Little Bourne

Autora: Lola W.
Status: Em Andamento
Revisada por: Pamela Leão
Categoria: McFLY Fics
Sub-Categoria: Long Fic + Comédia Romântica
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CAPÍTULO 1

Bom, meu nome é Bourne tenho 17 anos, e sim, eu sou irmã do ex Busted e SOD James Bourne, e olha sinceramente não é lá as mil maravilhas porque James é muito ciumento e chato, muito mesmo. Tipo eu gosto muito, sem brincadeira, do , sim minha filha , melhor amigo do meu irmão, pois é, eu gosto muito dele, mas James é ciumento demais, eu e até já nos pegamos algumas vezes, mas sem James saber é óbvio, não sei porque ele não cuida da vida dele, mas tudo bem, vamos começar.
Hoje, quarta-feira, primeiro dia de férias eu acordei mal humorada e não pergunte o por que. Levantei e fui no meu humilde banheiro tomar um banho pra ver se esse mau humor passa. James provavelmente não tá em casa e só pra deixar bem claro, moro sozinha com James, que medo, eu sei, mas é a vida! Acabei meu banho e liguei o computador, coloquei a senha e fui trocar de roupa, coloquei um short e um moletom da Hurley do James e fui para o computador direto falar com a .
. diz:
Fraan, vem pra cá por favor, to numa fossa, vem pra cá o James não tá aqui veeeeeeem?
// diz:
nossa, oi gata, tudo bem? aah que bom eu também to bem, e claro to indo pra ai sim, é pra dormir?
. diz:
ah vai se foder, vem pra cá passar uns dias, pls? *-*
// diz:
não acredito que eu vou sair do minha oquinha pra ir pra tua oca mano
. diz:
ok, então eu vou arranjar outra amiga pra cuidar do ) quando ele vier aqui na minha oca, vou sair tchau :/
// diz:
pera , pegou no ponto fraco sua vadia, eu vou sim, ai tu vai ter que me aguentar por muito tempo tá! te ferrou, vou arrumar minhas coisas e to indo praí bjs gata :*
. diz:
sabia que com esse argumento tu ia vim, POJSD eu sou do mal, vai dizer! Ok gata, bjs ;*
// diz:
_|_
. diz:
_|_
// está offline

Ai, como eu sou do mal, hahaha, mas eu preciso de alguém aqui comigo né! James nunca tá em casa, e eu aqui sozinha, na rua da amargura, podendo cortar meus pulsos a qualquer momento e ninguém vai poder me salvar, tá parei, juro. Falei com um pessoal e só naquela hora que eu fui me tocar que era 14h, nossa, dormi legal hoje, abri um sorriso, peguei meu IPod e desci para preparar algo para comer, resolvi fazer um Nissin bem maneiro, coloquei meus fones e coloquei no último volume, escolhi Body Control da Leighton Meester pra tocar e fiquei cantarolando e dançando até sentir algo me cutucando muito, mas muito forte.
- Ai, ai que que f...- Nem terminei, por que quando eu olhei pra trás adivinha quem tava ali, sim, se falaram os integrantes da banda McFly ganharam duas viradinhas de tequila. - Er... Eai... pessoal.- Fiz um joinha, só ai que eu comecei a ficar que nem um morango, tipo eu tava com um shortinho e tals e ele não aparecia por que eu tava com o moletom do James e blah blah blah né.
- Bourne vai agora colocar um short! - James estava vermelho de tão brabo.
- Mas James...
- Sem mas , AGORA!
- Mas James eu es...
- Não , se no três você não su... - Eu falei que ele era ciumento, mas bom pessoal, vocês viram que eu tentei explicar que eu estava com short.
- JAMES ELLIOT BOURNE! - Ele parou de falar e me olhou, eu nunca chamo ele pelo nome do meio, por que é quando eu estou MUITO irritada e também porque ele ODEIA. - Agora quem fala sou EU, eu tô de short seu banana, é só que teu moletom é muito comprido! - Eu levantei o moletom e mostrei o short. Ele me olhou e sorriu amarelo.
- Er... desculpe, hehe! - Rolei os olhou, tirei meu Nissin do microondas, coloquei em um prato e saí bufando, mas sem antes dar um sorrisinho pro né, e fui direto para o meu quarto. Eu odeio ter um irmão mais velho, ele sempre faz essas coisas de super-proteção, isso me irrita demais! Sentei em frente do computador e já fui pro twitter, orkut, msn e afins. Comecei a comer meu Nissin, mas fui interrompida por batidas na porta, me levantei contra vontade e abri a porta e me deparei com James escorado no batente.
- Que que é? - Dei as costas pra ele e sentei novamente na cadeira do computador.
- Nada, vim encher teu saco! - Ele falou se atirando na MINHA cama.
- Isso você faz o dia inteiro. - Falei com voz de tédio.
- Cala boca, mas não vim aqui só pra isso, quero te pedir uma coisa!
- Que novidade, e seja o que for eu tô brava e não to a fim de fazer nada pra ti. - Ele tirou os tênis e começou a pular na minha cama, coisa que eu odiava.
- Se não descer vou pegar uma arma e vou atirar em você, e quando acabar a munição eu vou começar a te bater com a arma e não vou parar até você pedir pinico. - Sabe aquelas crianças de filme que estão pulando bem feliz e levam um chingão da mãe e começam a parar de pular com cara de choro, pois então o James tava igual.
- Às vezes eu tenho medo de você. - Ele falou.
- Pois é, melhor começar a ter todos os dias, e se não arrumar a cama eu não paro nem se você pedir pinico ou vaso sanitário. - Ele bufou e começou a ajeitar a cama, acabando ele sentou de novo e começou a cantarolar pra me estressar, sabe?
- AI TÁ, O QUE TU QUER CACETE? - Ele sorriu.
- Sabia que conseguiria, mas assim, eu tava afim de dar uma festa esse fim de semana, você me ajuda? - Ele me olhou com carinha de criança.
- Se eu ajudar o que eu ganho?
- Ah is...
- Não, não, não, melhor, eu escolho. - O cortei e fiz cara de diabinho. - Eu quero 2 moletons teus, quero ficar com quem eu bem entender da festa...
- Vulgo . Mas você sabe que eu e já brigamos por sua causa, não é? - Ele falou sério. Bom, isso é verdade, eu já chorei muito pelo , nossa até perdi as contas sabe, ficava comigo em alguma festa, falava que se um dia James deixasse ele namoraria comigo e blah blah blah, e aí ele fala que vai pegar uma bebida e se come com outra, coisa de bêbado, sabe? fazia a mesma coisa com e aí a e a passam o outro dia inteiro chorando e é James quem tem que NOS aturar. Mas quando se tem dedo podre é foda arrancar.
- Não sei, pode ser que sim, pode ser que não, e eu não choro mais pelo , ok? Mas continuando, eu quero beber mais que 4 latinhas de cerveja ou de qualquer outra bebida e hmmm, acho que só! - Eu sorri e ele fez cara de poucos amigos.
- Sem ficar bêbada? - Assenti e ele veio até mim e apertou minha mão.
- Quando começa os preparativos?
- Vamos descer, conversar e já preparar tudo. - Descemos e começamos a falar sobre a festa, combinamos que seria na nossa casa, era grande o bastante para o número de pessoas que iríamos convidar.
- Ah James, até ia me esquecer de te avisar, a vai passar uns dias aqui em casa, eu tenho que avisar pra ela da festa.
- Ai, aquela chata não! - Ele falou e riu, também era uma irmã mais nova para James.

CAPÍTULO 2

- Que carinho por ela! Eu vou ligar pra ela trazer uma mala maior. - Peguei o telefone e disquei.
- Oi tia, a tá ai?... Tá... Oi vadia, pega roupas pra festa, eu e James... Ai que amor por ele, mas continuando, nós vamos dar uma fest... NÃO GRITA NO MEU OUVIDO PORRA, tá a gente vai dar uma, SEM SURTO, festa aqui em casa então, traz uma mala maior né, e traz tooodos os teus sapatos!... Ok , beijos!- Desliguei o telefone e eu e James continuamos falando da festa. Depois de uma hora chegou com uma mala imensa.
- , assim, sem querer ser metida, né, mas, quantos dias tu pretende ficar aqui? - Ela me olhou sorrindo.
- Sei lá, até hmmm... Sem ser nessa sexta na outra! Meus pais foram viajar! - Ri da cara dela.
- Deixa a mala lá em cima e vai lá pra sala de estar.
Sentei no sofá e logo apareceu
- Ora, ora, boa noite, . - veio correndo abraçar James. - Que saudades, sua peste! - Nós rimos e sentou ao meu lado.
- Em que parte da festa vocês 'tavam falando? - falou se ajeitando.
- Eu liguei encomendei uns doces e salgados e a gente ia falar das bebidas agora.
- Aeee! Cheguei na hora certa! - Eu e James rimos.
- Tá continuando, vamos comprar amanhã de tarde as bebidas e já compramos as coisas pra decoração, eu tenho que comprar um cd virgem mp3 por que eu não to afim de pagar um DJ.- Falei manhosa.
- Ok, , sem DJ! - Bati palminhas e riu da minha cara.
- Tá, tudo combinado agora eu e a vamos subir e tals, e James, chama a Meg tô com saudades dela! - Só pra constar, meu brother querido tem namorada.
- Tá, eu vou chamar os guys também.
- Ah, o tá com a Nathália, ela disse ontem que o primeiro dia de férias dela seria com o , que pervertida! - Todos rimos e James foi ligar para Meg. e eu corremos para meu quarto.
- Ai, ai, , temos que ver roupas sexta! Eu tô tão animada pra essa festa! - Falei sentando na frente do computador.
- Ai , eu também to ansiosa, quero comprar roupas já!- falou se sentando ao meu lado e rimos.
- Sabe eu vou colocar um make básico, sabe como é, meu gato tá vindo aqui então né... - riu e se levantou.
- Sabe como é né, eu também vou colocar um make básico, nossos gatos estão para chegar. - Fizemos uma coisa bem leve e ouvimos a campainha lá embaixo, nos olhamos e saimos do quarto.
- Vamos pegar água ou telefonar? - me perguntou.
- Pegar água!- Rimos mas nossos sorrisos logo desapareceram ao ver e , bom queria eu que fossem só eles dois.

CAPÍTULO 3

Pois é, eles estavam acompanhados de duas vacas loiras, eu e a olhamos para a porta, nos olhamos e colocamos sorrisos falsos em nossos rostos.
Dois anos de teatro serviram pra nós. Fomos em direção à eles com um sorriso impecável.
- Er... Oi , e oi . - e falaram juntos.
- Oi! - Respondemos em uníssono.
- Não vai nos apresentar, amorzinho? - A loira do falou pra ele, apenas apertou minha mão.
- Ah claro, ã... essa é a , e essa é a amiga dela e irmã do James, . - Fomos até ela e a cumprimentamos simpaticamente.
- E você amorzinho, que falta de educação! - A loira do... falou. Isso me deixava furiosa.
- Ah é... pois então, e , essa é a . Pronto! - deu um sorriso amarelo e me olhou, aquilo doeu tanto que eu tive que cortar o papo por ali.
- Bom, eu e a vamos subindo e e , se vocês se cansarem desses chatos subam lá no meu quarto, segunda porta a esquerda, ah James, diga pra Meg quando ela chegar subir lá também!
Agradeço os dois anos de teatro, sou boa atriz, tanto que o idiota do me olhou confuso. James assentiu sério, sabia que eu e estávamos atuando. Fomos para cozinha pegar todos os tipos de guloseimas que tinha naquele momento.
Subimos a escada correndo e nos trancamos no quarto, sentamos uma do lado da outra no tapete grande e peludo do meu quarto e abrimos as coisas o mais rápido e com raiva possível.
Nos olhamos e ficamos quietas, apenas ouvindo James se despedindo das “visitas”. Logo pegamos os travesseiros e nos deitamos no tapete, ficamos uma virada para outra comendo. Logo James abriu a porta.
- Já disse que eles não merecem uma lágrima de vocês, por que não me escutam?
- E você acha que é super legal ver a pessoa que tu ama com uma vadia loira sem peitos? EU TENHO MAIS PEITO QUE ELA! - Falei nervosa.
- Imagina se acontecesse isso quando você amava a Meg, imagina ela chegando com um cara bombado, olhos azuis e rico. Acho que você não ia gostar. Não, eu não acho, eu tenho certeza!
falou nervosa também.
- Tá não é assim também, mas... Nossa eu juro que nesse momento eu nem sei o que falar. Desculpe. - James falou cabisbaixo.
- Tudo bem James, a culpa não é sua. Desce e vai cuidar das visitas. - Falei fazendo careta no final da frase. James veio até nós e deu um beijo na testa de cada uma, ele saiu e fechou a porta.
- Quer saber, ? - Me sentei pegando o travesseiro e colocando ele em cima das minhas pernas. me olhou. - A gente tem uma festa pra organizar, e eu não posso acreditar, que até por mais triste que seja, a gente tá aqui, depressivas, quase se cortando! É FESTA! Na verdade, quero mesmo é fazer o babar por mim na festa, eu é que não vou dar bola pra ele! - me olhou e um projeto de sorriso começou a aparecer em seu rosto.
- Quer saber , e vão se ferrar, a gente vai tá muito gostosa na festa! E eu vou dar em cima do James! Pronto! - Eu olhei pra ela e comecei a rir.
- Cala boca, ele é meu irmão e ele tem namorada! - baixou a cabeça.
- Ah que droga! - Ela deu um soquinho no ar e começou a rir. Nós rimos e colocamos os restinhos, por que a gente comeu tudo, sabe, no lixo e fomos tirar as músicas melancólicas e colocamos algumas mais agitadas.
Ficamos a noite toda no computador, fomos dormir quando já passava das 4h da manhã.

***


No outro dia fomos às compras, pegamos bebidas algumas coisas para decoração. Chegamos em casa exaustos, ainda fui gravar os cd's que iriam tocar na festa, eu, e James acabamos dormindo no meu quarto no chão e sem cobertor e nem travesseiro, o dia de compras foi muito cansativo.

***


Dia de comprar os vestidos, James deixou eu e no shopping, que por incrível que pareça tava meio vazio, foi meio difícil achar um vestido descente, mas não desistimos e conseguimos comprar os melhores vestidos, sapatos e acessórios.
Chegamos em casa e fomos dar uma geral na casa para deixar limpa para amanhã, colocamos o cd que tocaria na festa e limpamos tudo, deixamos tudo decorado para amanhã para que nosso foco ficasse em apenas nos arrumar.

CAPÍTULO 4

Dia da tão tão tããão esperada festa, pelo menos pra mim e para era. Tomamos banho e colocamos os pijamas.
- , meu amorzinho querido! - piscou os olhos pra mim.
- O que você quer? - Falei rindo da cara dela.
- Me empresta aquela tua sombra linda? - Fiz um careta de dor e fui entregando devagar pra ela.
- Me dá isso logo! - Nós rimos e ela pegou a sombra.
Ouvimos algumas batidas na porta que logo foi aberta.
- Oi James.- Falamos em unissom.
- Vejo que estão animadas! Isso é ótimo, mas se vistam, começou a chegar algumas pessoas, não quero receber todos sozinho! - Eu e nos olhamos e sorrimos.
- Ok Jimmy, vamos nos vestir e estamos descendo. - Eu falei e ele sorriu e fechou a porta.
- Vamos ficar gostosas agora ?- Nós rimos e começamos a colocar nossas roupas. comprou um vestido preto, sapatos rosa e acessórios prata. Eu estava com um vestido preto, sapatos vermelho e acessórios igualmente prata. Resumindo, dignas de e babarem pela gente! Fomos para a frente do espelho e ficamos nos olhando.
- Por que a gente é tão linda? - Eu pergunto colocando as mãos na cintura.
- Não sei, acho que Deus foi generoso com a gente.- Rimos e logo James foi abrindo a porta.
- Meninas venham lo... Nossa! Vocês estão lindas, meu Deus, não vou deixar vocês sairem daqui, tá cheio de macho com hormônios à flor da pele lá em baixo!- Nós três rimos, depois de segundos ficamos sérias, James até sabia o que era.
- Sim e sem namoradas.- Sorrimos orgulhosas e fomos empurrando James, enganchamos os braços nele fazendo com que ele ficasse no meio.
Descemos sorrindo para todos, e abrimos mais o sorriso ao ver e com caras de idiotas no pé da escada.
- Oi , oi ! - Falei fazendo acordar.
- Oi , oi ! - Vez de fazer com que acordasse.
- Erm... Oi. - Eles falaram juntos.
- você tá erm... muito bonita, mesmo, mesmo, mes...
- Obrigada.- Apenas disse cortando-o.
- , você... você tá linda, nossa, nem sei o que...
- Obrigada.- também falou cortando . James nos puxou e olhou para traz dizendo.
- Só não babem.- Nós rimos e os dois coraram.
- Viu , a gente tá gostosa! - Nós rimos mais uma vez.
- James, , ! - Meg chegou correndo e me abraçou, abraçou mais apertado ainda e deu um selinho em James.
- Nossa, vocês tão gostosas hein, já sei até pra quem é! Haha!
- Acertou em cheio, e meu bem, você não fica pra trás, tá muito hot, hein!- falou fazendo Meg dar uma voltinha.
- Meu irmãozinho querido escolheu bem, hein!- Eu e rimos e os dois coraram. James abraçou a cintura de Meg e foram saindo, mas sem antes James falar.
- Sem ficarem bêbadas, ouviram e ?- Nós duas apenas assentimos. Logo puxei pelo braço.
- Ai bruta, o que tu tá fazendo? - Eu enganchei o braço nela e ri.
- Nada retardada, só vamos dar uma sondada por aí! - Logo olhei para frente vendo o que eu realmente procurava, e não era e muito menos e sim dois meninos lindos da nossa escola que seriam perfeitos para fazer ciúmes nos babacas! Sorri com meus pensamentos.
- , você viu as duas pessoas que estão aí?- me olhou sorrindo, ela sabia quem era.
- Sim, sim , eles estão praticamente nos comendo apenas com os olhos. Vamos logo! - Fomos em direção aos meninos, virei a cabeça para o lado e vi e cochichando coisas e nos olhando com caras não muito boas, sorri para eles e voltei minha atenção aos meninos.
- Oi Josh, oi Drew!- Falei dando um beijo na bochecha de cada um.
- Oi meninos! - fez voz sedutora e igualmente deu um beijo em cada um.
- Olá meninas! - Josh falou sorrindo malicioso.
- Vocês estão realmente lindas, lindas mesmo! - Drew falou com um sorriso muito safado pro meu gosto, mas o foco era fazer ciúmes.
- Muito obrigada! - Eu falei fingindo um sorriso tímido, mas tímida era a única coisa que eu não estava.
- Vocês também não estão de se jogar fora hoje!- falou com um grande (falso) sorriso no rosto, nós rimos.
- Querem beber alguma coisa meninas? - Drew perguntou.
- Claro! - sorriu.
- Pode ser sim, vamos esperar por vocês no sofá preto logo ali. - Apontei e eles sorriram e saíram do nosso campo de vista.
- Ai , eles são uns porres, que coisa chata eles não tem assunto, daqui a pouco eles vão perguntar se chove ou não! - Eu ri da cara de decepção da e puxei (como eu tô agressiva) ela para que nós sentássemos no sofá.
- E pior que é mesmo , mas é bom mostrar para aqueles indivíduos-que-não-podemos-pronunciar-os-nomes o que perderam, sendo que eles podiam SIM ter algo com a gente, eles tiveram a chance deles.- me olhou e fez cara de triste.
- Ai, aqueles chatos estão vindo, obrigada por me obrigar a fazer teatro com você , te amo! - Nós rimos, Josh e Drew sentaram um de cada lado, Josh sentou ao lado de e Drew ao meu lado. “Conversa” vai “conversa” vêm, eles começaram a se passar, Josh passou o braço pelos ombros de , ela tentou se esquivar, mas ele a prensou contra ele, não que ele fosse feio nem nada, fora disso, mas esse não era nosso objetivo, Drew brincava com meu cabelo e ficava passando a mão no meu rosto, aquilo era entediante e eu ‘tava quase dormindo.
- Bom, garotos, vamos receber alguns convidados que chegaram e já voltamos! - Eles sorriram e nós também, puxei (meu Deus, eu sou muito agressiva) com tudo pelo braço.
- Ai, hoje eu saio sem braço, né! Mas sem querer nada assim, mas que convidados que chegaram? - Eu rolei os olhos.
- Meu amigo Gasparzinho!- Fiz cara de óbvio e ela riu. - Eu tava com sono, parecia que Drew estava querendo me fazer dormir, eu não tava entendendo, sabe!
- Sim, o Josh queria fazer de nós uma pessoa só, ele me apertava demais, chego a estar com o perfume dele, mas pelo menos é bom! - Nós rimos e logo ficamos sérias já sabendo o que uma queria.
- Ai , eles nem vieram falar com a gente, será que a gente não tá gostosa o suficiente? - falou ajeitando os peitos e me fazendo rir.
- É claro que a gente tá gostosa. de onde você tirou esses peitos? Me diz onde e eu vou lá agorinha! - Falei rindo da cara dela.
- Ah minha filha, sutiã pra que te quero, veme! - Nós rimos.
- Continuando aquele assunto, mas eles podem ser mesmo sei lá... er... fiéis? - e eu nos olhamos por alguns segudos.
- Nãããããão!- Falamos juntas rindo, olhou para o lado e logo começou a falar confusa.
- Eles, cozinha, agora, vamos! - Eu a olhei com cara de interrogação, ela riu e me puxou.
- Eles estão indo pra cozinha, quero ver o e também, eu preciso dar umas viradinhas, né !- Eu ria mais da cara dela. Chegamos à porta da cozinha e antes de entrar demos uma ajeitada nos cabelos e entramos sorrindo e finjindo uma conversa, e nos olharam de repente.
- Oi garotos! Gostando da festa? - Perguntei, momento atriz.
- Er... claro, tudo ótimo.- falou olhando dos pés a cabeça, ainda bem que ela conseguiu se controlar e não ficou vermelha.
- Ótima mesmo.- falou me (secando/comendo) olhando para mim, droga, tenho que me segurar pra não ficar vermelhinha, merda.
- Ok, que tenso, mas... vocês querem beber algo? - Eles assentiram e eu peguei uma tequila, e quatro copinhos e os enchi com o líquido.
- Vocês vão beber?- perguntou receoso.
- Mas é claro!- falou já com o copinho na mão.
- Vocês não podem beber!- falou olhando eu pegar o meu copinho.
- Ah, não podemos? - Eles negaram com cara de óbvio. - Hmm, bom saber.- Eu e brindamos os copinhos, mas claro que com cuidado pra que nem uma gota daquela tequila caísse, viramos os copinhos rápido deixando que o a tequila queimasse nossa garganta. Servi mais uma dose e eu e viramos, achamos que já era o suficiente. e nos olhavam incrédulos.
- Bom, com licença garotos, nós vamos dançar!- Falei levantando os braços, riu e saiu me puxando, e claro e também foram atrás. A música alta só nos deixava mais loucas, fomos para os fundos de casa, onde havia uma pista de dança com muita gente, quando chegamos ali começou a tocar Sexy Bitch do David Guetta feat. Akon, nós demos um gritinho, pois era nossa música favorita (medo).
- No creio, !- foi me puxando até o meio da pista. Começamos a dançar, fazíamos os passos idênticos, e nem nos importamos quando abriram um espaço para nos ver dançando, nossos olhares se encontraram e eu ri para ela, nós olhamos para os garotos que estavam boquiabertos com a nossa dança. Só pra todo mundo saber, isso só acontecia quando a gente tava bem alegrinha! A música acabou e nós recebemos muitos aplausos e assovios, na mesma hora começou a tocar Boys, Boys, Boys da Lady Gaga, eu e voltamos a dançar, mas menos escandalosamente, e foram se aproximando de nós.
- , quer dançar?- perguntou visivelmente envergonhado.
- Hmmm, não sei... Ah, vem logo! – riu e saiu sendo puxado por , ficou calado, acho que ele não estava a fim de dançar comigo, me virei com cara de decepção, percebi que Drew vinha em minha direção, acho que ele iria me convidar para dançar, pelo menos ele queria. Quando ele estava perto me segurou pela cintura, Drew parou e girou nos calcanhares.
- Dá pra me soltar? Você espantou a pessoa que ia me convidar pra dançar! - Filho da puta, cortou meu barato.
- Você vai dançar é comigo! - Ele colocou as mãos na minha cintura.
- E quem disse que eu quero dançar com você? – Fiz cara de óbvio e ele me olhou e riu.
- Eu disse! - Ele respondeu.
- Há-ha! Acha que manda agora! - Eu tentei sair, mas me puxou de volta.
- Ok, desculpe, mas eu quero MUITO dançar contigo. – faz biquinho, PORRA, tinha que fazer biquinho? Ah, ferrou tudo agora!
- Ahn... Ok. – Sorri amarelo e nós começamos a dançar conforme Boys, Boys, Boys tocava. estava realmente me deixando louca, mas que merda! colou mais ainda nossos corpos, se é que dava, e depositou um beijo em meu pescoço, passou para minha bochecha e depois para o canto de minha boca, mas aquilo não estava certo, não mesmo.
- pára, você sabe que é errado, você tem namorada!- Me contive para não agarrar ele, o que? É o !
- , você sabe que quem eu amo não é a ! - Ele falou ainda segurando minha cintura.
- Mas então por que você está com ela? - Perguntei elevando meu tom de voz.
- Eu... eu não sei ! Eu realmente não sei! - Baixei a cabeça, mas eu não iria chorar por ele, há minha filha não mesmo!
- Você acha que eu sou como aquelas putas que você come, que quando você estala os dedos elas vêm correndo? Enganou-se , agora com licença, vou ver como estão os convidados. – Segurou meu braço.
- Você sabe que com você eu sou e sempre fui diferente, sempre. E você sabe também que se você me desse uma chance eu te provaria como eu mudei.
- Então prova , prova que comigo vai ser diferente. Agora com licença e acho que a sua namoradinha chegou. – Puxei meu braço com força da mão de e me distanciei da pista.
- Peraí !- Eu o ouvi gritando, mas eu não queria olhar para trás.


CAPÍTULO 5

Resolvi ir pro meu quarto retocar minha maquiagem, passei por James correndo.
- Hey , onde você... – James nem terminou e veio atrás de mim. Abri a porta do quarto e sentei em frente a minha penteadeira.
- O que houve ? - O olhei pelo espelho.
- Nada, só vim retocar minha maquiagem que borrou. – James não ia cair nessa.
- Não vou cair nessa, dona , me fala vai, o que houve? - Eu ia responder, mas uma entrou no quarto batendo a porta, nos olhou e sentou ao meu lado na penteadeira.
- O que houve com você, ? - James perguntou.
- Nada, só vim retocar a maquiagem que eu borrei. – James não ia cair de novo.
- Aham, , por que será que foi a mesma coisa que a falou? - Ela me olhou.
- Tá ok! A namoradinha do chegou e estragou a minha noite! AH! - Eu falei socando fraco a penteadeira.
- Sim, a namoradinha do chegou e puxou ele de mim e deu um beijo desentupidor nele, deu pra ver a garganta dos dois! ARGH! - fez a mesma coisa que eu.
- Não acredito, vocês, lindas desse jeito, aqui se martirizando por aqueles idiotas? Ah, não mesmo! – James pegou nossos braços e desceu com a gente, ele ia chegando perto de dois garotos MUITO lindos.
- Hey Bryan. Hey Ant! - Ele abraçou a gente pela cintura. – Essas aqui são minhas irmãs mais novas, e ! - Os garotos nos olharam tipo “Hmmm quero pegar!” e eu e a ÓBVIO que devolvemos esse mesmo olhar, não somos burras!
- Bom, vou indo falar com a Meg, tchau pra vocês! - James saiu deixando eu e abandonadas ali, mas começamos um papo legal com eles. Ant estava quase comendo com os olhos, e o Bryan, hmmmmm aquele Bryan, que pedaço de mau caminho, HAHAHA! De repente, eles foram chegando perto de nós, mais perto e cada um pegou a sua respectiva parceira. Nós fomos lá pra fora e começamos tudo de novo lá, de vez em quando eu dava uma espiada em e , tenho certeza que espiava , eles não estavam com a cara nem um pouco boa, isso até é pouco.
Eu estava lá no bem e bom na festa, com o Bryan começou a esquentar o negócio, mas eu não deixei.
- Olha Bryan, é melhor a gente parar por aqui. - Nossa eu pensei que ele ia me agarrar, mas não, ele me abraçou.
- Desculpe , me desculpe mesmo. - Nossa, que lindo, sério!
- Não foi nada Bryan! - Sorri para ele.
- Vamos dançar? - Ele perguntou se levantando.
- Claro! - Eu me levantei e olhei para o lado e não estava mais lá. – Ué, cadê a ?
- Acho que é aquela... – Vi Bryan apontando para e ela estava com o... ?! Ah não, !
- Bryan, espera só um pouquinho! - Ele assentiu e eu saí correndo. Cheguei perto da e pigarreei.
- O que foi ? - Olhei para ela e ergui as duas sobrancelhas.
- O que foi pergunto eu! - Olhei para e olhou para ele também.
- ? - Ela gritou e ele tampou a boca dela.
- Pára de gritar! Imagina se a vê a gente aqui! - abriu a boca indignada e virou um tapa na cara do . Bem feito!
- Idiota. – saiu puxado meu braço.
- Como você me explica aquilo? - Falei e sentamos em um banquinho.
- Não sei , eu juro, eu tava beijando o Ant, aí eu senti certa diferença uma hora, mas... Eu nem me importei, aí tu pigarreou atrás de mim e quando eu vi eu me assustei. Bem que eu vi que os braços ficaram maiores. – Ela fez cara pensativa e eu ri.
- Mas cadê o Ant, ? - Franzi o cenho.
- , eu realmente não sei. – Ela me respondeu. Vi Bryan se aproximando. Ele sentou-se ao meu lado.
- Bryan, você sabe do Ant? - Perguntei a ele.
- Sim, ele me disse que tinha combinado uma coisa com um cara e teria que ir embora, por quê?
- Não, por nada! - Dei-lhe um selinho e me levantei. – Vamos falar com o James, ? - Ela assentiu. – Eu já volto, e pode aproveitar a festa. – Pisquei e ele sorriu entendendo meu recado. Fomos nos afastando.
- O que você quer falar com o James, ?
- Nada não, , eu só não tô mais no clima de ficar com o Bryan, além de ele ser super carinhoso comigo. – Eu sorri para e de repente um ombro esbarrou em mim muito forte. – Ê cavalo! - Me virei e vi me olhando com uma cara nada boa. – Perdeu algo em mim?
- Pára de ser criança, . – Ele cuspiu as palavras. Eu não entendia , numa hora ele está todo querido, diz que me ama, no outro, tá que é um cavalo, se puder me chutar, ele me chuta.
- Eu realmente não te entendo. – Me virei e puxei comigo, ela não falou nada, sabia que não podia falar nesse momento. Ficamos zanzando pela festa alguns minutos, rindo das pessoas bêbadas e insanas que dançavam ridiculamente. Até puxar para um canto.

