores amigas , e eram namoradas dos melhores amigos dele , e Harry Judd, respectivamente. Os garotos tinham uma banda já famosa em nosso colégio,o McFly. era o , o , Harry baterista e . Tinha também o Dave Williams que era aspirante a guitarrista. Minha vida era razoavelmente boa, Meus pais eram separados há 6 anos e devia ter uns 3 que não via meu pai que, por sinal, não valia nada. Minha mãe não era careta e me apoiava em tudo, minhas irmãs não me enchiam o saco já que haviam ficado no Brasil. Era praticamente como se eu fosse filha única e eu gostava disso.
Harry, Dave e eram meus melhores amigos, eu contava tudo a eles e eles me contavam tudo. Nós todos estudávamos juntos na London High School estávamos no 1º ano ou Freshmen Year como eles mesmo chamavam. Estudávamos juntos desde que em Londres cheguei, a maioria das garotas da escola odiavam a nós (meninas) por namorarmos os “caras da banda” e viviam inventando fofocas sobre a gente. Invejosas.
Eu estava passando muito mal há dias, mal conseguia assistir as aulas, enjôos e tonturas já eram parte do meu dia-a-dia...
- ? Você tem que ir ao médico amiga! - falava pela milésima vez comigo enquanto entrávamos em meu quarto.
- Pra quê eu vou ao médico sendo que eu já sei o que eu tenho? - é, eu sabia mesmo.
- Ah é? E o que você tem? - disse ela duvidosa.
- Eu fiz o teste e eu... eu... tô g-grávida, .
- O QUÊ? - ela gritou.
- Fala baixo! Quer que minha mãe escute? - eu disse fechando a porta.
- O que você vai fazer agora ? - minha amiga estava realmente preocupada.
- Eu não sei, mas em último caso eu tenho um amigo, ele é amigo da família, eu posso ir morar com ele. - disse pensando.
- Você tem que contar pro , eu duvido que ele vai te deixar na mão afinal, ele também é o pai né?! - ela suspirou aliviada.
- É, você tem razão. O nunca me deixaria na mão. Quer saber? Vou ligar pra ele e contar hoje mesmo.
Naquele mesmo dia liguei pra marcando de nos encontrarmos numa praça perto da minha casa. Estava sentada refletindo sobre o meu futuro, ou melhor, o nosso futuro e o esperando quando o vi chegar. Tão lindo, simples porém lindo.
- Oi amor.- eu disse.
- Oi. - ele disse já me beijando.
- Que desespero ! - eu disse rindo quando nos separamos.
- É lógico, a gente nem se vê direito há umas 2 semanas. - ele contava nos dedos, lesado.
- É sobre isso que eu queria falar . - eu disse séria.
- ? Então é sério mesmo hein? - ele disse rindo.
- Sim, é muito sério. - eu disse me sentando.
- Pra você ficar desse jeito deve ser mesmo.
- Vou ir direto no assunto, mesmo porque não tem outro jeito de falar isso a não ser esse. Eu... eu... eu...
- Você...?
- Eu tô grávida! É isso.
Ele ficou me olhando sem expressão. Depois parece que caiu a ficha e ele arregalou os olhos. Minhas mãos estavam geladas de nervosismo e eu me assustei quando ele gritou:
- NÃO PODE SER! - várias pessoas olharam-nos e ele abaixou a voz - Não pode ser !
- Como assim ‘não pode ser’? É claro que pode eu e você transamos sem camisinha. A gente sabia que isso poderia acontecer!
- E o que você quer que eu faça?
Aquilo me enfureceu. Como assim ”O que eu queria que ele fizesse?” não estava claro o suficiente?
- Ora, é nessa hora que você fala que vai comigo em minha casa e nós dois iremos falar pra minha mãe isso! - eu disse.
- Você acha mesmo que eu vou fazer isso? - ele disse com uma cara de ‘Hello?’.
- É claro que vai afinal, você é o pai! É a sua obrigação! - eu dizia indignada.
- Minha obrigação? Você acha que isso vai funcionar mesmo?
- Isso o quê? - eu não estava entendendo nada.
- Isso de me dar um golpe!
- Do quê você está falando ? - eu não podia crer no que ele falava.
- Você acha que eu vou ficar com você porque você diz estar grávida? Acha mesmo? Eu posso ter cara de idiota mas eu não sou idiota ! Você pode muito bem estar grávida de outro cara tipo o Dave e querendo me amarrar! E além do mais eu não pedi pra você ficar grávida! Eu não quero isso. - ele já estava vermelho de raiva, agora me fala: raiva de quê? Enfim, continuando...
- Você é sim... Um idiota por pensar que eu iria esperar 2 anos pra te dar um golpe ou te trair com um dos meus melhores amigos. Quer saber? Eu vou embora. Pra sempre! Meu filho não merece um pai como você . Nunca mais me dirija a palavra, tá me ouvindo? Eu te odeio! O-D-E-I-O - eu disse com lágrimas nos olhos e saindo correndo. A última coisa que eu vi foi chorar. Imbecil. Eu quem tinha o direito de chorar e não ele.
Andava pelas ruas pensando o que eu havia feito pra merecer aquilo, não que eu não quisesse meu filho, muito pelo contrário eu iria amá-lo infinitamente porque ele simbolizava uma ótima fase da minha vida. O que eu não entendia era o porquê de pensar aquilo de mim, eu não havia feito nada para que ele pensasse que eu era uma vadia golpista. Eu nunca havia me sentido tão rejeitada como eu me sentia naquele momento, nem quando meu pai me chamava de bastarda ou dizia que eu não merecia ser filha dele eu me senti assim, daquele dia em diante eu percebi que contos de fadas não existiam.
Cheguei em casa aos prantos, totalmente desesperada. Minha mãe percebeu algo estranho então tive que contar tudo a ela. Ela não ficou brava, o mesmo havia acontecido a ela então ela me entendeu.
- Minha filha o que você vai fazer agora?
- Não sei mãe, sinceramente não sei mas, lembra aquele nosso amigo? O Lance Bass?
- Sim... o cantor não é? Quanto tempo não o vejo!
- Então mãe, eu posso pedir ele pra morar uns tempos com ele lá em Laureu... tenho certeza que ele vai deixar. Pelo menos até eu ter o meu bebê.
- Hm, não sei não filha. Olha,liga pra ele, diz a ele que eu pago suas despesas enquanto você estiver lá.
- Ok mãe mas, assim que eu tiver meu bebê eu arrumo um emprego pra te pagar tudo de volta ok?
- Não se preocupe filha, vai lá ligar pra ele!
Subi as escadas em direção ao meu quarto e comecei a discar o número de Lance. Ele era um de meus melhores amigos e amigo da minha mãe desde que eu tinha 10 anos.
- Alô? - ele disse sonolento.
- Lance? Te acordei? - [n/a:não idiota você pôs ele pra dormir ¬’ huahuhauah to zuando ;)]
- ? - ele disse mais ‘acordado’.
- S-Sim. - eu funguei.
- Você tá chorando?
- Tô! Lance eu preciso da sua ajuda.
- O que aconteceu amor?
- O ... ele me chutou!
- Nossa! Deixa eu adivinhar... você contou pra ele certo? - Lance sabia de tudo, ele também era um de meus melhores amigos.
- Sim!
- Ai... mas ele é mesmo um idiota! Como eu vou te ajudar ?
- Bom, eu conversei com minha mãe e ei tava pensando se eu não poderia ir aí pra Laureu morar com você... o que você me diz?
- Isso não vai ser difícil, mas eu também preciso da sua ajuda.
- Eu faço qualquer coisa que você me pedir.
- Você lembra que eu me assumi gay não lembra?
- Aham.
- Então... meu pai nunca acreditou e, bom, ele disse que se eu for mesmo gay ele vai me deserdar.
- Nossa! E onde eu entro nessa história?
- Bom, se você aceitar, você se casa comigo e estando grávida, ele pára de me encher o saco.
- Nossa, mas não vai ser estranho a gente casar assim do nada?
- Que nada! Eu já tinha planejado tudo, só faltava a noiva. E além do mais, ele acha que eu gosto de você não sei por que. - ele deu uma risadinha sem graça, se bem o conheço ele estava vermelho.
- Eu aceito mas, olha, minha mãe disse que vai pagar minhas despesas aí ok?
- Ah cala sua boca anã! Diga a sua mãe que todo o dinheiro que eu ganhei fazendo dancinhas no Nsync dá pra sustentar nosso filho e quantos mais você quiser.
- Haha direi a ela e, amei a parte do ‘nosso filho’.
- É, a partir de hoje ele é nosso filho.
- Ai Lance, só você pra me fazer sentir melhor mesmo! Olha, vou desligar tá bom?
- Ok, me abandone aqui mesmo! Haha to brincando, pode desligar.
- Ok então, beijo.
- Beijo e cuida de vocês.
Agora só me restava arrumar as minhas malas já que, Lance havia conseguido comprar uma passagem pro dia seguinte.
Fui juntando as minhas coisas favoritas, o resto minha mãe mandaria por correio. Álbuns de fotos com as minhas amigas, CDs, ursos, enfim... tudo o que eu gostava. Juntei também tudo o que tinha de e pus numa caixa.
Não atendi telefonemas, não entrei no msn e não respondi nenhum recado do meu facebook. Meu vôo por sorte saía no horário em que meus amigos já estavam na escola. Agora só me restava dormir um pouco pra acordar bem disposta no dia seguinte.
Rolava de um lado para o outro e não conseguia pregar o meu olho. Sempre que eu começava a dormir sonhava com ele e meus amigos sorrindo pra mim e logo depois acordava assustada e chorando. Já eram 5 da manhã, não conseguia dormir então acendi meu abajur e comecei a escrever uma carta:
“Queridos amigos,
Sei que é difícil pra vocês aceitarem o fato de que eu não me despedi. Não me odeiem por favor, eu só fiz o que fiz pelo bem do meu bebê. Eu não quero que ele cresça com um pai que o rejeite assim como eu cresci. O motivo disso tudo vocês já devem imaginar. Não me perguntem pra onde estou indo, se preciso for um dia todos saberão. Harry, Dave e me perdoem MESMO por não ter dito nada é que, eu sei que vocês tentariam me convencer a não partir. Se quiserem saber como estamos visitem minha mãe, ela saberá lhes dizer. Eu amo muito vocês e nunca vou esquecer de nenhum de vocês. Na verdade eu queria me esquecer pra sempre de uma pessoa mas, não há como isso acontecer. Não sei mais o que falar então até breve! Nos veremos logo.
Com amor,
e...”
Terminei de escrever a carta com lágrimas nos olhos. Foi muito difícil pra mim me despedir por meio de uma carta. Meu coração implorava pra que eu ficasse, mas eu já tinha visto que seguir o coração só fazia com que eu me ferrasse mais ainda. Acordei de meus devaneios com o despertador apitando, já eram 6:00 tinha que tomar banho pra seguir para o aeroporto. Ouvi uns barulhos do lado de fora, parecia a voz de , logo em seguida ouvi Harry também. Parecia que estavam discutindo, me fiz de desentendida e fui tomar meu banho.
Quando saí do banho já eram 6:30 já deviam ter estar se arrumando pra ir pra escola. Vesti-me rápido e desci as escadas. Comi algumas frutas e subi novamente pra pegar minhas duas malas. Quando desci minha mãe estava sentada no sofá. Ela se levantou sorrindo e disse:
- Ai minha filha, como se sente agora?
- Bem mãe, Lance te ligou pra falar sobre os planos dele?
- Sim ele me disse, fico feliz por vocês se casarem. Apesar de ser um pouco mais velho Lance é uma ótima pessoa.
Lance tinha 30 anos e parecia ter muito menos.
- Já chamei o táxi pra você!
- Querendo se livrar de mim né mãe? - Eu disse rindo.
- De forma alguma !