POV

- Ai, tá me machucando, ! - Eu falei e ele me soltou quando estávamos no segundo andar da casa.
- , por que você me bateu aquela hora? - Eu franzi o cenho.
- E você ainda pergunta? , você acha que eu sou qualquer uma, e que quando você quiser terá? Muito enganado! - Tudo bem que ele é e tudo mais, mas... Eu não sou qualquer uma!
- ! Meu Deus! É claro que você não é qualquer uma! Eu... eu te amo , pra mim você é única. – Ai cachorro! Ele foi chegando perto de mim e me deu um selinho. Ai que puta, ele podia fazer mais que isso.
- Se me ama por que está com a ? - Acho que falei algo com nexo pelo menos. O que? Era o que estava na minha frente! Ele se afastou e me olhou com os olhos arregalados.
- Eu... e-eu tenho que ir. – Ele me deu mais um selinho e saiu.
- esp... Ai que droga! Ele saiu! SA-IU! - Fiquei indignada e desci as escadas bufando.
- O que foi ? - me olhou confusa.
- Eu odeio o , simples!
- O que ele fez desta vez? - Ela cruzou os braços.
- Ele disse que me amava me deu um selinho chumbrega, aí eu perguntei por que ele ainda tava com a porquinho e ele simplesmente... SAIU CORRENDO!- me olhou com uma cara estranha.
- para de aumentar a história.
- , eu sei que às vezes eu aumento as histórias, mas... – Ela me olhou com as duas sobrancelhas arqueadas. – Tá, eu sempre aumento as histórias, mas dessa vez ele REALMENTE saiu correndo! - me olhou assustada.
- Esses dois, eu nunca vou entender eles, sério! - riu e eu também, mas foi uma risada nervosa.
A festa rolou até mais que 6h, eu e deitamos exaustas, dormimos direto.
Acordamos eram 16h, com caras amassadas e com uma dor de cabeça in-su-por-tá-vel!
- Eu quero uma aspirina, JÁ!- falou apertando a cabeça.
- Eu vou me dopar de aspirina agora!- Falei apertando minha cabeça também e correndo escada abaixo. Cheguei na cozinha e James estava quase dormindo na bancada segurando a aspirina.
- Pára de se dopar e me da um pouco dessa aspirina egoísta!
- Pára de gritar sua louca, e te ligou, ele disse que daqui a pouco está aqui e que era pra estar junto. – Olhei para James com os olhos arregalados.
- O QUE? Como assim? Não, ele não pode vir! - Subi correndo pro quarto.
- , O E O ESTÃO VINDO AQUI, LEVANTA! - arregalou os olhos e se levantou colocando uma roupa e arrumando os cabelos, em menos de 10 minutos estávamos prontas, e no mesmo minuto ouvimos as vozes deles.
- ! - James gritou no corredor. – Eles estão lá embaixo, qualquer coisa me chama, ok? - James me abraçou e beijou minha testa.
- Certo, hm ... Vamos? - pegou minha mão e descemos. Chegando ali embaixo apenas me puxa para fora de casa.

CAPÍTULO 6

- querido, meu pulso tá doendo. – Tentei me largar, mas ele continuava me puxando até chegarmos a um banco em um parque a uns dois minutos de casa. - Olha , meu pulso tá doendo bastante, tá feliz? - Falei massageando meu pulso.
- Olha desculpe, ok? – Ele falou irritado.
- Veio aqui pra me xingar, perdeu sua viagem, não estou a fim de ouvir você e suas mudanças de humor repentinas. – Me levantei do banco, mas me segurou pela cintura e me sentou de novo. E aquelas mãos ai ai... Ar? Ar? Onde você está?
- Olha , eu vim aqui me desculpar, por favor, não faça ficar mais difícil para mim.
- Ah, desculpe se eu estou fazendo você passar por cima do seu orgulho. Mas se não quiser não faça.
- , pára, ok? Chega!
- Chega digo eu, ! Reveja o que está fazendo comigo e se coloque no meu lugar. – Me levantei e dessa vez ele não me parou. Senti uma pontada de dor, mas continuei andando, minhas lágrimas saíram sem pudor. Entrei em casa e nem me atrevi a olhar para James.
- o que... – Acho que ele não iria continuar. Subi para o meu quarto, coloquei um pijama e me deitei. Isso estava me matando. De repente a porta do meu quarto foi aberta.
- Agora não James, por favor. – Mas a pessoa não respondeu, apenas levantou as cobertas e se deitou ao meu lado. .
- Me desculpe, por favor. – ficou de conchinha comigo e colocou seu rosto na curva do meu pescoço. Ar? – , por favor, eu não quero te perder. – Ele suspirava e me deixava cada vez mais sem palavras.
- , e-eu não... sei.
- Olha , eu realmente admito que foi difícil vir aqui para te pedir desculpas, você sabe como eu sou orgulhoso, mas , você é a única razão para eu passar por cima de tudo na minha vida. Tudo mesmo. – Eu me virei para e olhei profundamente em seus olhos azuis. Mais uma vez, ar?
- Menos pela . – Eu baixei minha cabeça sentindo as lágrimas queimarem.
- Você não sabe o quanto eu quero largar a para ficar com você...
- Mas não larga! Isso é o que conta. Não adianta você ficar dizendo que me ama e que largaria de tudo sendo que você não larga a peça-chave, sua namorada. – Ele baixou os olhos e suspirou.
- , você erm... Confia em mim? – Fiquei pensando por um momento.
- Sim, . – Falei meio indecisa.
- , eu te prometo que logo, logo eu vou largar a para ficar com você. Agora é um pouco complicado, mas você tem que confiar em mim ok?- Eu olhei em seus olhos. Droga, de novo, ar?
- Você me promete mesmo?
- Por que eu mentiria? Eu te amo , e saiba que a nunca vai me conquistar como você me conquistou. – Ele me puxou pela cintura e me beijou calma e profundamente. Sentidos, onde estão vocês?
- Eu te amo e espero que esse tempo seja rápido. – Ele me olhou e sorriu o meu sorriso.
- ? Dude, a gente te que ir... – falou batendo na porta.
- Ok .
- Eu vou me despedir da e te espero ali na sala! - desceu correndo a escada e de repente ouvimos um estrondo e um “estou bem” eu e rimos bastante.
- Então, vai confiar em mim mesmo, mesmo? - Ele riu.
- Mesmo, mesmo! - Pus minha mão sobre seu rosto e ele fechou os olhos com meu carinho.
- Eu te amo, Bourne. – Ele falou abrindo os olhos.
- Eu te amo, . – Ele puxou minha cintura novamente e (Sentidos? Ar?) me beijou, agora um beijo com urgência. Ele me apertava contra si. Eu não queria que aquilo acabasse.
- Eu não quero que você vá, por favor. – Senti meus olhos carregados novamente.
- Não faz isso comigo. Às vezes eu queria largar tudo, tudo mesmo, pra ficar com você. Eu já pensei muitas vezes nisso, mas... As conseqüências são grandes. – Ele baixou a cabeça. – Eu tenho que ir, e nunca se esqueça que eu te amo mais que tudo. – Ele me beijou novamente e se levantou, colocou os tênis e abriu a porta, olhou para trás me encarando.
- Me espere, minha pequena. – Eu me levantei correndo e o abracei.
- Eu vou te esperar , eu te amo!- Dei-lhe um beijo rápido e ele desceu. Corri para minha cama e fiquei sentada vegetando, quase fazendo fotossíntese, até interromper.
- Hey tchubis. Como foi sua conversa?
- Tempo. E a sua?
- Tempo. – Ele se deitou com a cabeça nas minhas pernas, fiquei mexendo no cabelo dela.
- Ele disse que queria que eu confiasse nele, que em pouco tempo ele ficaria comigo, quase me implorou!- deu uma risadinha.
- É me falou isso também, eu vou dar esse tempo a ele, mas espero que não seja por muito tempo.
- Eu penso o mesmo que você. – Ficamos em silêncio por um momento.
- , eu não tô triste, eu não sei se eu deveria estar, mas, sei lá. Eu tô me sentindo bem.
- Eu também, não tô me sentindo as mil maravilhas, mas tô suave na nave. – deu uma risada.
- Eu quero sair , essa casa tá me causando náuseas, sério! – Que guria retardada.
- Ok, vamos ao... shopping? - Ela me olhou com cara de poucos amigos.
- , hoje é dia das pessoas que cortam os pulsos e que gostam de coraçãozinho-s2-restart! - Eu comecei a rir. (Nada contra quem gosta de restart, por favor, né!)
- Tá então eu não sei! – Ela segurou meus ombros.
- ! Eu tive uma idéia, sabe aonde a gente vai? - Que medo. – Ai, pára de olhar com essa cara, minhas idéias não são tão ruins assim! Tá, mas continuando vamos para a casa de campo da minha vó! Eu quero! - Olhei para com cara de desdém.
- Eu lá vou me enfiar no mato em plenas férias, vamos para a praia! - fez uma cara pensativa e logo sorriu.
- Vamos apenas nós duas de carro? - Eu balancei a cabeça e ela deu uma risada alta.
- Eu te amo por saber dirigir!- Ela me abraçou quase me deixando roxa.
- Tá, vamos depois de amanhã para... BRIGHTON BEACH! - Nós fizemos um hi-five. – Mas Fran, tem só um probleminha, hehe. – Ela me olhou.
- Felicidade de pobre dura pouco, manda aí.
- Esse problema tem nome... James Bourne. – bateu a mão em sua própria testa.
- Tinha me esquecido do seu irmão. – Eu ri.
- Eu vou chamar ele aqui... JAMES! - Ele subiu correndo.
- Falem meus amores. - Graças que ele tava com um pouquinho de bom humor.
- Assim, eu e a estávamos pensando em passar uns diazinhos fora, sabe como é, respirar outros ares e pans... Ai, a gente tava pensando em ir... Para... Brighton Beach... Você deixa?
- Mas é claro que não! Juro, vocês nunca vão para Brighton Beach sozinhas! - Começamos a implorar muito, mais muito para James deixar.
- James POR FAVOR! - Já era a milésima vez.
- OK SUAS CHATAS! MAS SOMENTE UMA SEMANA, SEM MAIS NEM MENOS!- Eu e gritamos e pulamos em cima de James.
- James você é o melhor irmão do mundo. – Eu falei dando um beijo estalado na bochecha do meu lindo irmão.
- Concordo com a !- bagunçou o cabelo de James.
- Tá, eu vou para a casa da Meg e de noite eu vou estar em casa. Tchau amores. – Ele deu um beijo em cada uma e saiu.
- Vamos arrumar as malas AGORA!- Peguei minha mala e selecionei todas as minhas roupas.
Ficamos arrumando as malas até às 17h.
- , nós vamos abastecer o carro agora, né? – falou.
- Vamos, e já vamos também passar no mercado, desse jeito a gente pode sair amanhã de manhã!- Fizemos um hi-five e fomos abastecer. Passamos no mercado e compramos guloseimas para a viagem. Chegamos em casa e James estava lá com a Meg, que provavelmente dormiria aqui.
- Oi meus amores!- Dei um beijo em cada um.
- Hello everybody!- falou também dando um beijo em cada um.
- Hey garotas, vão viajar quando?- Meg perguntou.
- Nossa, as notícias correm rápido. Se tudo der certo amanhã mesmo! - falou batendo palminhas.
- Ah, mas vocês falaram que só iam viajar depois de amanhã! - James cruzou os braços e fez biquinho.
- Awwwwn, meu irmãozinho vai sentir minha falta!- Apertei as bochechas dele e todos riram.
- Bom , vamos subindo e arrumar as últimas coisas, quero viajar amanhã!-
- Ok, vamos viajar amanhã mesmo então... Tchau amores, eu a e pretendemos levantar cedo e não acordar ninguém!-
- Tá, mas com que carro vocês vão?
- O único carro que o papai deixa aqui!
- Tá bem, bom, mas tenham cuidado na estrada, e, por favor, não confiem em qualquer pessoa!
- James, meu amor, a gente sabe tudo isso! Não precisa se preocupar, você pode nos ligar sempre que você quiser! Bom, agora a gente vai subir ok? Beijos!
- Me acordem amanhã de manhã, quero me despedir de vocês. – Ele fez biquinho novamente e eu e a rimos.
- Tchau pra vocês dois, amanhã a gente acorda vocês!- Fomos jogando beijos até a escada.
- Eu tô louca pra ir para Brighton Beach!- falou se atirando na cama.
- Eu vou até postar no twitter, quero que todo mundo saiba, hehe.

CAPÍTULO 7

Eu e mal conseguimos dormir, estávamos animadas e ansiosas, mas acabamos por dormir.
- Que lindo dia! - cantarolou pulando na minha cama. Por que ela faz isso comigo? Ela quer que eu acorde de mau humor? Era só me avisar. poxa...
- Se não parar de pular em cima da minha cama eu vou te espancar! – Falei me levantando e puxando o pé dela, assim, eu fiz a idiota cair em cima de mim, que beleza!
- Ai, minha perna, ai, ai! Sua bruta! Eu só queria te deixar feliz! - Ela ficou fazendo movimentos exagerados.
- Quantas vezes eu vou ter que falar que eu ODEIO que pulem na minha cama, ainda mais quando EU estou nela? - baixou a cabeça, sabia que eu odiava isso.
- Tá desculpe, foi para te irritar, mas agora eu quero te ver feliz porque a gente vai viajar! - Ela tentou ajeitar um sorriso em meu rosto com suas próprias mãos, isso foi tão engraçado que eu gargalhei alto. – Cala boca! O James vai acordar! - tapou minha boca.
- Rá pa sota minha roca? - Falei tentando morder a mão da desgraçada.
- Para de babar minha mão, sua idiota! - começou a esfregar a mão no meu rosto e nós começamos a rir.
- Ok, ok, acabou a viadagem! Vamos nos aprontar! - Nos levantamos e começamos a nos arrumar. Fizemos nossa higiene matinal e cada uma colocou a roupa mais confortável possível, a colocou uma flanela, uma calça e um Vans e eu coloquei uma blusa, um colete, uma calça e um Vans.
- Tá pronta, ?- me perguntou pegando as últimas maquiagens.
- Só falta passar o lápis e deu! - Passei o lápis e levamos as malas para baixo.
- Vai acordar o James porque se a gente sair sem se despedir é capaz de ele ter um treco! - Rimos e eu subi correndinho.
Entrei no quarto e me abaixei ao lado de James.
- James, acorda... Jameeees, James... Jimmy! – Ele nem se mexia. – James, por favor, nós vamos nos atrasar... James! – Chacoalhei James e nada. – ARGH JAMES! – Gritei e o empurrei, Meg e James pularam da cama.
- ! NUNCA mais nos acorde assim!- James colocou a mão no peito ofegante.
- Eu estou te chamando faz um tempão! – Me levantei e fui em direção à porta. – Não quer se despedir então tudo bem! - Desci as escadas e peguei minha bolsa.
- Hey, espera! – James veio correndo. – É óbvio que eu vou me despedir de vocês! – Ele me abraçou bem forte. – , por favor, não se meta em confusão, não dê bola para ninguém, não fume, não fique bêbada, não se drogue! - James falava me apertando.
- Jimmy, eu sei de tudo isso, e você parece o papai! - Nós rimos e ele me soltou.
- Eu vou te ligar todos os dias! Eu vou sentir saudades. – Ele me deu um beijo na testa.
- É só por uma semana, passa rápido! - Mordi a bochecha dele e ele riu. James quase matou a .
- E você minha irmã emprestada, por favor, não faça barraco com ninguém, e não fale descaradamente das pessoas! Por favor! - riu e James deu um beijo na bochecha dela.
- Vem cá, cunhadinha! - Meg me abraçou. – Vou sentir saudades! - Meg deu um beijo na bochecha.
- Eu também... Mesmo sendo apenas uma semana! - Nós rimos e Meg matou , não mentira.
- Ai, eu não quero que vocês saiam! – Meg falou dando um beijo na testa da .
- Meg amor, é apenas uma semana! - falou e todos riram.
- Ok, nós vamos indo, queremos chegar cedo lá! - Falei e James pegou nossas malas levando até a garagem.
- Tchau, meus amores, fiquem com os celulares, POR FAVOR!- Ele nos deu mais um beijo e Meg nos abanou pulando, ai Deus, eu vou bater nela! Entramos no carro e já ligamos algumas músicas. The Rock Show – Blink 182. Saímos cantando e gritando.
- Eu estou tão animada, não creio, sério!- colocou os pés para cima da porta luvas.
- Eu também, não vejo a hora de ver os gatos de Brighton Beach! - Coloquei o dedinho na boquinha seduzindo a lot (muito)! riu e logo começou a música da Vanessa Carlton - A Thousand Miles. deu um gritinho, nós amávamos essa música quando lançou. Eu comecei cantando.
- Making my way downtown, walking fast, faces passed and I'm home bound. TÃNÃNÃNÃNÃNÃ! - pegou a trakinas e fez como microfone.
- Staring blankly ahead, just making my way, making my way through the crowd. - Ela mexia os dedos como se tocasse piano. Eu comecei a cantar novamente.
- Now I need you, now I miss you, and now I wonder... – Aí, começou uma gritaria, nós começamos a cantar juntas.
- If I could fall, into the sky, do you think time would pass me by. 'Cause you know I'd walk a thousand miles. If I could just see you...TONIGHT! - Começamos a rir e a cantar juntas, foi bem engraçado! Continuamos cantando animadamente até a música acabar.
- Nããão! Minha música linda e diva, para tudo! – fazia movimentos exagerados com as mãos e eu ri muito.
- Ai , pára tudo, nossa música diva acabou!- Eu disse batendo a mão no volante.
- , amor da minha vida, linda, minha diva!- tinha um sorriso que ocupava todo o seu rosto.
- Ai que puxa saco, enchendo lingüiça pra que? O que você quer? - Olhei pelo canto de olho ela bufando.
- Ai, como você é estraga prazeres, mas ... Eu to com fome e vontade de... Fazer xixi! - Ela colocou a mão na bexiga.
- Ai , eu te odeio... Deve ter um posto aqui perto... Oh, aquele dali! - Apontei para um posto longe dali.
- , quanto tempo falta para a gente chegar? - perguntou se mexendo exageradamente.
- Deixa eu ver, que horas a gente saiu mesmo?
- Às 7h...
- Ah sim, umas 9h e pouca.
- E que horas são?
- 07h30min . – Como essa guria pergunta, meu Deus.
- E quanto tempo falta para nós chegarmos no posto?
- Estamos chegando, e para de perguntar um pouco! Parece uma criança!- Ela riu, o que me fez rir também.
- Eu não quero ficar quieta, tá chato, e meu xixi quer sair!
- Deu , chegamos no posto, chata. – mal deixou eu estacionar o carro e já foi correndo para o banheiro. Desliguei o som rindo da retardada da minha amiga e fui comprar algo para beber. Entrei e logo vi algumas revistas interessantes, esperei sair do banheiro.
- Ai, como é bom fazer xixi!- falou com cara de alívio, eu ri dela.
- Vamos comprar alguma coisa para beber que a água já acabou... Não é ?- Ela deu um sorriso amarelo.
- Ok, eu quero aqueles hambúrgueres que vem dentro de um saquinho! – colocou os dois braços para cima, ai que vontade de bater nela.
- Tá senta naquela mesa do canto enquanto eu compro as coisas. – Ela foi saltitando e sentou-se à mesa. Sério, um dia eu vou bater na ... Não que a gente já não se bata, mas vou bater ainda mais. Fui até o balcão e pedi as coisas e enquanto não ficavam prontas eu fui ver algumas revistas, ai quase tive um troço quando eu vi uma revista com o Rob, é óbvio que eu iria comprar, peguei duas, uma para mim e uma para . Fui até o balcão e peguei os lanches.
- Aaaaaaaah, achei uma revista com o Rob e peguei uma para você! Aaaaaah!
- Aaaaaaaah! Pára tudo, Robert gostoso!- arrancou sua revista da minha mão, sentei ao lado dela e ficamos comentando as coisas da revista. Até que...
- Ai meu Deus! - Eu coloquei a revista na minha cara e bati na revista da que bateu em seu rosto.
- Aa... - ia gritar mas eu tapei a boca dela.
- Não grita, fica quieta, não se mexe e fica com a revista no rosto, depois eu explico. – Fiquei espiando pela revista. Pra onde será que...
- , o que houve, me conta, estou vermelha de curiosidade! - falou sussurrando.
- Tá péra... Saindo... Tá, deu, baixa a revista. – Ela me olhou. – , , e acabaram de sair daqui. Para onde eles estão indo? – que estava com a boca aberta e uma batatinha na mão, deixou a mesma cair. – Fecha essa boca, seus restos alimentares não me atraem. – Ela continuou mastigando pensativa.
- E se eles forem para Brighton Beach?- perguntou.
- Acho que não, pelo que eu saiba não tem nenhum show deles por lá. – Fomos pagar a conta e abrimos a porta cautelosamente, nos abaixamos e saímos correndo para o carro.
- Acho que eu me mato se eles estiverem em Brighton Beach. – Falei quase deitada no banco.
- Pois é, acho que eu me atiro no mar, sério... – Ficamos em silêncio, ligou o rádio e ficamos paradas ouvindo Violence do Blink 182. E como todos sabem o quão a é retardada, do nada, ela começou a tocar guitarra – imaginária – e cantar o refrão da música gritando. E como eu fui afetada pela minha amiga eu logo entrei com a minha bateria – também imaginária – e comecei a cantar. Não tinha como não rir desta cena.
- Ai, ai, acabou com a putaria, vamos ainda quero pegar uma praia... e uns delícias! começou a rir de mim e continuou cantando loucamente ao meu lado e fazendo dancinhas muito estranhas.
Chegamos eram 9h45min, entramos no lindo hotel Thistle Brighton. Fomos até a recepção.
- Olá, reservamos dois quartos no nome de Walker e Miller. – Eu sorri para o atendente LINDO. Putz, ele era muito gato, me deu um pequeno ponta pé e eu gemi de dor, o moço me olhou estranho e eu não sabia onde enfiar a cara. Olhei que segurava o riso. O gato do atendente me entregou a chave ainda me olhando estranho e eu saí correndo dali.
- sua retardada, o cara deve pensar que eu sou uma tarada que fica gemendo por ai!- riu da minha cara.
- Ah que nada, capaz de ele dar uma passadinha no seu quarto de noite! - falou e eu dei um leve soco em seu branco.
- Até que não é uma má idéia! - Nós rimos e chegamos em nossos quartos. Um ao lado do outro.
- Só não vá fazer muito barulho, hein . – Olhei para ela e mandei um dedo do meio. Cada uma entrou em seu devido quarto.
Tomei um banho e coloquei meu biquíni preto e fui bater no quarto da .
- You said you wanted love, so I gave it… la, la, la, la… - Cantarolei a nova música do McFly, essas músicas realmente eram viciantes... Bati na porta do quarto de e segundos antes de ela abrir, 4 garotos que eu realmente não esperava ver saíram do quarto ao lado... McFly is here baby! Antes de olhar para mim, abriu a porta e eu derrubei nos duas no chão e fechei a porta com meu pé.
- Primeiro, quer sair de cima de mim? Segundo, o que está acontecendo com você? - me olhou confusa.
- Desculpe, desculpe, mas ai... Você nem sabe... Eles... Eles... O McFly , são eles mesm...
- FALA LOGO GAROTA!- me ajudou a levantar.
- Eles saíram aqui do quarto do lado!- abriu a boca incrédula.
- Mas... Como assim? Não pode , não pode!- sentou-se na cama.
- Ah , pensa bem, a praia é grande, não tem por que eles ficarem no mesmo lugar que a gente, eles não podem sair muito por causa das fãs, mas nós podemos!- sorriu e foi pegar a bolsa.
- Ok, vamos para a praia. – ajeitou o biquíni verde pouco chamativo e saímos com todo o cuidado do quarto.
- Tá a barra tá limpa, vamos logo!- falou.
- Cala boca , só vai! - A empurrei para dentro do elevador.
- AI! Sua bruta! - Ri da cara dela e fomos para a praia.
Chegamos e sentamos na areia com a canga, detalhe: eu ODEIO areia! Ficamos torrando no sol um pouquinho e depois fomos para a beira do mar.
- Tá fria !- falava tentado se esquivar.
- Deixa de ser fresca, nem deve estar tão fria!- Coloquei meu pé na água e dei um pequeno grito. começou a rir.
- Ai, deixa de ser fresca e blá, blá, blá!- Mandei dos dedos para ela. De repente dois meninos loiros e bronzeados vinham em nossa direção.
- Ai que tudo, que gatos, para tudo!- disse entre dentes para que os meninos não ouvissem.
- Cala boca. - Falei e logo os meninos chegaram. – Olá.
- Oi garotas, eu sou Ethan e ele é meu irmão Stephen. – Gato, gato, gato.
- Olá, eu sou e essa é minha amiga . – Eles sorriram tipo... Lindos?
Ficamos conversando um bom tempo, nem vi as horas passarem.
- Bom garotas – Stephen-que-seca-a- falou. – Hoje à noite terá um festival de bandas... Vocês gostariam de ir conosco? – Eu e os olhamos, seria ótimo.
- Claro! Mas o que vai tocar? - Senti um nervosismo na voz da .
- The Kooks, The Killers, The Used, Green Day e Blink 182. – Ethan lindo falou e meus olhos e os da brilharam, nossas bandas preferidas!
- É só dizer a hora! - Falei animada.
- O festival começa às 22h, mas nós temos passes Vips para conhecer as bandas então, podemos passar no hotel de vocês hm... Às 20h30, teremos bastante tempo para conhecer as bandas e para curtir alguns acústicos.
- Está certo então, bom garotos, eu e vamos indo, até amanhã! - Nos despedimos e fomos em direção as nossas coisas.
- Nós. Vamos. Conhecer. As. Bandas!- se pudesse, tinha dado pulinhos de alegria, mas eu não deixei.
- Sério, eu nem acredito!- Falei indo em direção ao hotel com ao meu encalço.
- Vamos estar deusas amanhã, já sei até a roupa que eu vou!- falou.
- Eu também. HEHE! - Sorri maliciosa!
- Como você vai, ô safada?
- Pelada é óbvio... CLARO QUE NÃO IDIOTA! Amanhã tu vai ver.
- Odeio ficar curiosa. – murmurou. – Mas você não vai ver a minha também! - deu língua e entramos uma em cada quarto.

CAPÍTULO 8

Acordei ansiosa, hoje seria o dia do festival. Peguei meu celular e liguei para acordar.
- Alô... – Ela falou com a voz sonolenta.
- É melhor acordar senão eu vou aí bater em você.
- Nossa, cavalo até acordando. Tô levantando, vamos à praia?
- Não, ontem à noite eu marquei um SPA completo para nós. – bateu palminhas. – Pára de ser retardada.
- Pára de ser mal humorada!
- Mas hoje eu estou de bom humor! Bom, vamos começar com massagem agora, na verdade daqui a uma hora, então vamos tomar café e ir ao SPA.
- OK, te encontro em 10min. – Eu desliguei.
Já coloquei meu biquíni e um short e uma blusa por cima, coloquei minhas havaianas da Itália, aqui havaianas são o olho da cara e sobre ser da Itália, eu acho lin-das! Ok, fiz minha higiene matinal e saí. Bati na porta da e ela entendeu com um sorriso enorme.
- Bom dia, mal comida! - Olhei assustada para ela.
- Pensei que ia dizer bom dia flor do dia. – Fiz cara de triste.
- Desse jeito mal humorada é mal comida mesmo. – Fiz biquinho e ela riu. – Tá desculpe, vamos FLOR DO DIA! – me abraçou e nós rimos.
- Tá bem, vamos logo tomar café da manhã.
Tomamos café, voltamos para o quarto para fazer nossa higiene matinal e fomos para o último andar, o SPA.
- Ai que sonho! – falou sussurrando para mim.
- Pára de ser fresca, nem é tanto assim... Tá é tudo e eu estou louca por uma massagem! - Falei sussurrando para também. Fomos em direção ao balcão.
- Olá, as senhoras devem ser e certo?
- Claro!
- As salas de vocês estão prontas, sigam-me. – A moça era bem simpática. Ela abriu duas portas, umas era a de e a outra minha. (Não diga mongolona!) A sala. era realmente muito bonita. Entrei e fiquei observando.
- A senhora pode deitar-se, a massagista está a caminho.
- Ok, muito obrigada. – Ela saiu e fechou a porta. Sentei na cama de massagem que era muito boa por sinal, isso estava ficando um tédio. Comecei a ouvir alguns gritos lá de fora, abri lentamente a porta de correr e coloquei um pouco do rosto para fora, ow droga! corria e olhava para trás, havia muitas fãs atrás dele, corri para dentro, mas acho que ele me viu, mas não me reconheceu por eu ter colocado apenas um pouco do rosto para fora. Fechei a porta, de repente ela se abriu e entrou ofegante e trancou a porta, eu automaticamente me virei.
- Olha, me desculpe! Havia muitas fãs, não queria atrapalhar seu trabalho. – What? Ele pensou que eu trabalhava aqui? Pensando bem, melhor ainda.
- Oh no, no, no, sente-se! E rrelaxe! – Fiz um sotaque muito ferrado e uma foz meio grossa.
- Hãm... Ok...? - Vi a sombra de na parede, ele tirou a camiseta... Pausa para a melação aí!
- Er... Deite-se e virre a cabeça para o quadrro! - Falei ainda virada para a pia fingindo lavar minhas mãos infinitamente.
- Ok! – Ele virou e eu espiei de canto, suas costas extremamente largas, seus braços definidos e... onde eu deixei meu ar? estava de olhos fechados, então contornei a sala e fiquei na parte contrária da cama. Droga, eu não sei fazer massagem! Coloquei minhas mãos em seus ombros bem, muito bem definidos e grandes e ai, eu to bem animadinha já!
- Olha... – foi virar sua cabeça para falar comigo, mas eu acabei sem querer dando um tapa em sua cabeça e grudando seu rosto no colchão.
- Não gosto que me interrompam no meu trrabalho. – Puta merda, quase, quase!
Tirei minhas mãos e peguei um óleo qualquer, eca, aquilo parecia gordura, blargh! Passei um pouco em minhas mãos e comecei a fazer massagem nos ombros dele e isso estava me deixando... animada. Ah vão se ferrar, olha quem tava sem camiseta e deitado em uma cama!
Fiz mais um pouco de massagem e vi que ele estava dormindo, aproveitei a deixa, lavei as mãos e saí.
Fiquei esperando no meu quarto, eu estava apreensiva. Depois de alguns bons minutos alguém bate na minha porta.
- Onde você estava? Eu fiquei preocupada te procurando! - entrou de braços cruzados e com um biquinho.
- Quando você ouvir o que aconteceu, vai ficar com pena de MIM!
- Deus, o que? Me conta criatura!
- Tá, eu estava sentada na sala de massagem e a massagista não tinha chegado, aí eu ouvi uns gritos, abri a porta e o estava correndo de algumas fãs, eu entrei correndo, depois ele entrou na minha sala e eu me virei, sorte que ele não me reconheceu, eu fingi ser a mulher que trabalhava lá e disse pra ele deitar...- me olhou com cara de safada. – Não para isso sua pervertida! Para eu fazer massagem, aí ele tirou a camiseta, e agora você pode sim me olhar com cara de safada por que eu fiquei animada, bem animadinha, sério, ele é muito gostoso! Tá aí, eu fiquei, puta, não sei fazer massagem, aí que coloquei um óleo na minha mão que parecia gordura, eca, e comecei a fazer massagem nos ombros dele, e tipo ele dormiu, acho que por que ele estava cansado, porque minha massagem foi uma merda! - estava boquiaberta quando eu acabei de contar.
- Eu. Não. Acredito! Ele podia ter te visto sua idiota!- me deu um tapa.
- Eu pensava que você ia ficar com pena de mim ou algo assim! – Ela me olhou com cara de poucos amigos.
- Ok, agora você precisa relaxar, então temos uma hora pra ficar naquele ofuro lá no terraço! – falou já me puxando para fora.
- Ai, depois eu que sou a bruta!
Ficamos uma hora no ofuro jogando conversa fora, decidimos não tocar nos nomes e , nada de problemas, ficamos falando sobre o que poderia acontecer no festival e foi bem engraçado. Saímos do ofuro e fomos caminhando devagar pelo hotel.
- Eu estou louca que chegue a hora de se arrumar! E , eu tô morrendo de fome. – colocou a mão na barriga.
- Eu também. E vamos almoçar aqui ou na praia?
- Vamos almoçar na praia, hoje a gente não deu uma passadinha para ver os gatos de lá!
Almoçamos e passamos a tarde secando uns surfistas deusos! Até que chegou a hora de nos arrumarmos.
- Sério, a gente tem que estar MUITO gostosas, eu vou caprichar hoje! E , onde você combinou com os meninos?
- O Ethan lindo me ligou hoje no almoço quando você foi gritar com o garçom sabe, e ele disse que às 20h30min eles estariam aqui na frente. –
- Ai, eu vou ver meu deuso Stephen, lalalá!- fez uma dancinha muito idiota.
- Ok, vai para o seu quarto, depois a gente se vê. – Mandei um beijo e ela me mandou um dedo do meio, que querida!
Entrei no meu quarto e fui direto para o banho, fiquei horas lá. Saí meio atrasada correndo e secando meus cabelos ao mesmo tempo, optei por deixá-los naturais, passei maquiagem e coloquei minha roupa. Só que... Cadê meu sapato? Droga, onde que eu deixei essa porcaria? Passei por todo o quarto, olhei para de baixo da cama e lá estava ele, nossa, como foi parar ali se eu nem o tirei da mala? Bom, deixa para lá! Olhei o relógio, 20h25min, me olhei no espelho e fui até o quarto de .

POV

Cheguei no quarto e já coloquei minha linda roupa em cima da cama, eu ia ficar deusa com essa roupa e ia pegar o Stephen muito certo. Fui para o banho, fiquei pensando em como seria pegar aquele deuso, mas vai que ele beijasse mal? Eu o avacalharia até sua morte por ele beijar mal! Como eu sou má, e cara, tô louca pra ver a roupa da , será que ela vai piri ou mais comportada? Tenho certeza que comportada ela não vai! Sai do banho e vesti minha roupa, coloquei uma maquiagem bem leve e ouvi batidas na porta.
- Entra! - Gritei.
- Vamos?- entrou com uma roupa lin-da! - MEU QUE LINDA TUA ROUPA!- gritou.
- VÉIO, A TUA TAMBÉM!- Começamos a rir e do nada paramos.
- A gente tem muita sorte, vai dizer! Como previsto, a gente tá muito gostosa, sério!– Falei sorrindo para o espelho.
- Se eu fosse homem casaria comigo mesma. – falou e eu comecei a rir.
- É, se eu fosse homem nos pegava... – Refletimos.
- Tá vamos logo!- me puxou brutalmente para fora do quarto.
- Ê animal!

/POV

Fomos em direção ao elevador, quando chegamos no hall, estavam dois deuses, duas delícias a nossa espera com um grande sorriso lindo. Quase perdi meu ar!
- Ai, gostosos. – falou entre dentes.
- Ô lá em casa. – Falei entre dentes também.
- Olá meninas! - Ethan falou me dando um beijo na bochecha e outro na , o mesmo fez Stephen.
- Estão maravilhosas! - Stephen falou passando o braço pela cintura de .
- Bom, vamos então? - Ethan também colocou o braço em volta de minha cintura e fomos em direção à um... Porsche? PUTA MERDA, gente rica é outra coisa!
Depois de alguns minutos chegamos no local que ocorreria o festival. Os garotos novamente nos guiaram colocando o braço em torno de nossa cintura, e por onde passávamos, nós atraíamos olhares. Chegamos no backstage e cada porta tinha o nome de cada banda, eu e só não piramos para não pagar mico. Primeiro entramos no camarim do The Kooks, os caras eram muito legais, o Luke me deu mole, aham, pois é! Quem pode, pode! Depois fomos ao do The Killers, os caras mais gente boa que eu já vi! Conversamos, rimos, bebemos a cima de tudo! Fomos para o camarim do The Used, mais avacalhados impossível! Avacalhavam com todas as groupies que se atiravam para cima deles. Ah, Green Day, ah! Entramos e eles nos receberam com palhaçadas e nós conhecemos a mulher do Billie, a Adrienne, ela é muito querida! Blink tãnãnã! Eu estava nervosa e também, mas não deixamos transparecer. Fomos recebidas por Mark, super engraçado, gritando e pulando, típico de Mark Hoppus! Travis saiu do banheiro gritando como louco e quando nos viu, ficou vermelho, Thomas ficou meio no canto, mas ele era bem engraçado, apesar de eu não gostar muito dele, pois eu ainda acho que Blink acabou por causa dele, totalmente DELE! Mas fiquei gel. Saímos e fomos até a outra porta, fomos rindo e fazendo palhaçadas, estávamos meio altos por que em cada camarim, bebíamos uma coisa diferente! Ethan agarrou minha cintura e abriu a porta.
- E a última banda, nós deixamos de surpresa!

CAPÍTULO 9

- Agora eu fiquei curi... WTF? - falou com os olhos arregalados e eu? EU não conseguia nem me mexer.
- ? ? - falou sorrindo.
- Erm... Oi? - Depois de um tempo eu falei.
- O que vocês estão fazendo aqui? - perguntou.
- Vocês os conhecem? - Stephen perguntou. Era muita pergunta pra minha cabeça, que saco!
- Primeiro, nós viemos viajar e segundo, sim a gente conhece. – Só depois que eu fui perceber que e não falaram nada, pois Ethan e Stephen estavam segurando nossa cintura.
- Mas o que vocês estão fazendo aqui? - perguntou meio atônita com a situação.
- Viemos fazer uma participação especial. – falou arrumando o cabelo no espelho.
- Hm.
- Se não se importam, o show já vai começar e temos que nos concentrar. – falou seco e eu baixei a cabeça.
- Ok caras, boa sorte. – Stephen falou sorrindo. Saímos de lá e fomos para o VIP, que era bem na frente do palco, pra que? Todas as bandas tocaram e por último McFly, e ficavam nos olhando enquanto Stephen e Ethan estavam abraçados na gente, e para deixar bem claro, nós não ficamos com aqueles dois deuses. Eu precisava falar com a .
- Ethan, eu vou ao banheiro com a . – Ele me deu um beijo na bochecha e eu puxei .
- Aonde a gente vai?
- Vamos andar, eu não estou muito bem para ficar ali, e eu quero pensar no que eu vou falar para o depois, não quero que ele fique bravo comigo. – Falei baixando a cabeça.
- Pois é, eu também tenho que pensar, eles devem estar nos odiando, , e o que eu menos queria agora era que me odiasse, eu não quero isso. – também baixou a cabeça e nós ficamos em silêncio, caminhamos mais algum tempo e resolvemos voltar.
- Por que demoraram? - Stephen perguntou.
- Nos perdemos. – falou me olhando de canto.
- Tudo bem, mas o show do McFly já está acabando. – Eu e assentimos e sentamos no chão encostadas na grade e de frente para eles.
- Vocês estão bem, ficaram estranhas de uma hora para outra. – Ethan perguntou.
- Acho que o efeito do álcool está passando e nos deixou com sono. – Todos riram.
- Ok, querem que a gente leve vocês para o hotel.
- Acho que sim, eu não tô me sentindo bem. – falou pedindo ajuda para se levantar e Stephen riu da cara dela. – Me ajuda sua puta! - Ele pegou a mão de e a levantou.
- E você, não vai me ajudar? - Perguntei olhando para Ethan.
- Eu não, você tem duas pernas, levante-se sozinha. – Se ele não estivesse segurando o riso, eu realmente acharia que ele estava falando de verdade.
- Quer me dar um tiro também? - Falei e ele desatou a rir.
- Cala boca! - Ele me deu as mãos e me levantou. Logo o show do McFly acabou e eles foram nos levar para o hotel.
- Brigada meninos, amanhã nos vemos na praia! - Falei saindo do carro.
- Beijos meninas! - falou.
- Ai, tchau amiga! - Ethan falou atirando um beijo para nós.
- Não quero nenhuma de vocês com um biquíni rosa na praia amanhã pra não ficar igual a mim! Beijos gatas. – Nós rimos e fomos em direção ao hall do hotel.
- Estou com medo de falar com o . – falou de repente.
- Eu também estou com medo de falar com o . Com medo de que ele não me desculpe. – Ficamos em silêncio e subimos para nossos quartos.
- Fica lá no meu quarto hoje.
- Tá eu só vou trocar de roupa e tirar a maquiagem. – Ela assentiu e foi para o quarto dela. Entrei no meu quarto e fui direto tirar minha maquiagem, coloquei uma coisa confortável. Prendi meu cabelo em um coque frouxo e fui para o quarto da .
- Entra aí. – gritou. Entrei e ela estava atirada na cama.
- Eaí. – Sentei ao lado dela.
- Vamos esperar eles chegarem e cada uma vai à luta. – falou olhando o canal de animais e do nada apareceu um macaco. – Ele me lembrou o . – Eu comecei a rir, não teve como, e ela também.
- Quando a gente fizer as pazes eu vou ter que contar isso pra ele, sério. – me deu um tapa na perna. Ficamos assistindo aquele canal sem a mínima graça por um bom tempo até que...
- Boa noite, dudes!- Ouvi a voz de . Fomos correndo ver qual eram os apartamentos. estava ao lado do de e no da frente do de .
- Essa é a hora... – abriu a porta e foi até o quarto de e eu até o quarto de .

POV

Bati na porta e logo apareceu com uma cara nada boa para mim.
- O que você quer?
- Eu... Posso falar com você? - Ele deu espaço para que eu entrasse.
- Fala. – Ele realmente estava bravo comigo.
- E-eu queria esclarecer as coisas que aconteceram hoje. – Eu falei meio receosa.
- Que coisas? Não tem nada para falar.
- , por favor...
- Não tem o que explicar , realmente não tem! - Ele aumentou um pouco a voz.
- Olha, baixa a voz, e você não tem o direito de falar nada, ok! Eu faço o que eu bem entender enquanto você ainda está com a Georgia! – ficou quieto.
- Mas você falou nitidamente que iria me esperar! - Ele aumentou a voz novamente.
- Já falei para baixar a voz comigo! E quem disse que eu não vou te esperar? Por acaso eu disse que não? Se eu não estou namorando é por que eu estou te esperando, e qual o problema de eu ficar com alguém sendo que você é NAMORADO da Georgia, você COME a Georgia e eu não falo porra nenhuma, admita , eu estou certa por aqui. Eu nem sei por que eu estou vindo me desculpar com você se eu não fiz NADA!- ficou calado novamente e eu também. Minha vontade era de gritar, chorar, matar o , e ao mesmo tempo beijar esse merda! Que droga.
- ENTÃO QUE NÃO VIESSE! VÁ EMBORA ENTÃO! - Ele gritou.
- SE EU FOR, EU VOU PARA SEMPRE! - me olhou atônito, ele abria e fechava a boca diversas vezes, de repente ele veio em minha direção e grudou nossos lábios, eu fiquei em choque, mas dei passagem para a língua dele. Nossa sincronia era perfeita, eu podia ficar ali por horas, e que se dane meu fôlego, por que se eu morresse ali mesmo, ao lado de , eu morreria feliz. foi me levando até a cama, ele desgrudou seus lábios do meu e me olhou.
- Eu te amo... Mais que tudo. Desculpe por tudo, eu te quero para sempre, sempre. – Não deixei que ele falasse mais nada, grudei nossos lábios com rapidez, ele foi me deitando na cama. Eu fiquei um pouco nervosa por ser minha primeira vez, mas fez tudo para que fosse perfeito.

/POV

Bati na porta e atendeu com um cara LINDA.
- Oi. – Ele falou total sem emoção.
- Posso falar com você? - Ele levantou uma sobrancelha e deu espaço para eu entrar, ele deitou na cama e eu me sentei na ponta da mesma.
- Sobre?
- Não se faça de bobo, você sabe.
- Não, eu não sei! Se não me disser, pode ir. – Tô puta já, tô puta.
- Ok , vim falar sobre hoje, que apareci com o meu amigo no camarim de vocês.
- Amigo... – Ele deu uma risada irônica.
- Não dê essa risada irônica, ele é meu amigo sim, e eu não fiquei com ele!
- Então por que ele ficava te agarrando toda hora?
- Por que ELE queria ficar comigo, mas EU não quis!
- Sabe, eu realmente não me importo. – Abri minha boca numa tentativa inútil de falar algo, como assim ele não se importava? E quando ele fez todas as promessas de amor e blá blá blá?
- E-então tudo o que você falou para mim aquele dia... era mentira. – Minha voz saiu embolada por minha vontade de chorar, mas eu pigarreei e engoli o choro. Ele desligou a TV e se sentou.
- Não , mas acho que tudo o que VOCÊ me falou era mentira.
- Como você pode achar isso? Eu duvido que se você pedisse para qualquer garota para esperar você, elas não diriam as mesmas coisas que eu disse. Eu ainda estou te esperando, quer dizer, eu nem sei mais se você quer. – Levantei da cama indo em direção a porta. – Cabe a você decidir, saiba que eu sempre estarei te esperando, mas vai chegar o momento que eu vou me cansar de esperar e você vai perder sua chance. – Bati a porta não querendo ouvir o que tinha para me dizer. Entrei no meu quarto não conseguindo segurar as lágrimas, pensei em ir pegar whisky, mas alguém bateu na porta, eu realmente não queria atender, mas podia ser a .
- Entra! - Gritei e fui em direção a sacada. Eu estava fraca, queria dormir, mas eu tenho certeza que não conseguiria. Meus pensamentos foram interrompidos.
- Eu não queria dizer aquilo, você sabe, por favor, diga que você sabe. – Me virei lentamente para , eu não conseguia mais segurar o choro, veio ao meu encontro, mas eu o parei com uma mão.
- , por favor... Você s-só sabe me fazer sofrer e eu não agüento mais. Essa dor é tão grande que eu fico fraca, fico fraca cada vez que chego perto de você. Te amar me adoece.
- , não faça isso, por favor. – passou as mãos pelo cabelo. – Me dê uma semana depois que voltarmos para casa, uma semana, e você me terá por completo, eu te prometo. – Eu olhei para , meio atônita. – Uma semana. – Ele se arriscou a chegar perto de mim, eu tentaria pará-lo, mas eu não conseguiria. Ele me abraçou tão forte que eu quase perdi meu ar, mas dane-se meu ar, eu queria e eu o teria. - Nunca mais fale aquilo, eu fiquei com medo de te perder. Eu não viveria sem você. – Ele falou me encarando com aqueles lindos olhos.
- Eu também não conseguiria ficar longe de você, nem que eu quisesse. – Ele sorriu e me beijou, me beijou como nunca havia me beijado antes. Era um beijo misturado com paixão, desejo, e saudade. O beijo se intensificou e nós fomos para dentro, eu enrosquei minhas pernas em torno de seu quadril enquanto ele se concentrava em meu pescoço. Todo aquele nervosismo de primeira vez tinha passado, nada mais importava agora que eu e íamos ser um só, para sempre.

CAPÍTULO 10

Acordei e senti um peso em minha barriga, me virei lentamente e vi dormindo tranqüilo com o braço em torno de mim. Fiquei olhando-o começar a acordar, ele me olhou e sorriu.
- Há quanto tempo está acordada?- Ele perguntou com uma voz meio rouca, que digamos me deixou... louca.
- Acabei de acordar.
- Queria ter acordado primeiro, seria mais romântico! - Eu ri.
- Ok, da próxima vez eu deixo você acordar primeiro! - Nós rimos. – Eu tô morrendo de fome, que horas são?- olhou por cima do meu ombro.
- 9h. Vamos descer para o café e depois vamos à praia?
- Vamos sim. – Eu sorri e ele me deu um selinho. Levantei-me segurando o lençol na altura do meu busto e deixando minhas costas à mostra. faz um carinho em minha cintura que me deu vontade de voltar para cama.
- , eu tô com preguiça! - Ele falou me puxando de volta para a cama.
- Eu também! Mas eu preciso me alimentar!- Minha barriga deu sinal de vida e nós rimos.
- Ok, ok!
- Me empresta seu celular para eu ligar pra ? - Ele tateou o bidê e me deu o celular. Disquei o número da e nada dela atender. – Droga, ela deve estar com o . – Fiz um nó no meu cabelo, fazendo assim um coque frouxo. Disquei o número de , chamou e ele atendeu com uma voz sonolenta.
- Alô?
- , é a , tá com a ?
- Aham.
- Ok, acorda ela, vamos tomar café e pegar uma praia!
- Odeio você, ok, eu acordo ela. Beijos, xuxu.
- Beijos, xuxu, também te amo! – me olhou.
- Que história é de xuxu com o . – Olhei para com cara de poucos amigos e mandei dois dedos do meio para ele.
- Se quer saber, , e são meus xuxus, ok? E nada muda isso. – Falei pegando minhas roupas íntimas e vestindo-as.
- Ah é? E o que eu sou pra você? - Ele sentou na ponta da cama já vestido e eu fiquei entre as pernas dele.
- Hm, eu não sei, por quê?
- Ah, quer dizer que todos têm apelidos carinhosos e eu não? Tudo bem! - Eu ri da cara de bravo dele, nossa, ele ficou emburrado mesmo.
- Ok meu... Nenezinho! - Comecei a rir do apelido ridículo.
- Ah não, se você me chamar assim perto de alguém eu te mato! - Eu apertei-lhe as bochechas.
- Se ferrou agora que eu vou te chamar assim. – Dei um selinho nele indo procurar o resto das minhas roupas, e só pra constar que eu não estava achando. – , cadê minhas roupas?
- Não sei, amor. – Olhei para ele e sorri, primeira vez que ele me chama de amor, que lindo! Ele foi para o banheiro.
- Mas que droga, será que tem muita gente pra eu sair assim rapidinho? - Ele saiu com rapidez do banheiro e começou a procurar minhas roupas.
- Never que eu vou deixar você sair assim.
- , meu quarto é aqui ao lado. – De repente ele sai de baixo da cama com a minha blusa e meu short.
- Achei, achei, achei! - Ele fazia uma dancinha idiota.
- Ok, acabou com essa dancinha de gay! – Me vesti.
- Eu vou para o meu quarto e te encontro em dez minutos! - Abri a porta, mas veio em minha direção.
- Espere, eu vou com você, estou pronto. – trancou a porta e pegou minha mão. Fomos até meu quarto e eu troquei de roupa, fiz minha higiene matinal e saímos de mãos dadas pelo hotel. Chegamos no andar do restaurante e , , , Nathália (Namorada do ) e Morghana (Namorada do ) que deve ter chegado ainda hoje e , já estavam lá.
- Olá casal selvagem! - Todos falaram ao mesmo tempo rindo, aposto que combinaram, bando de filhos da mãe!
- Olá casaizinhos virgens e reprimidos que não tem nada melhor para fazer! – Fui dando um beijo em cada um.
- E aí, qual vai ser a programação de hoje? - perguntou.
- Eu pensei em irmos para praia! - Falei animada, mas todos ficaram sérios. – Ah vamos, eu quero ver os... – As meninas prenderam o riso.
- Ver o que xuxu?- perguntou.
- Ver os... os peixinhos ora!- Todos começaram a rir.
- , xuxuzinho, não tem peixes aqui!- falou dando um tapa na minha cabeça.
- Ah, deixa então, mas eu quero ir para a praia! – Cruzei os braços.
- Nós também! - As meninas gritaram e riram, os meninos não entenderam nada, mas hoje ia estar cheio de gatinhos na praia!
- O que nós não fazemos por vocês? - perguntou.
- Concordo com você !- falou passando o braço por meus ombros. Terminamos o café e subimos para o quarto.
- Eu só vou trocar de roupa e escovar os dentes e a gente desce.
- Ok. – me deu um selinho rápido e saiu. Entrei no quarto e logo fui colocando meu biquíni vermelho, escovei meus dentes, e enquanto saia do banheiro ouvi algumas batidas na porta.
- ENTRA!- Gritei, entrou e ficou me olhando. – Hm... oi. – Falei meio encabulada.
- Eu acho que a gente podia ficar no quarto hoje sabe! - Ele segurou minha cintura e ar... Where are you?
- Pára , vamos logo, todos devem estar nos esperando!- Ele começou a beijar meu pescoço e, where are meus sentidos?
- Vamos ficar aqui, !
- , vamos logo! - Ele soltou um muxoxo e entrelaçou nossos dedos.
- Ok, mas de noite você não me escapa! - Nós rimos e descemos até o hall, onde todos já estavam.
- Não podiam esperar até a noite? – perguntou.
- Olha , eu nem vou falar de você e o . – Pigarreei, eu não ia agüentar. – OH NÃO DANNY! NÃÃÃO! BLUFT!- Todos começaram a rir escandalosamente, menos e que alternavam entre roxo, azul e vermelho.
- Cala boca, !- me deu um tapa na cabeça.
Fomos para a praia e enquanto andávamos, brigávamos sobre o lugar que iríamos ficar.
- Não, vocês só querem ficar daquele lado por que tem mais “gostosas”! – Morghana falou e todas nós apoiamos.
- Não é verdade amor! Mas é que lá é melhor! - tentava inutilmente convencer Morghana.
- Então vamos fazer assim, a gente fica desse lado e vocês daquele, pronto, resolvido! - Nathália falou. Os meninos nos analisaram de cima a baixo e falaram todos juntos.
- Nããão, vamos com vocês!- Todas as garotas riram. Enquanto caminhávamos, eu e vimos duas putinhas correndo em nossa direção, era Ethan e Stephen.
- Meninaaaas!- Eu e corremos e abraçamos eles. Ethan e Stephen eram uns amores de pessoas, criamos uma amizade desde que nos conhecemos.
- Garotoooos!- Eles gritaram e nós começamos a rir.
- Venham, vamos apresentar a nossa galera! - falou e os puxamos para perto do pessoal. e estavam com uma cara terrível.
- Olá pessoal! Esses são Stephen e Ethan! - Eu falei.
- E esses são , Nathália, , Morghana, e ! - foi apontando para cada um.
- Olá!- Todos disseram juntos menos e . Olhei feio para eles.
- E aí caras? – Falaram meio a contragosto.
- Hey, vocês são o McFly não são? - Stephen perguntou.
- Somos sim! - falou.
- Nossa, vocês tocam e cantam muito. Curtimos muito o show ontem! - Ethan falou.
- Valeu caras! – apertou a mão de cada um.
- Ei gente, a gente vai indo! , eu vou te ligar, consigo colocar vocês de vip em uma festa que vai ter hoje à noite. – Ethan falou e eu sorri.
- Brigada Ethan! Estou precisando de uma boa festa! - Falei e ele veio me abraçar, e assim ele e Stephen fizeram com todos.
- Tchau amigas! - falou e eles gargalharam.
- Tchau gatos! - Eles falaram e eu e rimos, quando viramos, o pessoal já tinha sentado e e estavam a nossa espera de braços cruzados.
- Hm... Bravos? - Perguntei e os dois assentiram.
- Ah por favor, eles são nossos amigos, não fiquem assim, vai! - abraçou pela cintura e mordeu o braço que estava cruzado em seu peito, eu abracei e olhei para cima, é eu sou baixinha, pode rir.
- Por favor, ! – Fiz um biquinho e ele riu.
- Eu te odeio sabia, se fosse eu que estivesse com uma amiga você iria surtar! - O olhei meio brava.
- Eu não dou piti quando você está com a . – Falei e o deixei falando sozinho.
- !- Ele me puxou pelo punho. – Olha, desculpa pelo que eu falei, por favor. Não quero brigar com você já que o nosso tempo juntos é bem curto. – Ele fez um biquinho tão sexy que eu tive que estalar um selinho ali.
- Ok, mas, mais uma que saia dessa sua boca, você se ferra comigo. – Dei um sorrisinho e ele riu.
- Prometo não falar mais nada. – sorriu e me beijou, ai tentação!
- Não perde tempo esse meu garoto!- gritou e eu e rimos.
- Mas é claro!- Eu dei um tapa em .
Passamos a tarde na praia. À noite veio com uma festa incrível, Ethan e Stephen conseguiram ingressos Vips para nós. Depois da festa, todos bêbados e acho que imaginam o que aconteceu com cada casal, não é safadinhas? Os meninos resolveram prolongar a viajem até nós irmos embora. No dia de ir embora, eu e fomos nos despedir de Ethan e Stephen, e quase nos mataram, mas eles se tornaram nossos amigos. Trocamos telefones e prometemos manter contato. Na hora de ir, foram, e no carro de com Morghana e a Nathália que viraram MUITO amigas minhas e da , diga-se de passagem, e no meu carro foram, eu, , e . Revezamos para dirigir. (n/a: leiam a n/a de lá de baixo depois garotas!) Larguei e a contra gosto em suas respectivas casas. Quando chegamos quase que o James esmaga eu e a porque nossa, nunca vi alguém apertar tanto alguém, ele apertou até minhas bochechas e braços.
- Me tirando para gordinha, palhaço? - Todos riram.
- Não, só me certificando que nenhum pedaço de vocês caiu! - Dei língua para ele e Meg veio abraçar eu e .
- Que saudades! Eu tive que agüentar o James, sozinha! Que maldade que vocês fizeram comigo! - Todos riram menos James.
- Eu não fui tão chato! - James pegou nossas malas.
- A James, não precisa pegar as minhas, acho que eu vou dar as caras em casa. – falou cabisbaixa. – Tenho que resolver algumas coisas com meus pais. – James, eu e Meg a abraçamos.
- Vai ficar tudo bem tampinha, você vai ver! - James apertou a bochecha de .
- Me leva ? - Assenti e entrei no carro.
- Coloca minhas malas no meu quarto. – Gritei para James.
- Não queria ir pra casa! - colocou as mãos no rosto.
- Fica calma! Resolve as coisas e se você quiser, volta ali pra casa , você é bem vinda na sua segunda casa!- riu. – Chegamos puta. – me abraçou. – Vai dar tudo certo, confia em mim. – assentiu e saiu do carro.
- TCHAU! - Ela gritou e eu ri. Fui para casa e James e Meg estavam vendo um filme.
- Nem parece que sentiram minha falta! Meg eu preciso falar com você.
- O bom é que eu sou o irmão e não posso saber de nada, valeu aí “irmãzinha”. – Fui até ele e enchi seu rosto de beijos.
- Pára de fazer drama, é assunto de mulher! Se você quiser ouv...
- Nãnãnãnão! Podem subir e se trancar no quarto que eu vou tampar meus ouvidos aqui, vão, vão, vão!