Foi aí que me lembrei da caixa. Subi correndo ao meu quarto dando uma última olhada nele, que era todo roxo com uns poucos pôsters na parede. Parei meu olhar sobre a caixa em que estavam todas as lembranças de , como eu sentiria falta dele e dos outros. Mas fora ele quem escolheu assim.
Afastei meus pensamentos e desci com a caixa em mãos.
- Mãe, entrega isso pro meu namo... digo,pro por favor?
- Tá né?! - minha mãe disse com uma cara esquisita. Pus minhas malas no táxi e voltei pra me despedir de minha mãe. Ela, claro deu uma choradinha básica e todas aquelas coisas de mães. Quando chegava ao táxi me puxaram. Rezei mentalmente pra que não fosse .
- Onde você vai ? - graças à Deus era .
- Embora .
- Por quê?
- Pergunte ao ! Olha, leia isso - entreguei a ele a carta - quando eu for embora e todos se encontrarem ok?
- Tá! - ele disse, eu o abracei.
- Diga a todos que um dia eu volto.
- Mas... mas pra onde você vai? - ele quis saber.
- Eu confio MUITO em você então vou te dizer, eu vou pros Estados Unidos. Vou morar com um amigo. Mas não conte a ninguém ok?!
- Eu vou sentir sua falta tampinha! - ele disse quase chorando.
- Ok pára de chorar porque senão eu choro também. Até logo ! - eu disse entrando no táxi.
- Até! - o ouvi dizer.
Eu não tinha avançado nem 10 metros quando vi alguém chegar correndo a porta da minha casa. Era . Ele perguntou algo a e ao ouvir a resposta tentou correr atrás do táxi. Vendo que não conseguiria o alcançar ajoelhou-se no chão... chorando.
Uma lágrima caiu sobre minha bochecha. Eu rapidamente limpei-a. Não iria chorar por ele nunca mais! Aquela havia morrido e nada nem ninguém a desenterraria.
Flashback Off
Capítulo 4 - Mãe? Me responde! - me acordou dos meus devaneios. - Ele... ele não deve lembrar-se de mim. - eu disse.
- Eu... Eu não sei o que farei quando o vir. Se eu choro ou se eu soco a cara dele. - disse fechando os punhos, incrível como até com raiva eles se pareciam.
- Você não fará nada! Apenas finja que não o conhece. Não fale quem sou eu, ele não precisa saber, não agora. Afinal, vocês ainda tem uma semana de ensaio né?
- É... mãe?
- Fala...
- Posso deitar no seu ombro pra dormir?
- Pode filho!
Um tempo depois já dormia feito um bebê. Eu observei como ele se parecia com quando ele era dessa idade. Como seria nossa vida se estivéssemos juntos? Interrompi meus pensamentos ouvindo uma música muito familiar e também muito antiga na rádio do avião, digo, quando eu era adolescente não era tão antiga, mas, agora sim. [n:/a música] A voz de Brian ecoou em meus ouvidos.
“And when I’m looking back, how we were young and stupid”
Incrível como essa música combina exatamente comigo neste momento. Por que mesmo depois de tanto tempo eu ainda sentia algo por ele? Digo, eu tenho absoluta certeza que eu amo Lance por mais que não seja amor de marido e mulher, mas, eu o amo. Por que não sai da minha cabeça?
Senhores passageiros, bem vindos à Londres. A voz da aeromoça me despertou de um breve cochilo. Chamei e os outros meninos e nos dirigimos à saída do avião.
*****
Fui o caminho todo observando Londres pela janela da van. Lembro-me da primeira vez em que vim aqui... 20 anos atrás, fiquei maravilhada com os prédios e paisagens da cidade.
O táxi parou em frente ao Hilton, me lembro de quando éramos jovens e dizíamos que um dia estaríamos na sacada acenando para as fanáticas lá de cima. E não é que elas estavam lá? Deveriam ser umas 50 meninas com faixas e camisetas histéricas só pelo fato de que poderiam receber um aceno. Desci da van com os meninos e as garotas se jogaram pra cima deles, principalmente do . Não é querendo me gabar, mas, meu filho é lindo demais.
Passada a confusão entramos no hotel e meu coração parou. Lá estava ele, de costas, conversando com que por sorte não me viu. Dei uma desculpa qualquer aos meninos e entrei no elevador no exato momento em que os foi cumprimentar. Meu coração estava acelerado como o de uma adolescente que recebeu um sorriso de seu paquera. Apertei o botão 7 do elevador e esperei ‘pacientemente’ para que ele chegasse ao meu andar.
Entrei no meu quarto pensando como seria o nosso reencontro. Por mais que eu quisesse evitar uma hora iria acontecer afinal, eu sairia em turnê com a banda dele. Creio que ele não seria tão lesado ao ponto de não notar a minha presença.
Meus pensamentos foram interrompidos com batidas na porta.
- Mãe, sou eu. Posso entrar? - perguntou.
- Sim, entra filho.
- Hm... por que saiu tão rápido do hall do hotel? - ele perguntou sentando-se em minha cama.
- Adivinha?
- ? - ele fez uma careta.
- É, por causa dele sim. Vocês conversaram?
- Não, quando ele começou a me encarar entrei no elevador e vim correndo pra cá.
- Mas... Vocês não têm ensaio daqui a pouco? Vai ser meio que impossível não falar com ele baby.
- É... mas quanto mais puder adiar melhor vai ser. Não quero ser amiguinho dele, mas aquele Harry me pareceu bem legal.
- Ele é demais! Costumava ser um dos meus melhores amigos aqui...
- E por minha causa não é mais né?
- Não! Por causa do ! Tudo poderia ter sido diferente se ele num tivesse sido um otário.
- É eu sei. Bem vou lá pra baixo esperar o povo pro ensaio.
- Ok te cuida e não exploda.
Capítulo 5
’s POV
Lá estávamos nós, naquela van onde eu encontraria meus ‘pai’... pff pai? Ele é um covarde isso sim. Deus me ajude a não enfiar a mão na cara dele quando o vir. Mas, eu não vou fazer isso. Definitivamente esse não merece um grão da minha consideração, o tratarei igual ou pior do que se trata um verme, ele vai pagar por todos esses anos que eu vi minha mãe chorando por ele, ou eu não me chamo Bass.
Chegando ao gigante estúdio da Super Records eu tive que respirar fundo pra descer da van. Não podia perder o controle, não agora.
Entramos um atrás do outro em fila - isso me lembra o jardim de infância, mas tudo bem - enfim, entramos e quando pisei na sala em que o McFly estava senti duas mãos me puxando. Estava pronto pra socar o imbecil quando vi uma cara amigável, eu sabia quem era essa pessoa, mas não estava reconhecendo muito bem. Dois outros chegaram e ficaram me olhando espantados. Será que minha roupa estava suja?
- Cara... - disse o que aparentava mais velho.
- Eles... - o outro continuou.
- São iguais! - um que tinha uma cara de palhaço completou [n/a: adivinha quem é o palhaço? Huahuhauah].
Eu continuei lá estático com medo daqueles três lunáticos até que aquele mais velho se pronunciou:
- Gente acho que ele tá com medo! Err... eu sou o ! - disse estendendo a mão.
- Eu sou o Harry. - aquele outro disse.
- E eu sou o ! Como vai garotão? Tudo bom? Tá com fome? Quer tomar um ban...
- CHEGA ! Não tá vendo que ele não é uma criança? - o tal do falou.
- Esquece esses malucos. Você é o não é? - Harry me perguntou.
- Sou sim. Minha mãe já me falou de vocês. namora a , Harry a Fê e o namora a tia . - eu disse me lembrando das inúmeras vezes que minha mãe me falou sobre eles.
- Meu caro, se eu fosse você não chamava a de tia. Ela é capaz de te matar. - disse rindo.
- Ok - eu disse.
- Cara, você parece muito com o seu p... - começou, mas o interrompeu.
- Ele quis dizer que você parece muito com o , .
- Ah sim, já me disseram que eu pareço com aquilo, mas , se você não quer me ver zangado nem tente repetir o que você quase disse. Esse tal não é nada meu.
- Ok - disse um pouco sem graça.
- Enfim, , nós te arrastamos aqui só pra te pedir por favor pra não ligar pras piadinhas idiotas que o venha a fazer e também pedir que você finja nunca ter nos visto ou ouvido falar da gente. Mais tarde nós e suas tias iremos ao quarto da sua mãe conversar com vocês. Tá bom assim? - Harry disse amigavelmente.
- Tá ok, eu acho.
- Até nisso! - exclamou, mas quando ia falar mais algo o lançou um olhar furioso.
Entramos na sala e eu o vi, a cópia ‘perfeita’ da minha pessoa ou seria eu a cópia dele? Com um sorriso idiota no rosto. Ele se levantou de onde estava e veio em minha direção.
- Olá! Você deve ser o certo? Não tivemos a oportunidade de nos conhecermos no hall do hotel. Eu sou o . - ele disse estendendo a mão pra mim.
- Oi, é sou o . - troquei um breve aperto de mãos com ele.
- Ouvi falar de você, seu pai é cantor né?
- É, é sim há uns 20 e poucos anos. - disse seco.
- Nossa bastante tempo hein? É sua primeira vez aqui em Londres? - ele disse simpático.
- É sim. - disse tentando cortar o assunto afinal, num queria muito papo com esse mané.
- Vamos começar o ensaio? - disse parecendo ler meus pensamentos.
Durante todo o ensaio percebi que me encarava, provavelmente percebendo que eu era um pouco (lê-se: muito) parecido com ele. Os meninos (da minha banda) fizeram alguns comentários sobre como a gente era parecido fisicamente e só ria meio triste, perdido em seus pensamentos.
/’s POV
’s POV
Não sei por que, mas, esse me fez me sentir tão estranho, parecia que havia uma espécie de conexão entre a gente. Ele se parecia tanto comigo, suas ações e seu jeito de se expressar me lembravam muito meu eu adolescente. Será que meu filho também era assim? Será que nossos gestos eram tão similares quanto os meus e de ? Como eu queria ter a oportunidade de encontrá-lo. Não só a ele como também a . Será que nosso filho se parecia com o ? Óbvio que não né, ! é filho do Lance Bass e não seu. Só queria poder pedir desculpas ao meu filho, por ter sido um covarde e também pedir que ele não me odiasse muito. Como eu faria para encontrá-lo? Já tentei várias vezes falar com a mãe de , mas ela não parece muito disposta a me ajudar. Agora só podia pedir a Deus que por um milagre nossos destinos se cruzassem.
/’s POV
Após o ensaio eles voltaram ao hotel onde encontraram , , e Jéssica, uma loira insuportável que namorava . Dirigiram-se ao elevador deixando os meninos do Nasty (banda de ), e Jéssica pra trás e seguindo em direção ao quarto de .
Dentro do elevador ninguém falava nada, as meninas apenas observavam (com cara de espanto) que estava encostado num cantinho dali morrendo de vergonha. Quando o elevador chegou ao sétimo andar, foi o primeiro a sair e os outros o seguiram calados.
- Mãe, sou eu. Temos visitas, abre aí. - ele disse batendo na porta do quarto 712.
- Ok, um minuto. - gritou lá de dentro.
Alguns segundos depois ela abriu a porta. Os amigos não acreditavam no que viam, ela estava mesmo ali. Seus cabelos estavam mais longos e claros, o rosto continuava o mesmo, porém agora não havia mais um piercing em seu nariz.
- Oi gente. - ela disse esboçando um sorriso tímido. De repente, seis pessoas pularam (literalmente) em cima dela que riu com o gesto dos amigos.
- Que saudade amiga! - disse .
- Tampinha, você não cresceu mesmo hein! - foi a vez de .
- Da próxima vez vou até o quinto dos infernos te buscar viu senhorita ?! - Harry exclamou fingindo estar bravo.
- Nós vamos, Harry! - concordou.
- continua gata hein?! - disse.
- Cala a boca ! - o beliscou.
- Gente, vocês estão me esmagando! - disse embaixo do projeto de montinho que eles haviam feito.
Eles saíram de cima dela e se sentaram na cama.