CAPÍTULO 11

Fomos correndo escada a cima e chegando lá ela fechou a porta.
- Pode contar!- Ela se sentou na cama, colocou um travesseiro nas pernas e me fez deitar com a cabeça ali, e assim fiz.
- Ok, ahn... Eu... Er... Eu não sei por onde começar!
- Se começar pelo fim fica difícil. – Nós rimos.
- Ok, eu e conhecemos dois gatos, ninguém ficou com ninguém, não adianta me olhar com essa cara maliciosa. – Ela riu. – Continuando, eles nos convidaram para sair de noite em um festival de bandas, nós fomos, e eles conseguiram passes Vips para nós conhecermos as bandas, conhecemos várias, e a última que foi nossa “surpresa” era o McFly, o que ferrou para o meu lado e para o da , resumindo, e ficaram PUTOS com a gente.
- Também, ciumentos do jeito deles! - Concordei.
- Aí, descobrimos que eles estavam no mesmo hotel que nós, fomos para o hotel e esperamos eles chegarem, cada uma foi conversar com um, eu e quase brigamos BEM feio, mas eu e acabamos, no final de tudo, nas pazes... – Meg estreitou os olhos para mim e eu coloquei as mãos no rosto.
- Fala logo ! - Ela começou a roer o canto da unha. – Eu tô ficando nervosa!
- Nósperdemosavirgindade! - Falei rápido e Meg ficou alguns segundos parada olhando um ponto fixo, e do nada, mas do nada mesmo, ela saiu pulando.
- EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ... - Fui correndo e tampei sua boca.
- Cala boca Meg, se James descobrir que eu e perdemos a virgindade com os amigos maiores de idade dele, ele me MATA! Agora, por favor, não surte e fale baixo. – Ela foi fazendo que sim com a cabeça e eu fui soltando-a e...
- AAAAAAH, EU ESTOU TÃO FELIZ POR VOCÊ! - Ela, LITERALMENTE, pulou em cima de mim.
- Ai Deus, eu mereço! - Ficamos abraçadas até James entrar pulando.
- Eu quero saber, eu quero, eu quero! Por que a Meg grita tanto! Me conta ! - Nós olhamos para ele com cara de poucos amigos.
- Você parece a...- Comecei.
- . – E Meg continuou. James murchou na hora.
- Eu falei que era coisa de menina seu GAY! - Eu falei e nós duas caímos na gargalhada.
- Ah, parem vocês duas, eu só fiquei curioso, agora eu quero que vocês me contem.
- É coisa de garotas James, a gente nunca vai contar pra você, não tente insistir. – Meg falou se atirando na minha cama, eu deitei ao lado dela.
- Ah é? - James foi para o lado da cama e se atirou em cima de nós duas.
- Seu gay gordo. – Eu gritei para ele.
- Sua baleia loira! - Meg falou estapeando James.
- Parem de falar seus rolinhos. – Nós todos rimos e James se colocou em nosso meio, só pra falar que a minha cama era king-size, ok? Senão, com certeza, não caberia nós três.
- Mas e aí , gostou de ir pra lá? - James perguntou depois de alguns minutos de silêncio.
- É muito bom, até peguei uma corzinha, ó! - Puxei minha gola para o lado mostrando minha mini marca do biquíni. Os dois riram. – O que foi? Eu peguei uma corzinha!
- Vamos descer e ver filme com a gente? - Meg perguntou levantando-se e arrumando a roupa amassada.
- Se vocês não ficarem de agarração... – Não deu outra e...
- PAREM DE SE AGARRAR EM CIMA DE MIM! - Eu empurrava James e Meg que estavam se COMENDO em CIMA de MIM. Eles começaram a rir e a campainha tocou. – Eu atendo seus ninfomaníacos! - Eles riram e eu fui cantarolando até a porta, mas quando abri parei na hora. estava parada, chorando muito, seu rosto estava inchado.
- Só me abraça. – Eu corri e abracei-a. Esperei o choro amenizar para perguntar.
- O que houve, ? - Ela separou-se de mim e me puxou para o meu quarto, chegando ela fechou a porta.

POV James

Eu e Meg provocamos e foi muito engraçado. A campainha tocou.
- Eu atendo seus ninfomaníacos! - Todos riram e ela pulou para fora do sofá e foi atender a porta. Eu e Meg continuamos olhando o filme. Estava tudo quieto, de repente a porta bateu e ouvi muitos passinhos pela escada.
- Deve ser a . – Meg sorriu para mim e me deu um selinho. Passamos mais um tempo, como a diz, de melação e de repente ouvimos o grito da .
- Você acha que eu estaria brincando com uma coisa dessas?- com certeza estava chorando, eu a conhecia. Meg na mesma hora se levantou me puxando e correndo escada a cima.
- James aconteceu alguma coisa. – Meg falou apreensiva.
- Calma, elas devem estar brincando ou sei lá. – Falei e abri a porta.
- O que houve, eu pensei ter ouvido alguém choran... – Parei quando vi as duas abraçadas e chorando, eu e Meg corremos e nos agachamos ao lado delas.
- O que houve ? - Meg perguntou abraçando enquanto eu abraçava .
- Você não pode , não faz isso. – não conseguia falar por causa dos soluços.
- Eu não quero , faz alguma coisa. – falou e elas começaram a limpar as lágrimas.
- , olha para mim. – Peguei seu rosto entre minhas mãos. – Me fala o que ‘tá acontecendo, eu tô preocupado com vocês. – Minhas feições deviam estar bastante preocupadas, pois tentava se acalmar.
- James, você tem que nos ajudar, a não pode fazer isso. – falou apreensiva.
- Fazer o que ? - Meg perguntou, ela ainda tentava acalmar que não conseguia parar de chorar.

CAPÍTULO 12

- Fazer o que ? - Meg perguntou, ela ainda tentava acalmar que não conseguia parar de chorar.
- James, os pais da decidiram que... – voltou a chorar. – que ela vai se mudar para o Brasil. – Eu olhei meio atônito para , minhas mãos caíram para seus ombros e eu a abracei de novo.
- E... E, por que você, caham, vai?- Meg falou com a voz meio embargada por tentar segurar o choro.
- Meus pais acham que é melhor para mim, mas não é! Meu pai sabe que vocês são como irmãos para mim, eu tenho CERTEZA que foi coisa da minha mãe! – socou o colchão. Todos ficamos em silêncio, Meg soltou um suspiro e não conseguiu segurar o choro, confesso que algumas lágrimas caíram, mas eu tinha que me manter forte.
- Q-quando você vai ?- Pigarreei para engolir o choro.
- Daqui d-dois dias. – Arregalei os olhos.
- C-como assim? Você não consegue arrumar suas malas em... – Comecei a falar, mas me interrompeu.
- Elas já estão prontas. – baixou a cabeça.
- Ela não pode, James. – Meg e falaram juntas e chorando.
- E-eu não sei o que eu posso fazer... Foi uma decisão dos seus pais. – Algumas lágrimas rolaram e me abraçou.
- Bom, eu tenho que ir, vou ter que olhar para a cara da minha mãe. – se levantou e nós a levamos até a porta.

/POV James

A levamos até a porta, e eu não estava acreditando que eu perderia minha irmã sem nem ao menos lutar. Mas do que iria adiantar se a mãe dela queria isso. Abri a porta, deu um abraço em James.
- Vai ficar tudo bem, você vai ver. – James falou. foi até Meg e a abraçou forte.
- Te amo muito, . – murmurou um “eu também”. Ela me olhou e nós duas corremos para nos abraçar.
- Eu não acredito que eu tô te deixando ir sem nem dar um dos meus pitis. Eu... Eu não to me reconhecendo, mas fica sabendo q-que quando a minha ficha cair, eu vou chegar na sua casa c-causando. – Nós rimos.
- Eu ainda vou voltar, não arranja outra melhor amiga, por favor. – Eu ri do que ela falara.
- Não tem como, você sempre vai ser a primeira. – Ela me deu um beijo na bochecha e foi se afastando.
- Tchau! Vão ao aeroporto, meu vôo sai às 13h. - Ela acenou cabisbaixa e seguiu seu caminho.
Fechei a porta e fiquei ali, esperando a ficha cair, é, ela não caiu ainda. James passou as mãos por meus ombros.
- Vai ficar tudo bem , calma. – Me virei e abracei James com toda força.
- Não vai ficar James, é a mesma coisa se tirassem você ou a Meg de perto de mim! - James e Meg subiram até meu quarto comigo, ele me colocou na cama e nós três ficamos deitados ali, até que o telefone tocou.
- Eu atendo. – Falei desanimada. – Alô? - Falei manhosa.
- , é a . – Sorri.
- Você não vai mais?
- Eu vou , eu só quero te pedir uma coisa. – Meu sorriso murchou na hora.
- Pode falar. – Falei baixinho.
- Eu... Eu... Olha , por favor, fala com o pra mim, eu não vou conseguir e vou acabar fazendo alguma merda para ficar... Mas meu pai está tão feliz que eu vou com ele, ... Eu... Não vou conseguir, por favor!- começou a chorar baixinho.
- E-eu vou .
- , eu te amo, obrigada por fazer isso por mim e... Fala para o que eu amo ele, que ele foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida e que eu só estou fazendo isso pelo meu pai, diz para ele não me esquecer se não eu corto o “pipi” dele. – Eu ri fraco e ela também.
- Eu não vou falar pipi, mas continua. – Meus olhos marejaram.
- E mais uma coisa, diz pra ele que meu vôo já saiu, por favor. – Nós ficamos em silêncio. – Por que dói tanto ? - falou soluçando.
- Eu também não sei, , mas sei que a minha dor não vai passar sem uma irmã faltando. – Nós duas choramos no telefone.
- , eu tenho que desligar, meu pai tá subindo aqui, te amo e não esquece que meu vôo é às 13h.
- Te amo sua pentelha, volta, por favor! - Desligamos o telefone e eu fiquei ali na sala, apenas encarando o breu em minha frente. A vida não continua sem uma parte da família ou continua? Bom, para mim, não. Decidi contar para amanhã, seria tão difícil ver meu melhor amigo sofrendo, mas eu entendo . Suspirei e fui para a cozinha a fim de comer algo já que eu não comi nada hoje. Peguei uma nutella e um suco de laranja. Sentei à mesa e olhei para a geladeira, cheia de fotos, inclusive uma de mim e do , nossa, de onde saiu essa foto? Várias fotos com a , eu com o , umas com o , umas com o , algumas com a Nathy e a Mô, várias com a Meg e várias com meu irmão. Seria tão bom se não fosse, agora que tudo começaria a se ajeitar. Bati levemente minha cabeça no balcão, chorando mais. A campainha tocou. Mais surpresas para o meu dia contente? Rumei até a porta e abri lenta e vagarosamente, eu parecia uma plasta. Deparei-me com encostado no batente da porta sorrindo e ao ver minha cara de bunda e inchada logo tirou o sorriso do rosto. Ele veio correndo e me abraçou e assim, rios de lágrimas saíram dos meus olhos.
- O que houve meu amor? - Ele sussurrou me abraçando forte.
- Eu não queria deixá-la ir , eu queria poder fazer algo, mas é impossível! - Ele me levou devagar até o sofá.
- Olha pra mim. – Eu limpei as lágrimas e olhei para ele. – Do que você está falando?
- , eu perdi a , perdi a minha irmã! - Algumas lágrimas escorriam.
- Como assim você a perdeu? Me explica. – falava calmo.
- Os pais dela decidiram q-que ela vai para o Brasil junto com o pai dela , e eu estou aqui parada sem poder fazer nada!
- O vai pirar. – passou a mão na testa nervoso.
- O pior de tudo é que a quer que eu conte para o . – Contei o que me falou ao telefone.
- Eu nem sei quem eu ajudo mais, se é você, a ou o .
- Como eu vou falar isso pro , ? Como? “Oi , sua quase namorada foi para o Brasil ok, tchau!" O que eu faço? Me ajuda, . – limpou algumas lágrimas e puxou-me para seu colo.
- Você quer que eu vá com você?- colocou seu rosto na curva do meu pescoço, fiz o mesmo do dele.
- E-eu acho melhor eu ir sozinha. – Dei um pequeno beijo em seu pescoço. – O que deu em você para vir aqui em casa sendo que a está aí?- Perguntei meio triste.
- A mãe dela passou mal e antes dela sair ela disse: “Se você sair de casa, considere-se um homem morto.” E então ela bateu a porta me trancando. E como eu amo você, pulei minha janela.
- M-mas , sua janela é no segundo andar, vocês se machucou? - Eu olhei para ele assustada.
- Acho que só bati o joelho, porque sabe, eu sou foda demais. – Ele estufou o peito e eu o olhei com cara de poucos amigos.
- E pouco modesto também. – Nós rimos baixinho. – Passa a noite aqui comigo? - Eu coloquei meu rosto na curva do seu pescoço e respirei todo o perfume bom que emanava seu corpo.
- Claro que sim, meu amor. – Ele levantou meu queixo e selou nossos lábios. O beijo foi parando com alguns selinhos. – Vamos dormir, você deve estar cansada. – Eu desci do colo dele e subimos para o meu quarto, que estava subitamente arrumado, eu amo meu irmão.
- Hm, eu vou pegar uma roupa do James. – Ele se atirou na minha cama. – Porra, já falei que eu odeio isso! – Ele começou a rir e veio ao meu encontro, chegou os lábios a milímetros no meu.
- Desculpa, meu amor. – E saiu, PORRA, saiu!
- Judd seu cachorro. – Ele riu e se deitou na minha cama. – Terá volta. – Sai e entrei no quarto do James, eles estavam deitados e James olhava Meg de um jeito tão bonitinho, ela estava dormindo enquanto ele fazia cafuné nela. – Como vocês ficam lindos juntos. – Sentei ao lado dele e estalei um beijo em sua bochecha.
- Valeu. – Ele sorriu para mim. – Já está melhor?
- Não, ainda penso que a podia estar aqui. – Falei sem ânimo.
- Ela vai voltar , eu também estou triste por isso, ela é como se fosse uma irmã para mim. – Passei as mãos pelos cabelos de James. – O que você queria?
- Ah, empresta uma roupa para o ? Ele vai dormir aqui.
- Só se for no seu mundo que ele vai dormir com a minha irmãzinha.
- James, eu não vou fazer nada com o , você confia em mim, não confia?- James me olhou de esguelha.
- Pega ali no meu armário, e diz para a aquela puta que se ele fizer alguma coisa com você, ele nunca vai ter a chance de se reproduzir.
- Ok James, confie em mim, eu não vou fazer nada. - Peguei uma blusa e uma calça de moletom, dei um beijo em James, um em Meg cuidando para ela não acordar e saí. Cheguei no meu quarto e estava mexendo nas minhas coisas. – Sua mãe não te ensinou que fuçar nas coisas dos outros é feio? - Me sentei na cama.
- Dos outros sim, da minha namorada não. – Ele sorriu e viu ao meu encontro.
- Idiota. Bom, toma, eu peguei uma calça de moletom e uma blusa. Tá bom? – Ele sorriu.
- Ótimo. – E ele começou a se vestir na minha frente. Porra, ele tirou a blusa e puta merda, eu acho que eu tirei um pedaço do tanquinho dele com meu olhar. Ele tirou as calças e... Que bunda meu senhor! Ele me olhou e riu baixinho. – Para de me olhar sua tarada. – Ele colocou a roupa e deitou-se.
- Falei que ia ter volta. – Peguei meu pijama dentro do guarda roupa, me virei de costas para ele e me troquei ali mesmo, aham. E ele ficou me olhando tipo “Ah, se eu te pego!” e eu ri da cara dele.
- Isso foi... Muita maldade!- Ele falou se levantando e segurando minha cintura.
- Hoje não, estou cansada e eu falei que teria volta. – Ele bufou e eu o beijei.
- Ok, vamos dormir ou eu terei que tomar um banho frio. – Eu dei uma risada pelo nariz e fui apagar a luz, voei para de baixo das cobertas, eu tenho medo. Aconcheguei-me no abraço de e coloquei meu rosto na curva de seu pescoço, era bom tê-lo comigo nas horas difíceis.
- Você tem certeza que não quer que eu vá com você amanhã falar com o ?- perguntou num sussurro.
- Não, acho que eu vou ter que explicar para ele sozinha. Eu tenho que falar muito com ele. – assentiu vagarosamente e eu fechei meus olhos. Sentindo a presença dele.

***


Acordei e olhei para o lado vendo ainda dormir. Eram 9h. Levantei-me e fui ao banheiro, fiz minha higiene matinal, sai do banheiro e coloquei uma roupa um pouquinho mais quente, estava começando a esfriar, bastante. Escrevi um bilhete para , ele estava tão lindo dormindo que não quis acordá-lo.

, desculpe não ter te acordado, você estava muito lindo dormindo e não quis acordar você. Preciso andar e esfriar a cabeça, digamos que hoje vai ser um dia um tanto conturbado. Caso você não acorde até o meio dia, eu liguei o despertador por que hm... Se a chegar e não te ver em casa ela vem e te mata. Fiquei a vontade. Eu te amo.
Com amor, Xx”


Fui até o quarto do James vagarosamente e também deixei um bilhete.

“Precisava andar, está no meu quarto, não quis acordá-lo, nós não fizemos nada seu idiota. Não sei se volto para o almoço, não se preocupe, estou com meu celular.
Te amo! Xxx”


Desci as escadas em silêncio e sai de casa colocando meus fones do IPod, estava dando Into your Arms – The Maine. Fui até a Starbucks comprei um Frappuccino tamanho grande, alguns muffins, o que? Eu não tomei café. Saí dali e rumei até um parque meio distante de tudo, cheguei lá e ele estava vazio. Sentei em um banco e comecei a comer e pensar. Porra, como eu falaria com meu melhor amigo, tipo, “Olá , vim aqui te dizer que a foi embora e não vai voltar, yeah!” Não porra, NÃO! Tá agora falando sério. “... A ... Foi embora.” Não, muito pausado. “, a foi embora para o Brasil e...” Nossa, eu nem sei o que falar. Droga! Eu teria que escolher bem as palavras. ficaria arrasado. Perceberam que a semana que era para ser a melhor, pois e largariam e , ficou terrivelmente ruim? Algo me diz que nada dará certo. Para de pensar nisso sua mongolona! Vai dar tudo certo, ah, como eu queria a aqui para me dizer isso. A saudade crescia cada vez mais, e olha que ela nem foi ainda. Quando ela for eu vou ter um treco, é sério.
Fazia bastante tempo que eu estava no parque, ouvindo música e pensando na minha vida medíocre. Olhei no relógio, 12h30min. Nossa, eu penso demais cara. Levantei-me e decidi almoçar fora, ainda precisava pensar mais, eu ainda não decidi como falar com , que merda. Minha vida é um cu, pode falar, eu já estou ciente.
Almocei em um restaurante muito bom e tinha um fotógrafo meio chato lá, mas tudo bem. Fiquei pensando mais e resolvi falar com o pela noite, mesmo estando lá, isso era bem mais importante. De repente entram duas garotas da minha idade, eram bonitas, estavam rindo e avacalhando com todos que passavam, é, elas eram iguais a mim e a . Como eu sentiria saudades dela. Uma lágrima escorreu e eu resolvi sair. Algumas lágrimas iam rolando enquanto eu lembrava como nós éramos antes.

Flashback On

e eu estávamos sentadas no banco do colégio. Era incrível como colocávamos defeitos em tudo e todos.
- Que guria gorda, olha... Me encarando, quer tomar um pegão já!- falava olhando para uma líder de torcida.
- Olha que nanica aquela coisa esquelética e nojenta que se acha jogando. Vadia, só pode. Da próxima vez que me encarar já leva uma sova. – Falei olhando a capitã do time de basquete.
- Eu odeio aquele ridículo do Matt, sério. Nojento e feio, gordo e baixinho. Eca. – falou olhando para seu ex-namorado, lutador de Box.
- E aquele ridículo do Brad? Vou vomitar na cara daquele magricelinho nojento. – Falei olhando meu ex-namorado, campeão da natação.
- Já percebeu que a gente fala mal de todo mundo que a gente vê?- perguntou olhando uns garotos lindos que passavam.
- Ah, só quem merece!- Nós começamos a rir.

Flashback Off

Ah droga, litros de água nos meus olhos. Merda. Cheguei em casa e não tinha ninguém, legal. Subi para o meu quarto e tinha um bilhete de James.

“A Meg não está muito bem, vou ficar na casa dela essa noite. Eu te amo e não leva ninguém aí para casa.
Com amor, James Xxx”


Larguei minhas coisas na cama e vi outro bilhete. Dia do bilhete é?

“Hey minha pequena, deveria ter me acordado! E... Obrigada por ligar o despertador. Bom, qualquer me liga, por favor. Mesmo que seja 3h da manhã, me liga! Eu te amo muito.
Xxx .”


Sorri com o bilhete, o guardei dentro de um caixinha com tudo o que eu tinha de , é eu tenho! Conectei meu IPod nas caixas do som potentes e deixei a música bem alta, precisava TENTAR relaxar e esquecer um pouco as coisas e... Foda-se os vizinhos. Entrei no banho e fiquei por uns quarenta minutos lá dentro. Sai do banho ainda com o som alto, coloquei meu pijama, desliguei o som e liguei a TV, estava passando 500 Dias com Ela. Preciso dizer que eu amo esse filme? Fiquei ali vendo até minha barriga roncar. Desci as escadas e peguei o resto de nuttela da noite passada e um refrigerante. Voltei para a minha cama quentinha. Comi que nem uma louca. No meio do filme eu acabei caindo no sonho.
Eu estava passeando por uma floresta muito colorida, nunca vi cores tão vivas. estava no meio da floresta, eu fui correndo até ele, quando fui abraçá-lo, ele desapareceu. Eu ouvi uma risada atrás de mim, virei e era novamente, corri até ele, e de novo, ele fugiu. Fiquei assim até eu acabar caindo em um buraco e...
- DROGA!- Eu falei passando a mão na testa, eu estava suada, e percebi que estava chorando. Foi tudo tão... Real. Balancei a cabeça e olhei para o relógio, 20h20min, puta merda. Fui correndo tomar um banho, coloquei uma calça, um moletom grande da Hurley do James e minhas pantufas. Peguei minha carteira, a chave do carro e corri para a garagem, entrei no carro e fui em direção à casa do .

CAPÍTULO 13

Foram 10 minutos de viagem. Cheguei e corri para a entrada. Toquei a campainha algumas vezes e apareceu meio triste.
- Olá ! - Ela sorriu fofa e eu retribuí.
- Oi , está?
- Sim, entra, ele está no nosso quarto. – Dei um abraço nela e subi as escadas correndo, entrando na segunda porta à esquerda, abri a porta correndo e a fechei. parou de tocar seu violão e me olhou assustado. Fui correndo abraçar .
- você está bem?- Balancei a cabeça negativamente. - O que ‘tá acontecendo ? – Droga, mais lágrimas para minha coleção. partiu o abraço e limpou o rio em meus olhos. – E-eu tô ficando assustado. – Respirei fundo, era agora.
- D- eu tenho que te contar uma coisa, e... e ela não é nenhum pouco boa então é... A ... – Parei de falar.
- , o que tem a ? Por favor, não me deixa agoniado assim. O que houve com ela? - apertou levemente minhas mãos.
- Os pais dela decidiram que... Ela vai morar com o pai dela no Brasil. – ficou pálido, sua expressão era... assustadora. – , fala alguma coisa, por favor! - Peguei o rosto de .
- Diz que é mentira , por favor. – Seu semblante agora era de dor. – Diz ...
- Eu também queria que fosse, . – O abracei e assim, foi a primeira vez que eu vi chorar. Choramos juntos e em silêncio.
- Quando ela vai ? - Eu fiquei muda. – ... Não... Ela não foi... Foi? - Eu apenas assenti indecisa se falava a verdade ou não, me conhecia e certamente veria que eu estava mentindo.
- NÃO! - gritou e apareceu assustada.
- , o que houve? - realmente estava preocupada.
- , eu preciso falar com a , depois a gente conversa. – Ela me olhou e eu baixei a cabeça.
- Tudo bem. – Ela baixou a cabeça e fechou a porta.
- , olha para mim. Você não está me convencendo! Ela não me quer mais, é isso?
- Não ! O... Vôo dela já... foi. Ela me disse para falar que te ama, que você foi a melhor coisa que aconteceu com ela e que não era para você se esquecer dela se não ela “cortava seu pipi”. – Eu ri e mais lágrimas escorreram no meu rosto.
- não... pode! - Ele falou num sussurro. Eu apenas baixei a cabeça, não conseguia olhar nos olhos dele. – Olha pra mim. – Eu levantei a cabeça vagarosamente e olhei em seus olhos. – Se você estivesse falando a verdade estaria olhando nos meus olhos. – Ele sentou-se em minha frente. – , se você estiver me escondendo me fala, eu sei que a é sua amiga, mas eu preciso dela aqui.
- Ela vai amanhã às 13h. Eu também preciso dela aqui, . – Nos abraçamos.
- Vamos falar com ela hoje?
- A mãe dela me chuta de lá. – Pensei em uma coisa e sorri.
- Ih, esse sorriso não é coisa boa não. – Limpei minhas lágrimas puxei porta fora. Dei a desculpa para que precisa me ajudar em um momento difícil e fomos de a pé mesmo para a casa da .

...