- Ok então, eu também tava quase me matando de saudade de vocês seus idiotas! E Harry agora eu sou senhora, senhora Bass meu bem! - ela disse fazendo eles rirem, percebeu que estava faltando mais alguém. - Cadê o Dave?
- Ele se mudou , há uns 12 anos pra Holanda e a gente quase não se fala mais. - respondeu.
- Nossa, mas assim de repente? - perguntou curiosa.
- Bem, ele não aguentava mais brigar com o então achou melhor ir embora daqui. - Harry disse meio cabisbaixo.
- Aah sim. - ela disse meio triste.
- Ha ham - pigarreou fazendo todos o encararem.
- Ah meu Deus, nem lembrei que você estava aí meu filho! - disse indo na direção do garoto.
- Percebi. - ele fez uma falsa cara triste.
- Oh meu bebê! - ela disse apertando as bochechas dele.
- Menos mãe, muito menos! - disse ele emburrado.
- Vocês já conheceram o , gente? - ela disse o puxando em direção dos amigos.
- Conhecemos sim , ele é muito bonito, mas não conversou direito com a gente. - disse fazendo o menino ficar vermelho.
- Aah que lindo ele ficou vermelhinho! - exclamou.
- , pare de deixar meu filho sem graça! - disse fingindo estar brava.
- É Judd! - Harry disse.
- O que? - perguntou confusa.
- É Judd. - ele disse.
- Aah é, esqueci que vocês se casaram. - ela disse.
- Mas então, vamos botar o papo em dia? - disse .
Eles conversaram até altas horas sobre como suas vidas haviam mudado, sobre seus filhos ( e tinham dois meninos Dylan e Jack, e os trigêmeos Jeremy, Josh e Alicia e por fim Harry e tinham uma menina chamada Audrey) e também sobre a vida dos outros, rapidinho se enturmou e logo já falava das groupies que se jogavam pra cima dele. Quando voltavam para seus quartos encontraram no corredor.
- Dudes onde vocês estavam? - ele disse e logo passou feito um furacão entrando rapidamente em seu quarto - o que aconteceu com ele?
- Nada, estávamos por aí, boa noite . - Harry disse seco. Depois da partida de nem Harry e nem conversavam direito com .
- Eu hein. - disse indo pro seu quarto.
Capítulo 6
- Quer ir lá no meu quarto conhecer as crianças ? - perguntou .
- Mas é claro que sim, trouxe presentes pra todos eles, vou ao meu quarto pegar e já vou ao seu. - ela disse se dirigindo ao seu quarto onde pegou uma mala cheia de coisas pros menores e levou pro quarto de .
- Entra , senta aí que os meninos foram buscar eles lá no playground mas já devem estar voltando. - mal tinha terminado a frase quando abriu a porta com Jack no colo e Dylan em seu encalço. , Harry e vinham trazendo os outros seguidos por e .
- Gente, coitado do Dylan! - exclamou e todos a olharam em dúvida - ele é IGUALZINHO ao . - ela completou fazendo todos rirem menos que a fuzilou com os olhos.
- Só não vou falar nada sobre seu filho porque ele é grande o suficiente pra me bater viu ? - ele disse e todos riram de novo.
, entregou um brinquedo pra cada um deles de acordo com a faixa etária, os trigêmeos eram os mais velhos com 11 anos, Dylan tinha nove, Jack sete e Audrey era a caçula com cinco.
Conversaram bastante (como sempre) e depois as meninas resolveram ir às compras deixando as crianças com os meninos e com seus companheiros de banda.
- Quem quer ir pra piscina? - disse e todos gritaram "EU!" e nesse todos estava incluído , que na opinião dos amigos nunca crescia.
Já na piscina encontraram que (por milagre divino) estava sem Jéssica. Os meninos foram brincar com seus filhos na água mas Audrey parecia mais interessada em brincar com a boneca que havia lhe dado.
- Tio ! - disse ela pulando no colo de .
- Hey princesa! Se divertindo muito? - ele disse animado, de fato amava seus sobrinhos e os tratava como se fossem seus próprios filhos.
- Estou sim! Olha minha boneca, é linda não é? - ela disse encantada com a boneca.
- É sim, mas você é mais bonita que ela. - ele apertou o nariz dela.
- A tia , também falou isso! - ela disse sorrindo e o coração dele gelou. Só poderia ter escutado errado, não poderia estar ali.
- Q-quem te falou isso Audrey? - ele perguntou aflito.
- A tia , oras! Não a conhece? Ela é tão bonita! - Audrey disse deixando ainda mais aflito.
- Princesa, vai lá brincar com seu pai vai? O tio ta se sentindo mal. - ele disse.
- Ok tio mas sara logo viu? - ela disse dando um beijinho na bochecha dele e saindo correndo de encontro ao pai. Harry percebeu que estava estranho mas resolveu deixar pra lá.
foi correndo para seu quarto, abriu sua carteira onde viu uma foto dele e dela, quando haviam começado a namorar. Seria possível que o amor da vida dele estivesse tão próximo e ele nem havia percebido? Era o que ele iria investigar. Ainda faltava uma semana pro início da turnê, ou seja, era tempo suficiente pra ele descobrir tudo.
**
No dia seguinte...
- Olá senhora ! - ele disse lançando um sorriso tímido à ex sogra.
- Hey , entre meu filho. - ela disse abrindo espaço pra que ele entrasse.
- Com licença. - ele disse.
- Sente-se, quer beber algo? - ela disse simpática.
- Não, obrigado. Na verdade queria conversar com a senhora.
- Olha , se for pra perguntar onde a está, eu já disse que não posso te falar, você sabe. - ela fez uma cara triste.
- É eu sei, eu só queria saber se a senhora me deixaria ir ao quarto dela, queria me lembrar um pouquinho mais dela já que faz tanto tempo que não a vejo. - ele fez uma cara de cachorro abandonado.
- Hm, ok. Pode ir lá em cima, enquanto isso preparo um bolo pra nós esta bem? - ela sorriu e ele assentiu.
Subiu as escadas nervoso, ao chegar no corredor avistou a tão conhecida porta do quarto dela. Girou a maçaneta e ao abrir a porta foi como se houvessem aberto um túnel do tempo.
's POV
Tudo estava exatamente como da última vez que havia estado aqui. Os pôsteres na parede, a colcha roxa, os porta retratos. Tudo parecia intocado.
"- , eu... eu tenho medo.
- Não tenha, confia em mim"
Aquele flash me atingiu com tudo e mais uma vez amaldiçoei minha covardia. Sentei-me um pouco na cama dela, ainda podia sentir seu perfume como se ela mesma estivesse ali, comigo. Decidi me levantar e seguir meu objetivo, encontrar algo que me ajudasse a saber o paradeiro de , e do meu filho.
Abri gavetas e mais gavetas mas nenhuma delas continha o que eu procurava. Decidi olhar no criado mudo, primeira gaveta: nada. Segunda gaveta: um envelope? Sei bem que é falta de educação abrir envelopes alheios mas era uma emergência. Dentro do tão misterioso envelope havia uma foto que fez meu coração e meu cérebro pararem. Era uma foto dela com um bebê e um cara que não me parecia estranho. Seria aquele, meu... filho? E quem era aquele cara? Decidi ler o que estava escrito no verso. [n/a: finge que oLance também ta na foto ok?]
"Querida vovó, mamãe e papai estão cuidando muito bem de mim viu? Eu sou ou não sou um menino lindo?! Ok parei de fingir que sou o bebê. Haha Mãe esta é uma das primeiras fotos da nossa família, espero que você goste. James e eu estamos lidando muito bem com tudo isso e ele é um ótimo pai. Mandarei notícias em breve. Com amor,
,"
Eu havia lido direito? James? Nossa família? Ótimo pai? Agora é que eu não estava entendendo nada mesmo.
- querido, o bolo já esta pronto! - ouvi a senhora gritar do primeiro andar.
- Ok senhora já estou indo. - disse a ela, saí do quarto decidido a tirar aquela história a limpo. E eu sei muito bem por onde eu iria começar: Audrey Judd.
/'s POV
CapÍtulo 7
- Audrey, vem aqui com o titio! - disse enquanto todos brincavam na piscina.
- Oi tio! - ela disse sentando no colo dele.
- Oi princesa, posso te perguntar uma coisa? - ele disse.
- Claro que pode tio - ela sorriu.
- Você lembra que falou pro tio que você conheceu a tia ?
- Sim, eu lembro.
- Entao, o tio quer saber onde que você conheceu ela.
- Aqui no hotel oras! Mamãe pediu pro papai e pros meus outros tios levarem eu e meus priminhos no quarto dela.
- Você e seus primos? - ela assentiu - e como ela é?
- Ela é do tamanho da mamãe, ela é muito bonita tio ! Você devia namorar ela e não a chata da Jéssica - ela fez beicinho.
- Hahaha você é muito fofa sabia? - ele apertou o narizinho dela - ela se parece com essa menina que esta do meu lado nessa foto? - ele mostrou a foto que sempre guardava na carteira.
- Parece um pouquinho, ela num tem isso no nariz não! - o coração dele gelou novamente, então era mesmo ela!
- Olha Audrey, não conta pra ninguém da nossa conversa ok? Vai ser nosso segredo, pode ser?
- Pode sim tio ... agora eu vou brincar, tchau! - ela disse e saiu correndo.
Então ela estava mesmo la! Como ele ainda não a havia visto? Agora era so ir na recepção e descobrir o número de seu quarto.
- Gente, vou tomar um banho lá no meu quarto ok? - ele disse seguindo em direção a saída da área da piscina.
- Ai amor, não vou subir enquanto não estiver bronzeada. - Jéssica disse em sua típica voz fanha.
- Por mim, que morresse queimada! - “sussurrou” num volume nada discreto no ouvido de Harry que concordou e todos começaram a rir menos Jéssica que os fuzilou com o olhar.
“Qual será a mais fácil?” pensou olhando pras duas recepcionistas que na opinião dele tinham cara de mulheres da vida (aka prostitutas) resolveu perguntar a ruiva que quase o comia com os olhos.
- Boa tarde. - ele disse lançando-a um sorriso de lado.
- Boa t-tarde senhor .
- Me chama de - ele piscou pra ela.
- O-ok. Em que p-posso ajudá-lo?
- Eu queria descobrir o número do quarto de uma pessoa, será que você me diria? - ele passou o dedo no queixo dela.
- C-claro, mas meu gerente não pode ficar sabendo senão ele me mata, sim?
- Pode deixar que vai ser um segredo nosso - ele piscou pra ela novamente.
- Qual o nome da pessoa?
- , é uma amiga minha de escola mas perdemos contato há alguns anos.
- Olha,não tem nenhuma aqui, com o nome de só consta uma senhora de 40 anos, Lambus e uma outra de 32 Bass. Parece que sua amiga não esta neste hotel não.
- Aah que peninha, mas muito obrigado... - ele olhou no crachá dela - Jackie.
- Às ordens.
Ele entrou no elevador repetindo consigo mesmo “Bass,Bass,Bass”,entrou no quarto e abriu o laptop assim entrando no google e pesquisando “Bass”. Alem dos vários baixos e contra-baixos a venda ele também encontrou um link na wikipedia que dizia “Lance Bass” resolveu clicar.
“James Lance Bass (Laurel, 4 de maio de 1979) é um cantor, ator, produtor de filmes e autor estadunidense. Ele cresceu em Mississippi e fez parte da boyband americana N’Sync....”
James Lance Bass, de onde aquele nome era familiar?
“James e eu estamos lidando muito bem com tudo isso e ele é um ótimo pai.”
Será que eles eram a mesma pessoa? Se fossem, a Bass seria a esposa dele? Será que esse James era casado com a sua ?
Ele se dirigiu ao elevador novamente.
- Jackie!
- Sim senhor... digo .
- Qual o número do quarto da Bass?
- Hum... deixe me ver. 712.
- Muito obrigado, MESMO. - ele deu um beijo na bochecha dela que quase desmaiou.