- , não tinha um jeito mais fácil de entrar, não?- falou reclamando enquanto eu estava trepada (n/a: no sentido bom suas safadinhas!) nos ombros dele tentando me pendurar na sacada do quarto de , que provavelmente estaria dormindo.
- Cala boca e me ajuda, ! – Me pendurei e subi. – Eu consegui, eu sou foda! - Fiz uma dancinha enquanto tentava segurar a risada.
- Me ajuda agora, ô fodona! - Eu peguei na mão de e tentei inutilmente puxá-lo para cima.
- Vem !- O puxei mais uma vez e ele se pendurou e conseguiu.
- Eu consegui, sou foda! - Ele fez uma dancinha mais idiota que a minha e eu dei um tapa em sua cabeça.
- Com a minha ajuda mané, aham, falo mesmo!- me olhou. – Ok, vamos entrar logo. – Peguei a chave de baixo do vaso e abri a porta lentamente, estava dormindo, fui até ela e chamei .
- Vai ficar parado aí, babaca? - Eu segurei a risada e me mandou um dedo do meio. Ficamos quase em cima da e de repente ela abre os olhos, quando ela foi gritar eu tapei a boca dela. – Cala boca, gorda fedida. – Ela colocou a mão no peito.
- Você quer me matar do coração? - falou sussurrando. – ?- arregalou os olhos.
- ... Eu... Desculpe, eu não sei mentir para o . – permanecia calada. – Eu só... não quero que você vá. – Falei e um mar de lágrimas jorrou dos meus olhos, eu soluçava baixo, veio me abraçar.
- Não foi nada ... Calma.
- Desculpe , desculpe, eu... Droga ! Por que você tem que me conhecer tão bem? – Me soltei do abraço de .
- , calma, eu... Estava pensando em te ligar para você não falar com o , mas minha mãe me tirou o telefone. – Suas bochechas ficaram vermelhas e ela olhou para .
- Ah... Eu não quero que você vá. – Pulei no colo dela e ela segurou o riso.
- Você é pesada sabia? - Ela falou com a voz embargada por causa do choro.
- Eu sei, eu sou a baleia do twitter. – Todos riram, inclusive que via a cena do canto do quarto.
- , desce do colinho da , ela tá com dor nas costas. – falou e eu desci do colo dela.
- Não quero que você vá. E se você não voltar? Quem vai falar mal de todo mundo comigo? E pior! Se você arranjar outra melhor amiga brasileira com peitos e bunda gigantes?
- Não fala isso , você é, e SEMPRE vai ser minha melhor amiga, nenhuma peituda vai roubar seu lugar de melhor amiga bunduda. – apertou minha bunda.
- Safada. Bom, acho que umas pessoas idiotas aí precisam conversar então, eu me vou. – Dei um abraço apertado em .
- Eu te amo bunduda, não se esquece de mim também. – Eu abracei o mais apertado que eu pude, hoje eu faria um presente pra ela levar e não se esquecer de mim.
- Eu também te amo peituda, se esquecer de mim, corto seu “pipi”.
- , eu não tenho pipi, sou menina. – riu baixinho.
- Aé... Bom tudo bem, eu corto... ah que cortar, chamo meus manos e já te dou um pau! - Nós seguramos o riso. Fui até a sacada e e vieram comigo.
- Não vai se machucar, pestinha. – falou dando um beijo na minha testa. – Vai correndo pegar seu carro na frente lá de casa. – falou bagunçando meu cabelo.
- Yes, sir!- Bati continência. Pendurei-me na sacada e pulei, mas foi de mau jeito, acabei caindo e torcendo o pé, mas eu não podia estragar nada com e .
- Meu Deus! você está bem? - perguntou. Digo que sim ou que? Sim ou não? Droga.
- Tô sim! Vai falar com o ! - Me levantei tentando não fazer cara de dor, ela atirou um beijo para mim e entrou. Merda, que dor do caralho. Desculpe tanto palavrão, mas eu não conseguia nem andar. Sentei-me no meio fio da calçada.
- Droga, se eu ligar para o James, ele vem, me socorre e me mata. Eu não queria incomodar o , ah, mas que droga, meu tornozelo dói demais. – Disquei o número de .
- Alô? - falou com uma voz rouca, Deus que homem.
- Oi , é a .
- Oi meu amor, aconteceu alguma coisa?
- Não é que...
- Não minta para mim.
- Ok, ahm... Eu pulei da sacada da e torci meu tornozelo... Você pode vir me buscar?
- Como assim?
- Depois eu explico.
- Tudo bem, não sai daí, chego em 5 minutos.
- Brigada , te amo.
- Também te amo, linda. – Desliguei o telefone e tentei inutilmente massagear meu pé.
- Mas que merda de dor. – Era uma dor insuportável, eu estava a ponto de chorar até que...
- Gatinha assim sozinha? Mas que maldade! - Puta que merda, fodeu. Olhei lentamente para o lado e vinham dois homens cambaleando até mim. Essas coisas só acontecem comigo, MERDA.
- O que faz sozinha, gata? - Me levantei e cambaleei para trás por causa do meu pé. – O gato comeu sua língua?- Ele colocou a mão do meu queixo e levantou meu rosto. O outro que até agora estava calado, veio para trás de mim. Puta que merda!
- Tira essa mão suja de mim. – Dei um tapa na mão dele.
- Faz mais uma mau criação que você vai ver. – O empurrei e dei de costas com o outro. De repente o carro de freou no meio da rua e ele e desceram de lá. Eles vieram até o meu lado, passou o braço por minha cintura me puxando devagar para seu lado.
- Algum problema com ela? Por que se não a gente resolve. – falou e os bêbados não falaram mais nada e saíram.
- Você está bem? – falou bagunçando meu cabelo.
- Sim. – Falei dando um beijo na covinha dele. estava sério, resolvi conversar com ele enquanto estivéssemos sozinhos. Entramos no carro e ele deu partida, eu estava atrás com e minha perna com o tornozelo machucado estava em cima das dele.
- Sua perna ‘tá melhor?- perguntou mexendo em minhas pantufas.
- Não, acho que eu vou ter que ir ao médico. Tá inchando, e essa dor não tá passando. – Falei vendo meu tornozelo virar uma bola.
- Chegamos. – falou seco e foi descendo.
- Tchau , qualquer coisa liga . – deu um beijo em minha testa e saiu do carro. Encostei minha cabeça no vidro.
- Por que você está assim? - Perguntei baixinho. Também, era só o que me faltava brigar comigo. Que vida ótima!
- Não estou de nenhum jeito. – Rolei os olhos e bufei.
- Se quiser ficar assim, fique. – Cruzei os braços e o carro parou, mas só que não era minha casa, era um hospital. – Por que a gente tá aqui?
- Não vou deixar seu tornozelo assim. – Ele veio até minha porta a abriu e me pegou no colo.
- Não estou deficiente, posso andar fique sabendo. – Ele rolou os olhos e acionou o alarme do carro. Chegamos lá e fomos atendidos de imediato. O médico fez uns exames e disse que era para eu voltar amanhã, ele enfaixou meu pé e me deu um remédio. O engraçado é que não trocara uma palavra comigo. Engraçado o cacete, eu tava puta, isso sim! Porra, eu não fiz nada, e eu acho melhor eu diminuir a dose de palavrões. veio para me pegar no colo e eu dei um tapa em sua mão.
- Pára de manha, você não consegue andar.
- Pára de manha você! Porra, hoje eu não fiz nada! – Bufei e dei de costas para , fui andando no estacionamento, ouvia se xingar e se eu não estivesse tão braba, eu riria. destrancou o carro e eu entrei banco de trás com muita dificuldade. Ele soltou um risinho.
- Que é? Agora vai rir da aleijada? Legal. – Rolei os olhos e bufei batendo a porta do carro. entrou e se virou me olhando.
- Até minutos atrás você não era aleijada. – Eu dei um tapa no banco dele.
- Dirigi !- Ele começou a rir. Tá achando que é brincadeira né cachorro? parou em frente a minha casa, saiu do carro, abriu a minha porta e me pegou no colo. Eu revirei os olhos, eu só deixara porque eu estava impossibilitada... E por que ele tava bem forte com aquela camiseta. Tá, eu não sou de ferro!
- Valeu. – Abri a porta e quando fui fechar, colocou o pé trancando-a.
- Não mereço uma recompensa?- Ele estufou o peito.
- Ahá, você acha que depois de você ficar sem falar comigo por EU ter sido quase estuprada na rua, me chamar de aleijada, rir da minha cara e falar comigo como se nada tivesse acontecido você merece uma recompensa? - Ele baixou a cabeça com meu mini discurso-oi-eu-sou-a-certa.
- Ok, eu não mereço. Mas eu não estava bravo com você, e sim comigo. Eu falei que eu deveria ter ido com você na casa da . Se eu tivesse ido, seu pé estaria bem e você não seria vítima de um quase-estúpro!- Eu ri baixinho. – E eu não te chamei de aleijada, quem se chamou foi você! - Eu ri um pouco mais alto.
- Ok ! - Fui até ele, dei um selinho e virei de costas rumo à minha casinha.
- O que? Só isso? Cachorra! Vem aqui fazer melhor! – falou alto.
- Cala a boca, demente! – Falei abraçando ele.
- Acho melhor você calar minha boca de outro jeito. – Ele falou sussurrando em meu ouvido. Onde eu deixei meus sentidos? Olhei para e logo selei nossos lábios. Ficamos um tempo assim até lembrarmos que precisávamos de ar, paramos o beijo com alguns selinhos. - Não briga mais comigo. – falou me abraçando.
- Mas você me dá motivos!- Eu ri e apertei mais o abraço. De repente o celular de apitou, ele o pegou e abriu a mensagem.
“Onde você está? Espero que esteja na casa de um dos seus amigos.
Xxx . ”

me olhou e eu me separei dele, joguei meu cabelo levemente para o lado.
- Olha eu... Desc...
- Tchau . – Entrei em casa e fechei a porta. Ouvi xingar meio alto. Subi para o meu quarto e coloquei meu pijama, meu sono não ia vir tão cedo. Desci com meu cobertor, passei na cozinha para pegar algumas coisas para comer, me deitei no sofá e me enrolei no cobertor. Eu tinha certeza que não cumpriria o que ele falou para mim em Brighton Beach. Mas eu sim faria uma promessa e a cumpriria. Se não deixasse , eu o deixaria.
Sentei no sofá e fiquei zapeando os canais, apareceu um filme legal e eu comecei a assistir. Tá ligado que no meio do filme eu estava chorando sendo que o filme era de terror. Como eu estou sensível! Desliguei a TV e decidi fazer o presente para a . Fui para o meu quarto levando o telefone e me tranquei lá. Espalhei várias folhas de ofício pelo quarto, peguei meu estojo e em cada folha eu escrevia os momentos mais engraçados, tristes e assustadores da nossa vida. O mais engraçado foi o de 2009.
2009.

"Eaeee! To aqui pra falar do primeiro acontecimento de 2009.
Estávamos eu e nos arrumando para ir ao aniversário do nosso amigo Willian, era apenas uma reunião com bebidas e mais bebidas. Descemos e fomos até o salão, cumprimentamos quem conhecíamos, bebemos e...

...
...
Lembra-se de algo mais?"

Comecei a rir daquele dia... Tenso. Continuei escrevendo tudo o que eu lembrava, o que não era pouca coisa.

CAPÍTULO 14

POV

pulou da sacada, tenho até a impressão de que ela se machucou, mas atirou um beijo para ela e entrou. Eu estava sentado na cama dela, ela sentou-se ao meu lado.
- Acho que... Acho que eu te devo desculpas. Olha , eu tenho que te explicar...
- Você não tem que se explicar ...
- Mas eu quero! Me deixa por favor. – Eu assenti. – Ok, quando eu cheguei de viagem, a me levou para casa, e quando eu entrei, tinha várias malas minhas e caixas com as minhas coisas... – Ela deixou uma lágrima solitária escapar por seu rosto, eu segurei sua mão e ela sorriu. – Eu perguntei o que estava acontecendo e minha mãe falou que eu me mudaria, nós brigamos feio... bem feio. Meu pai queria concordar comigo, mas por culpa daquela mulher que me pariu, eu tenho que ir. Meu pai não estava feliz pela minha infelicidade, mas acho que na cabecinha dele, ele queria que eu morasse com ele, hoje eu me mostrei um pouco mais feliz, tentei esconder que eu estava triste por ele. Acho que ele é o único que me apóia. – Enxuguei algumas lágrimas que rolavam. – Então, e-eu pedi para te contar por que... Se eu tivesse falado com você, com certeza eu decepcionaria meu pai porque... Eu ficaria ... Ficaria por você! - chorou com vontade e eu a abracei com força, meus olhos se encheram de lágrimas, não queria que ela fosse.
- Eu te amo ... Muito. Mais do que você possa imaginar. – Eu falei com a voz embargada.
- , você está chorando? - Ela separou o abraço e olhou meu rosto molhado. – Não, por favor, não chore por mim, eu... e-eu... Não mereço ! - Eu segurei o rosto de entre minhas mãos.
- Olha aqui, cala a boca, você merece tudo e um pouco mais. Nunca mais fale isso. Além de tudo... Você me merece e eu mereço você, está ouvindo? Não vamos mudar isso, promete? - Ela assentiu rápido e me beijou, foi um beijo apaixonado, emocionado, de saudade... De tudo o que vier na sua cabeça!
- Promete... Promete pra mim que nunca vai esquecer a diva e linda aqui? - falou rindo baixinho.
- Olha, a diva e linda eu não sei, mas a eu não vou. – Ela me deu um soquinho e eu lhe dei um beijo.
- Eu vou sentir muitas saudades, e espero que você vá ao aeroporto amanhã... Por favor. – falou me olhando com um biquinho.
- É óbvio que eu vou, mesmo sabendo que eu vou chorar que nem um bebê na frente de todos, eu vou sim, amor. – Ela sorriu e me beijou.
- Eu te amo , muito, muito, muito e vou te amar cada vez mais. Sempre, tá bem? – Eu sorri com o que ela falou, juntei mais nossos corpos (se é que era possível) e falei a milímetros de sua boca.
- Saiba que... Eu também te amo, muito mais e que se você me trocar por um brasileiro qualquer... Eu te mato. – Ela sorriu e nos beijamos, mas dessa vez foi um beijo com mais urgência, deitei na cama. Eu a olhei nos olhos.
- Não se esqueça de mim.
- Nunca.

/POV

Acordei toda dolorida, é, eu dormi no chão! Olhei para o relógio na cabeceira, 11h. Ótimo, eu poderia me arrumar tranquilamente. Levantei-me e o telefone tocou, fui preguiçosamente até a escrivaninha.
- Alô? - Falei com voz sonolenta e coçando meu olho.
- Oi amor, te acordei? - Sorri ao ouvir ele me chamar de amor.
- Não, não, na verdade acabei de acordar.
- Você vai ao aeroporto? – Fiquei calada ao ter que me lembrar que a minha melhor amiga vai embora. – Desculpe ter que te lembrar.
- Não, tudo bem. Eu... Vou sim por quê?
- Todos nós vamos fazer uma surpresinha pra ela. Quer que eu te busque?
- A vai?
- Erm... Vai. – Ele falou baixinho.
- Então, não precisa... Eu vou de táxi. Tenho que me arrumar, tchau.
- , , não, espera...
- Eu tenho que me arrumar, beijos. – Desliguei o telefone. Só o que me faltava, com a e minha melhor amiga, indo embora. Entrei no meu site minhavidaéumlixo.com. Peguei minha roupa, hoje eu realmente me vestiria de acordo com meu humor, e entrei no banho e fiquei lá um bom tempo, saí do banho e me assustei com James e Meg deitados na minha cama.
- Oi. – Falei sem emoção me sentando no espaço que tinha e colocando meus tênis.
- Como você está? - Meg me perguntou.
- Mal... Não consigo deixar minha amiga ir... Eu não posso. – Coloquei minhas mãos no rosto e suspirei alto. – Vamos sair deste assunto. O que você tinha ontem Meg?
- Ela pegou uma gripe. – James falou abraçando Meg. Levantei-me, coloquei os três presentes da em uma sacola, peguei o telefone e desci. Eu não queria falar com ninguém. Disquei os números da casa da .
- Alô? - Uma voz fininha falou.
- Oi, . – Falei sem animação.
- Oi, , fala. – Ela estava chorando.
- Você pode ir antes para o aeroporto, tipo... Agora?
- Eu já ia te ligar pra isso, eu vou agora, quer que meu pai passe ai e te pegue?
- Não, não... Eu vou de táxi, tenho que conversar com você e te dar algumas coisas.
- Ok, beijos.
- Beijos. – Desliguei o telefone e olhei o horário, 11h15min. Fui até meu quarto e peguei minha bolsa, fui até o de James e ele estava se arrumando, Meg estava deitada. – Eu vou mais cedo, tenho que falar com a . – Dei um beijo em James e em Meg.
- Pode pegar o carro, eu vou de táxi com a Meg. – Assenti e sorri de lado para ele. Peguei a chave e sai de casa. Primeira vez que eu não ligaria o som do carro, deprimente.
Cheguei ao aeroporto e me sentei numa cadeira, cruzei minhas pernas em cima da cadeira, peguei meu IPod e baixei a cabeça. Que legal, estava tocando You’ve Got a Friend - McFLY. Super legal! Mudei de música, Don’t Leave Me – Blink 182, ai que LEGAL! Mudei de música novamente e Dare4Distance – NeverShoutNever começou a tocar. Eu vou excluir todas essas músicas do meu iPod quando eu chegar, e se a próxima música tiver algo relacionado com a partida da , eu jogo esse IPod no chão. Passei de música e começou uma legal, graças! Everything I Ask For – The Maine. Fiquei cantarolando baixinho até algo me cutucar, olhei para cima e tirei os óculos escuros. Olhos inchados pra que?
- Que sol, hein. – deu um sorri e eu me levantei para abraçá-la.
- Noite mal dormida é algo. – Falei rindo baixinho. Sentamo-nos no chão uma de frente para outra com as pernas de índio. – Fiz alguns presentes pra você, mas eu só vou poder de mostrar os outros dois antes de ir... Se não eu pego de volta.
- Está bem, agora eu fiquei curiosa. – Nós rimos e eu tirei uma carta rolo não muito grande.
- Wow. – Ela olhou.
- Fiz tudo ontem à noite. – Eu segurei o rolo enquanto ela ia puxando e lendo, ríamos muito alto e chorávamos muito alto! No final da carta eu olhei para o lado e estavam todos nos olhando com... lágrimas nos olhos? Todos os guys, James, Meg, o pai da ... . terminou de ler a carta e me abraçou muito forte. – A amiga tá perdendo a respiração. – Falei com a voz embargada por causa do choro.
- Não c-chora!- falou soluçando.
- Como vou parar se você está chorando? E tem uma surpresa pra você. – Peguei seus ombros e virei para onde todos vinham caminhando, abriu um sorriso e levantou-se correndo e todos a receberam com um abraço, eu fiquei ali, olhando o nada. Daqui a exatamente... Olhei no meu relógio... 40min, minha amiga vai partir e eu vou ficar aqui. Todos abraçaram e vieram em minha direção me cumprimentar. – Como falta pouco para você ir... Quero te dar meus presentes. – Falei pegando a sacola do chão.
- Ah é! To curiosa. – Tirei de lá meu All Star amarelo que ela AMA.
- Não... , ele é seu e você o ama!
- Mas eu quero que você lembre que você é a única que tem uma amiga que tem um tênis amarelo igual ao do do McFLY. – Olhei para ele que riu.
- Mas... Não , eu não posso ac...
- Se você acabar esta frase, eu vou enfiar este tênis na sua boca. – Todos começaram a rir.
- Brigada! - gritou e pulou no meu colo.
- Ok, minhas pernas... Não aguentam!- Ela saiu rindo. – E por último... Tãnãnãnã... Isso! - Tirei da sacola uma caixa.
- O que é isso?

CAPÍTULO 15

- O que é isso? - Tirei duas blusas e todos começaram a gargalhar.
- Nenhuma amiga vai te dar isso. Jamé! - Tirei as duas blusas da sacola e nós vestimos por cima da camiseta, eu coloquei a do ‘Idiota’ e a a do ‘Troxa’.
- Tira uma foto, James. – Ficamos uma ao lado da outra e a foto foi tirada. A foto ficou divina.
Chamada para o vôo número 456 com destino São Paulo - Brasil. Embarque no portão 15.
Olhei para que começava a chorar. Ela correu para me abraçar.
- Não quero ir, . – Chorei também.
- Dá tchau para os outros, quero te dar mais uma coisinha.
- Eu também tenho que te dar uma coisinha. – foi até e o abraçou apertado.
- Não se esquece de mim !
- Nunca baixinha. – Todos estavam com os olhos marejando. foi até e quase pulou nele.
- Eu nunca vou achar alguém tão pequeno quanto você, . – Ele riu.
- E eu nunca vou achar alguém tão chata quanto você, ! - abraçou Meg.
- Minha segunda irmã. Te amo. – Meg desatou a chorar.
- Eu te amo, sua chata. – foi até James e limpou algumas lágrimas.
- Não chora, tchutchuco. – o abraçou.
- Não tem como, minha irmã vai embora.
- Você quer me matar não quer? - fungou e foi até .
- Tchau amor da minha vida! - se jogou nos braços de rindo.
- Tchau amor da minha existência! - Eles riram se abraçando. foi correndo até Nathy e Mô e se abraçaram juntas.
- E-eu vou sentir saudades. – Mô falou aos prantos.
- E eu mais. Não se esquece da gente. – Nathy falou fungando.
- Nunca! Jamé! Os brasileiros nunca vão roubar o lugar de vocês todos! - foi até e a abraçou.
- Sei que a gente não tem muita convivência juntas, mas saiba que eu gosto muito de você e também vou sentir saudades. – viu que chorava.
- Eu também gosto muito de você , sentirei muitas saudades. – E o último e mais doloroso, .

POV

Fui com passos lentos até , parei em sua frente e o olhei.
- Tchau, . – Ele olhou em um ponto reto e do nada, assim do nada segurou minha cintura e me beijou. Como eu sentiria saudades. - , a ... – Ele apenas apontou para que a distraia com alguns beijos e abraços. Olhei para que preferiu não olhar para eles e ficou olhando as fotos em sua máquina. Virei meu rosto para novamente.
- Não me deixa. – Ele falou em um sussurro.
- E-eu não posso ... Quero que você saiba que por mais longe que eu esteja... Eu jamais vou me esquecer de você, jamais...
- E pode ter certeza que isso vai sempre ser recíproco. – Ele sorriu, aquele sorriso que eu amo e me beijou novamente.
Última chamada para o vôo número 456 com destino São Paulo - Brasil. Embarque no portão 15.
- E-eu tenho que ir .
- Isso, é para você não me esquecer. Eu te amo muito, . – pegou sua corrente e colocou um anel ali, onde, na parte de dentro estava escrito o nome dele. colocou a corrente em mim e depois tirou uma corrente do seu bolso com o mesmo anel só que com o nome Miller dentro e colocou em si mesmo.
- Eu nunca vou te esquecer. Eu também te amo muitom Daniel. – Beijei-lhe os lábios mais uma vez e sai. me deu a mão e me levou até o portão, onde meu pai estava.
- Bom... Eu queria te dar isso. – Ela me deu a pulseira de ouro dela.
- Não ...
- Cala boca e me deixa explicar. Bom, essa pulseira eu ganhei do meu pai como você já sabe... , eu sei que você vai voltar... Algum dia, mas vai. Quero que quando você voltar... Você m-me devolva. – Ela voltou a chorar. colocou a pulseira em mim e eu não consegui segurar as lágrimas.
- Eu queria te dar isso. – Tirei meu escapulário de ouro e coloquei no pescoço dela. – Me devolve quando eu voltar.
- Tchau mana. Eu te amo. – Ela me abraçou forte e eu devolvi na mesma intensidade.
- Tchau mana, eu também te amo... Muito. – Virei e desenhei um coração no ar todo engraçado e atirei um beijo para todos aos bebês chorões que estavam ali. Entrei por aquele corredor de vidro com meu pai, segurei a corrente do e chorei em silêncio.

/POV

Fiquei observando o avião indo embora. Pelo vidro eu via todos me observando com olhar de pena, com certeza eu e estávamos sofrendo mais com a partida da . De repente eu sinto alguém me abraçar, James.
- Vai ficar tudo bem, você vai ver. – Neguei com a cabeça.
- Eu vou andar um pouco, diz que eu mandei um tchau para todos. – Peguei meus óculos e o coloquei, dei um beijo em James e saí, dane-se a dor no meu pé. Peguei meu IPod e coloquei a música no último volume para que se alguém me chamasse eu colocasse a culpa no volume da música. Saí do aeroporto rumando para lugar nenhum, só queria tirar da mente a imagem da minha melhor amiga, indo embora.

Cheguei em casa exausta de andar, eram 20h e eu não havia comido nada. Minhas pernas estavam bambas, quando abri a porta James veio correndo até mim. Ele perguntava coisas sem nexo, as palavras se misturavam em minha cabeça, olhei para que vinha com James e atrás deles estavam , , , Nathy, Meg e Mô, todos pareciam ter 20 cópias. Eu não dava atenção, apenas andava e direção à cozinha e na porta, eu não consegui me segurar, tudo ficou misturado em minha frente e eu não vi mais nada.

POV James

Desde que saiu do aeroporto, ela não atendia o celular, todos estavam lá em casa preocupados com ela. Quando eu ia começar a falar, a porta se abre revelando uma com uma cara cansada. Ela estava estranha, olhava para um ponto fixo e às vezes cambaleava. Me levantei correndo e fui até ela.
- ! Por que você não atendeu seu celular? Eu te liguei milhões de vezes! – Ela não me respondia, continuava a olhar um ponto fixo. – Você está me escutando?- Ela passou por mim indo até a cozinha, todos ficaram observando, mas de repente ela parou e desmaiou. A primeira coisa que eu fiz foi correr até ela. a levantou do chão, todos deram espaço no sofá para que pudéssemos deitá-la. ainda estava meio acordada, ela murmurava algumas coisas sem nexo.
- Faz alguma coisa James! - Nathalia falou desesperada.
- , liga para a emergência! - não queria sair de perto de .
- , liga para a emergência por mim. – pediu. tentava acalmar Morghana, Meg e Nathalia.
- A emergência já vai chegar. – falou agachando-se ao meu lado. – Calma cara, ela vai ficar bem.
- Eu sei que vai... Ela vai ficar bem. – Depois de alguns minutos a ambulância chegou. pegou no colo, eu estava muito nervoso, ia acabar fazendo alguma merda.
- Eu vou... Eu vou de carro, quem vai comigo? - Perguntei.
- Eu vou. – Meg chegou ao meu lado.
- Eu também, e vou dirigindo, você tá muito nervoso. – falou pegando a chave da minha mão.
- Eu também vou. – se pronunciou. Ele quase não falara nada, ele estava mal por ela.
- Os outros venham comigo. – falou já entrando no carro. Seguimos para o hospital.

/POV James

Acordei numa sala muito branca... É, esse não é meu quarto. Então... Acho que a não foi embora... Por que eu estava em casa e... Ah, sei lá. Eu quero acordar direito! Abri meus olhos e tinha muita gente dentro do meu quartinho branco.
- Hey? - Arrisquei a falar. Na hora vi caminhando (lê-se: Correndo) até meu lado.
- Você acordou, pequena. – Ele me deu um selinho demorado.
- Pelo jeito sim. E... O que aconteceu... Eu não lembro... E cadê a ? - me olhou estranho.
- ... A foi... Embora. Desculpe. – Ele baixou a cabeça.
- Então ela... Foi mesmo. – Baixei a cabeça. – Mas por que eu estou aqui? - Tentei mudar de assunto.
- Ontem... Você chegou e desmaiou. O médico disse que você tem se estressado muito, e ainda por cima não comeu nada o dia todo. – sentou-se ao meu lado e me abraçou.
- .
- Hm.
- Eu quero a e você de volta... Pra mim. – Ele separou o abraço e me olhou.
- Você sempre me terá... Pra sempre. E a sempre estará com você... Só que aqui. – apontou para meu coração.
- Você está certo. – Eu sorri e o beijei.
- Eu te amo. – falou me abraçando novamente.
- Eu também te amo. – Me aconcheguei no abraço de . Meus pensamentos voavam e várias coisas.
- Vejo que a princesinha acordou. – James falou vindo até mim e me dando um beijo na testa.
- Vá se foder. – Falei rindo e com a minha risada todos foram acordando.

Depois de um dia inteiro naquele hospital eu voltei no outro dia para minha casinha quentinha e bonitinha. Entrei no meu quarto e me joguei na cama. Tirei as ataduras do meu pé, ah, e daí! Nem tava doendo mais.
- Ah! Que maldita fome! - Me levantei e fui até a cozinha, James estava fazendo um café da tarde bem reforçado pelo que eu percebi. – Sabia que você é o melhor irmão do mundo e que eu amo você? - Falei abraçando-o.
- Isso tudo foi por que eu fiz uma comida para você? Nossa... Minha irmã é fácil! - Dei um soco fraco em suas costas. – Outch sua má! - Eu ri da carinha dele.
- Estou urrando de fome. – Foi quando eu percebi que essa frase era sempre a que falava isso. James percebeu.
- Ela que falava isso, não é?
- Todos falam como se ela tivesse morrido. Ela não morreu! Ela... Ela... Só... Se mudou. E ela vai voltar. – Baixei a cabeça e passei as mãos pelo rosto.
- Ela vai voltar, ... Agora come, você tem que se alimentar bem. – Eu assenti e comemos em silêncio.
- vai vir aqui falar com você. – Eu assenti e levei meu prato para a pia e a campainha tocou, eu olhei para James. – Pode deixar comigo aqui. Vai lá. – Fui até a porta e a abri.
- Oi. – Falei enroscando meus braços em sua nuca e ele segurou minha cintura.
- Oi. – Ele sorriu e me beijou.
- Vamos lá para cima. – O puxei pela mão até meu quarto. Ele fechou a porta, eu sentei e ele colocou a cabeça em minhas pernas, comecei a fazer um cafuné. – O que você queria me falar?
- Ah sim... Hm, o McFly vai entrar em turnê... Vamos ficar fora por dois meses. – Ele me olhou tristemente. – Desculpe. – Ele sussurrou. Pronto, meu mundo acaba aqui! Minha melhor amiga foi embora e meu “namorado” vai passar dois meses fora. Legal.
- Você não tem culpa. Eu não vou dar um piti. – Falei rindo baixinho. – Vou apoiar você... Você sabe. – Eu sorri e ele me olhou com uma cara tão... fofa que chegava a ser sexy e tentadora! - Que dia vocês vão?
- Mês que vem. – Ele fez um biquinho e eu me curvei para dar-lhe um selinho.
- Eu te amo. – Ele falou se levantando e me dando um beijo.
- Eu também te amo. – Falei e foi me deitando na cama. Ele mordeu meu lábio inferior e eu arranhei sua nuca.