Entrou mais uma vez no elevador, pensando se deveria ou não ir ao quarto dela. Decidiu ir, no último caso diria que se enganou de quarto ou algo parecido. Quando a porta do elevador abriu deu de cara com que de algo que os amigos haviam dito, mas que ficou sério no momento assim que viu . Se cumprimentaram com um aceno e logo desceu em direção ao corredor do hotel.
“709, 710, 711... 712. É aqui!” - ele disse pra si mesmo, quando foi abrir a porta viu que ela estava somente encostada e resolveu entrar.[n/a:intrometido! Hahahah]
- Filho seu cabeçudo você esque... - ela parou a frase ao ver que quem estava em sua frente nao era seu filho e sim .
’s POV
Eu não podia crer no que meus olhos viam, era ela mesmo. estava bem ali na minha frente!
/’s POV
Capítulo 8
- Filho seu cabeçudo você esque... - antes que pudesse terminar minha frase lá estava ele , o homem que eu jurei nunca mais olhar em toda minha vida. O mesmo cabelo loiro, o mesmo rosto de menino, os mesmos olhos profundamente (que agora me encaravam surpresos) nada nele havia mudado.
- E-então é você mesma... eu... você... você disse... Fi-filho? - disse ele gaguejando e se aproximando perigosamente de mim. Eu fui ficando asfixiada, não tinha pra onde ir, a parede se aproximava ainda mais de mim e por um instante eu não tinha pra onde ir.
- SAI DAQUI ! SAI! JÁ DAQUI! - eu me exaltei e tentei sair em direção à porta.
- Eu só saio daqui quando você me disser onde meu filho está! Você tem noção do que você fez comigo? - disse me segurando pelo braço.
- Me solta ! - eu me debatia em seus braços quando a porta novamente se abriu, não podia ser! Por que diabos o tinha que voltar agora?
- Mãe, agora que eu vi que eu esqueci minha car... - nos olhou e logo percebeu que algo errado acontecia. - Que merda é essa que tá acontecendo aqui?
- ... ele... ele é meu filho? - disse apontando pra que ainda estava nos encarando da porta. Antes que pudesse responder ou ao menos pensar em algo o fez.
- NÃO! EU NÃO SOU SEU FILHO! Nunca reparou meu sobrenome? Eu já tenho um pai, não preciso de você. - ele estava ficando cada vez mais vermelho, ai meu Deus o que eu faria? Daqui a pouco era perigoso o pular no pescoço do .
- Calma filho, vamos sair daqui sim? - eu disse já o puxando pra fora do quarto quando ouvimos aquela maldita voz se dirigindo a nós.
- NÃO VÃO NÃO! EU EXIJO UMA EXPLICAÇÃO! EU MEREÇO UMA, VOCÊS NÃO ACHAM? - disse indignado e também estava vermelho ótimo, além de serem a cópia perfeita um do outro os dois estão nervosos agora.
- FODA-SE! - gritou e ouvimos uma movimentação no corredor.
- ! - eu disse espantada afinal, eu não havia o educado para ser assim.
- Me desculpa mãe, mas eu não tenho saco pra falar com esse... sujeito. - olhava com nojo, eu nunca havia visto meu filho daquele jeito, e ? Bom, estava chocado e com lágrimas nos olhos, cínico.
- Gente o que é que tá acontecendo aqui? - Harry disse chegando ofegante à porta do meu quarto, analisou um pouco a situação e logo deduziu o que havia acontecido.
- OH MY GOSH! - disse espantada ao chegar até nós.
- meu amor, vai ligar pro seu pai vai, fala com ele que ele vai saber o que te dizer. - apenas assentiu sorrindo fracamente pra mim e me abraçando.
- Mas eu é que sou o... - antes de completar a frase havia deixado o quarto onde ficara com cara de tacho.
- , você quer que a gente deixe vocês... a sós? - perguntou gentilmente e eu apenas assenti fracamente.Todos deixaram meu quarto restando apenas eu e aquele verme lá dentro.
- Então, , é hora do nosso acerto de contas. - eu disse sorrindo friamente e o olhando com o mais forte ódio que eu já havia transmitido a qualquer pessoa. Ele realmente iria ver com quantos paus se faz uma canoa... ou não?
****
- eu... você tem que me ouvir!
- Ah é ? Então vamos lá! Diga tudo o que tem a dizer, eu sou paciente, eu irei ouvir, pode falar. - eu iria o deixar falar, eu pelo menos tentaria.
- Bom, em primeiro lugar eu quero te pedir perdão. Eu sei que não vai adiantar nada, mas eu queria sinceramente que você me perdoasse. Eu passei esses 16 anos, 192 meses, 835 semanas, 5844 dias, 140256 horas... enfim, esse tempo todo imaginando uma forma de me redimir do meu erro. Poxa eu só tinha 15 anos cara, tava começando uma banda e... - eu o interrompi.
- Você era jovem demais pra assumir tudo aquilo? Desculpa mas esse seu discursinho não tá ajudando muito não.
- Me ouve - eu o interrompi novamente.
- .
- Que seja, me ouve e depois fala o que quiser falar. Eu fiquei anos e anos te procurando, ninguém me falava nada, nem mesmo a sua mãe. Ela sempre dava noticia aos outros e nunca a mim. Imaginei diversas vezes se você e o meu filho estavam bem, se tinham o que comer e onde dormir, eu quase acabei com a banda por não ter mais forças pra lutar. Eu literalmente cheguei ao fim do poço, cheguei a tentar me matar por remorso de ter afastado de mim o meu filho e a mulher que eu mais amei na vida e... que eu ainda amo. Então , eu só peço que você me perdoe, só isso e, que não me proíba de ficar perto de vocês porque... eu não sei se aguentaria. - disse a última frase deixando uma lágrima cair dos seus olhos.
Eu só conseguia pensar uma coisa ‘não se engana de novo , ele triturou seu coração uma vez e só quer fazer de novo’. Com esse pensamento eu proferi aquelas palavras que provavelmente o machucariam, mas eu pouco me importava, ele que sofresse, que comesse o pão que o diabo amassou.
- ... olha, foi muito bonito o seu ‘relato’, mas olha você teve muito menos do que merecia. Fui eu quem teve que se afastar dos meus melhores amigos, fui eu quem teve que cuidar pra que meu filho tivesse uma infância alegre enquanto eu estava desmoronando por dentro, fui eu quem foi chamada de vagabunda por quem eu pensava ser o amor da minha vida, fui eu quem teve que aguentar críticas por me casar muito jovem e ainda por cima grávida e... fui eu quem teve que aguentar o se culpando da minha desgraça.
- Co-como assim? - a interrompeu.
- Quando tinha nove anos eu e o pai dele, o Lance, contamos a ele que o Lance não era o seu pai biológico porque todos na escola reparavam a diferença e ficavam enchendo o saco dele. Um ano depois, o chegou chorando da escola, eu achei que ele tinha brigado, mas ele estava chorando porque os amiguinhos dele o disseram que o pai biológico dele, ou seja, você, me abandonou por causa dele. Eu me lembro até hoje do perguntando ’mamãe é verdade que meu outro pai foi embora por causa de mim? É verdade que ele não queria nem me ver?’. - secou algumas lágrimas ao lembrar daquilo, mas logo prosseguiu - Sabe eu realmente te odeio mais que tudo nesse mundo, pra mim tanto faz se você está feliz, triste, morto ou vivo, mas todos esses anos eu nunca quis falar nada de muito ruim de você pro , sempre achei que ele descobriria mais cedo ou mais tarde, eu acho que posso até deixar de te odiar um pouco porém, eu creio que você está pedindo perdão à pessoa errada porque toda aquela burrada que você fez há 16 anos atrás afetou unicamente a uma pessoa que, neste momento, deve estar chorando grudado a um telefone morrendo de vontade de te matar. Se você acha que consegue o perdão do meu filho vá em frente e te desejo sorte porque felizmente ou não ele é tão teimoso quanto você. - proferi aquelas palavras que nada tinham a ver com meus reais sentimentos afinal, querendo ou não eu ainda o amava, mas minha sede de vingança superava meu amor por ele.
- Eu... eu vou conseguir o perdão do nosso filho e, eu sei que eu vou conseguir seu amor de volta também, tudo é questão de tempo e isso eu terei de sobra durante a turnê. Eu acho que vou tentar falar com o agora e...
- Não se atreva , se você falar com ele agora só vai piorar a situação. É melhor resolver isso depois. Agora suma da minha frente. - eu disse abrindo a porta do meu quarto.
- Sairei, mas como você mesmo disse eu sou teimoso , não vou descansar enquanto não conseguir o que quero. E eu quero você... a propósito vejo que o tempo lhe foi bem generoso, você esta ainda mais linda. - ele me lançou aquele sorriso de lado que ele mesmo sabia que me desmoronava e eu bati a porta em sua cara.
Quem ele pensava que era pra brincar assim comigo? Que direito tinha ele de reclamar a paternidade de um filho que ele mesmo disse que não queria? havia crescido e ficado ainda mais misterioso a meu ver, porém eu não deixaria isso me impedir de seguir com meus planos. Tomei um banho para tentar relaxar, faria uma importante ligação e depois veria como meu filho estava. Se bem o conheço provavelmente ficaria horas a fio no telefone com Lance. Oh Lance, não sei nem como agradecer a Deus por ter te posto em minha vida. Sentei em minha cama pegando meu celular e discando os números que me trariam sorte.
- Alô? - a voz grave disse do outro lado da linha.
- Sentiu minha falta gatão? - eu disse e ele riu do outro lado da linha.
Será que eu estava fazendo a coisa certa?
Capítulo 9
- Filho, posso entrar? - bati na porta do quarto dele.
- Claro mãe, a porta está aberta.
- E então, se sente melhor? Falou com seu pai?
- É falei sim, ele me disse pra ficar calmo porque uma hora ou outra isso iria acontecer.
- Hm... e o que você quer fazer agora?
- Não sei exatamente mãe, acho que quero só ficar quieto no meu canto mesmo.
- Penso que assim será melhor, você tem certeza que quer continuar a turnê? Porque a gente pode cancelar se você não estiver à vontade com tudo isso.
- Nem pensar! Não vou dar esse gostinho pro merda do , mãe.
- Falando no , ele disse que... que quer conversar com você depois.
- Nem a pau mãe! Eu não vou mesmo, nem adianta ele tentar. Meu assunto com o é estritamente profissional.
- Mas filho, uma hora isso vai ter que acontecer você não acha? Afinal ele é seu...
- Nem se atreva a terminar a frase mãe, você mesma sempre disse que ele nunca foi nada meu.
- Ok, desculpa. Eu não sei o que fazer, nunca imaginei que quando tudo viesse à tona eu iria ficar tão confusa.
- Não é culpa sua mãe. Agora o que a gente tem que fazer é agir normalmente, como se nada tivesse acontecido.
- Você tem razão. Bem, vou conversar com as meninas, se precisar é só me chamar ok?
- Oky doky. - ele disse fazendo uma voz de neném
- Hahaha engraçadinho, vou indo.
***
’s POV
Meu filho, ele é mesmo meu filho. E eu que pensei que era apenas uma mera coincidência, como sou burro! E agora? O que eu faria? Eu não posso simplesmente chegar pro exigindo que ele me trate como pai, mesmo porque ele já tem um pai. Como diabos aquele cara conheceu a ? A ... também tenho que falar com ela direito, se ela pensa que me convenceu com aquele discurso ridículo ela tá enganada, eu vou lutar por ela, e eu não descanso enquanto não a tiver pra mim afinal, eu a amo como eu sei que nunca amei ninguém na minha vida. Se o merda do Judd tivesse ao menos me deixado explicar o que aconteceu naquela maldita tarde hoje tudo poderia ser diferente, ela, eu e meu filho poderíamos ser uma família.
- Amor, você tá tão estranho. Nem me deu atenção desde que saiu da piscina, o que aconteceu? - a insuportável, digo, minha querida namorada perguntou.
- Nada Jéssica, só preciso ficar sozinho se importa? - eu disse, não me chamem de grosso. Só a trouxe porque ela insistiu e também porque ela abre as pernas fácil... se é que me entendem.
- Nossa seu grosso, já estou indo então. - ela disse e saiu batendo seu irritante salto alto.
- Graças a Deus. - sussurrei pra mim mesmo.
Será que eu deveria ir falar com o agora? Se bem que se ele é mesmo tão parecido comigo, ele vai é me socar se eu disser ao menos ‘oi’ pra ele. Já sei com quem falar.
- Hey dude, posso falar com você?
- Claro entra ai. - um preocupado me disse.
/’s POV
- Então foi basicamente isso o que aconteceu. - eu disse terminando de contar as meninas os fatos ocorridos.
- E agora o que você vai fazer? - me perguntou.
- Não sei exatamente, provavelmente vou falar com o Lance e ver o que ele acha que devo fazer.
- Nossa ainda tem o Lance! Como você acha que ele vai reagir? - perguntou.
- O Lance é um cara muito tranquilo, ele provavelmente vai perguntar se eu quero que ele venha pra cá e vai dizer que tudo vai se resolver.
- E... ele é gay mesmo ou... - perguntou curiosa.
- Bem... ele diz que é mas, às vezes...
- Às vezes? Desembucha logo antes que eu te estapeie. - disse.
- Às vezes a gente fica.
- Como assim fica? Fica de ficar mesmo ou o que? - perguntou.
- Não , num é de ficar não. A segura a mão dele de vez em quando é isso. - disse irônica.
- Vocês são hilárias meninas. - eu disse rindo.
- Não despista não! Pode abrir o bico e dizer se ele é ou não é bom de cama. - disse.
- Bom ele não é não...
- Ah que pena. - disse .
- Ele é ótimo! - eu disse rindo.
- Sério mesmo? - disse.
- Sim, olha que eu tenho bastante er... experiência se é que me entendem.
- Olha essa escondendo o ouro!
- Bestas! - disse e continuamos rindo.
***
- Oi amor. - atendi ao telefone enquanto os outros, inclusive , me observavam curiosos.
- Hey princesinha. - ri ao ouvir o apelido ridículo que o Lance tinha me dado quando nos casamos.
- Tudo bem aí? Como é a Argentina? - eu perguntei curiosa, ou melhor, tentando parecer curiosa e desviar minha atenção de que parecia estar com os olhos grudados em mim.
- Pare de se fazer de interessada que eu sei que você odeia a Argentina. Você ta bem aí? O retardado do está te irritando? Abra o bico já! - ele disse numa voz séria, detesto quando o Lance tenta dar uma de machão pro meu lado.
- Calma babe, eu to bem... nós estamos bem não precisa se preocupar.
- Ele tá aí ne?
- Como?
- O , . Ele tá aí né? Você nunca me responde desse jeito nem quando tá com pressa então eu suponho que ele esteja aí.
- Bem, eu concordo que aqui deva ser mesmo mais legal que aí, mas não acho que seja motivo de você ficar com inveja amor. - eu disse disfarçando e esperando que ele entendesse o que eu quis dizer.
- Entendi, ele tá te encarando né? Filho da puta! - ele disse e riu - Enfim, não quer saber por que eu liguei?
- Claro que sim, até parece que você não me conhece né? Fala logo o porquê.
- Calma senhora curiosidade! Já vou falar. O negócio é que como esta perto do dia dos pais aqui na Argentina, eles vão fazer uma entrevista com cada um de nós falando sobre como é ser pais e bla bla bla... enfim, aí eles querem que você e o dêem um depoimento sobre como eu sou um ótimo pai e etc.
- Ah, então nós vamos ter que mentir em rede argentina? - eu disse brincando.
- só não te dou um tapa porque estou ha mais de 50000 milhas de distância de você porque senão você iria ver!
- Uii selvagem! - eu disse isso meio alto e as meninas riram maliciosas acompanhadas dos meninos menos de , é claro.
- Besta. Bom, tenho que desligar, os repórteres irão ao seu hotel amanha à tarde ok? Depois a gente se fala, e cuidado com o que você faz!
- Ok, fica tranqüilo. Eu sei o que eu faço, te amo viu? Se cuida, e vê se não dá mole pra esses ridículos da Argentina!
- Ciumenta! Manda um beijo pro . - ele disse rindo e desligou.
’s POV
Eu a observava enquanto ele falava ao telefone com o ‘marido’ dela, que cara sortudo! Tinha inveja de tudo o que eles passaram juntos.
- Uii selvagem! - a ouvimos dizer ao telefone e todos menos eu riram maliciosos. Só de imaginar outro cara tocando a , a minha me dava raiva. Ela desligou o telefone e voltou pra mesa onde comíamos algumas besteiras.
- E então , o que seu marido-super-gostosão disse pra você ficar sorrindo tanto assim? - disse num tom malicioso que fez com que Harry a beliscasse.
- Não belisca ela, Judd! - deu um pedala nele - E ele não disse nada demais , só perguntou como as coisas estão, se eu to cuidando direito do e bla bla bla... aliás, filho, seu pai te mandou um beijo. - ela disse o cutucando.
- Ele disse quando vem pra cá, mãe? - ele perguntou fazendo uma cara meio triste, não sei por que mas doía vê-lo triste.
- , seu pai está trabalhando. Ele provavelmente só poderá vir aqui quando a turnê deles acabar, em dois meses. - ela disse e ele suspirou.
Eu senti um certo alivio com aquilo, definitivamente não queria o ver tão cedo. Senti algo roçando em minha canela. Não podia ser! A única pessoa sentada em minha frente era que nem ao menos me olhava. Fingi deixar o guardanapo cair no chão e feito uma criancinha de cinco anos espiei por debaixo da mesa e vi que era mesmo a perna dela que roçava propositalmente na minha. Ao levantar-me encarei-a que esboçava um pequeno sorriso de lado, que me fez sorrir também. O que poderia acontecer a partir dali?
/’s POV
Capítulo 10
Andava tranquilamente pelos corredores do hotel, tão distraída que não percebi quando alguém me jogou (literalmente) contra a parede.
- Eu sabia que você ia ceder, . Você nunca me enganou como pensou que tinha enganado.
- Do que você tá falando ? E quem é que te deu o direito de falar assim comigo?
- Do que eu estou falando? O que é que foi aquilo lá na mesa hein?
’s POV
- Ah você tá falando disso? - ela disse passando a perna sobre a minha.
- ... não me provoca. - eu disse não aguentando mais me segurar.
- Mas zinho eu não to fazendo nada de mais. - ela roçou os lábios nos meus.
- Ok, parou a brincadeira. - eu disse isso e a beijei como sempre desejei durante todo esse tempo em que nos mantivémos afastados.
/’s POV
O beijo dele trouxe de volta tudo aquilo de que senti falta durante todos aqueles anos,ninguém nunca poderia se comparar a ,ele era único e insubstituível. Pelo visto esse jogo seria mais difícil do que eu pensei mas,de uma forma ou outra eu teria que continuar jogando...não poderia desistir tão fácil. Por esse motivo desgrudei nossos lábios (com muita dificuldade) e o encarei nervosa.
- Nossa, como...como eu pude ficar esse tempo todo sem isso... sem você? - ele disse em um sussurro.
- Que exagero, ! Eu também gostei, mas não deveria ficar te beijando por aí, afinal, eu sou uma mulher casada e você é comprometido.
- Fala sério, ! Eu? Comprometido? A Jéssica é só o que eu chamo de “passatempo”, agora, quanto a você eu não sei mas me disseram que seu marido não joga no mesmo time que eu.
- Oras, cale sua boca ! - eu disse e nós dois rimos juntos. Ouvi vozes vindo no corredor, não podia pôr tudo a perder agora. - Nunca mais me toque ouviu, ? Eu tenho nojo de você! - disse me livrando de seus braços e passando correndo por Harry e ... me encarava com uma cara de interrogação mas eu não podia fazer nada mais por ele naquele dia.
’s POV
- Dude, que merda você fez com a ? - disse Harry todo nervosinho.
- Eu... eu... eu não fiz nada! Ela é maluca, me beija e sai correndo e me xingando depois. - eu disse, não havia entendido o porquê do surto repentino da , ela tava parecendo gostar e muito a meu ver.
- Te aviso uma coisa , se você ousar tocar num fio de cabelo da sem o consentimento dela, eu te mato tá me ouvindo?
- Tá, tá, Harry. Tenho mais o que fazer, tchau!
Iria procurar , conversar com ele e tentar resolver as coisas. Fui à piscina, ao bar e finalmente ao gramado onde o encontrei escutando música e observando o céu.
Sentei-me ao seu lado esperando que ele notasse a minha presença o que não demorou muito.
- O que você quer aqui? Nós temos ensaio só amanhã, não é? - ele disse me olhando pelo canto dos olhos.
- É, nós temos ensaio só amanhã mas creio que precisamos conversar você não acha? - eu disse pacificamente.
- Ah é? E sobre o que? - ele disse soando desafiador.
- , você não é mais tão criança assim, você sabe que nós temos que conversar e resolver a nossa situação.
- Que situação, ? Meu assunto com você é estritamente profissional, nunca percebeu?
- ... eu sou seu pai, você pode até não gostar disso mas é a verdade.
- Meu pai? Você só pode estar tirando uma com a minha cara. - ele disse rindo sarcasticamente.
- E por que eu estaria?
- Porque só se estivesse brincando você seria meu pai. Se toca, . Eu já te disse antes e vou repetir, eu já tenho um pai. Outro cara foi mais homem que você e assumiu esse papel, não precisa voltar ao seu ‘posto’ agora porque nem eu e nem minha mãe precisamos de você, me entendeu? - ele disse isso e saiu correndo pra dentro do hotel.
Ouvir aquilo tudo me deixou triste, é claro, meu filho não me queria como pai. Existiria algo pior que aquilo? Resolvi dar uma volta pela rua, estava me aproximando de uma praça quando a vi linda em seu vestido negro. Ela viu que eu me aproximava e deu um passo em minha direção.
- Ora, apareceu a margarida! - ela disse rindo.
- Você me deixou confuso, saiu gritando feito uma louca e eu fiquei sem saber o que fazer.
- Talvez seja porque eu sou louca, , pensei que já soubesse disso há muito tempo.
- É eu sei, mas então como nós ficamos?
- Como assim?
- Não se faça de boba, , você sabe o que eu quero dizer. Como ficam as coisas entre eu e você?
- Simplesmente elas não ficam!
- Como assim não ficam? - ela tava querendo me enlouquecer mais ainda? Me beijou daquele jeito e agora diz que não existe mais nada? - Simples, meu amor, - ela disse se aproximando e passando os braços envolta do meu pescoço - enquanto você estiver com aquele projeto de vadia, não vai existir nada entre a gente. – ela disse arranhando minha nuca e beijando meu pescoço.
- Você quer que... eu termine com a Jéssica?
- Bom, só se você quiser ficar comigo. Ou eu ou ela. - seria um pouco difícil dispensar a Jéssica, mas pela valia a pena.
- Ok... eu faço isso, mas eu vou querer minha recompensa viu?
- Tudo o que quiser, depois de dispensar ela, é claro.
- Posso pedir o pagamento adiantado? - disse a beijando no pescoço.
/’s POV
Ele me beijava o pescoço e me enlouquecia. Esse jogo seria mais difícil do que eu imaginei.
Capítulo 11
Eu consigo fazer isso, eu consigo. Afinal, eu sou e não um loser idiota qualquer. Abri a porta do quarto e Jéssica estava deitada sobre a cama lendo uma revista qualquer que eu não me importei em sabe do que se tratava.
- Ai amor você demorou hein? Fiquei com saudades. - ela disse toda dada pra mim.
- Jéssica a gente tem que conversar. - eu disse sério tirando seus braços do meu pescoço.
- Uii tão sério, o que é que aconteceu?