Acordei e desejei mentalmente que estivéssemos com roupas... Sim estávamos. Graças a Deus. Virei-me de frente para , ele dormia sereno, mas ficar ali sozinha sem fazer nada não rola, então, dei-lhe um selinho para que acordasse. Nada. Dei dois selinhos e nada também. Dei beijos em seu pescoço e nadinha dele acordar então, com a minha irritação tomando conta de mim, o puxei pela nuca [n/a: visitem meu site www.comodomarseuhomem.com HAHAHA!] e mordi seu lábio inferior com um pouco de força e arranhei de leve sua nuca. É, com isso ele acorda, fraco!
- Quero acordar assim sempre. – Ele falou meio rouco, quer me matar é? Só se for de outro jeito...
- Seu idiota...
- Você sempre acorda primeiro, mas que saco. – Ele fez um biquinho e eu mordi seu queixo.
- E daí? Somos um casal diferente! - Falei e nós rimos.
- Que horas são?- Eu tateei o criado mudo à procura do meu celular, peguei o mesmo e o desbloqueei.
- Nossa, são 22h, você tem que ir.
- É verdade. – Ele levantou sem camiseta, fiquei olhando para aquela barriga toda definida e... Santo Deus, me belisca. – Para de me secar, sua tarada. – Eu comecei a ficar um pimentão, joguei a camiseta na cara dele, joguei mesmo.
- Cala boca e se veste antes que o James resolva aparecer por aqui. – Me atirei na cama novamente. – Sabe o que eu estava pensando? – Falei enquanto sentava ao meu lado para colocar os tênis.
- Nossa! Você pensando? – Me sentei e dei um tapa em suas costas. – Desculpe, não pude deixar passar essa. Mas... No que você estava “pensando”? - Ele fez aspas com os dedos.
- Vou fingir que não vi isso. Continuando, acho que hoje eu vou ligar para . – me olhou.
- Acho que isso seria bom, se você realmente decidir ligar para ela, diga que mandei beijos para o amor da minha existência.
- E eu sou o que? - Falei com cara de poucos amigos.
- Ah, sei lá... Que seja.
- Filho da puta! - Nós gargalhamos.
- Você sabe que eu te amo.
- Sim, eu sei. Mas agora você tem que ir. – abriu a boca fazendo uma cara afetada. – Ok, eu também te amo, mas se você não chegar em casa em 5min, você é um homem morto. – Ele sorriu e beijou.
- Nos vemos amanhã? - Eu assenti e o beijei mais uma vez.
- Tchau.
- Tchau. – Ele picou e saiu do meu quarto. Fiquei pensando, até quando seria esse negócio, eu e ? Atirei-me na cama novamente e peguei meu celular, coloquei o prefixo e os números conhecidos.
- Alô?
- ?
- Não, Macaulay Culkin! - Nós duas rimos.
- Ridícula! Como você está? Como é aí?
- To bem, e aqui é chato por que eu recém cheguei e não sei falar nada, só o básico! Mas e aí, como você está?
- Nossa... Bom... Aqui está tudo bem...
- , pode falar.
- Ok, os garotos vão sair em turnê, vão ficar dois meses fora e eu estou furiosa... Tá, furiosa não, mas eu estou chateada! Que droga! Eu vou ficar sozinha, por que a Mô, Nathy, Meg e James ficam comendo papel todos os dias, digo, trabalhando! E eu? Eu fico aqui sozinha... Só o que me alegra é que vou receber as cartas para a faculdade semana que vem. – Falei de uma vez só.
- Calma menina! Pense que isso é bom para os garotos! E sobre você ficar sozinha, eu não posso fazer nada... Mas você pode me ligar todos os dias! E minhas cartas também chegam semana que vem!
- É, e James me mata por causa da conta do telefone! Ah , estou tão sozinha!
- Imagine eu, ... Tenho apenas meu pai e jura que eu vou falar merdas com ele.
- To com saudades... E a propósito, te mandou um beijo e disse que você é o amor da existência dele. – Falei com voz de tédio.
- Diga que mandei outro para o amor de toda a minha vida! - Fiquei em silêncio. começou a rir. – Ciumenta! Você sabe quem é o amor de toda a minha vida!
- Eu sei, estou brincando... Você não me trocaria pelo !
- Ah, então você acha que é o amor da minha vida?
- Eu não acho... Eu sou meu bem.
- Uuuuuh! Pois fique sabendo que é o ok!
- Animal! Você poderia ter dito que era eu só para me fazer feliz, né? Ingrata! Depois de mais de 10 anos de amor e carinho você me despreza... É, me troca por um pinto mesmo!- Nós duas gargalhamos.
- Só você mesmo!
- Ok sis, eu tenho que desligar... James vai me matar pela conta do telefone.
- Ok sis, beijos, te amo e se cuida e manda um beijo para todos. Diga que estou com saudades. – Ela falou meio triste.
- Direi sim! Te amo, sis. – E desligamos. Levantei-me e fui tomar um banho, acho que fiquei uns 30min ali, pensando. É meus dias ficariam mais pacatos do que nunca. Sai e me vesti. Sentei-me na cama e liguei a TV, de repente ouço batidas na porta.
- Entra! - James entrou e sentou ao meu lado.
- Hey, como está? Eu soube que o McFly vai entrar em turnê.
- Estou bem. É o trabalho deles. – Sorri tristemente e James me abraçou.
- Hm, trago más notícias.
- Hoje é o meu dia. Diga-me.
- Mamãe e papai querem nos ver.
- Como se a Eleanor se importasse com a gente.
- Ela ainda é nossa mãe.
- Infelizmente... Quando?
- Amanhã. – Olhei para James com uma cara assustada. Digamos que eu não me dava bem com a minha mãe... Nenhum um pouco bem.
- Como assim? Eu tenho que me preparar psicologicamente!
- ... Desculpe, mas... Papai está com saudades, ele não está muito bem e eu realmente quero vê-lo. Faça isso por mim e pelo papai. – O olhei.
- Que horas? - Ele sorriu e me abraçou novamente.
- Vamos sair às 9HAM, tudo bem?
- Sim.
- Tudo bem. Eu vou dormir. E bom... Eu preferi não levar Meg amanhã... Você sabe com mamãe é.
- Como você consegue chamar aquele monstro de mãe? Nem sei como papai a agüenta.
- Ok, eu vou dormir, e você também deveria.
- Yeah, é isso que eu vou fazer. – Sorri.
- Boa noite minha tampinha. – Ele me deu um beijo na testa e levantou-se.
- Boa noite meu bobão. – Ele riu e saiu do meu quarto. Arrumei minha cama e aconcheguei-me de baixo das cobertas. Amanhã seria um dia extremamente cansativo.

CAPÍTULO 16

PIIIIIIIII.
Despertador cu! Eu vou atirá-lo na parede! Coloquei minha mão para fora do cobertor quentinho e o desliguei dando uma pancada.
- Pena que não quebrou. – Falei sozinha. Levantei-me e fui tomar um banho rápido, saí e me vesti. Peguei minha bolsa e desci para tomar café, quando cheguei à cozinha, James estava quase caindo de cara nas torradas, fui até o prato, peguei uma e dei-lhe um tapa na cabeça. – Acorda cabeção! - Ele se assustou.
- Você veio do além, hein garota? – Ele esfregou as mãos pelo rosto.
- Não, vim do meu quarto mesmo. Idiota. Estamos atrasados. – Ele assentiu. Tomamos café e depois fui escovar os dentes. Desci, peguei minha bolsa, fechei a casa e fui até o carro onde James me esperava.
- Preparada?
- Não. – Falei virando meu rosto para a janela.
- Desculpe te fazer vim.
- Não, me desculpe você. Está tudo bem, vamos indo, temos que chegar em menos de uma hora, se possível! - Sorri para ele e ele para mim. Fomos o caminho todo relembrando o Busted e o Son Of Dork, ele me contava algumas coisas que eles faziam que na época, eu não tinha idéia. Depois de uma nem tão longa viagem, a casa grande e branca de papai e Eleanor entrou no meu capo de vista. – Parece que eu ela não mudou nada.
- É verdade. – James virou a ignição e estacionou atrás do carro do papai. Saímos do carro e fomos até a porta, James tocou a campainha. Logo meu pai atendeu. Ele deu um largo sorriso ao nos ver, eu e James o abraçamos apertado.
- Que saudades papai! - Falei e ele me deu um beijo na testa. Soltamos o abraço.
- Como vocês cresceram! Da última vez que eu vi vocês dois, James era um garotinho e , nossa, está uma mulher. – Nós rimos. – Vamos entrando! - James pegou minha mão e me deu um olhar sugestivo. Chegamos até a sala e Eleanor estava como sempre, sentada em sua poltrona com um copo de whisky em sua mão.
- Olá, meus filhos. – Como ela tinha coragem de nos chamar de filhos?
- Olá, mãe. – James foi até ela e deu um beijo em sua testa. Eu fiquei ali parada.
- A mal educada não vai me dar oi? Não estou surpresa, nunca me respeitou. – Cerrei minhas mãos e fui até ela.
- Olá, Elea... – James me olhou. – Mãe. – Juntei todas as minhas forças e dei-lhe um beijo na testa. Saí logo de perto dela. Nos sentamos e ficamos conversando por um tempo. Almoçamos... E ainda não tinha tido nem uma briga... Até agora.
- Como está Meg, James. Nunca mais a vi. – Papai falou.
- Está bem! Ela não pode vir hoje, problemas no trabalho.
- Quando vai pedi-la em casamento? Já está na hora! - James sorriu.
- Ainda não sei... Mas vai ser logo!
- E então , algum namorado? – Eleanor me perguntou.
- Er... Sim, mas...
- Quero conhecê-lo! – Papai sorriu abertamente para mim.
- Eu também quero , eu lembro que você nunca me apresentou nenhum namorado... Oh, lembro-me sim, um menino tatuado e feio. Você só me decepciona.
- Foi o primeiro e você fez questão de tirar de mim.
- Eu me importo com você. – Ela falou em tom de deboche.
- Não ouse a falar que se importa comigo por que você nunca se importou! - Aumentei meu tom de voz.
- Não me desrespeite menina, senão...
- Senão o que? Você vai me bater?
- Não me desafie garota!
- CHEGA!- James gritou dando um basta na briga. – Por que vocês não podem, por uma vez, não brigarem? Por que não podemos ser uma família normal? – Meus olhos lacrimejaram, sai correndo para frente da casa. Sentei-me no fio da calçada e chorei. Por que aquela mulher existia? Caramba, eu não pedi para nascer! Se o sonho dela era ter apenas um filho, que se cuidasse! Eu nunca chorei na frente dela, eu nunca me senti tão fraca como agora, hoje. De repente senti alguém e abraçar. James. O abracei o mais apertado que pude.
- Eu não pedi para nascer J-James, eu não p-pedi. É tudo culpa minha dessa família ser um lixo. Por que aquela mulher não me colocou em um orfanato?
- Nunca mais fala isso. – James partiu o abraço e me olhou sério.
- Mas por que ela não fez isso? Eu passei a minha vida inteira sendo rejeitada por ela! Era mais fácil para ela... E para m-mim! – James me abraçou novamente.
- Você sabe que eu e papai te amamos... E muito. Eu não sei o que eu faria sem você. Eu não sei o que eu faria sem minha tampinha. Você não precisa dela. – Ouvi James fungar.
- Desculpe estragar tudo... Desculpe por SEMPRE estragar tudo. – Limpei as lágrimas dele.
- Você não estraga nada. Eu te amo. – Ele me deu um beijo na testa e ele me abraçou forte.
- Eu também te amo. – Senti outra pessoa me abraçando, meu pai.
- Desculpe pai, desculpe.
- Você não tem que se desculpar princesa, não tem.
- Tenho sim! Essa família é assim por minha culpa!
- Não é , não... – Meu pai ia falar.
- É sim pai! Vai dizer que antes de eu nascer, tinha alguma briga? Hm? Tinha? - Eles dois ficaram em silêncio. – Viram?
- , não é bem assim.
- Deixa James, não precisa me falar nada. – Me desfiz do abraço dos dois e sai caminhando.
- Volta aqui !- James gritou.
- Eu preciso ficar sozinha. – Eu estava com raiva, sozinha e nessa cidade ridícula.
Eu realmente não sei o quanto e nem quantas horas eu andei, até James parar com o carro ao meu lado.
- Vem para dentro do carro. – Balancei a cabeça negativamente. – Vem logo, .
- Eu já falei que não! – James freou o carro bruscamente, ele desceu do carro e me pegou como se eu fosse um porquinho. – Me larga James! – Ele me colocou no banco carona.
- Não vou deixar você andando sozinha por aí, e esta esfriando... Olha , papai conversou com a mamãe...
- Eu não quero saber James... Só não quero mais vir aqui... Só isso.
- Tudo bem... Mas você sabe que não fez nada de errado, não precisa se culpar. Não é? – Fiquei em silêncio. – Eu já falei ... Eu e papai sabemos que foi culpa dela... Nós sabemos.
- Não é culpa dela... É minha... Mas não por isso, e sim por que eu deveria tentar ter alguma relação com ela. Mas acho que ela não ia querer.
- Mas você deveria tentar.
- É. Talvez. – Passamos a viagem inteira em silêncio.
Chegamos em casa e eu fui direto para o meu quarto. Tirei minhas roupas e coloquei meu pijama. Peguei meu celular e liguei para .
- Alô? – Ele perguntou meio sonolento.
- ... Sou eu. Te acordei?
- Oi... Sim, mas ainda bem, senão eu dormiria a tarde toda.
- Oh, desculpe... Eu ligo mais tarde. – Eu funguei.
- Você está bem?
- Estou.
- Você não me engana, estou indo aí.
- Não ! Não precisa!
- Precisa sim! Chego em 20min. Beijos, te amo.
- Ok... Te amo. – Desliguei e me deitei, eu estava sendo tão... Idiota por chorar por aquela mulher... Mas eu simplesmente não conseguia parar. Era estranho para mim... Na verdade foi estranho até para James que nunca me viu chorar por ela.
Um pouco mais tarde ouço algumas batidas na porta. Tentei inutilmente limpar as lágrimas que escorriam no meu rosto.
- Entra. – entrou e fechou a porta. Ele veio em minha direção e sentou na cama.
- O que houve?- Ele me abraçou.
- Eu fui visitar a Eleanor hoje... Mas eu não sei o que está dando em mim... Eu quase chorei na frente dela. Eu sou uma fraca. – Enterrei meu rosto na curva de seu pescoço.
- Você não é fraca! Todo mundo chora, !
- Não na frente daquela mulher... Ela deve mesmo achar que eu sou uma fraca.
- Olha para mim. – Ele levantou meu rosto e limpou minhas lágrimas. – Você passou por um momento difícil ok? E ninguém é fraco por chorar na frente de uma pessoa. Você não é uma exceção.
- Está tudo tão confuso ... Eu sinto que eu perdi uma parte do meu suporte. Você James, e os meninos eram meu apoio, agora a se foi, vocês vão entrar em turnê e James está em um novo projeto. – Eu desabei novamente. me abraçou com toda a força que pode.
- Eu não queria deixar você... Não queria.
- Não fale isso... Essa turnê vai ser ótima para vocês. Eu te entendo. – Eu sorri meigamente para ele que me deu um selinho.
- Eu vou ligar para você todos os dias. Eu juro. – Eu limpei as lágrimas que restaram e ri um pouco.
- Se você não ligar... Eu te mato. – Pisquei para ele que riu.

***


Uma semana e dois dias, uma semana e dois dias. Faz exatamente uma semana e dois dias que eu não boto o pé para fora de casa, uma semana e dois dias que eu sei todas as falas de Across The Universe, uma semana e dois dias que eu engordei 3 kg. Legal essa minha uma semana e dois dias, não é?
23h50min, eu estava deitada em minha cama, resolvi dormir. Deixei a TV ligada e me virei. Estava quase caindo no sono quando.
- ... – Ouço alguém sussurrar perto da sacada. Abri os olhos rapidamente, puta que merda, eu já estou ouvindo coisas? E que merda, eu estava sozinha! Fechei os olhos novamente. – ... – Ouço alguém sussurrar dentro do banheiro. Merda, merda, merda, mil vezes merda. Levantei-me devagar, eu estava toda cagada, desculpem a expressão, mas não tem como usar outra. Parei de frente para a porta do banheiro.
- Oi? – Ouvi a torneira sendo aberta e fechada. Puta que pariu! Fodeu a barca! Só pode ser um assaltante ou um... Fantasma. Ai meu Santo Deus, me protege. De repente socaram a porta. – AAAAAAAAH! – Fiquei parada, eu não conseguia nem me mexer. – Quem está ai?! – A maçaneta começa a girar e... – AH MEU DEUS!

CAPÍTULO 17

- AH MEU DEUS! COMO... COMO? MEU DEUS!
- Como assim como? Você não está feliz?
- É ÓBVIO! – Pulei naquela desgraçada, filha da mãe da !
- Pára, cuidado, eu estou tão doida. – Ela fez uma cara de dor e me abraçou. É, ela estava de volta.
- Como você voltou? Como chegou? Quando você chegou? E o principal, COMO você entrou aqui? Virou assaltante? – Ela ficou me olhando com uma cara confusa. – Muitas perguntas para sua cabeça não é?
- É, pois é. Tá, mas, eu cheguei aqui ontem, vim de avião e a janela da sua sacada estava aberta, idiota.
- Mas... Você não ia morar no Brasil?
- Eu ia, só que... Eu não consegui entrar para nenhuma faculdade lá e consegui aqui... Agora vem a melhor parte.
- Fala logo idiota!
- Meu pai... Comprou um apartamento para eu morar aqui e não precisar olhar para a cara da minha mãe! – Gritamos, e não me pergunte o porquê, e nos abraçamos.
- Eu... Eu ainda não acredito que você está aqui. – Nos abraçamos novamente.
- Eu também não, e brother... Sua cara foi hilária!- Ela começou a rir, dei um tapa em sua cabeça.
- Olha a medo de escuro falando.
- Mas você também tem!
- Ah é! Tá mas você tem medo de olhar filme de terror!
- Você também!
- Puta merda, hm, a há! Você tem medo do clipe do Blink 182 - I Miss You! – Comecei a rir da cara dela.
- Tá bom, tá bom. Chega! Mas... Conte-me o que aconteceu nessa uma semana!
- Eu engordei 3 kg, sei todas as falas de Across The Universe, eu não coloquei o pé para fora de casa, me sinto sensível e as garotas vieram me encher o saco!
- Nossa!
- Pois é, vai achando que a minha vida é fácil!
- Ah, ferre-se você. Bom, eu fiquei fora pouco tempo então... Mais alguma coisa aconteceu?
- Ah, sim. Semana passada, fui visitar Eleanor. – levantou-se e foi para frente do espelho.
- E vocês brigaram, acertei?
- Sim.
- Sério aquela mulher me odeia... E eu nem sei o porquê! Eu nunca fiz nada para ela! Mas... Por que vocês brigaram?
- Ela teve a cara de pau de dizer que se importava comigo! Ai James gritou, eu me senti sensível e fui para rua correndo e comecei a chorar... Mas eu nunca fico assim... Eu nunca chorei na frente dela ... Nunca.
- Talvez por que você soube que o ia viajar ou algo assim.
- Pode ser mesmo. – Nós deitamos e ficamos um tempo conversando.
- Eu estava com saudades de você idiota. – Ela falou rindo.
- Eu também trouxa!
- Lembrei das nossas camisetas... – ficou de joelhos e abriu o casaco mostrando a camiseta.
- Eu estou usando! – Nós começamos a rir. – Foi o melhor presente... Ah, quase me esqueci. – tirou minha pulseirinha. – Nós sabíamos que eu voltaria. – Ela sorriu colocando a pulseirinha de volta em mim. – Não está esquecendo-se de nada não? – Olhei para os lados fingindo que não tinha ouvido. – Pode me dando meu escapulário sua ladra! –
- Ah ... É tão bonitinho! E fica melhor em mim! – Ela deu uma risada sarcástica.
- Jura, isso é escapulário de diva, coisa que você não é! – Minha vez de rir sarcasticamente.
- Jura que você é diva. Eu que sou, e você sabe, bobinha! – Nós rimos e eu entreguei o escapulário de .
- Está com fome?
- Não...
- Que milagre! – Nós rimos. Passamos a noite inteira acordadas, combinamos um jeito de dar um susto em James.
Quando deu 9h da manhã ouvimos a porta sendo aberta.
- Corre !- Falei baixinho. se cobriu por inteira na cama do James, e não, ela não ia seduzi-lo! Não pensem besteiras safadinhas! saiu correndo e se cobriu, eu voltei para o quarto e fingi que estava dormindo. James abriu a porta do meu quarto e eu ouvi a voz de Meg, melhor ainda.
- Ela ainda está dormindo, deixe-a. – James encostou minha porta e eu logo a abri seguindo-os até o quarto de James, de repente eles dois pararam.
- O-o que é isso? – James falou assustado.
- Se não é-é a ... Então quem... é? – Eles foram se aproximando lentamente e eu segurava o riso. Quando menos esperamos se levantou fazendo todos gritarem, inclusive eu.
- COMO ASSIM? - James gritou.
- Ã? - Meg olhou assustada.
- Ah qual é gente, nem estou tão feia assim. – desceu da cama. Logo James e Meg começaram a gritar e abraçar ela, eu me juntei né.
- Estou dolorida me deixem! Vou morrer sufocada! -
- E você disse que ela estava dormindo! – James falou para Meg e apontou para mim.
- Eu sei, sou foda, deveria ser atriz. – Todos me olharam com cara de poucos amigos. – Ok, ok... Mas eu daria uma boa atriz.
- Cala boca! – Todos falaram rindo.
- Tudo bem... Mas vocês não aceitam a realidade! - Todos riram.
- Mas como assim ? Quando você chegou? – James perguntou abraçado nela.
- Ai tudo de novo não! Ok, eu cheguei ontem de tarde e de noite e vim aqui e dei o maior cagasso na ! Eu nunca ri tanto! – Todos riram menos eu.
- Estão achando engraçado? Quer que eu mostre a cara de vocês dois? Hein? – Eles prenderam o riso. – Idiotas! Mas agora a gente tem que ver como a gente vai fazer com os gays, os McFly, não você James. – Ele me deu um tapa na cabeça. Todos começaram a falar várias formas. – Olha, eu sei uma que eu tenho certeza que vai dar certo. Eles são bem burros, principalmente o , eles vão cair. – Contei para todos o meu plano. Tá não era um plano, mas eu sempre quis falar isso.
Chamei os guys para irem ali para casa alegando que eu queria companhia. Em menos de 10min eles tocaram a campainha.
- Vai atender , você vai ver como eles nem vão dar bola no começo. – foi atender a porta.
- Oi . – falou e deu um beijo nela que prendia o riso.
- Oi . – passou e parou, acho que a cabeça está processando.
- Oi . – falou.
- Oi . – falou.
- ?- Todos falaram juntos. Ai começou uma gritaria, , e foram abraçá-la. Eles gritavam e falavam coisas desconexas para ela que não entendia e muito menos eu, James e Meg. ainda olhava atônito para , sem se mexer. Depois de alguns minutos, os garotos me olharam e eu gesticulei para irmos para a cozinha e assim eles fizeram.

POV

Todos foram saindo, eu levantei meu olhar que logo se encontrou com o de .
- Oi. – Falei quase em um sussurro. apenas veio correndo e me abraçou. Como eu sentia saudades daquilo. Mesmo que tenha sido por uma semana e dois dias como a disse. Dane-se que eu estou dolorida, apertei mais o abraço.
- Eu senti tanto a sua falta... Falta do seu cheiro... Do seu beijo... De você toda! – sussurrou em meu ouvido.
- Eu senti falta de tudo em você... Desde a sua voz até... Hm, você sabe! – Nós dois gargalhamos. De repente ele ficou olhando fixamente para os meus olhos.
- Seus olhos...
- O que tem eles?
- Eles não saíram da minha cabeça por nem um minuto. – Eu sorri.
- Cadê o meu cavalo e o que você fez com ele? – Nós dois gargalhamos.
- Ele está aqui e se perguntando por que ainda não beijou a “linda e diva” da . – Ele fez aspas e imitou a minha voz. Dei-lhe um tapa fraco no ombro e ele me puxou para um beijo. Saudade, emoção, paixão, havia tudo neste beijo!
- Você... VOCÊ NÃO DEVERIA TER FEITO ISSO! – Não... Não fui eu que falei isso. Eu e nos separamos rapidamente, estava borbulhando, vermelha, bufando de raiva. Se a situação não fosse séria... Eu riria.
- ? – perguntou com os olhos arregalados.
- Não, a Maria, ! Você vai se ver comigo garota! Você não deveria ter feito isso com o !
- EU? – Ri sarcasticamente. saiu aos prantos da casa da , e quando eu menos esperei, foi atrás da . Eu fiquei olhando sair correndo atrás dela... Minhas pernas fraquejaram e eu fui ao chão, fiquei sentada, sem expressão nenhuma, me sentindo usada. Senti dois braços ao meu redor. .
- Vai ficar tudo bem. – Ela sussurrou. Eu não conseguia processar aquilo, eu não conseguia chorar, mas não tirava meus olhos da porta. Eu neguei a afirmação de . Mais nada foi falado. Ficamos assim por um tempo, eu não conseguia me mover, até que as coisas se ajeitaram em minha cabeça, meus olhos marejaram, e lágrimas grossas saíram de meus olhos. Eu soluçava baixo e me apertava cada vez mais.
- ... Eu quero o , . – A abracei apertado também.
- Você vai ter ele, ... Ele tem seus motivos. Eu te prometo. – Tirei meu rosto da curva de seu pescoço molhado por minhas lágrimas.
- Você m-me promete? - Falei com dificuldade por causa dos soluços.
- Sim. – Eu a abracei novamente. Ela foi me levantando e me levando até o sofá. Eu deitei ali e continuei chorando com ao meu lado, até cair no sono.

/POV

CAPÍTULO 18

Quando eu vi que estava mesmo dormindo, levantei-me e fui até a cozinha.
- O que houve? – perguntou apreensivo. Suspirei.
- Aparentemente, eles foram pegos pela e nosso querido amigo Jones, foi atrás dela. – Sentei-me ao lado de .
- Jones idiota. – James murmurou irritado. Levantei minha cabeça e meu olhar se encontrou com o de , mas eu não consegui encará-lo. Será que aconteceria a mesma coisa comigo... Olha o estado em que deixou minha amiga... Será que seria capaz? Pelo resto do dia, eu não consegui encarar , e muito menos falar com ele.
Os garotos conversavam baixo entre si, eu decidi ver como estava. Sentei no canto do sofá e tirei o tufo de cabelo que entrou em sua boca, eu ri baixo. Levantei-me e fiquei olhando , imaginando se eu passaria pelas mesmas coisas... teria a coragem de correr para ? Eu o mataria. De repente senti dois braços em minha volta. .
- Você não me encarou o dia todo... O que houve? – Eu me afastei rapidamente.
- Vamos... Vamos para o meu quarto. – Eu falei, e quando ele foi me abraçar eu saí rápido. Entramos em meu quarto e eu sentei na cama e ele logo se sentou de frente para mim.
- O que você queria? – Ele falou quase em um sussurro.
- ... Eu... Fiquei receosa depois do que o fez com a . – Eu baixei a cabeça.
- Como assim? – Ele franziu o cenho.
- Eu estou com... Medo de que... Você faça o mesmo. Desculpe. – Ele pegou meu queixo e levantou meu rosto chegando bem perto de mim.
- Eu nunca, nunca vou correr atrás da ... Se eu corresse, seria por motivos MUITO importantes... Mas eu nunca correria atrás da , eu quero você, só você. Entenda isso. – Olhei profundamente em seus olhos.
- E que tipos de motivos seriam esses? – Falei quase em um sussurro.
- Um motivo que nunca vai acontecer, ok?
- ... Eu não agüento mais ver você com a . – Eu falei em tom de desabafo.
- Eu sei meu amor, eu sei... Mas eu juro que eu vou acabar com a ... Mas na hora certa, ok?
- Você falou isso uma semana depois da nossa viagem.
- Eu tive meus motivos... Você... confia em mim?
- A mesma cena de depois da festa... Você não lembra?

Flashback on
Entrei em casa e nem me atrevi a olhar para James.
- o que... – Acho que ele não iria continuar. Subi para o meu quarto, coloquei um pijama e me deitei. Isso estava me matando. De repente a porta do meu quarto foi aberta.
- Agora não James, por favor. – Mas a pessoa não respondeu, apenas levantou as cobertas e se deitou ao meu lado. .
- Me desculpe, por favor. – ficou de conchinha comigo e colocou seu rosto na curva do meu pescoço. Ar? – , por favor, eu não quero te perder. – Ele suspirava e me deixava cada vez mais sem palavras.
- , e-eu não... Sei.
- Olha , eu realmente admito que foi difícil vir aqui para te pedir desculpas, você sabe como eu sou orgulhoso, mas você é a única razão para eu passar por cima de tudo na minha vida. Tudo mesmo. – Eu me virei para e olhei profundamente em seus olhos azuis. Mais uma vez, ar?
- Menos pela . – Eu baixei minha cabeça sentindo as lágrimas queimarem.
- Você não sabe o quanto eu quero largar a para ficar com você...
- Mas não larga! Isso é o que conta. Não adianta você ficar dizendo que me ama e que largaria de tudo sendo que você não larga a peça-chave, sua namorada. – Ele baixou os olhos e suspirou.
- , você... Confia em mim? – Fiquei pensando por um momento.
- Sim, . – Falei meio indecisa.
- , eu te prometo que logo, logo eu vou largar a para ficar com você. Agora é um pouco complicado, mas você tem que confiar em mim ok?- Eu olhei em seus olhos. Droga, de novo, aaar?
- Você me promete mesmo?
- Por que eu mentiria? Eu te amo , e saiba que a nunca vai me conquistar como você me conquistou. – Ele me puxou pela cintura e me beijou calma e profundamente. Sentidos, onde estão vocês?
- Eu te amo e espero que esse tempo seja rápido. – Ele me olhou e sorriu o meu sorriso.

Flashback off

- E olha quanto tempo já se passou, . – Ele baixou a cabeça.
- Eu sei, mas eu tenho um motivo...
- Que porcaria de motivo é esse? – Eu me levantei furiosa.
- Confia em mim...
- Não é questão de confiança ! Eu tenho esperado você a tanto tempo! Sabe... Eu fui visitar Eleanor... E ela me perguntou se eu tinha um namorado e eu, mesmo meio incerta, falei que sim, mas nem eu mesmo sei se eu tenho.
- Desculpe te fazer passar por isso... Mas eu sei que se a questão é você, eu sou o cara mais egoísta. Eu só queria que você entendesse que eu não posso falar este motivo...
- E agora, VOCÊ confia em mim? Por que você não me conta? Pouparia sofrimento de ambos os lados. – Me ajoelhei entre suas pernas e peguei seu rosto entre minhas mãos. – Qual é o motivo? – Ele suspirou fortemente.
- Por que você consegue tudo o que quer? – E ri sem ânimo e coloquei meus braços e volta de sua cintura, mexia nas pontas de meu cabelo. – Eu só queria te proteger.
- Você sempre me protege... Você sabe.
- Promete por tudo, que não vai contar para ninguém, seja para ou , que já sabe, mas não pode saber que eu te contei?
- É claro que sim . Como eu disse, confie em mim.
- Eu confio. Bom, isso já vai ser o motivo do ter saído atrás da . Digamos que... A família da não é lá a melhor... Nenhum pouco. Ela tem dois irmãos... Com ficha na polícia... E não são coisas pequenas, se é que você me entende.
- E o que isso tem a ver? – Eu já estava meio assustada.
- ameaçou .
- Ameaçou como? – Arregalei meus olhos.
- pode ter a pose de boa moça... Mas ela engana muito bem. Ela disse que se continuasse de caso com a e conseqüentemente eu com você... Ela tomaria medidas drásticas... Entende? – Eu assenti vagarosamente tentando processar tudo.
- Mas o que exatamente isso tem a ver com... Você? – Eu apontei para ele.
- é amiga da . – Eu coloquei as mãos na boca e sentei em minhas panturrilhas.
- Eu... Desculpe desconfiar de você! – Meus olhos marejaram. Como eu pude desconfiar de ? E como elas poderiam ser tão baixas? Abracei com toda a força.
- Não se desculpe... Eu te dei todas as razões para desconfiar de mim. – pegou meu rosto e beijos meus lábios. – Mas agora temos que pensar na . – Fiquei olhando atônita para ele.
- Se... Se aquela maluca pensa que vai fazer alguma coisa para , eu juro, mas eu juro que eu esfrego a cara dela no asfalto! – Fiquei em pé. Minhas mãos tremiam. Será que realmente teria a coragem de fazer algo com ? levantou e me abraçou.
- fará alguma coisa... Só que temos que ficar atentos. e são os únicos que sabem de tudo. – Ficamos em silêncio por alguns minutos.
- Desculpe. – Eu falei abafado por estar com o rosto na curva do pescoço de . Ele me apertou mais no abraço.
- Não se desculpe, por favor. – Meus braços apertaram mais sua cintura e eu fiz um carinho em suas costas. – Te amo.
- Te amo. – Nos soltamos e nos beijamos. Conversamos mais um pouco e resolvemos descer. Mas sabe, aquela história estava mal contada, e eu tinha certeza disto.
- O que os pombinhos estavam conversando? – falou fazendo uma voz afeminada.
- Não é do seu interesse. – Falei e fez cara de ofendido.
- Tudo bem . – Ele falou e eu logo soltei a mão de e corri para abraçá-lo.
- Te amo. – Dei um beijo em sua covinha. (n/a: Sorry por quem não tenha colocado o covudo como esse personagem!)
- Também te amo. – Todos estavam em volta da mesa de centro da cozinha.
- Vou ver como a está. – Fui até a sala e sentei-me à mesa de centro, ela foi abrindo os olhos. – Hey, como você está? – Ela não falou nada, ficou encarando o vazio.
- Me leva pra casa? – Ela disse apenas.
- Ok, só para avisar que eu vou passar a noite lá. – Ela assentiu vagarosamente. – Eu vou dizer para os garotos que...
- Eu não quero ver ninguém... Por favor. – Eu assenti.
- Vou avisar o James que eu vou passar a noite na sua casa. –
- Ok. – Fui até a cozinha e os garotos conversavam.
- James, eu vou passar a noite na casa da . Posso pegar a chave do carro? – Todos começaram a se levantar.
- Pode sim, e vamos ver como ela está. – Eu parei na frente da porta para que ninguém abrisse.
- Não, não! – Eu meio que gritei sussurrando se é que vocês me entendem!
- Por que não? – perguntou.
- Ela falou que não quer ver ninguém. Por favor, dêem um desconto! – Eles se entreolharam. – Eu prometo dar notícias a vocês... – Eu fazia um carinha fofinha para amenizar a situação.
- Ok, digamos que essa carinha nos convencesse. Você nos mandaria notícias a noite inteira por mensagem? – perguntou.
- Sim. Eu prometo. – Eles se entreolharam novamente.
- Está bem... Mas mande notícias, por favor! - falou.
- Vou arrumar minhas coisas. Fiquem aqui. – Sai da cozinha e fui arrumar minhas coisas. Fiz uma pequena malinha e desci, fui até a cozinha.
- Eu vou indo. - Dei um beijo em cada um, quando chegou a vez de dei-lhe um selinho e sussurrei rapidamente em seu ouvido. - Conte para James. – O olhei sugestivamente que assentiu minimamente.
- Qualquer coisa é só ligar, resolvemos ficar aqui... Vamos falar com o Jones. – Eu assenti e fui para sala. estava sentada com as mãos nas costas.
- O que houve? – Ela levantou o olhar.
- Apenas uma dorzinha... Vamos? – Eu assenti. se levantou com um pouco de dificuldade e nós fomos para o carro. A viagem foi meio silenciosa, só a voz de me guiando para seu novo “apartamento”, por que para mim era um loft.
Chegamos em menos de 10min, era perto de casa, entramos no “apartamento”, era lindo e era um loft. foi em direção a cozinha.
- Quer algo para comer? – Ela perguntou pegando um remédio para dor.
- Estou morrendo de fome. – Abri a geladeira e procurei algo para comer.
- Minha mãe comprou algumas coisas... Veja se gosta de alguma. – Ele sentou-se à mesa. Peguei um bolo de negrinho e me juntei a ela.
- Quer conversar sobre hoje? – Ela baixou a cabeça.
- Por que ele fez isso? Até poucos minutos antes estava tudo tão bem...
- Ele tem o motivo dele ... Ele vai te explicar. Eu te prometi, não prometi? – Ela assentiu.
- Minha vontade é de nem olhar mais na cara do de tanto nojo que eu estou sentindo! – Ela olhou para o meu bolo e correu para a pia, eu quase vomitei junto.
- Você está bem?- Ela assentiu e eu segurei os cabelos dela. respirou fundo.
- Estou ficando preocupada. – Falei passando a mão em minha testa.
- Não fica preocupada, já vai passar, ok? – Ela respirou fundo. Peguei um balde e levei até o quarto e a deitei na cama.
- , posso pegar aquele bolo e trazer para cá? – Ela assentiu rindo devagar. Fui até a cozinha, peguei o bolo e uma colher e fui para o quarto. Coloquei minha comida em cima da escrivaninha e arrumei a cama, deitou-se novamente e eu fui para frente do computador. – Você vai dormir? – Quando olhei, estava indo para o banheiro com a mão no nariz. Corri até lá, seu nariz estava ensanguentado, abri alguns armários até achar uma toalha, coloquei no nariz dela e a sentei no vaso.
- ... O que você tem?
- Eu não sei... Estou assim desde que fui viajar.
- Primeiro você vomita, mas o estranho é que você não comeu nada o dia todo. Nós precisamos ir para o médico.
- Eu odeio médicos , por favor, não faz isso. – Ela falava meio abafado por causa da toalha.
- Por mim ... Eu estou preocupada!
- Amanhã então... Ok?
- Tudo bem! – Ela levantou ainda com a toalha no nariz e deitou-se na cama. Peguei meu celular meio escondido com o intuito de mandar uma mensagem para algum dos garotos.
- Nem pense nisto. , eles com certeza virão ver o que está acontecendo... Principalmente, .
- ... Se acontecer alguma coisa eu preciso que alguém venha para cá!
- ... – Ela choramingou.
- Tudo bem. – Sentei ao lado de e fiquei mexendo em seu cabelo até ela dormir. Coloquei meu pijama e como estava sem sono e com fome, fui mexer no computador e comer aquele bolo.
Eram 3h da manhã e eu estava sem sono, fiquei comendo e fuçando no computador até que começou a se remexer na cama, de repente ela parou e eu ouvi um choro baixinho. Corri até ela e me abaixei ficando a sua altura.
- O que houve?
- Minhas costas doem! – Ela aumentou o choro.
- , eu não sei mais o que eu faço... Eu tenho que te levar para o hospital. – Eu estava desesperada, a ponto de chorar.
- Não ... Por favor. – Eu passei as mãos pelo cabelo e os prendi em um nó frouxo. Fui até a cama e baixei o cobertor, a blusa de estava um pouco levantada. Me assustei pois haviam alguns hematomas.
- ... O que foi isso nas suas costas?
- Nada. – Ela baixou a blusa.
- Como assim NADA?
- Nada , simples.
- Antes de você partir você estava saudável e sem hematomas. O que aconteceu ? Por que não me conta?
- Acho que eu desmaiei por estar muito calor no Brasil. Devo ter me ferrado toda.
- Isso explica bastante coisa. - Suspirei. - Quem sabe... Quem sabe você não toma um banho? – Ela assentiu e levantou-se com cuidado. colocou a toalha dentro do balde. Ela andou um pouco e parou. – ? Quer ajuda? – Ela virou-se vagarosamente para mim, rolou os olhos e desmaiou. Eu gritei. Fui até ela e coloquei sua cabeça em meu colo. Tirei meu celular do bolso com as mãos trêmulas e liguei para a emergência.
- E-eu preciso de uma ambulância urgente! – Dei o endereço de e desliguei. Apressei-me em ligar para um dos garotos. Liguei para casa e atendeu.
- , é a-a . – Eu não conseguia falar.
- ? Você está bem?
- , a desmaiou, eu estou indo para o hospital m-me encontrem lá. – Desliguei e depois de alguns minutos, ouvi algumas batidas na porta, era a emergência.

CAPÍTULO 19

POV

- Você... VOCÊ NÃO DEVERIA TER FEITO ISSO! – Ao ouvir aquilo, eu e nos separamos rapidamente... Nós deveríamos ter nos cuidado mais... Eu estava desesperado.
- ? – Eu perguntei atônito.
- Não, a Maria, ! Você vai se ver comigo garota! Você não deveria ter feito isso com o !
- EU? – riu sarcasticamente. saiu aos prantos da casa da . Eu fiquei olhando para a porta, pensando nas conseqüências em deixar ... Mas entre protegê-la e deixar que a faça algo... Eu escolheria protegê-la. Saí correndo atrás de , meu coração estava apertado... Eu sabia que não teria o perdão dela.
- espera! – Ela parou um pouco mais à frente e eu a alcancei. – Me deixa explicar. – Ela ficou quieta. Formei uma desculpa em minha cabeça. Me doía fazer isso, mas era preciso. – Foi ela... Você sabe.
- Como eu vou saber ?
- Por que quem eu... – Demorei bastante para falar, puxei meu dom de ator que nem sabia que tinha e falei. – Amo... É... Você. - Falei devagar. E essa foi a pior mentira da minha vida. sorriu e me beijou. Eu me sentia sujo. Mas eu explicaria tudo a .

/POV

POV James

Depois que foi embora com , eu e os garotos fomos para sala.
- James, eu meio que queria falar com você. – falou.
- Claro cara. – Fomos para fora de casa.
- Eu queria te contar uma coisa... – Ele baixou a cabeça.
- Pode falar. – Isso não estava me cheirando nenhum pouco bem.
começou a me contar as coisas desde o começo, até as coisas da .
- Cara, você está louco? Você e o têm algum problema? Só pode! Vocês estão colocando a vida delas em perigo, cara! Não se atreva a chegar mais perto delas! – Eu gritei.
- Calma cara, eu sei que...
- Não é CALMA! O que será que a pode fazer com a agora? E se elas ameaçarem ou encostarem UM DEDO SE QUER na , eu mato vocês!
- Eu sabia que você reagiria desta maneira. Mas James, por mim, elas não tocam um dedo na e muito menos na ... Eu te prometo cara. Confia em mim. – Eu fiquei pensando um momento. Se eu mandasse se afastar de ela sofreria, mas ficaria pior se ou fizessem algo para ela.
- , eu vou confiar em você e no , entendi por que ele fez isso com a , foi uma atitude idiota... Mas foi a melhor escolha. Eu vou entregar elas nas mãos de vocês... Por favor, não as machuque... É só isso que eu te peço. – me puxou para um abraço.
- Eu e nunca deixaríamos nada acontecer com elas... Nunca. – Desfiz o abraço e entramos.
- Eu acabei de ligar para o Jones. – falou levantando-se.
- Ele disse que está tentando fazer com que a saia de perto dele. Coisa que vai ser difícil. – falou em tom de ironia.
- me contou tudo.
- Você não ficou bravo com a gente, não é? – perguntou.
- Não caras, fiquem tranqüilos. – Eu sorri para eles.
Acho que uns 20 ou 30 minutos se passaram e Jones tocou a campainha.
- Entra cara. – Eu falei olhando para o rosto de . Ele estava realmente acabado. Olhos inchados, vermelhos e com olheiras. sentou no sofá e colocou as mãos no rosto.
- Desculpe cara... Desculpe.
- , me contou tudo... Eu não te culpo. Você fez o certo.
- E só para vocês saberem, já está tudo direito. Eu falei com a , ela está certa de que eu a “amo”. – fez aspas no ar. Rimos sem ânimo para descontrair o ambiente.
Conversamos por bastante tempo. Vi que já era bem tarde, todos estavam cansados.
- Vamos dormir todos aqui. – Eu sugeri e todos aceitaram, menos que ficou meio indeciso.
- Eu vou ligar para a . – Ele sacou o celular do bolso e discou, esperou, até que ela atendeu. – Oi ... Eu vou dormir aqui no James... Não! Ela não está aqui... e ela foram dormir no novo apartamento da ... Ela se sentiu mal e elas foram para lá... Ela nem quer olhar na minha cara, ... Meça suas palavras. Está decidido, tchau. – passou as mãos pelo cabelo. – Eu juro, que se não fosse pela e por meus hormônios... Eu virava gay. – Todos nós rimos. Pegamos cervejas e nos sentamos no sofá, colocamos qualquer DVD.
Eram mais ou menos 3 horas da manhã e o telefone tocou.
- Deve ser a . Atende aí, . – Eu falei.
- Ah, por que eu? – ficou emburrado.
- Por que você está ao lado do telefone, idiota! – falou e bufou e atendeu.
- Alô? ? Você está bem? – Logo que ouvi isso meu corpo, e o de todos, se enrijeceu. arregalou os olhos e olhou para nós. – Estamos a caminho. desligou o telefone.
- O que houve dude? – perguntou.
- A... A foi para o hospital... – Todos nos levantamos e saímos sem falar nada, na verdade ninguém conseguia. Chegamos ao hospital, mal estacionou e todos saíram do carro, fomos correndo para dentro. estava sentada com as pernas cruzadas e chorava muito. Fui correndo até ela e a abracei. tremia e batia o queixo, ainda estava com o short do pijama, uma blusa regata, um casaco fino e chinelos de dedos.
- O que ela tem? – Todos estavam a sua volta.
- E-eu não sei. – Ela não queria falar muito. Os garotos sentaram em volta de . A abracei tentando, inutilmente, aquecê-la de alguma maneira. , que sentou ao lado dela, tirou seu casaco e a cobriu. Ele a abraçou e ela se escorou em seu peito. Todos estavam aflitos, ninguém teve coragem de trocar nenhuma palavra. Nathália, Meg e Morghana chegaram minutos depois e não falaram nada também, o silêncio já não era mais incômodo para ninguém. De repente se levantou e puxou consigo. Eles foram para um lugar mais afastado.

/POV James

Olhei para , ele estava segurando as lágrimas, eu tinha certeza disto. Levantei e o puxei um pouco mais longe dos meninos e o abracei forte. entendeu o que eu estava querendo fazer e chorou, nunca o vi chorando assim antes.
- Ela está assim por minha culpa, não está? – Ele falou com dificuldade por causa dos soluços.
- Eu não sei o que ela tem , mas não é por sua culpa, por favor, não se culpe.
- Eu tenho certeza, ... Certeza de que ela está assim por minha culpa... Eu não queria, eu juro.
- Pára ! Você sabe muito bem que ninguém tem culpa aqui! – Peguei seu rosto entre minhas mãos, e com meus dedões, limpei suas lágrimas. – Olha para mim – Ele me olhou. – Você sabe que não tem nada a ver com isso, só está se enganando dizendo isso. Eu já estou mal porque a está naquele estado e fico pior sabendo que você está se culpando por uma coisa que não é verdade. – Eu coloquei meus braços em volta de sua cintura e o abracei.
- Desculpe, ... Desculpe. – Ele soluçou e eu também. – Te amo.
- Eu também, . – Nos separamos, limpou as lágrimas e voltamos para o nosso lugar. Sentei na cadeira ao lado de com as pernas para cima. Ele me abraçou e eu me aconcheguei em seus braços.
- Está melhor? – Ele me perguntou baixinho.
- Não... Não até aquele médico idiota sair com os exames da .
- Ela não tem nada, você vai ver. Vai ser só um susto.
- Não vou ficar aliviada até aquele médico inútil sair dali, não adianta. – me aconchegou mais.
- E o ? – Eu o olhei.
- Está se culpando por tudo. Eu estou mal por ele... é meu melhor amigo. – me deu um selinho.
- As coisas vão se ajeitar... Mas terá de sofrer um pouco. Nós vamos ter que dar o maior apoio para ela.
- Não queria que isso fosse assim. – Coloquei meu rosto na curva de seu pescoço e inspirei todo o perfume que pude.
- Eu também não. – Ele puxou meu queixo e uniu nossos lábios. Dei mais um selinho em e ele sorriu abertamente. Não pude conter um sorriso. Ouvi passos e olhei para o lado, o médico de pigarreou e todos olharam.
- Parentes de . – Ele falou com uma voz grossa.
- Eu! – Todos falaram ao mesmo tempo.
- O que a tem?
- Você é a irmã, estou certo? – Eu assenti prontamente.
- Eu e ela somos os irmãos. – James falou.
- Venham comigo, por favor. – Saí abraçada com James. Entramos em uma sala que havia um vidro onde dava para ver todos.

POV

James e saíram abraçados.
- Estou com medo... – Morghana se pronunciou.
- Ela vai ficar bem. – falou seguro, mas no fundo ele também estava com medo... Assim como todos. Fiquei olhando pelo vidro cada expressão e movimento.
- A está alterada. – falou.
- Ela vai gritar agora. – Nathalia falou e , impacientemente, levantou-se.
- Direto ao ponto, por favor! – Ela falou alto.
- James tem que acalmá-la. – Eu falei pela primeira vez. Mais um pouco e de repente os dois pararam como estavam. estava sem expressão, ela passava a mão pelo rosto e balançava a cabeça negativamente enquanto o médico ainda falava. Quanto menos esperamos, abriu a porta e saiu correndo, eu me levantei para ir atrás dela.
- Deixa ela ... Ela precisa. – James apareceu na porta.
- O que a tem? – Meg perguntou estralando os dedos.

/POV

CAPÍTULO 20

POV James


Entramos na sala e nos sentamos.
- Bom... O assunto é meio complicado... – levantou nervosa.
- Direto ao ponto, por favor! – Ela sentou-se de novo.
- Desculpe doutor. , pára. – Ela ajeitou os cabelos.
- está com uma produção excessiva de células brancas anormais, superpovoando a medula óssea. Essa infiltração da medula óssea resulta na diminuição da produção e funcionamento de células sanguíneas normais.
- E isso que dizer... – Falei num tom um pouco impaciente.
- está com leucemia. – Eu engoli seco, não estava acreditando, tudo estava acontecendo comigo, com e principalmente... Com . – A leucemia não tomou conta de nada... Se acharmos uma pessoa compatível em, pelo menos, duas semanas, evitará o acumulo de células malignas e poderá não sofrer com a perda de cabelo e outros malefícios da doença.
- E como fazemos para ver se somos compatíveis... Na verdade, não somos irmãos... O pai da mora no Brasil e a mãe dela...
- Não está nem aí. – me interrompeu.
- Acho muito difícil amigos serem compatíveis... Mas podemos testar. – Vi uma lágrima cair no rosto de , ela levantar-se rapidamente e sair correndo. levantou-se para ir atrás dela.
- Deixa ela ... Ela precisa. – Ele sentou-se novamente.
- O que a tem? – Meg perguntou estralando os dedos.
- Sentem-se... – Todos se sentaram. – A ...
- Fala logo cara. – falou.
- A está com leucemia. – Todos ficaram quietos, um silêncio súbito se instalou entre nós. se levantou e saiu.

/POV James

POV

Me levantei e fui atrás de , procurei por toda parte.
- Hey, você viu uma menina baixinha, com os cabelos compridos e pretos, bem branca? – Perguntei para a recepcionista e ela pensou um pouco.
- Se eu não me engano ela correu para fora.
- Obrigada. – Corri para fora do hospital, e a moça estava certa. estava na rua, ela tremia por causa do frio que fazia, deviam olhar para ela e chamá-la de louca por estar de short na rua. A abracei por trás. – Vamos para dentro, você está tremendo. – Ela negou. – ... Vamos conversar lá dentro. – Ela se virou para mim, sua boca estava ganhando um tom arroxeado.
- Não. – Ela falou seca. Eu a abracei tentando aquecê-la.
- , por favor... Vamos tentar resolver isso. Eu te prometo. – Ela suspirou e afirmou com a cabeça. Fomos andando até entrar no hospital, a sentei na cadeira. – Vou buscar algo quente para você. – Fui até a máquina e peguei um chocolate quente para ela. Voltei e entreguei para .
- Obrigada. – Ela falou com a voz meio tremida.
- Olha ... Sobre a , nós podemos ligar para o pai dela hoje mesmo, ele vai vir.
- É... E eu vou ter que ligar... Na verdade, eu prefiro.
- Ela já sabe?
- Não sei. – Eu sentei na cadeira ao lado da dela.
- Quem sabe a gente não vai para casa e você coloca uma roupa quente e depois a gente volta?
- Não... Eu vou ficar aqui até ela acordar. – Ela falou rápido.
- , por favor, você está tremendo!
- , eu não quero brigar com você! – Ela falou um pouco alto demais.
- Eu vou pedir para o trazer uma roupa para você, não vou te deixar neste estado. – Eu a abracei e ela se aconchegou em meu abraço.
- Eu preciso ligar para o pai da . – Ela falou baixinho.
- Pode ficar aqui meu amor, eu vou lá falar com o , ok? – Ela assentiu minimamente e eu dei um selinho demorado nela, sai dali e fui até onde os outros estavam.
- Como ela está ? – Morghana falou.
- Muito mal e agora ela vai ligar para o pai da . Ah, , você consegue ir à casa do James e pegar uma calça e um casaco para a ?
- Claro. - falou levantando-se e puxando a chave de dentro do bolso.
- Eu vou com você. – Morghana disse e levantou-se também, a abraçou e eles se despediram de todos. Ficamos eu, James, Nathy, e que estava no canto com cara de deprimido. Olhei para o lado e vinha vindo abraçando a si mesma.
- O pai da vai pegar o primeiro vôo para cá. – Ela falou somente e parou ao meu lado. olhou para novamente. – Mas será o Bendito que eu vou ter que falar com esse homem de novo? – Ela perguntou baixinho para que eu ouvisse.
- Acho que sim... Ele ainda crê que foi ele quem causou isso na . – bateu as mãos nas próprias pernas e saiu em direção a .

/POV

Fui em direção ao , ele estava sentado com a cabeça apoiada nas mãos, me agachei em sua frente.
- Dá, por favor, para você parar de se mutilar um pouco? Eu, que sou melhor amiga dela, não estou assim.
- Mas...
- Nada de ‘mas’ , pára! Se você não está informado, leucemia não é causada por causa de uma pessoa! Seu idiota. – O abracei pela cintura e ele enroscou os braços no meu pescoço.
- Ok, desculpe, .
- Agora nós temos que nos concentrar em contar para e achar um doador compatível com esse energúmeno. – Nós sorrimos um pouco. – Promete para mim que agora você vai deixar de lado essa coisa de culpa e vai me ajudar nisso? – Ele sorriu.
- Prometo, tampinha. – Eu sorri e nos abraçamos novamente. Depois de um tempo, vi e Morghana vindo com minhas roupas.
- Aqui suas roupas, madame. – Eu sorri.
- Brigada, Poynter. – Dei-lhe um beijo.
- E você não vai me agradecer? - Morghana falou com uma cara absurda.
- Claro! – Abracei Mô quase sufocando ela. De repente vi o médico vindo em nossa direção.
- Bom pessoal, a acordou, e, infelizmente, ela já sabe. Eu não sabia que ela estava acordada enquanto eu falava com o outro médico sobre a doença dela. A reagiu bem, não teve nenhuma alteração e disse que quer ver todos vocês. – Todos nós suspiramos aliviados. – Eu já expliquei para ela que ela não terá nenhum malefício da doença a não ser que achemos um doador. – Fomos todos para a sala da , o médico abriu a porta e entramos em silêncio com medo da reação de em nossa frente.
- Eu não vou morrer e muito menos perder meus cabelos lindos e lisos, então, por que essas caras de enterro? – Todos riram pelo humor dela. ficou em um canto mais reservado, o olhar deles se encontraram e desviou na hora.
- Tudo bem? – Perguntei quase pulando em cima dela.
- Com você em cima de mim não. – Todos riram novamente.
- Seu humor está lindo hoje. – falou e mandou um dedo do meio para ele.
- Essa dormiu com o Bozo... – James falou.
- E acordou com a graça. – Meg continuou.
- E chupou malandrops! – Nathalia falou.
- Nossa, dessa eu não sabia. – falou rindo da idiotice da Nathália. Ficamos conversando mais um pouco.
- Gente, será que eu posso falar com o Daniel um minuto? – perguntou séria, eu nunca tinha visto este lado dela. levantou a cabeça assustado.
- Claro. A gente vem te visitar amanhã, . – James falou e deu um beijo em seu rosto, e assim, todos o fizeram.

POV

Todos foram saindo, ficou ao meu lado, respirei fundo.
- Eu só quero saber o porquê. – Ele olhou para todos os lados, menos para mim. – Olha para mim. – Falei seca e ele me olhou. – Agora, eu quero que você diga por que ela ? Por quê? Você não falou tudo aquilo da boca para fora ou com aquela intensidade toda! Só me diz o porquê Daniel. - Ele suspirou derrotado e puxou a cadeira.