- Não aconteceu. Ainda.
- Fala logo zinho, ainda temos muito que fazer nesse hotel. - disse ela se aproximando novamente de mim.
- Eu não teria tanta certeza assim.
- O que você quer dizer com isso, ?
- Vou ser direto, Jéssica, a gente tem um lance muito legal e eu sinceramente acho você uma garota incrível mas... - eu menti um pouco, afinal, não precisava esculachar com a garota só porque estava dando um pé na bunda dela né?
- Mas o que? - ela disse de olhos meio arregalados, acho que já previa o que estava acontecendo.
- Eu não acho que esteja preparado pra levar nossa relação à diante, eu quero por um ponto final nisso tudo.
- Você não pode fazer isso comigo !
- Por favor não complica mais as coisas Jéssica a gente já tá meio grandinho pra isso você não acha? Só pega as suas coisas e vai pra sua casa, sim? - eu disse já meio sem paciência, se tem uma coisa que eu detesto é gente insistente.
- Uma hora você diz que não está preparado pra uma relação outra hora diz que já estamos muito grandes pra todo esse drama. Você espera mesmo que eu acredite nessas desculpas esfarrapadas que você tá tentando usar? - ela me encarava incrédula.
- Não são desculpas esfarrapadas, é só a verdade. Eu quero curtir minha vida, sair com meus amigos sem ter que me preocupar com ninguém entende? É só isso. - eu menti e feio afinal, eu nem gostava tanto de farra assim, só a parte de pegar todas que me interessava.
- , acorda! Seus amigos são casados, têm filhos e você continua na mesma, não acha que está na hora de você crescer e ter sua família? -quem é que ela pensava que era pra me passar sermão assim? Fala sério, meu, será que não dava pra ela pegar as coisas dela e se mandar logo?
- O que eu acho não importa, o que importa é que eu não quero mais ficar com você. Se você puder se retirar até amanhã eu agradeço. - ao dizer isso deixei o quarto junto com ela que tinha uma cara de tacho.
Enquanto andava pelo corredor ouvi uma risada muito familiar...
- É claro que vai dar tudo certo Lance, não se preocupe eu sei o que faço. - falava ao telefone empolgada.
- Que nada, ele nem desconfia. Quando ele menos esperar voilá...
- O que faz escutando atrás da porta do quarto da minha mãe? - disse de repente fazendo com que eu desse um pulo.
- Fi... você me assustou - eu soltei um riso sem graça com a mão no peito.
- Não respondeu minha pergunta. - ele disse com a testa franzida.
- Eu não estava escutando nada, só estava passando pelo corredor pra ir ao quarto do .
- Sei... - ele disse desconfiado.
- Bem vou tomar meu rumo, te vejo mais tarde, sim? Ainda temos que conversar. - eu sorri amigavelmente.
- Sim nos vemos, quanto a parte do conversar eu não teria tanta certeza.
- Por que é que você me evita tanto? - eu perguntei sincero e magoado.
- Eu não gosto de você, , nunca vou gostar. Pra mim você é como um verme, além de ser um covarde portanto não espere um tratamento melhor do que eu já estou te dando, sim? - ele disse entrando sem bater no quarto da mãe.
Aquelas palavras me machucaram mais ainda do que as outras que ele já havia me dito. Justo agora que tudo estava dando certo entre mim e , será que nós nunca iríamos ser uma família de verdade? E o que será que tanto falava com seu “marido”? Era demais pra um dia só, me dirigi pro bar do hotel e pedi logo uma vodka dupla. Pelo visto a bebida seria minha única companheira naquele fim de tarde. /’s POV
- vê se toma cuidado, não só por você, mas também pelo , se você magoar meu bebê eu te estapeio sua ta ouvindo? - Lance forjou um tom sério.
- Tá bom, tá bom e falando em bebê ele acabou de entrar aqui. - eu disse apertando as bochechas de que me lançou um olhar diabólico.
- Menos mãe, será que você e o papai nunca vão perceber que eu cresci? - ele disse emburrado.
- Aww mas o que eu posso fazer se você é meu bebê? - eu disse o abraçando apertado.
- Tá me sufocando mãe! - ele exclamou e de repente ouvimos risadas que vinham do telefone.
- Do que é que você tá rindo, bicha louca? - perguntei ao Lance que parou de rir na hora.
- Vai se foder , mande um beijo pro que tem um segurança muito bem apessoado me observando e eu vou lá falar com ele. Beijo vadia.
- Só não te respondo direito porque meu bebê tá aqui viu? - mal terminei a frase e ele havia desligado, filho da mãe.
- Vocês são hilários. - disse rindo.
- Ha ha ha o que você veio fazer aqui, hein mocinho?
- Nada exatamente, só vim encher o seu saco. Aliás, o imbecil do estava atrás da porta ouvindo sua conversa. - meu coração gelou, o que será que havia escutado?
- Ah e-ele estava? - disse tentando não gaguejar e não obtendo muito sucesso.
- Sim. Que otário, mas eu o cortei assim que ele chegou aqui. - disse me causando certo alivio.
- Ah sim.
- Mãe, me explica uma coisa?
- Claro filho, o que você quiser. - eu disse sorrindo.
- Por que você namorou o ?
- Como assim ?
- É que eu não consigo entender. Ele não me parece o tipo de cara com quem a senhora sairia, ele é arrogante e prepotente. Fora o fato de que ele se acha. Tudo bem que ele é ‘bonito’, mas mesmo assim não me parece motivo suficiente.
- O problema é que você só vê o lado ruim do , . O que eu conheci era divertido, generoso, carinhoso e companheiro. Quando eu o via sentia minhas pernas tremerem e meu coração acelerar. Ele era do tipo que fazia tudo pra te ver sorrir e não magoar ninguém. Ta certo que ele cometeu erros, mas todos nós cometemos não é mesmo? Ele não me parece ter mudado tanto ao longo dos anos.
- Ouvindo você falando assim até parece que você ainda gosta dele. - ele disse me analisando.
- Bem... - eu tentei desviar o assunto, mas me conhecia bem demais pra notar quando eu fazia aquilo.
- Você ainda gosta dele. - ele afirmou com certeza.
- Sim filho, eu gosto - não menti, eu amava e tinha plena consciência disso.
- Eu só espero que a senhora continue usando a razão, porque eu acho que esta bem claro que eu nunca vou aceitar vocês dois não é? - ele disse seco e saiu do quarto.
Resolvi que era melhor espairecer, esquecer um pouco os problemas e tentar pensar numa solução para a bola de neve que eu mesma havia criado. Desci até o bar e encarei a única pessoa que lá estava sentada, aquelas costas me eram familiares. Muito familiares diga se de passagem.
- Resolveu afogar as magoas na bebida, ? - disse brincando e sentando-me a seu lado.
- É, mais ou menos. Sei lá. - ele disse meio embaralhado, bêbado.
- Pelo visto já bebeu bastante hein?
- Que nada, foram só uns três ou quatro copos de vodka... ou foram sete? - ele disse confuso.
- Eu até iria te fazer uma proposta, mas bêbado desse jeito eu duvido que você se lembre onde é seu quarto. - eu disse me lembrando de como ele ficava lerdo quando bêbado.
- Proposta? Me interessei. - ele disse me abraçando subitamente pela cintura.
- Ei calminha aí garotão, alguém pode nos ver. - eu dei uma risada.
- Não seja por isso. - dizendo isso ele me puxou pra um canto mais ‘reservado’.
- Nossa, como você evoluiu. Antes quando bebia mal conseguia se sustentar nas próprias pernas.
- Pois é meu amor as pessoas evoluem. Vamos parar com esse papo chato? - ele disse me dando beijinhos atrás da orelha.
- Por que não disse antes? - ao dizer isso puxei seus cabelos da nuca e comecei um profundo beijo. Ele apertava minha cintura com uma mão e puxava meus quadris com a outra enquanto eu arranhava sua nuca com minhas não-tão-compridas unhas vermelhas. Era impressão minha ou estava extremamente quente? agora tinha uma mão dentro de minha blusa na região da cintura enquanto a outra apertava fortemente minha coxa esquerda.
- Então é por isso que você quer terminar comigo, não é ? - ouvi uma voz irritante gritar e rapidamente me separei de o encarando sem saber o que fazer.
Capítulo 12
’s POV
Eu a beijava profundamente e tocava cada parte de seu corpo que minhas mãos alcançavam, arranhava minha nuca me causando diversos arrepios e pensar que eu achei que minha única companheira naquele fim de tarde seria a vodka.
- Então é por isso que você quer terminar comigo, não é ? - a voz de Jéssica interrompeu o (super) amasso que eu e estávamos tendo e a mesma se desgrudou rapidamente de mim me encarando e logo em seguida correndo em direção ao elevador. Obrigada por me deixar com o abacaxi, .
- Jéssica? O que aconteceu? - me fingi de bobo e fiz uma voz de bêbado, mais tarde culparia a pobre da vodka que havia tomado.
- O que aconteceu? Eu quem pergunto! Por que é que você estava quase engolindo aquela piranha hein? Mal terminou comigo e já pegou a primeira vagabunda que viu na frente é? – Jéssica falava rápido e nervosa.
- Olha Jéssica... - eu comecei e depois prestei atenção no que ela havia acabado de dizer, como assim piranha? Quem é que ela pensa ser pra falar assim da minha ? - a única piranha aqui é você, e você sabe disso. Se toca minha filha, eu sei que você é mais rodada que bolsa de prostituta então não me venha com seus discursos moralistas porque eu não to nem um pouco a fim de ouvir suas futilidades. Já disse antes e repetirei, pegue suas trouxas e vá embora. - agora todas as mulheres que estão lendo isso vão me chamar de cachorro e sem coração né? Bem não há nada que eu possa fazer, só disse a verdade.
- ... co-como você tem coragem de... de falar assim comigo? Quer saber? Eu vou embora mesmo! Mas se você pensa que isso vai ficar assim você tá muito enganado, você e essa zinha aí não me conhecem, isso vai ter volta. Guarde minhas palavras! - ela finalizou saindo rebolando em direção ao elevador, otária. Até que enfim me livrei dessa chata, aleluia! Finalizei minha vodka num gole só e também me dirigi ao elevador sabendo muito bem aonde iria.
/’s POV
Sentei-me em minha cama por uns instantes pensando no próximo passo que tomaria. Jéssica havia visto me beijando e poderia facilmente espalhar a notícia por aí, eu não poderia esconder aquilo de meus amigos e principalmente do meu filho por muito tempo. Céus, como me odiaria. Deus sabe como eu tentei fazer gostar da idéia de ter um outro pai mas nunca foi fácil. Ele sempre pensou o pior de , sempre me via a chorar pelos cantos por causa dele e no fundo se culpava pela minha infelicidade. Eu não valho nada mesmo, sempre fazendo meu filho sofrer pelos meus erros e por causa da minha covardia. Engoli as lágrimas que se formavam em meus olhos, eu não podia fraquejar agora. Dirigi-me ao banheiro decidida a tomar um banho relaxante e esquecer meus problemas.
Não sei ao certo quanto tempo fiquei deitada naquela banheira, só sei que ao levantar-me tinha as pontas dos dedos enrugadas e os pés meio dormentes. Eu havia definitivamente demorado no banho. Enrolei-me em uma toalha agradecendo aos céus por não ter molhado meus cabelos, abri a porta sentindo um leve choque térmico ao entrar no quarto. Segui em direção ao closet grande e meio exagerado em minha opinião, não sabia ao certo o que vestir então permaneci a encarar minhas roupas perfeitamente organizadas até ouvir alguém pigarrear atrás de mim.
- Que susto ! Que diabos você faz em meu quarto? - disse pondo uma mão sobre meu peito.
- Senti saudades de você, amor. - ele disse sorrindo malicioso encarando minhas pernas descobertas, maldita toalha curta.
- Ah é? Eu não senti saudades suas então sai fora daqui.