/POV

POV

Puxei a cadeira e sentei ao lado de peguei – ou pelo menos tentei – pegar a mão dela, mas ela tirou rapidamente.
- Acho que já está mais do que na hora... Você vai me entender. – Suspirei mais uma vez. Sabe, ela sempre consegue o que quer. Contei tudo sobre Georgia que vocês já devem saber por que o fofoqueiro do já contou para a . No momento em que acabei de contar tudo estava com o queixo caído. – Agora você me entende? – Os olhos dela lacrimejaram e algumas lágrimas rolaram.
- Como eu fui idiota com você ... Desculpe, pode me xingar, pode até me bater... Tá, bater não, mas me xingar e nunca mais falar comigo você pode, eu fui uma... – Calei o monólogo de com um beijo. Ela ficou meio assustada no começo, mas ela acabou por passar os braços por meu pescoço.
- Eu não vou parar de falar com você, muito menos te xingar e te bater. Sei que você precisa de uns bons tapas, mas não sou eu que vou fazer isso, e sim a . – Ela riu.
- Por que eu mereço tapas? Poupe-me Daniel! Na verdade, você precisa! Nem para confiar em mim, né?
- Agora vai colocar a culpa em mim? – Ela baixou a cabeça e começou a mexer no cobertor.
- Desculpe. – Ela falou com um beiço enorme que eu tive que rir e dar um selinho nela. começou a rir.
/POV

CAPÍTULO 21

Sai de lá sem falar com ninguém, nem com . Tinha que falar com a mãe da . Peguei o carro com que eu tinha vindo, pois não me deixaram ir na ambulância e fui em direção à antiga casa de . Desci rapidamente e parei em frente à porta, respirei fundo uma, duas, três vezes, eu já estava ficando tonta de tanto respirar fundo, criei coragem e bati na porta que logo foi aberta por Anneline, uma das empregadas.
- Olá , quanto tempo! – Eu sorri e a abracei.
- Quanto tempo mesmo não é, Anneline? Não vai mais me visitar para fazer aquele bolo de chocolate tão bom! – Nós duas rimos. Nota mental: Pedir para ela levar um bolo suculento de chocolate para a minha casa. – Acordada tão tarde? Achei que teria que ficar horas tocando a campainha.
- Charlotte está com uma amiga então ela pediu que eu ficasse até mais tarde.
- Ah bom.
- Mas, sem ser mal educada é claro, o que a senhorita veio fazer aqui?
- Eu vim falar com a tia Charlotte mesmo.
- O que houve minha querida?
- Eu converso com a tia Charlotte e assim que eu acabar eu lhe conto, ok?
- Tudo bem querida. Vamos, por aqui. – Seguimos até a sala onde Charlotte, e para quem não sabe é a mãe da , e lá estava ela acompanhada de uma amiga.
- Oh, minha querida, a que lhe devo sua presença? – Falsa e cínica, não sei como eu consigo chamá-la de tia ainda.
- Eu poderia falar com você... A sós? – Olhei para a amiga – nova demais – e olhei novamente para tia Charlotte.
- Claro, querida. – Falsidade exalava de suas palavras. Aposto que era apenas para manter a boa pose. Ela foi me levando até seu escritório, abriu a porta do mesmo e sentou-se na grande cadeira de couro branca. – Sente-se . – Ela sorriu para mim. Se é que eu lembro, ela só sorria para MIM quando estava bêbada, mas deixamos isso para depois.
- Vim falar a respeito da , tia Charlotte.
- Nossa , eu pareço tão velha para ser chamada de tia. – Obsessão por beleza era com ela mesma.
- Ok Charlotte, o assunto é sério.
- Pode falar. – Ela falou mais séria agora.
- Olha... A passou mal esta noite, eu a levei para o hospital e fizeram alguns exames... – Ela estava ereta na cadeira e sua expressão era de... Nada. Além de Charlotte não dar muita bola para , ela ainda era sua filha.
- E... – Ok, não estava sendo fácil falar.
- O médico disse que ela está com leucemia. – Charlotte ficou quieta e apertou os olhos com força. – Mas o médico falou que se acharmos um doador até duas semanas a não vai ter nem um malefício da doença.
- O pai dela já sabe?
- Sim, ele deve já estar a caminho. – Ela suspirou.
- Quando podemos fazer os exames para vermos se somos compatíveis?
- Eu não tenho 18 anos então eu não posso fazer, mas todos os garotos e as nossas três amigas vão fazer amanhã pela manhã, os exames ficam prontos pela tarde. – Charlotte assentiu.
- Ahn, , você pode me deixar sozinha um pouco?
- Claro. Tchau Charlotte, qualquer coisa, estaremos no hospital às 9h. – Ela assentiu e sai da sala, fui em direção à cozinha.
- Olá minha querida. Conte-me o que está acontecendo. – Anneline pegou minha mão. Contei tudo sobre para ela que ficou horrorizada.
- Vou ver como a está amanhã mesmo! E em qualquer coisa que eu possa ajudar, me fale, por favor.
- Claro que eu aviso. – Ela sorriu tristemente. – Bom, eu tenho que ir, já está tarde e temos que dormir para acordar cedo amanhã.
Cheguei em casa e todos estavam lá, incluindo e que pareciam mesmo preocupadas.
- Onde você esteve? – James perguntou-me vindo me abraçar.
- Eu fui falar com tia Charlotte... Sim, tarde assim. Mas ela estava com uma amiga lá. E por incrível que pareça, ela ficou realmente abalada. – Respirei fundo e sentei ao lado de que passou o braço por meus ombros. Eu estava caindo de sono, mas eu não iria conseguir dormir.

***


Chegamos ao hospital e todos estavam lá, inclusive os nossos pais e mães. e não estavam, por incrível que pareça. Fizeram o tal do exame e o resultado abalou a todos.
- Ninguém é compatível com a . – Suspiramos fundo. Eu me atirei na cadeira... Como... Como assim ninguém era compatível? Não tem como! Não pode ser! Coloquei meu rosto entre as mãos e soltei um suspiro esganiçado. Senti um par de braços me apertarem fortemente. James beijou minha testa.
- Como isso pode acontecer, James? – Olhei para minha mãe (Sim, eu me surpreendi por ela ter vindo. Ela se quer me olhou hoje.), Charlotte, meu pai e o pai da , eles estavam tendo um pequeno conflito, mas não dei bola.
- Calma , nós vamos achar alguém compatível! – Olhei novamente para nossos pais, Charlotte parecia pensar muito e então ela andou até o meio de todos e pigarreou.
- Charlotte, o que vai fazer? - O pai de perguntou.
- O que eu deveria ter feito há muito tempo. – Ela olhou para todos. – Há sim, uma pessoa que tem 99% de chances de ser compatível... – Todos olharam-na com os olhos esbugalhados.
- Quem?! – Eu perguntei alterada. Por que esconderam isso?
- Você. – Charlotte apontou para mim. Fiquei absorvendo o “você”, eu não estava entendendo absolutamente nada.
- Como assim? – James perguntou. , que estava ao meu lado, segurou minha mão. Eu olhava um ponto fixo, tentando entender.
- Como a pode ser compatível? – Nathalia perguntou. Charlotte baixou a cabeça.
- Você... Você... Droga! ... Você é minha filha. – Engasguei com o ar, deu alguns tapinhas em minhas costas. Não podia... NÃO PODIA!
- COMO ASSIM? – Eu gritei e uma enfermeira pediu para eu abaixar o tom de voz. – C-como assim? – Perguntei mais baixo.
- Por que fez isso? Hein? – Minha “mãe” ou sei lá o que ela era minha, perguntou.
- Foi necessário Eleanor! , você e são minhas filhas... São gêmeas bivitelinas. Eu... Eu... Venha comigo. – Ela me puxou mas de repente senti algo forte puxar Charlotte e a minha também.
- Você não deveria ter feito isso! – Eleanor falou furiosa. Charlotte olhou para o meu pai e o de e eles assentiram juntos. Ela tirou seu braço bruscamente da mão de Eleanor. Fomos para fora do hospital, eu ainda estava calada... Não absorvi que eu era, de fato, filha de Charlotte... Minha ficha não quer cair... Eu acho. Paramos no estacionamento meio vazio e ela respirou fundo.
- Olha, tudo começou quando éramos mais jovens Eleanor já tinha James e então eu e seu pai, nós... Tivemos um caso e então eu fiquei grávida de você e ... Sua mãe e o pai de me odiaram por um tempo, mas Eleanor e seu marido eram muito apaixonados. Todos nós decidimos que cada um ficaria com uma menina, mas mal sabíamos que vocês se tornariam tão amigas. Passamos a fingir que não dávamos atenção a vocês... Os pais de vocês não conseguiram, mas nós tínhamos que manter a “pose”... Eleanor realmente não... Gosta muito de você por isso. Então, vocês começaram e se apaixonar por e e...
- Como vocês sabiam de e .
- Eleanor era obcecada por vocês, queria acabar com a sua felicidade e acabava colocando coisas na minha cabeça. Então... Olha, eu sei que essa parte você nunca vai me perdoar, mas peço que de tempo ao tempo você me desculpe aos poucos... Nós... “Contratamos”... e ... Elas precisavam de dinheiro e demos tudo a elas. – Eu olhei-a boquiaberta, era MUITA coisa para a minha cabeça.
- Eu... Eu nem sei...
- Calma, não precisa me falar nada agora... Entendo que você esteja confusa, mas preciso que você faça o exame.
- Mas... Eu sou menor de idade e...
- Eu posso autorizar... Eleanor pode autorizar. – Ela me olhou levemente constrangida.
- Ok. – Foi a única coisa que eu consegui dizer... Todos me encheram de informações. Sentei no fio da calçada do estacionamento e senti alguém sentar-se ao meu lado.
- Como está? – Seu perfume envolveu minhas narinas.
- Estou bem. – me abraçou e eu descansei minha cabeça em seu peito. – Confusa, mas bem.
- Então... Você e a ...?
- Irmãs... De sangue... Na verdade como somos bivitelinas temos 40% de chances de não termos o mesmo sangue. – Ele me olhou com as sobrancelhas erguidas. – O que? Eu prestei atenção nas aulas de Biologia! – Nós rimos. Depois de um tempo entramos para eu poder fazer o teste e então depois de horas...
- Você é compatível. – O médico falou com um sorriso (lindo, diga-se de passagem.). Todos comemoraram, mas eu não conseguia me mover. Imagina você, no mesmo dia, saber que sua melhor amiga é sua irmã, que seu pai teve um caso com a mãe dela, obviamente a mãe dela é minha mãe, e seu exame é compatível para poder doar para a sua irmã/melhor amiga. No mínimo... Peculiar.

Capítulo 22

Sete meses haviam se passado e a vida de não poderia estar melhor. Ela realmente começara a namorar com , ela e resolveram ser apenas amigas, pois elas tentaram ser irmãs... Mas não havia dado tão certo com elas acharam que seria. Por incrível que pareça, continuava a falar com todos, menos , pois ninguém realmente gostara dela. Para completar, era final de novembro, o frio já tinha chegado e essa era a época preferida de , ou melhor, de todos. Mas as coisas nunca são perfeitas como achamos que são.

POV

Eu tinha voltado de uma turnê tinha uma semana, então, sem show por final de novembro e dezembro, resolvi passar na casa de . Toquei a campinha e James atendeu a mesma.
- E aí cara. – O abracei.
- E ai . – Ele correspondeu o mesmo.
- Cadê a Lola? – Entrei e esperei James fechar a porta.
- Está no quarto dela e cara... Vai lá e acalma a fera, por que hoje ela tá que tá! Ela anda com umas dores, mas não quer ir ao médico. E com isso ela fica braba com tudo.
- Sei lá, ela nunca é tão estressada comigo. – Me gabei e James me deu dois tapinhas no ombro.
- Vai falando. – Ele riu e foi em direção à sala. Eu dei de ombros e subi até o quarto dela. Dei um toque de leve na porta.
- Oi pequena. – Fechei a porta e olhei-a deitada com uma almofada entre os braços. Ela nem ao menos me olhou. Aproximei-me dela e abaixei-me a sua altura. – Oi, oi. – Dei-lhe um selinho que o mesmo não foi correspondido. – Posso me deitar? – Ela me olhou com um pouco de desprezo e nem se mexeu. Dei a volta na cama e deitei no espaço vago que havia atrás dela. Abracei e dei um beijo em sua nuca.
- Sai . – Ela disse e se afastou.
- , o que eu fiz desta vez? – Perguntei sem paciência com o mau humor de .
- Nada oras. – Ela falou seca.
- Você está chata hoje, hein?
- Você é que está muito meloso. Quando a esmola é grande o Santo desconfia.
- Que stress todo é este? – Falei impaciente.
- Eu só queria ficar quieta. Ok! Agora eu não posso mais? Eu estou com uma puta dor, gorda e você ainda vem me xingar? É, acaba o nosso namoro para a minha vida ficar perfeita! – O que será que havia acontecido com essa garota?
- Olha , isso realmente foi desnecessário. Quando você parar de dar esses showzinhos e ver que o que você fez foi ridículo, eu estarei com seu irmão lá embaixo! – Gritei com ela que me olhou com os olhos arregalados. Saí batendo a porta. Sabia que não deveria ter alterado minha voz. Eu sabia que me ferraria depois. Desci as escadas quase marchando de tão forte que pisava. Larguei-me ao lado de James no sofá com o semblante emburrado.
- Eu não disse?
- O que está havendo com ela? – Perguntei atordoado.
- Não sei... De uns tempos pra cá ela tem estado estranha. Não conversa comigo direito. Só sabe brigar, brigar e brigar com todos. Até com a . – Ele falou dando uma golada na cerveja, ele estendeu a mesma para mim que aceitei prontamente. Dei uma golada também. – Eu tento entender essas trocas de humor dela, mas não tem como.
- Eu nunca vou entender! – Falei jogando os braços para o alto e os largando com força nas pernas. – Mas para descontrair, e você e Meg, hein? Quando vai rolar o casamento? – James riu roubando a cerveja de mim.
- É cara, estou pensando em comprar a aliança esta semana ainda... Quero me casar o mais rápido possível. – Ele falou olhando para a televisão.
- Só quero ver quando eu me casar com a Lola e... – James pigarreou e me fuzilou com o olhar. Gargalhei jogando minha cabeça para trás seguido de James que fez o mesmo.
- É só que... É meio estranho falar com o namorado da minha irmã... Não sei, eu pensava que ela namoraria alguém com piercings exagerados, tatuagens tapando braços, mãos, pernas, rosto e que escutasse metal, apenas para ter o gostinho de me contrariar. – Eu arregalei os olhos e nós dois rimos novamente.
- Então, aos seus olhos, eu sou o namorado perfeito para ?
- É óbvio que não!
- Obrigada pela consideração querido cunhado.
- Não é isso, na verdade meu sonho mesmo é que não tenha namorados, queria que tivesse alergia a garotos... Apenas isto, mas como a vida não é perfeita, ela foi gostar justo de você, o meu melhor amigo. – Eu ri da cara de confusão de James.
Ficamos conversando mais alguns minutos e de repente ouvimos um grito. Nos olhamos. – Ela deve estar com um grande acesso de raiva. – “James... !” gritou novamente. Subimos correndo o mais rápido possível. Abrimos a porta num estouro, estava no chão e se contorcia pelo que parecia ser de dor. Eu e James corremos até ela que tinha o rosto úmido pelas grandes e inúmeras lágrimas que escorriam. E mais um grito agonizante ouviu-se.
- , o que está sentindo? – James gritou enquanto ela, em seus braços, chorava. Tirei seus cabelos do rosto e tentei acalmá-la.
- Dor... Muita... Dor. – Ela pronunciou com dificuldade. Ela gritou mais uma vez e James me olhou.
- Desce com ela enquanto eu tiro o carro da garagem. – Ele a passou para os meus braços e eu me levantei tentando ter forças para carregar se contorcendo em meu colo.
- Dói . – Ela sussurrou com o rosto em meu pescoço.
- Eu juro que eu farei passar, meu amor. – Sussurrei e dei-lhe um beijo na testa. Corri pela escada com em meus braços. James já estava na frente da casa, então, entrei no banco de trás. James acelerou o carro indo em direção do Hospital.
Chegamos ao local e fomos correndo para dentro. gritou mais uma vez e logo um homem com uma cadeira de rodas apareceu. Ele abaixou à altura de e olhou em seus olhos, o que me deixou morrendo de ciúmes, mas tudo bem.
- O que você sente? – O cara perguntou essa idiotice toda e nem neste estado deixou de responder.
- Alegria! – Ela gritou ironicamente. Ela pegou na gola da camisa do homem. – Se você não me arranjar um médico agora eu enfio sua cabeça grande num vaso sanitário. – Eu realmente estava com pena daquele homem.
- Você não está vendo que ela está se contorcendo de dor? Chama um médico! – James vociferou. Ele, assustado e não querendo levar uma bronca minha, chamou um médico que chegou prontamente levando para uma sala. Eu e James fomos atrás, mas o médico nos impediu.
- Vocês não podem entrar, mas assim que tivermos notícias, serão os primeiros a saberem. – E então, ele fechou a porta. Sentei em uma cadeira e James sentou ao meu lado.
- Eu... Tudo de novo? Eu odeio hospitais... – James falou uma frase meio sem nexo.
- Você vai ver como a vai melhorar, dude... É-é só ter calma. – Ele me olhou com um semblante triste e eu dei um tapinha em suas costas. Eu falara aquilo para James, mas eu realmente não estava seguindo o meu conselho. Respirei fundo e peguei meu celular. Liguei para todos que em questão de minutos estavam aqui.
Vi correndo em nossa direção com Nathália, Meg, , e ao seu encalço.
- James, o que ela tem? Por favor, me fala. – falou ajoelhando-se na frente de James.
- Eu não sei ainda... – olhou-me.
- Eu também não sei... – Falei num suspiro agonizante. passou as mãos pelo cabelo e a levantou do chão gelado.
- Como isso aconteceu? – Perguntou . Todos sentaram ali perto para ouvir.
- Eu não sei, eu cheguei na casa do James e da Lola e ele disse que ela estava bem estressada, com algumas dores. Eu pensava que ela seria normal comigo, mas ela estava estranha, estressada, se chamou de gorda e disse que estava com um dor forte. Eu fiquei irritado e gritei com ela, – , e me fuzilaram com o olhar – então eu desci e fiquei com James, ouvimos um grito e subimos e ela estava se contorcendo de dor. – Fechei os olhos fortemente ao lembrar-me da cena de no chão. Fui interrompido com a aparição do médico frustrado e como um furacão.
- Familiares de – ele olhou na prancheta ainda com um olhar frustrado – . – Todos se levantaram.
- O que diabos aconteceu com ela? – Perguntei vendo o semblante surpreso e confuso ainda.
- está em trabalho de parto.
- O QUE? – Falamos em conjunto.

CAPÍTULO 23

- Preciso que se o pai esteja presente, que me acompanhe, por favor, ou algum familiar. Um médico virá para relatar o que aconteceu com . – Prontamente fui atrás do médico e quando olhei para trás me assustei ao ver , e segurarem James. Olhei para frente novamente com a cabeça baixa. Como isso pode acontecer? não estava grávida, não hoje à tarde pelo menos.
Cheguei a uma sala onde estava posicionada, pelo que eu via em filmes, para fazer o parto. Ela chorava, fui rapidamente em direção a ela.
- , como... Como? Não pode! – Segurei suas mãos e mais um grito foi ouvido.
- Calma , vai dar tudo certo, eu te prometo. – Falei entrando em desespero, eu não sabia o que fazer... Não estava preparado. Ouvi mais um grito estridente.
- Sua epidural já fez efeito, então vamos começar, . Quero que você empurre para baixo, respirando fundo e contando até 10. Posiciona o queixo perto do pescoço na hora de fazer força para facilitar. – assentiu rapidamente.

/POV

POV Autora

Já fazia 2h horas que estavam dentro daquela sala e olhar daquele jeito estava matando cada vez mais. De repente parou de fazer toda aquela força.
- Vamos , você não pode parar agora! – A médica falou e olhou para .
- Eu só não... Consigo mais. – Ela começou a chorar. pegou o rosto de entre suas mãos.
- Você tem forçar para continuar... Eu acredito em você. – Um desespero bateu forte em quando ouviu a máquina dos batimentos aumentarem cada vez mais. Muitos médicos começaram a entrar e ele apertou suas mãos no ferro da maca de .
- Você tem que sair daqui senhor. – Uma enfermeira falou enquanto pegava o braço de .
- Não! Eu vou ficar! – Ele falou e a enfermeira virou chamando um enfermeiro musculoso. O mesmo pegou os dois braços de e o levou para fora da sala. Ele estava nervoso e com raiva por tê-lo tirado do lado de sua amada. socou fortemente a parede, assim, deixando ferimentos em seus dedos. Ele colocou as mãos no rosto e ouviu alguns passos pertos de si. Olhou para frente e no segundo seguinte sentiu sua bochecha arder, ele havia levado um soco.

/POV Autora

POV

Assustei-me com , e seguraram James repentinamente. Meg rapidamente ficou de frente para James e segurou o rosto do mesmo.
- James, acalme-se, por favor. Aqui não! – James continuava debatendo-se entre os braços dos garotos.
- Me solta caramba! – James falava repetidas vezes. Meg falou algumas coisas confortantes em seu ouvido e ele foi se acalmando e os garotos puderam soltar James. Vi o médico se aproximar e cutuquei James que olhou o médico parando em nossa frente.
- Vocês são os familiares de Walker?
- Sim. – falou por todos.
- Bom, o caso de não é normal, mas não é raro. Ocorre em 20 entre 100 mulheres. teve uma gravidez tubária. – Eu estava pasma. – É quando o óvulo se fixa em outra região do organismo materno. 95% dos casos, o óvulo fixa-se nas trompas. É uma gravidez de grande risco... O parto pode conter complicações. – Olhei para James que respirava rápido e forte. Todos estavam devastados. – Com licença, vou deixá-los sozinhos. – E então, foi tudo muito rápido, olhei para o lado a tempo de ver James indo até . Ele dera um soco no mesmo que caiu com a tamanha força de James. Todos correram na direção dos dois. Segurei e todos seguraram James.
- Agora não é hora. – Eu falei olhando séria para James. – , por que diabos você saiu daquela sala? – colocou as mãos no rosto.
- E-eu estava lá e a começou a passar mal e... DROGA! – Ele gritou.
- Ela não... Ela não... – James não conseguiu terminar a frase.
- Eu não sei! – O rosto de estava vermelho. James tentou soltar-se de todos, mas não teve sucesso.
- James, você não vê que este não é o lugar e nem o jeito para resolver as coisas! – Morghana esbravejou com ele. James se soltou raivoso e foi sentar-se longe de todos. Ficamos em silêncio até ouvir aquele som... Era um choro de bebê. Vimos uma enfermeira sair da sala, ela apenas balançou a cabeça positivamente para , que logo estava com lágrimas nos olhos.
- É uma linda menina. - Todos deram um suspiro aliviado. Olhei para James que me olhava apreensivo.
- É uma menina. – Sibilei e ele colocou as mãos em frente do rosto. Eu sabia que James estava chorando.
- Eu posso entrar? – perguntou.
- Ainda não, mas quando ela estiver no quarto, sim. – E então ela saiu. Abracei de lado. Ele precisava realmente conversar, então, olhei para todos que entenderam de imediato.
- Hey vocês... Comprem alguma coisa para a nova integrante do grupo. – Todos riram.
- Eu vou comprar uma bola de futebol! – Ouvi falar.
- NÃO ESQUECENDO DE QUE ELA É UMA MENINA! – Gritei e consegui, pelo menos, fazer rir.
Eu não começaria a conversa, dei essa liberdade a .
- ... E como vai ser agora? Eu não estou preparado. – Olhei para , abismada.
- A também não esperava!
- E-eu sei, mas eu...
- Não tem ‘eu’ . A que sofreu com as conseqüências! Não é você quem estava lá dentro parindo um filho! Você tem que colocar na sua cabeça que você agora tem UM FILHO!
- Agora não é hora de sermões, ... Hoje NÃO!
- É hora de sermões sim, ! Você é pai agora e terá que arcar com as conseqüências! – ficou olhando o vazio por alguns segundos.
- Eu não sei como... Lidar com isso. – Ele falou com calma. – Eu nunca treinei... Nem menos segurei ou... – ele parou – gostei – ele sussurrou – de crianças. – Ele fazia alguns movimentos com as mãos.
- Eu sei , e repito... A também nunca teve uma experiência dessas. O único conselho que eu posso dar à vocês é que fiquem o mais junto possível e assim, aprendam um com o outro. – Sorri com a minha frase final e me virei.
- Mas e se não conseguirmos? – perguntou e eu me virei irritada.
- ! Aquela foi a frase perfeita para acabar com um GRAND FINAL! Nunca mais vou conseguir formular algo igual! – riu nasalado. – Ok, se não conseguirem, vocês terão sete amigos para ajudar! Não coloque na sua cabeça energias negativas! – Baguncei de leve com meus dedos seus cabelos. Ele não falou mais nada.

/POV

Eu não estava acreditando que estava grávida até o momento em que vi aquela... Pessoinha. A enfermeira o depositou em meus braços. Eu mal sabia segurar um bebê. Ela começou a fazer algumas bolinhas com a boca, era engraçado.
- Vamos transferir você para um quarto ok. – Uma enfermeira muito bonita falou calmamente comigo.
- Ah, sim, claro. – Ela fez menção de tirar a minha bolinha do meu colo.
- Nós temos que colocá-la no berço Sr. Walker. – Olhei para... Ela... - Como vai ser seu nome, hein bolinha? – Pensei comigo mesma. – Sr. Walker, tenho que levar o bebê para o berço.
- Tudo bem. – Eu entreguei aquela bolota para a enfermeira. Foram me carregando na maca até o quarto. E sim, foi divertido.
Cheguei no quarto e aquela bolota estava no berço.
- Posso segurá-la?
- Claro, e você tem que dar leite para a linda menina.
- Ah, claro. Mas... Como eu dou leite? – Perguntei calmamente enquanto a enfermeira colocava a bolinha em meus braços.
- Er... Você tem que dar o seio para ela. – Ela ficou meio assustada.
- Como vou fazer isso? – A enfermeira me olhou com uma cara assustada. – É brincadeirinha, eu sei como se faz... – Olhei a bola em meus braços. - Eu acho. – Sussurrei ajeitando bolinha que começou a mamar. Fiquei olhando aquela bolotinha com cara de joelho... Como seria o nome dessa coisinha? Eu não tinha nada de bebês aqui! Bolota ainda estava com as roupas do hospital. Bola parou de mamar e eu me ajeitei e ela começou a fazer bolinha com a boca e eu fiquei rindo, até ouvir algumas batidas na porta. Olhei e vi meus amigos entrando. Eu queria ver e James... Era o que eu mais queria naquele momento. Entrou , , , Morghana, , Meg e Nathalia... Mais ninguém. Acho que todos perceberam meu semblante desapontado. Vi sentar-se ao meu lado.
- Ela é linda. – Ele me olhou sorrindo de lado... O mesmo lado da covinha, eu sorri e me inclinei para morder sua covinha. Todos riram enquanto limpava meu babado. – Olha ... James está meio... Inconformado com isso... Ele está esfriando a cabeça e já vai entrar. – Olhei para esperando que ele falasse de . – E ... – bufou, deixando clara a irritação com . – Na hora de entrar ele alegou não estar preparado para isso... Mas que ainda hoje vem te visitar. – Meu olhar se perdeu. As duas pessoas que são meu maior suporte... Não quiseram entrar. Vi empurrar .
- Trouxemos alguns presentes... Eu quis trazer uma bola, mas ninguém deixou. – Ele falou fingindo que estava triste. Eu ri fraco.
- Obrigada gente. – Meg veio em minha direção.
- Posso segurá-la? – Ela perguntou sorrindo.
- Claro. – Sorri e passei a bolota para Meg. colocou algumas coisas sobre minhas pernas enquanto todos se reuniam em volta e sentava ao meu lado. Abri a caixa e havia algumas roupinhas, brinquedos, sapatinhos e fraldas. Meus olhos marejaram.
- Ah, não vai chorar, né? – Nathalia perguntou brincando.
- Claro que não! Eu chorando? – Falei e todos riram. Reparei que não tinha nada rosa. Todos me conheciam, eu odeio rosa. – Eu quero vestir ela. – Falei sorrindo. – Será que pode? – Mordi meu lábio inferior.
- É óbvio, a bolinha é sua! – falou rindo.
- Minha... – Falei para mim mesma. Suspirei e levantei sentindo um pouco de dor. – Sai, sai. – Falei baixinho batendo de leve na barriga de Morghana. Meg veio até mim com bola e colocou a mesma no berço. me alcançou uma fralda e eu a coloquei meio desajeitada, mas ainda sim estava certo, logo depois ela alcançou-me uma pequena calça amarela clara e uma blusa branca com as mangas dobradas propositalmente. Coloquei meias brancas e ergui a bola. Todos soltaram aquele coro de ‘owns’. Eu comecei a rir. Que coisa mais... Fofa e bola! Sentei com ela na cama novamente e fiquei observando ela. Havia muito de nela... Na verdade, tudo, ela não era parecida comigo. Bola tinha os olhos mais azuis impossível!
- Como vai ser o nome dela ? – perguntou.
- Ainda não sei... Quem sabe... Colby? – Todos sorriram.
- Eu amei. – Nathalia falou ao meu lado e abraçando-me desajeitadamente.
- Todos gostaram... Mas eu ainda prefiro chamá-la de Bola. – fez uma cara triste.
- Eu também Boy. – Todos riram. De repente uma enfermeira entra no quarto.
- Desculpe, mas o horário de visita está encerrado. Com licença. – Ela saiu. Todos começaram a me dar tchau e falar algumas coisas realmente sem nexo. foi o último a me dar tchau, e assim que o fez, segurou meu queixo.
- Eu tenho certeza que e James virão visitar vocês duas. Certeza absoluta.
- E como você tem essa certeza toda?
- Digamos que eles não gostariam de serem ameaçados por sete pessoas de morte assim... Tão novos! – Nós dois rimos. curvou-se e beijou a testa de Bola... Digo, Colby.




CONTINUA



n/a: Oiem! Gente, essa att está grandinha né! Bom gente... Já tenho um pouco do final escrito, acho que mais uma ou duas att's e Little Bourne acaba D: Mas tem sim a parte dois e eu já comecei a escrever como eu já tinha dito, essas férias estou me dedicando muito à ela! Prometo não decepcionar NINGUÉM! Já tenho a história bem bolada na minha cabeça, mais uns toques e já vem a segunda parte! Espero que estejam felizes, por que eu estou muito. Ainda mais com todos estes comentários MA-RA-VI-LHO-SOS de vocês! Fico por aqui my ladys!! Besos!
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