- Assim você fere meus sentimentos ... - ele disse se aproximando rápido e perigosamente de mim, colocando uma de suas mãos em minha cintura e me fazendo arrepiar - Tem certeza que quer que eu saia daqui? - ele beijou atrás de minha orelha me fazendo estremecer e deu uma risadinha safada.
- S-sim, é melhor você s-sair daqui ... - eu disse trêmula.
- Não vou não, você quer que eu fique aqui... você sabe disso.
- E-eu na... - não tive tempo de terminar a frase, fui ferozmente atacada pelos lábios de e quando dei por mim estava sendo prensada entre a parede e o corpo musculoso de . Senti suas mãos subirem de meus joelhos ate a metade de minhas coxas e pressionarem a região fortemente, uma de minhas mãos bagunçava seus macios cabelos enquanto a outra segurava fortemente seu ombro. A mão esquerda de deslizou pra cima alcançando meus quadris subindo mais ainda tocando o nó da toalha em que eu estava enrolada.
- ... - eu disse ainda com os lábios grudados aos dele.
- Shh... quietinha. - ele disse grudando novamente os lábios aos meus.
Beijamo-nos novamente, mal percebi quando ele puxou minha toalha pra baixo. puxou minhas pernas para cima fazendo-me entrelaçar minhas pernas em sua cintura, minutos depois o senti deitar-me sobre a cama caindo levemente sobre mim em seguida. Agarrávamos-nos violentamente, a única peça de roupa entre nós era a boxer preta de . Foi então que me toquei do que estava prestes a acontecer.
- , alguém pode nos ouvir ou até mesmo o pode entrar aqui e...
- saiu com os amigos e eu tranquei a porta , agora vamos continuar onde a gente parou sim? - ele disse beijando meu pescoço.
Não pude resistir, quando dei por mim estava puxando a boxer preta dele pra baixo. se movimentava rápida e fortemente sobre mim. Um tempo depois nos encontrávamos suados e ofegantes embaixo dos cobertores macios do hotel. - isso foi... demais. Tenho que confessar que eu te...
- Por favor, não diga isso , não agora, sim? - ele me encarou sem entender mas assentiu fracamente. Não podia deixá-lo proferir aquelas palavras que eu não merecia, e ele nem podia sonhar com o porquê de eu não as merecer.
Capítulo 15
- Ora ora se não é o mauricinho da Flórida!
- Sem enrolação Bradford, trouxe o que eu pedi?
- Claro que sim, meu garoto, pensa que o tio Scott ia esquecer de você? – ele disse rindo ridiculamente.
- Ótimo quanto que eu to te devendo?
- Olha, só porque você é meu amigo de escola vou cobrar barato, pode me dar 100 dólares que eu já fico de boa. - passei o dinheiro pra ele e ouvi meu celular tocar.
- Alô?
- POR QUE É QUE VOCÊ NÃO ME LIGOU QUANDO CHEGOU AÍ???? - fui surpreendido por um grito escandaloso.
- Heather? Como você vai, amor?
- Não me vem com essa de ‘amor’ não! Você nem fez questão de me ligar quando chegou né?
- Me desculpa é que... tá tudo uma confusão danada aqui! - eu disse suspirando.
- Ai é sério? Me desculpe eu... eu não sabia! Você quer me contar o que aconteceu?
Pensei um pouco e resolvi contar o que se passava afinal, ela alem de minha namorada era minha amiga não é?
Alguns dias depois
- A primeira parada será em Manchester, o show começa as 21 h. Já prepararam o setlist? - Andrew perguntava andando de um lado para o outro.
- Sim! - Gabe respondeu.
- Tocaremos Hot Mess, 7 Minutes In Heaven, Seize The Day e The River. - completou .
- Ok então! Vamos logo pra van porque já são 4 da tarde e vocês nem passaram o som. - dizendo isso todos nós nos dirigimos as duas vans que nos esperavam no estacionamento alternativo do Hilton. iria com os meninos da banda dele e o pessoal da produção e eu iria com os McGuys.
Pouco tempo se passou e lá estávamos nós em Manchester. Havia uma fila enooooorme de garotas e alguns (poucos) garotos a espera da abertura dos portões do estádio. Foi só eles verem a nossa van passando e todos começaram a gritar enlouquecidamente. Havia garotas com blusas escritas “I <3 ” o que me fez bufar impaciente.
- Não precisa ficar com ciúmes, você sabe que eu só quero você! - comentou convencido ao meu lado.
- E quem disse que estou com ciúmes? - eu disse emburrada.
- Imagina se estivesse. - disse rindo.
A passagem de som foi tranquila, me admirava o quanto e eram talentosos. Não que eu já não soubesse que eles eram, mas era lindo demais vê-los tocando (mesmo que involuntariamente) juntos. Como pai e filho. Após a passagem de som todos fomos comer alguma coisa e logo depois os meninos foram se vestir.
- Audrey deixa o Dylan brincar com as baquetas também! - disse Harry tentando apartar a ‘briga’ entre os dois.
- Mas pai, eu é que sou sua baterista substituta e não ele! - a menina fez bico.
- Princesa, você vai sempre ser a baterista número um do seu pai mas você tem que aprender a dividir as coisas com seus primos! Por que você e o Dylan não fazem uma troca? Você deixa ele brincar com as baquetas do papai e ele te empresta aquelas palhetas coloridas do tio ? - disse e a menininha concordou. Logo estavam os dois brincando de banda.
- Crianças... - disse ajeitando os cabelos.
estava há alguns passos de mim indeciso sobre o que vestir.
- Você fica melhor com a azul. - eu disse apontando para uma das camisas que ali estavam penduradas. Ele nada disse, somente a pegou e vestiu. - até quando você vai me ignorar hein filho?
- Por que você não fica lá com o hein ? - ele me encarou com os olhos vermelhos.
- O que há de errado com os seus olhos? Estão irritados ou algo parecido? - eu disse me aproximando e tocando o seu rosto e ele logo se esquivou.
- Não tem nada de errado, meus olhos estão perfeitamente bem! Vê se me deixa em paz mãe! - ele disse agressivamente.
- É lógico que há algo de errado, você nunca falou assim comigo . Me diz, o que está acontecendo?
- Você quer mesmo saber o que tá acontecendo? O problema é que minha mãe, a mulher que eu sempre admirei, do nada resolve ‘namorar’ o otário que quase acabou com a vida dela. É isso que tá acontecendo! Agora se a senhora me dá licença, eu preciso ir ao banheiro. - ele disse pegando uma bolsinha jeans e levando consigo.
Quando me virei pra trás percebi que todos me olhavam com caras espantadas, dei um sorriso amarelo e continuei ajudando os rapazes a se arrumar. O show do Nasty corria bem até que parou subitamente de tocar a última musica deles, ele parecia estar tonto, os meninos continuaram tocando e Gabe às vezes o encarava como quem diz “que merda é essa?” e como num toque de mágica ‘acordou’ e continuou tocando. Estranho. Muito estranho. Durante o show do McFly não vi , seus amigos disseram que ele estava no banheiro vomitando, fiquei preocupada mas continuei assistindo o show.
cantou ‘Star Girl’ olhando pra mim e causando risinhos entre minhas amigas. Depois de várias canções eles se despediram sendo ovacionados pelo público. Procurei pelos bastidores e camarins, mas Andrew o havia levado para o hotel.
- Gostou da homenagem, senhorita ? - ouvi uma voz sussurrar no meu ouvido e senti mãos envolverem minha cintura.
- É, não foi lá grandes coisas mas deu pro gasto né? - eu disse me virando a tempo de ver a expressão incrédula na face de , ri e o beijei.
Enquanto isso no hotel
- Você está agindo feito um moleque! - Andrew gritava.
- Porra deixa de ser chato cara! Quem você pensa que é? Meu pai?
- Deixe eu dizer isso a ele e você verá! Não percebe o desgosto que está trazendo pra sua família?
- Desgosto... - ele riu sarcasticamente - minha mãe sendo amante daquele verme que é um desgosto!
- Não sei o que você tem contra ele mas eu conheço a sua mãe tempo suficiente pra não duvidar do caráter dela, ela sabe o que faz! E você, se não parar com essa palhaçada, eu vou ser obrigado a contar aos seus pais.
- Isso não me importa! - ele disse tentando se manter firme.
- Ah não? Quero ver quando eles te tirarem da banda! Aí nós veremos o que importa e o que não importa!
- Eles não vão fazer isso... eles não podem!
- Mas eu posso! Esse é seu último aviso, ou pára com isso, ou você está fora! - Andrew disse batendo a porta do quarto.
- Era só o que me faltava! - disse o garoto revoltado e se dirigindo ao banheiro mais uma vez.
Capítulo 16
- Promete que dessa vez vai ser pra sempre? - ele me perguntou.
- O que vai ser pra sempre? - eu disse confusa.
- Eu e você. Promete que nunca vai acabar?
- , não existe nada que dure pra sempre. - eu afirmei convicta.
- Por que diz isso?
- Porque é a verdade oras!
Estávamos sentados nas poltronas traseiras do jatinho que nos levaria para a Escócia onde o próximo show do Nasty e do McFly estava marcado. mal me dirigia a palavra e estava cada dia mais estranho, se bem o conhecia nem tão cedo ele iria falar comigo. Teimoso feito uma mula, digo feito o . Fora isso, tudo estava bem. Bem até demais.
Chegamos ao hotel cercados de repórteres e para evitar a fofoca negativa me manti próxima a e sua banda. Alguns repórteres o questionavam sobre sua ligeira semelhança com e tudo o que ele fazia era bufar e permanecer calado. Subimos juntos o elevador (não me pergunte como é que todos nós coubemos lá dentro) e ao chegar ao quarto andar nos separamos. Alguns minutos depois um empregado do hotel veio me entregar minhas malas, agradeci-o deixando-as em um canto qualquer e liguei meu MacBook na esperança que certo alguém estivesse online.
- Princesinhaaa! - ouvi uma voz grave e escandalosa gritar.
- James, eu juro que na próxima vez que nos vermos eu vou te bater por ficar me chamando desse apelido ridículo! - eu disse tentando parecer séria e rindo ao ver a cara de bunda que ele havia feito.
- Eu aqui tentando ser carinhoso e ela me xingado. Mulheres, quem as entende? - ele falou mais pra si mesmo do que pra mim - E então dona , a que devo a honra de ter sido intimado a vir aqui no iChat pra falar com você?
- Nossa! Não posso mais sentir saudades do meu marido não?
- Saudades, sei. Aposto que o tal está me substituindo direitinho.
- Ai como você é idiota Lance! - eu disse e ele riu.
- O tá por aí? - ele perguntou após terminarmos de fofocar sobre a vida alheia.
- Olha, ele deve estar no quarto dele. Quer que eu chame?
- Se você puder.
- Ok. - eu disse e me dirigi ao quarto no fim do corredor - ? Tá acordado? - eu disse batendo na porta. Como ele não respondeu girei a maçaneta abrindo a porta que pra minha sorte não estava trancada.
- ? - o chamei novamente
- Já vou! - ele gritou impaciente do banheiro e alguns minutos depois abriu a porta do mesmo fazendo com que um cheiro forte se espalhasse pelo quarto - Pronto estou aqui. O que quer?
- É que seu pai está online no iChat comigo e...
- O papai está online? Eu vou pro seu quarto agora! - ele disse me interrompendo e correndo pro corredor.
Depois de conversarem por horas Lance teve que desligar o computador alegando estar muito cansado e que tinha um show em algumas horas. ficou triste, é claro, mas se animou ao ouvir do pai que o mesmo o visitaria em breve.
Lá estávamos nós novamente em um novo hotel, dessa vez o mesmo era em Amsterdã e era bem mais luxuoso do que os outros nos quais tivemos (se é que isso é possível). Haviam se passado por volta de 20 dias desde a última vez em que falei com James através do computador, mas o mesmo me ligava sempre que possível. Os estranhos sintomas que eu havia sentido no mês passado pareciam ter cessado mas voltaram a me perseguir novamente porém em uma intensidade menor. Eu e estávamos cada vez mais ‘apaixonados’ e quem gostava disso era Audrey que alegava detestar todas as companheiras antecessores de .
- Quer dormir no meu quarto hoje? A gente pode assistir Piratas do Caribe se você quiser. - disse me surpreendendo pelo fato dele lembrar-se de meu filme favorito.
- Hm tá querendo um ménage com o Johnny Depp é? - eu disse sorrindo maliciosa e depois caindo na gargalhada.
- Credo ! Que nojo, o cara é todo cheio de rugas e tem a maior cara de mendigo. Outch! - ele disse e eu dei um tapa em seu braço.
- Não fale mal do meu amante ok?
- Seu amante? Pensei que eu fosse seu amante! - ele disse me olhando incrédulo e rindo em seguida.
- Pensou errado honey, meu único amante é o Depp.
- Se ele é o amante então o que é que eu sou?
- Hmmm meu amante numero dois!
- Ok assim esta melhor então. - ele disse e eu ri.
Passamos o resto da tarde assistindo filmes e namorando feito dois adolescentes. Acabei dormindo em seu quarto o deixando contente.
- Ai eu não acho que você esteja gorda de maneira nenhuma. - me disse sorrindo, estávamos todas em meu quarto batendo um papo de mulher enquanto as crianças e suas babás brincavam na piscina. Os meninos estavam ensaiando.
- Não sei , me sinto meio que inflada. - eu disse observando meu reflexo no espelho.
- É impressão sua boba! Todo mundo tem um dia em que se sente assim mesmo,é normal! - se pronunciou.
- É, talvez vocês estejam mesmo certas.
- O que acham de irmos fazer compras? - , que até então estava calada, disse de repente e todas nós concordamos, afinal, umas comprinhas não nos fariam mal né?
- Esteja no restaurante do hotel às oito e meia viu, dona ? Nada de ficar se agarrando com o e se esquecer e jantar! - disse
- Ok general as oito e vinte e nove estarei lá! - eu disse fechando a porta de meu quarto.
Tomei um banho demorado, afinal, ainda tinha pelo menos uma hora e meia pra me arrumar. Vesti uma calça jeans skinny escura e uma blusinha roxa que caia nos ombros, estava terminando de fechar minhas sandálias quando ouvi alguém bater na porta.
- Já vai! - eu disse em um tom um pouco alto mas a pessoa continuou batendo insistente mente na porcaria da porta. - Olha aqui você é surdo ou... - me surpreendi ao ver quem era - Não acredito!
Capítulo 17
- Quem devia dizer isso sou eu! você tá linda! Não vai me dar um abraço? - ele disse e eu pulei, literalmente, abracando-o.
- Dave! Eu senti tanto a sua falta, você tá tão diferente. - eu disse observando-o bem, o cabelo castanho claro e jogado na cara dele agora estava curto, não havia mais um piercing em seu lábio inferior e suas calças já não eram mais caídas.
- Eu também, eu também! Como você tá? Onde está o seu filho? Ele tá bem? - ele perguntou afobado.
- Hei hei calma aí! Uma coisa de cada vez. Sim eu to bem e meu filho também está. O nome dele é , você tem que conhecê-lo!
- Mal posso esperar por esse momento. E você hein dona , casada com um membro de uma boyband. Me surpreendeu, sinceramente pensei que se um dia se casasse seria com um daqueles motoqueiros doidões de Las Vegas.
- Muito engraçado senhor Williams, e qual é a do preconceito contra boybands hein?
- Você sabe que eu estou brincando gatinha! E onde é que esta o seu filho neste exato momento?
- Hm ele... bem, ele deve estar lá embaixo com os outros aliás, estou atrasada pro jantar! O vai me matar. - eu disse pegando meu celular e o cartão que era a chave do quarto abrindo a porta logo em seguida - Você não vem?
- Eu? Como assim? - Dave perguntou confuso.
- Oras, não vem jantar conosco?
- Eu posso?
- Que pergunta idiota! Vamos logo seu cabeça de pudim. - ele riu e me seguiu, descemos o elevador conversando sobre como nossas vidas haviam se passado durante aqueles 16 anos, seguimos por um corredor não muito longo que nos levava para o hall e andamos um pouco mais até chegarmos ao restaurante do hotel.
- OH MEU DEUS! - ouvi uma voz gritar assim que nos aproximamos da bagunça que meus amigos chamavam de mesas.
- ! - Dave disse e eu a vi pular em seu pescoço o abraçando fortemente.
- Que saudade que eu senti de você seu filho da puta!
- Não querendo acabar com a sua graça mas creio que seus filhos acabaram de ouvir o que você disse e estão te olhando com uma cara estranha. - eu sussurrei para ela que logo se repreendeu.
- Gente, vocês estão vendo? Ele tá aqui mesmo! O Dave tá de volta. - ela disse afobada e todos começaram a rir e conversar com Dave exceto por e que o encaravam sérios.
- Então cara, você que é o ? - Dave perguntou sorridente.
- É sou eu sim. - respondeu timidamente.
- Sua mãe falou muito bem de você sabia? É uma honra conhecê-lo. - Dave disse e riu pra ele ficando sério ao me encarar.
- Eu... tenho... que... sair daqui, com licença. - disse e saiu correndo.
Conversamos durante horas com Dave e ‘matamos’ um pouco da saudade dele, agiu estranhamente durante a noite toda e eu resolvi apenas ignorá-lo para não brigarmos.
- eu posso falar com você? - disse segurando meu pulso.
- Pode, depois que me soltar. - eu disse olhando do meu pulso pra ele que o soltou imediatamente - Fala.
- Eu não gosto do jeito que você e o Dave conversam. - ele disse entre os dentes.
- Como assim? - perguntei confusa.
- Eu não gosto do jeito que vocês conversam, parece que a qualquer momento ele vai te deixar pelada só com o olhar.
- Não acredito que você vai começar tudo isso de novo.
- Mas não é minha culpa se esse filho da mãe não sabe se por no lugar dele! - ele esbravejou com raiva.
- Olha , eu não tenho tempo e nem saco pra essa conversa que nós já tivemos mais de 17 anos atrás, eu vou pro meu quarto.
- Não vai não, espera aí . Toda vez é assim, a coisa fica feia e você foge. Não sabe fazer nada além de fugir?
- Você sinceramente não quer que eu comece a falar quem fugiu ou... - e tudo ficou turvo e rodando.
- ? Você tá bem? Fala comigo! ? - ouvia vozes mas elas apenas ficavam cada vez mais baixas.
Acordei ouvindo sussurros, podia ver claramente o teto bege do meu quarto. Olhei para o lado e vi Harry, e Dave conversarem baixo.
- Dudes vocês não são muito discretos sabiam? Atrapalharam minha soneca! - eu disse forçando um olhar maligno.
- Você quer me matar de susto, sua vaca? - começou.
- Nos matar você quer dizer né? – Harry completou.
- Mas que drama, tudo isso por causa de um desmaiozinho. - eu disse tranqüila.
- Desmaiozinho? Fazem menos de 24 horas que eu te encontrei depois de 16 anos sem te ver, você não pode me assustar, nos assustar assim, !
- Cadê o hein? - perguntei impaciente.
- Estou aqui meu amor. - disse entrando em meu quarto e me dando um selinho.
- Achei que iria me deixar sozinha com os interrogadores do FBI! - eu disse me referindo ao três patetas.
- A gente se preocupa com ela e olha o que ganhamos em troca. Vamos embora daqui gente. - disse Harry sendo seguido pelos outros dois.
- Como você está se sentindo, babe? - ele disse passando a mão pelos meus cabelos.
- Que drama! Vocês não vão parar de me encher o saco não?
- Tá bom, tá bom! Não tá mais aqui quem falou.
***
Alguns dias depois... - Então você vai me ajudar?
- Sem querer ofender, , mas essa idéia é meio maluca. - ele me respondeu.
- Ah c'mon Dave! Não vai doer nada, são só alguns dias.
- Ok, ok. Eu te ajudo. Uma semana, é tudo o que eu vou fazer.
- Muito obrigada.
- Toma cuidado, . Você tá pondo muito em risco, se alguém descobrir isso tudo você tá fodida.
- Ninguém vai descobrir. Não se eu não quiser.
Capítulo 18
- Você acha que ela vai gostar, ? - Perguntei apreensivo.
- Claro que vai cara! Mulheres adoram essas coisinhas bobas - ele respondeu rindo.
- Mas a é diferente, você sabe. Ela nunca foi como as outras garotas.
- A se mostra toda durona e insensível, mas no fundo ela é uma manteiga derretida assim como todas as outras mulheres. - ele disse confiante.
- Então tá. - eu afirmei e me dirigi a atendente - Vou levar esse aqui mesmo.
Não podia conter a ansiedade e o nervosismo que assolavam meu peito. Eu já havia arquitetado em minha mente tantas vezes aquele momento. Tinha medo que na hora H eu travasse, gaguejasse enfim, fizesse qualquer coisa típica de e arruinasse tudo. E se não quisesse o mesmo que eu? Não. Não queria nem pensar nessa possibilidade. O meu problema é que quando fico nervoso começo a pensar em coisas inexplicavelmente estúpidas.
- ! - Ouvi exclamar.
- O que foi? - Disse um pouco assustado.
- É que já estamos parados na porta do hotel há pelo menos vinte minutos e nada de você descer. Só ficou aí viajando na maionese feito um idiota.
- Vai à merda . Eu disse descendo do carro e me dirigindo ao hall de entrada. Apertei o botão do elevador e esperei pacientemente que o mesmo viesse. Ele estava no 12o andar e parecia descer em câmera lenta, me deixando ainda mais ansioso. Quando finalmente chegou entrei apressadamente apertando o botão do meu andar sem nem ao menos checar se mais alguém adentraria o mesmo. Atravessei o longo corredor parando em frente à porta do quarto de ponderando se aquela seria a melhor hora de adentrar o mesmo. As palmas de minhas mãos suavam incessavelmente e meu peito doía, provavelmente por conta do nervosismo.
Toquei a maçaneta gélida tirando de meu bolso a caixinha preta que guardava meu futuro. Ao abrir a porta e adentrar o quarto me deparei com a cena mais dolorosa que já havia presenciado.
- ?... M-mas que merda é essa? - eu disse ferido.
- Olha Dave quem chegou. - Ela disse com um sorriso frio.
- É isso o que tem a dizer? Não vai nem ao menos se explicar? - Perguntei incrédulo.
- , meu querido - ela disse sádica - Não foi você mesmo quem disse que eu te traia com o Dave? Agora percebeu que não estava de todo errado não é?
- Então tudo desde o começo da turnê foi o que pra você? - Perguntei magoado.
- Hm pode chamar de passatempo né Dave? - Ela se dirigiu pra ele rindo e o mesmo a encarava com um olhar surpreso - Alguém tinha que te ensinar que não se deve quebrar o coração de quem te ama, .
Como ela havia tido coragem de fazer aquilo comigo? Deus me diz como? Se agarrar com aquele imbecil na mesma cama em que ela dormiu comigo? Onde fizemos juras de amor? Ou eu deveria dizer onde eu fiz juras de amor?
Aquela vadia! Desgraçada! Maldita! Eu não acreditava no que ouvia. Como ela podia ser tão cínica e tão baixa? Como podia falar de amor se nem sequer havia uma possibilidade de que ela tivesse sentido o mesmo? Humilhado, nervoso e totalmente despedaçado por dentro deixei aquele maldito quarto. Uma coisa era certa: eu iria transformar a vida de em seu pior pesadelo.
CONTINUA
n/a: Ola pessoas lindas! Tudo bem com vocês? Estive ausente durante esses meses por vários motivos. Aconteceram coisas horríveis na minha família que me desmotivaram totalmente a enviar esse capítulo. Espero que alguém goste dele, as peças do quebra-cabeça estão se encaixando e dá pra entender tudo direito agora né? Hahaha obrigada por lerem isso aqui <3

